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Grande Artista e Goleador

Uma reflexão sobre as modalidades

Ecletismo e formação são as pedras basilares do nosso Clube. A maior parte das nossas modalidades mais representativas são hoje alvo de um forte investimento que tantas vitórias nos têm dado mas esse investimento tem algo mais para além do retorno positivo das vitórias; há também o reverso da medalha, que se reflecte na maior dificuldade em integrar os atletas da formação nas nossas equipas seniores.

 

Há que avaliar duas vertentes; será o investimento (e consequente aumento de qualidade) que trava a afirmação dos nossos atletas mais jovens ou somos nós que não os preparámos suficientemente bem para que cheguem ao topo com maiores capacidades para se imporem?

Ambas as coisas estão, a meu ver, interligadas e acho que o investimento nas modalidades, do qual sou defensor, se deve reflectir no seu todo e não apenas no topo da pirâmide.

 

Vem esta reflexão a propósito de algumas situações pontuais que verifico, enquanto sócio atento às nossas modalidades.

Não acho sustentável que o projecto do voleibol continue a ignorar a vertente formativa. O projecto faz sentido, veio enriquecer o universo das modalidades e, felizmente, o Museu do Sporting, mas não podemos pensar apenas no presente.

Tanto no feminino como no masculino, o Sporting tem de apostar na formação de atletas que possam no futuro abastecer as suas equipas seniores.

 

Comecei pelo voleibol mas este "apontamento" vem a reboque de uma situação que me tem preocupado, desde há uns dois/três anos e que até acho que já antes aflorei; a formação do nosso atletismo, que é a modalidade do Sporting mais titulada e, entre as históricas, uma das mais queridas dos sócios e adeptos.

Entendo os constrangimentos da formação até aos sub-18. Não sendo um expert na matéria, arrogo-me a descortinar um dos motivos que levam a que o Sporting não tenha um único representante nos campeonatos da Europa de sub-18; os atletas praticam a modalidade sobretudo a nível local e, na maior parte dos casos, só chegam ao radar dos "grandes" quando os atletas ingressam na universidade. Claro que isto não impede que, em Lisboa, hajam talentos com potencial que o Sporting possa integrar desde cedo mas continua a parecer-me que meios menos populosos potenciam mais a prática da modalidade que o meio urbano.

 

Entendo que, hoje, a representatividade do atletismo não seja a mesma de há uns anos, fruto da evolução de algumas modalidades, do aparecimento de outras e do menor espaço mediático do atletismo em Portugal. Assim sendo, vemos a modalidade fora do top 10 de federados no país, num momento em que a vertente amadora até se tem alastrado pelo país.

Há que reforçar o scouting, descobrir talento o mais cedo possível e tentar potenciá-lo, fazendo do atletismo uma modalidade de referência no nosso país, como já foi no passado.

 

Depois de divagar um pouco sobre as causas, chego à consequência que me parece mais preocupante. O Sporting, para além de não estar representado nos europeus de sub-18, não tem também um único atleta em representação de Portugal nos campeonatos do Mundo de sub-20.

É nesta idade que devemos, também, investir. Trazer para junto de nós os melhores do país, permitir que cresçam com o nosso "know-how" e evoluam num ambiente de treino de maior competitividade.

É nesta faixa etária que devemos aperfeiçoar as lacunas que, dentro dos meus conhecimentos, me parecem as maiores. Projectar parcerias ou protocolos com as universidades pode ser um ponto a favor na hora de decidir entre nós e o nosso maior rival. Tudo deve ser ponderado na hora de captar potencial. Não é negligenciável o valor humano e a experiência adquirida de grandes nomes da modalidade, como Carlos Lopes, Fernando Mamede, Francis Obikwelu ou Naide Gomes mas temos de dar tudo na hora de recrutar os melhores.

 

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Ainda sobre o pleno das modalidades de pavilhão...

Mais do que uma tábua de salvação, algo a que nos agarramos para amenizar as frustrações do futebol masculino, estas e outras conquistas nas modalidades devem ser, acima de tudo, motivo de orgulho.

Não nos esqueçamos disso. Muito do que é o Sporting está assente na mística das modalidades.

 

 

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Resultados dos atletas do Sporting nos Jogos do Mediterrâneo (em actualização)

 ANDEBOL (Manuel Gaspar e Nuno Reis) 

Grupo B | Espanha 34-22 Portugal
Grupo B | Grécia 28-28 Portugal
1/4 Final | Turquia 31-29 Portugal
5º-8º Lugares | Argélia 32-33 Portugal
5º/6º Lugares | Portugal 25-31 Eslovénia / 5º Lugar

 

 ATLETISMO 

4x100m M | 3º Ancuiam Lopes -  MEDALHA DE PRATA 
Comprimento M | Miguel Marques qualificou-se para a final mas não alinhou no dia decisivo -  RECORDE PESSOAL (7,75m) 
200m F | 11º Filipa Martins
400m F | 5º Cátia Azevedo
5000m F | 2º Inês Monteiro -  MEDALHA DE PRATA 
400m barreiras F | 5º Andreia Crespo
4x400m F |
 5º Filipa Martins / Andreia Crespo / Cátia Azevedo
Disco F | 4º Irina Rodrigues
Comprimento F | 5º Evelise Veiga -  RECORDE PESSOAL (6,61m)  / MÍNIMOS EUROPEU SENIORES  / RECORDE NACIONAL SUB-23 
Vara F | 7º Marta Onofre
              7º Maria Leonor Tavares 
Triplo F | 6º Patrícia Mamona

 

 CICLISMO 

Prova de Fundo | 5º Mario Gonzalez m.t
                              6º Joni Brandão m.t
                              9º Frederico Figueiredo m.t
                            11º Alvaro Trueba m.t

 

