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Grande Artista e Goleador

O prejuízo de William

Neste momento é inquestionável que William Carvalho se encontra no meio de um processo de transferência. Fala-se no interesse real do West Ham, entre outros hipotéticos interessados.

No meio disto está o Sporting, clube com o qual o jogador tem contrato, que se encontra aparentemente "impedido" de utilizar o jogador. William não jogou com o Vitória FC e, provavelmente, não jogará com em Guimarães e em Bucareste.

 

Espero que todo este prejuízo causado ao Sporting, vendo-se impedido de utilizar um dos seus melhores jogadores numa dupla jornada importantíssima para o clube acabe com a compensação devida.

Caso William saia mesmo do Sporting, não poderemos estar a falar em valores abaixo da cláusula de rescisão.

O Sporting não pode estar privado de um dos jogadores mais influentes do plantel para vender um dos seus maiores "activos" abaixo daquilo que é um valor mais do que justo por um dos melhores na sua posição: 45 milhões de euros, a pronto, se faz favor.

 

É que parte da inércia ofensiva apresentada pelo Sporting nos últimos dois jogos tem muito a ver com a ausência da agressividade ofensiva que William dá à equipa.

Battaglia não é o tipo de jogador que ganha metros com um passe para golo ou para uma clara oportunidade para finalizar. Este sim, lateraliza em excesso. O facto de transportar a bola em demasia também ajuda a "mastigar" a nossa transição ofensiva e facilita o posicionamento da linha defesiva adversária.

 

Abdicar de tudo o que William dá ao jogo do Sporting por menos de 45 milhões de euros (mesmo que o jogador queira sair), sobretudo quando está em jogo a entrada na Champions e 12.7 milhões de euros é um erro desportivo e de gestão.

Se ninguém paga o que ele vale (e o que ele vale sai reforçado por aquilo que nós perdemos e pela dificuldade em substituir o jogador), assegure-se a entrada na Champions com ele em campo e apresente-se uma proposta de renovação que nos permita manter satisfeito um dos melhores jogadores que vi em Alvalade nos últimos anos.

 

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Preparar o futuro com garantias para o presente

Com os empréstimos de Palhinha (felizmente regressado), Francisco Geraldes e Gauld esta temporada podemos estar aqui a perpetuar algo que, sendo bom, muito bom mesmo, pode vir a tornar-se um problema a curto prazo.

Acredito que William e Adrien estarão com muita vontade seguir os passos de João Mário e experimentar outros campeonatos. A não inclusão dos três jogadores que referi no plantel desta época atrasa a integração dos mesmos, com vista à sucessão natural dos dois craques do nosso meio-campo.

 

Felizmente, Palhinha está de regresso e fará até final da época o "estágio" que lhe pode permitir atacar a próxima como titular indiscutível, podendo finalmente proporcionar a William o contrato e a experiência que, creio, o luso-angolano tanto espera.

Saber jogar com este timing é saber conjugar expectativas e objectivos com o futuro do nosso clube.

Caso Francisco Geraldes e Ryan Gauld se mantenham fora dos planos, tudo levará a crer que Adrien adiará o "sonho" para que este seja proporcionado a William. Nada contra, até porque Adrien é mesmo o mais difícil de substituir e Elias não é claramente o jogador ideal.

 

Vender William no verão, integrando no plantel Francisco Geraldes e Ryan Gauld permitirá mais uma época de resultados financeiros e segurança na capacidade de lutar por objectivos desportivos.

Ser campeão esta temporada facilitaria ainda mais a integração de todos e retiraria alguma da pressão sobre o rendimento imediato dos nossos jovens.

 

Confio em quem nos dirige para comandar com pinças todos estes processos, pois não podemos desperdiçar o talento dos nossos jovens. E, para além destes, há mais, parte deles estiveram nesta pré-época e, na próxima, voltarão com mais vontade e mais condições de mostrar valor.

 

Sim, porque o que lhes foi oferecido este verão foi um presente envenenado, uma oportunidade limitada.

Com a impossibilidade de atacar a pré-temporada com os melhores, os miúdos foram postos à prova sem a cobertura e segurança necessárias à sua afirmação ou simplesmente a dar nas vistas. Com os campeões da Europa de férias, foram os flops do mercado de transferências a fazer o papel dos melhores jogadores do plantel, e até alguns dos jogadores mais experientes e com qualidade pareceram banais sem o apoio do nosso núcleo duro.

 

Não me esqueço de ver os nossos extremos lançados com um meio-campo composto por Petrovic e Bryan Ruiz ou de Barcos ser a principal referência do ataque, enquanto se resguardava Slimani com vista à sua saída.

Tudo isto prejudicou muito Palhinha, Podence e Iuri, já que Ryan Gauld nem na pré-época teve a oportunidade de jogar (agora, pensando bem, talvez tenha sido o melhor, dadas as circunstâncias).

A pré-temporada serviu para passar um atestado de incompetência aos nossos jovens. Para muitos se alhearem das circunstâncias apontando-lhes o dedo e dizendo que não estavam prontos. Hoje, podiam já ter crescido no lugar de jogadores que não têm correspondido, como por exemplo, Petrovic, Elias, Meli, Markovic, Castaignos ou André.

Sim, todos estes, nem a jogar com os melhores do nosso plantel mostraram valor mas ainda há muito quem seja condescendente com eles e duro com o facto dos "nossos" não terem correspondido em Julho.

 

Não vou dizer que todos deviam regressar agora, até porque nem sempre são benéficas muitas alterações em Janeiro. Palhinha regressou e é natural que Petrovic acabe por sair. Ryan Gauld e André Geraldes foram retirados de Setúbal e, pese embora todos os rumores relativos à dificuldade em se desvincularem dos sadinos, creio que acabarão novamente emprestados, embora não fosse de descartar a sua colocação nos lugares de Meli e João Pereira, até porque Schelotto está lesionado e Esgaio é o único apto para a posição.

Pensar nas palavras com que iniciei este texto pode ser importante para o futuro dos jogadores e do próprio Sporting. Não convém desperdiçar talento, ainda para mais no qual investimos milhões para o potenciar durante o processo formativo.

 

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O Euro de Sir William visto à lupa

Perhaps Portugal’s greatest achievement was that they did it without their key man, that they had the team spirit and the organisation to overcome the loss of a player who had been central to everything they had done in the tournament to that point. But enough about the semi-final – at least William Carvalho was back from suspension for the final.

 

The theory is that Cristiano Ronaldo has decided to keep playing till at least the next World Cup, by which time he will be 33, partly because he is in excellent physical shape himself but also because he looks at the midfield quartet that provided a platform for him and sees four players aged 24 or under of considerable discipline and talent.

 

At the heart of them is William Carvalho. His is an ungainly sort of footballer, all telescoping limbs and hunched shoulders, but his effectiveness cannot be denied. For years, it seemed, he has been linked with Arsenal, the final part of the jigsaw to link together their disparate midfield creators. And for just as long, wherever he turned up in the Champions League playing for Sporting against high-class opponents, he looked thoroughly ordinary.

 

There was an emperor’s new clothes vibe to him, a dawning sense that maybe he wasn’t that good, that he was a player of the social media age, overhyped too soon and vociferously promoted by thousands who’d never seen him play. The scepticism was not unjustified but what was perhaps forgotten was just how young he was - young enough in fact, to give further material to the doubters by missing the decisive penalty in the shoot-out at the European Under-21 championship final last year.

