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Grande Artista e Goleador

SPORTING CP 1-0 Boavista: Aqui ninguém passa

O Sporting estava no "red line", como diria Jorge Jesus. Foram sete jogos em pouco mais de três semanas. Em média, o Sporting fez um jogo a cada setenta e nove horas, num período de vinte e três dias.

Nenhum adepto com a noção disto poderia pedir uma grande exibição com uma goleada mas isso até podia ter acontecido.

O Sporting fez uma boa primeira parte e, a espaços, até jogou bom futebol. Enquanto as pilhas duraram, a equipa conseguiu criar oportunidades e marcar o único golo da partida, resultante de um pontapé de penalti que o VAR ajudou (e bem) a assinalar.

 

Enquanto isto, o Boavista, embora afoito e rápido nas transições, nunca conseguiu acercar-se da baliza de Rui Patrício.

As maiores dificuldades vieram da nossa incapacidade para juntar as linhas a defender. Tudo isto por inferioridade física, que resultava num maior espaço entre sectores e num posicionamento deficiente no momento defensivo. 

Apesar de tudo, o Sporting resolveu sempre bem as dificuldades que o Boavista criou, muito por culpa da boa exibição de ambos os laterais. 

Com Battaglia visivelmente cansado, foram muitas vezes os centrais e os laterais a resolver os problemas, muitos deles ainda longe da nossa zona mais recuada e, portanto, evitando real perigo.

 

Rui Patrício não fez uma única defesa e o Sporting voltou a fechar mais um jogo em casa sem sofrer golos.

Foi o vigésimo primeiro jogo desta temporada em que não sofremos golos em casa, num total de vinte e oito encontros. Há catorze jogos consecutivos que o Sporting não sofre um golo em Alvalade nas competições nacionais, dez deles na Liga Portuguesa.

Foi o vigésimo segundo jogo sem perder em casa nas competições nacionais, sendo que a última equipa a vencer em nossa casa foi o Barcelona, graças a um auto-golo de Mathieu.

Não sei qual o melhor registo defensivo em casa numa temporada, em jogos para o campeonato mas arrisco que esta será a melhor época de sempre.

 

Enquanto as pilhas duraram, foi Bruno Fernandes o jogador em destaque do lado do Sporting, sempre bem acompanhado por Bryan Ruiz e Gelson. 

Bryan durou mais tempo que Bruno Fernandes e Gelson, embora esgotado, teve sempre uma reserva energética para mais um sprint, fosse para a frente ou para trás.

Bas Dost fez o golo. Tem mérito pela frieza com que bateu o penalti mas fez um jogo modesto. 

No geral, não me desagradou nada a exibição. Claro que sofremos um pouco no final, mais por filmes antes vistos do que por aquilo que ia acontecendo em campo.

 

A nossa obrigação está cumprida e teremos a partir de agora uma semana para preparar cada jogo, com a certeza que os jogadores se apresentarão agora em melhores condições, pese embora o adiantado da época e o desgaste acumulado dos quase sessenta jogos disputados.

O Porto ainda joga hoje e, embora o jogo seja teoricamente fácil, surge num momento de enorme pressão para os azuis-e-brancos.

Acendam uma velinha.

 

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Hoje joga o Sporting

Hoje fui buscar um atlas, antes dos miúdos acordarem. O mais velho só tem quatro anos mas percebe a importância do Sporting para mim. Respeita essa paixão e tenta cultivar nele o mesmo amor. Fá-lo para me agradar, mas um dia sentirá por este Clube uma paixão desmedida, capaz de mover montanhas para tocar o céu. Uma paixão que o deixará eufórico nas maiores alegrias e deprimido nas maiores adversidades. A paixão que o guiará, se ele quiser, por toda uma vida de fervor leonino que valerá tanto ou mais a pena do que a de todos nós.

Pois bem, ele acordou e eu mostrei-lhe o atlas, com a perfeita noção de que é inteligente o suficiente para reter um conjunto de coisas que lhe farão crescer o "bichinho".

 

"Filho, isto aqui é a Europa e cada um destes espacinhos é um país. Hoje, o Sporting pode vir a ser o melhor da Europa, em futsal. Basta ganhar um jogo e seremos os melhores de todos estes países."

"Vamos ganhar! Vou gritar tão alto que eles vão correr mais, saltar mais e marcar mais golos"

 

Ele sabe que nós somos importantes. Sabe que a nossa força define a força com que os nossos lutam em campo. Sabe que nós não vamos só ver... vamos apoiar!

Sabe que a nossa voz, esteja ela em que parte do Mundo estiver, servirá de alimento à força daqueles que, em campo, lutam por um Sporting melhor, maior, vitorioso.

Sabe isto tudo com a noção que há mais do que um resultado possível mas eu, eu sei que hoje o resultado só pode ser um.

Porque vocês, mais do que ninguém, merecem ser os melhores de todos aqueles países. Merecem atingir o céu ao serviço do Sporting e mostrar a estes miúdos que o Sporting não é apenas tão grande como os maiores da Europa mas pode, também ele, ser o maior, o melhor!

 

Hoje não seremos cinco, catorze, vinte e um e muito menos três milhões e meio. Hoje seremos um e vamos lutar com todas as nossas forças e fazer o nosso melhor para chegar ao topo da Europa.

 

Foto de Sporting Clube de Portugal - Futsal.

 

O Sporting não é só futebol mas hoje também há futebol. Num fim-de-semana que tem decorrido dentro das melhores previsões, com vitórias catadupa, resta terminar em beleza, com uma vitória no voleibol, que nos coloque na frente da final, mais três pontos no futebol feminino, que nos aproximem do bi-campeonato, o tão desejado título europeu de futsal, que há tanto tempo perseguimos e uma vitória com o Boavista, que nos mantenha na luta por todos os objectivos no futebol.

 

Parece pedir muito, mas ontem a equipa de voleibol mostrou que vale mais do que aquilo que havia mostrado no Pavilhão do Benfica, devolvendo o 3-0 do primeiro jogo.

No Estoril, as nossas leoas do futebol feminino terão de mostrar uma capacidade superior para ultrapassar um adversário que nos colocou dificuldades há oito dias, na primeira mão da meia-final da taça de Portugal.

Em Saragoça, teremos pela frente o campeão europeu, que no ano passado nos goleou na final. Nada disso vai pesar e acredito plenamente que este ano a taça vai ser nossa. Somos fortes, coesos, temos qualidade e preparámo-nos convenientemente para nos apresentarmos nesta fase da época na melhor forma possível, com a melhor equipa possível. Hoje podemos escrever mais uma página dourada da nossa história, que poderá gravar na memória o dia 22 de abril como mais um dia de afirmação europeia do grande Sporting Clube de Portugal.

No José Alvalade enfrentaremos o Boavista e o cansaço, sabendo que depois da tempestade vem a bonança. Os nossos leões souberam ultrapassar esta fase de maior volume competitivo com dignidade e competência, carimbando a final da taça de Portugal sem deixar cair as esperanças em fazer melhor na Liga Portuguesa. Vencer hoje continuará a garantir que só dependemos de nós para lutar pela Champions, alimentando o sonho do título.

 

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Belenenses 3-4 SPORTING CP: Estamos vivos e na luta

Liga NOS: Belenenses x Sporting

Jogo difícil, como se esperava. Atribulado, mais do que o previsto.

A entrega das equipas não merecia uma arbitragem tão fraca. Erros corrigidos e correcções erradas. Uma confusão!

Continua a ser difícil perceber a discrepância entre a segurança defensiva apresentada em Alvalade e a constante dormência que se verifica nos jogos fora. 

Ganhou o adepto, que presenciou ou viu na TV um jogo com muitos golos, emotivo e capaz de pôr os nervos em franja ao mais calmo dos indivíduos.

 

O Sporting compensou uma entrada em falso no jogo com uma resposta de grande nível e, ao intervalo, já havia virado o 1-0 para um esclarecedor 1-3, muito graças a um fabuloso Bruno Fernandes.

Bruno Fernandes que quase marcou no início da segunda parte, a passe de Gelson Martins. 

