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Grande Artista e Goleador

Tondela 1 SPORTING CP 2: raios partam os nervos!

1ª jornada do campeonato na ressaca do primeiro título oficial.

A equipa entrou nervosa e durante os primeiros cinco minutos a bola queimou nos pés dos verde-e-brancos.

Assim que entrou a primeira jogada em futebol apoiado, foram 20/30 minutos de futebol espectáculo que, no mínimo deviam ter deixado os de Tondela com dois ou três golos de desvantagem.

Foi apenas um, marcado por João Mário, acompanhado por falhanços de Slimani (duas vezes), Teo e Carrillo (também por duas vezes).

Durante esses 20/30 minutos de bom futebol, foi ver a classe de Ruiz, a mobilidade de Teo e a imprevisibilidade de Carrillo enquanto Adrien e João Mário pautavam e variavam o estilo de jogo (ora apoiado, ora em profundidade com bolas nas costas da defesa, ora aproveitando a verticalidade de Jefferson).

O intervalo chegou com 0-1 no marcador, escasso para o volume ofensivo do Sporting.

Na 2ª parte, o Sporting voltou a entrar nervoso e o Tondela tentou aproveitar.

Mesmo sem criar qualquer oportunidade de golo, os verde-e-amarelos conseguiram passar mais tempo no meio-campo do Sporting, quase sempre em lances de transição rápida.

O Tondela acaba por chegar ao golo num lance que tem tanto de ingénuo da defensiva leonina como de ilegal. Naldo não jogou simples e acaba por ver assinalado um livre lateral por uma falta que não existiu. O livre é marcado e, com a defesa do Sporting a ver jogar, o Tondela marca por intermédio de um jogador em posição de fora-de-jogo e empurrando a bola para o fundo das redes de Rui Patrício com um duplo toque com o braço.

Xistra, mais uma vez, não viu...tal como nos tem habituado em jogos onde arbitra o Sporting.

Convém dizer que não acho que Carlos Xistra tenha algum tipo de intenção no erro. É simplesmente um árbitro demasiado fraco e que não devia fazer parte da 1ª categoria nacional.

A verdade é que este lance onde é impossível verificar algo de legal marca o jogo pois repõe ilegalmente a igualdade, intranquiliza o Sporting (que já tinha pegado de novo no jogo) e galvaniza o Tondela (que voltou a ser mais agressivo defensivamente).

Daqui para a frente, houve mais coração do que cabeça mas não deixaram de haver situações de golo desperdiçadas. Os protagonistas foram os mesmos do primeiro tempo.

Se Jorge Jesus teve o condão de dotar o Sporting de um futebol mais atractivo e ofensivo, parece ter-se deixado contagiar por problemas do passado. As substituições foram, todas elas, tardias e exigiam-se as entradas de Montero, Mané e Gelson bem mais cedo.

Montero e Mane entraram mal mas sofreram com o jogo menos fluído da equipa.

Gelson, embora tenha entrado em cima do minuto 90, foi decisivo ao sofrer a grande penalidade que viria a resolver o jogo e repor justiça no mesmo. Neste caso, se o penalti é claro e inequívoco, o mesmo não se pode dizer do lançamento lateral de João Pereira (efectuado dentro das quatro linhas) que dá origem ao lance.

No final, vitória justa num jogo que tem sempre contornos especiais. Nunca é fácil o jogo de estreia na Liga. Porque as pernas ainda pesam, porque nem todos estão no mesmo patamar físico, porque as rotinas ainda não estão totalmente assimiladas.

A verdade é que, quando a equipa for capaz de fazer durante 60 minutos aquilo que fez durante 30, as vitórias surgirão com maior naturalidade.

Agora, venham os russos. Temos contas a ajustar.

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