Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Grande Artista e Goleador

Déjà vu: um dia repleto de Sporting

Eu já vi este filme! Não tentem dizer-me que não...

Os rapazes de verde-e-branco de patins calçados e stick em punho. Uma meia-final em casa do adversário. O Reus como possível oponente na final.

Eu já vi este filme! E fiquei muito feliz no final!

 

Admito, o Sporting não é o favorito a vencer a Liga Europeia de hóquei em patins. Do outro lado está a equipa do Porto, crónico finalista (sempre vencido desde a nova designação) e actual líder do campeonato nacional. 

O Porto tem oito finais perdidas nos últimos vinte e um anos, duas delas perdidas em casa. Uma para o Bercelona (o último dos presentes na final-four deste ano) e outra para o Benfica.

Resumindo, teremos de ultrapassar a equipa da casa, campeã nacional em título e líder do nosso campeonato para depois nos cruzarmos com o campeão europeu ou o actual campeão espanhol, que também lidera destacado a OK Liga deste ano.

 

O Sporting é o underdog e já se deu bem com este estatuto.

Eu já vi este filme! E acaba com o levantar de uma taça e pessoas a chorar de alegria. No ringue e em casa.

Não tenham medo de ser felizes!

 

Mas nem só de uma meia-final europeia se faz este, sábado, que tem três derbies decisivos, dois deles em meias-finais da taça de Portugal. As equipas masculina e feminina tentarão, em Gondomar, ultrapassar o eterno rival e marcar ambos presença nas respectivas finais da prova rainha.

Também a contar para a Taça de Portugal joga a equipa de futebol feminino, que enfrentará o Estoril, um osso que se tem mostrado bem duro de roer.

 

Mas há mais, muito mais, como se pode comprovar com uma Agenda Leonina (link) com 49 eventos desportivos para acompanhar este sábado.

 

 

A publicidade neste blog destina-se apenas a fins solidários.
Sigam-me no facebook e no twitter.

A época perfeita do futebol feminino

Era a cereja que faltava em cima do bolo. O Jamor pintou-se de verde-e-branco, mesmo que a mancha não tenha sido tão grande quanto eu esperava.

Os que estiveram não deixaram as nossas leoas na mão e acreditaram, mesmo após uma primeira parte fraca, provocada pela entrada forte das bracarenses e alguns nervos evidentes.

 

Num jogo em que o habitual pendor ofensivo das nossas laterais não se verificou, fosse pelo alarme que soava sempre que as extremos bracarenses embalavam, fosse pela tarde menos inspirada de Fontemanha e Marchão (sobretudo a nossa lateral esquerda), foi bom ver que a equipa não deixou de ter capacidade para resolver os problemas ofensivos.

O nosso meio-campo também não esteve particularmente inspirado, sobretudo no que tocou às tarefas das nossas Pinto (Fátima e Tatiana).

 

Mas, pese embora algumas individualidades em sub-rendimento (Solange Carvalhas também não esteve nos seus dias), a nenhuma delas faltou voluntarismo e espírito colectivo. 

Não podemos dissociar disto a qualidade das jogadoras do Braga, que condicionaram o rendimento de algumas das nossas jogadoras mas foi ver as laterais a lutar, a ir ao chão, mesmo não podendo aventurar-se no ataque. As Pinto a reparar os erros, muitas vezes cometidos pelas próprias e a Solange a dar linhas de passe, mesmo que a bola não lhe chegasse.

 

E nós...nós na bancada a puxar por elas e a mostrar que a desvantagem no marcador não desvanecia nem um pouco o nosso crer na capacidade delas.

E lá voltaram para a segunda parte de confiança renovada e com vontade de dar a volta ao texto. Teve de ser em dois actos, tornando ainda mais épica a conquista.

 

Ana Borges (sempre ela) ganhou uma bola pela direita e serviu Diana Silva que, com classe e frieza bateu a guarda-redes das minhotas. Estava feito o empate e reforçada a crença em mais uma tarde feliz no Jamor, desta vez com perfume feminino. O golo "obrigou" Nuno Cristóvão a abortar a entrada de Ana Capeta, que assim só se entregou ao jogo dez minutos depois, para render a capitã, Solange Carvalhas.

Nas bancadas acreditava-se ainda mais, não fosse a nossa alentejana sinónimo de golos. Capeta não desiludiria mas teríamos de esperar mais um pouco...havia dose extra de futebol.

 

A primeira parte do prolongamento voltou a ter maior domínio do nosso adversário. Notava-se ainda mais do que nos 90 minutos a maior dimensão física do futebol do Sporting de Braga. Mas as nossas lutavam, corriam e desbobravam-se em compensações e acertos posicionais. Estávamos todos unidos, tínhamos vontade e fé na Capeta.

Mesmo em cima do apito para o intervalo do tempo complementar, Fontemanha cruzou e Capeta fuzilou Rute Costa. Estava feita a remontada e tínhamos pela frente 15 minutos para sofrer até sermos felizes.

 

Assim foi, com Matilde Figueiras a salvar em cima da linha de golo o empate a dois, no lance de maior aperto da segunda metade do tempo extra.

Matilde que formou com Catarina Lopes uma dupla de centrais forte, bem escudada por Sara Granja, que corrigiu muitos dos erros das colegas de sector. 

Na frente, foram Ana Borges, Diana Silva e Ana Capeta a fazer a diferença.

 

No final, todas foram importantes em determinados momentos do jogo e só com uma equipa unida e coesa foi possível esta dobradinha.

Termino com uma palavra para Nuno Cristóvão, claramente um louco apaixonado, como nós. Arrepiante o festejo junto à nossa bancada no final do jogo. Emocionante, mesmo. Depois foi fazer a festa, merecida, diga-se.

 

Parabéns a todos os intervenientes nesta época de sucesso do nosso futebol feminino!

 

Sigam-me no facebook e no twitter.

Mais sobre mim

imagem de perfil

Blogs Portugal