Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Grande Artista e Goleador

Um a um

MARCELO

Está a léguas de Rui Patrício e isso voltou a ser evidente. O jogo começou com uma saída de olhos fechados em que acabou por não tocar na bola e derrubar Ewerton e acabou com um penalti ridículo e desnecessário. Estou em pulgas para ver o que vale Jug.

SCHELOTTO

Foi um pouco melhor que a estreia mas continua a parecer insuficiente. Mostrou-se mais ofensivamente e cruzou no lance que deu origem à grande penalidade. É cedo para tirar conclusões definitivas mas arrisco dizer que Esgaio tem razões para estar bastante insatisfeito. O italo-argentino parece-me um extremo mediano que nunca dará um bom lateral.

PAULO OLIVEIRA

Sofreu com toda a revolução no sector defensivo e acabou por errar mais do que lhe é habitual.

EWERTON

Continua a denotar falhas de posicionamento nada normais nele. O lance do primeiro golo nasce porque uma indecisão sua permite que se abra um buraco na zona central, onde acaba por aparecer o marcador do golo.

ZEEGELAAR

É difícil analisar a sua estreia num jogo em que, globalmente, a equipa não funcionou. Mostrou-se solto para apoiar o ataque e fartou-se de fazer 'piscinas'. Será necessário ver mais e incluído numa defesa com mais rotinas.

WILLIAM

Reparte responsabilidades com Ewerton no primeiro golo. Se é verdade que Ewerton deveria ter esperado a movimentação do médio, não é menos verdade que William respondeu tarde à incursão do jogador do Portimonense. Parece andar a 'dormir na forma' e a precisar de sentar no banco uns jogos. O penalti, embora não seja mal marcado, é denunciado mas, aqui, a culpa é de quem o incumbiu para uma tarefa na qual não é especialista.

AQUILANI

Foi o único no qual denotei entrega total ao jogo e dos poucos a receber nota positiva. Enviou uma bola à trave e merecia mais sorte nesse lance, que poderia ter mudado o rumo do encontro. Por mim, jogava na Mata Real.

MANÉ

Não sei onde anda o verdadeiro Mané mas se o encontrarem, tragam-no de volta. Bem sei que vem de lesão e que estes foram os seus primeiros minutos após a paragem (aqueles com o Tondela nem contam) mas...tão pouca vontade, Mané. Bora lá acordar, puto! Assim, arriscas-te a ter poucas oportunidades.

BRUNO CÉSAR

Foi, a seguir a Aquilani, o menos mau. Correu, trocou de flanco e rematou. Não foi feliz mas fez por procurar a felicidade e, num dos seus remates, a bola ainda 'beijou' o poste.

MONTERO

A mesma intensidade de sempre (baixa) mas pareceu pouco concentrado e focado no jogo. Notei-lhe demasiada descontracção, nada compatível com a competição. Não gostei.

TEO GUTIÉRREZ

Teo teve um pouco de Montero mas denotei nele algo ainda menos agradável. A sua displicência roçou o desrespeito e a insolência. É bom que se lembre que os dias de praia já lá vão e que é hora de trabalhar.

MATHEUS PEREIRA

Tentou agitar o jogo, dar velocidade e imprevisibilidade. Em certa medida conseguiu-o mas faltou-lhe companhia para que fosse mais efectivo nas suas acções.

JOÃO MÁRIO

Acho que entrou bem, embora tenha sofrido com o mesmo que Matheus. O jogo apoiado que tanto preconiza não teve em Montero e Teo os parceiros ideais e acabou por ser, algumas vezes, inconsequente.

TANAKA

Cinco minutos para a estatística. Assim é difícil motivar o japonês, sobretudo quando tivemos em campo dois avançados inertes durante 90 minutos.

SPORTING CP 3-2 Braga: uma 'remontada' épica

Eu tinha avisado ontem...o Braga sabe defender e, connosco, fê-lo em bloco baixo, só arriscando pressionar no próprio meio campo.

Eu tinha avisado...o Braga sabe jogar em ataque rápido, usa para isso processos simples e tem jogadores rápidos e de qualidade que ajudam (e muito) a dar-nos alguns calafrios.

Foi assim que, sem qualquer problema, entregaram o domínio total do jogo ao Sporting e se limitaram a tentar chegar à área de Rui Patrício em jogadas rápidas, aproveitando bem alguns erros a que o nosso estilo de jogo é propenso.

Os primeiros lances de perigo surgem de duas desatenções de Jefferson e William Carvalho. Na primeira, Wilson Eduardo não acertou na baliza. Na segunda, Rui Patrício teve de mostrar serviço.

Na primeira parte, ofensivamente, o Braga só existiu nestes primeiros cinco minutos e nos últimos cinco (pena que com efeitos diferentes dos que acabei de mencionar).

Entre estes dois períodos, as melhores situações de golo foram do Sporting, por João Mário, que só não finalizou melhor porque a bola lhe sobrou para o pior pé, por Slimani, que complicou uma finalização que se queria simples e por Paulo Oliveira, que cabeceou de forma violenta ao poste da baliza de Kritciuk, que havia defendido as duas ocasiões anteriores.

Já diz o povo que, quem não marca, sofre. E assim foi.

Ambos os golos que haveriam de colocar o Braga em vantagem por 0-2 ao intervalo têm um denominador comum: Jefferson, que num deles tem a 'colaboração' de Adrien e no outro de William Carvalho.

No primeiro golo, o alívio de William é o possível, tendo em conta a trajectória da bola e o posicionamento do jogador (correcto, diga-se). O resto, é 'sono' de Jefferson (que se deixa antecipar) e Adrien (que está demasiado longe de Wilson para que possa estorvar a sua acção).

Curiosamente, é no momento do 0-2 que o Sporting começa a vencer o jogo. Imediatamente após o golo de Rafa (que também tem mérito do próprio e de Rui Fonte, que desposiciona totalmente Paulo Oliveira) o vulcão de Alvalade mostrou a sua força e a palestra de Jorge Jesus começou com aquelas gargantas a cantar "Só eu sei, porque não fico em casa".

Os adeptos sabiam que ia valer a pena e, na segunda parte, os jogadores acabaram por fazer valer o bilhete.

