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Grande Artista e Goleador

SPORTING CP 1-1 Marseille: um bom teste

Foi bom voltar a casa e foi bom ver, finalmente, um "cheirinho" daquilo que pode ser o Sporting desta época.

Deu para ver algumas coisas interessantes e para identificar algumas carências. Viram-se movimentações e apontamentos técnicos de relevo mas também falhas técnicas e de concentração.

Há, naturalmente, trabalho a fazer. Facilmente se identificam os pontos mais fortes e mais fracos. O regresso de Battaglia suprirá algumas das necessidades do meio-campo mas está longe de resolver os nossos problemas naquilo que é o coração de uma equipa e onde temos ainda de encontrar melhores soluções.

Mérito para José Peseiro, que viu em Acuña características interessantes para actuar no centro do terreno. Poderá ser uma aposta ganha num jogador de qualidade mas que me parece curto como extremo numa equipa com as ambições do Sporting. Creio que o futuro do argentino passará pelo meio ou pela lateral defensiva, em vez da ofensiva, onde temos este ano mais e melhores opções.

 

Foi sobretudo no plano ofensivo que identifiquei alguns comportamentos interessantes, tendo faltado apenas algum acerto no último passe. 

O envolvimento ofensivo dos laterais foi interessante, com especial destaque para a profundidade dada por Bruno Gaspar, na segunda parte, onde mostrou argumentos que, na minha opinião, faltam a Ristovski, sobretudo na hora de servir os companheiros de ataque.

Achei Nani e Matheus ainda abaixo daquilo que podem fazer e não gostei de os ver presos aos corredores onde iniciaram o jogo. Foram várias as vezes que se percebeu que estávamos e encontrar as melhores soluções mas que estas pediam um destro à direita e um canhoto à esquerda. Bastava que tivessem trocado uma ou duas vezes de lugar e as coisas podiam ter corrido melhor, até porque Montero foi um bom elemento de ligação ofensiva mas não teve ocasiões para finalizar, muitas vezes por precipitação na hora de servir quem estava na área.

Acima de tudo, o Sporting fez uma primeira meia-hora bastante consistente, bem como a parte final do segundo tempo.

 

Faltou-nos alguma concentração ao nível do passe no início do jogo, aquando da iniciação do processo ofensivo. Não sei se por convicção ou por falta de uma solução que permita sair a jogar pelo médio defensivo (Petrovic não é o tipo de jogador que garanta qualidade nessa fase do jogo), Peseiro optou por uma saida a dois, pelos defesas-centrais, que estiveram algo nervosos e inseguros com bola.

Ao contrário da opinião geral, não gostei muito de Wendel. Continuo sem perceber quais as suas melhores características e aquilo que nos pode oferecer mas confesso que, com Petrovic, não funciona e acho que mais por aquilo que o brasileiro ainda não dá a construir do que por aquilo que possamos esperar do sérvio, que é claramente um jogador de equilíbrios e simplicidade no passe. Acho que Petro pode ser útil no plantel mas precisamos de um jogador de características diferentes, já que vejo Battaglia para a outra posição do meio-campo.

 

Bruno Fernandes foi o melhor em campo e mostrou que está de corpo e alma no clube, como havia reiterado aquando do regresso. É o nosso melhor jogador e saúda-se o seu empenho e profissionalismo evidentes.

 

Ficam evidentes, na minha opinião, as limitações da lateral esquerda, a falta de um médio-defensivo com capacidade para construir desde trás e um ponta-de-lança distinto de Bas Dost e Montero (vendia Doumbia e Castaignos).

A questão do guarda-redes é para ir vendo. Confesso que continua a ser assunto tabu para mim, até porque poucos me deixariam descansado após a saída de Rui Patrício. Estou reticente em relação a Viviano mas não vou fazer juízos precipitados.

 

No próximo fim-de-semana há novo teste, com o Empoli, a contar para o Troféu 5 Violinos, que o Sporting venceu em todas as edições.

 

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Hoje joga o Sporting e é dia de matar saudades de casa

As habituais esperanças renovadas, independentemente do passado recente.

O habitual friozinho na barriga. A vontade de voltar a casa.

A ansiedade de ver os reforços, de esperar novidades, de ver golos e bom futebol.

A esperança por uma vitória, a alegria de rever os amigos de bancada.

Tudo isto e muito mais, sempre que começa uma nova época, mais o sentimento sempre especial que é voltar a casa.

Hoje ainda é a "brincar" mas, haja o que houver, eu vou lá estar.

Até já!

 

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As primeiras notas da pré-época leonina

Utilização Pré Época.png

 

Dos trinta jogadores presentes no estágio a decorrer na Suiça, sete deles têm tido uma utilização residual. Bem sei que nem só em jogo os jogadores são observados mas julgo não ter ainda percebido as intenções de Peseiro.

Vejo as coisas equilibradas no sector defensivo, onde tudo parece definido. O quarteto de defesas-centrais estará fechado, com Coates a juntar-se aos três mais utilizados e, nas laterais, um ou dois dos seis disponíveis acabarão por sair.

 

No meio-campo parece-me haver uma grande indefinição, com a parca utilização de parte das opções e a insistência noutras. Não entendo se a utilização mais acentuada de Petrovic, Misic e Wendel pretende criar rotinas ou definir dispensas, evidenciando carências. Sabendo que Chico Geraldes não foi utilizado no primeiro encontro por gestão de esforço, fica a expectativa por ver mais dele. Para Gauld, parece que ainda não é este ano...

 

Nas posições mais avançadas, são Raphinha, Matheus Pereira e Montero os mais utilizados, sendo que sobretudo os dois extremos têm confirmado as expectativas sobre eles criadas. Jovane tem deixado alguns sinais positivos mas parece-me que Peseiro continua à espera de mais alguma coisa para além de Nani.

