Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Grande Artista e Goleador

Portimonense 4-2 SPORTING CP: Assim não dá

O Sporting joga cada vez pior e ganha cada vez menos, evidenciando enormes dificuldades frente a qualquer adversário.

Não adianta achar que não se foi inferior ao Braga, se foi superior ao Vorskla ou admitir que se foi inferior ao Portimonense. O Sporting tem de se mostrar superior a essas equipas em qualquer contexto. Não apenas por ser o Sporting mas porque tem qualidade individual para formar um melhor colectivo, com melhores ideias.

José Peseiro tarda em aplicar na equipa princípios que, mais do que se coadunem com o clube, potenciem o valor individual dos jogadores que compõem o seu plantel.

Bruno Fernandes, Fredy Montero ou Nani, só para citar alguns, merecem uma ideia de jogo que favoreça e potencie a sua qualidade individual e não um conjunto de pontas soltas à espera de ser unidas por eles.

 

 

O jogo de ontem foi mais um exemplo daquilo que não pode ser o Sporting. Nem de José Peseiro nem de qualquer outro treinador.

Assim sendo, parece-me óbvio que se começam a esgotar os créditos do treinador ribatejano que, na minha opinião deve ser confrontado pela liderança de Frederico Varandas.

É tempo das reuniões com equipa técnica e capitães produzirem os seus efeitos, por forma a descobrir a fórmula que sirva os interesses do clube. Há que saber se os jogadores estão satisfeitos com a abordagem e liderança do treinador e saber o que este acha que tem falhado nos últimos jogos e que não tem permitido que a equipa cresça (bem pelo contrário).

José Peseiro terá de sentir que a pressão dos resultados aumenta e estas conversas poderão dar um sinal sobre o caminho a tomar.

 

É sabido que Peseiro foi a escolha possível, dado o momento que o Sporting atravessava. Quando essa escolha foi anunciada, pareceu-me lógica, sabendo que não seria a escolha ideal. Não tendo sido uma escolha de Varandas, foi assumido pelo próprio que seria o seu treinador, sabendo que provavelmente não corresponderia ao perfil traçado por si. Naturalmente, seria um técnico a prazo que, tanto ou mais do que qualquer outro, estaria refém dos resultados.

No entanto e apesar de tudo isto, parece-me uma boa oportunidade para, internamente, se colocarem à prova as capacidades de liderança do novo Presidente.

Não acho que a decisão precipitada de despedir já o treinador seja a ideal, mesmo com todas as condicionantes já enumeradas. Varandas terá de se mostrar frio, não dando já uma indicação de pouca ponderação nas suas acções. 

Peseiro terá de saber que não está no rumo certo e que o Sporting precisa de retomar um caminho em que se vislumbre um futuro a curto prazo e, ou isto acontece nos próximos jogos ou a sua posição terá de ser considerada.

 

É agora que a propalada união do grupo será verdadeiramente colocada à prova mas, mais do que isto, será o momento do plantel dizer se está ou não com o treinador escolhido por Sousa Cintra para assumir os destinos do Sporting num momento que se afigurava complicado.

Se essa união produzir frutos e validar a liderança do treinador e se Peseiro conseguir aproximar-se daquilo que Sporting precisa, Varandas terá mais tempo e espaço para preparar o futuro. 

Peseiro ainda pode ser parte da solução, revelando-se útil a curto prazo (recordo que só tem contrato para esta época desportiva). Se se chegar à conclusão que formula um problema e não parte da solução, Varandas terá de acabar por agir, escolhendo o seu primeiro treinador.

 

A derrota de ontem não coloca, de facto, nada em causa mas faz soar todos os alarmes no reino do leão. Segue-se uma pausa para os compromissos das selecções nacionais que, na minha opinião, vem num bom momento. Há que reagir depois, nos jogos com Arsenal e Boavista, ambos em nossa casa.

 

A publicidade neste blog destina-se apenas a fins solidários.
Sigam-me no facebook e no twitter.

Hoje joga o Sporting

Depois dos sucessos do rugby feminino (conquista da supertaça), do ténis de mesa (conquista da supertaça e top 12 jovem, por Francisco Silva) e do apuramento do futsal para a ronda de elite da UEFA futsal champions league, segue-se hoje mais um dis de Sporting em cheio.

 

Começamos às 11 horas, com o derby de futebol, em juniores e a final da eurockey cup 2018, em juvenis, onde também teremos direito a um derby pelo bi-campeonato europeu da categoria.

Às 15 horas, Sporting e Porto disputam a supertaça António Livarmento, em hóquei em patins, para o dia terminar em Portimão, com a realização de mais uma jornada da Liga NOS.

Entre estes eventos, muitos mais motivos de interesse para acompanhar. Fiquem com a Agenda Leonina para hoje (link).

 

A publicidade neste blog destina-se apenas a fins solidários.
Sigam-me no facebook e no twitter.

Sp. Braga 1-0 SPORTING CP: Ganhou a eficácia

Liga NOS: SC Braga x Sporting

 

O Braga concretizou a oportunidade que, em todo o encontro, teria melhores chances de dar em golo. Julgo não estar errado ao dizer que, nos pouco mais de 90 minutos de jogo, apenas duas oportunidades de golo foram concretizadas dentro da área; o cabeceamento de Nani, num lance de bola parada e o lance do golo do Braga, que podíamos perfeitamente ter evitado.

 

O Sporting não fez um bom jogo, quase nunca teve o domínio do mesmo e, apesar das oportunidades de perigo criadas, as mesmas não passaram de iniciativas individuais com remates de fora da área. O Braga apostou na mesma receita, com o mesmo resultado e foi Abel que descortinou o caminho para a vitória, trocando Wilson por Eduardo.

 

Esperava ver de Peseiro mais proactividade. Devia ter mexido antes de Abel, mostrando que não estava satisfeito com o empate e queria ganhar. No momento em que Abel mexe pela primeira vez, já o Braga dominava completamente o encontro e era evidente que a equipa do Sporting já devia ter levado um abanão.

As entradas de Jovane e Castaignos pecam por tardias e, na minha opinião, foram conservadoras. Se quisesse ganhar (ou empatar, visto que já estávamos em desvantagem) o jogo, Peseiro teria retirado um médio de campo, mantendo Montero nas costas de Castaignos. Deu-se mal e espero que sirva de emenda. O Sporting joga para vencer em qualquer campo.

 

Mas nem tudo é culpa de Peseiro. Tivemos jogadores importantes em sub-rendimento. Nani não esteve ao seu nível e Bruno Fernandes pode fazer muito melhor. Raphinha só acordou nos minutos finais e isso deixou Montero sem o volume de jogo que faz com que marque a diferença. 

