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Grande Artista e Goleador

Ser como os maiores da Europa dá muito trabalho

"O desejo do Presidente Bruno de Carvalho e de toda a Direcção é que na próxima época ganhemos todos os campeonatos nacionais e todas as provas europeias onde estejamos envolvidos. Na próxima época queremos iniciar um projecto 100 por cento vitorioso. O investimento já é de vulto e queremos reforçá-lo com vista às diversas competições europeias, das nossas várias modalidades. O Clube vai regressar aos grandes palcos internacionais e juntar aos 26 títulos europeus que já tem, muitos outros que nos vão orgulhar. Este é um projecto em que estamos todos envolvidos, no qual eu estou disposto a dar a cara e dizer que só a vitória, só a medalha de ouro nos satisfaz. Não partimos para uma competição para ficar em segundo ou em terceiro lugar, nem para ganhar uma medalha de prata ou bronze."

Comandante Vicente Moura, em entrevista ao Jornal Sporting desta semana

 

Adoro ver esta ambição no Sporting. Gosto de ver que se apetrecharam as equipas para que este discurso não seja apenas idílico. A verdade é que, tirando o hóquei, onde seria necessário subir vários patamares num ano para sermos totalmente bem sucedidos, em todas as outras modalidades há reais expectativas de sucesso.

Agora é esperar que todos tenham absorvido bem esta mensagem e trabalhem muito. Desejo que absorvam realmente o nosso lema e o empreguem em campo. Se o fizerem, o sonho estará mais perto e poderemos efectivamente ser como os maiores da Europa.

 

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Nem imaginam o que isto me deixa feliz

Atletismo 2016.png

O atletismo é das mais emblemáticas modalidades do Sporting. Carlos Lopes um dos maiores porta-estandarte da mesma, tanto no nosso país, como no Mundo.

Em palavras ao Jornal Sporting, fez a antevisão da próxima época no dia da apresentação da mesma.

"Todos nós, Sportinguistas, queremos que o atletismo volte aos seus momentos de glória. O Clube revê-se nessas vitórias, nos resultados, os recordes... Infelizmente temos andado arredados desses tempos."

"A palavra de ordem é ganhar. Houve um investimento grande nas equipas masculina e feminina. Todos os atletas ficaram a perceber melhor a dimensão que o Clube tem tido ao longo da sua história e estamos aqui todos para contribuir para que isto continue de forma eficiente e para que se mantenha e reavive a imagem que o atletismo do Sporting teve ao longo dos anos."

"Reforçámo-nos essencialmente na equipa feminina, nas equipas de crosse feminina e masculina e também no sector de pista, onde tínhamos imensas lacunas e fomos buscar jovens entre juniores e sub-23. Com a chegada destes jovens talentos vamos criar grandes problemas às equipas que estão mais bem apetrechadas."

"O crosse é uma aposta muito forte, fomos buscar atletas que dão garantias de uma competitividade enorme. Fizemos uma equipa que terá muitos anos pela frente, e que nos dá uma garantia enorme e uma segurança tremenda para o futuro, tanto no masculino como no feminino. E, aliás, demonstra que estamos atentos aos novos valores para termos a garantia de recuperar a hegemonia num futuro próximo, algo que não acontecia nos últimos anos."

"São quatro provas (Campeonato Nacional de Crosse; Campeonato Nacional de Estrada; Campeonato Nacional de Clubes e Taça dos Clubes Campeões Europeus) e quatro momentos onde os nossos atletas têm de estar no seu melhor. Todos eles foram alertados para esses focos extremamente importantes e vamos criar condições para que tudo corra de uma forma muito séria e capaz de fazermos o que pretendemos: entrar em competição convencidos de que temos uma equipa boa e preparada para discutir seja que prova for."

"Estamos a apostar na conquista de mais uma competição europeia, como a Taça dos Clubes Campeões Europeus, e temos a consciência de que tudo estamos a fazer para que isso se torne realidade. Sabemos que há momentos em que, por muita vontade que tenhamos, não somos capazes de ultrapassar as adversidades, mas tudo fazemos e faremos para que isso não aconteça."

"Nestes últimos dois anos ficámos no pódio da Taça dos Clubes Campeões Europeus. Isso denota que a equipa feminina, só por si, já tem um valor muito bom. Se conseguirmos introduzir outros valores - como fizemos - para melhorar isso, ficamos com a consciência de que somos capazes. E o Sporting tem todo o interesse em que isso venha a acontecer, o que seria muito importante para o Clube e para o atletismo nacional porque pode chamar patrocinadores e fazer recair sobre o nosso país mais atenções. Queremos tornar o atletismo do Sporting numa referência, tal como já foi em anos passados, no meu tempo e do Moniz Pereira. Temos de criar a ideia de que o atletismo do Sporting começa a ter condições para trazer até nós jovens com outras mais-valias."

