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Grande Artista e Goleador

Manifesto

Frederico Varandas saberá tão bem como nós que assumiu a presidência do Sporting numa altura complicada. Não por questões financeiras ou de programação/controlo das épocas desportivas das mais variadas equipas mas sobretudo pelo conflito interno em que todos nos vemos neste momento.

O tal Sporting fracturado a que se referiu não o vai deixar descansado enquanto que o seu trabalho não fale (e tem de falar bem) por si.

E se há muitos dispostos a unir, não deixam de haver outros, provavelmente ainda habituados a métodos que infelizmente se tornaram comuns nos últimos anos, dispostos a continuar a promover a divisão e a promover o conflito por questões que em nada beneficiam o Clube.

A verdadeira caça à bruxas promovida nos mandatos de Bruno de Carvalho trouxe o condão de nos acordar para algumas realidades, infelizmente terá distorcido outras e instituiu em muitos de nós a procura incessante por culpados de tudo e mais alguma coisa. Teremos passado a achar normal esta espécie de guerrilha que tanto nos obrigou a perseguir rivais como elementos da nossa "família".

Não podemos confundir esse estado de alerta, de exigência com perseguição e se há uma coisa que tem de ser dita é que a chegada de Varandas à presidência do Sporting tem tido tanto de aglutinadora como o oposto. Sobretudo porque continuam a haver pessoas que, nas redes sociais (onde as coisas se propagam da forma que sabemos), não se cansam de poluir a opinião pública com insinuações (até ver falsas, por carecerem de prova) que visam minar o universo leonino e perturbar a tranquilidade que a direcção recentemente eleita merece.

 

Fiz-me sócio no primeiro mandato de Bruno de Carvalho e se há coisa que fiz, sobretudo nos primeiros anos, foi dar-lhe o benefício da dúvida, tranquilidade para trabalhar e confiança. Defendi-o enquanto pude e enquanto a minha consciência o ordenou. Fi-lo muitas vezes ignorando pormenores que para mim eram incómodos, a bem do Sporting e da união que precisávamos e de certa forma criámos. Nunca abdiquei (nem abdicarei) da exigência que, enquanto adepto e depois sócio, o ex-Presidente nos pediu e incutiu.

Com Varandas não será diferente e o facto de ter votado nele não fará de mim mais benevolente (como não fez no passado, com Bruno de Carvalho, que ajudei a reeleger). O recém eleito Presidente do Sporting Clube de Portugal terá em mim um sócio atento, exigente mas que não deixará de lhe dar tranquilidade e tempo para implementar as suas ideias e o seu programa. Estarei, como antes, atento ao cumprimento das medidas propostas para um mandato que, recordo, será de quatro anos e não obriga à implementação de todas elas imediatamente.

Mais do que isso, aproveitarei a abertura da actual direcção para endereçar as minhas ideias sugestões de melhoria em algumas vertentes do Clube, não me arrogando a "meter o bedelho" em assuntos que não domino.

 

Não são as guerras internas que vão parar a união do Sporting mas certamente a atrasarão e, como unidos seremos mais fortes, peço aos interessados que parem e pensem. Baixemos as armas sem deixar de estar alerta. Sejamos o mais unidos possível, respeitando quem nos lidera, exigindo-lhe o máximo e ajudando na medida em que cada um possa, seja com ideias ou o simples apoio num jogo de qualquer modalidade.

O Sporting precisa de todos nós para cumprir os seus desígnios e o esforço, dedicação e devoção não deve caber apenas aos que nos representam mas a todos nós, em nosso benefício. Só assim atingiremos a glória plena e seremos vencedores em tudo. 

 

Viva o Sporting Clube de Portugal!

 

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Os festejos do 13º onde sabem melhor...entre leões

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Toca a reunir

É natural que o resultado de ontem tenha desiludido alguns adeptos do Sporting, talvez porque achassem que seria um dos jogos em que mais facilmente o rival poderia perder pontos.

Esperávamos que fosse no Bessa mas não foi. Queríamos que tivesse sido ontem mas não aconteceu.

Está tudo igual. 

Teremos de vencer o nosso e esperar pela escorregadela na próxima semana.

Afinal, não foi isto que eles passaram quase todo um campeonato?!

Agora passamos nós. Não há motivos para desmoralizar... bem pelo contrário.

Continuamos a acreditar no título e nos que, em campo, podem fazer dele uma realidade.

Por isso, esquece lá o rival, o Braga ou os pontos perdidos. Vai comprar o teu bilhete e, se podes, não deixes de estar no Restelo a apoiar a equipa.