Para já, ficam latentes as carências de qualidade e/ou profundidade do meio-campo (inclusive) para a frente. É cedo para tirar conclusões acerca de uma possível constituição final do plantel mas podem bastar duas ou três mexidas para resolver o problema.

 

Por fim, algo que tem de ser invertido e me preocupa. Os clubes com equipa B são obrigadas a inscrever dez jogadores formados localmente (entendem-se desta forma jogadores com três épocas desportivas completas ou 36 meses, entre os 15 e os 21 anos de idade, inclusive, bem como o jogador com idade entre os 15 e os 18 anos, inclusive, que nunca tenha sido inscrito por outra federação nacional). O Sporting tem neste momento treze jogadores na equipa principal nessa condição, sendo que quatro deles são estrangeiros. Não é preocupante mas é revelador das mudanças na política desportiva adoptadas desde há duas épocas para cá e dos efeitos que o final da época passada tiveram neste capítulo.

O plantel tem apenas nove jogadores portugueses (a segunda nacionalidade mais representada é o Brasil, com sete) em trinta e três e apenas oito com passagem pelos nossos escalões de formação.

As rescisões tiveram forte influência nestes números e era importante recuperar Rafael Leão para menorizar os estragos e recuperar alguma esperança na formação, depois da saída de cinco dos seus maiores valores.

Todos os candidatos à presidência do Sporting têm dado ênfase à aposta na formação e parece-me que temos um caminho longo a percorrer para que a influência desta no plantel e, sobretudo no onze, se manifeste novamente de forma indelével.

 

O jogo de preparação de hoje com o Fenerbahçe foi cancelado e deu lugar a um encontro à porta fechada com uma equipa menos cotada. Teremos de esperar para voltar a ver os leões em acção. Quanto aos emigrantes, acho que mereciam uma última oportunidade para ver ao vivo o nosso grande amor.

 

Edit: Afinal parece que há esperança quanto à transmissão televisiva do jogo de hoje. O mesmo não se pode dizer relativamente à possível presença de adeptos do Sporting.

 

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Os sinais do primeiro teste

Apesar do resultado negativo, nem tudo o foi no primeiro jogo oficial de preparação do Sporting, versão 2018/19. Com um grupo extenso, José Peseiro utilizou aqueles que achou mais adequados para a fase de preparação em que o plantel se encontra.

Salin foi o guarda-redes titular, com o quarteto defensivo a ser composto por Piccini, André Pinto, Marcelo e Jefferson. Petrovic, Misic e Wendel formaram o trio de meio-campo, enquanto que Matheus Pereira e Raphinha se encarregaram de municiar o avançado e capitão de equipa, Fredy Montero.

O jogo até começou bem para os leões, com Montero a aproveitar as sobras de um livre muito bem executado por Jefferson mas os suíços rapidamente repuseram a igualdade, num lance em que Salin saiu intempestivamente da baliza, deixando-a desguarnecida.

Foi uma partida com algumas boas indicações, tanto individuais como colectivas mas com as habituais dificuldades associadas a um início de época, duro na preparação e com uma carga de trabalho muito elevada. Foram evidentes as pernas pesadas em alguns dos jogadores, sobretudo do sector defensivo e intermediário, pelo que não há grande ilações a tirar desta derrota.

 

No segundo tempo Peseiro lançou, em diferentes períodos, outros onze jogadores; Viviano estreou-se na baliza, com Ristovski, Domingos Duarte, Demiral e Lumor a comporem o quarteto defensivo. João Palhinha e Ryan Gauld foram utilizados no meio-campo, enquanto que as alas ofensivas foram entregues a dois laterais de raiz (Jonathan Silva e Bruno Gaspar). Na frente, Jovane Cabral foi apoio directo a Luc Castaignos.

O Neuchâtel acabaria por completar a reviravolta no marcador neste período, num lance onde médios e defesas centrais não ficaram bem na fotografia.

Retirem-se por isso alguns comportamentos interessantes da equipa, tanto em processo ofensivo como defensivo e um ou outro apontamento de qualidade individual que aguça o apetite para o que aí vem.

Amanhã há novo teste, mais exigente, com o Nice e é de esperar outros jogadores que não alinharam ontem o possam fazer. 

 

 

Aproveito para referir também que a equipa sub-23 recebeu ontem na Academia Sporting o Mafra, no primeiro jogo de pré-temporada. Os leões empataram a uma bola com os recém-promovidos à Ledman LigaPro e Mama Baldé foi o marcador do único golo leonino.

 

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Hoje joga o Sporting

Depois de um encontro à porta fechada, onde Jovane (2), Piccini, Montero, Matheus e Gauld consubstanciaram uma vitória por meia dúzia sem resposta (frente ao Lancy), hoje é a vez do primeiro jogo oficial de pré-temporada, frente aos suíços do Neuchâtel Xamax, campeões da Challenge League e, por isso, recém promovidos ao principal escalão helvético.

Neste estágio em Nyon estarei com a curiosidade do costume a observar os jogadores e as ideias iniciais do treinador, ciente que nada está ainda definido nem é ainda definitivo.

Naturalmente, é melhor evoluir sobre vitórias e espero que possamos construir um grupo forte com essa base ganhadora.

Acredito e espero que Peseiro opte por dar minutos àqueles jogadores que lhe suscitam dúvidas quanto à sua capacidade para integrar o plantel. São também esses que tenho mais curiosidade em ver jogar, esperando que alguns deles se assumam como peças integrantes do grupo final.

Tenho fé que a abordagem ao mercado possa ser efectivamente cirúrgica e acredito na capacidade da maior parte dos 33 que, por agora, compõem o plantel (apenas 30 integram neste momento o estágio, estando Bruno Fernandes, Coates e Acuña de férias).

Que role a bola e seja o início de uma época em que as nossas expectativas sejam largamente ultrapassadas. Seria bom sinal.