Battaglia (provavelmente o pior em campo) nunca conseguiu segurar o meio-campo do Braga e a dupla com Gudelj não funcionou. É aqui que está o maior problema do Sporting, para o qual teremos de procurar solução, pelo menos até janeiro. Nós não temos um "6" com capacidade posicional e de passe e teremos de arranjar um se queremos jogar melhor e com mais equilíbrio (se não há na equipa principal, olhe-se para os sub-23).

Se as coberturas não forem rigorosas no meio, a nossa pressão alta não vai surtir o efeito desejado. Basta um ou dois erros neste aspecto, em todo o jogo, para deitar tudo a perder.

 

Ainda assim, é uma derrota que deve servir para aprender, trabalhar mais e melhorar. Não representa nenhuma tragédia nem coloca nada em causa. Cabe-nos a nós dar a volta à situação e voltar às vitórias já no próximo sábado, em casa, frente ao Marítimo.

Podem contar comigo! Eu vou lá estar!

 

A publicidade neste blog destina-se apenas a fins solidários.
Sigam-me no facebook e no twitter.

Hoje joga o Sporting

Hoje luta-se pela liderança em Braga e, depois das vitórias de Porto e Benfica, veremos como reage o Sporting a mais um momento de alta pressão.

Uma coisa é certa; mantendo-se a tendência deste milénio, não haverá empate em Braga. Dos 19 jogos disputados entre ambas as equipas, na cidade dos arcebispos, 11 acabaram com vitória do Sporting (8 derrotas).

Não restam dúvidas que é uma saída tradicionalmente difícil até porque, mesmo as vitórias, são normalmente tangenciais. Aliás, apenas 5 destes 19 encontros não acabaram com diferenças tangenciais, sendo que 8 das 11 vitórias leoninas foram pela margem mínima.

 

Espera-nos um jogo difícil, frente a uma boa equipa e há que ter especial atenção aos cinco homens mais adiantados dos minhotos. Ricardo Esgaio, João Novais, Fábio Martins, Dyego Sousa e Wilson Eduardo têm argumentos para colocar a nossa defesa em dificuldades mas o mesmo se pode dizer dos jogadores do Sporting. 

Prevejo um golo com golos e emoção mas vejo o Sporting mais equilibrado defensivamente do que o Braga. Veremos qual o ataque que leva a melhor, sendo certo que teremos de ter atenção aos remates de meia e longa distância dos bracarenses, que são muito fortes em todos os lances de bola parada.

 

Acredito que podemos sair desta jornada por cima, acabando a repartir a liderança com o Benfica. Este campeonato é para fazer jogo a jogo e este primeiro terço é muito importante para incrementar a confiança da equipa no treinador e cimentar um grupo unido e confiante, também nas suas capacidades.

Eu acredito em mais uma vitória!

Vamos, Sporting!

 

A publicidade neste blog destina-se apenas a fins solidários.
Sigam-me no facebook e no twitter.

Benfica 1-1 SPORTING CP: Salin garantiu um ponto

 

Se à partida me dissessem que, nas circunstâncias actuais, empatávamos em casa do Benfica, nunca diria que não a essa possibilidade. Claro que o objectivo do Sporting é e terá sempre de ser a vitória mas garantir a possibilidade de, em casa, ganhar vantagem no confronto directo nunca é um mau resultado.

Peseiro optou por Acuña no meio-campo e ganhou essa aposta. O argentino deu muito mais à equipa naquela posição do que nos pode dar na ala mas, mais do que isso, tem valências que Misic ainda não apresentou.

Foi um Sporting a dar a bola ao adversário e a jogar nas transições. A procurar não se "esticar" em demasia para não se deposicionar na hora de defender.

Não é um tipo de futebol que me agrade mas é algo que admito nesta fase da temporada e num jogo desta importância. Peseiro estará ainda à procura de ganhar a confiança do plantel. Um plantel habituado a outro treinador e a outro estilo de liderança. Não há melhor forma de ganhar a confiança de um grupo de trabalho do que com pontos e um em casa de um rival directo nunca será mau.

 

Claro que o Sporting terá de jogar mais e melhor no futuro. Terá de ter capacidade para jogar em organização ofensiva, com qualidade e sem esperar um momento de uma individualidade. Terá de potenciar mais as individualidades do que o faz actualmente e é um colectivo forte que faz sobressair os nossos melhores jogadores. Espero que Peseiro tenha preparado um plano para implementar nesse sentido.

De resto, foi um jogo de sofrimento em que Salin sobressaiu, ao defender tudo o que pôde.

A fragilidade dos nossos laterais é evidente e aquele juntar de linhas que Peseiro pediu após o golo de Nani era catalisador de problemas para a nossa linha mais recuada, sobretudo para Ristovski e Jefferson. O perigo era iminente, tal como o golo do Benfica, que haveria mesmo de acontecer, já perto do final da partida.

Não é, no entanto, esse golo de João Félix que muda a minha análise ao jogo. Peseiro não resistiu à tentação de mudar após a vantagem e devia tê-lo feito não alterando o meio-campo. Mesmo com Bruno Fernandes em sub-rendimento. Ainda assim, nada nos garante que o golo não apareceria, pois os minutos finais seriam sempre de grande pressão.

 

Como disse no início, um empate em casa de um rival nunca será um mau resultado mas só valerá de alguma coisa se o cimentarmos com mais vitórias. Segue-se uma recepção ao Feirense, que tem hoje uma oportunidade de ir a Alvalade na liderança isolada do campeonato.

 

A publicidade neste blog destina-se apenas a fins solidários.
Sigam-me no facebook e no twitter.

SPORTING CP 2-1 Vitória FC: Follow the leader

Valeu Nani que, com dois grandes golos, deu ao Sporting a vitória e os respectivos e importantes três pontos.

Um líder é aquele que dá o exemplo, que carrega a equipa em campo quando necessário e que resolve no momento certo. Nani não fez um jogo perfeito mas mostrou que é de outro nível ao sobressair nos momentos-chave. É nisso que se destacam os grandes jogadores e Nani provou que, no nosso campeonato, continua a ser um fora-de-série.

Poucos merecem como ele envergar o leão ao peito. Poucos beijarão o símbolo com a sinceridade dele.

 

O Sporting até entrou bem no jogo, com alguma dinâmica e não foi com surpresa que o golo chegou cedo, numa jogada inventada pelo génio de Nani. Numa incursão da esquerda para o meio, o extremo leonino surpreendeu com um remate potente e bem chegado ao poste direito da baliza do guarda-redes sadino. O mais difícil estava feito.

Durou menos de vinte minutos, o bom momento do Sporting. Salin resolveu comprometer e ofereceu ao Vitória um empate que os de Setúbal não haviam ainda feito por merecer.

 

O Sporting intranquilizou-se e já só voltou a mostrar bons momentos avulso. A incapacidade de sair em ataque organizado voltou a manifestar-se de forma indelével, sobretudo consubstanciado naquilo que Battaglia e Misic não são capazes de dar neste momento do jogo. Ver Coates a assumir a primeira fase de construção numa equipa que tem obrigação de sair a jogar apoiado e com qualidade é preocupante.