Este é um fim-de-semana importante para o Sporting.

Hoje joga-se em Almada a meia-final da taça de Portugal de andebol e amanhã queremos jogar a final. Só com o apoio de todos será possível.

Em Odivelas disputa-se o acesso às meias-finais da taça de Portugal de futsal feminino e antes disso podes ver a equipa de Nuno Dias defrontar o Boavista, último classificado. Golos não faltarão certamente numa tarde/noite bem passada no Multiusos de Odivelas.

Se preferes hóquei, passa no Livramento. Dois derbies, em infantis e juvenis, prometem animar a tarde/noite naquela vila de Mafra.

Tudo isto é Sporting e todos precisam de nós.

Exultemos o ecletismo vivendo-o onde se decidem os jogos.

Se podes estar lá, não fiques em casa. As vitórias sabem melhor vividas ao vivo.

Consulta AQUI a Agenda Leonina.

Estoril 1-2 SPORTING CP: da tranquilidade ao susto

Era um jogo que, depois dos primeiros 60 minutos de grande nível, tinha tudo para ser tranquilo.

Ou...

Tudo para se complicar.

É assim sempre que não 'matamos' o jogo e as esperanças do adversário a tempo.

Com mais do que oportunidades suficientes para fazer o 3-0, não fomos eficazes. O Estoril reduziu...e acreditou.

Mas, voltemos ao início.

O Sporting entrou muito bem no jogo. Intenso, pressionante e ofensivo. O golo acabou por surgir com naturalidade, embora de forma surpreendente. Grande golaço de Islam Slimani que, após um jogo de pés admirável, anichou a bola onde a aranha coze a teia.

Estava aberto o caminho. Estava feito o mais difícil.

Em 45 minutos de domínio total, o 2-0 havia de acontecer mesmo antes do intervalo. Novamente Slimani, desta vez servido por Bryan Ruiz (são já 9 as assistências esta época, tantas quanto João Mário).

O jogo parecia resolvido mas, qualquer Sportinguista que se preze, sabe que só o está com três golos de diferença.

Faltava dar o golpe final.

Não aconteceu, com a mais flagrante oportunidade a ser desperdiçada por João Mário, isolado, após um passe fantástico de William.

William, o King voltou. Que exibição do médio leonino. Novamente um dos melhores em campo, desta vez a par do inevitável Slimani.

Aquele golo de Bonatini teve o condão de nos intranquilizar, sobretudo num momento do jogo em que já se havia percebido que Bruno César nada ia trazer ao jogo.

Parece mentira, mas a saída de Teo Gutiérrez teve um efeito negativo na equipa. Talvez mais pelo que Bruno César não fez, apesar da exibição do colombiano ter sido satisfatória, a fazer lembrar o período pré-'balnear'.

Acabou por ser Rui Patrício a evitar o empate, no último segundo, após um alívio desastroso de Schelotto que deixou a bola à mercê da finalização do avançado do Estoril.

A meia-hora final deve ser alvo de análise cuidada, pois não pode acontecer.

No final, respirámos fundo. Estavam conquistados os 3 pontos que eram o que realmente interessava.

Nota final para a festa tremenda dos bravos leões que quase lotaram a Amoreira. Grande recepção aos jogadores, apoio brutal durante 90 minutos e festa no final, com a conquista da merecida vitória.

Estamos juntos, estamos na luta, estamos em 1º...pelo menos até amanhã.

Hoje joga o Sporting

Hoje é dia de deixar as polémicas de lado.

Não, não é! Nada mais errado!

Hoje é dia de jogar com as polémicas a nosso favor.

Já não há quem duvide que tudo será feito para nos fragilizar, para nos fazer vacilar ou para nos amedrontar.

O que fazer?

Fácil. Encher Alvalade e mostrar que não temos medo de nada nem ninguém.

Mostrar que estamos juntos, unidos e que nada nos derrubará.

E isto estende-se a quem joga, a quem dirige a equipa, a quem comanda o Clube.

Todos estes ataques servirão para nos unir e motivar ainda mais. Dentro e fora das quatro linhas.

Está na hora de também os jogadores se sentirem. Perceberem que isto é um ataque ao seu profissionalismo, à sua entrega, uma afronta ao seu trabalho diário que muitos se prestam a atirar para o esgoto.

Está na hora dos que entram em campo assumirem as 'dores' do mais fanático dos adeptos e irem à luta como se em cada jogo estivesse em causa o título.

Hoje, um jogo não vale só três pontos. Cada jogo é uma questão de orgulho. 

Cada 90 minutos serão uma nova oportunidade de fazer 'finca-pé' e mostrar que estamos cá para lutar e segurar a liderança até final.