But in France, William Carvalho blossomed. Those long, long limbs kept making tackles. Fifteen times opponents tried to go past him; on 13 occasions he thwarted them. He also made seven interceptions and blocked two crosses and two passes. At least as important was his positional sense, something that is hard to measure with statistics, operating as a breakwater in front of the back four. If opponents did break through Portugal’s pack of three tough-tackling aggressive midfielders, there was Carvalho extending a leg to pinch the ball away. And if they somehow got past him, there were still four defenders. Fernando Santos, the Portugal (cliquem, caso tenham cusriosidade em ver os ratings de cada jogador) coach, said he would rather be ugly and still in the tournament than pretty and at home and William Carvalho was the embodiment of that spirit.

 

Yet to think of him as just a destroyer would be inaccurate. He completed 28 of 37 attempted long passes and 260 of 287 short ones. He kept the ball moving. He was a facilitator, a lubricator, not flashy but effective. All seven of the free-kicks he took found their target. But among all that there was just one key pass. Creation wasn’t his job. He was there to plug gaps, win the ball and move it on to others.

 

There will be those who criticise Portugal for their pragmatism and it's true that there seems something amiss when a side can win the tournament having won one and drawn six games in normal time. But those are the rules and the regulations as they stand. Despite the whining every time England fail to skip round opponents like Brazil 82 or Hungary 54, international football is about not losing. It’s not about style it’s about substance. Portugal may, for the neutral, be the least watchable tournament winners in a generation, but that’s what the international game is.

 

If you don’t concede, you don’t lose, and Portugal leaked only one goal in 420 minutes of knockout football. It’s not thrilling but it is effective, and William Carvalho stood at the heart of that.

 

Artigo retirado do site de futebol e análise estatística, Who Scored (original, AQUI)

 

Nota: Deixei o artigo em inglês pois é fácil de compreender para quem tenha as bases. Para os que não têm, o google translator faz o trabalho.

 

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Somos campeões da Europa

Não vou elogiar a capacidade de liderança de Fernando Santos nem de Cristiano Ronaldo. Não elogiarei novamente a nossa capacidade de entrega, união e solidariedade dentro e fora de campo. Fomos um e foi por isso que vencemos.

 

Podia dizer muitas das coisas que já disse mas, quem me segue, sabe o que penso deste trajecto e da forma como soubemos construir em cima do erro que foi a nossa fase de grupos.

 

Hoje, o sonho é real. Somos campeões da Europa e fomo-lo da forma mais trágica possível. Uma verdadeira tragédia à grega, em que estivemos, desta vez, do lado certo.

 

Defendemos a maior parte do tempo, tivemos uma pontinha de sorte, fomos competentes e eficazes. Esta final começa a ser ganha naquela defesa de Rui Patrício ao cabeceamento de Griezmann. A verdadeira união surge após a enorme contrariedade que é ficar sem o melhor e mais decisivo jogador com pouco mais de 10 minutos jogados. Aquela mão divina esteve lá quando aquele remate de Gignac esbarrou no poste e não entrou. A justiça fez-se quando Nuno Gomes encarnou em Éder e a bola beijou as redes de Hugo Lloris.

 

Retiro tudo o que disse de Éder. Condescendo aquilo que critiquei no estilo de jogo escolhido pelo seleccionador. A fórmula revelou-se vencedora, porque todos acreditaram nela, inclusive os adeptos.

 

Embora não me agrade por aí além a nossa forma de jogar, Fernando Santos merece orientar Portugal no próximo Mundial e, mantendo ou não este modelo de jogo, terá o meu apoio. No final, veremos se se abre ou não um novo ciclo.

 

Uma coisa é certa. Talento não vai faltar ao treinador nacional e a tarimba que todos ganharam com esta vitória pode ajudar para criar uma onda vencedora. Saibamos nós construir em cima desta vitória. Uma tarefa mais difícil do que quando se tenta construir em cima do insucesso.

 

Deixo um aparte de clubite para o final. Ver 10 jogadores da formação do Sporting chegar ao topo da Europa e comportarem-se como homens é um orgulho tremendo. Saber que 4 deles ainda nos representam, aumenta a crença no futuro imediato. Ver 1 jogador da formação do rival comportar-se como um puto estúpido, fazendo piadas clubísticas, falando na primeira pessoa do singular e desprezando a ausência de Ronaldo no jogo (algo que nenhum outro fez), diz muito daquilo que apregoamos serem as diferenças entre os formados num lado e noutro. É ver onde ele anda daqui a um ano...

 

Viva Portugal!

 

Nota: Amanhã começa o Euro sub-19, mais um título que Portugal nunca venceu, embora já tenha jogado finais. 

Nota2: Que role a bola dos verde-e-brancos que eu já tenho saudades.

 

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Um domingo perfeito: os maiores da Europa

Sara Moreira vence ouro na meia-maratona dos Europeus de Atletismo e Jéssica Augusto o bronze na mesma prova.

Os contornos trágicos, à boa maneira portuguesa, vinham de há dois dias, quando Sara Moreira desistiu da prova dos 10000 metros, num momento em que se encontrava em 4º e já sem hipóteses de alcançar as medalhas. Também à boa maneira portuguesa, Sara fez das fraquezas forças e voltou mais forte, após umas noites que, certamente, não terão sido tranquilas. O foco e a vontade de fazer mais e melhor, valeram-lhe o topo da Europa, numa prova que dominou por completo.

 

Patrícia Mamona vence ouro na prova do triplo-salto dos Europeus de Atletismo.

A prova de Patrícia Mamona teve também os seus momentos trágicos. Começou com um salto nulo, ao terceiro salto era 3ª, começou a segunda série de três saltos com dois nulos e, à partida para a última ronda, mantinha-se em posição de medalha de bronze. A luta parecia ser entre Mamona, a israelita e a grega mas, no último salto antes destas três saltarem, a polaca salta para o 3º lugar e atira a Patrícia para fora do pódio. No salto seguinte, tivemos resposta de campeã. Com uma chamada a 9 centímetros da tábua, Patrícia Mamona bate o recorde nacional e arrebata o ouro, apenas confirmado após os dois saltos das restantes adversárias. Fantástico!

 

Portugal sagra-se campeão da Europa de futebol pela primeira vez.com 10 jogadores da formação do Sporting, quatro deles ainda em representação da maior potência desportiva nacional. Os meus parabéns a todos, em especial aos 10 formados na Academia e em particular aos quatro que havemos de receber em breve para o início dos trabalhos de início de época do Sporting Clube de Portugal (Rui Patrício, William Carvalho, Adrien Silva e João Mário).

Para não variar, mais um jogo com contornos cinematográficos. A lesão de Cristiano no início do jogo, as defesas sucessivas de Rui Patrício, a bola ao poste da nossa baliza aos 91 minutos, a bola na trave da baliza de Lloris, já no prolongamento e o fantástico golo de Éder aos 109 minutos selaram uma vitória histórica e um feito único para o nosso futebol.

 

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A influência da formação do Sporting no século XXI

Desde 2000, ano em que Portugal se tornou num habituée em fases finais de grandes competições que o 'peso' da formação do Sporting na 'equipa de todos nós' se vem acentuando.