 JUDO 

-81Kg / Quartos-de-Final | Anri Egutidze foi derrotado (ippon) pelo grego Alexios Ntanatsidis
-81Kg / Repescagem 1 | Anri Egutidze venceu Aristos Michael (Chipre) por ippon.
-81Kg / Repescagem 1 | Anri Egutidze venceu Ashraf Moutii (Marrocos) por ippon.
-81Kg / Combate Bronze | Anri Egutidze venceu Alfonso Solana (Espanha) por waza-ari -  MEDALHA DE BRONZE 

 

 NATAÇÃO 

200m livres M | 16º João Vital
1500m livres M | 6º Guilherme Pina
50m bruços M | 7º Alexis Santos
100m bruços M | 17º Alexis Santos
50m costas M | 7º Alexis Santos
100m costas M | 12º Francisco Santos 
200m costas M | 13º Francisco Santos
                            15º João Vital
200m estilos M | 3º Alexis Santos -  MEDALHA DE BRONZE 
400m estilos M | 3º João Vital -  MEDALHA DE BRONZE 
50m livres F | 22º Inês Fernandes
50m costas F | 12º Inês Fernandes
50m mariposa F | 17º Inês Fernandes
100m mariposa F | 14º Inês Fernandes
200m estilos F | 10º Inês Fernandes

 

 REMO 

LM 1x / Qualificação | Pedro Fraga apurado para as meias-finais
LM 1x / Meias-Finais | Pedro Fraga apurado para a final A
LM 1x / Final A | 2º Pedro Fraga -  MEDALHA DE PRATA 

 

 TÉNIS DE MESA 

Individual - 1ª Fase / Grupo G | Diogo Carvalho 0-4 Alexandre Robinot (7-11; 4-11; 15-17; 8-11)
Individual - 1ª Fase / Grupo G | Diogo Carvalho 4-0 Sadush Tosuni (11-8; 11-4; 11-7; 11-3)
Individual - 1ª Fase / Grupo G | Diogo Carvalho 4-0 Kreshnik Mahmuti (11-5; 11-3; 11-6; 11-5)
Individual - 2ª Fase / Grupo I | Diogo Carvalho 1-4 Omar Assar (7-11; 6-11; 7-11; 13-11; 5-11)
Individual - 2ª Fase / Grupo I | Diogo Carvalho 4-1 Ibrahim Gunduz (6-11; 11-9; 11-8; 11-8; 11-9)
Individual - 2ª Fase / Grupo I | Diogo Carvalho 4-2 Marios Yiangou (11-7; 9-11; 6-11; 12-10; 11-9; 13-11)
Individual - Quartos-de-Final | Diogo Carvalho 1-4 Alexandre Robinot (6-11; 5-11; 11-8; 6-11; 4-11)

Colectivo - 1ª Fase / Grupo B | Portugal 0-3 Eslovénia
                                                 Pares | Diogo Carvalho / Diogo Chen 0-3 Jorgic / Tokic (5-11; 7-11; 9-11)
Colectivo - 1ª Fase / Grupo B | Portugal 3-1 Grécia
                                         Singulares | Diogo Carvalho 1-3 Konstantinos Angelakis (4-11; 10-12; 11-9; 6-11)
                                                 Pares | Diogo Carvalho / Diogo Chen 3-1 Konstantinopoulos / Sgouropoulos (11-4; 4-11; 11-9; 11-7)
                                         Singulares | Diogo Carvalho 3-1 Sgouropoulos (9-11; 11-8; 11-8; 11-6)
Colectivo - Quartos-de-Final | Portugal 3-1 Itália

Colectivo - 3º / 4º Lugares | Portugal 3-2 Espanha -  MEDALHA DE BRONZE 
                                   Singulares | Diogo Carvalho 1-3 Machado Sobrados (11-5; 8-11; 10-12; 6-11)
                                           Pares | Diogo Carvalho / Diogo Chen 3-1 Franco Medina / Machado Sobrados (7-11; 11-4; 11-8; 11-3)
                                   Singulares | Diogo Carvalho 0-1 Cantero Juncal (6-11; 11-7; 7-11; 11-7; 11-6)

 

 TIRO 

P10m | 3º João Costa -  MEDALHA DE BRONZE 

 

 TIRO COM ARCO 

Individual | 17º Jorge Alves (Eliminado nos 16avos-de-final por 0-6, frente ao esloveno Rok Bizjak)
Colectivo | 5º Portugal (Jorge Alves) - Eliminado nos Quartos-de-Final por 4-5, por um ponto, frente à Eslovénia, que viria a vencer a medalha de prata

 

 VOLEIBOL DE PRAIA 

1ª Fase / Grupo A | Kibinho / Roberto Reis 2-0 Berisha / Mustafa (21-11; 21-12)
1ª Fase / Grupo A | Kibinho / Roberto Reis 0-2 Rossi / Caminati (15-21; 13-21)
Oitavos-de-Final | Kibinho / Roberto Reis 0-2 Gauthier / Thiercy (14-21; 19-21)

 

Live Streaming (link)

 

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Resultados do fim-de-semana (voleibol e basquetebol)

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Resultados do fim-de-semana (voleibol, basquetebol e ténis de mesa)

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RESUMOS

TÉNIS DE MESA

SENIORES

 

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Ángel Dennis: "O Sporting é muito mais que um clube, é uma família"

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O voleibol voltou...e ganhou!

Já deu para digerir todas as emoções vividas durante as mais de duas horas e meia de jogo, seguidas de uma hora de festa. Está libertada a tensão do encontro que fez do Sporting campeão nacional de voleibol, no ano em que a modalidade regressou ao Clube.

 

O jogo foi o que se esperava. Difícil, equilibrado, com momentos em que estivemos por cima e outros onde passámos por dificuldades.

Foi importante ganhar o primeiro set (25-19), que deu à equipa alguma tranquilidade.

O Benfica correu atrás do prejuízo e depressa ganhou uma vantagem que lhe permitiu gerir até ao final do segundo parcial (19-25).

O terceiro set era de extrema importância e foi decorrendo com algum equilíbrio, desfeito nos pontos finais pelo Benfica, que foi mais eficaz (22-25).