E quando é o orgulho que está em jogo, não se regateiam esforços, não se poupam gotas de suor, não se deixa para amanhã aquilo que só hoje pode ser feito.

Em todos os jogos terá de ser a equipa do sistema que está do outro lado.

Porque são eles quem tudo controla e quem tudo coordena.

Só não coordenam precisamente aquilo que nós podemos dar e podemos fazer.

É aí que temos de nos superar, jogando de raiva mas lúcidos, mostrando que ninguém brinca com o esforço de um leão que só quer ser feliz, lutando com as mesmas armas de todos os outros.

Hoje, é o dia mais importante da época e assim se seguirá em todas as batalhas que nos separam da vitória final.

Não basta dizeres que queres o Sporting campeão! Tens de o demonstrar!

Por isso, não quero ver cadeiras vazias no José Alvalade. Quero 50 mil a ser um só. Quero 11 a lutar por milhões. Quero um Sporting unido, forte e determinado em fazer de cada batalha a última da sua vida.

Só assim seremos felizes e só assim se afronta o sistema.

Eu quero o Sporting campeão e, por isso, hoje eu vou lá estar.

SPOOOOOOOOOOOORTING!

Tudo isto porque o Sporting está em 1º

O processo aberto a Islam Slimani, na sequência do lance com Samaris é hediondo, incompreensível, injusto e ilegal.

Passo a explicar:

O conselho de disciplina da secção não profissional da Federação Portuguesa de Futebol, órgão responsável pela abertura do processo de inquérito, fá-lo ignorando os regulamentos e, pior que isso, passando literalmente por cima dos mesmos para, numa tentativa desesperada, prejudicar o Sporting e beneficiar terceiros.

Pelo contrário, o conselho de disciplina da secção profissional da Federação Portuguesa de Futebol resolveu arquivar todas as queixas semelhante apresentadas pelo Sporting relativamente a jogadores do Benfica, parte delas no jogo do campeonato e que, por isso, seriam passíveis de um efectivo processo sumaríssimo (ao contrário do que acontece em jogos da Taça de Portugal).

São estes os senhores em causa que, sem contemplações ou complacência, atropelam regulamentos para servir interesses e mostrando que os órgãos decisórios do futebol português podem, de facto, interferir na verdade desportiva, desvirtuando, enfraquecendo uns e dando força a outros.

Peço a todos os Sportinguistas que não se acobardem, que 'façam barulho', pois o que se tem passado nos últimos anos no futebol português é um literal atropelo da verdade desportiva.

Depois do colinho, sustentado por vouchers com refeições para toda a classe da arbitragem em Portugal, temos, mais uma vez (depois do dolo sem intenção de há dois anos na Taça da Liga), órgãos da FPF a fazer tudo para retirar o Sporting da luta pelos seus objectivos.

Termino com um apelo ainda mais forte para que enchamos mais uma vez Alvalade, mostrando que nada nem ninguém terá força suficiente para travar a força do Sporting, onde interessa, nos estádios deste país e dentro de campo, que é onde se deviam decidir os títulos.

SPORTING CP 3-2 Braga: uma 'remontada' épica

Eu tinha avisado ontem...o Braga sabe defender e, connosco, fê-lo em bloco baixo, só arriscando pressionar no próprio meio campo.

Eu tinha avisado...o Braga sabe jogar em ataque rápido, usa para isso processos simples e tem jogadores rápidos e de qualidade que ajudam (e muito) a dar-nos alguns calafrios.

Foi assim que, sem qualquer problema, entregaram o domínio total do jogo ao Sporting e se limitaram a tentar chegar à área de Rui Patrício em jogadas rápidas, aproveitando bem alguns erros a que o nosso estilo de jogo é propenso.

Os primeiros lances de perigo surgem de duas desatenções de Jefferson e William Carvalho. Na primeira, Wilson Eduardo não acertou na baliza. Na segunda, Rui Patrício teve de mostrar serviço.

Na primeira parte, ofensivamente, o Braga só existiu nestes primeiros cinco minutos e nos últimos cinco (pena que com efeitos diferentes dos que acabei de mencionar).

Entre estes dois períodos, as melhores situações de golo foram do Sporting, por João Mário, que só não finalizou melhor porque a bola lhe sobrou para o pior pé, por Slimani, que complicou uma finalização que se queria simples e por Paulo Oliveira, que cabeceou de forma violenta ao poste da baliza de Kritciuk, que havia defendido as duas ocasiões anteriores.

Já diz o povo que, quem não marca, sofre. E assim foi.

