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Grande Artista e Goleador

Foi a 1 de abril...

Data da última visita do Sporting a Braga, a uma segunda-feira.

Porque raio me lembraria eu de uma coisa tão específica?!

Porque hoje, tal como nesse dia, o Sporting procurava virar a página.

Dia 1 de abril de 2013, primeiro jogo de Bruno de Carvalho, enquanto Presidente empossado. Vitória épica por 2-3, com um hat-trick do, na altura já vendido e saudoso Ricky van Wolfswinkel.

Hoje o Sporting é presidido por Frederico Varandas, que estava ao lado de Bruno de Carvalho, no banco de suplentes, na sua estreia. Hoje o Sporting também procura virar a página.

Tal como nessa altura, acredito que conseguiremos. Desta vez, peço um final feliz. Nós merecemos!

 

 

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Foi há três anos, a maior alegria que o Sporting me deu

Vivi aquela semana intensamente. O Sporting passava por um período de clara afirmação mas ainda longe da pujança de hoje. A forma heróica como o grupo se entregou a esta prova, a paixão do treinador e o empenho de todos fez da conquista da taça CERS o momento mais emocionante que vivi enquanto adepto deste fantástico Clube.

Não, não foi a taça de Portugal em 1995, 2007 ou 2008, nenhum dos campeonatos nacionais de 2000 ou 2002 e muito menos a taça de Portugal de 2015, que até tive o prazer de ver ao vivo.

Quando se diz que o Sporting não é só futebol, não é da boca para fora. Somos muito mais do que futebol e as maiores conquistas das nossas modalidades equiparam-se a qualquer conquista no futebol.

Claro que eu era um jovem, em 2002. Hoje certamente viverei uma conquista de um campeonato nacional de futebol mais intensamente, porque o Sporting vai-se entranhando cada vez mais em nós, com o passar dos anos. 

Seja como for, porque o futuro está por descobrir, recordemos hoje aquilo que há três anos me fez chorar de alegria.

 

 

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Zoran Lemajic: "Falta pouco para ganhar o campeonato. Espero que seja já este ano."

"Gostava do Sporting. Repare eu jogava no Sporting Farense. Era uma filial. Desde que cheguei a Portugal que gostei logo do Sporting. Estas coisas não se explicam. Aliás, eu já antes de vir conhecia bem o Sporting. Vi muitos jogos do falecido Damas. Ficou-me na memória, o tempo passou e fiquei sportinguista. Eh eh eh."

 

Zoran Lemajic foi um dos melhores guarda-redes que passaram por Portugal na primeira metade da década de 90. Revelou-se no Farense, onde se chegou como praticamente um desconhecido e saiu com o prémio de melhor da Liga em 1992/93. Passou pelo Boavista, chegou ao Sporting, acabou no Marítimo.

Jogou três finais da Taça, por três clubes diferentes. Conquistou uma. «Na altura era o estrangeiro que tinha jogado mais finais da Taça», conta. Ganhou uma Supertaça ao FC Porto, pelo Boavista. Construiu uma carreira digna em Portugal e ainda hoje é recordado, sobretudo por adeptos do Farense, mas também Boavista e Sporting, onde não descurou.

Em conversa com o Maisfutebol, o atual treinador de guarda-redes do Al-Ahli, do Qatar, recordou os duelos com o Benfica, que quase nunca lhe correram bem: defendeu as redes do Boavista na final da Taça perdida por 5-2 e era ele o guardião leonino no famoso 3-6 de Alvalade. Um dia em que diz ter «voltado a casa tranquilo». «Não tive problemas com os adeptos. É sinal que fiz o que pude», conta.

Ainda a saída de Alvalade com a direção de Santana Lopes que «percebia pouco de futebol» e a experiência no Marítimo onde tinha dado jeito...ser solteiro.

 

Os números de Lemajic em Portugal

1989/90- Farense (II Liga), sem dados

1990/91- Farense, 38 jogos

1991/92- Farense, 31 jogos

1992/93- Boavista, 23 jogos

1993/94- Sporting, 25 jogos

1994/95- Sporting, 9 jogos

1995/96- Marítimo, 27 jogos

Boa tarde Lemajic. Foram sete anos em Portugal e muitos jogos somados em vários clubes, mas já há muito que não ouvimos falar de si. O que faz por estes dias?