Era preciso arriscar para virar um resultado de dois golos frente a este Braga e Jorge Jesus não esperou. William ficou no balneário (porque já tinha amarelo e era, naquela altura, o elemento mais 'descartável' do nosso meio-campo).

Jesus sabia que a pressão ia fazer moça e que Gelson ia ser importante para isso.

A segunda parte é poética.

A toada do jogo não se altera. O Sporting domina e o Braga tenta explorar o ataque rápido, nunca com mais de três homens.

A primeira oportunidade, não estava ainda completo o terceiro minuto, esteve nos pés de Ruiz, servido por Slimani, que havia recebido de Gelson. Tal como nas oportunidades anteriores, o ressalto vindo do guarda-redes não nos é favorável mas estava dado o primeiro aviso.

Logo a seguir, Pedro Santos volta a por Patrício à prova, após mais um deslize (literalmente) de Jefferson. O Braga mostrava também que estava pronto a aproveitar os nossos erros.

Quase dez minutos de futebol algo atabalhoado de ambas as partes e Jesus percebe que este não é o dia de Bruno César. Fredy Montero está na linha lateral, preparado para entrar, quando o cruzamento de Gelson é travado pelo braço de André Pinto. Grande penalidade bem assinalada, que Adrien não desperdiça. Mais do que nunca, as esperanças reacendem. Grita-se o amor ao Sporting! É possível!

Montero entra para o lugar de 'chuta-chuta'. O golo não altera nada. Ainda estamos em desvantagem.

Na primeira vez que toca na bola, Montero isola Slimani. Kritciuk chega primeiro.

Neste momento, o Braga já abusa do anti-jogo. Era um bom sinal. Sentiram o golo. Fonseca troca de avançados. Nada muda na estratégia do Braga.

Montero tenta um passe picado, ganha a segunda bola e ataca a área. Segunda grande-penalidade, desta vez não assinalada mais uma vez com um jogador do Braga a jogar a bola com a mão no interior da área (desta vez foi Ricardo Ferreira).

Ruiz coloca de bandeja na cabeça de Slimani, mesmo como ele gosta. O argelino desperdiça, o público desespera, o Braga respira de alívio. A pressão está a subir de tom.

Montero tenta mais um passe picado. Não resultou mas eu sentia a sua confiança.

Minuto 70. Mais um aviso. Gelson combina com Ruiz, remata, o russo defende e, na recarga, Slimani volta a acertar no boneco. Está quase...já cheira a golo em Alvalade!

João Mário tem uma entrada dura que devia ter valido cartão amarelo. Não vou discutir nem esmiuçar a arbitragem mas, para os lampiões (sejam do sul ou do norte) que exigiam a expulsão do jogador do Sporting, recomendo que revejam as três faltas de Ricardo Ferreira até ao lance que origina a grande-penalidade não assinalada. E fico-me por aqui.

Wilson Eduardo sai ovacionado após marcar um golo em mais um regresso a 'casa'.

Faltam quinze minutos para o final. 

Para os menos desatentos, o lance do golo de Fredy Montero surge após uma troca de bola de quase um minuto, em que a bola passa pelos três corredores e por nove dos onze jogadores do Sporting em campo (só Rui Patrício e Bryan Ruiz não participaram no lance). Só Fredy Montero transformaria um remate de Jefferson numa assistência, tornando o que parecia difícil em fácil. Pé direito para receber e esquerdo para rematar, sem pedir licença, com a potência e direcção certas. Estava feito o empate e eu estava eufórico. Foi o golo que mais festejei e que mais tranquilo me deixou.

Porquê? Slimani ainda não tinha marcado e tínhamos um quarto de hora para tomar de assalto a baliza dos bracarenses.

Paulo Oliveira tenta o tiro do meio da rua. Sai por cima e está na hora de apostar na qualidade de passe e veia goleadora de Aquilani. João Mário é o 'sacrificado'. Faltam dez minutos para o final.

Seguem-se cinco minutos em que abrandámos a pressão (os homens não são de ferro) e o Braga teve mais bola, embora se sentisse desconfortável com ela. Este momento de jogo haveria de culminar com o recém-entrado Marcelo Goiano a isolar Rafa que, na cara de Rui Patrício viu o guarda-redes leoninio ser aquilo que é...o Rei! Mancha monumental, a mostrar aquilo que vale...pontos.

O Sporting volta a carregar a anunciam-se mais de 42 mil em Alvalade. O melhor, ainda estava para vir.

Patrício emenda um erro de Naldo e antecipa-se a Stojilkovic. Falta um minuto para os 90 e o publico ainda acredita.

Ruiz também e mostra porque é que nunca sai. Mais uma redondinha na cabeça de Slimani que, desta vez, não perdoa e escreve o último verso de um poema épico.

Estava feito o 3-2. Estava virado o jogo em menos de 45 minutos e eu só dizia ao meu puto: "Filho, este ano somos campeões! Este é o ano do Sporting!"

Podia nomear um homem do jogo e vou fazê-lo: Jorge Jesus.

Pela mestria como leu o jogo e mexeu na equipa, pela forma como cantou com os mais de 40 mil, pela forma louca como festejou a vitória.

Jesus é treinador do Sporting de corpo e alma. Vive e entrega-se ao jogo como se jogasse e, embora não tenha marcado um golo, esta vitória é dele. Dele e daqueles 40 e tal mil leões que nunca desistiram e acreditaram sempre.

Ecos: "Os Invisíveis"

Costumam ser altos, entroncados e fortes. Durante o jogo, têm de disputar muitos lances pelo ar e beijam a relva quando os cortes são feitos na raça. Eles entram em campo com um olhar determinado, mas sabem que o mais importante é parecerem invisíveis.