A distância entre o bloco defensivo e os jogadores mais ofensivos aumentou drasticamente e a equipa passou a "esticar" o jogo precipitadamente e sem necessidade. Facilmente se identificavam uns vinte metros entre o meio campo defensivo e os quatro jogadores mais avançados. Bruno Fernandes (não fez um único passe para ocasião) pareceu cansado e poucas vezes desceu no terreno para pegar no jogo mas, apesar disso, parece ser a ideia de jogo da equipa que não precipita uma saída mais apoiada para o ataque.

É evidente que os jogadores não se sentem confortáveis e parece-me urgente que Peseiro faça alguma coisa para estabilizar o jogo da equipa e lhe conferir mais segurança com bola.

 

Para piorar, os laterais não ofereceram, no geral, segurança defensiva e os médios-defensivos não podem ter quase única e exclusivamente responsabilidades de cobertura a Ristovski e Jefferson. No entanto, se o macedónio tem algumas valências, o mesmo não se pode dizer do brasileiro, que apresenta lacunas graves ao nível do posicionamento defensivo e concentração, tal como ao nível do passe (aqui Ristovski acompanha-o).

Por falar em passe, é talvez a maior das lacunas em Battaglia e Misic (Petrovic não é muito melhor mas, por norma, joga mais simples, assumindo menos riscos). Torna-se quase impossível jogar com qualidade quando ambos os médios mais recuados se mostram desconfortáveis com bola e incapazes de jogar de forma segura. Cada passe arriscado é falhado e, por vezes, o mais simples dos passes é entregue ao adversário. Este cenário intranquiliza os colegas de equipa, que acabam por se afastar e não forçar o jogo apoiado, com receio do erro.

 

Importa realçar alguns sinais positivos na segunda parte, onde a entrada de Montero se revelou determinante para ligar algum do jogo ofensivo. A insuficiência física de Dost lançou o colombiano para o jogo e este não só tentou chamar os companheiros ao jogo como ainda esteve perto de marcar.

A entrada de Jovane para o lugar de Misic não só deu mais fulgor ao lado direito, onde Acuña não se adapta minimamente, como retirou do meio-campo um jogador que até ali se tinha revelado um equívoco. Ristovski subiu de produção e Acuña revelou-se mais útil como médio interior esquerdo, onde acabou por causar alguns desequilíbrios. 

Um desses desequilíbrios resultou numa excelente triangulação entre Montero, Jovane e Bruno Fernandes, que viria a lançar o jovem extremo no flanco direito. Ristovski deu profundidade na direita, Jovane temporizou e cruzou tenso onde Nani apareceu de forma fulgurante a finalizar de cabeça uma boa jogada colectiva que prova que há potencial na equipa para fazer mais e melhor.

 

 

No fim de contas, o mais importante foi alcançado mas, a uma semana do embate com o Benfica, o momento exibicional não é claramente o melhor e parece que será na raça, entrega e união que poderá estar a base para um bom resultado no Estádio da Luz.

 

A publicidade neste blog destina-se apenas a fins solidários.
Sigam-me no facebook e no twitter.

Hoje joga o Sporting

Primeiro jogo oficial em casa, numa época que começou com uma vitória importante mas sem brilho em Moreira de Cónegos.

José Peseiro estará ainda à procura da melhor forma de implementar o seu futebol, acreditando eu que ele não abdicará de jogar com qualidade na hora de atacar.

Depois da birra e do castigo a Matheus Pereira, parece que se abriu a janela de oportunidade para Jovane Cabral. O que sobra em talento a um, compensa o outro com atitude e a cabeça no lugar. Jovane não é grande jogador mas ainda há Raphinha e acredito que o Sporting tem talento suficiente nas alas ofensivas.

O mesmo já não se pode dizer das laterais defensivas. Ristovski não dá a mesma segurança que Piccini dava a defender e Jefferson é o buraco que sempre foi. Urge resolver este problema e não são os médios mais defensivos que o vão fazer.

 

O adversário de hoje é o Vitória Futebol Clube, que venceu na primeira jornada o Aves por 2-0. A equipa de Lito Vidigal quererá aproveitar para surpreender os leões, que terão de mostrar muito mais futebol do que na semana passada para convencer os adeptos, embora o importante sejam os três pontos (pelo menos nesta fase, e num encontro que antecede a visita ao eterno rival).

 

Farei sozinho os mais de 100 quilómetros que me separam de Alvalade, estarei com amigos que há muito não vejo e espero voltar feliz e contente.

Vamos a eles, Sporting!

 

A publicidade neste blog destina-se apenas a fins solidários.
Sigam-me no facebook e no twitter.

SPORTING CP 1-0 Boavista: Aqui ninguém passa

O Sporting estava no "red line", como diria Jorge Jesus. Foram sete jogos em pouco mais de três semanas. Em média, o Sporting fez um jogo a cada setenta e nove horas, num período de vinte e três dias.

Nenhum adepto com a noção disto poderia pedir uma grande exibição com uma goleada mas isso até podia ter acontecido.

O Sporting fez uma boa primeira parte e, a espaços, até jogou bom futebol. Enquanto as pilhas duraram, a equipa conseguiu criar oportunidades e marcar o único golo da partida, resultante de um pontapé de penalti que o VAR ajudou (e bem) a assinalar.

 

Enquanto isto, o Boavista, embora afoito e rápido nas transições, nunca conseguiu acercar-se da baliza de Rui Patrício.

As maiores dificuldades vieram da nossa incapacidade para juntar as linhas a defender. Tudo isto por inferioridade física, que resultava num maior espaço entre sectores e num posicionamento deficiente no momento defensivo. 

Apesar de tudo, o Sporting resolveu sempre bem as dificuldades que o Boavista criou, muito por culpa da boa exibição de ambos os laterais. 

Com Battaglia visivelmente cansado, foram muitas vezes os centrais e os laterais a resolver os problemas, muitos deles ainda longe da nossa zona mais recuada e, portanto, evitando real perigo.

 

Rui Patrício não fez uma única defesa e o Sporting voltou a fechar mais um jogo em casa sem sofrer golos.

Foi o vigésimo primeiro jogo desta temporada em que não sofremos golos em casa, num total de vinte e oito encontros. Há catorze jogos consecutivos que o Sporting não sofre um golo em Alvalade nas competições nacionais, dez deles na Liga Portuguesa.

Foi o vigésimo segundo jogo sem perder em casa nas competições nacionais, sendo que a última equipa a vencer em nossa casa foi o Barcelona, graças a um auto-golo de Mathieu.

Não sei qual o melhor registo defensivo em casa numa temporada, em jogos para o campeonato mas arrisco que esta será a melhor época de sempre.