 

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Hoje joga o Sporting

 

Malta, estou de férias e não me levem a mal que não tenha conseguido compilar a Agenda Leonina. Aviso desde já que poderá voltar a acontecer nas próximas duas semanas. É chato, inclusive para mim, que acabo por não acompanhar tudo o que gostava, mas também mereço algum descanso.

 

Hoje, antes de partir para o sul do país, lá estarei para dar a minha força aos nossos rapazes no último jogo a feijões, que se quer que seja como se fosse a doer, mais não seja para levantar a moral depois do que se viu a meio da semana.

 

Não sei se Mathieu e Piccini estarão recuperados mas presumo que sim. As lesões eram menores e não passam de mazelas normais em períodos como as pré-temporadas. Até pela competência do nosso departamento médico, tenho quase a certeza que ambos jogarão.

Coates estará fora do encontro mas, felizmente, regressará para o primeiro jogo do campeonato, no dia 6, na Vila das Aves.

Pelo simbolismo, o Troféu 5 Violinos tem a sua carga competitiva. Não há melhor forma de homenagear quem ganhou tudo do que com vitórias. Até ver, temos o pleno. Convém não errar nenhuma nota nem falhar na leitura da partitura. 

Que a música saia afinada e que, no fim, todos aplaudamos de pé. É o que se quer.

 

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SPORTING CP 0-3 Vitória SC: O que nasce torto...

Um jogo de preparação marcado à pressa, uma convocatória feita como foi possível, um onze que, disse o próprio Jorge Jesus, foi inventado.

A receita perfeita para um mau teste e para 90 minutos dispensáveis em plena recta final da pré-época.

Como se não bastasse, uma expulsão do nosso melhor central, que arrisca falhar a primeira jornada do campeonato.

 

Caso para se dizer que mais valia que tivéssemos ficado em Lisboa. As pessoas que estiveram em Rio Maior, terão achado o mesmo...ou talvez não.

E digo que "talvez não" porque, no meio do caos táctico promovido pelo nosso treinador, que resolveu inventar quando se pedia que se simplificasse face às ausências forçadas e promovidas, acabaram por sobressair algumas notas de destaque e bons indicadores.

 

Contudo, não me vou alongar mais. Não há grandes ilações a retirar de um jogo em que Bruno César é lateral direito e o trio de centrais é formado por Coates, Tobias e Petrovic. Juntamos a isto o facto de termos promovido o "emburrecimento táctico" de Jonathan, que foi para a Argentina "desaprender" o que cá lhe tinham ensinado e temos todos os ingredientes para que as coisas possam correr mal.

 

Sábado há novo teste, o último antes da estreia na Liga com o Aves. Basta que Jesus não invente e certamente correrá melhor.

#EuVouLáEstar

 

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Hoje joga o Sporting

Oportunidade para os ribatejanos verem ao vivo o nosso Sporting. Estou pela zona mas não irei a Rio Maior assistir ao encontro com o Vitória Sport Clube.

Entusiasmam-me mais os embates com equipas nacionais mas tenho saudades de Alvalade. Por isso, trocarei o jogo de hoje por uma deslocação a casa no próximo sábado, antes de partir para férias.

 

Os de Guimarães vêm de uma derrota em casa, frente ao Porto. Pedro Martins assumiu que não ficou satisfeito com o teste e, certamente, quererá hoje emendar os erros e fazer melhor "figura".

Caberá ao Sporting tentar contornar as dificuldades que o Vitória certamente criará, num teste que dará uma visão ainda mais realística daquilo que podemos fazer nos jogos com equipas do nosso campeonato.

 

Não acredito que Jesus rode a equipa e utilize de início os que têm jogado menos. Há um modelo de jogo para cimentar, processos a adquirir e embates importantes nas próximas semanas.

Espero um teste sério e a sério.

 

Posto isto, imagino que a linha defensiva não mude, relativamente ao jogo anterior, com o Mónaco. Já no que respeita ao meio campo e ataque, acho provável que Jesus continue a testar vários figurinos, a pensar nos jogos com o Aves, o Vitória FC e na 1ª mão do playoff da Champions, que se joga a 15 e 16 de Agosto.

Neste momento, já não estamos bem em pré-temporada. Não ganhar ainda não custa pontos mas já pode afectar a moral da equipa e o entusiasmo dos adeptos para os primeiros jogos a doer.

 

Vamos! SPOOOOOOOOOOOOORTING!

 

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SPORTING CP 2-1 Mónaco: Assim a música é outra. Venham os Violinos!

O primeiro jogo em Alvalade não defraudou as expectativas dos adeptos. Dos presentes e dos que acompanharam pela TV.

Jorge Jesus voltou ao esquema habitual, com quatro defesas, dois médios-centro, dois extremos e dois homens na frente. Surpreendeu com as inclusões de Acuña e Podence e com o facto de ter deixado William e Adrien no banco.

O onze, composto por Patrício, Piccini, Coates, Mathieu e Coentrão no sector defensivo, Battaglia e Bruno Fernandes no "miolo" e Acuña e Gelson no apoio a Podence e Bas Dost, os homens mais adiantados, revelou-se equilibrado e já com algumas rotinas.

 

Em especial, gostei da linha defensiva. Por ser quase totalmente nova e por mostrar já um entendimento interessante, pese embora o pouco tempo de trabalho em conjunto. Piccini e Coentrão fazem esquecer por completo os laterais do ano passado e Mathieu parece estar a subir os índices físicos que o fazem completar uma boa dupla com Coates. Com maior entrosamento, promete ser uma defesa muito consistente.

 

Gelson demonstrou já uma forma assinalável e foi o maior desequilibrador da primeira parte. Bas Dost fez aquilo que melhor sabe e, antes disso, Bruno Fernandes demonstrou uma capacidade de entrar em zonas de finalização que Adrien nunca teve nem terá.