A pressão aumentou e já não havia margem de erro. Seria a terceira vez que, para ganhar, o Sporting teria de forçar o quinto set. Fê-lo com categoria, ganhando o quarto parcial com tranquilidade (25-17), graças a uma larga vantagem conseguida desde cedo.

O quinto e decisivo set foi emoção à flor da pele, nervos, insegurança e ganhou quem foi mais frio e feliz nos pontos finais. O passado recente, que fez cair as duas decisões a cinco sets para o nosso lado, poderá ter pesado nos encarnados. O Benfica chegou a ter a possibilidade de fechar o encontro mas o Sporting empatou, antes da estrelinha de campeão mostrar que estava lá. Um toque na tela, no penúltimo serviço do jogo fez cair para o nosso lado um resultado que nos estava a ser adverso e o ponto final foi impróprio para cardíacos, selando a vitória com um saboroso 16-14.

 

Vencemos nós, com justiça, como não deixaria de ser justo se tivesse caído para o lado do Benfica, num excelente espectáculo de voleibol com todos os condimentos que fazem de um evento desportivo um acontecimento apaixonante.

 

Foto de Sporting Clube de Portugal - Voleibol.

 

Por toda a desconfiança em torno do projecto, que se dispôs a fazer algo nunca antes visto no Clube, é mais do que merecida esta vitória. Nunca este grupo de trabalho se escudou dessas particularidades para desculpar o que quer que fosse.

Foram bravos, resilientes, competentes e fizeram de um projecto "piloto", se me é permitido o termo, um projecto vencedor. 

Toda a gente está de parabéns por mais este sucesso do Sporting, que tem algumas semelhanças com a histórica e inesquecível vitória da Taça CERS no ano do regresso do hóquei em patins como modalidade oficial.

 

Admito que, desde há alguns anos para cá, as modalidades e quem nos representa em todas elas têm ganho cada vez mais o meu respeito e um especial carinho. Ver o empenho e dedicação que todos demonstram e a "fibra" que temos readquirido nos últimos anos, tem em mim um efeito diferente daquele que sinto pelos protagonistas do futebol.

Talvez porque não ganham fortunas e não se sentem mais do que ninguém. Porque são profissionais, bem remunerados e com estatuto na sua modalidade, alguns deles ao nível de muitos dos que temos no futebol, mas não se colocam em bicos de pés.

Atletas que continuam a ter de provar o seu valor dia a dia, mesmo que sejam os melhores do Mundo, porque a modalidade que praticam não lhes permite reformarem-se amanhã e nunca mais fazer nada.
Cada vez mais são eles os que mais merecem o meu respeito e, hoje, mais uma vez o meu agradecimento por dignificarem e glorificarem o nome do Sporting Clube de Portugal.

Obrigado!

 

Nota final: Depois de uma casa construída pelo telhado e reforçada pelo sucesso, espero que o Sporting esteja a preparar os alicerces do seu futuro. Nenhum projecto sobrevive a médio/longo prazo sem se alimentar da formação e anseio por ver em breve umas largas dezenas de jovens de leão ao peito, prontos a seguir as pisadas de uma lenda como Miguel Maia.

 

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Hoje joga o Sporting

 

Hoje discute-se o primeiro título nacional da temporada, entre as modalidades de pavilhão. No Pavilhão João Rocha, o Sporting recebe o Benfica em voleibol para a "negra" que consagrará o Sporting como novo campeão nacional ou renovará o título ao Benfica.

Será o sexto título para o Sporting ou o segundo para os encarnados, que têm dominado a modalidade nos últimos anos, com quatro títulos em cinco possíveis.

 

Este regresso do Sporting foi algo atípico. É uma secção que respira Sportinguismo através do seu capitão (Miguel Maia), que não treina em Lisboa e que não vive o clube de perto.

Claro que temos atletas profissionais e de grande qualidade mas a identificação com o clube é algo importante. Sentir o pulsar do clube diariamente cria um vínculo importante que estes atletas só vivenciam em dias de jogo.

Felizmente têm sido brindados, ultimamente, com grandes apoios no Pavilhão João Rocha, factor que certamente dará aquele "boost" de motivação necessário para quebrar a hegemonia do Benfica.

 

O encontro de hoje será o oitavo entre as duas equipas, esta temporada. O Sporting conta cinco vitórias e três derrotas e o Benfica não venceu nenhum dos três encontros disputados no Pavilhão João Rocha.

Há que voltar a fazer valer o factor casa e culminar esta temporada com um Sporting campeão pela primeira vez desde 1994, período no qual o Sporting era hegemónico e viu a modalidade dissolvida pelo projecto Roquete, um ano depois.

Será difícil, o adversário tem valor e um projecto vencedor mas nós somos o Sporting e vamos mostrar o nosso valor.

Eu acredito!

 

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Notas soltas do fim-de-semana

Começando pelo futebol; não estamos na fase da época em que me preocupem as exibições. É importante ganhar, com maior ou menor dificuldade.

Estamos na fase decisiva e já passou há muito o tempo de exigir boas exibições com resultados a condizer. É tempo de nos contentarmos com o resultado, sabendo que a equipa está muito desgastada, deu tudo e conseguiu, mesmo que a custo, o objectivo.

Impressionante a capacidade de Bruno Fernandes, que resolveu o encontro com dois golos de excelente execução, não ao alcance de qualquer um.

O fim-de-semana futebolístico quase esteve para ser muito bom, não fosse aquele golo de Marega no final do encontro na Madeira. Seja como for, temos o segundo lugar na nossa mão e compete-nos garantir essa posição, ganhando os dois encontros que restam do campeonato, que estará entregue. Parabéns ao Porto que, a confirmar-se, será um justo campeão.

 

As vitórias no futsal, andebol, hóquei em patins e futebol feminino mantêm as equipas na frente e na luta pelos títulos nacionais, enquanto que a derrota do voleibol adiou a decisão para amanhã, no Pavilhão João Rocha.