Sou treinador no Qatar. Já é o terceiro ano. Estão aqui alguns portugueses, como o Jesualdo Ferreira. Atualmente sou treinador de guarda-redes do Al Ahli. Finalizei a minha carreira na Escócia e fiquei sempre ligado ao futebol. Primeiro na seleção. Quando comecei ainda era Jugoslávia, depois estive na equipa técnica da Sérvia e Montenegro no Mundial da Alemanha.

Como foi essa experiência no Mundial?

Foi ótima. No apuramento tivemos um grupo muito difícil, que tinha a Espanha, e ficamos em primeiro no grupo. Depois a presença na Alemanha já não foi como esperávamos. Entramos com muitos problemas, coisas fora do futebol. Falava-se mais da separação da Sérvia e Montenegro do que de futebol.

Muita política pelo meio.

Sim, muita. Fica a memória da qualificação, foi a fase mais bonita. E estar no Mundial foi o ponto mais alto da minha carreira de treinador. Um sonho.

Lembra-se como veio parar ao Farense?

Claro. Recebi um convite de um grande empresário que tinha estado ligado ao New York Cosmos. Tinha colocado grandes jogadores da América. Houve então a hipótese de ir a Portugal e fui treinar ao Farense, que estava na II Liga. O Paco Fortes era o treinador. Gostou do que fiz e disse-me que já não ia embora.

Conhecia o Farense?

Praticamente nada. Lia sempre algumas notícias internacionais sobre o futebol português, mas do clube não conhecia nada. Foi uma surpresa ótima, por tudo. O Algarve é uma região fantástica, o Farense tinha uma massa associativa muito boa. Mesmo na II Divisão já havia um projeto forte para subir. Subimos e depois fomos à final da Taça pela primeira vez.

Contra o Estrela da Amadora.

Isso mesmo. Jogamos uma finalíssima na altura, lembra-se? Foi uma experiência muito boa. Tenho o Farense no meu coração.

Como foi trabalhar com Paco Fortes?

Ele era muito duro e muito profissional. Mas também respeitava muito os jogadores e toda a gente. Tornou-se uma figura do clube e do Algarve. Era muito boa pessoa. Era um catalão exemplar. Duro, honesto, direito. Puxava muito pelos jogadores. E depois, claro, é um treinador que tinha jogado com o Cruijff no Barcelona. Depois disso, não era preciso muito mais para ser um grande treinador.

Tinha a escola toda, como se costuma dizer.

Isso. Eh eh eh. É verdade.

Falou da final da Taça que jogou pelo Farense, depois quando mudou de clube voltou ao Jamor pelo Boavista, não foi?

Sim. Agora não sei, mas naquela altura era o estrangeiro que mais jogou finais da Taça. Ainda joguei pelo Sporting também, a única que ganhei. E também ganhei uma Supertaça pelo Boavista. Faltou-me o campeonato.

Mas a Taça era uma competição especial para si?

Não era bem isso. Era sorte, se calhar. As equipas onde jogava queriam sempre ganhar, em qualquer competição. No Farense o objetivo foi andar até onde conseguíssemos. Conseguimos muito e ficamos na história. No Boavista, que na altura era um clube muito forte, com uma direção forte, com o presidente Valentim Loureiro, com planos grandes, o objetivo era claramente ganhar a Taça. Fomos à final e ganhámos a Supertaça ao FC Porto.

A final da Taça que jogou pelo Boavista ficou marcada pela exibição do Paulo Futre.

Muito forte aquele Benfica. O Futre estava endiabrado, mas havia tantos bons jogadores...

O Lemajic não tinha, de facto, muita sorte a jogar contra o Benfica. Além desse ainda há aquele famoso 3-6 quando estava no Sporting.

Pois foi...Claro que não havia muita sorte. Mas há uma parte importante: sofri seis golos e não tive culpa em nenhum. Ainda defendi quatro ou cinco. Aliás, nesse dia fui para casa tranquilo, não tive problemas com a massa associativa. Isso é sinal que fiz um bom trabalho. Fiz o que podia. Só não tive sorte.

Podia ser qualquer um na baliza, não é?

Sim, sim. O João Pinto nunca mais marcou três golos na carreira dele. Naquele jogo marcava tudo. Podia estar lá Dassaev, Buffon, quem fosse...

Aquele jogo marcou-o?

