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Grande Artista e Goleador

Acabaram os jogos a feijões

Acabou a pré-temporada e, com isso, lá se vão os jogos de preparação. A partir de agora é a doer e esperei pelo fim desta "dupla jornada" para, em jeito de balanço, dar as notas finais da pré-época.

Foram dois jogos com semelhanças. Alternámos momentos bons, alguns até entusiasmantes, com momentos menos bons, parte deles até embaraçosos.

Nem dá para ficar eufórico com os bons nem deprimido com os maus. A verdade é que, sobretudo o jogo de ontem, teve condicionantes agravadas pelo jogo do dia anterior e, muito por isso, a segunda parte revelou um decréscimo de bons momentos.

Sempre que usámos o onze mais forte ou a maior parte dele, estivemos perto daquilo que de melhor mostrámos na época passada e isso é o mais importante.

Mesmo os erros pontuais de um ou outro jogador não são de valorizar em demasia.

 

O foco está já no próximo sábado e no Marítimo, o primeiro adversário da Liga NOS deste ano.

Em abono da verdade, nem o Marítimo tem o nível de 90% das equipas que defrontámos na pré-temporada nem o Sporting vale aquilo que mostrou na maior parte do período preparatório. O próprio Marítimo fez uma pré-época paupérrima em termos de resultados, tendo ganho apenas um jogo (ao Académico de Viseu) e perdendo com duas das três equipas que defrontou do principal escalão português.

Em casa, no próximo sábado, será o melhor Sporting que subirá ao relvado e, mesmo sem Slimani, castigado, acredito que levaremos de vencidos os insulares. O saldo dos últimos 7 jogos é-nos 100% favorável e, em casa, a média dos últimos quatro encontros é superior a 3 golos marcados por jogo (mesmo que tenhamos sofrido em três dos quatro jogos).

 

No geral, foi uma pré-época que deu bons indicadores no que interessava; o rendimento de algumas das segundas linhas, sobretudo aquelas que são novas no plantel. 

Alan Ruiz, Iuri Medeiros e João Palhinha, sobretudo estes três, para mim, mostraram-se preparados para ser úteis à equipa. O primeiro com direito a papel principal e os segundos certamente com utilidade no decorrer dos jogos.

Marcelo Meli teve alguns pormenores interessantes que farão dele, à primeira vista, mais útil do que Petrovic e até Bruno Paulista deu um ar de sua graça.

 

Certamente Jorge Jesus deixará as decisões finais para mais tarde, mesmo que isso o obrigue a trabalhar com um plantel extenso até 31 de agosto. A calma com que o Sporting tem actuado no mercado deixará as movimentações para a última semana e é aí que se vai desenhar o plantel que atacará a época 2016/17, pelo menos até janeiro, altura em que certamente estaremos atentos e activos no mercado.

 

Que role a bola e comecem os jogos a sério. Estou farto de jogos a feijões.

A propósito disso, hoje estreia-se a equipa B, na Academia, com o Portimonense, um dos principais candidatos à subida. Será certamente um bom jogo e um teste exigente logo na 1ª jornada. Para os que tencionam ir à Academia, façam-no cedo (mesmo cedo, pois constrangimentos devido à passagem dos corredores da Volta a Portugal podem mesmo só deixar entrar os adeptos às 16.30h) e levem almoço.

Curioso para ver aquilo que João de Deus tem preparado para esta temporada e algo expectante pelos novos valores que podem ser parte do nosso futuro.

 

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Atlético 5 Sporting B 0

Um fim-de-semana em que as equipas profissionais de futebol do Sporting resolveram envergonhar os adeptos com exibições das quais a maioria dos intervenientes devem, eles próprios, ter vergonha.

A eficácia do Atlético foi elevadíssima e aproveitou para, por cinco vezes, enviar a bola para o fundo das redes de Luis Ribeiro. Parece-me relevante para este desfecho a exibição inacreditavelmente fraca de Rabia, que ofereceu os primeiros dois golos ao Atlético e com isso lhes fez acreditar que bastava forçar um pouco a entrada na zona defensiva leonina, algo que aconteceu e deu frutos para os da tapadinha.

Slavchev já admitiu que tem sentido dificuldades de adaptação, prometendo que vai tentar ultrapassá-las mas não me parece que substituir o búlgaro ao intervalo em todos os jogos lhe renove a confiança.

Ryan Gauld ainda não fez um jogo na sua posição de raiz e, embora não tenha um mau rendimento numa posição mais recuada, parece-me que estamos a retirar ao escocês a criatividade que lhe é inata.

