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Grande Artista e Goleador

Vitória FC 0-6 SPORTING CP: Brilhante regresso de João Mário ao Sado

É impossível falar do jogo de ontem sem dizer o nome de João Mário.

Todos se apresentaram em altíssimo nível mas o "Pantufas" esteve fora-de-série.

Esteve nas jogadas dos 6 golos e espalhou classe e intensidade em todas as acções.

Disse ontem que Bruno César seria fundamental e Slimani decisivo e não me enganei. Falhei apenas a previsão de que o Patrício seria determinante. O "Marrazes" nem chegou a aquecer...e ainda bem.

Voltando a João Mário, figura máxima do jogo, na minha opinião.

Está na jogada do primeiro golo, embora numa fase algo embrionária de um lance que tem origem numa recuperação de William Carvalho e passa por João Pereira, João Mário, Adrien, volta a William que coloca em Jefferson. Depois, é o que se sabe: bola em Bruno César e Slimani a encostar.

No segundo golo, João Mário força a entrada na área em combinação com Slimani, o ressalto acaba por sobrar para Bruno César. Estava feito o segundo num 'bico' que exige mais técnica do que muitos pensam.

Já na segunda parte, à semelhança do primeiro, o lance do terceiro golo tem muito futebol de qualidade. Recuperação de Jefferson, a bola passa por Naldo, Patrício, Ruiz, Adrien, Bruno César e João Mário. É aqui que o passe de rotura sai para Ruiz que, nas costas dos defesas, cruza com conta, peso e medida para Super Slim bisar e ultrapassar o seu máximo de golos numa época.

O quarto golo é todo ele classe e inspiração de João Mário. Na hora de festejar, humildade e gratidão para com as gentes de Setúbal, que o ajudaram a crescer. Gesto bonito, coroado com uma ovação de pé por parte dos adeptos do Vitória.

No quinto golo, livre de João Mário e após um conjunto de hesitações, que levaram a que ninguém tenha tocado na bola, "Chuta-Chuta" não pediu licença e atirou a contar. Em 60 minutos, já havia feito mais do que Carrillo (quem?) em 610!

No fechar das contas, voltou a assistir com classe e timing perfeito Aquilani que, com frieza e elegância, atirou a contar para as redes de Raeder.

Para além de João Mário, houve uma equipa ligada e concentrada durante quase 90 minutos, a pressionar alto na maior parte deles e sem deixar que o Vitória tenha construído uma jogada com princípio, meio e fim em todo o encontro.

Uma das melhores exibições da época, adocicada com um empate no Dragão, que nos deixa com 4 pontos de vantagem para os dois rivais directos.

Nunca o Sporting havia amealhado 41 pontos à 16ª jornada. Recorde absoluto.

Desde 27 de Outubro de 2001, precisamente na época do último título, que não marcávamos 6 golos fora (o resultado foi exactamente o mesmo, frente ao Paços, com golos de Beto, Ricardo Sá Pinto, Mário Jardel 2x e Marius Niculae 2x).

Há 25 anos que não ganhávamos 13 dos primeiros 16 jogos do campeonato (o último treinador a conseguí-lo foi Marinho Peres em 90/91).

Está igualado o recorde mínimo de golos sofridos à 16ª jornada: 7 (a outra época em que o conseguimos foi em 89/90).

Há 46 anos que Sporting CP não tinha um aproveitamento de pontos tão elevado no campeonato ao fim de 16 jogos (85%).

Esta época tem tudo para ser memorável mas...ainda nem vai a meio.

No fim-de-semana, quero Alvalade cheio para receber o Braga e juntar mais 3 a estes 41.

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