 

Observem o gráfico com os formados no Sporting em cada convocatória de 23:

Formados SCP grandes competições.png

2000 - Beto e Luís Figo - 2

2002 - Marco Caneira, Beto, Luís Figo e Hugo Viana - 4

2004 - Nuno Valente, Beto, Luís Figo, Simão Sabrosa e Cristiano Ronaldo - 5

2006 - Marco Caneira, Nuno Valente, Luís Figo, Hugo Viana, Simão Sabrosa, Cristiano Ronaldo e Luís Boa Morte - 7

2008 - Rui Patrício, João Moutinho, Miguel Veloso, Simão Sabrosa, Cristiano Ronaldo, Nani, Ricardo Quaresma e Luís Boa Morte - 8

2010 - Beto (GR), Miguel Veloso, Simão Sabrosa e Cristiano Ronaldo - 4

2012 - Rui Patrício, Beto (GR), Miguel Veloso, Custódio, João Moutinho, Hugo Viana, Ricardo Quaresma, Simão Sabrosa, Nani e Cristiano Ronaldo - 10

2014 - Rui Patrício, Beto (GR), Miguel Veloso, William Carvalho, João Moutinho, Cristiano Ronaldo, Nani e Silvestre Varela - 8

2016 - Rui Patrício, José Fonte, Cédric Soares, William Carvalho, Adrien Silva, João Moutinho, João Mário, Nani, Cristiano Ronaldo e Ricardo Quaresma - 10

 

São 21 jogadores que nestes 16 anos foram parte integrante de grupos maioritariamente bem sucedidos, com 'campanhas' em que chegámos a 2 finais, 5 meias-finais e onde só por duas ocasiões não ultrapassámos a fase de grupos.

 

Juntos perfazem quase um milhar de internacionalizações (973). São, em média, 46 internacionalizações por jogador, 3 em média por fase final, significando isto que a grande maioria dos seleccionados formados no Sporting tiveram sempre um papel importante dentro dos grupos escolhidos para as grandes competições, fazendo cada um, em média, o equivalente a uma fase de grupos por fase final.

 

Cristiano Ronaldo (7 fases finais) - 132 internacionalizações (33 jogos em Europeus e/ou Mundiais)

Luís Figo (5 fases finais) - 127 internacionalizações (30 jogos em Europeus e/ou Mundiais)

Nani (4 fases finais) - 102 internacionalizações (17 jogos em Europeus e/ou Mundiais)

João Moutinho (4 fases finais) - 89 internacionalizações (17 jogos em Europeus e/ou Mundiais)

Simão Sabrosa (5 fases finais) - 85 internacionalizações (17 jogos em Europeus e/ou Mundiais)

Ricardo Quaresma (3 fases finais) - 56 internacionalizações (8 jogos em Europeus e/ou Mundiais)

Miguel Veloso (4 fases finais) - 56 internacionalizações (11 jogos em Europeus e/ou Mundiais)

Rui Patrício (4 fases finais) - 51 internacionalizações (12 jogos em Europeus e/ou Mundiais)

Nuno Valente (2 fases finais) - 33 internacionalizações (11 jogos em Europeus e/ou Mundiais)

Beto (3 fases finais) - 30 internacionalizações (5 jogos em Europeus e/ou Mundiais) 

Hugo Viana (3 fases finais) - 29 internacionalizações (2 jogos em Europeus e/ou Mundiais)

Luís Boa Morte (2 fases finais) - 28 internacionalizações (1 jogos em Europeus e/ou Mundiais)

Silvestre Varela (1 fase final) - 27 internacionalizações (5 jogos em Europeus e/ou Mundiais)

Marco Caneira (2 fases finais) - 25 internacionalizações (1 jogos em Europeus e/ou Mundiais)

William Carvalho (2 fases finais) - 24 internacionalizações (6 jogos em Europeus e/ou Mundiais)

João Mário (1 fase final) - 17 internacionalizações (6 jogos em Europeus e/ou Mundiais)

José Fonte (1 fase final) - 15 internacionalizações (3 jogos em Europeus e/ou Mundiais)

Cédric Soares (1 fase final) - 14 internacionalizações (3 jogos em Europeus e/ou Mundiais)

Adrien Silva (1 fase final) - 12 internacionalizações (3 jogos em Europeus e/ou Mundiais)

Beto (GR) (2 fases finais) - 11 internacionalizações (2 jogos em Europeus e/ou Mundiais)

Custódio (1 fase final) - 10 internacionalizações (3 jogos em Europeus e/ou Mundiais)

 

No top 10 dos mais internacionais de sempre, quatro foram formados no Sporting (Cristiano Ronaldo, Luís Figo, Nani e João Moutinho) e, em breve, o top 3 será totalmente preenchido por jogadores formados na maior escola de Portugal (Cristiano Ronaldo e Luís Figo são os líderes e Nani está a apenas 8 jogos de Fernando Couto, o actual terceiro da tabela). Apenas 5 dos integrantes do top 10 se mantêm em actividade (Cristiano Ronaldo, Nani, Ricardo Carvalho, Bruno Alves e João Moutinho).

 

Só Ricardo Carvalho se intromete entre os jogadores com mais internacionalizações em fases finais (21). O restante top 6 é composto por Cristiano Ronaldo (33), Luís Figo (30) e Nani, João Moutinho e Simão Sabrosa (todos com 17).

 

Naturalmente, não fiz contabilidade idêntica para os rivais, afim de aferir se a diferença é assim tão grande mas, a "olho nu", parecem não restar dúvidas da importância da formação do Sporting no sucesso da selecção no século XXI.

 

Claro que este dado estatístico pretende apenas dar o devido e merecido destaque que tão poucas vezes se vê referido na comunicação social portuguesa, não ignorando a importância de todos os outros clubes que 'abastecem' a selecção nacional até porque, quando joga a selecção, não há clubes em campo mas sim apenas uma nação.

 

Amanhã, espero por um feito histórico mas não nego o orgulho extra que será atingir esse feito com 10 jogadores formados no meu Clube.

 

Força, Portugal!

 

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Estamos nas meias

É justo fazer uma referência histórica: em 7 presenças em campeonatos da Europa, esta é a 5ª vez que atingimos as meias-finais. Quatro delas neste novo milénio (2000, 2004, 2012 e 2016).

Não somos um país com a densidade populacional de outros mas temos uma qualidade ímpar no futebol. Ninguém na nossa condição apresenta esta consistência de resultados.

 

A verdade é que jogámos pouco. Mais uma vez fizemos uma exibição menos conseguida.

A Polónia revelou-se uma equipa mais fraca que a Croácia e só marcou um golo porque soube aproveitar um erro individual que resultou num desposicionamento geral de toda a linha defensiva. De resto, não conseguiram importunar Rui Patrício, tal como Portugal pouco importunou Fabianski.

 

Nunca uma equipa chegou às meias-finais sem vencer um jogo em 90 minutos e isso diz muito do nosso 'estilo'. É certo que temos valor individual para jogar melhor em termos colectivos mas não é menos verdade que, adoptado o estilo escolhido por Fernando Santos, não há volta a dar. Não é a meio de uma competição que se abdica da estratégia escolhida para ser bem sucedido, muito menos quando, mesmo que por vezes mal executada, esta resulta.