Prestação meritória, embora inglória dos nossos judocas no Europeu de Judo, em Tel Aviv, com resultados interessantes mas que certamente não deixaram alguns dos atletas satisfeitos. Podemos fazer melhor mas a concorrência é sempre forte neste tipo de eventos.

 

Tentarei fazer o post com os resultados até final do dia. Este fim-de-semana foi puxadinho e a família, desta vez, teve mesmo de estar primeiro.

 

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Hoje joga o Sporting

Hoje fui buscar um atlas, antes dos miúdos acordarem. O mais velho só tem quatro anos mas percebe a importância do Sporting para mim. Respeita essa paixão e tenta cultivar nele o mesmo amor. Fá-lo para me agradar, mas um dia sentirá por este Clube uma paixão desmedida, capaz de mover montanhas para tocar o céu. Uma paixão que o deixará eufórico nas maiores alegrias e deprimido nas maiores adversidades. A paixão que o guiará, se ele quiser, por toda uma vida de fervor leonino que valerá tanto ou mais a pena do que a de todos nós.

Pois bem, ele acordou e eu mostrei-lhe o atlas, com a perfeita noção de que é inteligente o suficiente para reter um conjunto de coisas que lhe farão crescer o "bichinho".

 

"Filho, isto aqui é a Europa e cada um destes espacinhos é um país. Hoje, o Sporting pode vir a ser o melhor da Europa, em futsal. Basta ganhar um jogo e seremos os melhores de todos estes países."

"Vamos ganhar! Vou gritar tão alto que eles vão correr mais, saltar mais e marcar mais golos"

 

Ele sabe que nós somos importantes. Sabe que a nossa força define a força com que os nossos lutam em campo. Sabe que nós não vamos só ver... vamos apoiar!

Sabe que a nossa voz, esteja ela em que parte do Mundo estiver, servirá de alimento à força daqueles que, em campo, lutam por um Sporting melhor, maior, vitorioso.

Sabe isto tudo com a noção que há mais do que um resultado possível mas eu, eu sei que hoje o resultado só pode ser um.

Porque vocês, mais do que ninguém, merecem ser os melhores de todos aqueles países. Merecem atingir o céu ao serviço do Sporting e mostrar a estes miúdos que o Sporting não é apenas tão grande como os maiores da Europa mas pode, também ele, ser o maior, o melhor!

 

Hoje não seremos cinco, catorze, vinte e um e muito menos três milhões e meio. Hoje seremos um e vamos lutar com todas as nossas forças e fazer o nosso melhor para chegar ao topo da Europa.

 

Foto de Sporting Clube de Portugal - Futsal.

 

O Sporting não é só futebol mas hoje também há futebol. Num fim-de-semana que tem decorrido dentro das melhores previsões, com vitórias catadupa, resta terminar em beleza, com uma vitória no voleibol, que nos coloque na frente da final, mais três pontos no futebol feminino, que nos aproximem do bi-campeonato, o tão desejado título europeu de futsal, que há tanto tempo perseguimos e uma vitória com o Boavista, que nos mantenha na luta por todos os objectivos no futebol.

 

Parece pedir muito, mas ontem a equipa de voleibol mostrou que vale mais do que aquilo que havia mostrado no Pavilhão do Benfica, devolvendo o 3-0 do primeiro jogo.

No Estoril, as nossas leoas do futebol feminino terão de mostrar uma capacidade superior para ultrapassar um adversário que nos colocou dificuldades há oito dias, na primeira mão da meia-final da taça de Portugal.

Em Saragoça, teremos pela frente o campeão europeu, que no ano passado nos goleou na final. Nada disso vai pesar e acredito plenamente que este ano a taça vai ser nossa. Somos fortes, coesos, temos qualidade e preparámo-nos convenientemente para nos apresentarmos nesta fase da época na melhor forma possível, com a melhor equipa possível. Hoje podemos escrever mais uma página dourada da nossa história, que poderá gravar na memória o dia 22 de abril como mais um dia de afirmação europeia do grande Sporting Clube de Portugal.

No José Alvalade enfrentaremos o Boavista e o cansaço, sabendo que depois da tempestade vem a bonança. Os nossos leões souberam ultrapassar esta fase de maior volume competitivo com dignidade e competência, carimbando a final da taça de Portugal sem deixar cair as esperanças em fazer melhor na Liga Portuguesa. Vencer hoje continuará a garantir que só dependemos de nós para lutar pela Champions, alimentando o sonho do título.

 

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Enquanto nos chateamos com o futebol...

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Um orgulho ser sócio do Sporting Clube de Portugal (com quotas pagas até dezembro) e poder contribuir para o sucesso destes profissionais. Obrigado! Que continuem no bom caminho.

E estou apenas a evidenciar as quatro modalidades colectivas mais relevantes mas não esqueço as vitórias do atletismo, judo, ténis de mesa, goalball, râguebi, tiro com arco, entre tantas outras.

Todas as modalidades do Sporting, pelas vitórias mas não só, são um enorme motivo de orgulho para mim e, acredito, para a maioria dos Sportinguistas.

 

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Candidatos em tudo

A tarde de ontem veio mostrar que, desta vez, parece mesmo que seremos candidatos a ganhar tudo, em todas as modalidades.

 

O empate com o Benfica em hóquei em patins soube a pouco mas foi bom de ver a segurança e ambição dos nossos jogadores no controlo do jogo e na vontade de o vencer.

O cenário mudou. Já não vamos como "tomba-gigantes" ou como underdog. Estamos na luta com as mesmas armas e isso viu-se na atitude de ambas as equipas ao abordar o último minuto. O Benfica respeitou-nos e guardou um ponto, adiando o "assalto" ao primeiro lugar para a próxima oportunidade e o Sporting mostrou que estava até disposto a correr riscos para ganhar os três pontos que, de resto, merecia.

Seguimos na liderança, permanecemos invictos e perdemos ontem os primeiros pontos da época. Não há drama e confio que, se dividirmos pontos na maior parte dos confrontos directos, não haverá grande mal nisso.