 

Nota positiva para a estreia de Acuña que, ao contrário de Alan Ruiz, gosta de correr, lutar e defender. Parece ser este o tipo de jogador argentino que pega no Sporting; raçudo, solidário e altruísta. Estas características, aliadas à qualidade futebolística, são forma quase garantida para o sucesso. Por tudo isto, confio que Jonathan ainda vingará. Mostrou na segunda parte que pode ser uma boa ajuda na gestão da condição física de Fábio Coentrão ao longo da temporada e parece-me que poderá fazer muitos jogos.

 

Mathieu não retira ao lado esquerdo da defesa a capacidade de ter bola que Semedo revelava mas alia isso a muita experiência e maturidade, factor menos propenso a excessos de confiança. Vem para acrescentar.

 

No segundo período, com as mexidas, foi difícil ver muito para além de William Carvalho, que continua um jogador de topo naquilo que é a posição 6, a nível mundial. Entusiasmou pela sua qualidade, mas também por parecer já com níveis de intensidade interessantes.

 

Alan Ruiz pareceu um caracol, no apoio à lebre costa-marfinense, contratada por empréstimo à Roma. É certo que Doumbia pareceu algo precipitado nas desmarcações, mas Alan podia, sobretudo num dos lances, ter sido mais lesto a isolar o colega de equipa. O argentino parece perder espaço com o bom momento de Podence e a possibilidade de tanto Doumbia como Bruno Fernandes (entre outros) poderem ocupar a posição de segundo avançado.

Bruno César e Iuri Medeiros voltaram a entrar e sair e ficam algumas dúvidas sobre a permanência de ambos no plantel. A meu ver, será incompreensível que não façam parte do grupo de trabalho para esta época, o primeiro porque, mesmo sem entusiasmar, é fiável e o segundo porque crescerá quanto maior for a confiança que Jesus deposite nele (de momento, parece diminuta).

 

Esta semana que se avizinha promete cimentar ainda mais o modelo de jogo e definir a composição do plantel (mais jogadores devem sair e veremos se entra mais alguém) e espera-se um encontro interessante, no próximo sábado, com a Fiorentina, a contar para o Troféu 5 Violinos.

 

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Hoje joga o Sporting

Começo por pedir desculpa a todos os leitores mas, esta semana, foi-me impossível compilar a Agenda Leonina. 

 

Hoje disputa-se no José Alvalade o jogo de apresentação da equipa principal aos adeptos. Para além do jogo, que permitirá ver em acção os jogadores que compõem o elenco para este temporada, há também entretenimento e o habitual desfilar dos jogadores, entes do encontro propriamente dito.

Como já é habitual, em tempo de férias, não teremos um estádio composto, como seria desejável mas, convenhamos, o preço dos bilhetes também não convida à ida do adepto que não é portador de Gamebox.

Em conversa com um amigo, dizia-me ele que os preços dos bilhetes pretendiam convidar à compra da Gamebox. Entendo a estratégia comercial mas não a apoio. O preço absurdo dos bilhetes para um jogo a feijões não convidam à ida do adepto ocasional e dificultam uma casa composta para receber os nossos jogadores, sobretudo os novos, que ficarão assim menos bem impressionados.

 

Quanto ao jogo em si, frente ao Mónaco de Leonardo Jardim, espera-se um encontro difícil, frente a um adversário de muito valor e muito bem orientado.

Apesar disso, com a integração dos regressados da selecção nacional e o estreante Acuña, espero ver a equipa num nível superior ao demonstrado até agora.

O jogo de hoje já dará também para descortinar quem serão os últimos dispensados, bem como o papel que cada jogador representará neste início de época que se espera, finalmente, de sucessos.

 

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SPORTING CP 1-2 Marselha: o melhor é voltar a casa

Numa coisa concordo com Jesus. O desgaste destes estágios é enorme. Para além do cansaço acumulado das sessões de treino, ainda há a disponibilidade para estar com os adeptos e as viagens, que servem de atenuante mas não de desculpa (nem quero acreditar que não houvesse a mínima noção das implicações de jogos em diferentes pontos do mapa).

 

Por outro lado, ao quinto jogo de preparação, não escondo que esperava um pouco mais. Mais futebol, mais entusiasmo e mais sinais positivos do novo modelo de jogo.

Digo que o modelo de jogo é novo porque cada vez mais me parece que este sistema de três defesas centrais veio para ficar e não será apenas o plano B que prognostiquei anteriormente.

Confesso que isso me assusta um pouco. Porque assimilar um conjunto tão vasto de novas acções em campo leva tempo e porque, daqui a três semanas há um importante acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões para jogar.

No entanto, teremos meia equipa nova e todos teriam de assimilar processos novos. Creio que Jesus estará a trabalhar dois sistemas de jogo, com modelo e dinâmicas parecidas, em que apenas mudam algumas nuances que pretenderão potenciar cada uma das abordagens.

 

Começo pelos pontos positivos. Podence, Tobias, Matheus Pereira e Pedro Silva mostraram ontem porque devemos confiar nos jogadores saídos da Academia. Tivessem Chico Geraldes, Palhinha ou até Ryan Gauld jogado neste estágio e Jesus teria certamente uma bota complicada para descalçar (talvez tenha sido para evitar isso que alguns nem oportunidade tiveram).

 

Coentrão e Piccini, na minha opinião, começam já a mostrar alguns sinais positivos. Há que ter em conta que, num sistema de três centrais, é pedido um esforço incrível aos laterais, que terão de dar profundidade à equipa, largura, acutilância ofensiva e capacidade para compensar defensivamente, aliada a uma coordenação com toda a linha defensiva. Visto que a capacidade física é ainda deficiente, confio que os veremos subir de rendimento a cada jogo. No caso de Coentrão, é esperar que possa crescer e não seja traído fisicamente por tamanha exigência.