Um pouco. Perdemos por erros individuais e qualquer coisa mais. Ainda me lembro muito bem de todos os golos. Não dá para ter pesadelos, mas é duro. Mas como profissional estamos preparados. Claro que perder com o vizinho não é nada bom, mas isto é o futebol. O Benfica também tinha perdido 7-1 com o Sporting uns anos antes. O futebol é assim, é preciso andar para a frente.

O Sporting tinha, na altura, uma equipa que era, para muitos, a mais forte em Portugal. O que falhou para não terem sido campeões?

Na altura achávamos que ninguém nos ganhava. Éramos uma família, havia uma relação muito boa entre jogadores e treinador. Depois foram pequenas coisas que fizeram a diferença. Em alguns jogos os árbitros não estiveram à altura, também. Não gosto de atirar a culpa para outros, também é verdade que fizemos alguns jogos maus, especialmente então aquele contra o Benfica. Foi quase no fim, foi um jogo que mexeu connosco. Aconteceu assim, paciência.

Houve quem se queixasse das substituições do Carlos Queiroz...

Até hoje, o Carlos Queiroz tem vindo a provar que é um bom treinador. Teve pouca sorte a treinar em Portugal. E no Sporting especialmente.

Antes do Queiroz ainda teve o Bobby Robson. Como foi a experiência?

O Bobby Robson era um senhor do futebol. Acho que naquela altura ainda não tinha percebido bem a mentalidade portuguesa. Entrou em algumas coisas que em Portugal não se aceita. Os portugueses dão valor à honestidade, falar tudo na cara...Acho que ele estava a começar a entender o futebol português, mas já não foi a tempo.

Até porque depois já teve sorte no FC Porto.

Sim e isso não é coincidência. Acho que o sucesso dele no FC Porto se deve muito ao presidente Pinto da Costa. Na altura o senhor Pinto da Costa era uma excelência do futebol, um senhor do futebol. Mandava em tudo, como se diz. O FC Porto sempre teve uma equipa muito compacta, nortenha, rija. Uma família. E com ajuda do presidente, cada treinador que lá chegava podia contar com sucesso.

E a passagem pelo Sporting pode ter ajudado a não cometer os mesmos erros.

Sim, não cometeu, de todo.

Com o Queiroz teve uma disputa mais acirrada pela titularidade com o Costinha. Como foi esse período?

Veja lá, o Costinha tinha vindo comigo do Boavista. Era um jovem com muito talento. Podeira ser um guarda-redes para o futuro do Sporting. Nunca tive qualquer problema com o Costinha ou com qualquer outro colega. Na altura também estava o Paulo Morais e depois chegou o Tiago. Nunca tivemos problemas. Foi uma questão de eu ser mais experiente e eles mais jovens. O treinador no final decidia, mas foi sempre saudável. Excelente relação.

No tempo do Boavista destaca-se, então, a conquista da Supertaça. Como foram aqueles jogos com o FC Porto?

Duas grandes batalhas. Jogos muito difíceis. Ganhámos com mérito. O Manuel José percebia muito bem a mentalidade do Boavista. Conseguiu manter uma equipa muito forte, nesse ano ganhamos três ou quatro vezes ao FC Porto.

Jogou os dérbis do Porto e de Lisboa. São muito diferentes?

A rivalidade é a mesma, mas o Benfica-Sporting é mais grandioso. É mais um Inter-Milão ou um clássico como o Barcelona-Real. No Porto era um dérbi mais da região do norte. Era igualmente duro porque o Boavista batia o pé a todas as equipas.

Alguma vez teve possibilidade de ir para outro clube onde acabou por não jogar?

Antes de ir para o Boavista, o Benfica estava interessado na minha contratação. Como o Manuel José é do Algarve conhecia bem as pessoas do Farense. Gostava de mim, via muitos jogos e chegou-se a frente. Naquele ano o jornal Record elegeu-me o melhor guarda-redes da Liga. Um dia apareceu-me o Manuel José com o presidente Loureiro às 6 da manhã, no Algarve, a dizer que o Boavista queria contratar-me. Depois disseram-me que o Sporting também tinha interesse e a verdade é que no ano seguinte foi para lá.

Na altura tinha preferência entre os chamados três grandes?