Disputamos o título com grandes equipas e não tenho dúvidas que, em Portugal, moram quatro dos mais fortes conjuntos europeus. Não será um empate com o actual vencedor da Taça Intercontinental que abalará a nossa união e nos desviará do nosso foco.

Este grupo parece-me fortissímo e com mentalidade e capacidade de sofrimento que só os campeões têm. Segue-se uma visita ao Dragão Caixa, com um Porto que ainda jogará hoje com a Oliveirense.

 

Na Luz, o voleibol começou primeiro mas acabou imediatamente depois do apito final no Pavilhão João Rocha.

Destaco também aqui a ambição e determinação que este grupo revela. Só uma equipa, na verdadeira acepção da palavra sairia do Pavilhão do Benfica com a vitória depois de perder os dois primeiros parciais.

O nosso principal rival venceu os dois primeiros sets de forma segura, demonstrando superioridade na fase decisiva de ambos.

O terceiro set foi equilibrado até final, com incerteza no marcador e chegou a pairar na Luz o espectro de uma vitória tranquila e um regresso à liderança do campeonato. 

Só que não... os pupilos de Hugo Silva (que me parece um excelente líder) mostraram que são verdadeiros leões e agarraram o jogo "pelos tomates". Viraram o texto no final do parcial e mostraram que estavam vivos e de saúde.

Os dois últimos sets foram ganhos com a mesma segurança com que o adversário nos venceu os dois primeiros, sendo que a pressão acrescida de lutar duas vezes contra o final do encontro nunca pesou nas costas dos nossos jogadores.

A vitória mantém-nos líderes, ainda que hoje o Benfica possa passar para a frente, visto que disputará mais um jogo, enquanto que nós descansamos.

 

Hoje à tarde, o futsal tem um teste de fogo que será apenas isso; uma boa oportunidade para pôr à prova o líder invicto da Liga SportZone. A liderança não está em causa e o Benfica, 2º classificado, até perdeu ontem em Belém mas são estes jogos que nos acordam para uma realidade em que queríamos estar mais vezes. Esta equipa precisa de desafios constantes e mais exigentes dos habituais para estar no nível que se pretende nas decisões mais importantes da época.

Inter Movistar e Barcelona, dois dos adversários que teremos pela frente em Abril, na final-four da UEFA Futsal Cup empataram ontem em casa e o Barça não venceu três dos últimos cinco jogos.

Nós temos de nos motivar com pequenos objectivos, algo que nos puxe até um limite que só um adversário verdadeiramente forte e competitivo consegue.

O Braga, finalista do ano passado na nossa Liga, é um bom adversário para colocar à prova a nossa invencibilidade. 

Em mais um dia de casa cheia, antes de mais um jogo de futebol no Estádio José Alvalade, prevê-se um excelente espectáculo de futsal e um bom teste à melhor equipa de Portugal.

Vamos a isso!

 

Aproveitem para consultar a Agenda Leonina, onde podem encontrar muitos motivos de interesse (link).

 

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Dér(bi)

Hoje é dia de dérbi...a dobrar. O voleibol desloca-se à Luz para defender a liderança e o hóquei em patins recebe o Benfica também com o propósito de manter a liderança e a invencibilidade na prova.

Os jogos vão sobrepor-se e obrigarão todos nós a manter o PC, tablet ou telemóvel em funcionamento, ao mesmo tempo que acompanharemos, na Sporting TV, o hóquei (18h). O voleibol tem transmissão às 17h, na BTV.

 

No voleibol, Hugo Silva, treinador do Sporting, frisou que a equipa tem crescido e que a receita para hoje passa por continuar a fazer o jogo que tem feito nos restantes encontros, ressalvando que foi alguma ingenuidade nos momentos de maior stress competitivo que levaram o último dérbi a cair para o lado do Benfica.

Até agora, e após o regresso do Sporting à modalidade, foram dois os dérbis que se realizaram entre águias e leões. O primeiro no Pavilhão João Rocha, a abrir o campeonato, que caiu para o Sporting, e o segundo, no Pavilhão da Luz, para os oitavos de final da Taça de Portugal, que caiu para o Benfica.

Nestes dois jogos, três curiosidades que saltam à vista. Ambos os jogos terminaram 3x1, ambos caíram para a equipa visitada e ambos tiveram um set decidido nas vantagens, acima dos 30 pontos.

Agora, no Dia de Reis, Benfica e Sporting jogam o desempate e a liderança no Pavilhão da Luz. Liderança essa que passou para o poder dos leões antes do Natal, quando acertou calendário com o São Mamede. O Sporting leva uma derrota na prova (com o Espinho) e o Benfica leva duas, numa diferença que está fixada num ponto.

Os dados estão lançados e há, pelo menos, uma certeza. Este será um embate entre dois históricos emblemas do panorama desportivo nacional, de onde apenas um sairá vencedor... e líder.

 

No hóquei, invicto, o Sporting recebe o Benfica que, não esqueçamos, é uma equipa mais habituada a momentos de decisão e grande pressão, tendo recentemente vencido a Taça Intercontinental, frente ao actual campeão europeu, o Reus, de Espanha.

«Se não nos permitirmos sonhar é porque estamos a fazer qualquer coisa mal. Mas o título é mais do que um sonho. É trabalho, qualidade, responsabilidade, compromisso e atitude. Um conjunto de argumentos que temos demonstrado. No sábado vamos disputar o dérbi dos dérbis. Ainda assim, se pensarmos de forma pragmática, que é a forma como gosto de pensar, este é um encontro que vale três pontos. Trabalhar em cima de vitórias é diferente. Até agora, não conhecemos outro resultado, daí o facto de haver boa disposição, pese embora a responsabilidade esteja sempre presente»

Estas foram as declarações de Paulo Freitas, treinador do Sporting, na antevisão ao dérbi.

O Sporting só sabe vencer mas ainda não encontrou pela frente nenhuma das verdadeiras dificuldades deste campeonato, enquanto que o Benfica terminará hoje o ciclo de confrontos entre os principais candidatos ao título sendo que, até ao momento, empatou com Oliveirense e venceu o Porto, actual campeão nacional e vencedor, já esta época, da Supertaça.

