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Grande Artista e Goleador

Déjà vu: um dia repleto de Sporting

Eu já vi este filme! Não tentem dizer-me que não...

Os rapazes de verde-e-branco de patins calçados e stick em punho. Uma meia-final em casa do adversário. O Reus como possível oponente na final.

Eu já vi este filme! E fiquei muito feliz no final!

 

Admito, o Sporting não é o favorito a vencer a Liga Europeia de hóquei em patins. Do outro lado está a equipa do Porto, crónico finalista (sempre vencido desde a nova designação) e actual líder do campeonato nacional. 

O Porto tem oito finais perdidas nos últimos vinte e um anos, duas delas perdidas em casa. Uma para o Bercelona (o último dos presentes na final-four deste ano) e outra para o Benfica.

Resumindo, teremos de ultrapassar a equipa da casa, campeã nacional em título e líder do nosso campeonato para depois nos cruzarmos com o campeão europeu ou o actual campeão espanhol, que também lidera destacado a OK Liga deste ano.

 

O Sporting é o underdog e já se deu bem com este estatuto.

Eu já vi este filme! E acaba com o levantar de uma taça e pessoas a chorar de alegria. No ringue e em casa.

Não tenham medo de ser felizes!

 

Mas nem só de uma meia-final europeia se faz este, sábado, que tem três derbies decisivos, dois deles em meias-finais da taça de Portugal. As equipas masculina e feminina tentarão, em Gondomar, ultrapassar o eterno rival e marcar ambos presença nas respectivas finais da prova rainha.

Também a contar para a Taça de Portugal joga a equipa de futebol feminino, que enfrentará o Estoril, um osso que se tem mostrado bem duro de roer.

 

Mas há mais, muito mais, como se pode comprovar com uma Agenda Leonina (link) com 49 eventos desportivos para acompanhar este sábado.

 

 

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Sporting CP está na final-four da Liga Europeia

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Agregado de 6-4, no conjunto das duas mãos. O Porto, o Barcelona e o Reus serão os adversários da derradeira fase da prova, onde portugueses e espanhóis se defrontarão entre si nas meias-finais.

 

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Queremos a glória europeia

Duas finais e uma vitoria em cinco presenças nas meias finais da Liga Europeia (à época denominada "Taça dos Campeões Europeus"); é este o registo do Sporting na fase mais adiantada da maior competição de clubes do hóquei em patins europeu.

Entre 1975 e 1979 o Sporting esteve presente em três meias-finais da Taça dos Campeões Europeus (na altura disputadas em duas mãos). Venceu a prova em 1976/1977, naquela que é a única vitória na competição, e foi eliminado em 1975/1976 e 1978/1979 pelas equipas que viriam a vencer a prova (Voltergà e Barcelona).

Em 1982/83 voltaríamos a cair aos pés do Barça (que voltaria a sagrar-se campeão da Europa) e a nossa última presença nas meias-finais culminou numa derrota na final, frente ao Noia.

 

Extinta, em 1994/1995, a equipa de hóquei em patins do Sporting nunca viveu a intensidade de uma final-four, fase que a prova maior do CERH só estreou em 1996/97, com o Barcelona a vencer em casa a primeira fase final disputada neste formato.

Curioso que as equipas portuguesas disputaram muito mais finais desde a implementação das final-four, mas ganharam muito menos troféus nas 21 edições assim decididas do que nas 31 edições anteriores, disputadas em duas mãos (casa e fora).

Em dez finais, entre 1966 e 1996, três equipas portuguesas arrecadaram o troféu por quatro vezes (Sporting, Barcelos e Porto, em duas ocasiões).

Entre 1997 e 2017, foram treze as vezes que a final teve um representante português, sendo que apenas em duas ocasiões uma equipa portuguesa saiu vitoriosa (o Benfica, em ambas, qualquer delas jogadas com adversários também portugueses).

Passámos de quatro finais ganhas em dez, para duas em onze. Jogar uma final-four não é bom sinal para os lusos na Liga Europeia, a não ser que joguem entre si (onde é inevitável que um ganhe).

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O Sporting começou ontem a discutir o acesso às meias-finais da Liga Europeia desta temporada. Em Oliveira de Azeméis o jogo foi difícil, como se esperava.

Aos quinze minutos o Sporting perdia por 2-0, com ambos os golos a surgirem em power-play, fruto da exclusão de dois jogadores leoninos com cartão azul (Toni Pérez e Matías Platero). Ângelo Girão defendeu ambos os livres directos daí resultantes mas o Sporting não conseguiu evitar o golo dos da casa, jogando (e sofrendo) depois em inferioridade numérica.

Paulo Freitas pediu imediatamente timeout e Caio ainda viria a reduzir para 2-1, minutos depois, resultado com que se chegou ao intervalo.

No segundo tempo os golos só surgiram já dentro dos dez minutos finais. Pedro Gil empatou e Ferran Font assegurou uma importante vitória, que pode ser fundamental para carimbar em casa a passagem à final-four da Liga Europeia.