À entrada razoável do Sporting na segunda parte seguiu-se um período de completo adormecimento, que resultou em dois golos sofridos. O 2-3 chega por inépcia da nossa lateral direita, embora os homens do meio-campo também tenham deixado Licá livre de marcação e o 3-3 resulta de uma bola nas costas que acaba com Acuña a derrubar Licá para, depois, Fredy fazer o empate.

Foram cerca de dez minutos frenéticos, onde o Sporting acaba por se adiantar fruto da terceira grande-penalidade do jogo, convertida por Bruno Fernandes após falta sobre Bas Dost, que levou à expulsão de Yebda.

 

A pouca frescura física e as decisões de Jesus em apostar no segurar da magra vantagem tornaram os minutos finais penosos e enervantes para o nosso lado. Felizmente Patrício e o poste estavam lá para evitar males maiores.

Estamos vivos, na luta e a depender apenas de nós para vencer a Taça de Portugal e segurar o segundo lugar na Liga.

Apesar de tudo, eu acredito!

 

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Hoje joga o Sporting

Não há margem de erro. O Sporting já tem 53 jogos disputados esta época mas faltam apenas mais seis que, se tudo correr bem, serão sete. 

Há, neste momento, um desgaste tremendo entre os jogadores mais utilizadose, para se ter uma noção, em 2015/16, a média de minutos de utilização entre os 15 jogadores mais utilizados era de 2617 (semelhante aos 2595 da temporada passada). Este ano Jesus sobrecarregou os 15 mais utilizados com, em média, mais de 3000 minutos (3006, para ser mais preciso).

Hoje temos 11 jogadores com mais de 3000 minutos de jogo, enquanto que, nas duas temporadas anteriores, apenas 5 ultrapassaram essa fasquia em cada época. Sinal claro de menor rotatividade, numa temporada em que se preparou tudo para ter um plantel mais profundo mas onde muitos jogadores nunca foram opção para Jorge Jesus. As lesões limitaram essa rotatividade mas não são desculpa para que tenhamos o restante do plantel com menos de 1400 minutos cada.

 

Seja como for, não é já tempo de fazer essa rotatividade. Há que assumir que Jesus apostou sempre nos que mais confiava e vai continuar a fazê-lo, admitindo que isso possa ter consequências na preparação da próxima época, visto que Rui Patrício, Sebastián Coates, Bruno Fernandes, Gelson Martins e Marcos Acuña acabarão a época com mais de 4000 minutos disputados e um Mundial pela frente, antes de se voltarem a apresentar em Alcochete para a pré-temporada.

Que sirva de exemplo para o futuro e não se voltem a cometer os mesmos erros, nem de gestão nem de abordagem ao mercado. O Sporting tem jogadores de valor nos seus quadros que merecem mais tempo de utilização e melhores oportunidades para evoluir e nos ajudar.

 

Hoje teremos um jogo muito complicado. O Belenenses de Silas empatou em casa com o Benfica e venceu o Porto. Iremos a Belém com avisos sérios e a saber com que contar.

Teremos de fazer o que nenhum dos rivais conseguiu e ganhar pontos a algum deles ou a ambos, visto que se defrontam duas horas antes, no Estádio do Benfica.

É importante garantir o segundo lugar para preparar a próxima temporada com a Champions em pano de fundo. Eu acredito que voltaremos a ouvir o hino da Champions em 2018/19!

 

Consulta toda a actividade na Agenda Leonina (link). Há mais motivos de interesse.

 

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SPORTING CP 2-0 P. Ferreira: Instabilidade? Só fora de campo!

Espero que a resposta de ontem seja para manter até final da temporada. Exibição muito segura da equipa do Sporting, contrariando dentro de campo o ambiente de instabilidade que se vive fora dele.

Sem fazer uma exibição fantástica ou particularmente exuberante, o Sporting teve sempre o controlo do jogo, controlou o adversário com bola e sem ela e não deixou que o Paços sequer se aproximasse da área de Rui Patrício.

Bryan desbloqueou o jogo, com um grande passe para Bruno Fernandes que, em esforço, desviou para Bas Dost encostar. 

Já no segundo tempo, foi Gelson a recuperar uma bola, trocar com Bruno Fernandes e assistir Bryan para o 2-0, que viria a ser o resultado final.

Nota para a estreia (com bons indicadores) de Wendel e para as boas exibições de Battaglia, Coates, Bruno Fernandes e, sobretudo, Gelson mas notas positivas também para Bas Dost e Bryan, por terem estado ambos em momentos decisivos da partida.

 

O prémio de MVP vai para Gelson, que voltou a ser o elemento de maior rendimento. Fez mais uma assistência, revelou bom entendimento e solidariedade com Ristovski e foi o habitual elemento desequilibrador da partida. Teve seis acções defensivas efectivas (as mesmas que Battaglia e apenas abaixo de Ristovski e Coates), mais do que Wendel, Bruno Fernandes, Bryan Ruiz e Bas Dost...juntos. Para além disso, tentou o remate por três vezes e fez dois passes para ocasião de golo, um deles concretizado por Bryan Ruiz.

 

Destaque para o décimo primeiro jogo consecutivo sem sofrer golos em casa nas competições nacionais (o último foi marcado pelo Braga, em novembro), nove deles na Liga NOS. Foi também o décimo segundo jogo para o campeonato sem sofrer golos em casa, em quinze jogos (só Estoril, Chaves e Braga marcaram em Alvalade).

 

Acerca das manifestações de apoio aos jogadores e apupos a Bruno de Carvalho, são apenas um reflexo daquilo que se tem passado nos últimos dias. Uma situação que tem fugido ao controlo do Presidente e que Jorge Jesus parece ter mediado com um compromisso e altruísmo que deve servir de exemplo.

O treinador do Sporting esteve impecável na gestão do conflito, no assegurar que os interesses do Sporting seriam salvaguardados e dando uma lição de comunicação inesperadamente clara e peremptória.

 

Quinta-feira há novo duelo com o Atlético de Madrid e novo teste à competência e união do grupo.

 

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Hoje joga o Sporting (mas nem parece)

Têm sido quase três dias difíceis e instáveis sem qualquer justificação para tal mas, se algo de positivo há a retirar de todo este triste episódio, é a união no seio do plantel profissional de futebol, que tem tudo para ter saído reforçada.

Diga-se que, pese embora as críticas (naturais) aos erros dos jogadores, depois da publicação do Presidente no facebook, foi notório o tom de crítica a Bruno de Carvalho, tendo os jogadores, de certa forma, sido defendidos por uma boa parte dos adeptos. Não há, como já não poderia haver antes, desculpa alguma para falta de união, espírito de sacrifício e vontade de vencer.

 

O conflito interno pareceu ter ficado sanado com o comunicado da administração, que decretava, a bem do Sporting, silêncio até final da época, período no qual seria resolvida em definitivo a situação.

Hoje Bruno de Carvalho voltou a publicar no facebook, fazendo com que o voto de silêncio até maio não tenha durado nem 24 horas, atacando novamente os jogadores, desta vez com acusações de plantarem notícias nos jornais, entre outras "revelações".

Nota importante: isto acontece a horas do jogo com o Paços de Ferreira, para o qual já partimos em 4º lugar e com a segunda mão dos quartos-de-final da Liga Europa em pano de fundo.

 

Vou tomar como verdadeira a acusação de notícias plantadas (e afirmo já aqui que não a tomo como tal, por inexistência de provas e de confiança na palavra do Presidente - por motivos óbvios). Ora, as notícias plantadas na comunicação social que nós, adeptos, não devemos ler por só mentirem sobre o Sporting, são assim motivo para voltar a resolver as coisas no facebook, cometendo o mesmo erro de antes?!

Faltam (ou sobram, embora prefira não as proferir) palavras para esta (falta de) estratégia de comunicação.

 

Quanto ao jogo, verei com atenção mas sem a emoção habitual. Estou demasiado triste com isto tudo. Vamos acabar a temporada com a dignidade possível e, no fim, acertem-se as contas.

O Sporting é nosso e espero que os sócios sejam chamados, no final, como parte integrante da solução.