 

Quando um central não marca numa das suas caminhadas até à área contrária e quando a equipa adversária faz três remates durante a partida, há muitos adeptos que se esquecem da sua existência. O jogo de ontem é o exemplo ideal para explicar esta perda de memória: desejámos um golo durante noventa minutos. Pontapeámos cadeiras depois de mais um lance perdido. Segurámos a respiração quando os nossos jogadores não encontravam a direcção da baliza depois de outro remate. Desesperámos, mas nunca deixámos de cantar. Fizemos setenta e um ataques, estivemos muito mais de metade do jogo instalados no meio-campo do Belenenses, mas as estatísticas não nos oferecem vitórias. As estatísticas não, mas a nossa dupla de centrais sim. E é quando olho para o passado que me apercebo, ainda mais, da nossa evolução. Quando olho para o passado, vocês deixam de ser invisíveis. Sabem que mais? Todos nós, depois de jogos como o de ontem, deveríamos olhar para o passado. Jorge Jesus tem toda a razão quando oferece estrelinhas aos jornalistas para colocarem nas árvores de Natal. Quem acompanha o Sporting Clube de Portugal tem consciência de que, muito provavelmente, em épocas anteriores, não teríamos saído de Alvalade com mais três importantíssimos pontos. Quantas e quantas e QUANTAS vezes assistimos a réplicas da tarde/noite de ontem? Querem falar-me dos episódios em que coleccionámos mais uma derrota devido a uma falha de um dos centrais? Estávamos muito tempo a colidir com o muro e, quando nos respondiam com a única arma disponível – o contra-ataque –, não tínhamos peões à altura na retaguarda.

Ewerton e Paulo Oliveira não nos deixam com as pernas a tremer quando pegam na bola, quando permitimos saídas rápidas em direcção à nossa grande área. Invariavelmente, impõem-se! Encostam o corpo, esticam a perna, saltam mais alto e são muito inteligentes tacticamente, adivinhando o movimento do opositor. Na minha opinião, Ewerton é um central com uma classe fora do comum, que tem o seu percurso manchado por variadíssimas lesões. Paulo Oliveira é a força inabalável que consegue ocupar quase sempre o espaço onde a bola irá cair. Os dois completam-se, e é isso que se pede a uma dupla de centrais. Mais: ainda têm a capacidade de disfarçar as lacunas defensivas dos nossos laterais. Há quanto tempo é que não estávamos tão descansados nesse sector?

É injusto deixar Naldo fora deste texto, até porque fez mais um jogo impecável na Rússia, contra o Lokomotiv. Se Jorge Jesus me estivesse a ouvir, talvez me falasse deste outro “problema”. E coloco entre aspas, porque há pessoas que têm dificuldade em entender ironias. A verdade é que se torna bastante complicado escolher os dois patrões da defesa mas, sinceramente, eu acredito que eles conseguem melhorar jogo após jogo porque sentem que existe uma competição saudável para a posição que ocupam.

Vejamos:

– Jornada cinco: Sporting 1-0 Nacional;

– Jornada nove: Sporting 1-0 Estoril;

– Jornada dez: Arouca 0-1 Sporting;

– Jornada onze: Sporting 1-0 Belenenses.

Eles podem parecer invisíveis, mas são bem reais. Mais reais do que a estrelinha.

Iluminem-me: o lance mais importante do jogo foi protagonizado pelo central do Belenenses, certo? Quanto é que ele pagaria para ter sido invisível?

Sporting sempre.

Rugido de uma leoa (As Redes do Damas)

SPORTING CP 1-0 Belenenses: vitória em noite desinspirada

Começo pelo público: mais de 31 mil pessoas a uma segunda-feira às 19 horas superaram a minhas melhores expectativas.

Tal como havia dito ontem, uma meia-hora inicial sem golos da nossa parte daria ao Belém um importante balão de confiança. Tão grande que, após esse período, devido ao conforto adquirido, raramente vimos os do Restelo passar do meio-campo.

Dentro dos primeiros trinta minutos apenas Fredy Montero mostrou ideias para furar a defensiva azul. Infelizmente, não houve quem acompanhasse a sua linha de raciocínio.

Bryan Ruiz, que pouco apareceu na primeira parte, acabaria por proporcionar o melhor momento da primeira parte, num lance individual de classe suprema que esbarrou na luva esquerda de Ventura e, por pouco, não deu golo.

E chegou sem golos o intervalo, onde se esperava que Jorge Jesus desse o mote para uma segunda parte mais interessante.

Não aconteceu. O jogo manteve a mesma toada, com o Sporting a circular na procura do espaço que descompensaria a baixa e organizada defensiva belenense.

Não aconteceu. William e Adrien continuavam a falhar alguns passes e isso emperrava o nosso jogo, mesmo que tenham sido eles os que mais vezes tentaram furar a primeira barreira defensiva do adversário.

Jorge Jesus leu bem o jogo, lançou Gelson para o lugar de Adrien e puxou João Mário para o centro do terreno.

Melhorámos e Fredy Montero voltou a aparecer. Grande passe do Jonathan (belo jogo do argentino), o colombiano mata no peito e remata de primeira, bem perto do poste da baliza do Belém.

Aqui, Jorge Jesus toma, a meu ver, uma decisão errada. Tirar Montero naquele momento do jogo, sobretudo quando havia sendo quase sempre o mais esclarecido, tem tanto de incompreensível quanto de previsível.

Tirar Montero parece um cliché, daquele usados em momentos de indecisão.

Montero só não deu ainda mais nas vistas porque a maioria dos colegas não entende a sua linguagem futebolística, mais inteligente e avançada do que a da maioria. Montero é mais imprevisível porque tem mais recursos e é incrível como muitos ainda não o compreendem após tanto tempo de convivência. Slimani nunca entenderá essa linguagem e é por isso que são praticamente incompatíveis em campo. Ontem faltou encontrar mais vezes Ruiz em jogo e João Mário em sintonia.

Montero acabou no banco, Matheus entrou e Ruiz passou para o apoio directo a Slimani. 

Seguiram-se uns minutos de indefinição até aparecer Matheus que, em dois remates perigosos mostrou que o golo ainda podia aparecer.

Neste momento, as tentativas de saída do Belenenses já morriam à saída do seu próprio meio campo e volto a abrir um parêntesis, desta vez para falar dos nossos defesas centrais.

Não há no nosso campeonato equipas com a qualidade das nossas opções para o centro da defesa. Três centrais fortes e equilibrados e outro de grande potencial. Ontem, Ewerton e Paulo Oliveira voltaram a estar impecáveis e é difícil escolher entre a classe do brasileiro e a assertividade do português.

