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Grande Artista e Goleador

Um fim-de-semana dado à pirotecnia

Num fim-de-semana com festas na minha terra, em que o habitual fogo de artifício é um dos atractivos maiores, nunca pensei ver tanta pirotecnia em Alvalade, em grande parte vinda da claque benfiquista. Foram mais de uma dezena de petardos, acompanhados por tochas e outros artefactos, parte deles enviados intencionalmente na direcção dos adeptos do Sporting que se encontravam na bancada superior norte.

Começo por dizer que o Sporting, como organizador dos encontros jogados em sua própria casa, encontros este que, por sua vez, são (ou deviam ser) supervisionados pela Liga de Clubes devia dar ordens expressas para que a segurança, encarregue da revista aos adeptos, não deixasse entrar um único elemento desta natureza no estádio.

Começando pelas nossas claques que, por vezes, usam também estes artefactos no interior dos estádios (convém dizer que o comportamento tem melhorado relativamente ao passado), devemos ser lestos a resolver este problema. Toda a gente sabe que todo este material entra nos estádios horas antes do encontro e que é nessa altura que se devem apreender todos eles pois, quando os adeptos afectos às claques entram e é feita a revista já tudo se encontra dentro dos recintos.

Devemos dar o exemplo irradiando este tipo de comportamentos no nosso recinto e noutros onde as nossas claques se façam representar.

Claro que, normalmente, estes elementos não são utilizados como armas de arremesso para, intencionalmente, causar danos a pessoas inocentes que nada têm a ver com este tipo de comportamentos e é aqui que entra a minha ainda maior indignação.

O uso de pirotecnia nos estádios é ilegal mas o seu uso para infringir danos a outros é crime e, se a direcção do Benfica, responsável por colocar aqueles adeptos em Alvalade, não os considera repudiáveis, sobretudo depois de no dia anterior estes mesmos adeptos se mostrarem orgulhosos de um assassinato em local público, praticado por elementos da mesma agremiação, o corte de relações parece-me inevitável.

Ah, mas não era melhor sentarem-se e conversarem?! Era. E foi isso que Bruno de Carvalho quis fazer quando apresentou um conjunto de melhorias que entendia que deviam ser discutidas por todos os clubes pertencentes aos campeonatos profissionais. A fase do diálogo passou e Bruno de Carvalho ficou a falar sozinho. Ninguém lhe deu ouvidos, por isso, agora nada há para falar. Os tribunais que resolvam.

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