 

Enquanto as pilhas duraram, foi Bruno Fernandes o jogador em destaque do lado do Sporting, sempre bem acompanhado por Bryan Ruiz e Gelson. 

Bryan durou mais tempo que Bruno Fernandes e Gelson, embora esgotado, teve sempre uma reserva energética para mais um sprint, fosse para a frente ou para trás.

Bas Dost fez o golo. Tem mérito pela frieza com que bateu o penalti mas fez um jogo modesto. 

No geral, não me desagradou nada a exibição. Claro que sofremos um pouco no final, mais por filmes antes vistos do que por aquilo que ia acontecendo em campo.

 

A nossa obrigação está cumprida e teremos a partir de agora uma semana para preparar cada jogo, com a certeza que os jogadores se apresentarão agora em melhores condições, pese embora o adiantado da época e o desgaste acumulado dos quase sessenta jogos disputados.

O Porto ainda joga hoje e, embora o jogo seja teoricamente fácil, surge num momento de enorme pressão para os azuis-e-brancos.

Acendam uma velinha.

 

A publicidade neste blog destina-se apenas a fins solidários.
Sigam-me no facebook e no twitter.

Hoje joga o Sporting

Hoje fui buscar um atlas, antes dos miúdos acordarem. O mais velho só tem quatro anos mas percebe a importância do Sporting para mim. Respeita essa paixão e tenta cultivar nele o mesmo amor. Fá-lo para me agradar, mas um dia sentirá por este Clube uma paixão desmedida, capaz de mover montanhas para tocar o céu. Uma paixão que o deixará eufórico nas maiores alegrias e deprimido nas maiores adversidades. A paixão que o guiará, se ele quiser, por toda uma vida de fervor leonino que valerá tanto ou mais a pena do que a de todos nós.

Pois bem, ele acordou e eu mostrei-lhe o atlas, com a perfeita noção de que é inteligente o suficiente para reter um conjunto de coisas que lhe farão crescer o "bichinho".

 

"Filho, isto aqui é a Europa e cada um destes espacinhos é um país. Hoje, o Sporting pode vir a ser o melhor da Europa, em futsal. Basta ganhar um jogo e seremos os melhores de todos estes países."

"Vamos ganhar! Vou gritar tão alto que eles vão correr mais, saltar mais e marcar mais golos"

 

Ele sabe que nós somos importantes. Sabe que a nossa força define a força com que os nossos lutam em campo. Sabe que nós não vamos só ver... vamos apoiar!

Sabe que a nossa voz, esteja ela em que parte do Mundo estiver, servirá de alimento à força daqueles que, em campo, lutam por um Sporting melhor, maior, vitorioso.

Sabe isto tudo com a noção que há mais do que um resultado possível mas eu, eu sei que hoje o resultado só pode ser um.

Porque vocês, mais do que ninguém, merecem ser os melhores de todos aqueles países. Merecem atingir o céu ao serviço do Sporting e mostrar a estes miúdos que o Sporting não é apenas tão grande como os maiores da Europa mas pode, também ele, ser o maior, o melhor!

 

Hoje não seremos cinco, catorze, vinte e um e muito menos três milhões e meio. Hoje seremos um e vamos lutar com todas as nossas forças e fazer o nosso melhor para chegar ao topo da Europa.

 

Foto de Sporting Clube de Portugal - Futsal.

 

O Sporting não é só futebol mas hoje também há futebol. Num fim-de-semana que tem decorrido dentro das melhores previsões, com vitórias catadupa, resta terminar em beleza, com uma vitória no voleibol, que nos coloque na frente da final, mais três pontos no futebol feminino, que nos aproximem do bi-campeonato, o tão desejado título europeu de futsal, que há tanto tempo perseguimos e uma vitória com o Boavista, que nos mantenha na luta por todos os objectivos no futebol.

 

Parece pedir muito, mas ontem a equipa de voleibol mostrou que vale mais do que aquilo que havia mostrado no Pavilhão do Benfica, devolvendo o 3-0 do primeiro jogo.

No Estoril, as nossas leoas do futebol feminino terão de mostrar uma capacidade superior para ultrapassar um adversário que nos colocou dificuldades há oito dias, na primeira mão da meia-final da taça de Portugal.

Em Saragoça, teremos pela frente o campeão europeu, que no ano passado nos goleou na final. Nada disso vai pesar e acredito plenamente que este ano a taça vai ser nossa. Somos fortes, coesos, temos qualidade e preparámo-nos convenientemente para nos apresentarmos nesta fase da época na melhor forma possível, com a melhor equipa possível. Hoje podemos escrever mais uma página dourada da nossa história, que poderá gravar na memória o dia 22 de abril como mais um dia de afirmação europeia do grande Sporting Clube de Portugal.

No José Alvalade enfrentaremos o Boavista e o cansaço, sabendo que depois da tempestade vem a bonança. Os nossos leões souberam ultrapassar esta fase de maior volume competitivo com dignidade e competência, carimbando a final da taça de Portugal sem deixar cair as esperanças em fazer melhor na Liga Portuguesa. Vencer hoje continuará a garantir que só dependemos de nós para lutar pela Champions, alimentando o sonho do título.

 

A publicidade neste blog destina-se apenas a fins solidários.
Sigam-me no facebook e no twitter.

Belenenses 3-4 SPORTING CP: Estamos vivos e na luta

Liga NOS: Belenenses x Sporting

Jogo difícil, como se esperava. Atribulado, mais do que o previsto.

A entrega das equipas não merecia uma arbitragem tão fraca. Erros corrigidos e correcções erradas. Uma confusão!

Continua a ser difícil perceber a discrepância entre a segurança defensiva apresentada em Alvalade e a constante dormência que se verifica nos jogos fora. 

Ganhou o adepto, que presenciou ou viu na TV um jogo com muitos golos, emotivo e capaz de pôr os nervos em franja ao mais calmo dos indivíduos.

 

O Sporting compensou uma entrada em falso no jogo com uma resposta de grande nível e, ao intervalo, já havia virado o 1-0 para um esclarecedor 1-3, muito graças a um fabuloso Bruno Fernandes.

Bruno Fernandes que quase marcou no início da segunda parte, a passe de Gelson Martins. 

À entrada razoável do Sporting na segunda parte seguiu-se um período de completo adormecimento, que resultou em dois golos sofridos. O 2-3 chega por inépcia da nossa lateral direita, embora os homens do meio-campo também tenham deixado Licá livre de marcação e o 3-3 resulta de uma bola nas costas que acaba com Acuña a derrubar Licá para, depois, Fredy fazer o empate.

Foram cerca de dez minutos frenéticos, onde o Sporting acaba por se adiantar fruto da terceira grande-penalidade do jogo, convertida por Bruno Fernandes após falta sobre Bas Dost, que levou à expulsão de Yebda.