Eu prefiro Paulo Oliveira, porque conhece como nenhum outro as suas limitações e usa e abusa das suas maiores qualidades. A fase de maior pressão sobre o Belenenses, na fase final, advém do tempo de entrada perfeito de Paulo Oliveira, a cada bola disputada com os homens da frente de ataque azul.

Sem mais opções de ataque no banco acabou por ser Tanaka a última cartada lançada por Jorge Jesus. Entrou para o lugar de Bryan Ruiz mas acabou por não acrescentar grande coisa.

O jogo caminhava para o final e, aí, volto a falar dos 31 mil que estavam nas bancadas. Estariam naturalmente apreensivos, alguns até descrentes, mas a grande maioria continuava a acreditar e a apoiar até ao último suspiro.

A equipa, essa, continuava a tentar, não abandonando as suas ideias e a sua forma de jogar, numa clara demonstração de identidade misturada com alguma teimosia em mostrar uma abordagem diferente, que mais rapidamente forçasse o erro adversário.

Erro esse que acaba por cair do céu, num lance em que Tonel corta a bola com o braço em duelo aéreo com Slimani.

Penalti indiscutível, Slimani corre para a bola mas acaba por ser William a assumir o castigo máximo.

Goooooooolooooooo!... e um enorme suspiro de alívio. Estava feito! Mais três pontos rumo ao título, num ano em que a estrelinha nos parece acompanhar.

Virar a página

Por muito prazer que me dê uma vitória sobre o rival (ou, neste caso, mais uma) ainda para mais vendo o desnorte que este apresenta, só voltarei a pensar no Benfica em Março.

Assim sendo, não acho útil comentar pseudo-polémicas e muito menos as palavras de desespero e falta de auto-crítica do treinador adversário.

O Sporting ganhou com justiça, foi melhor, e é tempo de todos virarmos a página.

Virar a página.png

Seguem-se dois jogos para competições diferentes e o foco não deve ser alterado. Sendo ambos importantes, a recepção ao Belenenses, de hoje a oito dias, assume contornos mais relevantes, por se tratar do nosso principal objectivo.

Assim sendo, espero mais um jogo da Liga Europa pensado a dois tempos, com o foco em Moscovo mas sem ignorar o jogo com o Belém.

O Sporting precisa de vencer em Moscovo para passar à fase seguinte e se há quem pense que o melhor será saltar já fora das competições europeias, eu discordo.

Nem é pelo prestígio da prova (que é pouco ou nenhum), ou pelo ranking da UEFA, mas sim pela possibilidade que, mais dois jogos em Fevereiro, nos dão de manter toda a gente em condições óptimas de ajudar.

Este jogo frente ao Lokomotiv deve ser encarado da mesma forma que os que o antecederam nesta competição, embora eu fizesse aquilo que acho que Jesus já devia ter feito na Albânia; a equipa é para rodar, mas não os onze.

É importante gerir o esforço de Ewerton, Adrien, Ruiz, Jefferson e Slimani, tendo em vista o jogo de segunda-feira e, por isso, eram estes que pouparia.

Rui Patrício não poderá jogar por castigo e já estaremos a mudar mais de meia equipa. Boeck deverá ser o escolhido.

Paulo Oliveira não esteve nas selecções e estará menos fatigado. Por mim, faria dupla com Naldo, que precisa de continuar a jogar.

Esgaio e Jonathan ocupariam os lugares que já vêm sendo seus na Liga Europa e William e Aquilani tomariam conta do meio-campo.

Gelson merece dar continuidade à boa exibição no derby e deverá ter a companhia de Mané ou Matheus, consoante as condições físicas do português, que regressou tocado da selecção de sub-21.

Na frente, Montero e Teo Gutiérrez.

Parece-me um onze equilibrado e suficientemente forte para vencer e gerir o esforço dos mais fatigados.

Depois, guardaremos a decisão final para o jogo em casa, frente ao Besiktas.

Os intentos de Klopp

Porque raio é que o então desempregado Jürgen Klopp esteve em Alvalade a ver o jogo com o Nacional num fim-de-semana em que Porto e Benfica se defrontavam?

Lembrei-me disto ontem, nem sei bem porquê...

A verdade é que o actual treinador do Liverpool terá estado em Alvalade com um propósito pois certamente já saberia qual o seu destino.

Olhando para a ficha de jogo, vejo vários jogadores que poderiam encaixar no plantel e até no 'onze' do Liverpool mas a ideia poderia ser a de simplesmente observar alguns jovens de uma das melhores escolas de formação do Mundo que até lhes havia vendido há uns anos uma das suas maiores promessas ainda por confirmar, João Carlos Teixeira.

Não sei se Paulo Oliveira, João Mário, Gelson Martins ou até Slimani eram os alvos. William não jogou mas é daqueles que já ninguém precisa de observar. Talvez tenha vindo mesmo só numa de se divertir e isto sou eu a arranjar motivos para um post.

Não sei.

O que eu sei é que falta talento e qualidade à equipa de Klopp e que ela abunda e se valoriza a cada dia que passa no Sporting.

Sinceramente, pese embora as cores com que equipa, gosto do Liverpool e do seu treinador e, se entender que moram cá alguns dos talentos necessários ao ressurgimento do histórico inglês, que saiam campeões e pagos a peso de ouro.

Dúvidas

Pese embora o facto do Sporting ser um dos primeiros classificados do campeonato português, não tenho a mínima dúvida que a cabeça de Jorge Jesus está neste momento 'a mil' e cheia de dúvidas.

Porque a equipa não segue em crescendo.

Porque perdeu uma das melhores (na verdade, a melhor) individualidades.

Porque aquele que é, assumidamente, o seu primeiro avançado é o que menos rende.

Porque temos vários jogadores em sub-rendimento.

Porque as segundas-linhas ou não têm correspondido ou não têm a mesma qualidade das primeiras escolhas.

Porque o próprio Jorge Jesus tem feito más opções, por vezes nos momentos errados.

Não duvido que, hoje, JJ não é o mesmo homem confiante e seguro do início de época. Tenho quase a certeza que muito do que tem sido feito foi questionado e ainda bem que assim é.