 

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Sp. Braga 1-0 SPORTING CP: Uma morte anunciada

As expectativas eram baixas para esta época. Disse-o por aqui no início da mesma e ontem acabaram as nossas ambições relativamente ao título nacional, principal objectivo da temporada.

Devo dizer que, momentos houve em que a equipa respondeu e deu sinais positivos. Jogámos bom futebol, mostrámos eficácia, espírito de luta, resiliência, garra... No entanto, faltou sempre algo que verdadeiramente convencesse os adeptos de que este poderia ser "o ano".

Faltou consistência, alguma audácia, sobrou calculismo e acabou por não ser suficiente.

Claro que ainda há a Liga Europa e a Taça de Portugal, competições diferentes de uma que te obriga a ser regular, a manter o nível semana após semana mas...as expectativas continuam a ser baixas.

 

Jesus formou um bom plantel, aparentemente sempre me pareceu um bom grupo, mas foi evidente desde o início que nem todos teriam espaço de afirmação, tolerância e minutos para crescer. Tanto ou mais ainda do que o habitual, Jesus agarrou-se aos seus 13/14 jogadores preferidos e achou que conseguia levar a nau a bom porto só com esses.

O treinador do Sporting nunca revelou grande astúcia para gerir plantéis, sobretudo sendo extensos. É exigente, meticuloso, trabalha no limite mas não usa a pedagogia, não sabe dar um "mimo" na hora certa, não é tolerante. Não é um treinador com o perfil ideal para um clube como o nosso, onde é habitual haver juventude, que normalmente acaba até por ganhar alguma preponderância.

Quase deu certo no primeiro ano, falhou completamente no segundo e voltou a falhar no terceiro.

 

"Não é altura para falar disto", "Ainda há coisas para ganhar"...vou ouvir isto e mais algumas, sabendo que corro o risco de me chamarem Sportin..."qualquer coisa".

 

Parece-me evidente que Jesus falhou como treinador do Sporting. O projecto desenhado em conjunto não deu certo, quer com um plantel adquirido ou um feito com plenos poderes, reforçados esta epoca.

O Sporting tem bons jogadores em todas as posições, um plantel caro e um treinador experiente (e ainda mais caro que os jogadores mais caros do plantel). 

Podia e tinha de fazer melhor! Não pode haver receio em assumir isto.

O que aconteceu ontem foi, como disse no título, uma morte anunciada. Há muitas semanas que era evidente que isto aconteceria em qualquer lado. Foi em Braga, como poderia ter sido noutro lado, antes deste jogo ou depois.

Acabou-se a luta pelo título mas não se acabou a luta pelo segundo lugar, pelo melhor possível na Liga Europa e pela conquista da Taça de Portugal.

Não sei o que acontecerá a Jesus no final da época mas acredito que fique para cumprir o contrato. Aceito isso, embora meio contrariado. Seja como for, fica a obrigação de deixar algo mais do que troféus segundários (para não dizer "menores") no Museu do Sporting.

 

Ontem, assim que aquela boa meia hora inicial não resultou em golos para o nosso lado, ficou evidente que seria muito complicado ganhar o jogo. Bas Dost nunca entrou no encontro e é sempre dificil marcar sem que ele seja incluído nas dinâmicas da equipa (entenda-se: "meter a puta da redondinha onde se sabe que ele não falha").

A arbitragem tem erros para ambos os lados e é impossível saber o que se passaria se, por exemplo, tem sido assinalado o penalti sobre Bas Dost, que existe e é, para mim, claro.

Evidente, também, foi aquilo que o Sporting não fez após essa boa meia-hora inicial e que diminuiu muito as nossas probabilidades de sucesso.

 

Voltando à nossa época, teremos de nos transcender para eliminar o Atleti e dar a volta à eliminatória da Taça de Portugal, com o Porto. Tudo isto não facilitando no campeonato onde teremos de perseguir o segundo lugar, com o bafo dos minhotos bem nas nossas costas. Não vai ser fácil mas, às vezes, é quando parece impossível que as coisas acontecem. 

Sporting sempre!

 

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SPORTING CP 2-0 Rio Ave: Bo joga muito

Depois da derrota no Dragão, o jogo de ontem concluía um ciclo infernal de quatro jogos em apenas onze dias. 

O Sporting não só saiu vivo deste ciclo como o superou, terminando com uma exibição bem acima das minhas expectativas.

Bom futebol, oportunidades de golo, Gelson a "decidir mal", Bas Dost aos abraços, o regresso de Piccini à titularidade, a estreia de Wendel, a homenagem a Peyroteo e uma noite quase perfeita, mesmo que tenham faltado alguns golos para a abrilhantar ainda mais e fazer justiça aos números do homenageado.

 

Depois do desgaste dos jogos anteriores, dos baixos níveis de intensidade e das exibições menos convincentes, não era expectável um jogo com futebol tão fluído e agradável.

O Sporting fez questão de terminar este ciclo competitivo da melhor forma, com uma vitória, a décima segunda em casa e a oitava consecutiva sem sofrer qualquer golo no Estádio José Alvalade.

 

Gelson Martins foi o melhor elemento em campo, marcando o décimo segundo golo da temporada e assistindo Bas Dost para o 2-0, naquele que foi o décimo passe para golo da época (nove deles entre campeonato e Champions - 6+3). O excelente registo do extremo formado no Sporting não só supera os anteriores como tem a relevância de ser averbado quase sempre em jogos com o resultado tangencial ou em aberto.

Depois do penalti falhado na República Checa, Dost voltou aos golos, embora numa noite menos eficaz que o normal (pela primeira vez esta época a sua eficácia está abaixo dos 40%).

Saúdo efusivamente o regresso de Piccini, satisfeito com a paragem que se avizinha, que certamente o beneficiará. A segurança e qualidade que dá ao nosso sector recuado e à lateral direita, mais especificamente, é inigualável por qualquer outro que faça aquela posição.

Exibições de luxo também de Bruno Fernandes, William Carvalho e Fábio Coentrão, numa noite em que ninguém jogou mal.

Mais uma bonita homenagem ao maior goleador de todos os tempos e uns minutinhos e o carinho das bancadas para o estreante Wendel.

 

Que ninguém se magoe nas selecções e que os que cá ficam se mantenham focados no trabalho e determinados a enfrentar mais um duro ciclo competitivo, que se iniciará em Braga, no dia 31.

 

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Hoje joga o Sporting

O dia começou com o domínio do Sporting no atletismo, com vitórias colectivas e individuais em ambos os géneros, nos campeonatos nacionais de corta-mato longo, às quais se juntará certamente mais uma vitória no masculino do nacional de clubes em natação.

No hóquei em patins, depois de um grande jogo, com 5-5 no final do prolongamento, o Porto mostrou-se mais eficaz e venceu por 0-3 no desempate através de grandes penalidades, enquanto que o futebol feminino goleou o Cadima por 8-1.

A equipa B saiu da zona de despromoção com o empate a uma bola em Matosinhos (golo de Pedro Marques) e o judo arrecadou duas medalhas de bronze na Taça da Europa de Juniores.

Segue-se o andebol, antes do futebol enfrentar um jogo que tem de ser encarado como uma autêntica final.

Estes são os 19 convocados por Jorge Jesus para tentar levar de vencido o Rio Ave de Miguel Cardoso, que se apresentará no José Alvalade sem Chico Geraldes e Gelson Dala, impossibilitados de dar o seu contributo frente ao clube que os enviou por empréstimo para Vila do Conde.

 

Antes da pausa para as selecções e de um momento ímpar sem competição, é importantíssimo que mantenhamos a distância para os rivais, afim de manter viva uma perseguição difícil (Porto e Benfica já venceram os seus jogos desta jornada).

Com Wiiliam e Coates de volta aos convocados e, certamente, ao onze inicial, espera-se uma entrada de leão que possa desmoralizar o Rio Ave e os seus intentos de levar pontos para o norte do país.

Mantém-se a expectativa para ver se é desta que Wendel se estreia de leão ao peito, sendo que o mais importante é somar mais três pontos à nossa caminhada nesta Liga NOS.

 

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Desp. Chaves 1-2 SPORTING CP: Bas "Panic" Dost

Minuto 55:

Nuno André Coelho olha para a linha lateral e vê Bas Dost. Avisa Maras; "Vem aí o gajo!"