Gostava do Sporting. Repare eu jogava no Sporting Farense. Era uma filial. Desde que cheguei a Portugal que gostei logo do Sporting. Estas coisas não se explicam. Aliás, eu já antes de vir conhecia bem o Sporting. Vi muitos jogos do falecido Damas. Ficou-me na memória, o tempo passou e fiquei sportinguista. Eh eh eh.

Até hoje?

Até hoje, até hoje. Garanto.

Tem visto os jogos do Sporting? O que tem achado?

Tento acompanhar. O Sporting de hoje tem outras condições. O estádio novo é mais moderno, não é como a antiga Alvalade. Melhoraram as condições, mas o outro estádio tinha mais espírito, tinha muita coisa. Mas é a evolução das coisas. E o Sporting revela sempre grandes jogadores. O presidente Carvalho tem feito um grande trabalho na direção. Está a dirigir o clube como deve ser. Falta pouco para ganhar o campeonato. Espero que seja já este ano.

E, já agora, o que acha do Rui Patrício?

É um grande guarda-redes. Admiro-o muito. A cada ano que passa está melhor. Está ao nível dos melhores da Europa. Pode comparar-se ao Buffon. Ainda vai dar muito ao futebol português.

Voltando de novo atrás: quando sai do Sporting em 1995 para o Marítimo foi com que objetivo? Jogar mais?

A saída para o Marítimo foi a opção da nova direção do Sporting, do senhor Santana Lopes. É um homem da política que nunca percebeu muito de futebol. Provou-se no tempo. É sportinguista, mas não é a mesma coisa ser político e ser um homem do futebol. Admiro o homem, porque é sportinguista, mas depois não esqueço aquela outra parte, de não perceber muito de futebol. Entendi que a direção não estava a respeitar jogadores que deram muito ao Sporting e decidi sair, sem mágoa, para o Marítimo, que me chamou.

Foi uma boa experiência?

Para mim foi muito diferente. Foi a primeira vez que fui para as ilhas. Foi um pouco duro. Era um homem de família. Precisava de mudar tudo, tanta coisa. Se fosse solteiro era mais fácil. Eh eh eh. A nível desportivo foi bom, fiz um bom trabalho no Marítimo.

Gostava que o Sporting tivesse feito mais força para ficar consigo?

Claro que um sportinguista como eu gosta de estar na casa própria. Mas as pessoas que entraram no Sporting pensaram que era preciso tudo novo. Não tinham conhecimento como as coisas funcionavam verdadeiramente. Achavam que mudar tudo ia resultar, mas não foi assim. Acho bem que se queira meter jogadores novos, mas também não há garantias que vai correr tudo bem e ser campeão no final. Perceberam rapidamente que foi um erro. O Sporting pagou isso.

Para terminar, quem foram os melhores jogadores com quem jogou ao longo da sua carreira?

Ui, tantos...Só no Sporting: Balakov, o jovem Figo, Paulo Sousa. Tantos. Vi nascer o Figo, via-se todo aquele talento a aparecer. Ele, o Peixe, Capucho. Muitos jovens. Tenho uma especial admiração pelo Figo porque sempre foi um rapaz que sabia para onde ia. Sempre foi honesto.

 

A entrevista é de João Tiago Figueiredo, publicada no Mais Futebol (link original)

 

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Foi há 50 anos

Domingo, 12 de Fevereiro de 1967. O Sporting recebia o Porto e, então com 19 anos, Vítor Damas estreou-se na equipa sénior do Sporting, como titular.

Decorria uma temporada atípica, na ressaca do 12º campeonato da nossa história. Damas viria a completar sete jogos, tendo sofrido apenas três golos.

Fixar-se-ia como titular absoluto duas épocas depois, sendo hoje o jogador com mais jogos de sempre de leão ao peito (743) e o segundo que mais jogos oficiais disputou pela equipa principal (456).

Saiu, voltou e foi no Sporting que acabou a carreira.

Viu a inauguração do novo José Alvalade e morreu feliz (palavras do próprio), em 2003, vítima de cancro.

A 27 de Julho de 2009 a baliza sul do Estádio José Alvalade foi baptizada com o seu nome, baliza que ele faz o favor de guardar para a eternidade.

Para terminar, uma história (LINK) e, já que hoje é #DiaDeSporting, vençamos por ele, que tanto nos deu.

 

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#DiaDeSporting vintage

Escolham a forma que mais gostem para ganhar, mas terá de ser um destes resultados amanhã. Não podemos falhar.