 

A pouca frescura física e as decisões de Jesus em apostar no segurar da magra vantagem tornaram os minutos finais penosos e enervantes para o nosso lado. Felizmente Patrício e o poste estavam lá para evitar males maiores.

Estamos vivos, na luta e a depender apenas de nós para vencer a Taça de Portugal e segurar o segundo lugar na Liga.

Apesar de tudo, eu acredito!

 

A publicidade neste blog destina-se apenas a fins solidários.
Sigam-me no facebook e no twitter.

Hoje joga o Sporting

Não há margem de erro. O Sporting já tem 53 jogos disputados esta época mas faltam apenas mais seis que, se tudo correr bem, serão sete. 

Há, neste momento, um desgaste tremendo entre os jogadores mais utilizadose, para se ter uma noção, em 2015/16, a média de minutos de utilização entre os 15 jogadores mais utilizados era de 2617 (semelhante aos 2595 da temporada passada). Este ano Jesus sobrecarregou os 15 mais utilizados com, em média, mais de 3000 minutos (3006, para ser mais preciso).

Hoje temos 11 jogadores com mais de 3000 minutos de jogo, enquanto que, nas duas temporadas anteriores, apenas 5 ultrapassaram essa fasquia em cada época. Sinal claro de menor rotatividade, numa temporada em que se preparou tudo para ter um plantel mais profundo mas onde muitos jogadores nunca foram opção para Jorge Jesus. As lesões limitaram essa rotatividade mas não são desculpa para que tenhamos o restante do plantel com menos de 1400 minutos cada.

 

Seja como for, não é já tempo de fazer essa rotatividade. Há que assumir que Jesus apostou sempre nos que mais confiava e vai continuar a fazê-lo, admitindo que isso possa ter consequências na preparação da próxima época, visto que Rui Patrício, Sebastián Coates, Bruno Fernandes, Gelson Martins e Marcos Acuña acabarão a época com mais de 4000 minutos disputados e um Mundial pela frente, antes de se voltarem a apresentar em Alcochete para a pré-temporada.

Que sirva de exemplo para o futuro e não se voltem a cometer os mesmos erros, nem de gestão nem de abordagem ao mercado. O Sporting tem jogadores de valor nos seus quadros que merecem mais tempo de utilização e melhores oportunidades para evoluir e nos ajudar.

 

Hoje teremos um jogo muito complicado. O Belenenses de Silas empatou em casa com o Benfica e venceu o Porto. Iremos a Belém com avisos sérios e a saber com que contar.

Teremos de fazer o que nenhum dos rivais conseguiu e ganhar pontos a algum deles ou a ambos, visto que se defrontam duas horas antes, no Estádio do Benfica.

É importante garantir o segundo lugar para preparar a próxima temporada com a Champions em pano de fundo. Eu acredito que voltaremos a ouvir o hino da Champions em 2018/19!

 

Consulta toda a actividade na Agenda Leonina (link). Há mais motivos de interesse.

 

A publicidade neste blog destina-se apenas a fins solidários.
Sigam-me no facebook e no twitter.

SPORTING CP 2-0 P. Ferreira: Instabilidade? Só fora de campo!

Espero que a resposta de ontem seja para manter até final da temporada. Exibição muito segura da equipa do Sporting, contrariando dentro de campo o ambiente de instabilidade que se vive fora dele.

Sem fazer uma exibição fantástica ou particularmente exuberante, o Sporting teve sempre o controlo do jogo, controlou o adversário com bola e sem ela e não deixou que o Paços sequer se aproximasse da área de Rui Patrício.

Bryan desbloqueou o jogo, com um grande passe para Bruno Fernandes que, em esforço, desviou para Bas Dost encostar. 

Já no segundo tempo, foi Gelson a recuperar uma bola, trocar com Bruno Fernandes e assistir Bryan para o 2-0, que viria a ser o resultado final.

Nota para a estreia (com bons indicadores) de Wendel e para as boas exibições de Battaglia, Coates, Bruno Fernandes e, sobretudo, Gelson mas notas positivas também para Bas Dost e Bryan, por terem estado ambos em momentos decisivos da partida.

 

O prémio de MVP vai para Gelson, que voltou a ser o elemento de maior rendimento. Fez mais uma assistência, revelou bom entendimento e solidariedade com Ristovski e foi o habitual elemento desequilibrador da partida. Teve seis acções defensivas efectivas (as mesmas que Battaglia e apenas abaixo de Ristovski e Coates), mais do que Wendel, Bruno Fernandes, Bryan Ruiz e Bas Dost...juntos. Para além disso, tentou o remate por três vezes e fez dois passes para ocasião de golo, um deles concretizado por Bryan Ruiz.

 

Destaque para o décimo primeiro jogo consecutivo sem sofrer golos em casa nas competições nacionais (o último foi marcado pelo Braga, em novembro), nove deles na Liga NOS. Foi também o décimo segundo jogo para o campeonato sem sofrer golos em casa, em quinze jogos (só Estoril, Chaves e Braga marcaram em Alvalade).

 

Acerca das manifestações de apoio aos jogadores e apupos a Bruno de Carvalho, são apenas um reflexo daquilo que se tem passado nos últimos dias. Uma situação que tem fugido ao controlo do Presidente e que Jorge Jesus parece ter mediado com um compromisso e altruísmo que deve servir de exemplo.

O treinador do Sporting esteve impecável na gestão do conflito, no assegurar que os interesses do Sporting seriam salvaguardados e dando uma lição de comunicação inesperadamente clara e peremptória.

 

Quinta-feira há novo duelo com o Atlético de Madrid e novo teste à competência e união do grupo.

 

A publicidade neste blog destina-se apenas a fins solidários.
Sigam-me no facebook e no twitter.

Hoje joga o Sporting (mas nem parece)

Têm sido quase três dias difíceis e instáveis sem qualquer justificação para tal mas, se algo de positivo há a retirar de todo este triste episódio, é a união no seio do plantel profissional de futebol, que tem tudo para ter saído reforçada.

Diga-se que, pese embora as críticas (naturais) aos erros dos jogadores, depois da publicação do Presidente no facebook, foi notório o tom de crítica a Bruno de Carvalho, tendo os jogadores, de certa forma, sido defendidos por uma boa parte dos adeptos. Não há, como já não poderia haver antes, desculpa alguma para falta de união, espírito de sacrifício e vontade de vencer.

 

O conflito interno pareceu ter ficado sanado com o comunicado da administração, que decretava, a bem do Sporting, silêncio até final da época, período no qual seria resolvida em definitivo a situação.

Hoje Bruno de Carvalho voltou a publicar no facebook, fazendo com que o voto de silêncio até maio não tenha durado nem 24 horas, atacando novamente os jogadores, desta vez com acusações de plantarem notícias nos jornais, entre outras "revelações".