Esgaio é uma sombra do que já lhe vimos e Iuri Medeiros um caso a resolver. Se o esquerdino não treina bem e por isso não é titular (algo que julgo ser verdade) deve ser emprestado em Janeiro para que cresça em maturidade, pois é óbvio que sempre que entra é o mais esclarecido. Se não temos mão nele na Academia, pode ser que o disciplinem fora dela.

Foi um jogo mau, numa altura em que me parecia que a equipa estava a melhorar, mas será necessário muito trabalho para retirar o melhor de alguns elementos.

Sendo a equipa B o último patamar da formação e tendo em conta que o valor não abunda na nossa geração ao serviço da equipa de juniores, será importante corrigir comportamentos, ter cuidado na política de renovações dos jovens da Academia e mostrar-lhes claramente que isto é o Sporting Clube de Portugal, um clube centenário que exige respeito e abnegação sempre que se tem o prazer de envergar a camisola do leão.

NOTA: Já que falamos em formação e em casos problemáticos, aproveito para informar que Ruben Semedo foi expulso, aos 22 minutos, com um cartão vermelho directo no jogo de hoje ao serviço do Reus. Nem os ares do país vizinho fazem bem a este rapaz e não sei se não será quase um caso perdido.

Sporting B 0 Oliveirense 0

Confesso que a primeira meia hora do jogo de hoje me deixou esperanças quanto ao futuro desta equipa B. Vi movimentações com sentido no processo ofensivo e um bom sentido posicional na transição defensiva, tendo faltado apenas acutilância na área adversária. Gostava de ter visto maior capacidade no último passe, pois com essa falha, foram poucas as oportunidades de golo. Mesmo assim, após cruzamento de Ricardo Esgaio, Cissé teve nos pés a possibilidade de inaugurar o marcador, mas de forma displicente, colocou a bola nas mão do guarda-redes adversário.

A segunda parte foi algo incaracterística com muitos passes falhados e pressa a mais na tentativa de chegar a zonas de finalização, algo que, fruto de alguma intranquilidade, acabámos por fazer muito raramente.

Tendo em conta que o adversário tem aspirações à subida de divisão, tenho e dizer que o futebol praticado pelos de Oliveira de Azeméis é miserável. Frente a uma equipa como a nossa, que mesmo tendo qualidade é inexperiente, a Oliveirense limitou-se a defender e nem procurou forçar erros à nossa equipa.

Confesso que embora veja qualidades em Ryan Gauld para fazer a posição 8, não me parece neste momento o melhor lugar para ajudar a equipa. Gauld é fortíssimo no último passe e aparece bem em zonas de finalização e o papel que lhe é atribuído afasta-o de zonas mais adiantadas do terreno. No entanto, parece-me ter grande cultura táctica e se a ideia for fazer dele uma espécie de Modric, assino já por baixo (devo dizer que têm algumas semelhanças e ambos começaram por pisar terrenos mais adiantados).

Não houve ninguém que se destacasse muito dos restantes, no entanto, devo dizer que vejo em Gelson Martins um pouco do que me entusiasmou em Bruma, quando apareceu na nossa equipa B. Seguirei atentamente a sua evolução.

Pela negativa destaco apenas a incapacidade de Slavchev. O próprio já admitiu problemas de integração no futebol português, mas já é tempo de arrepiar caminho e fazer das fraquezas, forças. Anda lá Simeon, não desanimes.

O empate é um resultado negativo, sobretudo tendo em conta que só nós procuramos a vitória. Aguardo com ansiedade pelos próximos jogos, pois julgo que existem grandes possibilidades da equipa se tornar mais consistente. A finalização é um aspecto a rever e tenho a certeza que não é com Cissé e Enoh que o cenário vai mudar. Tendo em conta que o empréstimo de Betinho não lhe está a dar os minutos de jogo necessários à sua evolução, talvez seja um assunto a repensar.

Vitória por 3-0 na estreia de João de Deus

Num jogo em que só tive oportunidade de ver a segunda parte e, ao que parece, a primeira não foi famosa, João de Deus reagiu à fraca produção da equipa e, segundo palavras do próprio, na tentativa de dar mais qualidade na posse de bola leonina, fez entrar Iuri Medeiros ao intervalo.

A presença do esquerdino fez-se notar no imediato e no sexto minuto da segunda parte, o próprio Iuri festeja o 1-0, após excelente passe de Daniel Podence.