 

Dificilmente alguma equipa poderia almejar o sucesso jogando com dois avançados que são extremos e dois médios-centro adaptados a médios-ala e nós temos contrariado isso. E temo-lo conseguido sobretudo porque, faltando tudo o que já referi, há entreajuda, união, espírito de conquista e uma pontinha de sorte.

Tudo isto aliado a um conjunto de jogadores talentosos que, sabendo que não terão muito mais oportunidades para vencer um campeonato da Europa, estão dispostos a sacrificar-se em prol do colectivo. Sobretudo Nani e Cristiano Ronaldo, que têm sido inexcedíveis, cumprindo como podem funções que não são as suas, rendendo menos por esse motivo e mesmo assim tendo capacidade para ajudar o grupo com o seu talento. Quaresma, outro dos virtuosos, também tem sabido colocar-se ao dispor, em prol de um bem comum, que pode fazer desta geração a mais bem sucedida de sempre do futebol português.

 

João Mário não tem mostrado o jogador que é (foi frente à Hungria, com funções próximas das que habitualmente desempenha que melhor se mostrou) e é mais um que, defensivamente, tem cumprido com aquilo que são os equilíbrios do meio-campo. Meio-campo onde se têm destacado William e Adrien (e que falta fará William no próximo jogo).

 

Depois, a surpresa que é ter Renato Sanches, um box-to-box, como o maior agitador do nosso jogo. Uma estranha 'forma de vida' que lhe dá nesta estratégia um protagonismo que não teria com um modelo de jogo mais ofensivo e de ataque organizado e continuado. Quando se esperava que os momentos de maior imprevisibilidade surgissem dos pés de Ronaldo e Nani, é Renato que aparece a desequilibrar as defensivas contrárias. Erra muito (sobretudo no passe, porque arrisca demais), mas insiste. Tem algo que só os bons têm: persistência e confiança. Mas tem de melhorar muito a sua prestação defensiva se quer cumprir o que promete. São inúmeras as vezes que se abstém de defender, colocando colegas em dificuldades, obrigados a defender em inferioridade numérica. Marcou um bom golo, numa acção em que é competente, mas onde todas as posições perecem trocadas. Um movimento tão natural em Nani e Ronaldo, tem de ser efectuado pelo Renato apenas porque não temos um ponta-de-lança em França (o Éder não conta).

 

Depois, Pepe. Está a fazer um Europeu de grande nível, sobretudo nesta fase a eliminar. Melhorou muito o seu posicionamento com a presença de José Fonte, que me parece domesticar melhor a impulsividade do luso-brasileiro. Ontem foi imperial e o melhor em campo, a léguas de todos os outros.

 

Há outra coisa que tenho de referir. Por mais incrível que pareça a estratégia de Fernando Santos, denotando ambição desmedida com tão fracos argumentos tecnico-tácticos, os jogadores parecem começar a acreditar verdadeiramente que podem ser bem sucedidos desta forma. E este é o nosso maior trunfo neste momento. Jogadores de topo mundial acreditam que podem ter sucesso jogando como underdog e estão dispostos a passar despercebidos para fazer de Portugal campeão europeu.

 

Por fim, a frieza. A frieza e a qualidade de todos quantos converteram em golo a sua grande penalidade e de Rui Patrício, que fez aquilo que tantas vezes o vemos fazer no Sporting. Defendeu um dos penaltis e eu gritei: "RUUUUUUUUUUUUI". Aposto que muitos de vós também. A verdade é que a defesa de Rui Patrício é impressionante e não mereceu o destaque que lhe devia ter sido dado.

 

 

Estamos nas meias e, citando o nosso Cristiano Ronaldo, "agora tudo é possível".

 

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Os convocados para o Euro

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Não foram muitas as novidades nos escolhidos de Fernando Santos para o Europeu de França que se inicia no próximo 10 de junho.

O lote de guarda-redes não surpreende. Aos já esperados Rui Patrício e Anthony Lopes junta-se Eduardo, que ultrapassou Beto, talvez prejudicado pelas lesões recentes.

Na defesa não há novidades. Ao quarteto de centrais experientes (Ricardo Carvalho, Pepe, Bruno Alves e José Fonte) juntam-se Cédric, Vieirinha, Eliseu e Raphaël Guerreiro. Eu teria levado Antunes, um lateral com características semelhantes a Eliseu, titular no actual campeão ucraniano que, a meu ver, dá mais garantias defensivas.

No meio-campo surge a única novidade da convocatória. A presença de Renato Sanches surpreende porque deixa de fora jogadores como Pizzi (mais adequado para substituir Bernardo Silva) ou André André (que daria mais versatilidade ao nosso meio-campo) e é, a meu ver injusta para os referidos e incompreensível na óptica das necessidades da selecção. Assim, vamos para França com 3 trincos (William Carvalho, Danilo Pereira e Renato Sanches), 3 médios de transição (Adrien Silva, João Moutinho e André Gomes) e um médio criativo ou um 10, se assim preferirem (João Mário).

Na frente, o esperado. Aos consagrados Cristiano Ronaldo, Ricardo Quaresma e Nani, acrescenta-se a qualidade de Rafa Silva e à falta de um avançado, vai Éder, como tem ido quase sempre, embora ninguém perceba a sua utilidade. Não sei se mais valia aproveitar o regresso de Postiga, que sempre faz de 'pino' com mais qualidade.

Resta esperar pelo início dos jogos de preparação para perceber a disposição táctica da equipa, que deve assemelhar-se à apresentada nos últimos jogos particulares.

Desejo um grande campeonato da Europa e que ninguém volte lesionado.

 

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Um a um

MARCELO

Está a léguas de Rui Patrício e isso voltou a ser evidente. O jogo começou com uma saída de olhos fechados em que acabou por não tocar na bola e derrubar Ewerton e acabou com um penalti ridículo e desnecessário. Estou em pulgas para ver o que vale Jug.

SCHELOTTO

Foi um pouco melhor que a estreia mas continua a parecer insuficiente. Mostrou-se mais ofensivamente e cruzou no lance que deu origem à grande penalidade. É cedo para tirar conclusões definitivas mas arrisco dizer que Esgaio tem razões para estar bastante insatisfeito. O italo-argentino parece-me um extremo mediano que nunca dará um bom lateral.

PAULO OLIVEIRA

Sofreu com toda a revolução no sector defensivo e acabou por errar mais do que lhe é habitual.

EWERTON

Continua a denotar falhas de posicionamento nada normais nele. O lance do primeiro golo nasce porque uma indecisão sua permite que se abra um buraco na zona central, onde acaba por aparecer o marcador do golo.

ZEEGELAAR

É difícil analisar a sua estreia num jogo em que, globalmente, a equipa não funcionou. Mostrou-se solto para apoiar o ataque e fartou-se de fazer 'piscinas'. Será necessário ver mais e incluído numa defesa com mais rotinas.

WILLIAM

Reparte responsabilidades com Ewerton no primeiro golo. Se é verdade que Ewerton deveria ter esperado a movimentação do médio, não é menos verdade que William respondeu tarde à incursão do jogador do Portimonense. Parece andar a 'dormir na forma' e a precisar de sentar no banco uns jogos. O penalti, embora não seja mal marcado, é denunciado mas, aqui, a culpa é de quem o incumbiu para uma tarefa na qual não é especialista.