Falta apenas alguém para concorrer com Piccini pela lateral direita, já que à esquerda Jonathan promete dar luta a Coentrão.

 

Confesso que quando vi o onze inicial para o jogo de ontem tive dúvidas que fôssemos bem sucedidos. Bruno César é insuficiente como primeira escolha, seja para que posição for e Bruno Fernandes não é um flanqueador. Com a normal incapacidade física dos laterais, facilmente adivinhei mais um jogo sem oportunidades de golo, sobretudo para Bas Dost, que tem de ser preferencialmente servido pelas faixas laterais.

Basta que mudemos os intérpretes para que Bas Dost seja servido em condições e, já sem o holandês em campo, Podence e Matheus mostraram isso mesmo. Se um dos protagonistas for Iuri Medeiros ou Acuña, ficaremos igualmente melhor servidos do que da forma que nos apresentamos ontem.

 

Qualquer equipa deve ser construída de trás para a frente e, neste momento, preocupa-me que 75% da defesa seja completamente nova. Com tão importantes objectivos já no início da época, temo que este factor aumente as nossas dificuldades.

Este factor (muitos jogadores novos) leva-me a algo que considero das coisas mais importantes e que ontem, em declarações à Sporting TV, Pedro Silva frisou. A química da equipa terá de ser trabalhada. Não existe ainda e não sobressai naturalmente. Pode vir a cimentar-se rapidamente ou não e isso é mais um risco acrescido.

A inclusão dos jogadores da formação e a aposta nos mesmos (seja de início ou como segundas escolhas) será, a meu ver, o mais importante ponto para trabalhar essa química. Facilmente se percebe que a fluidez do nosso jogo aumenta sempre que temos dois / três jogadores da formação em campo. As melhorias são ainda mais evidentes quando dois deles jogam no mesmo sector. Isso notou-se ontem com Matheus e Podence, mas notar-se-ia igualmente com Chico e Podence, Matheus e Gauld ou Gauld e Chico (Palhinha, pelas suas características, é um caso à parte).

Jesus vai perder parte desta química natural, criada em anos e anos de convivência conjunta e, no caso de Gauld, em três anos de equipa B. Na minha opinião, para além da qualidade que todos acrescem ao grupo, Jesus vai desperdiçar com as dispensas parte do cimento que poderia juntar ainda mais o grupo. Claro que William e Adrien ainda são jogadores do Sporting mas, ficarão para lá de Agosto.

Essa falta de química é evidente em alguns jogadores que, por diversos motivos, parecem corpos estranhos na equipa. Alan Ruiz é um desses casos e, embora tenha mostrado qualidade a espaços na segunda metade da época passada, falta-lhe ainda qualquer coisa para ser mais útil ao colectivo.

 

Continuo com as mesmas dúvidas relativamente a Battaglia e Mattheus Oliveira. Não tenho dúvidas que crescerão com o tempo, que até virão a ser úteis mas não sei se isso justificará a sua contratação, quando poderíamos ter apostado a sério em Palhinha, Gauld e Geraldes (com o "plus" da tal química, que não me parece de desprezar).

 

Contudo, prefiro esperar pelos próximos dois encontros para fazer o balanço final e lançamento da nossa época. Para já, temos ainda muito trabalho pela frente.

 

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SPORTING CP 2-3 Basileia: errar assim, é fatal

Fui tolerante com a lentidão de processos e a aparente monotonia do nosso futebol. Afinal estávamos a usar um sistema de jogo novo que, embora tivéssemos adoptado duas vezes na temporada passada, não me parece que estivesse a ser trabalhado.

Um sistema de três defesas demora tempo a implementar, mais ainda numa pré-temporada, em que a frescura física não é a melhor. Para funcionar, os laterais / alas têm de conseguir dar largura e profundidade, ao mesmo tempo que recuperam defensivamente. Essa é uma das chaves do sistema e, num momento em que o cansaço impera, é impossível, tanto a Jonathan como a Piccini, desdobrar-se em todas as tarefas que farão tanto melhor quanto maior for a capacidade física. Ambos parecem ter características para encaixar neste modelo mas ainda é cedo para saber se pode funcionar (Coentrão estará dependente da forma que consiga adquirir ao longo das próximas semanas). De qualquer das formas, este parece-me o plano B.

O jogo interior também não teve a qualidade desejada e viveu das investidas de Podence e de alguns momentos de Bruno Fernandes e Alan Ruiz. Bas Dost não teve uma oportunidade de golo em jogo corrido e isso é elucidativo.

 

Mas não há plano de jogo ou modelo que resista a erros fatais. O primeiro pertenceu ao árbitro da partida, que assinalou uma grande penalidade sobre Ricky van Wolfswinkel, quando foi o holandês a derrubar Tobias. O Basileia fez o empate e cresceu, embora não o suficiente para ameaçar de forma evidente Azbe Jug. Porém, o esloveno acabaria por dar uma fífia que levaria os suíços para o intervalo em vantagem.

 

A segunda parte foi fraca de ambas as partes, monótona e, confesso, foi um sacrifício daqueles acompanhar o jogo até ao final. Valeu pela capacidade individual de alguns jogadores que, percebe-se, podem resolver jogos sozinhos. Iuri tira um coelho da cartola e Matheus Pereira aparece a finalizar na zona do ponta-de-lança. Repunha-se a justiça no resultado.

Até final, haveria de ser mais um erro a ser-nos fatal. André Geraldes oferece a um adversário a possibilidade de finalizar na cara de Azbe Jug, o esloveno, pese embora a inaudita surpresa, pareceu-me pouco lesto a fazer frente ao jogador dos suíços e a bola acabou no fundo das redes da nossa baliza. 3-2 para o Basileia, que haveria de ser o resultado final.