Maras responde; "E agora?!"

NAC encolhe os ombros...

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Um Chaves organizado entrou em pânico quando Bas Dost entrou em jogo. Sentiu-se isso de imediato. Os flavienses esforçaram-se para que a bola não chegasse ao holandês mas, quando chegou, o inevitável aconteceu; três remates (dois de cabeça e um de pé direito), dois golos. 

Em quinze toques na bola aproveitou treze (foi desarmado uma vez e dominou mal uma bola), fez dois golos e nove passes (100% de eficácia), dois deles para finalização. Pouco mais de meia-hora de pânico para os adversários e de qualidade e definição para o jogo ofensivo do Sporting.

 

A primeira parte foi muito fraca, sem dinâmica, sem acerto no passe mas não é dia de bater na equipa. Misic e Battaglia estiveram muito inseguros nos primeiros 45 minutos e isso passou para os colegas. Faltou ligação entre o meio-campo e o ataque. Rúben Ribeiro foi uma sombra daquilo que pode fazer e mostrou, depois, na segunda parte.

Com as ausências, o desgaste, a falta de ritmo de um ou outro jogador, dou por mim a desculpar aquela primeira parte e apenas a sentir-me feliz por termos conseguido vencer num campo difícil, a meio de mais um ciclo competitivo terrível.

 

Jesus optou por adaptar dois laterais em vez de usar os de origem e, embora tenha acabado por ser forçado a usar Lumor, a equipa foi sabendo equilibrar-se e corrigir as falhas pontuais de um ou outro jogador. Algumas vezes teve de ser Patrício a salvar os colegas e a equipa. Fê-lo ao décimo primeiro minuto, após uma má abordagem de Bruno César, naquela que foi a melhor oportunidade de golo em toda a primeira parte.

Imediatamente antes da entrada de Bas Dost, Nuno André Coelho obrigou Rui Patrício a mais uma boa defesa e menos de dez minutos depois já Dost tinha causado pânico (e mossa) na defensiva transmontana. Nos dois momentos mais importantes da jogada, acaba por ser Nuno André Coelho e o seu mau posicionamento a viabilizar o bom envolvimento ofensivo do Sporting. Coloca Rúben Ribeiro em jogo, antes do bailado do nosso 7, que colocou a bola redondinha para a cabeça de Dost, mais uma vez colocado em jogo por Coelho.

 

Estava feito o mais difícil e viríamos a assistir ao melhor período do Sporting no jogo. Montero serviu Battaglia para o remate, que tardou e foi bloqueado por um opositor. Coates cabeceou a rasar a barra mas o segundo golo não apareceu e Luís Castro arriscou. Tirou o médio mais defensivo e tentou dar mais capacidade ofensiva à sua equipa.

Jesus respondeu com a entrada de Palhinha que, a frio, viu Bressan escapar para apanhar Battaglia a dormir. Davidson voltou a ser perdulário. Patrício atrapalhou-o e Battaglia viria a redimir-se do erro...duas vezes.

Isto porque, minutos depois, ganharia uma bola em zona adiantada a Platiny (que também estava a dormir - e ainda bem) e serviria Bas Dost para o 0-2.

 

O jogo parecia resolvido mas Hugo Miguel trataria de dar emoção aos últimos minutos, assinalando um penalti bastante forçado, na minha opinião. O movimento de Coates é natural e não me parece ter tido qualquer intenção de atingir Djavan, que fez o teatro que lhe competia.

Patrício não conseguiu travar o remate de Platiny mas o Sporting acabaria por garantir os três pontos, a quarta vitória em dezassete jogos em Chaves e via assim reduzida a diferença para o líder, Porto, que escorregou este fim-de-semana na Capital do Móvel.

 

Temos campeonato e embora me mantenha céptico relativamente à conquista do título, acredito que não acabaremos a época só com a vitória na Taça da Liga.

Daqui a dois dias já jogamos novamente, na República Checa, em mais um jogo que desafiará as capacidades de Jesus em encontrar soluções.

 

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Hoje joga o Sporting

As visitas a Chaves são tradicionalmente difíceis. Entre campeonato e taça de Portugal, foram dezasseis as visitas a Chaves e o Sporting só venceu três (!!!) vezes - todas seguidas, entre 1992 e 1995.

De 1995 para cá, foram quatro empates e duas derrotas. Outro facto relevante é que o Sporting marca poucos golos ao Desportivo, em sua casa. O jogos pautam-se pelo equilíbrio e os resultados mais dilatados são dias vitórias do Sporting por 0-2 e 1-3. Nos dezasseis encontros disputados em casa dos flavienses o Sporting marcou apenas 21 golos, tantos quantos sofreu.

 

A derrota em Tondela foi a primeira do Chaves com equipas que não um dos grandes desde a eliminação da taça de Portugal, em novembro, nos Açores. Dai para cá, em 14 jogos, o Chaves só perdeu com o Benfica, o Porto e, agora, o Tondela. O percurso em casa não é perfeito nem sequer regular. Quatro vitórias, cinco empates e três derrotas (com Benfica, Feirense e Porto). Ainda assim, fica evidente que não é fácil trazer os três pontos de trás-os-montes.

 

Há baixas de ambas as partes mas é do lado leonino que se fazem sentir as maiores ausências. Faltam os dois laterais habitualmente titulares, Bruno Fernandes, Acuña e Bas Dost acaba de regressar de lesão. Teoricamente, esperam-nos noventa minutos complicados mas nem sempre as coisas são o que parecem.

Cabe-nos a nós descomplicar e fazer com que as coisas aconteçam e os três pontos caiam para o nosso lado.

Já há onze oficial, por isso, vamos a eles, leões!

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FC Porto 2-1 SPORTING CP: Faltaram asas para voar

O título parece estúpido, pois um leão não tem asas. Na profecia bíblica dos quatro animais tem e aconteceu-lhe exactamente o mesmo que ao nosso.

"O primeiro era como leão e tinha asas de águia; enquanto eu olhava, foram-lhe arrancadas as asas, foi levantado da terra e posto em dois pés, como homem; e lhe foi dada mente de homem."

 

Foi um leão com ideias, com vontade, que soube criar condições para ser feliz mas ao qual faltou eficácia e...asas.

Asas essas que não nos deram o equilíbrio que podiam nem a imprevisibilidade que deviam.

Ao Sporting faltou que os laterais oferecessem mais equilíbrio a defender e que os extremos fossem mais ousados.

Ristovski provou porque é que continuará a ser suplente de Piccini, sempre que o italiano esteja apto e Coentrão teve muitas dificuldades com a velocidade de Marega e não só.

Esta instabilidade nas alas obrigou os centrais a apagar mais fogos que o habitual, o que fez com que nos tenhamos desequilibrado mais vezes do que é habitual (fruto da qualidade do adversário, também).

Ainda assim e mesmo sem as asas, o leão caminhou bípede e de peito feito, em muitos momentos, sobretudo impelido pela força de William Carvalho, o coração de Bruno Fernandes e a criatividade de Bryan Ruiz.

A irreverência de Rafael Leão mostra que nem sempre os mais capazes, os que fazem a diferença, são os mais experientes ou mais conhecedores do jogo. Leão marcou um golo e falhou outro (bem mais fácil que o primeiro) e tem agora pela frente uma fase de crescimento e afirmação.

 

O jogo foi dividido, com boas oportunidades para ambas as partes. Tudo se define num melhor aproveitamento dos dragões, que marcaram mais um golo que o Sporting.

Nos primeiros 45 minutos foram Bruno Fernandes e Bryan Ruiz os elementos em maior evidência, escudados por um William Carvalho.

Rafael Leão entrou para o lugar de Doumbia e pouco mais de um minuto depois, fez golo na primeira vez que tocou na bola. Não deixa de ser impressionante a incapacidade de Doumbia em ser mais esclarecido. Teve duas boas oportunidades para marcar e permitiu uma defesa a Casillas, preocupando-se mais em ganhar uma penalidade do que em finalizar no segundo lance. Eu também acho que é penalti mas Doumbia podia e devia ter-se focado em visar a baliza em vez de esperar pelo contacto de Dalot.