Nota importante: isto acontece a horas do jogo com o Paços de Ferreira, para o qual já partimos em 4º lugar e com a segunda mão dos quartos-de-final da Liga Europa em pano de fundo.

 

Vou tomar como verdadeira a acusação de notícias plantadas (e afirmo já aqui que não a tomo como tal, por inexistência de provas e de confiança na palavra do Presidente - por motivos óbvios). Ora, as notícias plantadas na comunicação social que nós, adeptos, não devemos ler por só mentirem sobre o Sporting, são assim motivo para voltar a resolver as coisas no facebook, cometendo o mesmo erro de antes?!

Faltam (ou sobram, embora prefira não as proferir) palavras para esta (falta de) estratégia de comunicação.

 

Quanto ao jogo, verei com atenção mas sem a emoção habitual. Estou demasiado triste com isto tudo. Vamos acabar a temporada com a dignidade possível e, no fim, acertem-se as contas.

O Sporting é nosso e espero que os sócios sejam chamados, no final, como parte integrante da solução.

 

A publicidade neste blog destina-se apenas a fins solidários.
Sigam-me no facebook e no twitter.

Sp. Braga 1-0 SPORTING CP: Uma morte anunciada

As expectativas eram baixas para esta época. Disse-o por aqui no início da mesma e ontem acabaram as nossas ambições relativamente ao título nacional, principal objectivo da temporada.

Devo dizer que, momentos houve em que a equipa respondeu e deu sinais positivos. Jogámos bom futebol, mostrámos eficácia, espírito de luta, resiliência, garra... No entanto, faltou sempre algo que verdadeiramente convencesse os adeptos de que este poderia ser "o ano".

Faltou consistência, alguma audácia, sobrou calculismo e acabou por não ser suficiente.

Claro que ainda há a Liga Europa e a Taça de Portugal, competições diferentes de uma que te obriga a ser regular, a manter o nível semana após semana mas...as expectativas continuam a ser baixas.

 

Jesus formou um bom plantel, aparentemente sempre me pareceu um bom grupo, mas foi evidente desde o início que nem todos teriam espaço de afirmação, tolerância e minutos para crescer. Tanto ou mais ainda do que o habitual, Jesus agarrou-se aos seus 13/14 jogadores preferidos e achou que conseguia levar a nau a bom porto só com esses.

O treinador do Sporting nunca revelou grande astúcia para gerir plantéis, sobretudo sendo extensos. É exigente, meticuloso, trabalha no limite mas não usa a pedagogia, não sabe dar um "mimo" na hora certa, não é tolerante. Não é um treinador com o perfil ideal para um clube como o nosso, onde é habitual haver juventude, que normalmente acaba até por ganhar alguma preponderância.

Quase deu certo no primeiro ano, falhou completamente no segundo e voltou a falhar no terceiro.

 

"Não é altura para falar disto", "Ainda há coisas para ganhar"...vou ouvir isto e mais algumas, sabendo que corro o risco de me chamarem Sportin..."qualquer coisa".

 

Parece-me evidente que Jesus falhou como treinador do Sporting. O projecto desenhado em conjunto não deu certo, quer com um plantel adquirido ou um feito com plenos poderes, reforçados esta epoca.

O Sporting tem bons jogadores em todas as posições, um plantel caro e um treinador experiente (e ainda mais caro que os jogadores mais caros do plantel). 

Podia e tinha de fazer melhor! Não pode haver receio em assumir isto.

O que aconteceu ontem foi, como disse no título, uma morte anunciada. Há muitas semanas que era evidente que isto aconteceria em qualquer lado. Foi em Braga, como poderia ter sido noutro lado, antes deste jogo ou depois.

Acabou-se a luta pelo título mas não se acabou a luta pelo segundo lugar, pelo melhor possível na Liga Europa e pela conquista da Taça de Portugal.

Não sei o que acontecerá a Jesus no final da época mas acredito que fique para cumprir o contrato. Aceito isso, embora meio contrariado. Seja como for, fica a obrigação de deixar algo mais do que troféus segundários (para não dizer "menores") no Museu do Sporting.

 

Ontem, assim que aquela boa meia hora inicial não resultou em golos para o nosso lado, ficou evidente que seria muito complicado ganhar o jogo. Bas Dost nunca entrou no encontro e é sempre dificil marcar sem que ele seja incluído nas dinâmicas da equipa (entenda-se: "meter a puta da redondinha onde se sabe que ele não falha").

A arbitragem tem erros para ambos os lados e é impossível saber o que se passaria se, por exemplo, tem sido assinalado o penalti sobre Bas Dost, que existe e é, para mim, claro.

Evidente, também, foi aquilo que o Sporting não fez após essa boa meia-hora inicial e que diminuiu muito as nossas probabilidades de sucesso.

 

Voltando à nossa época, teremos de nos transcender para eliminar o Atleti e dar a volta à eliminatória da Taça de Portugal, com o Porto. Tudo isto não facilitando no campeonato onde teremos de perseguir o segundo lugar, com o bafo dos minhotos bem nas nossas costas. Não vai ser fácil mas, às vezes, é quando parece impossível que as coisas acontecem. 

Sporting sempre!

 

A publicidade neste blog destina-se apenas a fins solidários.
Sigam-me no facebook e no twitter.

SPORTING CP 2-0 Rio Ave: Bo joga muito

Depois da derrota no Dragão, o jogo de ontem concluía um ciclo infernal de quatro jogos em apenas onze dias. 

O Sporting não só saiu vivo deste ciclo como o superou, terminando com uma exibição bem acima das minhas expectativas.

Bom futebol, oportunidades de golo, Gelson a "decidir mal", Bas Dost aos abraços, o regresso de Piccini à titularidade, a estreia de Wendel, a homenagem a Peyroteo e uma noite quase perfeita, mesmo que tenham faltado alguns golos para a abrilhantar ainda mais e fazer justiça aos números do homenageado.

 

Depois do desgaste dos jogos anteriores, dos baixos níveis de intensidade e das exibições menos convincentes, não era expectável um jogo com futebol tão fluído e agradável.

O Sporting fez questão de terminar este ciclo competitivo da melhor forma, com uma vitória, a décima segunda em casa e a oitava consecutiva sem sofrer qualquer golo no Estádio José Alvalade.

 

Gelson Martins foi o melhor elemento em campo, marcando o décimo segundo golo da temporada e assistindo Bas Dost para o 2-0, naquele que foi o décimo passe para golo da época (nove deles entre campeonato e Champions - 6+3). O excelente registo do extremo formado no Sporting não só supera os anteriores como tem a relevância de ser averbado quase sempre em jogos com o resultado tangencial ou em aberto.

Depois do penalti falhado na República Checa, Dost voltou aos golos, embora numa noite menos eficaz que o normal (pela primeira vez esta época a sua eficácia está abaixo dos 40%).