Ambos os golos que haveriam de colocar o Braga em vantagem por 0-2 ao intervalo têm um denominador comum: Jefferson, que num deles tem a 'colaboração' de Adrien e no outro de William Carvalho.

No primeiro golo, o alívio de William é o possível, tendo em conta a trajectória da bola e o posicionamento do jogador (correcto, diga-se). O resto, é 'sono' de Jefferson (que se deixa antecipar) e Adrien (que está demasiado longe de Wilson para que possa estorvar a sua acção).

Curiosamente, é no momento do 0-2 que o Sporting começa a vencer o jogo. Imediatamente após o golo de Rafa (que também tem mérito do próprio e de Rui Fonte, que desposiciona totalmente Paulo Oliveira) o vulcão de Alvalade mostrou a sua força e a palestra de Jorge Jesus começou com aquelas gargantas a cantar "Só eu sei, porque não fico em casa".

Os adeptos sabiam que ia valer a pena e, na segunda parte, os jogadores acabaram por fazer valer o bilhete.

Era preciso arriscar para virar um resultado de dois golos frente a este Braga e Jorge Jesus não esperou. William ficou no balneário (porque já tinha amarelo e era, naquela altura, o elemento mais 'descartável' do nosso meio-campo).

Jesus sabia que a pressão ia fazer moça e que Gelson ia ser importante para isso.

A segunda parte é poética.

A toada do jogo não se altera. O Sporting domina e o Braga tenta explorar o ataque rápido, nunca com mais de três homens.

A primeira oportunidade, não estava ainda completo o terceiro minuto, esteve nos pés de Ruiz, servido por Slimani, que havia recebido de Gelson. Tal como nas oportunidades anteriores, o ressalto vindo do guarda-redes não nos é favorável mas estava dado o primeiro aviso.

Logo a seguir, Pedro Santos volta a por Patrício à prova, após mais um deslize (literalmente) de Jefferson. O Braga mostrava também que estava pronto a aproveitar os nossos erros.

Quase dez minutos de futebol algo atabalhoado de ambas as partes e Jesus percebe que este não é o dia de Bruno César. Fredy Montero está na linha lateral, preparado para entrar, quando o cruzamento de Gelson é travado pelo braço de André Pinto. Grande penalidade bem assinalada, que Adrien não desperdiça. Mais do que nunca, as esperanças reacendem. Grita-se o amor ao Sporting! É possível!

Montero entra para o lugar de 'chuta-chuta'. O golo não altera nada. Ainda estamos em desvantagem.

Na primeira vez que toca na bola, Montero isola Slimani. Kritciuk chega primeiro.

Neste momento, o Braga já abusa do anti-jogo. Era um bom sinal. Sentiram o golo. Fonseca troca de avançados. Nada muda na estratégia do Braga.

Montero tenta um passe picado, ganha a segunda bola e ataca a área. Segunda grande-penalidade, desta vez não assinalada mais uma vez com um jogador do Braga a jogar a bola com a mão no interior da área (desta vez foi Ricardo Ferreira).

Ruiz coloca de bandeja na cabeça de Slimani, mesmo como ele gosta. O argelino desperdiça, o público desespera, o Braga respira de alívio. A pressão está a subir de tom.

Montero tenta mais um passe picado. Não resultou mas eu sentia a sua confiança.

Minuto 70. Mais um aviso. Gelson combina com Ruiz, remata, o russo defende e, na recarga, Slimani volta a acertar no boneco. Está quase...já cheira a golo em Alvalade!

João Mário tem uma entrada dura que devia ter valido cartão amarelo. Não vou discutir nem esmiuçar a arbitragem mas, para os lampiões (sejam do sul ou do norte) que exigiam a expulsão do jogador do Sporting, recomendo que revejam as três faltas de Ricardo Ferreira até ao lance que origina a grande-penalidade não assinalada. E fico-me por aqui.

Wilson Eduardo sai ovacionado após marcar um golo em mais um regresso a 'casa'.

Faltam quinze minutos para o final. 

Para os menos desatentos, o lance do golo de Fredy Montero surge após uma troca de bola de quase um minuto, em que a bola passa pelos três corredores e por nove dos onze jogadores do Sporting em campo (só Rui Patrício e Bryan Ruiz não participaram no lance). Só Fredy Montero transformaria um remate de Jefferson numa assistência, tornando o que parecia difícil em fácil. Pé direito para receber e esquerdo para rematar, sem pedir licença, com a potência e direcção certas. Estava feito o empate e eu estava eufórico. Foi o golo que mais festejei e que mais tranquilo me deixou.