AQUILANI

Foi o único no qual denotei entrega total ao jogo e dos poucos a receber nota positiva. Enviou uma bola à trave e merecia mais sorte nesse lance, que poderia ter mudado o rumo do encontro. Por mim, jogava na Mata Real.

MANÉ

Não sei onde anda o verdadeiro Mané mas se o encontrarem, tragam-no de volta. Bem sei que vem de lesão e que estes foram os seus primeiros minutos após a paragem (aqueles com o Tondela nem contam) mas...tão pouca vontade, Mané. Bora lá acordar, puto! Assim, arriscas-te a ter poucas oportunidades.

BRUNO CÉSAR

Foi, a seguir a Aquilani, o menos mau. Correu, trocou de flanco e rematou. Não foi feliz mas fez por procurar a felicidade e, num dos seus remates, a bola ainda 'beijou' o poste.

MONTERO

A mesma intensidade de sempre (baixa) mas pareceu pouco concentrado e focado no jogo. Notei-lhe demasiada descontracção, nada compatível com a competição. Não gostei.

TEO GUTIÉRREZ

Teo teve um pouco de Montero mas denotei nele algo ainda menos agradável. A sua displicência roçou o desrespeito e a insolência. É bom que se lembre que os dias de praia já lá vão e que é hora de trabalhar.

MATHEUS PEREIRA

Tentou agitar o jogo, dar velocidade e imprevisibilidade. Em certa medida conseguiu-o mas faltou-lhe companhia para que fosse mais efectivo nas suas acções.

JOÃO MÁRIO

Acho que entrou bem, embora tenha sofrido com o mesmo que Matheus. O jogo apoiado que tanto preconiza não teve em Montero e Teo os parceiros ideais e acabou por ser, algumas vezes, inconsequente.

TANAKA

Cinco minutos para a estatística. Assim é difícil motivar o japonês, sobretudo quando tivemos em campo dois avançados inertes durante 90 minutos.

SPORTING CP 3-2 Braga: uma 'remontada' épica

Eu tinha avisado ontem...o Braga sabe defender e, connosco, fê-lo em bloco baixo, só arriscando pressionar no próprio meio campo.

Eu tinha avisado...o Braga sabe jogar em ataque rápido, usa para isso processos simples e tem jogadores rápidos e de qualidade que ajudam (e muito) a dar-nos alguns calafrios.

Foi assim que, sem qualquer problema, entregaram o domínio total do jogo ao Sporting e se limitaram a tentar chegar à área de Rui Patrício em jogadas rápidas, aproveitando bem alguns erros a que o nosso estilo de jogo é propenso.

Os primeiros lances de perigo surgem de duas desatenções de Jefferson e William Carvalho. Na primeira, Wilson Eduardo não acertou na baliza. Na segunda, Rui Patrício teve de mostrar serviço.

Na primeira parte, ofensivamente, o Braga só existiu nestes primeiros cinco minutos e nos últimos cinco (pena que com efeitos diferentes dos que acabei de mencionar).

Entre estes dois períodos, as melhores situações de golo foram do Sporting, por João Mário, que só não finalizou melhor porque a bola lhe sobrou para o pior pé, por Slimani, que complicou uma finalização que se queria simples e por Paulo Oliveira, que cabeceou de forma violenta ao poste da baliza de Kritciuk, que havia defendido as duas ocasiões anteriores.

Já diz o povo que, quem não marca, sofre. E assim foi.

Ambos os golos que haveriam de colocar o Braga em vantagem por 0-2 ao intervalo têm um denominador comum: Jefferson, que num deles tem a 'colaboração' de Adrien e no outro de William Carvalho.

No primeiro golo, o alívio de William é o possível, tendo em conta a trajectória da bola e o posicionamento do jogador (correcto, diga-se). O resto, é 'sono' de Jefferson (que se deixa antecipar) e Adrien (que está demasiado longe de Wilson para que possa estorvar a sua acção).

Curiosamente, é no momento do 0-2 que o Sporting começa a vencer o jogo. Imediatamente após o golo de Rafa (que também tem mérito do próprio e de Rui Fonte, que desposiciona totalmente Paulo Oliveira) o vulcão de Alvalade mostrou a sua força e a palestra de Jorge Jesus começou com aquelas gargantas a cantar "Só eu sei, porque não fico em casa".

Os adeptos sabiam que ia valer a pena e, na segunda parte, os jogadores acabaram por fazer valer o bilhete.

Era preciso arriscar para virar um resultado de dois golos frente a este Braga e Jorge Jesus não esperou. William ficou no balneário (porque já tinha amarelo e era, naquela altura, o elemento mais 'descartável' do nosso meio-campo).

Jesus sabia que a pressão ia fazer moça e que Gelson ia ser importante para isso.

A segunda parte é poética.

A toada do jogo não se altera. O Sporting domina e o Braga tenta explorar o ataque rápido, nunca com mais de três homens.

A primeira oportunidade, não estava ainda completo o terceiro minuto, esteve nos pés de Ruiz, servido por Slimani, que havia recebido de Gelson. Tal como nas oportunidades anteriores, o ressalto vindo do guarda-redes não nos é favorável mas estava dado o primeiro aviso.

Logo a seguir, Pedro Santos volta a por Patrício à prova, após mais um deslize (literalmente) de Jefferson. O Braga mostrava também que estava pronto a aproveitar os nossos erros.

Quase dez minutos de futebol algo atabalhoado de ambas as partes e Jesus percebe que este não é o dia de Bruno César. Fredy Montero está na linha lateral, preparado para entrar, quando o cruzamento de Gelson é travado pelo braço de André Pinto. Grande penalidade bem assinalada, que Adrien não desperdiça. Mais do que nunca, as esperanças reacendem. Grita-se o amor ao Sporting! É possível!

Montero entra para o lugar de 'chuta-chuta'. O golo não altera nada. Ainda estamos em desvantagem.

Na primeira vez que toca na bola, Montero isola Slimani. Kritciuk chega primeiro.

Neste momento, o Braga já abusa do anti-jogo. Era um bom sinal. Sentiram o golo. Fonseca troca de avançados. Nada muda na estratégia do Braga.

Montero tenta um passe picado, ganha a segunda bola e ataca a área. Segunda grande-penalidade, desta vez não assinalada mais uma vez com um jogador do Braga a jogar a bola com a mão no interior da área (desta vez foi Ricardo Ferreira).

Ruiz coloca de bandeja na cabeça de Slimani, mesmo como ele gosta. O argelino desperdiça, o público desespera, o Braga respira de alívio. A pressão está a subir de tom.

Montero tenta mais um passe picado. Não resultou mas eu sentia a sua confiança.

Minuto 70. Mais um aviso. Gelson combina com Ruiz, remata, o russo defende e, na recarga, Slimani volta a acertar no boneco. Está quase...já cheira a golo em Alvalade!

João Mário tem uma entrada dura que devia ter valido cartão amarelo. Não vou discutir nem esmiuçar a arbitragem mas, para os lampiões (sejam do sul ou do norte) que exigiam a expulsão do jogador do Sporting, recomendo que revejam as três faltas de Ricardo Ferreira até ao lance que origina a grande-penalidade não assinalada. E fico-me por aqui.

Wilson Eduardo sai ovacionado após marcar um golo em mais um regresso a 'casa'.