Assumo que Jesus tem as suas preferências para o modelo de jogo que preconiza e que tem sido difícil prescindir de alguns elementos por achar que são os melhores, mesmo que no campo estes não correspondam

Em última instância, diria que Jorge Jesus possa estar a ser algo teimoso.

Jefferson atravessa um momento de forma miserável.

Está difícil descobrir quem será o melhor par para o meio campo e o regresso de William traz mais dúvidas que certezas.

Ruiz está lento de processos e demasiado previsível.

Na frente, Slimani é o favorito mas o trabalho de desgaste do argelino e a sua entrega não parecem suprir as lacunas do seu jogo ofensivo. Além disso, mostra-se pouco eficaz e, a verdade, é que nenhum parceiro parece assentar-lhe que nem uma luva, começando a ser útil questionar se o problema não será dele. Neste momento, para além dos colegas de sector, até Mané precisa de menos tempo para marcar e tem a mesma influência em lances de golo.

Assim sendo e não colocando nunca de parte o objectivo para o jogo de amanhã que, naturalmente, passa pela vitória e pelo amealhar dos três pontos, isto seria o que eu faria com aqueles que Jesus convocou.

Devo apenas dizer que acho que o onze testado não deve ser mais uma revolução mas sim um verdadeiro teste para domingo.

Patrício nem é questão. É ele e mais dez!

Tendo em conta que não há ainda um indiscutível à direita, a minha opção seria Esgaio. Porque ataca melhor e porque o jogo de domingo é em casa.

Se Ewerton estiver em condições físicas, deve formar dupla com Naldo. Se a sua chamada apenas se deve à indisponibilidade de Paulo Oliveira, que jogue Tobias.

Jonathan tem de ser titular. Jeff tem sido um sonâmbulo a defender e uma nódoa a atacar.

Se William está em condições, deve jogar e, atendendo ao momento de forma, mais do que às características, Adrien Silva é o único com capacidade para suportar um William a ganhar ritmo.

Gelson tem sido opção consistente e é para manter. Não é tempo de lhe retirar confiança.

Ruiz deve dar lugar a Mané que, pelo menos, é mais rápido e define melhor na hora de visar a baliza. Além disso acho útil explorar o entendimento de Mané com Montero.

Como já perceberam, Montero tem de jogar. Porque é aquele que menos tempo precisa para encontrar o golo e porque é o mais inteligente e mais dotado tecnicamente. No fundo, porque é o nosso melhor avançado.

Mesmo que Teo não pareça estar no melhor momento de forma, acho que está por testar o seu entendimento com o compatriota.

Boeck, João Pereira, Ewerton, Aquilani, Matheus, Ruiz e Slimani iriam para o banco, tendo o argelino a tarefa que melhor lhe assenta, a de 'abre-latas', no caso do jogo pedir um jogo mais directo. Matheus, seria o desequilibrador que faltou no Bessa e que, na bancada, se viu impossibilitado de dar o seu contributo.

Claro que não é isto que eu penso que Jesus fará mas é aquilo que, à luz do que tenho acesso (pois não treino com os jogadores), me parece o melhor para a equipa.

Escolha quem escolher, espero um resultado e uma imagem diferentes daquilo que mostrámos em casa, frente aos russos.

Mau demais e a não repetir

Pouco foi o que se aproveitou da exibição da noite de ontem.

Talvez Adrien, uns rasgos de Gelson e o golo de Montero.

Se o resultado não foi bom nem a exibição convincente, o jogo terá dado para Jorge Jesus tirar algumas conclusões, embora possa ainda parecer cedo para o fazer.

Foram demasiados erros defensivos, demasiados jogadores em sub-rendimento e uma falta de dinâmica inacreditável.

Se é verdade que os russos vinham com a lição bem estudada, não é menos verdade que nós falhamos ao executar a nossa.

Rui Patrício falhou pela primeira vez esta época, tendo estado mal no lance do segundo golo, onde pareceu pouco lesto e decidido.

João Pereira demonstrou o porquê de Esgaio lhe ter ganho o lugar.

Jefferson foi o que tem sido na maior parte das vezes: desconcentrado a defender e inofensivo no apoio ao ataque.

Tobias foi uma nódoa. Podia ter sido expulso e não fica bem na fotografia em nenhum dos três golos.

Paulo Oliveira deixou-se afectar pelos erros em catadupa dos colegas de sector mas foi o menos mau de entre todos.

Adrien foi o melhor em campo do Sporting. Não foi por ele que perdemos e dificilmente perderíamos se todos os outros se tivessem entregado ao jogo como ele fez.

Aquilani foi um dos piores em campo e falhou completamente na tarefa que lhe estava atribuída. Foi terrível numa das suas melhores qualidades: o passe.

Gelson tentou, tentou mas não deu para mais. Teve pouco apoio e o que João Pereira lhe deu não foi o melhor.

Mané não esteve muito bem e escondeu-se em demasia. Não soube procurar o centro do terreno e enfiou-se em demasia em cima dos avançados. Fez a assistência para o golo de Montero.

Teo Gutierrez foi demasiado inconsequente, lento de processos e até um pouco trapalhão (algo que nem é normal nele).

Fredy Montero não foi, até ao golo, melhor do que Teo mas depois daquele golão e de um ou outro passe a rasgar a defesa, parecia ser o mais confiante em campo. Acabou substituído e a equipa piorou.

Slimani não foi mais do que um pino na cabeça da área. Ninguém o soube servir com o intuito de aproveitar o seu jogo aéreo.

Bryan Ruiz não entrou com a objectividade que se lhe pedia. Prendeu demasiado a bola, foi lento e pouco objectivo.

André Martins substituiu Aquilani num momento em que pouco já parecia ser possível retirar do jogo. Rematou com perigo à baliza dos russos e, não tendo sido muito dinâmico, acertou quase todos os passes.