Tenho expectativas elevadas para este encontro e para esta equipa de hóquei em patins, que me parece finalmente equilibrada e construída com maior realismo. Sendo que a maior parte dos melhores atacantes a nível mundial alinham nos rivais, o Sporting apostou mais forte na defesa, com jogadores de grande valia e sentido de compromisso.

A equipa de Paulo Freitas é a melhor defesa do hóquei em patins europeu e está na hora de colocar verdadeiramente à prova esse estatuto, frente a uma equipa que não se tem apresentado tão poderosa no ataque como em épocas anteriores.

Há, no entanto, que ter em atenção o tridente ofensivo composto por João Rodrigues, o espanhol Adroher e o argentino Nicolía sendo que, no caso do último, teremos ainda de contar com elaborados números de ilusionismo, nos quais algumas duplas de árbitros nacionais continuam a cair ou a participar (não se percebe bem).

Seja como for, acredito muito na nossa coesão e capacidade de sofrer a defender, confiando em cada um dos intervenientes.

Se há modalidade que vivo com a mesma intensidade do futebol, é o hóquei em patins. Estou com um nervoso miudinho idêntico (talvez até superior) ao da passada quarta-feira.

 

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Se quiserem consultar a Agenda Leonina completa para o dia de hoje (e seguintes), podem fazê-lo AQUI.

Bom fim-de-semana!

 

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Hoje joga o Sporting

Diz que é um dia de Sporting à antiga. Infelizmente temos de usar esta expressão, tal é a distância no tempo que temos de recuar para nos lembrar-mos destes dias de Sporting, da Nave ao velhinho José Alvalade. Já o sentimos este ano, mas queremos mais.

Hoje a nave é mais moderna e o José Alvalade diferente. Ambos procuram construir a aura de sucesso dos antecessores.

Muitos dos que viveram, em tempos, esses dias de Sporting vão hoje com filhos e netos e vislumbram o regresso do Sporting pujante dos anos 80 e início dos anos 90, que ganhava em todas as modalidades, cá e lá fora.

O "crónico", como lhe chamam alguns, disputará partidas em voleibol e futsal, antes do futebol. Ontem já o hóquei entrou a vencer na Liga Europeia e o voleibol venceu mais um jogo do campeonato, num dia em que Montpellier sentiu um "cheirinho" do poder e valor do Sporting.

Passo a passo, retomamos o nosso lugar entre os melhores da Europa, sabendo que o topo não nos é facilmente acessível mas sentindo que aos poucos nos aproximamos dele.

Precisamos de todos para sermos ainda mais fortes.

 

Esperam-se vitórias fáceis em ambos os jogos no João Rocha. O voleibol recebe o Clube K e o futsal o Burinhosa. 

Um bom aperitivo para o prato forte do dia. No Estádio José Alvalade o Sporting recebe o Sporting de Braga e só os três pontos interessam, num momento em que o Porto se distanciou, fruto de dois golos marcados e dois penaltis não assinalados a favor dos azuis do Restelo. Caso para perguntar: "Onde estava o VAR?"

 

Jorge Jesus confirmou o regresso de Alan Ruiz aos convocados mas espera-se que seja Podence a voltar a fazer companhia a Bas Dost na frente de ataque.

Jogue quem jogar, o foco nos três pontos tem de ser total, num dia de regressos a Alvalade da parte dos bracarenses.

O treinador, Abel Ferreira, regressa após ter jogado no Clube e ter treinado os juniores e a equipa B, João Carlos Teixeira regressa após ter saído antes de tempo e Ricardo Esgaio virá matar saudades de tempos recentes. Desejo sorte para as carreiras de todos, sobretudo os dois últimos, mas hoje só pode dar Sporting, só vai dar Sporting.

 

Depois do jogo de hoje, o campeonato só regressará lá para o final do mês e, também por isso, manter distâncias é imperativo, por forma a facilitar o foco nos próximos objectivos: a fase seguinte da Taça de Portugal e a continuidade na Europa do futebol.

Espera-se Alvalade a rebentar pelas costuras e um ambiente efervescente, num jogo em que normalmente somos felizes.

Apesar da derrota no ano passado, já com Abel no comando técnico dos bracarenses, são apenas sete as derrotas do Sporting em casa em 61 jogos para o campeonato.

Bas Dost ainda não se estreou a marcar ao Braga em Alvalade mas já mostrou na cidade dos arcebispos que é temível. Está a chegar aquela fase da época em que o holandês não passará mais de um jogo sem marcar. Hoje vai voltar a "picar o ponto".

 

Ganhar, ganhar, ganhar e depois preparar bem os jogos com o Famalicão (em casa para a Taça) e com o Olympiacos (também em casa, para a Champions).

A eles, leões!

 

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Quase dois meses de Pavilhão João Rocha e um balanço da Gamebox Modalidades

Na época 2015/16 a Gamebox Modalidades custava 30€ por modalidade (futsal, andebol e hóquei em patins) e 75€ caso o sócio optasse por adquirir as três em conjunto.

O futsal vinha de uma época em que tinha falhado todos os objectivos mas continuava a ser a nossa modalidade mais competitiva, o andebol sofria mudanças, com a vinda de um treinador ex-campeão europeu, que se esperava que nos levasse ao título e o hóquei vinha de uma época formidável, que culminou com uma conquista europeia no ano de estreia como modalidade oficial.

Vivia-se a época do orgulho restituído. O Sporting recomeçava a reerguer-se.

Nada mais viria a ser "pedido" em troca aos sócios, que prestaram um excelente apoio a todas as modalidades durante a temporada. O preço da Gamebox manteve-se inalterado em relação à época anterior, onde tinha aumentado 5€ por modalidade (em 2013/14, custavam 25€ cada, sendo que não havia para o hóquei, que ainda não competia oficialmente pelo Clube).