Porquê? Slimani ainda não tinha marcado e tínhamos um quarto de hora para tomar de assalto a baliza dos bracarenses.

Paulo Oliveira tenta o tiro do meio da rua. Sai por cima e está na hora de apostar na qualidade de passe e veia goleadora de Aquilani. João Mário é o 'sacrificado'. Faltam dez minutos para o final.

Seguem-se cinco minutos em que abrandámos a pressão (os homens não são de ferro) e o Braga teve mais bola, embora se sentisse desconfortável com ela. Este momento de jogo haveria de culminar com o recém-entrado Marcelo Goiano a isolar Rafa que, na cara de Rui Patrício viu o guarda-redes leoninio ser aquilo que é...o Rei! Mancha monumental, a mostrar aquilo que vale...pontos.

O Sporting volta a carregar a anunciam-se mais de 42 mil em Alvalade. O melhor, ainda estava para vir.

Patrício emenda um erro de Naldo e antecipa-se a Stojilkovic. Falta um minuto para os 90 e o publico ainda acredita.

Ruiz também e mostra porque é que nunca sai. Mais uma redondinha na cabeça de Slimani que, desta vez, não perdoa e escreve o último verso de um poema épico.

Estava feito o 3-2. Estava virado o jogo em menos de 45 minutos e eu só dizia ao meu puto: "Filho, este ano somos campeões! Este é o ano do Sporting!"

Podia nomear um homem do jogo e vou fazê-lo: Jorge Jesus.

Pela mestria como leu o jogo e mexeu na equipa, pela forma como cantou com os mais de 40 mil, pela forma louca como festejou a vitória.

Jesus é treinador do Sporting de corpo e alma. Vive e entrega-se ao jogo como se jogasse e, embora não tenha marcado um golo, esta vitória é dele. Dele e daqueles 40 e tal mil leões que nunca desistiram e acreditaram sempre.

SPORTING CP 2-0 Porto: Regresso autoritário à liderança

Estava confiante na vitória. Senti-me ansioso durante o dia mas, assim que pus os pés na nossa casa, o vulcão de Alvalade, senti-me calmo.

Aquela calma e tranquilidade fez-me ter ainda mais certeza na vitória. Ouvir 47 mil gargantas a cantar a plenos pulmões "O Mundo sabe que..." fez-me sentir que o destino daquele jogo só podia ser um.

Aquilo que aconteceu ontem em Alvalade, protagonizado pelos adeptos do Sporting foi único e inesquecível!

O Sporting entrou forte, mandão e o Porto agressivo e intenso. Foi uma primeira parte interessante, dividida e com o perigo a rondar ambas as balizas mas onde o Sporting pareceu sempre estar em posição dominante.

O golo de Slimani, após livre cobrado por Jefferson, colocava ainda antes da meia hora justiça no resultado.

Na minha cabeça, a vitória era uma certeza e quando Rui Patrício voltou a mostrar escassos minutos depois porque é um dos melhores do Mundo, tive a certeza que nem seria preciso sofrer, porque a nossa baliza ficaria a zeros.

Parece fácil dizer isto no fim mas, quem viu o jogo comigo, sabe que me cansei de o repetir durante os 90 minutos.

Faltava saber por quantos ganharíamos e foi pena que não tivessem sido mais.

Grande exibição na segunda parte onde, na minha opinião, adensámos o domínio e controlamos perfeitamente o jogo e o adversário, mantendo-o quase sempre longe da nossa área. Soubemos dar os flancos sem nos expor-mos em demasia, protegendo sempre a zona central, onde Naldo foi imperial (não me canso de dizer o quão bom é ter 3 centrais deste nível - já agora, espero que Tobias recupere rápido).

Depois, Adrien, o motor do nosso meio-campo. Não é William que está pior. Adrien é que está uns bons furos acima e consegue muitas das vezes evidenciar-se mesmo sobre o Sir. O meio-campo do Sporting é de grande nível e, mais uma vez, há alternativas credíveis para além destes dois. Voltando a Adrien, a sua exibição teve de tudo: raça, entrega, entreajuda, qualidade, definição e só lhe faltou o golo, naquele remate que esbarrou no poste e João Mário esbanjou na recarga.

Antes disto, já Slimani havia ficado a dever um golo, num gesto técnico deficiente, no lance que parecia de mais fácil definição entre os três flagrantes que teve. No entanto, não posso queixar-me. Dois golos em três oportunidades flagrantes de golo é fantástico e mais do que justo para aquilo que Slimani trabalhou em todo o jogo.