Faltam quinze minutos para o final. 

Para os menos desatentos, o lance do golo de Fredy Montero surge após uma troca de bola de quase um minuto, em que a bola passa pelos três corredores e por nove dos onze jogadores do Sporting em campo (só Rui Patrício e Bryan Ruiz não participaram no lance). Só Fredy Montero transformaria um remate de Jefferson numa assistência, tornando o que parecia difícil em fácil. Pé direito para receber e esquerdo para rematar, sem pedir licença, com a potência e direcção certas. Estava feito o empate e eu estava eufórico. Foi o golo que mais festejei e que mais tranquilo me deixou.

Porquê? Slimani ainda não tinha marcado e tínhamos um quarto de hora para tomar de assalto a baliza dos bracarenses.

Paulo Oliveira tenta o tiro do meio da rua. Sai por cima e está na hora de apostar na qualidade de passe e veia goleadora de Aquilani. João Mário é o 'sacrificado'. Faltam dez minutos para o final.

Seguem-se cinco minutos em que abrandámos a pressão (os homens não são de ferro) e o Braga teve mais bola, embora se sentisse desconfortável com ela. Este momento de jogo haveria de culminar com o recém-entrado Marcelo Goiano a isolar Rafa que, na cara de Rui Patrício viu o guarda-redes leoninio ser aquilo que é...o Rei! Mancha monumental, a mostrar aquilo que vale...pontos.

O Sporting volta a carregar a anunciam-se mais de 42 mil em Alvalade. O melhor, ainda estava para vir.

Patrício emenda um erro de Naldo e antecipa-se a Stojilkovic. Falta um minuto para os 90 e o publico ainda acredita.

Ruiz também e mostra porque é que nunca sai. Mais uma redondinha na cabeça de Slimani que, desta vez, não perdoa e escreve o último verso de um poema épico.

Estava feito o 3-2. Estava virado o jogo em menos de 45 minutos e eu só dizia ao meu puto: "Filho, este ano somos campeões! Este é o ano do Sporting!"

Podia nomear um homem do jogo e vou fazê-lo: Jorge Jesus.

Pela mestria como leu o jogo e mexeu na equipa, pela forma como cantou com os mais de 40 mil, pela forma louca como festejou a vitória.

Jesus é treinador do Sporting de corpo e alma. Vive e entrega-se ao jogo como se jogasse e, embora não tenha marcado um golo, esta vitória é dele. Dele e daqueles 40 e tal mil leões que nunca desistiram e acreditaram sempre.

SPORTING CP 2-0 Porto: Regresso autoritário à liderança

Estava confiante na vitória. Senti-me ansioso durante o dia mas, assim que pus os pés na nossa casa, o vulcão de Alvalade, senti-me calmo.

Aquela calma e tranquilidade fez-me ter ainda mais certeza na vitória. Ouvir 47 mil gargantas a cantar a plenos pulmões "O Mundo sabe que..." fez-me sentir que o destino daquele jogo só podia ser um.

Aquilo que aconteceu ontem em Alvalade, protagonizado pelos adeptos do Sporting foi único e inesquecível!

O Sporting entrou forte, mandão e o Porto agressivo e intenso. Foi uma primeira parte interessante, dividida e com o perigo a rondar ambas as balizas mas onde o Sporting pareceu sempre estar em posição dominante.

O golo de Slimani, após livre cobrado por Jefferson, colocava ainda antes da meia hora justiça no resultado.

Na minha cabeça, a vitória era uma certeza e quando Rui Patrício voltou a mostrar escassos minutos depois porque é um dos melhores do Mundo, tive a certeza que nem seria preciso sofrer, porque a nossa baliza ficaria a zeros.

Parece fácil dizer isto no fim mas, quem viu o jogo comigo, sabe que me cansei de o repetir durante os 90 minutos.

Faltava saber por quantos ganharíamos e foi pena que não tivessem sido mais.

Grande exibição na segunda parte onde, na minha opinião, adensámos o domínio e controlamos perfeitamente o jogo e o adversário, mantendo-o quase sempre longe da nossa área. Soubemos dar os flancos sem nos expor-mos em demasia, protegendo sempre a zona central, onde Naldo foi imperial (não me canso de dizer o quão bom é ter 3 centrais deste nível - já agora, espero que Tobias recupere rápido).

Depois, Adrien, o motor do nosso meio-campo. Não é William que está pior. Adrien é que está uns bons furos acima e consegue muitas das vezes evidenciar-se mesmo sobre o Sir. O meio-campo do Sporting é de grande nível e, mais uma vez, há alternativas credíveis para além destes dois. Voltando a Adrien, a sua exibição teve de tudo: raça, entrega, entreajuda, qualidade, definição e só lhe faltou o golo, naquele remate que esbarrou no poste e João Mário esbanjou na recarga.

Antes disto, já Slimani havia ficado a dever um golo, num gesto técnico deficiente, no lance que parecia de mais fácil definição entre os três flagrantes que teve. No entanto, não posso queixar-me. Dois golos em três oportunidades flagrantes de golo é fantástico e mais do que justo para aquilo que Slimani trabalhou em todo o jogo.

O argelino é um poço de força, energia e entrega. Alia a isso uma cada vez melhor capacidade para definir os lances e prepara-se para dinamitar o seu máximo de golos por temporada ao serviço do Sporting. Hoje, não tenho dúvidas que Slimani está na 2ª linha de pontas-de-lança mundiais e que poucos seriam os clubes que enjeitariam a possibilidade de contar com ele nas suas fileiras. É hoje claramente mais jogador do que no ano passado e isso deve-se a Jesus e à capacidade incrível de trabalho do argelino, que lhe permite evoluir todos os dias.

E assim se junta a tríade que, para mim, mais se destacou em mais uma noite mágica em Alvalade, que bateu também o recorde de assistência em jogos oficiais (49382 - o anterior era de 49076): Naldo, Adrien e Slimani, apenas ligeiramente acima de todos os outros, que estiveram sem excepção em bom plano.

Abraços, sorrisos, liderança recuperada e orgulho reposto. O Sporting é novamente e merecidamente líder do campeonato nacional.

Nota final: foi com enorme entusiasmo e alegria que aplaudi e recebi a nossa equipa de ciclismo durante o intervalo. É um sonho concretizado e, certamente, estarei por esse Portugal a saudar os leões que envergarem a mítica (e linda) verde e branca. Bem-vindos a todos e um obrigado a toda a cidade de Tavira, por se associar à maior potência desportiva nacional!

Braga 4-3 SPORTING CP: Desta vez faltou-nos a estrelinha, num grande jogo de futebol

O JOGO

Um verdadeiro jogo de futebol, com duas equipas a procurar a vitória, jogadores empenhados em cumprir a estratégia dos treinadores e golos...bons golos e bom futebol, numa partida bem jogada técnica e tacticamente em que a balança pendeu mais para a eficácia dos ataques em detrimento da das defesas.

Um jogo que, pelo que fizeram as duas equipas, merecia ter sido resolvido nas grandes penalidades.
Um hino ao futebol poucas vezes visto por cá e que certos e determinados patrocinadores não mereciam pelo que não fazem em prol do nosso futebol.