 

À LEÃO

 

 

TRANQUILO

 

A SOFRER (MAS SABOROSA)

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Bom dia!

Eterno Damas. Aposto que mais 50 ficaram por mostrar... (o Rui Patrício já tem certamente 50 para compilar num vídeo).

Para começar, podem juntar esta, a primeira, a 19 de Novembro de 2006.

Foi há 69 anos

Na época de 1946/47 o Campeonato de Lisboa teve a sua última edição enquanto prova que dava acesso ao Campeonato Nacional, e mais uma vez a competição foi disputada ombro a ombro entre Sporting e Benfica, que chegaram à última jornada empatados em pontos, com o aliciante de se defrontarem nessa ronda onde se iria decidir quem era o último Campeão Regional de Lisboa dessa era que terminava ali.

O jogo disputou-se no Campo Grande que na altura era a casa do Benfica, a 17 de Novembro de 1946, e o Sporting alinhou com: Azevedo; Álvaro Cardoso, Manecas; Octávio Barrosa, Canário e Veríssimo; Jesus Correia,Vasques, Peyroteo, Travassos e Albano.

O Sporting ganhava por 1-0 com um golo de Jesus Correia quando o guarda-redes Azevedo se lesionou gravemente numa clavícula e teve de sair. Como na altura não eram permitidas substituições Jesus Correia foi para a baliza, posição que ocupou nos poucos minutos que faltavam para o intervalo.

Na 2ª parte foi a vez de Veríssimo calçar as luvas e o Benfica aproveitando a vantagem numérica acabou por chegar ao empate à passagem do primeiro quarto de hora, por intermédio de Arsénio.

De imediato João Azevedo sentindo que o Sporting com menos um não conseguiria ganhar o jogo, prontificou-se a regressar à baliza e seis minutos depois lá estava com o braço ao peito, disposto a fazer o seu papel e a permitir que os seus companheiros fizessem os deles.

Foi de braço ao peito que Azevedo aguentou firme até ao fim do jogo sem sofrer golos. E aqui entramos na parte que se tornou lendária e que foi contada por quem viu e repetida vezes sem fim por quem ouvia descrever a forma inacreditável como Azevedo tinha defendido um portentoso remate de Espírito Santo ao ângulo, com um espantoso voo e desviando a bola para canto com o braço que não estava lesionado.

E se na baliza Azevedo mesmo de braço ao peito foi herói, lá na frente Peyroteo também não deixou os seus créditos por pés alheios, e a 10 minutos do fim colocou o Sporting em vantagem no marcador, para logo no minuto seguinte Albano fixar o resultado final em 3-1.

Reza a história que no fim Azevedo foi passeado em ombros pelos companheiros, e que até os adeptos adversários se renderam e aplaudiram o heroísmo daquele que ficara conhecido pelo "Gato de Frankfurt" depois de outra exibição histórica, essa ao serviço da Selecção em 1938.

 

Fonte: Wiki Sporting

Derby de homenagens

Bruno de Carvalho anunciou em primeira mão que, no derby de sábado, serão homenageados Fernando Peyroteo e Manuel Colaço Dias.

Fernando Peyroteo dispensa apresentações. É o maior goleador da história do futebol mundial, representou o Sporting entre 1937 e 1949, contando 531 golos em 328 jogos.

Todos os jogadores do Sporting jogarão o derby com o nome de Peyroteo nas camisolas.

Que seja um bom prenúncio de golos para as nossas cores.

Manuel Colaço Dias, um dos portugueses mortos nos atentados em Paris e um grande Sportinguista, será também homenageado em Alvalade.

Projectar o futuro, homenageando o passado

Um pedaço de história. Os anos mais verdes de sempre. A era hegemónica do Sporting Clube de Portugal teve a marca de água dos Cinco Violinos. Jesus Correia, Vasques, Peyroteo, Travassos e Albano foram os ícones maiores dos melhores anos da história do nosso Clube. História essa que fez de mim o Sportinguista que sou hoje e sem a qual acho que nenhum Sportinguista percebe verdadeiramente o que é o Sporting Clube de Portugal.

Confesso não saber se já foram para o ar todas as reportagens individualizadas dos Cinco Violinos mas, ontem, deliciei-me a ouvir Eduardo Travassos, o filho de Albano e, certamente, o seu maior admirador.