O argelino é um poço de força, energia e entrega. Alia a isso uma cada vez melhor capacidade para definir os lances e prepara-se para dinamitar o seu máximo de golos por temporada ao serviço do Sporting. Hoje, não tenho dúvidas que Slimani está na 2ª linha de pontas-de-lança mundiais e que poucos seriam os clubes que enjeitariam a possibilidade de contar com ele nas suas fileiras. É hoje claramente mais jogador do que no ano passado e isso deve-se a Jesus e à capacidade incrível de trabalho do argelino, que lhe permite evoluir todos os dias.

E assim se junta a tríade que, para mim, mais se destacou em mais uma noite mágica em Alvalade, que bateu também o recorde de assistência em jogos oficiais (49382 - o anterior era de 49076): Naldo, Adrien e Slimani, apenas ligeiramente acima de todos os outros, que estiveram sem excepção em bom plano.

Abraços, sorrisos, liderança recuperada e orgulho reposto. O Sporting é novamente e merecidamente líder do campeonato nacional.

Nota final: foi com enorme entusiasmo e alegria que aplaudi e recebi a nossa equipa de ciclismo durante o intervalo. É um sonho concretizado e, certamente, estarei por esse Portugal a saudar os leões que envergarem a mítica (e linda) verde e branca. Bem-vindos a todos e um obrigado a toda a cidade de Tavira, por se associar à maior potência desportiva nacional!

Boas entradas e Feliz 2016!

Confesso, não ligo nem um bocadinho à passagem de ano. Para mim, é um dia como qualquer outro. Mais um em que a sociedade de consumo se aproveita das pessoas para fazer mover a economia.

Nada contra mas, não contem comigo para isso.

Nem de passas gosto mas não deixo de formular alguns desejos, não necessariamente ao som das badaladas.

Um deles, naturalmente, é o mesmo do que aquele que a maioria dos que aqui vêm formularão: ver o país pintado a verde e branco lá para Maio.

Quanto a este meu espaço, que completou o seu primeiro ano civil, espero apenas continuar a fazer o que tenho feito, com paixão e amor ao Maior de Portugal, o Sporting.

Será um ano em que assumirei a tentativa de cimentar um lugar na blogosfera leonina, algo que ainda não consegui. As visitas não são em grande número (pouco mais de 100 mil, este ano) e provêm na maioria de outros blogs e dos seus blogroll. 

Aproveito para agradecer a todos os bloggers leoninos, alguns deles que tenho o prazer de ter como amigos, e endereçar a todos os que frequentam este espaço um excelente ano de 2016, especialmente aos Sportinguistas, como não podia deixar de ser.

Saudações leoninas!

Hoje joga o Sporting

«Alguém se recorda da última vez que o Sporting sofreu três derrotas consecutivas? Eu não me recordo.»

A frase é de Jorge Simão, treinador do Paços de Ferreira, e teve o condão de me despertar para várias realidades.

A primeira é que o Sporting não perdia dois jogos consecutivos desde o dia 10 de Fevereiro de 2013, naquela fatídica temporada, era Jesualdo Ferreira o treinador.

A segunda fez-me, por segundos, 'entender' o estado de depressão de alguns Sportinguistas. De facto, não estávamos habituados a perder dois jogos de forma consecutiva. De facto, isso não acontecia há quase 3 anos.

A terceira é que o Paços não irá mesmo a Alvalade participar apenas em mais um jogo da Taça da Liga.

Jorge Simão assumiu sem rodeios que vai a Alvalade para vencer e que deseja repetir a final de 2011.

Claro que ir a Alvalade para vencer não significa necessariamente que se vai jogar aberto e de 'igual para igual'.

Devemos esperar o habitual...uma equipa em bloco baixo, a jogar no nosso erro e a tentar aproveitar as transições rápidas e as bolas paradas para fazer estragos.

Da nossa parte, sem Teo, Tobias, Paulista, Mané e William (este a contas com um 'problemazinho'), Jorge Jesus assumiu que jogará com uma equipa dentro daquilo que foram as bases para a Liga Europa: um misto entre jogadores menos utilizados e alguns 'titulares'.

Em todo o caso, espero uma equipa com natural competência para levar de vencidos os 'castores'.

Com Gelson e Matheus nas alas, talvez apresentemos uma equipa apenas com um avançado, que pode até ser Tanaka.

Sem William e Paulista, parece inevitável que Adrien jogue, provavelmente secundado por Aquilani e mais um (que eu gostava que fosse Gauld ou Francisco Geraldes).

Paulo Oliveira estará certamente presente e deve ser acompanhado por Naldo. Aposto em Schelotto à direita e Esgaio à esquerda.