OS JOGADORES

Torna-se injusto enumerar erros colectivos ou individuais quando todos se empenharam em ganhar e dar um bom espectáculo.
Claro que os nossos erraram. Os do Braga também. Mas muito do erro é provocado pela estratégia de ambos.
Não foi pelo que fizeram ou deixaram por fazer os nossos jogadores que não passámos aos quartos-de-final da Taça de Portugal. Não foi por eles que o Sporting não estará no Jamor.
Não me é fácil individualizar, pois foi o colectivo que mais se destacou.
Falo apenas de Slimani, apesar de vários merecerem menção honrosa. Nem é pelo que jogou (nem terá sido o melhor em campo), pelo golo ou pela entrega. Faço-o porque, como sabem,Slimani não é dos meus favoritos mas isso não me impede de reconhecer que é essencial nesta equipa, sobretudo em jogos como este. Nunca pensei dizer isto, mas personifica bem o lema do nosso Clube, mesmo que o faça apenas por dinheiro.

OS TREINADORES

Jorge Jesus é o melhor em Portugal e Paulo Fonseca é talvez o melhor desta 'nova geração'. Ambos montaram estratégias fortes e compactas.
Embora com ideias de jogo diferentes, ambas as equipas terão cumprido com a maioria do que lhes foi pedido.
O único ponto em que Fonseca bateu Jesus foi nas substituições.
As do treinador bracarense surtiram o efeito desejado, as de Jesus, não.
Não que a ideia não fosse boa mas porque os jogadores não me pareceram os mais adequados para os momentos do jogo em que foram lançados.
E não digo isto a frio, pois foi exactamente a ideia que tive durante o jogo. Lançar Matheus e Gelson em conjunto pareceu-me demasiado arriscado, sobretudo num jogo em que a experiência e maturidade eram mais importantes que a irreverência (pior ainda quando essa irreverência nunca sobressaiu pela positiva).
No último terço dos 90 minutos, o jogo já pedia Montero ou André Martins. Nem a entrada de Naldo foi feliz.

A ARBITRAGEM

Irrepreensível no capítulo disciplinar (o critério foi largo mas coerente), não esteve bem no capítulo técnico e acabou por ter influência no resultado.
Tanto o Braga como o Sporting marcaram 4 golos (o Sporting até marcou 5, mas já tinha soado o apito quando William rematou para o fundo das redes, ao cair o pano do prolongamento) mas foram os leões a ficar pelo caminho.
O Braga fez quatro golos legais mas um deles é precedido de uma falta clara sobre William Carvalho, que ficou por assinalar.
O Sporting fez também quatro golos legais, mas só três contaram (Slimani está em jogo no momento do passe de Ruiz, na 1ª parte do prolongamento).

A NOSSA LUTA

O jogo de ontem prova que as lutas que o Sporting tem travado, na pessoa do seu Presidente, são justas e só pretendem credibilizar e valorizar o nosso futebol.
O vídeo-árbitro teria permitido analisar em tempo real o golo anulado a Slimani e, assim, teria havido justiça desportiva.
A centralização dos direitos desportivos permitiria ver no nosso país mais jogos com a riqueza do de ontem mas, num país de corruptos e "xico-espertos", são os mais egoístas e "habilidosos" que fazem as regras.
Quando o patrocinador principal da Liga e o actual campeão nacional resolvem negociar em prejuízo do campeonato português, está tudo dito.

O NOSSO ORGULHO

Devemos orgulhar-nos todos do jogo que a equipa fez ontem. Todos lutaram e deram o melhor de si em prol do Sporting. Todos dignificaram a camisola e o equipamento que homenageia um dos nossos fundadores. Todos, sem excepção, terão ficado tristes mas de cabeça bem levantada, pois fomos briosos e competentes na maior parte do encontro.
Mais do que isto, devemos orgulhar-nos de saber reconhecer e 'parabenizar' o esforço dos adversários que nos venceram com dois golos marcados por produtos da nossa formação (Wilson Eduardo e Rui Fonte). O Braga foi um adversário à altura e não deixa de ser um justo vencedor, num jogo que podia ter caído para qualquer dos lados. Pena que tenha sido a terceira equipa a desequilibrar os pratos da balança, ainda que isso não retire nenhum do mérito dos bracarenses.
Parabéns ao Braga!

OBJECTIVOS

Foi o primeiro objectivo falhado da temporada (ainda não consigo admitir que tenhamos sido nós a falhar o acesso à Liga dos Campeões) e a única coisa que peço é a mesma atitude de ontem para o próximo domingo. Se assim for, certamente estaremos próximos de somar mais três pontos para o principal objectivo desta época.

#FFT100 - 86. William Carvalho

A revista Four Four Two publica anualmente uma lista com aqueles que no seu entender são os 100 melhores futebolistas do Mundo.

Na lista do ano passado, apenas constava um português, curiosamente o líder da tabela: Cristiano Ronaldo.

Ainda na lista do ano passado, marcava presença um jogador que actuava na Liga Portuguesa: Jackson Martinez (92º), que entretanto se mudou para Espanha.

A lista deste ano não tem grandes diferenças mas apresenta-nos um duplo motivo de orgulho.

Faltam ainda divulgar os cinco primeiros mas, certamente, Cristiano Ronaldo será um deles.

O outro português é William Carvalho, o único representante da Liga Portuguesa.

"Blame Patrik Carlgren. If it wasn’t for the Swedish U21 goalkeeper saving Carvalho’s penalty we’d be talking about the best player in the current U21 European champions’ team.

Regardless, the tall, imposing defensive midfielder – who is continually linked with big-money moves abroad, not least to Arsenal – was still named the player of the tournament held in the Czech Republic last summer despite failing from the spot right at the end.

Not finding a target is rare for the Angola-born 23-year-old, however. Sporting’s defensive shield’s range of passing is quite exquisite from either foot, and such is his reading of the game that you never seem to see Carvalho sprint – apart from the occasional lope through midfield, his galloping stride opening up as he bypasses opponents en route to servicing forward players.

For top-of-the-table Sporting, the lucky recipients of such service are the likes of Teo Gutierrez, Islam Slimani and Bryan Ruiz. But it is Carvalho who is the centre point of Jorge Jesus’s new-look Lions. And you wouldn’t bet against them, or Carvalho, securing more honours in the near future."

SPORTING CP 1-0 Belenenses: vitória em noite desinspirada

Começo pelo público: mais de 31 mil pessoas a uma segunda-feira às 19 horas superaram a minhas melhores expectativas.

Tal como havia dito ontem, uma meia-hora inicial sem golos da nossa parte daria ao Belém um importante balão de confiança. Tão grande que, após esse período, devido ao conforto adquirido, raramente vimos os do Restelo passar do meio-campo.

Dentro dos primeiros trinta minutos apenas Fredy Montero mostrou ideias para furar a defensiva azul. Infelizmente, não houve quem acompanhasse a sua linha de raciocínio.

Bryan Ruiz, que pouco apareceu na primeira parte, acabaria por proporcionar o melhor momento da primeira parte, num lance individual de classe suprema que esbarrou na luva esquerda de Ventura e, por pouco, não deu golo.

E chegou sem golos o intervalo, onde se esperava que Jorge Jesus desse o mote para uma segunda parte mais interessante.

Não aconteceu. O jogo manteve a mesma toada, com o Sporting a circular na procura do espaço que descompensaria a baixa e organizada defensiva belenense.