No segundo tempo, quando se esperava um Sporting mais afirmativo e pressionante, capitalizando o golo do empate nos descontos do primeiro tempo, o que se verificou foi uma entrada forte do Porto, que marcou cedo e se focou a partir daí em segurar a vantagem.

A partir dos 60 minutos o Sporting pegou no jogo para não mais o largar. A entrada de Montero é algo tardia e acho que se Jesus tem arriscado queimar as substituições mais cedo, a pressão nos últimos minutos poderia ter sido ainda maior.

Ainda assim, foi um Sporting em crescendo, com alguns jogadores desgastados mas uma vontade enorme de de anular a vantagem dos portistas.

Montero e Leão tiveram nos pés a possibilidade de repor alguma justiça no resultado mas não conseguiram bater Casillas, que fez a mancha ao colombiano e seguiu com os olhos o remate de Rafa por cima do travessão.

 

Exibição fantástica de William Carvalho, o melhor elemento do Sporting em campo. Enquanto teve fôlego, dominou por completo os acontecimentos a meio-campo. O último sopro serviu para Corona se amedrontar e deixar sair a bola pela lateral, o último fôlego surgiu naquela cavalgada concluída com um passe algo desviado para Bruno Fernandes. O "monstro" voltou! Para ficar, espero.

Como na profecia, o Sporting parece um reino algo frágil e o leão, fiel escudeiro do nosso império, embora sem asas e renegando o seu instinto, caminhando e pensando como um homem, segue na sua luta interior, enquanto enfrenta os seus inimigos.

O campeonato é neste momento uma miragem mas há um segundo lugar e os milhões da Champions para perseguir. Nisso, aconteça o que acontecer no que resta desta jornada, continuaremos a depender apenas de nós.

Jesus precisa neste momento que tudo lhe corra bem para que a sua liderança não saia ainda mais fragilizada. Só a conquista da Liga Europa e da Taça de Portugal lhe validarão o cumprimento do seu contrato. 

A nossa Babilónia precisa de estabilidade mas também de prosperidade e riqueza, de espírito e material.

 

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É ganhar ou ganhar

Não tenho tempo para dizer grande coisa sobre o jogo de mais logo. Desejo apenas que lutem como leões e ganhem.

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SPORTING CP 1-0 Moreirense: Até quando isto durará?

Não sei até quando durará esta sorte (que não é só sorte) mas começo a achar que as minhas baixas expectativas no início da temporada podem vir a subir aos poucos, tal é a consistência com que saímos por cima em momentos difíceis e sobretudo em momentos difíceis enquanto jogamos mal e desgastados.

O jogo de hoje teve imensas contrariedades, muitas delas antes do apito inicial. As ausências de três dos quatro titulares habituais da defesa, de William e Bas Dost eram, já de si, dificuldades suficientes para dar algum alento ao Moreirense.

 

O Sporting fez um jogo muito atabalhoado mas onde, ainda assim, conseguiu criar algumas situações de golo.

O Moreirense teve uma única oportunidade de golo em todo o encontro, de bola parada, a que Rui Patrício respondeu com uma defesa que teve tanto de difícil quanto espectacular.

Do Sporting, lembro-me de sete boas oportunidades de golo. Um número mais do que suficiente para que tivéssemos resolvido o jogo mais cedo mas que é, ainda assim, revelador de capacidade ofensiva mesmo num dia em que a exibição foi muito fraca.

Só na primeira parte há cinco excelentes oportunidades, três delas desperdiçadas por decisões egoístas ou erradas.

A primeira não chega a ser verdadeiramente uma oportunidade porque Bruno Fernandes preferiu o remate de longe em vez de isolar Gelson e a segunda é de Battaglia, que aproveitou uma bola dividida entre Montero e um defesa para atirar por cima (exigia-se uma execução rápida e, para ter sucesso, a bola teria de ter caído noutros pés).

A terceira oportunidade surge de um remate falhado de Gelson...a bola encontra Bryan Ruiz que, só com o guarda-redes pela frente, atira frouxo e à figura.

De novo Bruno Fernandes...bastava encostar para Montero finalizar mas preferiu atirar à baliza. A bola foi por cima da barra. Não era o dia de Montero que, pronto para encostar para a baliza (e em posição legal), vê André Pinto tirar-lhe o pão da boca, levando a bola para fora da baliza.

Na segunda parte, Gelson haveria de ser isolado por Montero mas depois de tirar um defesa do caminho, permitiu a defesa a Jhonatan. O guarda-redes brasileiro acabaria por não conseguir travar o último remate do encontro, também de Gelson, que saiu desviado por um defesa.

 

Mesmo a jogar mal, devíamos ter chegado ao intervalo a vencer por uma margem folgada. Bastava para isso ter sido eficaz. Eficácia que não é a mesma sem Dost em jogo. Mas como Jesus deu cabo dele...

GelRafa.png

O lance do golo é todo de Rafael Leão e guardo este parágrafo para dizer que o génio é suficiente para resolver um jogo mas não chega para fazer uma carreira brilhante. Pode até nem chegar para fazer carreira. 

Leão tem tudo o que é necessário para ser um jogador de topo mundial. Há anos que o digo e vejo nele um potencial muito maior do que via em Gelson, por exemplo. 

A atitude competitiva de Rafael Leão não foi a mais adequada nos mais de 30 minutos que esteve em campo e isso obrigou os colegas a um esforço redobrado (sobretudo Bruno Fernandes e Acuña). A juventude não explica tudo, até porque o Sporting tem o dever de preparar os jogadores para este natural deslumbramento. Leão só jogou com a redondinha nos pés e não pode ser. Tem de correr, tem de lutar, tem de compensar com entrega aquilo que lhe falta ainda em capacidade táctica. A meia-hora de ontem deu razão a Jesus, que havia dito há dias que o jovem leão tem o génio, faz o que fazer com bola mas, sem ela, não se sabe comportar em campo. Cabe a Rafa compensar essa lacuna sem bola com entrega nos limites.

Mas atenção, nada disto é um correctivo a uma das maiores promessas da Academia. É apenas uma lição. Se meter tudo em cada momento do jogo, lances como o que resolveu este vão sair em catadupa. Na única vez que foi à luta e meteu o pé, roubou uma bola e construiu sozinho a jogada que, nos descontos, deu os três pontos. E tão importantes que eles foram. Basta que o Rafa meta os olhos no Gelson e aprenda, que o resto ele fará ainda melhor.

 

Volto a frisar aquilo que já havia feito em ocasiões anteriores. O golo ao cair do pano tem tanto do acaso como de mérito. Esta equipa não desiste e sobressai na adversidade. Só os grandes sobressaem nestes momentos. Só as grandes equipas, com homens de carácter e abnegados conseguem fazer isto com esta consistência. Não atribuamos os créditos todos à sorte, pois ela foi nossa amiga mas nós fomos à procura dela.

 

Se há jogo difícil para fazer destaques individuais, este é um deles. Apetece-me dar o prémio de MVP a Acuña, pela garra e consistência, mesmo que sem rasgo ou brilhantismo mas o golo de Gelson nos descontos, o que ele corre e ajuda na defesa e os desequilíbrios que procura durante cada momento do encontro fazem com que esqueça que nem sempre decide bem e que cometeu a burrice de tirar a camisola depois de já ter visto um amarelo. O primeiro amarelo que, diga-se, pode ter valido por bem mais do que um simples cartão, tais podiam ter sido as implicações se tem deixado Dramé entrar na área.

Destaque para Rui Patrício, que voltou a fazer uma defesa daquelas que valem pontos, mais ainda com o que aconteceu imediatamente a seguir e menção honrosa para os primeiros 45 minutos de Bryan Ruiz, que foram do melhor que se viu dele esta temporada. Depois foi-se abaixo.

Abaixo que é coisa que Bruno Fernandes nunca vai, mesmo que tenha feito uma das piores exibições desde que chegou. Péssimo nos momentos de decisão no último terço, salva a exibição com uma alma do outro Mundo que o levou a correr quilómetros e a sacrificar-se sempre em prol do colectivo.