O 2-0 chegou aos 60 minutos e foi o culminar do melhor momento leonino no jogo. Os protagonistas foram os mesmos: novo excelente passe de Podence (este miúdo vai ser um caso sério), remate de Iuri defendido pelo guarda-redes e Hadi Sacko apareceu na recarga a marcar o seu primeiro golo com a camisola do Sporting.

A partir daqui os verde e brancos não voltaram a ser os mesmos e a expulsão de Tobias Figueiredo só veio dar força aos de Viseu. Convém dizer que a expulsão de Tobias tem doses iguais de injustiça (pois a falta não é merecedora de amarelo), ingenuidade (a falta é totalmente despropositada e desnecessária) e merecimento (embora a falta que origina o segundo cartão não justificasse a sua amostragem, a verdade é que não teria sido um escândalo que já tivesse sido expulso antes, tal foi a reincidência no jogo faltoso). A própria reacção à expulsão demonstra intranquilidade e descontrolo emocional, tal foi a quantidade de impropérios dirigidos ao árbitro da partida que, de resto, lhe podem valer um castigo mais pesado.

Até ao final do jogo foi um festival de oportunidades perdidas pelo Académico até que o golo acabou por aparecer...na baliza do próprio Académico. Sacko bisou e mostrou ter faro de golo, voltando a responder muito bem a numa recarga a um remate de Cissé.

Quero saudar o regresso de Nuno Reis, defesa-central a quem reconheço qualidade e que podia até integrar o plantel principal, pois para além da qualidade, tem experiência na 1ª Liga e a nível internacional (recordo que, para além e internacional sub-21, foi o capitão da equipa nacional que se sagrou vice-campeã mundial de sub-20 na Colômbia).

Mais uma vez devo dizer que é urgente arranjar um empréstimo para Iuri Medeiros para que este possa jogar num patamar competitivo superior. Nunca joga de início porque provavelmente não é o que mais se aplica nos treinos e mesmo quando joga só mostra o que sabe quando lhe apetece. Sair debaixo da saia da mãe fará com que cresça rapidamente e se torne naquilo que todos sabemos que pode vir a ser.

João de Deus tem muito trabalho pela frente e, para já, foi bom começar com uma boa vitória fora de portas (algo que há muito não acontecia).

 

Ainda o treinador da B

Tendo já dito que o treinador ideal para a equipa B devia ser alguém com experiência na formação e que já tenha iniciado uma carreira em equipas séniores de 1ª Liga, de preferência com bons resultados.

Pois, uma coisa é o ideal, outra é isso ser realmente possível. Neste momento não o é!

Não há dinheiro para ter um grande treinador a treinar a B, nem há grandes treinadores que queiram lá treinar (muito menos por aquilo que podemos pagar).

Carlos Carvalhal recebe uma fortuna para coordenar a formação do Al Ahli dos Emirados Árabes Unidos. 

Oceano foi mandado embora e neste momento é adjunto de Queiroz no Irão, onde não lhe devem pagar mal.

O próprio Carlos Queiroz recebe por lá uma fortuna.

O saudoso Laszlo Bolöni treina o Al-Khor do Catar onde é pago a peso de ouro.

Vitor Pereira tem o perfil, mas nunca aceitaria (digo eu). Jesualdo Ferreira idem.

Estes são apenas alguns exemplos. Muitos outros poderiam ser dados, alguns com um curriculum bem superior e todos eles me parecem irrealistas, mesmo que o cargo a ocupar fosse o de coordenador técnico da formação, enquanto treinavam a equipa B.

Assim sendo, teremos de nos contentar com João de Deus e apoiá-lo. Não vejamos a sua chegada como mais uma tentativa de acertar com o treinador. João de Deus foi, talvez, o melhor possível neste momento. Em abono da verdade é o treinador que o Sporting procurava desde o início da época, pois é fácil perceber agora que Francisco Barão foi sempre um treinador principal a prazo, enquanto não era encontrado um sucessor para Abel Ferreira.

A formação e João de Deus na B

Tenho lido pela blogosfera leonina pessoas que questionam frequentemente a politica de formação do Sporting.

É verdade que os rivais estão mais próximos em termos de qualidade dos técnicos e isso reflecte-se, obviamente, na evolução dos jovens jogadores. Mas quererá isso dizer que estamos a fazer mal as coisas?

Não me parece. Os rivais estiveram anos e anos apenas preocupados com as equipas profissionais e, embora tivessem capacidade para recrutar bons jovens jogadores, nunca apostaram em treinadores mais qualificados para a formação.