 

Posto isto, com quatro jogos decorridos, já consigo tirar algumas ilações, sem que sejam ainda conclusões.

Mattheus e Battaglia, podendo vir ainda a crescer, não parecem ser claras mais valias no imediato. Neste cenário, tenho dificuldades em validar a contratação de ambos quando tínhamos nos nossos quadros jogadores de capacidade igual que acabarão dispensados (alguns deles já receberam até ordem para abandonar os trabalhos da equipa principal).

Continuarei a dar o benefício da dúvida a Piccini (que não conheço e espero que cresça numa posição para a qual não tínhamos alternativas internas), na expectativa que Mathieu e Coentrão atinjam níveis que já demonstraram e que Doumbia seja mesmo a mais-valia que Bruno Fernandes já mostrou que vai ser.

 

Para já, embora fosse mais do que previsível, perece-me um erro dispensar Ryan Gauld, Francisco Geraldes e João Palhinha. As dispensas não são oficiais mas serão uma questão de dias. Espero que possam jogar os três juntos, por exemplo, no Moreirense ou Boavista e mostrem aquilo que valem. Não são inferiores a Petrovic, Battaglia ou Mattheus.

 

Termino com uma farpa a Jorge Jesus que, há uns meses dizia que o Sporting precisava de ter capacidade para comprar mais jogadores de 10 / 15 / 20 milhões de euros. Concordo.

O que não concordo é que se continuem a contratar jogadores de 1 / 2 / 3 milhões, quando desses formamos nós todos os anos à mão cheia. O melhor de dois mundos é saber atingir o equilíbrio e a razoabilidade. O Sporting forma jogadores de nível para a equipa principal. Não para emprestar sucessivamente, fortalecendo equipas da mesma competição, que jogarão contra nós enfraquecidas, fruto de uma regra de empréstimos ridícula que ninguém faz por mudar.

A aposta nos nossos jovens reduz a frequência com que se erra na contratação de jogadores vindos de fora. Gastar 1 / 2 / 3 milhões a ver se pega não pode banalizar-se e muito menos desvalorizar-se. Não quando afirmamos (com razão) que somos uma das melhores academias do Mundo a formar jogadores de nível para as melhores ligas.

 

Curioso para o que aí virá, expectante e pouco confiante. A ver vamos.

 

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SPORTING CP 0-3 Valência: tinha tudo para correr mal

Jorge Jesus manteve oito dos onze titulares do dia anterior, no embate frente aos turcos do Fenerbahçe. A tentativa seria a de criar rotinas entre os que, neste momento, parecem ser a espinha dorsal da equipa mas, com o mais que normal cansaço acumulado, aquilo que se verificou foi um conjunto de equívocos de uma equipa sem chama.

Já tinha alertado ontem para a necessidade (a meu ver) de apresentar uma equipa diferente. Dois jogos em dias consecutivos, nesta fase da temporada, fazem mossa e talvez fosse preferível guardar o teste ao onze preferido para o jogo seguinte, mostrando aos restantes jogadores que teriam oportunidades.

 

 

Mas essa seria uma opção contra-natura para Jesus. Mesmo a segunda parte foi uma salganhada. A troca de três elementos da defesa ao intervalo melhorou ligeiramente a performance da equipa mas Mattheus Oliveira e Alan Ruiz não conseguiram dar no ataque aquilo que era necessário. O argentino parece um corpo estranho na equipa (porque parece estar-se a borrifar) e Mattheus voltou a entrar para uma ala, posição que não o favorece.

As constantes mudanças na equipa durante a segunda parte não ajudam à estabilização do jogo da equipa e as saídas de Chico Geraldes e Bruno César após já terem entrado no decorrer da segunda parte são incompreensíveis.

 

Não teria sido melhor mudar os 11 jogadores ao intervalo?

Eu acho que sim. Sobretudo após se constatar facilmente que 45 minutos eram mais do que suficientes, sobretudo para os oito que repetiram a titularidade do dia anterior.

Além disso, Vladimir Stojkovic, Pedro Silva, Domingos Duarte, Ryan Gauld e Leonardo Ruiz ainda nem jogaram em nenhum dos dois encontros em solo suiço.

 

Vi alguns pontos positivos, sobretudo em Jonathan Silva e Tobias Figueiredo, no decorrer da segunda parte.

 

Sábado há novo encontro, desta vez com o Basileia de Ricky van Wolfswinkel, às 18 horas, com nova transmissão em directo na SportTV 1.

 

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Hoje joga o Sporting

O adversário de hoje é o Valência e, tendo eu gostado do facto de termos assumidamente um plano B, porque não experimentá-lo.

Assim sendo, por mim, hoje era assim:

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Coloquei o Gelson Dala ao lado do Doumbia mas pode ser o Podence, que não faz mal nenhum.

Vamos lá ver mais alguma coisa de alguns miúdos, que bem merecem a oportunidade de se mostrar.

 

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SPORTING CP 2-1 Fenerbahçe: sinais positivos

Ganhar é sempre melhor do que perder. O jogo de ontem deu para tirar bons apontamentos, embora seja cedo para conclusões definitivas.

 

Para já, aquilo que me parece mais relevante é que não há jogadores que, de caras, possam ser considerados descartáveis.

Embora nomes como Mattheus Oliveira ou Cristiano Piccini não entusiasmem ainda por aí além, há que ter em conta a fase da temporada em que nos encontramos, as elevadas cargas físicas, a quantidade de informação a absorver e todo o processo de adaptação a uma nova realidade.

 

No pólo oposto, o facto Bruno Fernandes, Seydou Doumbia ou Iuri Medeiros parecerem com vontade de chegar, ver e vencer, poderá nada querer dizer.

Neste momento, tudo é relativo e nada passa de bons ou maus sinais, que serão já mais do que isso daqui a duas semanas.