Boeck será quase de certeza o guarda-redes.

Voltando ao princípio da conversa, alguém se recorda da última vez que o Sporting sofreu três derrotas consecutivas?

Eu não me lembrava mas imaginava que tivesse sido naquela malvada época que, entre o terror, teve o condão de nos acordar para a realidade.

Dia 21 de outubro de 2012, o Sporting era eliminado da Taça de Portugal pelo Moreirense naquela que seria a 3ª de quatro derrotas consecutivas. Nestas quatro derrotas fomos liderados por dois treinadores diferentes (e ainda viriam a aparecer num futuro próximo mais dois), Sá Pinto e Oceano.

Nesse tempo, o Sporting jogava em média com dois portugueses por jogo, era representado por jogadores sem chama e pagos a peso de ouro. Ouro que o Sporting não tinha para lhes pagar o que lhes havia prometido. Reinava a anarquia e o descomprometimento total.

Hoje, acontece o oposto e, só por isso, tenho a certeza que todos continuarão a não se lembrar da última vez que o Sporting sofreu três derrotas consecutivas.

SPOOOOOOOOOOOOOORTING!

Sportinguista, escolhe o caminho

Este era o momento em que eu fazia um comentário ao jogo, um que, como em tantos outros, dominámos mas em que a bola não entrou.

A bola não entrou e, em dois remates, o adversário marcou. Marcou e ganhou. E nós perdemos pela primeira vez no campeonato.

Agora tu, Sportinguista, tens dois caminhos.

Ou trazes de volta fantasmas do passado, atiras a toalha ao chão e questionas tudo o que de fantástico tem sido feito, ou segues a nossa luta e continuas a apoiar o nosso amor, que tanto nos tem orgulhado.

Tu, que estavas feliz com a liderança, que defendias o Sporting acima de tudo e acossavas os rivais, não podes passar para o outro lado da barricada.

Tu, que acreditavas e vias todos os dias uma equipa comprometida, bem liderada, por um treinador competente e um Presidente sem medo, não podes deixar de acreditar.

Tu, que lá estás sempre, não vais deixar de estar, não vais deixar de apoiar e não vais regatear esforços para ter mais e melhor apoio ao teu lado.

Este é o momento em que se vêm os verdadeiros leões.

Este é o momento em que separamos leões de gatinhos.

Os leões, quero-os no estádio. Aos gatinhos, façam-se leões, porque todos fazem falta.

É tempo de unir esforços, de apoiar, de mostrar quem é do Sporting sempre.

Mostrem que os adeptos das vitórias não vestem de verde-e-branco e muito menos moram em Alvalade.

2016 será o ano do leão e não quero ver-te só na hora de festejar.

Quanto mais tempo é preciso fazer mal ao futebol para se iniciar o tempo de refundação?

"Descobriu apenas agora, o Presidente da Liga, que luto com todas as forças por um futebol sem hipocrisias, diferente, transparente, moderno, digno de respeito e admiração. Até George Lucas (criador de Star Wars) percebeu que existem sempre dois lados da força e que isso representa a vida real. Não podemos lutar por valores e querer agradar aos dois lados da força, não podemos evoluir perdendo tempo com objectivos fúteis e inúteis, não podemos querer lutar por regras quando queremos juntar as vontades antagónicas de todos. E essa é a luta da vida, a constante saga de nos mantermos no caminho da verdade e do bem e não sermos atraídos para o lado escuro da força."

 

"Bruno de Carvalho está um passo mais à frente em relação à classe dirigente dominante, porque o futebol precisa de uma grande transformação e está escudado em 'certezas' que perderam valor há pelo menos 15-20 anos. Como a questão da arbitragem e da introdução da figura do vídeo-árbitro. Quanto mais tempo é preciso fazer mal ao futebol para se iniciar o tempo de refundação?"

O primeiro parágrafo é um excerto do texto de Bruno de Carvalho, publicado ontem no jornal "A Bola". O segundo parágrafo é da autoria de Rui Santos, também ele um excerto de um artigo publicado no jornal "Record".

Ambos demonstram que o caminho escolhido pelo nosso Presidente é correcto e merece o apoio de todos os Sportinguistas.

Veremos se será possível lutar por interesses comuns numa organização que rege o nosso futebol, em que o lado escuro da força continua a ser predominante.

A luta continua e não se afastará nunca dos valores e ideais de Bruno de Carvalho, que não podiam estar mais alinhados com aquilo que é a identidade do Sporting Clube de Portugal.

Da minha parte, não lhe faltará apoio.