Saúdo efusivamente o regresso de Piccini, satisfeito com a paragem que se avizinha, que certamente o beneficiará. A segurança e qualidade que dá ao nosso sector recuado e à lateral direita, mais especificamente, é inigualável por qualquer outro que faça aquela posição.

Exibições de luxo também de Bruno Fernandes, William Carvalho e Fábio Coentrão, numa noite em que ninguém jogou mal.

Mais uma bonita homenagem ao maior goleador de todos os tempos e uns minutinhos e o carinho das bancadas para o estreante Wendel.

 

Que ninguém se magoe nas selecções e que os que cá ficam se mantenham focados no trabalho e determinados a enfrentar mais um duro ciclo competitivo, que se iniciará em Braga, no dia 31.

 

A publicidade neste blog destina-se apenas a fins solidários.
Sigam-me no facebook e no twitter.

Hoje joga o Sporting

O dia começou com o domínio do Sporting no atletismo, com vitórias colectivas e individuais em ambos os géneros, nos campeonatos nacionais de corta-mato longo, às quais se juntará certamente mais uma vitória no masculino do nacional de clubes em natação.

No hóquei em patins, depois de um grande jogo, com 5-5 no final do prolongamento, o Porto mostrou-se mais eficaz e venceu por 0-3 no desempate através de grandes penalidades, enquanto que o futebol feminino goleou o Cadima por 8-1.

A equipa B saiu da zona de despromoção com o empate a uma bola em Matosinhos (golo de Pedro Marques) e o judo arrecadou duas medalhas de bronze na Taça da Europa de Juniores.

Segue-se o andebol, antes do futebol enfrentar um jogo que tem de ser encarado como uma autêntica final.

Estes são os 19 convocados por Jorge Jesus para tentar levar de vencido o Rio Ave de Miguel Cardoso, que se apresentará no José Alvalade sem Chico Geraldes e Gelson Dala, impossibilitados de dar o seu contributo frente ao clube que os enviou por empréstimo para Vila do Conde.

 

Antes da pausa para as selecções e de um momento ímpar sem competição, é importantíssimo que mantenhamos a distância para os rivais, afim de manter viva uma perseguição difícil (Porto e Benfica já venceram os seus jogos desta jornada).

Com Wiiliam e Coates de volta aos convocados e, certamente, ao onze inicial, espera-se uma entrada de leão que possa desmoralizar o Rio Ave e os seus intentos de levar pontos para o norte do país.

Mantém-se a expectativa para ver se é desta que Wendel se estreia de leão ao peito, sendo que o mais importante é somar mais três pontos à nossa caminhada nesta Liga NOS.

 

A publicidade neste blog destina-se apenas a fins solidários.
Sigam-me no facebook e no twitter.

Desp. Chaves 1-2 SPORTING CP: Bas "Panic" Dost

Minuto 55:

Nuno André Coelho olha para a linha lateral e vê Bas Dost. Avisa Maras; "Vem aí o gajo!"

Maras responde; "E agora?!"

NAC encolhe os ombros...

SCPGDC.png

Um Chaves organizado entrou em pânico quando Bas Dost entrou em jogo. Sentiu-se isso de imediato. Os flavienses esforçaram-se para que a bola não chegasse ao holandês mas, quando chegou, o inevitável aconteceu; três remates (dois de cabeça e um de pé direito), dois golos. 

Em quinze toques na bola aproveitou treze (foi desarmado uma vez e dominou mal uma bola), fez dois golos e nove passes (100% de eficácia), dois deles para finalização. Pouco mais de meia-hora de pânico para os adversários e de qualidade e definição para o jogo ofensivo do Sporting.

 

A primeira parte foi muito fraca, sem dinâmica, sem acerto no passe mas não é dia de bater na equipa. Misic e Battaglia estiveram muito inseguros nos primeiros 45 minutos e isso passou para os colegas. Faltou ligação entre o meio-campo e o ataque. Rúben Ribeiro foi uma sombra daquilo que pode fazer e mostrou, depois, na segunda parte.

Com as ausências, o desgaste, a falta de ritmo de um ou outro jogador, dou por mim a desculpar aquela primeira parte e apenas a sentir-me feliz por termos conseguido vencer num campo difícil, a meio de mais um ciclo competitivo terrível.

 

Jesus optou por adaptar dois laterais em vez de usar os de origem e, embora tenha acabado por ser forçado a usar Lumor, a equipa foi sabendo equilibrar-se e corrigir as falhas pontuais de um ou outro jogador. Algumas vezes teve de ser Patrício a salvar os colegas e a equipa. Fê-lo ao décimo primeiro minuto, após uma má abordagem de Bruno César, naquela que foi a melhor oportunidade de golo em toda a primeira parte.

Imediatamente antes da entrada de Bas Dost, Nuno André Coelho obrigou Rui Patrício a mais uma boa defesa e menos de dez minutos depois já Dost tinha causado pânico (e mossa) na defensiva transmontana. Nos dois momentos mais importantes da jogada, acaba por ser Nuno André Coelho e o seu mau posicionamento a viabilizar o bom envolvimento ofensivo do Sporting. Coloca Rúben Ribeiro em jogo, antes do bailado do nosso 7, que colocou a bola redondinha para a cabeça de Dost, mais uma vez colocado em jogo por Coelho.

 

Estava feito o mais difícil e viríamos a assistir ao melhor período do Sporting no jogo. Montero serviu Battaglia para o remate, que tardou e foi bloqueado por um opositor. Coates cabeceou a rasar a barra mas o segundo golo não apareceu e Luís Castro arriscou. Tirou o médio mais defensivo e tentou dar mais capacidade ofensiva à sua equipa.

Jesus respondeu com a entrada de Palhinha que, a frio, viu Bressan escapar para apanhar Battaglia a dormir. Davidson voltou a ser perdulário. Patrício atrapalhou-o e Battaglia viria a redimir-se do erro...duas vezes.

Isto porque, minutos depois, ganharia uma bola em zona adiantada a Platiny (que também estava a dormir - e ainda bem) e serviria Bas Dost para o 0-2.

 

O jogo parecia resolvido mas Hugo Miguel trataria de dar emoção aos últimos minutos, assinalando um penalti bastante forçado, na minha opinião. O movimento de Coates é natural e não me parece ter tido qualquer intenção de atingir Djavan, que fez o teatro que lhe competia.

Patrício não conseguiu travar o remate de Platiny mas o Sporting acabaria por garantir os três pontos, a quarta vitória em dezassete jogos em Chaves e via assim reduzida a diferença para o líder, Porto, que escorregou este fim-de-semana na Capital do Móvel.

 

Temos campeonato e embora me mantenha céptico relativamente à conquista do título, acredito que não acabaremos a época só com a vitória na Taça da Liga.

Daqui a dois dias já jogamos novamente, na República Checa, em mais um jogo que desafiará as capacidades de Jesus em encontrar soluções.