 

Gostei de ver que já se notam algumas dinâmicas (mesmo que se note que nem todos as têm ainda apreendidas - como é normal) e que, sobretudo, já há individualidades a sobressair.

Desengane-se quem se iludiu com a fotos na praia do Podence. O miúdo não está para brincadeiras. Pode ter acabado de chegar mas isso não quer dizer que esteja mais atrasado que outros.

 

A garra dos argentinos pode ser-nos útil este ano. Battaglia, tal como Palhinha, tem muito a crescer ofensivamente mas, a defender, é uma autêntica "carraça". Jonathan pode parecer pouco culto tacticamente ou até excessivamente agressivo mas adoro o sangue na guelra do miúdo. A sua saída pode ter atrasado o seu processo de maturação mas a sua disponibilidade física pode ajudar a apreender processos com maior velocidade.

 

Algumas coisas parecem-me certas. Pese embora abaixo ainda do desejado (o que a malta queria era um Dani Alves na direita e um Marcelo na esquerda), as alas defensivas parecem-me claramente mais fortes. Aguente-se o físico do Coentrão e consigam Jonathan e Piccini evoluir em alguns aspectos e talvez possamos deixar de ter calafrios com qualquer bola despejada nas alas. Na frente, Doumbia dá um leque de opções que nos faltou no ano passado. Com apenas um jogador resolvemos o problema do parceiro e do substituto para Bas Dost. Começa a parecer-me que Bruno Fernandes dá conta do recado, quer a defender, quer a atacar mas, vamos ver...

 

Hoje há mais e a minha expectativa prende-se com a hipótese de ver o 3-5-2 de início, com os miúdos a dar cartas. Gostava de ver Palhinha, Gauld e Chico Geraldes como titulares.

 

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Hoje joga o Sporting

A curiosidade para ver neste estágio o que Jesus está a preparar para a época que se avizinha é enorme e o jogo de hoje, com um adversário forte, com bons valores individuais, será um bom teste para, sem tirar conclusões definitivas - ainda é demasiado cedo - descortinar algumas das ideias para o modelo de jogo a adoptar esta temporada.

 

São 30 os presentes em estágio e, com jogo amanhã, é natural que uma parte jogue hoje e outra amanhã:

 

3 - Jonathan Silva
4 - Sebastián Coates
5 - Fábio Coentrão
6 - André Pinto
8 - Bruno Fernandes
10 - Alan Ruiz
11 - Bruno César
15 - Paulo Oliveira
16 - Rodrigo Battaglia
17 - Daniel Podence
18 - Francisco Geraldes
20 - André Geraldes
21 - Mattheus Oliveira
22 - Jérémy Mathieu
24 - Domingos Duarte
25 - Radosav Petrovic
26 - Azbe Jug
27 - Ryan Gauld
28 - Bas Dost
30 - Vladimir Stojkovic
45 -  Iuri Medeiros
55 - Tobias Figueiredo
57 - Gelson Dala
66 - João Palhinha
73 - Matheus Pereira
82 - Pedro Silva
88 - Seydou Doumbia
90 - Leonardo Ruiz
92 - Cristiano Piccini
97 - Jovane Cabral

 

Tomara que Jesus prepare dois onzes equilibrados, que mesclem experiência com juventude, por forma a não passar certificados de incompetência a ninguém, facilitando assim que cada um mostre o melhor de si.

 

Que role a bola. A fome é muita.

 

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O tempo ideal

Todos os treinadores passam as épocas (sobretudo quando as coisas não correm bem) a frisar a importância do tempo de trabalho conjunto para apurar os processos colectivos.

Jorge Jesus não é diferente e, pela complexidade do seu modelo de jogo e, mais ainda, pelas nuances tácticas e dinâmicas que, já se percebeu que pretende introduzir no nosso jogo para este ano, o tempo torna-se ainda mais precioso.

 

Porquê falar nisto?

 

Porque o Sporting terá de se mexer no mercado ainda mais rapidamente que o desejável.

Com a inevitável probabilidade de enfrentar o playoff da Liga dos Campeões fora do pote dos cabeças-de-série, enfrentaremos certamente uma equipa com grande capacidade, que até será teoricamente favorita, convém chegar a esse momento da época com os processos de jogo o mais consolidados possível.

 

Já se percebeu que o Sporting venderá dois ou até mesmo os três campeões europeus de selecções do nosso plantel. Rui Patrício, William e Adrien estão na "montra" e é quase certo que nenhum cá estará em setembro. Gelson também parece fortemente assediado, embora me pareça maior a probabilidade de ficar no Sporting.

Sabendo que o Sporting só voltará a atacar o mercado com o dinheiro proveniente destas vendas, não será conveniente que as mesmas se fechem o quanto antes, em vez de andar a discutir com os pretendentes mais um milhão a cada semana que passa?
Segundo parece, o Sporting estipulou o valor de venda de cada um. Até agora, nenhum clube parece ter atingido esses valores e, a cada dia que passa, diminui a nossa margem para fazer jogo de cintura e, consequentemente, a nossa capacidade financeira que permitirá reforçar a equipa.

 

Para além disso, os nossos alvos de mercado podem fugir e isso criará o mesmo problema que parece ter-nos afectado no ano passado, onde contratámos tarde e apenas depois das vendas tardias de João Mário e Slimani, acabando assim por ter de ficar com as nossas segundas e terceiras opções de mercado.

Não podemos voltar a contratar dois jogadores para um lugar, na esperança que um deles pegue. Isso é desperdício de recursos e não serve os propósitos da equipa. Para ver se pega, experimentamos os que formamos.

Fora isto, teremos de ter em conta que os jogadores querem sair e os seus empresários sabem disso e estarão também a tratar da sua vida.