Não aconteceu. William e Adrien continuavam a falhar alguns passes e isso emperrava o nosso jogo, mesmo que tenham sido eles os que mais vezes tentaram furar a primeira barreira defensiva do adversário.

Jorge Jesus leu bem o jogo, lançou Gelson para o lugar de Adrien e puxou João Mário para o centro do terreno.

Melhorámos e Fredy Montero voltou a aparecer. Grande passe do Jonathan (belo jogo do argentino), o colombiano mata no peito e remata de primeira, bem perto do poste da baliza do Belém.

Aqui, Jorge Jesus toma, a meu ver, uma decisão errada. Tirar Montero naquele momento do jogo, sobretudo quando havia sendo quase sempre o mais esclarecido, tem tanto de incompreensível quanto de previsível.

Tirar Montero parece um cliché, daquele usados em momentos de indecisão.

Montero só não deu ainda mais nas vistas porque a maioria dos colegas não entende a sua linguagem futebolística, mais inteligente e avançada do que a da maioria. Montero é mais imprevisível porque tem mais recursos e é incrível como muitos ainda não o compreendem após tanto tempo de convivência. Slimani nunca entenderá essa linguagem e é por isso que são praticamente incompatíveis em campo. Ontem faltou encontrar mais vezes Ruiz em jogo e João Mário em sintonia.

Montero acabou no banco, Matheus entrou e Ruiz passou para o apoio directo a Slimani. 

Seguiram-se uns minutos de indefinição até aparecer Matheus que, em dois remates perigosos mostrou que o golo ainda podia aparecer.

Neste momento, as tentativas de saída do Belenenses já morriam à saída do seu próprio meio campo e volto a abrir um parêntesis, desta vez para falar dos nossos defesas centrais.

Não há no nosso campeonato equipas com a qualidade das nossas opções para o centro da defesa. Três centrais fortes e equilibrados e outro de grande potencial. Ontem, Ewerton e Paulo Oliveira voltaram a estar impecáveis e é difícil escolher entre a classe do brasileiro e a assertividade do português.

Eu prefiro Paulo Oliveira, porque conhece como nenhum outro as suas limitações e usa e abusa das suas maiores qualidades. A fase de maior pressão sobre o Belenenses, na fase final, advém do tempo de entrada perfeito de Paulo Oliveira, a cada bola disputada com os homens da frente de ataque azul.

Sem mais opções de ataque no banco acabou por ser Tanaka a última cartada lançada por Jorge Jesus. Entrou para o lugar de Bryan Ruiz mas acabou por não acrescentar grande coisa.

O jogo caminhava para o final e, aí, volto a falar dos 31 mil que estavam nas bancadas. Estariam naturalmente apreensivos, alguns até descrentes, mas a grande maioria continuava a acreditar e a apoiar até ao último suspiro.

A equipa, essa, continuava a tentar, não abandonando as suas ideias e a sua forma de jogar, numa clara demonstração de identidade misturada com alguma teimosia em mostrar uma abordagem diferente, que mais rapidamente forçasse o erro adversário.

Erro esse que acaba por cair do céu, num lance em que Tonel corta a bola com o braço em duelo aéreo com Slimani.

Penalti indiscutível, Slimani corre para a bola mas acaba por ser William a assumir o castigo máximo.

Goooooooolooooooo!... e um enorme suspiro de alívio. Estava feito! Mais três pontos rumo ao título, num ano em que a estrelinha nos parece acompanhar.

Virar a página

Por muito prazer que me dê uma vitória sobre o rival (ou, neste caso, mais uma) ainda para mais vendo o desnorte que este apresenta, só voltarei a pensar no Benfica em Março.

Assim sendo, não acho útil comentar pseudo-polémicas e muito menos as palavras de desespero e falta de auto-crítica do treinador adversário.

O Sporting ganhou com justiça, foi melhor, e é tempo de todos virarmos a página.

Virar a página.png

Seguem-se dois jogos para competições diferentes e o foco não deve ser alterado. Sendo ambos importantes, a recepção ao Belenenses, de hoje a oito dias, assume contornos mais relevantes, por se tratar do nosso principal objectivo.

Assim sendo, espero mais um jogo da Liga Europa pensado a dois tempos, com o foco em Moscovo mas sem ignorar o jogo com o Belém.

O Sporting precisa de vencer em Moscovo para passar à fase seguinte e se há quem pense que o melhor será saltar já fora das competições europeias, eu discordo.

Nem é pelo prestígio da prova (que é pouco ou nenhum), ou pelo ranking da UEFA, mas sim pela possibilidade que, mais dois jogos em Fevereiro, nos dão de manter toda a gente em condições óptimas de ajudar.

Este jogo frente ao Lokomotiv deve ser encarado da mesma forma que os que o antecederam nesta competição, embora eu fizesse aquilo que acho que Jesus já devia ter feito na Albânia; a equipa é para rodar, mas não os onze.

É importante gerir o esforço de Ewerton, Adrien, Ruiz, Jefferson e Slimani, tendo em vista o jogo de segunda-feira e, por isso, eram estes que pouparia.

Rui Patrício não poderá jogar por castigo e já estaremos a mudar mais de meia equipa. Boeck deverá ser o escolhido.

Paulo Oliveira não esteve nas selecções e estará menos fatigado. Por mim, faria dupla com Naldo, que precisa de continuar a jogar.

Esgaio e Jonathan ocupariam os lugares que já vêm sendo seus na Liga Europa e William e Aquilani tomariam conta do meio-campo.

Gelson merece dar continuidade à boa exibição no derby e deverá ter a companhia de Mané ou Matheus, consoante as condições físicas do português, que regressou tocado da selecção de sub-21.

Na frente, Montero e Teo Gutiérrez.

Parece-me um onze equilibrado e suficientemente forte para vencer e gerir o esforço dos mais fatigados.

Depois, guardaremos a decisão final para o jogo em casa, frente ao Besiktas.

Os intentos de Klopp

Porque raio é que o então desempregado Jürgen Klopp esteve em Alvalade a ver o jogo com o Nacional num fim-de-semana em que Porto e Benfica se defrontavam?

Lembrei-me disto ontem, nem sei bem porquê...

A verdade é que o actual treinador do Liverpool terá estado em Alvalade com um propósito pois certamente já saberia qual o seu destino.

Olhando para a ficha de jogo, vejo vários jogadores que poderiam encaixar no plantel e até no 'onze' do Liverpool mas a ideia poderia ser a de simplesmente observar alguns jovens de uma das melhores escolas de formação do Mundo que até lhes havia vendido há uns anos uma das suas maiores promessas ainda por confirmar, João Carlos Teixeira.

Não sei se Paulo Oliveira, João Mário, Gelson Martins ou até Slimani eram os alvos. William não jogou mas é daqueles que já ninguém precisa de observar. Talvez tenha vindo mesmo só numa de se divertir e isto sou eu a arranjar motivos para um post.

Não sei.

O que eu sei é que falta talento e qualidade à equipa de Klopp e que ela abunda e se valoriza a cada dia que passa no Sporting.

Sinceramente, pese embora as cores com que equipa, gosto do Liverpool e do seu treinador e, se entender que moram cá alguns dos talentos necessários ao ressurgimento do histórico inglês, que saiam campeões e pagos a peso de ouro.

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