No global, os laterais não tiveram a capacidade ofensiva que deviam e todo o jogo da equipa se ressentiu disso pois, no nosso modelo, a subida dos laterais é fundamental para os apoios ao meio campo e ataque. Aquilani não teve a capacidade para ser o organizador de jogo e a quantidade de passes falhados desequilibrou a equipa demasiadas vezes. Os erros no início da nossa transição ofensiva e na transição defensiva foram mais que muitos, ao ponto de me ser impossível enumerá-los todos.

Face a isto, não há estratégia que valha ao treinador.

Jorge Jesus escalonou mais ou menos o 'onze' que eu escolheria. Deu algumas oportunidades e a maioria desiludiu, dando razão ao porquê de não serem opção inicial. Tobias não jogará tão cedo e João Pereira idem.
Mas se não errou ao escolher o 'onze' o mesmo não se pode dizer da leitura de jogo do 'mister'.
Aquilani devia ter sido o primeiro a sair e, no máximo, ao intervalo devia ter ficado nos balneários. Pedia-se a entrada de um médio que fosse mais seguro no passe e mais rápido a fazer os equilíbrios defensivos, que estavam a sobrar todos para Adrien. Eu teria escolhido André Martins.
A dupla substituição é compreensível mas retira de campo as peças erradas. Montero estava confiante após o golo e Aquilani, visto que ainda lá estava, devia ter saído de imediato.
A alteração de Mané por Ruiz poderia ter sido feita quando foi feita a de Aquilani por Martins.

Por certo, a equipa não repetirá os erros na próxima segunda-feira mas fica o aviso.

Nem sempre se joga mal e se sai vitorioso e é já tempo da equipa apresentar alguma evolução no nível exibicional.

Ainda a tempo de repor a verdade

Já passaram mais de duas semanas desde que Portugal perdeu a oportunidade de se sagrar campeão europeu de sub-21 e só agora me passou pelos olhos um artigo que repôs alguma justiça.

William Carvalho foi o melhor jogador do torneio e o único dos atletas do Sporting a merecer a honra de figurar no 'onze' da competição.

Foram, a meu ver, cometidas duas injustiças: a não inclusão de João Mário e Paulo Oliveira nesse mesmo 'onze'.

Pois, se quanto a João Mário, não vi quem olhasse as coisas pelo mesmo prisma que eu, o mesmo não aconteceu com Paulo Oliveira.

O artigo é do site Outside of the Box e esta foi a avaliação do defesa central do Sporting.

"Invadindo a primeira equipa de Portugal ainda este ano, Oliveira foi um de vários do lado de Portugal que chegaram ao torneio com montes de experiência. Oliveira foi indiscutivelmente o melhor defesa do torneio, comandando a rectaguarda de Portugal que apenas concedeu um golo em toda a competição. O epítome do defesa central moderno, Oliveira pareceu extremamente confortável com bola e foi a principal razão pela qual Portugal acumulou tanta posse de bola e iniciou os ataques a partir da sua área."

Reposta que está a verdade, resta aguardar que Oliveira encontre o parceiro ideal para liderar a defesa leonina rumo ao título nacional.

Para mais tarde recordar

Nunca duvidei da capacidade da nossa selecção para eliminar a Alemanha.

Mais, sempre tive a convicção de que jogaríamos a final.

Mas nunca me passou pela cabeça que o fizéssemos com uma goleada.

Classe, temos para dar e vender. Experiência também. Segurança, idem. Mas esta eficácia não é habitual.

Esperava vencer pela margem mínima, até porque ainda não tínhamos marcado mais do que um golo por jogo.

Não foi assim e pudemos assistir a uma vitória categórica dos nossos miúdos, quase todos eles com capacidade para lutar por um lugar na principal selecção.

PAULO OLIVEIRA foi, mais uma vez, o verdadeiro 'BOSS'. Ganhou todos os duelos e impôs respeito aos alemães. Jorge Jesus precisa efectivamente de um patrão...felizmente, não será necessário gastar dinheiro.

TOBIAS FIGUEIREDO foi o complemento perfeito ao patrão Oliveira. Esteve, também ele, intratável nos duelos e a defesa não tremeu.

RICARDO ESGAIO continua a marcar pontos como defesa direito. Percebe como poucos os momentos em que deve ou não subir no terreno e defende com competência. Levou um amarelo necessário e foi sempre mais seguro que o colega do lado esquerdo.

WILLIAM CARVALHO, para nós, que o conhecemos, foi igual a si próprio. Correu mais de 11.5 quilómetros e foi a mancha que 'engoliu tudo no meio-campo. Todas as jogadas saem dos seus pés e se, para nós, é tudo normal, para outros não.
A UEFA voltou a designá-lo como o melhor em campo e a reacção dos adeptos a cada toque na bola é elucidativo disso.

JOÃO MÁRIO foi um dos melhores em campo. Para mim foi mesmo o melhor, mas é difícil nomear apenas um jogador numa equipa que esteve em tão bom plano colectivo.
Assistiu, marcou e passeou classe com os seus pés de veludo.

Bernardo voltou a mostrar grande qualidade. Sérgio Oliveira, muito bem. Ricardo e Cavaleiro marcaram. José Sá voltou a manter as redes invioláveis.

Fomos enormes e o vigésimo jogo sem perder pode significar um inédito título europeu com selo de qualidade 'made in Alvalade'.

Devagar, devagarinho, até ao Rio de Janeiro

A equipa de sub-21 portuguesa garantiu ontem, com a presença nas meias-finais do campeonato da Europa, a participação nos Jogos Olímpicos do próximo ano, no Brasil.

Foi um jogo em ritmo morno. Rui Jorge confiou na experiência e capacidade dos nossos jogadores para gerir o jogo sem arriscar muito e sem nos expormos muito ao erro.

Acabou por correr bem mas espero que haja um plano B para que aspiremos à vitória no Europeu.

Estamos com uma costela 'italiana' e, embora os próprios italianos tantas vezes se tenham dado bem com esta abordagem, não é garantido que a mesma resulte para nós. 

Alé disso, temos na nossa equipa para ser mais agressivos ofensivamente visto que, defensivamente, temos estado em muito bom plano.

PAULO OLIVEIRA foi mais uma vez um dos melhores em campo e uma barreira praticamente intransponível. Num jogo em que não houve grandes destaques individuais, foi dos que esteve em melhor plano.