 

Relativamente à arbitragem... Tiago Martins é um árbitro fraco. Inconsistente nos capítulos técnico e disciplinar, tenta deixar jogar mas nem sempre toma as melhores decisões. Se estas são questões já de si bastante limitativas, juntemos o facto de ter sido mal assistido no lance que dá a expulsão de Petrovic (que nem falta me parece ser e, a ser, a amostragem do amarelo é para lá de ridícula) e temos uma arbitragem que podia bem ter tido influência no resultado. Salva-se por, pelo menos, ter tido a capacidade para corrigir um erro, para o qual o VAR alertou.

 

Sublinho novamente. Jogámos mal mas não é a altura certa para bater na equipa, que com tantas contrariedades soube reagir e, sem metade dos titulares, arrancou mais um jogo sem sofrer golos, o décimo esta temporada em Alvalade (em 13 jogos).

Não sofremos um golo em casa, para a Liga, há sete jogos consecutivos e o último a marcar foi Danilo, do Braga, a 5 de novembro do ano passado (são 631 minutos, fora descontos, sem que Rui Patrício tenha sofrido um único golo). 

A melhor série são 11 jogos consecutivos sem sofrer em casa (1978/79), sendo que nessa época não sofremos golos em Alvalade em 12 dos 15 jogos disputados para o campeonato. A série deste ano já vai nos 10 encontros em casa sem golos sofridos.

Os 59 pontos amealhados igualam a pontuação da primeira época de Jorge Jesus, à 24ª jornada, precisamente a fase em que o Sporting baqueou.

A 25ª jornada, curiosamente, voltará a ditar um embate que poderá ser decisivo na luta pelo título. Há duas épocas perdemos em casa para o Benfica, no jogo que nos custou a perda da liderança (que nunca mais recuperámos).

Será que na sexta-feira encetamos uma perseguição que nos levará, finalmente, ao título?

 

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Hoje joga o Sporting

Jesus convocou 21 jogadores para a recepção ao Moreirense de Petit, treinador que tem por hábito dificultar-nos a vida.

Entre Boavista, Tondela e Paços de Ferreira, são 6 pontos roubados ao Sporting em encontros para o campeonato. Em, seis jogos para a Liga Portuguesa, só ganhámos três a equipas orientadas pelo ex-médio internacional português. O único jogo que o Sporting venceu por uma margem superior à mínima, foi ao primeiro embate, com o Boavista, em 2014/15.

Desde que chegou ao Sporting, em quatro embates com Petit, Jorge Jesus apenas venceu um jogo, tendo empatado os outros três. Mais do que nos jogadores, veremos se este registo não pesa na forma como o nosso treinador possa abordar o encontro.

 

Seja como for, não há desculpas para um mau resultado. O Sporting é infinitamente melhor que este Moreirense, que é uma equipa com grandes carências, facilmente demonstradas pela posição na classificação geral. Os cónegos seguram a lanterna vermelha e convém que essa situação se mantenha no final desta jornada.

Jesus quis alimentar as conversas pré-jogo, entre os adeptos, que gostam sempre de fazer a sua equipa e mandar o seu "bitaite". Dos 21 convocados, três acabarão na bancada. Veremos quais.

Jogue quem jogar, vá quem for para o banco, os três pontos terão de ser nossos.

 

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Tondela 1-2 SPORTING CP: Foi hardcore e hard de digerir

Pepa tinha prometido uma equipa hardcore e não fugiu muito disso. A primeira falta surgiu nos primeiros segundos do encontro e o Tondela haveria de terminar o jogo com um acumulado de 24 entradas irregulares.

Apenas a título de curiosidade, frente ao Benfica, em casa, o Tondela fez apenas 8 faltas. A primeira foi aos 19 minutos, já com o Benfica em vantagem por 0-1. Os tondelenses haveriam de chegar ao intervalo a perder 0-2, com apenas 3 faltas cometidas e aos 60 minutos, com o resultado em 0-4, o acumulado era de apenas 5 faltas. 

Ao contrário do que se possa pensar, acho normal a atitude do Tondela com o Sporting (20 faltas em Alvalade e 24 no jogo de ontem). Anormal é aquilo que se passou há dois meses, na recepção aos encarnados.

 

O Tondela entrou bem no encontro e aos 13 minutos já vencia. O Sporting demoraria outros tantos minutos a restabelecer a igualdade, pelo inevitável Bas Dost, no primeiro remate que tentou.

De referir que ambos os golos surgem de jogadas bem desenhadas, sendo que o do Sporting tem a beleza extra do toque de calcanhar de Bas Dost no início da jogada, antes de se deslocar em direcção à área para finalizar o cruzamento perfeito de Marcos Acuña. No golo do Tondela, fico com a sensação que, não fosse o toque em Mathieu e Rui Patrício teria defendido aquele remate.

Pelo meio, Gelson Martins aqueceu as mãos a Cláudio Ramos e já depois foi a vez de Rui Patrício negar o golo a Tyler Boyd, com uma grande defesa.

O Sporting subiu de produção nos últimos minutos do primeiro tempo e teve duas boas oportunidades para se adiantar no marcador. Cláudio Ramos respondeu a Rui Patrício, com uma excelente defesa a um "tiraço" de Bruno Fernandes e Mathieu esteve perto do golo, ao desviar ligeiramente por cima mais um cruzamento a régua e esquadro de Acuña.

 

Um pouco por esta subida de produção da equipa, não entendi muito bem a saída de Fredy Montero ao intervalo. Talvez Jesus não tivesse gostado da performance defensiva do colombiano, como se pôde ouvir através dos microfones da Sport TV, num raspanete por não ter fechado uma linha de passe mas a verdade é que a saída de Montero me pareceu precipitada e prematura.

Doumbia acabaria por acrescentar muito pouco ao jogo e esta era uma substituição que poderia dar algumas horas de conversa caso o resultado final não nos tivesse sido favorável.

 

O Tondela acabaria por entrar melhor no segundo tempo e à hora de jogo as coisas ficavam ainda mais difíceis com a expulsão de Mathieu, que não contava com o teatro de Pedro Nuno. Atenção que, pese embora a fita do jogador do Tondela, acho a admoestação justa, ao contrário do primeiro amarelo, mostrado aos 53 minutos na única falta cometida pelo francês.

Só para que conste, Hélder Tavares cometeu cinco faltas ao longo do jogo e acabou com a ficha disciplinar limpa.

Expulsão Mathieu.png

O Tondela, com mais um homem em campo, apostou tudo em segurar o pontinho, esticando-se muito pouco em campo na procura da vitória.

O Sporting arriscou, William ficou com a função de ajudar Coates, continuando a ser o elemento que iniciava o ataque posicional dos leões e os laterais passaram a ter de estar mais atentos ao espaço entre-linhas.

Neste momento já era Acuña o lateral esquerdo, após a entrada de Rúben Ribeiro, imediatamente antes da expulsão de Mathieu.

O Sporting acabaria por dispor das melhores oportunidades para marcar. Doumbia desperdiçou, de cabeça, em excelente posição e Coates, já a actuar como ponta-de-lança, obrigou o guarda-redes da casa a desviar um cabeceamento em balão para canto.

O golo acaba por surgir já fora de tempo como um castigo justo para um Tondela que se revelou afoito enquanto esteve em igualdade numérica e que se retraiu assim que se viu com mais um homem em campo.

Os minutos jogados para lá dos quatro inicialmente dados como adicionais culminam numa bola longa de William que Bas Dost desvia na direcção de Doumbia. Para evitar o golo do costa-marfinense, Ricardo Costa desvia a bola para o poste e aparece, fulminente, Coates a acabar com o jogo.

Os três pontos estavam no bolso e nem a última substituição preparada por Jesus foi possível. O Sporting venceu após uma viagem de milhares de quilómetros a meio da semana e a actuar com dez homens nos últimos mais de trinta minutos do jogo. Para o Tondela, será "hard" de digerir uma derrota que surgiu no último fôlego mas da qual os comandados de Pepa devem lamentar-se mais pela falta de ousadia em disputar os três pontos do que qualquer outra coisa.