Se as outras reportagens aparecerem entretanto, tratarei de lhes dar o devido eco.

Para já, fiquem com Albano, "O Diabólico".

Os artistas de hoje entrarão em Alvalade com o intuito de se mostrarem ao adeptos, com a intenção de nos agradar, de nos dar esperança de que o futuro trará sinfonias tão belas quanto as que os Cinco Violinos 'tocaram'. Anseio por esse dia. Por viver na primeira pessoa novo ciclo hegemónico que encha de orgulho cada Sportinguista em todos os 'cantos' do Mundo.

Foi há 31 anos

Faz todo o sentido recuperar este momento da história do Sporting!

Neste ano, como já aqui vos dei a conhecer, o hóquei foi a equipa do ano e o percurso Taça CERS o momento da época.

De forma clara, os prémios Honoris Sporting vieram confirmar que este foi o sentimento generalizado entre os Sportinguistas.

Por isso, hoje é dia de efeméride.

7 de Julho de 1984, menos de um ano antes do meu nascimento.

O Pavilhão de Alvalade rebentava pelas costuras para receber o Novara na 2ª mão da final da Taça CERS.

Após a conquista da Taça dos Campeões Europeus em 1977 e da Taça das Taças em 1981, faltava ao Hóquei em Patins do Sporting Clube de Portugal a Taça CERS, para completar o seu brilhante palmarés europeu.

Treinados pelo mítico António Livramento, este era o plantel leonino que se preparava para fazer história: Ramalhete (gr), José Rosado, Carlos Realista, Pedro Trindade, Luís Nunes, Campelo, Sérgio Nunes, Camané, Fernando Gonzada, Carlos Serra (gr) e Parreira (gr).

O percurso até à final

O sorteio não foi nada amigo para o Sporting e para a primeira eliminatória coube-lhe em sorte a forte equipa espanhola do Noia. Era importante começar bem a campanha, e aproveitando o facto da primeira mão ser em casa o Sporting ganhou logo um bom avanço na eliminatória ao vencer por 5–0. O Noia bem tentou reagir na segunda mão em sua casa, mas voltou a perder, desta vez por 4–1.

Nos 1/4 Final o Sporting jogou com a frágil equipa francesa do Gujan, como a motivação não era grande face a um adversário tão fraco, o Sporting procurou motivar-se batendo recordes de goleadas, o que fez logo em Alvalade na primeira mão por 33–1, resultado que permaneceria durante onze anos como recorde nas competições europeias de Hóquei em Patins. Na segunda mão o Gujan voltou a ser cilindrado, desta vez em casa por 23–4.

A passagem para as meias-finais tinha sido de facto calma e tranquila, mas agora as coisas iriam mudar, pois pela frente o Sporting tinha a poderosa equipa do Voltregá velha conhecida dos Leões.

O equilíbrio esperado foi logo evidente na primeira mão com o resultado em Alvalade a ser favorável ao Sporting por 10–9, resultado que traduzia uma deslocação bem complicada ao infernal ambiente da localidade catalã.

Contudo, no segundo encontro, o Sporting actuou com uma enorme eficácia, gelando literalmente o ambiente e vencendo por uns claros 6–3. Estava assim aberto o caminho para a Final onde pela frente o Sporting teria a complicada equipa italiana do Novara.

A final

Numa Final disputada a duas mãos, coube ao Sporting ir jogar primeiro a Itália, e numa partida que teve muito de râguebi e pouco de hóquei e onde o Sporting até começou por marcar primeiro. O Novara fruto de um jogo extremamente violento com apoio verdadeiramente infernal do seu público, ganhou por 4–1.

As grandes decisões estavam então marcadas para o Pavilhão de Alvalade no dia 7 de Julho de 1984.

Fruto de um hóquei espectacular e envolvente o Sporting chegou ao intervalo a vencer por 4–0, tendo vulgarizado uma equipa que dispunha de quatro internacionais italianos e um internacional argentino.

Depois do intervalo, o Novara tentou reagir e marcou logo no inicio da segunda parte, empatando assim a Final em 5–5, mas os dois golos de Sérgio Nunes que se seguiram fizeram sentir a todos que a Taça era mesmo para ficar em Alvalade, tendo o resultado final acabado por ser de 11–3 (12–7 no total).