TOBIAS FIGUEIREDO estreou-se, rendendo o lesionado, Tiago Ilori. Não desiludiu e, para a boa exibição e segurança defensiva, em muito contribuiu o conhecimento do seu colega de sector com quem tem rotinas criadas.

RICARDO ESGAIO fez aquilo que me parece lhe ter sido pedido. Foi seguro defensivamente, salvou um golo feito e não se aventurou muito no ataque.

WILLIAM CARVALHO foi, como sempre, o pêndulo e o gestor de ritmos de todo o meio-campo. Não foi exuberante mas foi eficaz. Falhou, ainda na primeira parte, um golo na cara do guarda-redes sueco. O prémio de melhor em campo é merecido, embora pudesse ter outros destinatários que estiveram a nível semelhante.

JOÃO MÁRIO não arriscou muito no ataque, talvez para que não fôssemos apanhados em contrapé. Faltou-lhe qualquer coisa no último terço mas, mais uma vez admito, que pode ter a ver com instruções de Rui Jorge. Defensivamente, cumpriu.

IURI MEDEIROS voltou a mostrar que já merece uma oportunidade como titular. Agitou o ataque e fez tremer a defesa escandinava, tendo mesmo feito a assitência para o golo de Gonçalo Paciência.

Portugal de verde e branco

Os sete.png

Confesso-vos o meu entusiasmo pelo Europeu de sub-21 que ontem começou e hoje se inicia para Portugal.

Vejo nesta geração muita qualidade, não só, mas especialmente nos atletas do Sporting.

São os sete magníficos e vão ajudar Portugal a sagrar-se campeão europeu de sub-21, feito nunca antes alcançado.

Boa sorte, leões! Boa sorte, Portugal!

Inacreditável

Como ontem já vos havia dito, esperava com alguma expectativa pelo teste às segundas linhas nacionais no jogo com Cabo Verde.

O rescaldo não podia ser mais negativo!

Esperava que os mais experientes e mais familiarizados com o peso da camisola das quinas pudessem ser um bom suporte para os que ontem se estrearam.

Hugo Almeida foi ineficaz e todos sabemos a tranquilidade que golos trariam a jogadores inexperientes. Exibição negativa e totalmente desinspirada.

Antunes não foi suficientemente consistente e mostrou mais debilidades que alguns debutantes.

Vieirinha foi dos mais experientes o menos mau, mas mesmo assim não passou de esforçado.

Do grupo dos internacionais menos experientes mas, ainda assim, mais familiarizados com este tipo de andanças faziam parte Cédric, João Mário, Adrien e André Gomes. Se o trio do Sporting se comportou num plano aceitável (apesar de terem sido dos primeiros a ser subtituídos), todos até uns furos acima dos restantes, o mesmo não se pode dizer de André Gomes, a quem se pedia que fosse o pêndulo do meio-campo. A função não lhe parece adequada mas a exibição foi tão fraca que nem deu para mascarar debilidades ou falta de rotinas para a posição. Demasiado mau para ser verdade.

Dos estreantes, nota positiva para Bernardo Silva e Paulo Oliveira que, não tendo sido brilhantes, cumpriram.

No global, foi mau demais para ser verdade num jogo em que Cabo Verde fez dois golos sem ter sequer mostrado volume ofensivo para que tal acontecesse.

Artistas e goleadores

Actualizo hoje as estatísticas quanto a golos, assistências e influência na equipa principal do Sporting.
Recordo que os números apresentados englobam todas as competições em que a equipa principal participa.
De frisar também para os que pela primeira vez a acompanham que os pontos que dicidem qual o jogador mais influente são calculados da seguinte forma: golo (1 ponto); assistência (0.5 pontos)

MELHOR MARCADOR

Nani / Freddy Montero / Slimani 10 golos
André Carrillo / Carlos Mané 7 golos
João Mário 6 golos
Junya Tanaka / Adrien Silva 5 golos
Paulo Oliveira 3 golos
Jefferson / Jonathan Silva / Ryan Gauld / Tobias 2 golos
William / Capel / A. Martins / Sarr / Heldon / Dramé 1 golo

 

MELHOR ASSISTENTE

1º  André Carrillo 12 assistências
Jefferson 10 assistências
Nani 7 assistências
Tanaka 4 assistências
Slimani / João Mário / William Carvalho  3 assistências
Montero / Adrien / Carlos Mané / Capel / Cédric 2 assistências
Jonathan Silva / A. Martins / Esgaio / Wallyson 1 assistência

 

O MAIS INFLUENTE

Nani 13.5 pontos
Carrillo 13 pontos
Slimani 11.5 pontos
Freddy Montero

11 pontos

Carlos Mané 8 pontos
João Mário 7.5 pontos
Jefferson / Tanaka 7 pontos
Adrien Silva 6 pontos
Paulo Oliveira 3 pontos
10º Jonathan Silva / William Carvalho 2.5 pontos
11º Capel / Ryan Gauld / Tobias 2 pontos
12º André Martins 1.5 pontos
13º Cédric / Sarr / Heldon / Dramé 1 ponto
14º Ricardo Esgaio / Wallyson 0.5 pontos

 

Uma questão central

Numa altura em que o centro da nossa defesa parece ter estabilizado e é mais que óbvio que temos uma dupla para o futuro, secundada por vários atletas com enorme potencial que poderão afirmar-se num futuro próximo, parece-me natural falar de um assunto que me faz confusão.

Não, não vou falar de Tobias Figueiredo nem de Paulo Oliveira. A nossa defesa parece nunca ter estado tão bem entregue como está agora e, o que me preocupa, é a evolução dos restantes.

Naby Sarr, Ramy Rabia, Ewerton, Domingos Duarte, Sambinha e Nuno Reis são as outras opções para a posição de defesa central e são os dois últimos que vêm sendo opção na equipa B.

Ora, se são precisamente Sambinha e Nuno Reis que vêm terminar o seu contrato no final da presente temporada, porque é que são precisamente eles que compõem a dupla de centrais titular na 2ª Liga?! Se o caso de Nuno Reis me é fácil de entender pois, sendo um atleta mais experiente, poderá ajudar no crescimento do seu colega de sector, o caso de Sambinha é-me incompreensível. Se é um dado adquirido que deixará o clube no final da época (que saiba não lhe foi apresentada uma proposta de renovação de contrato), para quê tapar outros que podiam já estar a jogar?!