"A nossa mística não se perdeu, nós é que perdemos alguns valores que faziam a diferença em competição. A mística está cá e alimenta-se com os mais jovens a aprenderem com os mais velhos (como o Rui Silva ou o Francis Obikwelu). É importante passar a estes jovens talentos a mística do Clube que viveu momentos de grandeza, dentro e fora do país, e que ajudou o Sporting a ser o mais ecléctico de Portugal. E essa maneira de ser, aliada aos bons resultados, fizeram com que, durante muitos anos, eu e outros atletas abraçássemos o amor ao Sporting."

"A qualidade dos nossos jovens traz-nos algumas garantias que, num futuro próximo, podemos garantir a nossa posição de primeiros em tudo. É preciso capacidade de gestão porque muitos dos jovens que chegaram ainda estão em formação, mas também para isso fizemos uma aposta num quadro técnico de alto valor e de grande mais-valia. Queremos técnicos que sejam de qualidade para o presente, mas capazes de valorizar ainda mais estes jovens talentos para o futuro. Com estes jovens e o quadro técnico ao nosso dispor, todos em conjunto faremos a força."

"Estamos todos no mesmo barco e a tentar levá-lo a bom porto. Temos dado sinal de uma recuperação daquilo que se tinha perdido e penso que com um bocadinho de boa vontade e uma certa liberdade para podermos expressar o que entendemos ser melhor para o Clube, estamos num bom caminho. Não é num ano que se prepara o futuro, isso demora tempo e é preciso ter calma. O dinheiro é a base da sociedade e os clubes não fogem a essa realidade nem atravessam os melhores momentos, por agora, e essa dificuldade por vezes torna-se incómoda. Mas com paciência, garra, habilidade, e todos juntos, com espírito colectivo levaremos a água ao nosso moinho e conseguiremos levar o nosso barco ao tal bom porto, sem que este se afunde pelo meio."

(Sobre a presença do Presidente, Bruno de Carvalho e do vive-presidente para as modalidades, Vicente Moura) "É uma forma de valorização de toda a equipa, de todos os atletas e de toda a gente envolvida na secção do atletismo do Clube. Estamos todos unidos para criar as melhores condições para que o sucesso se torne uma realidade."

"É um ano muito, muito complicado. Não para o Clube em si, mas para os atletas, que têm uma série de situações que terão de ser bem geridas. Existe a Taça dos Clubes Campeões Europeus, no final de Maio, e os Campeonatos da Europa em Julho, e depois o Campeonato Nacional de Clubes, antes dos Jogos Olímpicos. É tudo muito seguido e gerir os atletas para estarem em boas condições físicas e mentais em Maio e novamente em Julho e Agosto exige um esforço tremendo. Tem de haver um encontro de ideias entre todos os técnicos para conseguirem calibrar a forma destes atletas em todas as provas."

"Uma prova como os Jogos Olímpicos desvia sempre o foco de atenção de um atleta, que não haja dúvidas sobre isso. Quem está a preparar os Jogos tem a visão e o sentimento de querer representar-se bem e fazer um bom papel e não é fácil gerir isso com os objectivos do Clube. Mas vamos tentar acalmar as coisas e fazer uma gestão sensata e equilibrada para que possamos todos atingir o que desejamos e consigamos reforçar uma posição bem alicerçada para o futuro."

"Naturalmente que vamos estar com mais atenção em cima, mas isso não nos preocupa. Os Jogos acontecem de quatro em quatro anos, são o maior acontecimento histórico do desporto mundial e toda a gente quer estar presente e focada nisso. Todos estamos ansiosos para ver o que acontecerá no Rio de Janeiro, onde, para nos aproximar ainda mais, se fala português. Só a Federação é que devia ter tido mais cuidado quando lançou o calendário de competições. Parece-me que não serviram os interesses nem dos clubes nem dos atletas."

"Penso que, neste momento, podemos ter entre uma a duas mãos cheias de atletas, só no atletismo. Temos de avaliar primeiro o que vai ser esta época e o que cada um conseguirá fazer ao longo do ano, mas temos atletas com níveis muito elevados e que poderão carimbar rapidamente a sua presença lá."

"Não é fácil conseguir uma medalha, muito menos de ouro. Mas temos atletas com grandes hipóteses, embora seja difícil. A Sara Moreira, na maratona, é uma das potenciais candidatas. Não sei o que acontecerá se a Jéssica Augusto participar na maratona também, mas terá possibilidades. A Patrícia Mamona, se aparecer em boa forma, é uma das candidatas a ficar nos primeiros oito classificados. Assim de repente, não sei se o João Vieira, nos 50 quilómetros de marcha, não poderá também conseguir algo... Temos imensos atletas que poderão fazer resultados fabulosos, mas temos de ver como corre a época para percebermos em que ponto é que eles lá chegam."