Termino com o elogio (já repetido, após o jogo em Santa Maria da Feira) ao carácter e à ambição deste grupo de jogadores. Esta equipa tem alma e não dá um ponto por perdido até ao último segundo de cada jogo. Somos felizes mas procuramos a felicidade, mesmo que nem sempre demonstrando grande qualidade.

Acuña leva o prémio de melhor em campo mas o homem do jogo acaba por ser Coates, pelo golo marcado nas circunstâncias em que aconteceu.

Venha o Astana em Alvalade e algum descanso para parte dos jogadores. A eliminatória não pode fugir, mesmo com a gestão física de alguns dos mais utilizados.

 

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Hoje joga o Sporting

Ultrapassada que está a Assembleia Geral, a questão dos estatutos, do regulamento disciplinar e da continuidade de Bruno de Carvalho, podemos novamente centrar as nossas atenções apenas na competição das nossas equipas.

A aprovação esmagadora dos pontos não surpreendeu. Os Sportinguistas foram chamados a votar, com a continuidade do Presidente em pano de fundo e a amostra presente revelou não ser, em nada, idêntica à dos cerca de 800 Sportinguistas que haviam estado na AG de dia 3.

O desconforto generalizado inicial com parte das propostas deu lugar a uma cedência e aprovação das mesmas com a chantagem (continuo a não encontrar um termo mais correcto) feita pelo Presidente, que sai assim com poderes reforçados e ainda mais legitimado do que nas eleições do ano passado (como se isso fosse necessário). As propostas aprovadas passaram claramente para segundo plano, em detrimento de um voto de confiança ao Conselho Directivo.

Fiz questão de estar presente na AG, votei em consciência e saí com sentimento de dever cumprido. Foi, de facto, um dia de grande fervor e onde, mais do que o Sporting Clube de Portugal, foi Bruno de Carvalho o grande vencedor.

 

Imune a tudo isto, acredito eu, esteve sempre o grupo de trabalho que hoje estará em Tondela para discutir três pontos muito importantes, após vitórias contundentes de Benfica e Porto.

Não podemos perder pontos, sob pena de deixarmos de depender apenas de nós para sermos campeões nacionais.

 

Pepa apresentou o seu Tondela como uma equipa "hardcore, de pé na chapa". Agressiva e intensa, depreendo eu. Foi isso que mostraram em Alvalade, com linhas muito juntas, saídas afoitas para o contra-ataque e agressividade consubstanciada em 20 faltas cometidas.

Infelizmente não foi este Tondela que se apresentou na recepção ao Benfica, onde foi o antagonismo daquilo que Pepa pretende, sendo permissiva e cometendo apenas 8 faltas em mais de 90 minutos. Mas isso agora não interessa nada...

 

Jesus incluiu Bas Dost na lista de convocados, que não contará com Fábio Coentrão, castigado à posteriori por acontecimentos no Estádio do Dragão, no jogo da Taça de Portugal.

O Sporting estará assim perto da máxima força. Após uma excelente vitória no Cazaquistão, resta saber se os efeitos da viagem ainda se farão sentir e se o cansaço dos jogadores-chave não é impeditivo de uma exibição suficiente para alcançar a vitória.

Jesus cometeu um erro (a meu ver) ao não levar um lateral para o banco de suplentes. Apenas Piccini está convocado e serão Acuña ou Bruno César a ocupar a lateral esquerda. Espero que as contingências do jogo não nos retirem Piccini do relvado.

Wendel está convocado e, se a lógica imperar e Bas Dost estiver apto, será o relegado para a bancada. Rafael Leão volta a estar entre os eleitos.

Ganhar hoje manterá as distâncias e deixará em aberto a possibilidade de descansar alguns elementos mais utilizados na quinta-feira.

 

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SPORTING CP 2-0 Feirense: VARgonha, no regresso da "nota artística"

O Sporting fez ontem a melhor exibição dos últimos meses e uma das melhores exibições da época, que peca apenas por não ter sido materializada com números a condizer com a qualidade do futebol apresentado.

Sobretudo os primeiros 45 minutos foram jogados de forma intensa, com excelentes jogadas e um Fredy Montero a ligar de forma exímia todo o jogo ofensivo do Sporting.

Há dois motivos que explicam o porquê de, ao intervalo, o jogo não ter ficado praticamente decidido: a equipa de arbitragem e a ineficácia ofensiva dos nossos jogadores, que não concluíram com êxito umas boas seis ou sete oportunidades de golo.

 

Começo já pela polémica, para arrumar o assunto. Manuel Oliveira terá agido de má fé, ao induzir em erro Luís Ferreira no lance do golo anulado a Doumbia. A falta de Bruno Fernandes existe, não foi (erradamente) assinalada mas o Sporting não retira desse lance qualquer tipo de vantagem, sobretudo porque o Feirense ainda teve a bola em sua posse e viu Bryan Ruiz eliminar de forma legal mais um ataque dos "fogaçeiros". Com mais ou menos especialistas a analisar o lance (e foram todos unânimes), com ou sem "protocolo" o lance não tem qualquer discussão e o golo é completamente legal.

Junte-se a isto um lance de grande penalidade por mão na bola, que não foi analisado com a minúcia daquele que, bem, Luís Ferreira corrigiu com acesso às imagens, junto ao terreno de jogo, e temos dois lances mal ajuizados, em prejuízo do Sporting.

Também por este lance fica evidente a declaração de intenções do VAR nomeado para o encontro. Manuel Oliveira e Tiago Leandro foram os principais responsáveis pela vergonha que foi a arbitragem de ontem no José Alvalade, sem que Luís Ferreira seja alheio a tudo o que se passou. O VAR fez questão de aconselhar o árbitro da partida para ir ver à TV dois lances, com o intuito de evitar que o Sporting marcasse golos mas não agiu em concordância num lance em que o devia ter feito, dando ao Sporting uma oportunidade de marcar de grande penalidade.

Felizmente tudo isto não teve interferência na verdade desportiva mas podia ter tido. Não foi para isto que o vídeo-árbitro foi introduzido no futebol e os responsáveis pela sua utilização indevida e incompetente têm de ser punidos.

 

Continuo puxando o lustre a Jorge Jesus. Quem me segue sabe que sou bastante crítico do nosso treinador. Não tenho qualquer problema em lhe apontar o dedo e acho que devia ter feito mais e melhor do que aquilo que fez desde que chegou mas também não me custa nada (e faço-o com gosto) elogiá-lo quando acho que assim deve ser.

Se muita da culpa do péssimo momento de forma e de confiança que atravessa Doumbia é do próprio Jorge Jesus, o mesmo não posso dizer da gestão da utilização mais recente de Fredy Montero e até Bryan Ruiz.

Jesus achou que Bryan era novamente parte da solução e não do problema e viu com bons olhos o regresso de Montero. Sabendo que nenhum dos dois tinha o ritmo de jogo necessário, percebeu que teriam de o ganhar em competição para que o erro que foi Hernán Barcos não se repetisse.

Barcos, tal como Montero e Bryan chegou (em 2016) à equipa sem ritmo e nunca se chegou a perceber se poderia ou não ser parte da solução. Jesus não quis cometer o mesmo erro e, com um calendário apertado, optou (bem, na minha opinião) por acelerar a utilização de Montero e Ruiz, por forma a poder contar verdadeiramente com eles na fase decisiva da temporada.

Mesmo que eu ache que Bryan já não tenha muito a acrescentar (ao contrário de Montero), só posso elogiar a vontade de Jesus em ganhar soluções no plantel, depois de andar há meses a "espremer" os 13/14 jogadores mais utilizados.

O espaço que Rafael Leão parece ganhar com a notícia que dá Podence como inapto até final da temporada poderá acrescentar outro tipo de soluções que só o "sangue" da Academia pode trazer e Doumbia terá de procurar continuar a ganhar a confiança perdida em meses de escassa e incompreensível utilização.

Voltando ao jogo de ontem, foi uma bela noite de futebol, aparte os sustos provocados pela arbitragem.

Volto a realçar a excelente exibição de Montero, a mostrar que um sistema de dois avançados pode ainda ser-nos bastante útil, mesmo que Jesus tenha esta semana afirmado uma certa dependência da equipa em relação a Bas Dost. O jogo de ontem mostrou que isso pode não ser bem assim.