Rabia tem sido deslocado para o meio campo e, quem sabe, seja essa mesmo a sua posição. Se não for, devia estar a jogar ao lado de Nuno Reis, dando possibilidades de jogar a Zezinho, que se encontra numa fase crucial do seu desenvolvimento e precisa de jogar.

E que dizer de Domingos Duarte, que não me parece ter o potencial de Tobias ou Rúben Semedo mas deve ter possibilidades de mostrar valor, sobretudo dada a situação de Sambinha.

Espero que o empréstimo de Semedo no Reus, onde não te jogado tanto quanto eu esperava, tenha nele o mesmo efeito que teve em Tobias. Que volte mais forte e sobretudo mais estável psicologicamente e disponível para trabalhar de forma profissional.

Ewerton parece-me que poderá nunca chegar a vestir a verde e branca, pelo menos esta temporada. Se se decidir avançar para a sua contratação em definitivo, deve ser com o intuito de 'morder os calcanhares' a Tobias e Oliveira.

Sendo óbvio que, neste momento, Sarr é a alternativa mais directa aos dois titulares da equipa principal, espero que o francês tenha a capacidade para crescer não jogando, algo que nunca é fácil. Deve tentar evoluir a cada treino, pois será sempre opção para as convocatórias embora não tenha grandes chances de integrar o 'onze inicial'. Acredito no francês e espero que possa sair por empréstimo na próxima temporada para ver, de forma mais clara, a sua evolução.

Concluindo, volto a frisar que não me parece benéfico estar a dar minutos a um dispensável, estando com isso a deixar que alguém em quem acreditamos para o futuro não jogue.

Artistas e Goleadores

Actualizo hoje as estatísticas quanto a golos, assistências e influência na equipa principal do Sporting.
Recordo que os números apresentados englobam todas as competições em que a equipa principal participa.
De frisar também para os que pela primeira vez a acompanham que os pontos que dicidem qual o jogador mais influente são calculados da seguinte forma: golo (1 ponto); assistência (0.5 pontos)

MELHOR MARCADOR

Freddy Montero 10 golos
Islam Slimani 9 golos
Nani 8 golos
André Carrillo 7 golos
João Mário 6 golos
Adrien / Carlos Mané 5 golos
Junya Tanaka 4 golos
Paulo Oliveira 3 golos
Jonathan Silva / Ryan Gauld 2 golos
10º Jefferson / Capel / A. Martins / Sarr / Heldon / Dramé / Tobias 1 golo

 

MELHOR ASSISTENTE

1º  André Carrillo 11 assistências
Jefferson 8 assistências
Nani 6 assistências
Tanaka 4 assistências
Slimani / João Mário / William Carvalho  3 assistências
Montero / Adrien / Carlos Mané / Capel / Cédric 2 assistências
Jonathan Silva / A. Martins / Esgaio / Wallyson 1 assistência

 

O MAIS INFLUENTE

André Carrillo 12.5 pontos
Nani / Freddy Montero 11 pontos
Slimani 10.5 pontos
João Mário

7.5 pontos

Adrien Silva / Tanaka / Carlos Mané 6 pontos
Jefferson 5 pontos
Paulo Oliveira 3 pontos
Jonathan Silva 2,5 pontos
Diego Capel / Ryan Gauld 2 pontos
10º André Martins / William Carvalho 1.5 pontos
11º Cédric / Sarr / Heldon / Dramé / Tobias 1 pontos
12º Ricardo Esgaio / Wallyson 0.5 pontos

 

Rescaldo da jornada internacional

Após a dupla jornada das selecções, vejamos a utilização dos nossos jogadores em cada uma delas:

PORTUGAL

Rui Patrício: 2 jogos (1D 1V); 180 minutos / 2 golos sofridos
Cédric Soares: 2 jogos (1D 1V); 180 minutos
William Carvalho: 2 jogos (1D 1V); 135 minutos
Adrien Silva: Não utilizado
João Mário: 2 jogos (1D 1V); 36 minutos
Nani: 2 jogos (1D 1V); 136 minutos

PORTUGAL SUB-21

Paulo Oliveira: 2 jogos (2V); 180 minutos
Ricardo Esgaio: 2 jogos (2V); 180 minutos
Tobias Figueiredo: Não utilizado
Carlos Mané: 2 jogos (2V); 74 minutos / 1 golo marcado
Iuri Medeiros: 2 jogos (2V); 49 minutos

ESCÓCIA

Ryan Gauld: Não utilizado

JAPÃO

Junya Tanaka: 1 jogo (1D); 70 minutos

BULGÁRIA

Simeon Slavchev: Não utilizado

PERÚ

André Carrillo: 1 jogo (1D); 86 minutos

CABO VERDE

Héldon: 2 jogos (1V 1D); 1 golo marcado

ARGÉLIA

Islam Slimani: 2 jogos (2V); 112 minutos / 1 golo marcado

Jornada positiva para os sportinguistas. Nem todos os jogos deram vitória, nem todos os jogadores jogaram, mas três marcaram golos e o melhor de tudo é que nenhum se lesionou (embora Slimani tenha apresentado queixas).

2ª contratação 2014/2015

O Sporting Clube de Portugal, Futebol, SAD e o Vitória Sport Clube chegaram a acordo para que o jogador Paulo Oliveira, represente o Sporting nas próximas cinco épocas. Ficou ainda definida uma cláusula de rescisão no valor de 45 milhões de euros.

Paulo Oliveira, de 22 anos de idade, e 1,87 metros de altura, joga na posição de defesa-central e é internacional pela Selecção Nacional de Sub-21.

Um jogador jovem, com margem de progressão e qualidade comprovada. Não acho extremamente necessára a contratação de um jogador com as suas características, mas confio na direção (espero que não tenha nada a ver com a situação de Eric Dier).

Boa sorte Paulo! Agora és um dos nossos!

 

Mais sobre mim

imagem de perfil

Blogs Portugal