Pedala leão - Um sonho cada vez mais real

"O ciclismo está na memória de muitos Sportinguistas e faz parte da história do Clube. Queremos que regresse ao universo Sporting. Faz parte da estratégia da actual direcção garantir o ciclismo até ao final do mandato, que termina em finais de 2017. Terá de ser a custo zero para o Clube. Já estabelecemos contactos com algumas empresas nesse sentido. E não queremos uma equipa amadora. A ideia aponta à criação de uma equipa profissional para voltar a integrar o pelotão da Volta a Portugal."

Comandante Vicente Moura, vice-presidente para as modalidades, ontem, ao jornal A Bola

A data não me parece inocente. Quando é referido o ano do final do mandato como limite, este parece-me mesmo o objectivo. O Sporting estará a criar as bases para que em 2017 voltemos a ver a verde-e-branca pelas estradas de Portugal (pelo menos). 2017...precisamente 30 anos após a extinção da secção de ciclismo do Clube, em 1987 e depois de duas vitórias consecutivas.

Nasci em 1985, o ano da primeira vitória de Marco Chagas pelo Sporting, que viria a repetir no ano seguinte e nunca tive o prazer de ver correr uma equipa de ciclismo do Sporting.

Como uma das mais emblemáticas modalidades, sempre me custou passar os anos sem que o Sporting tivesse a modalidade que lhe deu um dos seus maiores símbolos. Joaquim Agostinho é o símbolo maior do ciclismo no nosso país e foi no Sporting que se iniciou. Agostinho é, sem margem para dúvidas, um dos maiores símbolos do Sporting Clube de Portugal.

É importante recordar que o Sporting esteve nos primórdios da modalidade no nosso país, sendo os registos mais antigos datados de 1911. Foram mais de 70 anos de actividade, com pequenas interrupções pelo meio, quase todas por força maior (guerras e conflitos nacionais e mundiais).

Entre todas as provas disputadas, destacam-se as presenças regulares na Volta a Portugal e duas presenças na maior prova velocipédica do Mundo, a Volta a França.

Na Volta a Portugal, destacam-se:
- 9 vitórias individuais (1933 - Alfredo Trindade; 1940 - José Albuquerque "Faísca"; 1941 - Francisco Inácio; 1963 - João Roque; 1970/1971/1972 - Joaquim Agostinho; 1985/1986 - Marco Chagas).
- 13 vitórias colectivas (1933; 1940; 1941; 1961; 1962; 1967; 1968; 1970; 1971; 1972; 1973; 1984; 1985).
- 6 vitórias do prémio da montanha (1964 - Sérgio Páscoa; 1965/1968 - Leonel Moreira; 1967 - Leonel Miranda; 1970 - Firmino Bernardino; 1971 - Joaquim Agostinho).
- 7 vitórias do prémio por pontos (1967 - Emiliano Dionísio; 1968/1969/1970 - Leonel Miranda; 1971 - Joaquim Agostinho; 1984 - Paulo Ferreira; 1985 - Carlos Santos).
- 5 vitórias do prémio metas volantes (1970 - Leonel Miranda; 1971 - Emiliano Dionísio; 1972 - Manuel Gomes; 1973 - Francisco Miranda; 1984 - Paulo Ferreira).
- 7 vitórias dos prémios combinados (1970/1971/1972/1973 - Joaquim Agostinho; 1985/1986 - Marco Chagas; 1987 - Serafim Vieira).

Na Volta a França, destacam-se:
- As duas presenças, em 1975 e 1984 (as duas únicas de equipas portuguesas na prova).
- O 15º lugar de Joaquim Agostinho em 1975.
- A vitória de Paulo Ferreira numa etapa, em 1984.

A comparação com os dois maiores rivais nacionais é inevitável...

Geral Individual
FC PORTO - 13
SPORTING CP - 9
BENFICA - 9

Geral por Equipas
SPORTING CP - 13
FC PORTO - 11
BENFICA - 9

Prémio da Montanha
SPORTING CP - 6
FC PORTO - 6
BENFICA - 3

Prémio por Pontos
SPORTING CP - 7
BENFICA - 5
FC PORTO - 3

Prémio Metas Volantes
SPORTING CP - 5
BENFICA - 5
FC PORTO - 3

Prémios Combinados
SPORTING CP - 7
BENFICA - 1
FC PORTO - 1

Prémios da Juventude
FC PORTO - 1
SPORTING CP - 0
BENFICA - 0

A partir de 2017, deve ser nosso objectivo o domínio nacional e espero que alimentemos o sonho de voltar a ver o verde-e-branco na Volta a França. 

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