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Paulo Freitas falou, no final, num resultado justo e em decisões duvidosas da equipa de arbitragem. Quarta-feira regressa o campeonato e o Sporting recebe no João Rocha o HC Valença. A segunda mão da Liga Europeia está marcada para o dia 7 de Abril.

 

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O regresso ao palco maior

Penso que todos concordam se disser que o hóquei em patins é hoje uma modalidade muito menos mediática em Portugal do que no passado, mesmo que continuemos a ter/ser dos melhores do Mundo.

Eu comecei por ignorar, por me passar ao lado, para ser hoje um apaixonado da modalidade "do pau". Depois do futebol, tenho o futsal e o hóquei em patins em pé de igualdade. Não diria que deixasse de ver o futebol para ver o hóquei mas preferia que a SportingTV ontem tivesse transmitido o hóquei, em detrimento da equipa B.

Sempre vi com paixão e atenção os duelos da nossa selecção nacional mas os grandes responsáveis pelo entusiasmo pela modalidade são os heróis de 2014, com Nuno Lopes à cabeça, seguido por cada um dos que, em campo, fizeram história no primeiro ano do regresso da modalidade oficialmente ao Clube.

Alguns deles ainda ontem nos representaram no regresso à mais alta roda europeia, os outros têm um cantinho no meu coração, onde os guardo com apreço e enorme respeito por terem preenchido a mais bela página vivida enquanto Sportinguista.

Já vi dois títulos nacionais de futebol mas nada me alegrou e emocionou como a conquista da CERS de 2013/14. Se provas forem necessárias de que o Sporting não é um Clube de futebol, podem guardar esta.

 

Ora bem...ontem o hóquei regressou à Liga Europeia (antiga Taça dos Campeões Europeus), a Champions da modalidade, e fê-lo da melhor forma: pavilhão cheio, adeptos entusiastas, uma boa exibição e uma vitória de goleada.

Perfeito!

Importa dizer que o Sporting se assume como candidato à vitória na prova, num momento em que o hóquei português parece ganhar sobre o espanhol um ascendente nunca antes visto (se estiver a dizer alguma parvoíce, alguém melhor informado que me corrija). Nos últimos dois anos, os portugueses venceram três das quatro provas europeias (Liga Europeia e Taça CERS) e este ano voltam a ser favoritos às vitórias finais. Qualquer dos quatro representantes na Liga Europeia a deseja vencer e o Óquei de Barcelos será um dos principais favoritos à vitória na CERS.

Esta é a sétima presença do Sporting na prova, que venceu uma vez nas seis participações anteriores (podem saber toda a história da única vitória, AQUI). Foi mesmo o Sporting, a primeira equipa portuguesa a vencer uma competição europeia de clubes, rompendo o domínio esmagador dos espanhóis. Nas cinco presenças restantes, três presenças nas meias-finais e outra final, desta vez perdida.

Nesta, que é apenas a sétima presença na mais importante prova de clubes da Europa, o Sporting pode manter ou melhorar um registo impressionante na prova, para uma equipa com tão poucas participações. Recordo que, só finais, o Benfica tem 7 e o Porto 12, com bastantes mais anos de modalidade que nós e grande parte delas durante a nossa ausência. O Benfica é o campeão europeu em título e o Porto vem de uma série de 8 finais perdidas nos últimos 20 anos.

Só quatro equipas portuguesas venceram a Liga Europeia: Sporting CP (1), FC Porto (2), Benfica (2) e OC Barcelos (1). As restantes 45 edições tiveram 44 vencedores espanhóis e um italiano (numa final jogada em Portugal).

Na última participação na prova, em 1988/89, o Sporting foi finalista vencido e, agora, 27 anos depois, estamos de regresso para voltar a tomar de assalto o título de reis do "velho continente", que em 89 escapou à equipa comandada por um dos maiores símbolos do Sporting; António Livramento.

 

A expectativa é elevada para esta época mas, para mim, considero-a moderada. O Sporting tem sabido dar os passos certos no aumento da sua competitividade e, ano após ano, tem subido um degrau, aproximando-se do topo. Como disse, há 27 anos que não estávamos na Liga Europeia e, da minha parte, haverá sempre exigência mas sem nunca perder a noção desta realidade.

Ontem, com uma grande equipa, liderada pelo melhor guarda-redes do Mundo e, entre outros, reforçada com o melhor jogador de campo da última década, o Sporting venceu sem problemas os franceses do Quévert e disputará certamente a passagem à fase seguinte com o Reus e o Forte dei Marmi, este último desfalcado de Pedro Gil, o nosso mais sonante reforço para esta época.

O grande destaque da partida vai para os três golos de João Pinto, o nosso capitão e um dos eternos heróis de 2014.

Segue-se a recepção ao Paço de Arcos, na próxima quarta-feira, e o exigente teste em Barcelos, no próximo fim-de-semana. Depois, será um duelo com a Sanjoanense, em casa, a mediar o segundo jogo da Liga Europeia, na Catalunha, frente ao Reus.

 

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