Com este feito o Sporting tornava-se no primeiro Clube da Europa a vencer as três taças europeias de Hóquei em Patins (Taça dos Campeões, Taça das Taças e Taça CERS).

Curiosidades

Este dia foi o culminar de uma semana extraordinária para o Sporting Clube de Portugal, depois de Fernando Mamede ter batido o recorde mundial dos 10000 metros (2 de Julho) e de Paulo Ferreira ter vencido uma etapa na Volta a França (3 de Julho), num ano extremamente difícil que levou a equipa do Sporting ao Tour sem o seu líder, Joaquim Agostinho, após a trágica morte na Volta ao Algarve.

Saudades!

Há que assumir sem problemas que tão cedo ou talvez nunca mais tenhamos a possibilidade de testemunhar tanto talento em tão tenra idade num jogador formado pelo Sporting Clube de Portugal.

Talvez porque o futebol mudou ou então por Cristiano Ronaldo ser único e inigualável!

Que saudades de me levantar da cadeira com um simples toque na bola!

Um capitão com classe

Não sei qual é a ideia que a generalidade dos sportinguistas tem acerca de Pedro Barbosa e gostava que enchessem a caixa de comentários com a vossa opinião acerca da passagem de uma década como jogador ao serviço do enorme Sporting Clube de Portugal.

Barbosa.jpg

Pedro Barbosa era um génio! É essa a ideia que tenho dele e digo sem problemas que foi um dos meus preferidos durante muito tempo e um dos que mais gostei de ver com a verde e branca vestida.

Barbosa era um excelente profissional e chegou ao Sporting numa altura em que embora se vivesse uma crise de resultados (apesar de ter chegado num ano em que a equipa tinha acabado de vencer uma Taça de Portugal), não se vivia uma crise de valores e, como tal, bebeu sportinguismo que baste para que um dia, mais tarde, acabasse por ser ele a transmiti-lo aos restantes. Chegou ao Sporting com a difícil tarefa de substituir Luís Figo e embora nunca tenha atingido o nível do seu antecessor, dedicou-se ao Sporting até ao fim da sua carreira onde venceu vários títulos e espalhou magia pelos relvados nacionais e não só.

Dono de uma finta curta e imprevisível, Barbosa fazia aquilo que eu mais adoro num bom driblador: por vezes o drible era tão desconcertante que o que fazia ao adversário era algo perto da humilhação (só os grandes craques o fazem de forma natural sem essa intenção adjacente, pois fazem-no por ser a melhor forma de ultrapassar o adversário).

Barbosa 2.jpg

Ao serviço do Sporting venceu todos os títulos nacionais e jogou uma final europeia:
- Campeonato Nacional - 1999/2000 e 2001/2002
- Taça de Portugal - 2001/2002
- Supertaça - 1995/1996 e 200/2001
- Finalista vencido da Taça UEFA em 2005

Em 352 jogos oficiais marcou 52 golos e enquanto esteve no Sporting foi internacional A por 15 vezes, tendo apontado 4 golos e estando presente nas fases finais do Euro 96 e do Mundial 2002.

Era um líder no balneário, respeitado pelos colegas e isso valeu-lhe o usufruto do estatuto de capitão de equipa durante largos anos, após a saída do búlgaro Iordanov.

Barbosa Iorda.jpg

Exerceu ainda cargos directivos no Sporting e embora durante esse período a equipa tenha vencido duas Taças de Portugal e duas Supertaças, nunca foi visto como um grande dirigente, sobretudo pela sua postura algo passiva e pouco participativa.

Hoje faz parte da redacção do site maisfutebol e participa como comentador do programe televisivo com o mesmo nome, na TVI24. Nesta função assume normalmente uma postura e opinião politicamente correctas com o intuito claro de não ferir susceptibilidades. Sem defender sempre o Sporting (pois também não é essa a sua função) é um Sportinguista de corpo e alma (embora tenha nascido no Porto e se tenha formado no maior clube da cidade e grande rival do Sporting) que demonstra sempre enorme gratidão, orgulho e respeito pelo Sporting e mais não lhe posso pedir.

Obrigado por tudo capitão Barbosa!

Nos bastidores do campeão - 2001/2002

Hoje, e agora que regressam os jogos do Sporting, recordo uma reportagem feita aquando do último título alcançado na época 2001/2002, a época que inspirou o nome do blog.

 

 

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