Se é verdade que os melhores treinadores deviam estar na formação (ouvi isto várias vezes por aí), é preciso verificar outra coisa: Mourinho é um dos melhores treinadores do mundo, mas será que daria um bom treinador de jovens? Duvido.

É necessário que hajam treinadores de formação que gostem de trabalhar na formação e não treinadores de formação circunstanciais que têm como único objectivo ser treinadores profissionais ao mais alto nível.

Isto acontece porque um treinador de formação é muito mal pago comparativamente a um treinador de equipa sénior.

É aí que temos de mudar. Os treinadores da formação devem especializar-se nessa área. Devem passar por todos os escalões de formação. Devem ter os conhecimentos tácticos, técnicos e ao nível da metodologia, mas acima disso devem ser bons pedagogos enquadrados nas faixas etárias onde se formam o carácter e a personalidade. E devem ser remunerados consoante a responsabilidade que lhe está imputada.

Depois, temos hoje um patamar intermédio (em alguns casos). Falo das equipas B. Aqui sim, é necessário um treinador que circunstancialmente tenha passado pelos escalões de formação. Alguém que tenha a sensibilidade necessária para lidar com jovens que estão numa fase de ilusão e que tenha a capacidade de não lhe retirando a ilusão, lhes acrescentar responsabilidade e atitude competitiva mais condizente com o que se pretende de um profissional de futebol.

Tudo isto para falar de João de Deus, o novo treinador da equipa B do Sporting. Não vejo as constantes alterações no comando técnico como incompetência da estrutura, mas sim como um ajustar aquilo que não está ainda de acordo com o que se pretende. A verdade é que não é fácil encontrar um bom treinador que se sinta motivado a fazer um trabalho tão complexo quanto aquele que se exige numa equipa B, sobretudo na do Sporting, onde a importância da mesma é maior do que nos rivais (obviamente pela politica desportiva adoptada pelos clubes).

João de Deus não tem um percurso no futebol de formação. Iniciou a sua carreira como preparador físico (onde fez parte da equipa técnica que em dois anos consecutivos levou o Vitória Futebol Clube a duas finais da Taça de Portugal - numa delas saiu como vencedor). Depois de um percurso na selecção de Cabo Verde, treinou em divisões secundárias de Espanha e Portugal. A chegada à Primeira Liga deu-se pela mão de António Fiúza através do Gil Vicente. Em Barcelos teve um início prometedor, mas acabou por desiludir.

O facto de ter experiência como preparador físico parece-me importante, pois considero a falta de capacidade física e de intensidade um dos principais problemas apresentados pelos jogadores da equipa B leonina. Tem ainda tudo para provar e não teve problemas em dar um passo atrás na carreira (mesmo falando de treinar o Sporting, não deixa de ser um passo atrás, pois falamos do segundo escalão). Que tenha ambição, vontade de trabalhar e mostrar serviço e tenha a capacidade de lidar com esta etapa do desenvolvimento dos jogadores, que não é fácil e exige características especiais que espero que possua.

Tenho a convicção de que em Janeiro alguns jogadores sairão por empréstimo, facto que poderá fazer com que o trabalho nas equipas A e B tenha maior eficácia, devido ao número mais conveniente de jogadores nos dois plantéis.

Não sei se será a pessoa ideal para a função, mas espero que seja e desejo toda a sorte a João de Deus esperando que Francisco Barão consiga ajudá-lo.

Sporting B 3 Desportivo das Aves 0

Vitória clara da equipa leonina em mais um jogo mal jogado na maior parte do tempo, que só melhorou na 2ª parte, numa fase em que o Aves já tinha abdicado de discutir o jogo e o resultado.

A primeira parte foi muitíssimo fraca e jogada num ritmo extremamente lento. A este ritmo, nem os da "B" se afirmam, nem os da "A" ganham ritmo. No entanto, num lance de bola parada, o estreante Jonathan Silva inaugurou o marcador com um vedadeiro tiro de fora da área. 1-0 no fim do primeiro tempo.

Na segunda parte o ritmo foi um pouco mais intenso, mas nem por isso se jogou muito melhor. Com o 2-0, apontado com sorte por Ryan Gauld (que até fez um jogo bastante fraco) a equipa da Vila das Aves desistiu de lutar e o Sporting dominou o jogo até ao final dos 90 minutos, mas não sem antes ampliar a vantagem para 3 golos de diferença, mercê de um golo pleno de oportunidade de Enoh.