Queria contribuir mais para as modalidades e, na impossibilidade de comprar Gamebox para as três, visto que tinha Gamebox para o futebol e as deslocações Porto / Lisboa já eram, por si só, dispendiosas, comprei apenas a do futsal, mesmo sabendo que não veria a maioria dos jogos ao vivo.

Recordo que, no total, e por serem contas muito badaladas agora, cada jogo custaria aos sócios apenas 1.50€.

Acabei por ver um jogo da meia-final e outro da final do futsal enquanto que, no restante da época, a Gamebox rodou por amigos com maior disponibilidade do que eu para ir aos jogos.

 

Com a perspectiva de um novo Pavilhão, então em construção, a época seguinte não trouxe alteração dos preços mas tinha uma particularidade. Com inauguração do Pavilhão João Rocha prevista para Março, os 75€ de custo total das Gamebox davam apenas para pouco mais de metade dos jogos em relação à temporada anterior.

O Pavilhão acabou por demorar mais tempo a ficar pronto e quem adquiriu a Gamebox viu todos os jogos da época sem custos acrescidos, apesar de algumas confusões nas bilheteiras dos mais diversos pavilhões. Acabou,assim, por ficar novamente cada jogo a cerca de 1.50€.

 

Em todo este período, os sócios cresceram de forma sustentada, ao ponto de hoje o Sporting ser um dos 5 clubes do Mundo com mais associados.

 

Não sei quais os custos operacionais do Pavilhão João Rocha e admito até que sejam superiores aos custos suportados anteriormente com os mais variados pavilhões utilizados para as diversas modalidades. Seria lógico que o Sporting tivesse calculado todos esses custos, acrescidos ou não, e confesso que não esperava um aumento desproporcionado do custo da Gamebox, que hoje contempla mais uma modalidade, o voleibol.

Um produto que poderia potencialmente custar 120€ (ignorando o desconto que existia para a compra da Gamebox para todas as modalidades) passou a custar 250€, com uma campanha que parecia apenas destinar-se a novos compradores, apresentando como "benefício" o custo de 3.10€ por jogo.

 

Naturalmente que isto não "premiava" a lealdade de quem, ano após ano, comprou a Gamebox modalidades, independentemente de saber antecipadamente que nem sempre havia um pavilhão certo para cada modalidade, visto que os jogos estavam sujeitos a alterações pontuais de recinto.

Até mesmo para os novos compradores o preço não era aliciante para uma adesão em massa ao produto. 3€ por jogo seria mais ou menos o que se pagava na compra jogo a jogo em temporadas anteriores.

O que pareceu foi que, depois da ajuda na construção do Pavilhão, da ajuda no reforço das modalidades, teríamos também de ajudar a financiar os custos operacionais do Pavilhão João Rocha.

 

Para mim, como para tantos outros, mais este "esforço" pedido era demasiado para a minha capacidade de dizer "presente".

O preço apresentado, mais do que uma falta de respeito para com os 696 sócios portadores de Gamebox Modalidades desde 2009/10, bem como mais alguns que apenas compraram depois e que não foram abrangidos na 1ª fase de vendas, era uma desilusão e um freio no entusiasmo dos Sportinguistas, ansiosos por frequentar o maior número de vezes possíveis o Pavilhão João Rocha.

 

Não sei quais eram as expectativas dos responsáveis do Clube mas sei que, tirando os jogos de estreia em competições oficiais de todas as modalidades, os jogos de maior cartaz ou em dias em que jogou o futebol (apenas aconteceu uma vez, até à data), a assistência terá ficado bastante aquém das expectativas, sobretudo no passado sábado, onde o hóquei em patis e voleibol não terão ido além de um terço da lotação do recinto.

Não sei qual a conclusão retirada deste primeiros tempos mas eu já tirei a minha.

Foi-se com demasiada sede ao pote do entusiasmo leonino e, tendo em conta que há umas centenas de bilhetes oferecidos às claques e mais uns quantos a elementos ligados à direcção, arrisco dizer que a adesão à Gamebox terá ficado abaixo do expectável, bem como a venda jogo a jogo, sobretudo pela (fraca) amostra do passado sábado.

 

Em média, os bilhetes têm sido vendidos a 5€ / jogo. O valor é lógico e justo, tendo em conta a valorização do produto "major". Se a Gamebox Modalidades foi avaliada em 3.10€ por jogo, nenhum jogo poderá, individualmente, custar menos do que isso. Por isso, é lógico que os preços se tenham, até agora, cifrado entre os 4 e os 6€ por forma a não desvalorizar o produto principal.

Não me interessa minimamente qual o valor que os rivais cobram por produtos semelhantes. Não há que ter problemas em assumir que se esticou demais a corda e que os 250€ são um valor abusivo para a nossa realidade, mesmo para um clube que, como o nosso, faz do ecletismo bandeira.

 

Como já disse antes, adicionando o voleibol, o produto anterior teria um custo de 30€ por modalidade, sendo que a Gamebox para todas as modalidades teria um custo hipotético de 120€.

O facto de se centrarem os jogos num único pavilhão, de passar a ser possível conciliar as idas ao futebol com os jogos das modalidades e a comodidade e modernismo do novo espaço valeriam, na minha opinião, nesta fase inicial, 25% de valorização (isto já ignorando o desconto que era aplicado antes à venda em "pacote").

Significaria isto que 150€ me parecia um preço justo a pagar pela Gamebox que, no ano passado, custou metade a quem a comprou (com o tal desconto).

Aplicando uma lógica económica nisto, diria que devia ter sido seguida a linha de actuação da Gamebox do futebol, que tem aumentado gradualmente de preço, seguindo a lei da oferta e da procura, tendo assim estabilizado no número de vendas, aumentado a receita e mantendo uma taxa de ocupação superior a 85%.

A valorização de 25% proposta permitiria futuros aumentos no futuro projectando, por exemplo, uma chegada aos valores actuais em 2020, já com um produto estabelecido no mercado e familiar para a muitos dos sócios do Sporting (algo que não acontece hoje).