William Carvalho foi também enorme e Gelson Martins voltou a mostrar que há um Sporting com ele em campo e outro completamente diferente (para pior) sem ele.

Rui Patrício, com duas defesas fantásticas, ambas com o jogo empatado a zeros, mostrou que o seu estatuto de lenda se alicerça tanto na quantidade de jogos como na qualidade das suas exibições.

Mathieu e Coates fecham o lote de sinais "mais", pela segurança defensiva mas não só. Do banco vieram sinais positivos; Rafael Leão e Lumor mostraram argumentos para ajudar no que aí vem.

 

Avizinha-se um ciclo de jogos muito importante, com uma eliminatória europeia pelo meio e a exibição de ontem foi, para mim, um bálsamo e uma motivação extra. Há jogadores a necessitar de descanso (como Bruno Fernandes, por exemplo) e outros que podemos potenciar no imediato. Este é o momento certo para mostrar que há vida para além do onze base que Jesus tem utilizado.

 

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SPORTING CP 1-0 Vitória SC: O pragmatismo, o cinismo, o horror...!

A vitória do Sporting é mais do que justa. Foram os nossos jogadores os únicos a procurar vencer durante os 90 minutos, enquanto que os comandados de Pedro Martins se limitaram a visar a baliza de Patrício de meia e longa distância, procurando nunca perder a organização defensiva.

Frente a uma equipa bem organizada defensivamente e que, não há que ter problemas em dizê-lo, apostou todas as fichas num empate a zeros, havia mesmo que ser cínico e pragmático.

O Sporting foi-o. Concretizou uma das três ou quatro boas oportunidades que teve mas revelou bastantes dificuldades em baralhar o último reduto vimaranense, que despachou da sua área quase todas as tentativas de desfeitear Douglas.

Acabou por ser num dos 39 cruzamentos para a área, aproveitado por Mathieu, que o Sporting marcou o golo da vitória. Um estilo de jogo demasiado previsível e fácil de anular pela defensiva do Vitória na maior parte do tempo, sobretudo porque abusámos desta abordagem e variámos pouco a nossa estratégia ofensiva.

Acuña e Bruno Fernandes cruzaram 14 vezes cada, sendo que apenas 6 desses cruzamentos encontraram um jogador do Sporting, nem sempre servido nas melhores condições.

 

A entrada de Fredy Montero ao intervalo (para o lugar de Rúben Ribeiro) e de Doumbia no início do segundo tempo (para o lugar de Bas Dost, magoado) foram fundamentais para encostar o Vitória às cordas. 

O Sporting obrigou a última linha dos forasteiros a recuar e a encostar mais à sua área e a pressão foi-se acentuando com o passar do tempo.

William, Bruno Fernandes e Acuña, mesmo que nem sempre decidindo bem, tiveram muito mais espaço para investir em missões ofensivas, enquanto que o posicionamento dos dois avançados passou a baralhar muito mais a dupla de centrais vimaranense.

Acaba por ser num lance de bola parada, marcado à maneira curta, que o Sporting resolveu o jogo. Coentrão, William e Marcos Acuña criaram uma sociedade à esquerda, que terminou com um cruzamento certeiro do argentino para uma finalização difícil e certeira de Mathieu.

Um grande golo, num gesto técnico perfeito, em situação difícil. O francês teve de reagir num curto espaço de tempo e, embora estivesse sozinho, foi obrigado a calcular queCoates não chegaria à bola e esta lhe chegaria "redondinha". Grande golo!

Desta vez Jesus mexeu bem na equipa e a saída precoce de Bas Dost acabou até por beneficiar o envolvimento ofensivo, menos centrado em jogadas terminadas num passe para o holandês.

A entrada de Bruno César trouxe outra acutilância e os elogios de Jesus no final, embora justos, são algo exagerados. O nosso "pau para toda a obra" é claramente um dos "protegidos" de JJ, que teima em fazer publicamente distinção entre os que comanda.

No final do jogo, foi ver Jesus novamente a borrar a pintura, desmoralizando completamente Lumor, reforço de última hora, colocando em causa a sua qualidade e utilidade para o grupo, mesmo depois do Sporting ter pago 2.5 milhões por apenas metade do passe do ganês.

 

Mathieu foi, sem margem para dúvida, o homem do jogo. Marcou o golo e foi sempre garantia de segurança. Mas há mais para além disto; o francês entende como poucos os momentos do jogo, assume-se, não se esconde e, com essa atitude proactiva, contagia os colegas e os adeptos. Um verdadeiro líder e um jogador de classe mundial.

Um pouco como Mathieu, Fábio Coentrão faz valer em campo a sua experiência. Dá confiança, segurança e é um galvanizador constante da equipa e das "bancadas". Ontem fartou-se de puxar pelo público como quem diz: "confiem em nós".

Marcos Acuña não fez um bom jogo mas sobressaiu nos momentos de decisão. Esteve muito bem nos 10 minutos finais, onde acabou por ser determinante.

Também gostei de William Carvalho, numa versão ofensivamente mais agressiva, confiando quase todas as despesas defensivas do jogo em Battaglia. Assumiu-se quase sempre e foi muito importante, sobretudo na segunda parte.

Toda a linha defensiva esteve impecável (Patrício incluído) e apenas os homens da frente revelaram algumas dificuldades. Bruno Fernandes esteve muito apagado, Rúben Ribeiro pouco se viu e mesmo Montero e Doumbia foram mais perigosos pelos posicionamentos que adoptaram do que pelo que fizeram com bola.

 

Impossível não elogiar a segurança e capacidade defensiva revelada nos jogos em casa onde, finalmente, o Sporting parece estar a construir uma fortaleza. São apenas 4 golos sofridos em 15 jogos caseiros nas competições nacionais. Apesar disso, faltou por vezes poder de fogo para evitar, pelo menos, os 2 empates caseiros na Liga NOS.

 

Volto a Jorge Jesus para lhe pedir que respeite os Sportinguistas, que estão mais do que habituados a murros nos estômago. Esta abordagem "à italiana", sem bagagem de títulos (dos importantes) só contribui para que sejamos assolados por fantasmas do passado (longínquo e também recente, já sob a sua orientação). Uma coisa é confiar na equipa, outra é confiar na sorte e muitos são os jogos onde nos colocámos à mercê dos adversários, sejam eles mais ou menos poderosos.

"Mister", respeite os adeptos que amam e fazem tudo pelo Sporting recebendo há anos consecutivos uma mão cheia de nada da parte das nossas equipas de futebol.

A mentalidade de campeão cultiva-se em jogadores e adeptos com títulos e ainda estamos todos a trilhar esse caminho.

 

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Hoje joga o Sporting

Dia de testar a fibra deste grupo de trabalho, de ver se contratámos mesmo jogadores com a tal mentalidade de campeão.

Um grupo de campeões não perderá nunca uma oportunidade de ouro para vencer numa semana em que ambos os rivais escorregaram.

Um grupo de campeões não vacilará e, com maior ou menor dificuldade, ultrapassará o Vitória Sport Clube e reafirmará a sua candidatura ao título de campeão nacional.

 

Jesus, como líder desse grupo, deve encarar o jogo sem inventar e sem ter medo. São duas das coisas que o nosso treinador tende a fazer em jogos de elevada pressão e que não podem passar-se hoje.

O previsível é que aposte nos do costume, revelando algum conservadorismo, pouco compreensivo quando tem um plantel bem apetrechado com qualidade e soluções em quase todas as posições.

Hoje é o dia de apostar nos que estão melhor, em vez daqueles que, na sua cabeça, são os melhores. Nem sempre apostar nos melhores, nos que melhor compreendem as suas ideias, nos aproximará do sucesso.

Há que gerir bem os recursos à disposição e aproveitar o melhor de cada um em cada momento, não esgotando nem desperdiçando esses mesmos recursos.

Mais do que ser criativo na procura de soluções para os problemas (que os temos), há que ser objectivo.

 

Hoje é dia de ser líder, de afirmar que queremos o primeiro lugar e fazer por merecê-lo.

Os adeptos, que certamente não faltarão à chamada, merecem essa resposta.

 

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