Os destaques individuais vão para o acerto entre os postes de Luis Ribeiro (2 boas defesas que muita segurança dão à linha defensiva) e a sua qualidade a jogar com os pés. Jonathan Silva mostrou que há ali potencial para se tornar num grande lateral esquerdo e marcou um grande golo. A dupla de centrais (Rabia e Tobias) esteve bem, tendo em conta que foi a primeira vez que jogaram juntos. Fokobo, voltou a mostrar que nunca será um médio defensivo aceitável. Gauld esteve muitos furos abaixo daquilo que tem mostrado e nem o golo melhorou a exibição (foi um remate de sorte, que iria para as mão de Quim, não fosse o desvio do defesa). Podence é evoluidíssimo tecnicamente, mas nem sempre tomou as melhores decisões. Mica não é um extremo e não percebo a sua inclusão numa zona tão adiantada do terreno, quando se tem Iuri Medeiros no banco (entrou na 2ª parte e pareceu-me algo desplicente e a precisar de novos ares). Slavchev jogou num ritmo bastante baixo e saiu quando estava a subir de produtividade (parece-me estar com dificuldades de adaptação e é preciso paciência com o búlgaro). Gelson Martins entrou bem, mas é um cavalo selvagem que precisa de ser domesticado, para que não abuse das acções individuais, colocando-as em benefício do coletivo.

Mais uma vitória, a 3ª consecutiva, algo que é sempre bom para elevar a moral dos jogadores.

 

Sporting B 3 Santa Clara 1

Foi um jogo fraco aquele a que esta tarde pude assistir na Sporting TV. Apesar disso, ganhámos e isso é um bom indicador.

Começo por referir aquilo que me parece mais importante. Vejo jogadores na equipa B desconcentrados e nalguns não se nota qualquer evolução e tenho uma proposta para o modelo da equipa B.

Esta semana não foram utilizados em Coimbra, Esgaio, Mané e Tanaka (para além de Boeck). Ficaram de fora da convocatória Rabia, Jonathan Silva, Geraldes, João Mário, Slavchev, Gauld e Shikabala. De todos estes, apenas Esgaio e Gauld foram utilizados na B.

Penso que em benefício do ritmo de jogo dos jogadores da equipa principal e a bem da evolução dos jovens da equipa B, semanalmente deviam ser premiados 1 ou 2 da B com convocatórias à equipa principal e os que não joguem na primeira equipa devem rodar na B.
Será que jovens como Podence, Iuri ou Tobias não evoluíriam mais acompanhados por jogadores da equipa principal que pontualmente emprestem mais qualidade e maturidade ao jogo da equipa B? Eu acho que sim!
Imaginemos que Esgaio tinha jogado ontem em Coimbra...hoje poderíamos ter alinhado com:
Luis Ribeiro, Riquicho, Tobias, Fokobo, Jonathan Silva, João Mario, Wallyson, Gauld, Dramé, Mané e Enoh (é apenas um exemplo e cada um pode fazer o seu). Julgo que com este modelo os jogadores do plantel principal estariam sempre aptos a jogar e os jovens evoluíriam mais com a proximidade de colegas mais experientes.
(Acho que me fiz entender)

Quanto ao jogo de hoje:

- Samba não tem qualidade para jogar no Sporting

- Tobias precisa de um colega mais experiente a seu lado ou só evoluirá fora da equipa B (onde se desconcentra várias vezes). No entanto grande golo no jogo de hoje e exibição razoável.

- Fokobo não é um 6 e na melhor das hipóteses poderá ser um defesa central razoável

- Wallyson é outro que precisa de mais exigência (é um caso semelhante ao de Tobias)

- Ryan Gauld tem de ser testado na equipa principal, onde todo o seu potencial pode explodir. Se jogar na B, tem de ter um meio campo mais forte atrás de si

- Podence tem um potencial tremendo e foi o melhor em campo. Está no sítio certo para evoluir.

- Chaby e Iuri deviam ser emprestados numa equipa de 1ª Liga que lhe possa oferecer minutos de competição. Têm qualidade para mais que a 2ª Liga e no caso de Iuri, parece-me que o jogador se encontra algo desmotivado e a sua evolução em perigo de estagnar

- Dramé merece uma oportunidade na equipa principal, mesmo que seja um situação esporádica.

- Enoh não tem qualidade suficiente para um clube com a dimensão do Sporting. Tem de trabalhar muito para evoluir o necessário para vir a ser um bom avançado.

No entanto, boa vitória! Evolui-se melhor ganhando do que perdendo, mas julgo que devem equacionar-se algumas das questões que referi.

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