 

Assim, será difícil para os responsáveis valorizar o produto futuramente, eventualmente tendo mesmo de o desvalorizar para aumentar a procura. Isto não só vai contra toda a lógica económica como seria um péssimo sinal a dar ao público alvo.

Acho importante que o apoio às modalidades seja reforçado. Atingir os 85% de ocupação média no Pavilhão João Rocha, tal como acontece no Estádio José Alvalade é importante não só para a motivação como também para a responsabilização dos atletas e equipas técnicas.

O apoio massivo potencia a performance desportiva porque aumenta o sentido de compromisso e responsabilidade. Não é normal as modalidades em Portugal jogarem de forma consistente para uma plateia entre as 2500 / 3000 pessoas. Dar esse passo é importante para a evolução da mentalidade vencedora que se quer definitivamente implementada no Sporting mas não vamos lá só com exigências aos adeptos, que tanto têm feito pelo Clube nos últimos anos.

 

Os Sportinguistas estão gratos à actual direcção pelo fantástico trabalho de crescimento do Clube em todas as suas vertentes, sabemos reconhecer mérito e apontar os erros. Admitimos o erro como normal mas gostamos de o ver assumido e corrigido assim que possível. Espero que a Gamebox Modalidades possa ser repensada na próxima época, pensando mais nos adeptos e no apoio aos atletas do que na fonte de receita imediata.

 

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Um regresso prometedor

Para já é apenas isso mas a vitória do voleibol, ontem, frente ao Benfica, actual campeão nacional, deixa água na boca e augura um regresso auspicioso de uma modalidade emocionante.

Joguei voleibol nos tempos de escola e confesso que já nem me recordava das emoções fortes de pontos disputados até ao limite e sets disputados até à última.

É uma modalidade que, pela elevada quantidade de bolas jogadas permite uma alternância constante no marcador. A incerteza no resultado é constante e uma vitória clara num set não garante nada para além disso mesmo. Em jogos disputados e bem jogados nem damos pelo tempo passar. Talvez por isso anseie pelo regresso também do basquetebol.

 

Ontem o Sporting entrou forte e ganhou de forma clara o primeiro set. Também de forma clara perdeu o segundo e tudo ficou empatado.

O terceiro set foi emocionante, pareceu perdido mas uma recta final imprópria para cardíacos acabou por nos dar a vitória por 30-28.

Emocionalmente, o set foi tão desgastante que o Sporting se sobrepôs claramente ao eterno rival na quarta partida, onde voltou a ganhar de forma ainda mais clara, arrecadando assim os primeiros três pontos em disputa.

 

Estava consumado o regresso vitorioso após 22 longos anos de ausência e os quase 1500 adeptos presentes certamente não deram o seu tempo por perdido. O voleibol tem agora um espaço a recuperar dentro do Clube mas, este começo, parece ser um bom ponto de partida para o reencontro entre os Sportinguistas e uma modalidade que se havia despedido do Clube de forma gloriosa.

 

Destaque, para além da vitória, para os adeptos do Sporting. A atitude do Dr. Miguel Costa para com o jogador do Benfica Ary Neto é de louvar mas menos não seria de esperar de quem prometeu solenemente consagrar a sua vida ao serviço da Humanidade.

Menos racionais costumam ser os adeptos que, no Pavilhão João Rocha, colocaram de lado as rivalidades e se mostraram genuinamente preocupados com o estado do jogador do Benfica, saudando o seu abandono do terreno com um estrondoso aplauso de votos de rápidas melhoras.

 

O caminho é longo mas entrámos com o pé direito. Está estreado o Pavilhão João Rocha nas principais quatro modalidades de pavilhão. Espero que outras tenham a oportunidade em breve e julgo que na próxima quinta-feira é chegada a vez do ténis de mesa.

 

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O regresso do voleibol

Desde Maio de 1940 que, também no voleibol, a rivalidade permanece.

Fruto dos muitos anos de inactividade do Sporting, os dérbis não foram tantos quanto podiam ter sido mas, fosse no Campeonato de Lisboa ou no Campeonato Nacional o dérbi dos dérbis sempre teve o seu peso.

 

Recuo apenas à última temporada em que ambas as equipas se encontraram. 1993/94, a que antecedeu a extinção da modalidade no Sporting até aos dias de hoje e a última do Benfica com equipas seniores, antes de um interregno de três anos.

 

Recordo apenas que o Benfica é o clube nacional com mais épocas de voleibol sénior. São 71 temporadas mas...desengane-se quem pense que são 71 anos de glória. O Benfica apenas venceu sete campeonatos nacionais contra cinco do Sporting, ganhos em 39 temporadas.

 

Feita a nota histórica, regresso a 1993/94. O Sporting era bi-campeão nacional e viria a sagrar-se tri-campeão. 

Nessa época jogaram-se cinco dérbis. Dois para o campeonato, um para a Taça de Portugal, um para a Taça de Honra da AVL e outro no Torneio Internacional de Lisboa. Todos acabaram com vitórias do Sporting que, em cinco partidas apenas cedeu cinco sets.

Inacreditável como em 95 a secção foi extinta, bem como o hóquei em patins e, pouco mais tarde, o basquetebol, tendo os sócios escolhido a manutenção do andebol como modalidade de alta competição, a par do futebol e do atletismo, numa famosa assembleia geral.

Claro que a realidade dessa época, onde o Sporting era hegemónico, nada tem a ver com a actual. O Sporting conseguiu reunir, sem dúvidas, uma equipa de topo, mas somos estreantes após 22 anos de ausência e o Benfica é o actual campeão e vencedor de quatro das últimas cinco edições da prova máxima nacional.

 

Hoje começa o campeonato e será um dia marcante. O primeiro jogo oficial desta época, que marca o nosso regresso, é um dérbi com o eterno rival e nós queremos começar a vencer, para demonstrar que a hegemonia pode estar prestes a acabar.

Força Sporting! Força para o nosso voleibol!

 

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