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Grande Artista e Goleador

Vai, Leão!

Há pelo menos dois anos que sigo atentamente Rafael Leão. Aquele jeito desatento, despreocupado, desleixado, por vezes displicente, nunca escondeu o talento enorme que se percebia a léguas em cada vez que tocava na bola. Nunca a perdia sempre que parecia empenhado na acção levada a cabo. Perdia-a quando a acção lhe parecia demasiado fácil, acessível. Fazia coisas incríveis em situações nada propícias a isso e coisas inacreditáveis quando tinha tudo para dar certo. Coisas de craque.

 

Em 2015/16 já actuava nos juvenis e nos juniores, em ambos de forma inconsistente. Um jogo bom, outro mau, um a titular, outro no banco mas o talento, esse, sempre esteve lá. O trajecto dos craques nem sempre acontece com uma passadeira estendida. Leão precisava constantemente de um "abre-olhos" mas o final de época mostrou o melhor dele, sendo fundamental no título nacional de juvenis, depois de já se ter sagrado campeão da Europa de sub-17, pela selecção nacional portuguesa.

Na época passada, a subida aos juniores fez-se de forma pacífica. Era óbvio que precisava de novos estímulos, de maior e melhor oposição. Aquele era o habitat que precisava. A época nem sempre lhe correu de feição. Alternou a titularidade com o banco e pareceu sempre mais decisivo quando começava o jogo como suplente. A qualidade aparecia mas não era ainda consistente. Faltava foco mas eu continuava a dizer em todo o lado que estava ali a "next big thing" (ainda me posso enganar, mas...).

Mais uma vez, é no final da temporada que se dá o "click". Para mim o definitivo, que indiciava que Leão estava cada vez mais pronto. Os momentos de desconcentração eram cada vez mais raros, já se notava outra atitude competitiva. Rafa deixou de estar apenas a jogar no bairro, frente aos amigos da sua rua.

O prémio surge no final da temporada, com a chamada à equipa B, antes do jogo do título no escalão júnior. Leão estreou-se nos escalões profissionais, entrou aos 68 minutos e 22 minutos depois marcou o golo que daria um empate em Braga. Na semana seguinte estava a festejar no Olival o título de campeão nacional de juniores.

 

Esta temporada, confesso, era de enorme expectativa para mim. Não esperava retrocessos mas tinha receio que acontecessem. Ainda com idade júnior, Rafael Leão estebeleceu-se na equipa B e tem ganho o seu espaço, mesmo que fosse expectável que esse espaço fosse de Pedro Marques. Os jogos da Ledman LigaPro alternam com os da Youth League, onde tem sido determinante na, até ver, boa caminhada do Sporting. As "aparições" no campeonato nacional de juniores são cada vez mais escassas e Leão, mais focado do que nunca em agarrar as oportunidades, cada vez mais olha para cima, para o topo.

A estreia na equipa principal foi uma surpresa mas acaba por acontecer com naturalidade, dadas as circunstâncias. O jogador recebeu um sinal de confiança pelo trabalho desenvolvido e respondeu afirmativamente. Podem contar com ele! Jesus lançou-o na Taça de Portugal, em Oleiros. Entrou aos 70 minutos e aos 86 as redes já tinham abanado. Foi ainda mais rápido a marcar na equipa principal do que na equipa B, onde também leva um interessante registo (5 golos em pouco mais de 500 minutos).

Este fantástico percurso não escapou a Rui Jorge, que o convocou para os sub-21, em reconstrução após duas "fornadas" muito boas. A derrota na Bósnia fez soar alguns alarmes e o ex-lateral esquerdo dos leões, hoje timoneiro da equipa de "esperanças", não tardou em dar um sinal ao grupo. Não há lugares cativos e hoje há um Leão preparado para mostrar que não pára de subir degraus.

 

O céu é o limite! Vamos lá, puto!

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