Será descabido que eu pense que um empresário pode tentar baixar o preço de um negócio para fazer subir o valor da sua comissão junto do clube comprador?

Claro que não é e, a cada dia que passa, são os clubes que compram que vão ganhando força e ficando com a faca e o queijo na mão, pois nós precisamos de vender e não podemos ficar com jogadores contrariados.

 

Se a intenção é manter os jogadores até final da pré-eliminatória da Champions, digo já que acho mal. Isso obrigará a que nos reforcemos já com o campeonato a decorrer, arriscando contar com atletas menos comprometidos com os objectivos, por causa do espectro evidente de uma saída que, inevitavelmente, coloca os jogadores numa posição de nervosismo e instabilidade emocional.

Para os jogos a doer teremos de contar com aqueles que estão comprometidos com o projecto, pelo menos até maio.

 

Para que isso aconteça e não se repitam os erros da época passada, o Sporting deve definir o plantel nas próximas duas semanas, por forma a dar tempo aos jogadores de integrar os trabalhos da equipa e adquirir os processos necessários a uma boa interpretação do modelo de jogo.

Já disse anteriormente que acho que o Sporting se mexeu atempadamente no mercado. Falta vender atempadamente para não correr o risco de, como no ano passado, vermos jogadores chegar a conta-gotas em cima do mês de setembro.

 

É esta a nossa vantagem competitiva. Sabendo que, internamente, lutaremos sempre contra muito mais do que aquilo que seria desejável, não podemos descurar estes pormenores.

Não quero com isto dizer que devamos vender em saldo mas, se há jogadores com a expectativa e a promessa de uma saída, não será um milhão a mais ou a menos que vai fazer a diferença para o nosso lado, sobretudo se isso hipotecar os mais de 10 milhões que a entrada na fase de grupos da Liga dos Campeões nos trarão.

 

Espero e desejo que tudo se defina rápido, obrigado e boa sorte aos que saírem e mais sorte ainda para os que venham a ingressar no maior Clube do Mundo. Se não há margem de erro nesta temporada e nos preparamos para voltar a bater recordes de investimento, mais vele que o façamos como deve ser.

 

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Pré-época atípica para Nuno Dias

A equipa de futsal do Sporting já regressou aos treinos e, esta época, Nuno Dias deparou-se com um cenário atípico. Num grupo propositadamente extenso (o Sporting conta, este ano, com um plantel de 18 jogadores), o Sporting arrancará para a primeira competição oficial da temporada (Taça de Honra) com apenas 9 jogadores, dois dos quais guarda-redes.

 

A época começou com polémica fora do campo, com a alteração da penalização à utilização de jogadores formados localmente. O que antes era punido com uma multa, passará a ser punido com perda de pontos. Não há nenhuma alteração ao regulamento e, por isso, o Sporting preparou o plantel com o foco naquele que será o objectivo principal da temporada, a UEFA Futsal Cup, mesmo sabendo que não poderá utilizar todos os reforços nos jogos da Liga SportZone.

 

Voltando à pré-temporada, com João Matos, Pedro Cary, Djô, André Sousa, Anilton (Portugal), Merlim, Fortino (Itália), Léo (Cazaquistão) e Dieguinho (Brasil) no Mundial da Colômbia, a época começa com Marcão, Gonçalo Portugal, Caio Japa, Varela, Diogo, Deo, Paulinho e Cavinato. Agrupados com alguns dos juniores, serão estes que veremos hoje no já 'tradicional' torneio de Ansião, localidade onde habitualmente estagiamos na pré-época. No dia 28, o Sporting voltará a jogar novamente, desta vez com a Associação Granja Ulmeiro, às 16:00h, sem transmissão televisiva.

Assim sendo, os reforços chegarão apenas a uma ou duas semanas do jogo da Supertaça, marcada para o dia 9 de outubro, em local ainda a designar (as candidaturas podiam ser apresentadas até ao dia de ontem). Fica a curiosidade para o regresso de Deo, com a esperança que volte com a mesma capacidade que tinha quando, há dois anos, saiu para a Rússia.

 

Para a Taça de Honra teremos o aliciante de observar alguns juniores, sendo que Afonso partiu para a Luz, tendo tratado do processo com elevação, assumindo o desejo de representar o clube do seu coração e Ludgero se encontra sob alçada disciplinar, após ter assinado contrato com o Sporting e, posteriormente, com o Benfica. Na foto abaixo, não consigo identificar cada um dos juniores, mas é este o plantel com que contamos até ao final da Taça de Honra, a disputar entre 16 e 18 de setembro, com estreia diante da AMSAC.

No final, fica o desejo de atacarmos a época com 5 campeões do Mundo no plantel. Se não for possível, que tenhamos pelo menos um.

Hoje há jogo na Sporting TV.

 

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A pré-época das nossas leoas

Já é conhecido o calendário de pré-época do futebol feminino. As comandadas de Nuno Cristóvão irão viajar até Espanha para o primeiro encontro amigável e depois regressam a Portugal, onde vão realizar as quatro restantes partidas.

No próximo sábado, o Sporting CP participará no torneio da Triangular Feira de Olivenza, que está marcado para as 18h30 na Cidade Desportiva de Olivenza.

Quando a formação leonina voltar ao território nacional terá o seu jogo de apresentação na Academia do Sporting CP, diante do Sporting de Huelva, agendado para as 18h do dia 21.

O Estádio Municipal de Idanha-a-Nova será palco do terceiro desafio da pré-temporada, que irá opôr as leoas à formação da Beira-Baixa United – dia 27, às 17h.

Para terminar esta preparação, Quintajense (dia 31, às 20h30, na Academia) e Paio Pires (dia 4 de Setembro, às 17h, no Campo Vale d’Abelha, Seixal) serão os dois últimos adversários da equipa de futebol feminino, modalidade que volta à actividade do Clube 21 anos depois.  

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