 

A publicidade neste blog destina-se apenas a fins solidários.
Sigam-me no facebook e no twitter.

Hoje joga o Sporting

As visitas a Chaves são tradicionalmente difíceis. Entre campeonato e taça de Portugal, foram dezasseis as visitas a Chaves e o Sporting só venceu três (!!!) vezes - todas seguidas, entre 1992 e 1995.

De 1995 para cá, foram quatro empates e duas derrotas. Outro facto relevante é que o Sporting marca poucos golos ao Desportivo, em sua casa. O jogos pautam-se pelo equilíbrio e os resultados mais dilatados são dias vitórias do Sporting por 0-2 e 1-3. Nos dezasseis encontros disputados em casa dos flavienses o Sporting marcou apenas 21 golos, tantos quantos sofreu.

 

A derrota em Tondela foi a primeira do Chaves com equipas que não um dos grandes desde a eliminação da taça de Portugal, em novembro, nos Açores. Dai para cá, em 14 jogos, o Chaves só perdeu com o Benfica, o Porto e, agora, o Tondela. O percurso em casa não é perfeito nem sequer regular. Quatro vitórias, cinco empates e três derrotas (com Benfica, Feirense e Porto). Ainda assim, fica evidente que não é fácil trazer os três pontos de trás-os-montes.

 

Há baixas de ambas as partes mas é do lado leonino que se fazem sentir as maiores ausências. Faltam os dois laterais habitualmente titulares, Bruno Fernandes, Acuña e Bas Dost acaba de regressar de lesão. Teoricamente, esperam-nos noventa minutos complicados mas nem sempre as coisas são o que parecem.

Cabe-nos a nós descomplicar e fazer com que as coisas aconteçam e os três pontos caiam para o nosso lado.

Já há onze oficial, por isso, vamos a eles, leões!

A publicidade neste blog destina-se apenas a fins solidários.
Sigam-me no facebook e no twitter.

FC Porto 2-1 SPORTING CP: Faltaram asas para voar

O título parece estúpido, pois um leão não tem asas. Na profecia bíblica dos quatro animais tem e aconteceu-lhe exactamente o mesmo que ao nosso.

"O primeiro era como leão e tinha asas de águia; enquanto eu olhava, foram-lhe arrancadas as asas, foi levantado da terra e posto em dois pés, como homem; e lhe foi dada mente de homem."

 

Foi um leão com ideias, com vontade, que soube criar condições para ser feliz mas ao qual faltou eficácia e...asas.

Asas essas que não nos deram o equilíbrio que podiam nem a imprevisibilidade que deviam.

Ao Sporting faltou que os laterais oferecessem mais equilíbrio a defender e que os extremos fossem mais ousados.

Ristovski provou porque é que continuará a ser suplente de Piccini, sempre que o italiano esteja apto e Coentrão teve muitas dificuldades com a velocidade de Marega e não só.

Esta instabilidade nas alas obrigou os centrais a apagar mais fogos que o habitual, o que fez com que nos tenhamos desequilibrado mais vezes do que é habitual (fruto da qualidade do adversário, também).

Ainda assim e mesmo sem as asas, o leão caminhou bípede e de peito feito, em muitos momentos, sobretudo impelido pela força de William Carvalho, o coração de Bruno Fernandes e a criatividade de Bryan Ruiz.

A irreverência de Rafael Leão mostra que nem sempre os mais capazes, os que fazem a diferença, são os mais experientes ou mais conhecedores do jogo. Leão marcou um golo e falhou outro (bem mais fácil que o primeiro) e tem agora pela frente uma fase de crescimento e afirmação.

 

O jogo foi dividido, com boas oportunidades para ambas as partes. Tudo se define num melhor aproveitamento dos dragões, que marcaram mais um golo que o Sporting.

Nos primeiros 45 minutos foram Bruno Fernandes e Bryan Ruiz os elementos em maior evidência, escudados por um William Carvalho.

Rafael Leão entrou para o lugar de Doumbia e pouco mais de um minuto depois, fez golo na primeira vez que tocou na bola. Não deixa de ser impressionante a incapacidade de Doumbia em ser mais esclarecido. Teve duas boas oportunidades para marcar e permitiu uma defesa a Casillas, preocupando-se mais em ganhar uma penalidade do que em finalizar no segundo lance. Eu também acho que é penalti mas Doumbia podia e devia ter-se focado em visar a baliza em vez de esperar pelo contacto de Dalot.

No segundo tempo, quando se esperava um Sporting mais afirmativo e pressionante, capitalizando o golo do empate nos descontos do primeiro tempo, o que se verificou foi uma entrada forte do Porto, que marcou cedo e se focou a partir daí em segurar a vantagem.

A partir dos 60 minutos o Sporting pegou no jogo para não mais o largar. A entrada de Montero é algo tardia e acho que se Jesus tem arriscado queimar as substituições mais cedo, a pressão nos últimos minutos poderia ter sido ainda maior.

Ainda assim, foi um Sporting em crescendo, com alguns jogadores desgastados mas uma vontade enorme de de anular a vantagem dos portistas.

Montero e Leão tiveram nos pés a possibilidade de repor alguma justiça no resultado mas não conseguiram bater Casillas, que fez a mancha ao colombiano e seguiu com os olhos o remate de Rafa por cima do travessão.

 

Exibição fantástica de William Carvalho, o melhor elemento do Sporting em campo. Enquanto teve fôlego, dominou por completo os acontecimentos a meio-campo. O último sopro serviu para Corona se amedrontar e deixar sair a bola pela lateral, o último fôlego surgiu naquela cavalgada concluída com um passe algo desviado para Bruno Fernandes. O "monstro" voltou! Para ficar, espero.

Como na profecia, o Sporting parece um reino algo frágil e o leão, fiel escudeiro do nosso império, embora sem asas e renegando o seu instinto, caminhando e pensando como um homem, segue na sua luta interior, enquanto enfrenta os seus inimigos.

O campeonato é neste momento uma miragem mas há um segundo lugar e os milhões da Champions para perseguir. Nisso, aconteça o que acontecer no que resta desta jornada, continuaremos a depender apenas de nós.

Jesus precisa neste momento que tudo lhe corra bem para que a sua liderança não saia ainda mais fragilizada. Só a conquista da Liga Europa e da Taça de Portugal lhe validarão o cumprimento do seu contrato. 

A nossa Babilónia precisa de estabilidade mas também de prosperidade e riqueza, de espírito e material.

 

A publicidade neste blog destina-se apenas a fins solidários.
Sigam-me no facebook e no twitter.

É ganhar ou ganhar

Não tenho tempo para dizer grande coisa sobre o jogo de mais logo. Desejo apenas que lutem como leões e ganhem.

A publicidade neste blog destina-se apenas a fins solidários.
Sigam-me no facebook e no twitter.

Mais sobre mim

imagem de perfil

Blogs Portugal