Braga 4-3 SPORTING CP: Desta vez faltou-nos a estrelinha, num grande jogo de futebol

O JOGO

Um verdadeiro jogo de futebol, com duas equipas a procurar a vitória, jogadores empenhados em cumprir a estratégia dos treinadores e golos...bons golos e bom futebol, numa partida bem jogada técnica e tacticamente em que a balança pendeu mais para a eficácia dos ataques em detrimento da das defesas.

Um jogo que, pelo que fizeram as duas equipas, merecia ter sido resolvido nas grandes penalidades.
Um hino ao futebol poucas vezes visto por cá e que certos e determinados patrocinadores não mereciam pelo que não fazem em prol do nosso futebol.

OS JOGADORES

Torna-se injusto enumerar erros colectivos ou individuais quando todos se empenharam em ganhar e dar um bom espectáculo.
Claro que os nossos erraram. Os do Braga também. Mas muito do erro é provocado pela estratégia de ambos.
Não foi pelo que fizeram ou deixaram por fazer os nossos jogadores que não passámos aos quartos-de-final da Taça de Portugal. Não foi por eles que o Sporting não estará no Jamor.
Não me é fácil individualizar, pois foi o colectivo que mais se destacou.
Falo apenas de Slimani, apesar de vários merecerem menção honrosa. Nem é pelo que jogou (nem terá sido o melhor em campo), pelo golo ou pela entrega. Faço-o porque, como sabem,Slimani não é dos meus favoritos mas isso não me impede de reconhecer que é essencial nesta equipa, sobretudo em jogos como este. Nunca pensei dizer isto, mas personifica bem o lema do nosso Clube, mesmo que o faça apenas por dinheiro.

OS TREINADORES

Jorge Jesus é o melhor em Portugal e Paulo Fonseca é talvez o melhor desta 'nova geração'. Ambos montaram estratégias fortes e compactas.
Embora com ideias de jogo diferentes, ambas as equipas terão cumprido com a maioria do que lhes foi pedido.
O único ponto em que Fonseca bateu Jesus foi nas substituições.
As do treinador bracarense surtiram o efeito desejado, as de Jesus, não.
Não que a ideia não fosse boa mas porque os jogadores não me pareceram os mais adequados para os momentos do jogo em que foram lançados.
E não digo isto a frio, pois foi exactamente a ideia que tive durante o jogo. Lançar Matheus e Gelson em conjunto pareceu-me demasiado arriscado, sobretudo num jogo em que a experiência e maturidade eram mais importantes que a irreverência (pior ainda quando essa irreverência nunca sobressaiu pela positiva).
No último terço dos 90 minutos, o jogo já pedia Montero ou André Martins. Nem a entrada de Naldo foi feliz.

A ARBITRAGEM

Irrepreensível no capítulo disciplinar (o critério foi largo mas coerente), não esteve bem no capítulo técnico e acabou por ter influência no resultado.
Tanto o Braga como o Sporting marcaram 4 golos (o Sporting até marcou 5, mas já tinha soado o apito quando William rematou para o fundo das redes, ao cair o pano do prolongamento) mas foram os leões a ficar pelo caminho.
O Braga fez quatro golos legais mas um deles é precedido de uma falta clara sobre William Carvalho, que ficou por assinalar.
O Sporting fez também quatro golos legais, mas só três contaram (Slimani está em jogo no momento do passe de Ruiz, na 1ª parte do prolongamento).

A NOSSA LUTA

O jogo de ontem prova que as lutas que o Sporting tem travado, na pessoa do seu Presidente, são justas e só pretendem credibilizar e valorizar o nosso futebol.
O vídeo-árbitro teria permitido analisar em tempo real o golo anulado a Slimani e, assim, teria havido justiça desportiva.
A centralização dos direitos desportivos permitiria ver no nosso país mais jogos com a riqueza do de ontem mas, num país de corruptos e "xico-espertos", são os mais egoístas e "habilidosos" que fazem as regras.
Quando o patrocinador principal da Liga e o actual campeão nacional resolvem negociar em prejuízo do campeonato português, está tudo dito.

O NOSSO ORGULHO

Devemos orgulhar-nos todos do jogo que a equipa fez ontem. Todos lutaram e deram o melhor de si em prol do Sporting. Todos dignificaram a camisola e o equipamento que homenageia um dos nossos fundadores. Todos, sem excepção, terão ficado tristes mas de cabeça bem levantada, pois fomos briosos e competentes na maior parte do encontro.
Mais do que isto, devemos orgulhar-nos de saber reconhecer e 'parabenizar' o esforço dos adversários que nos venceram com dois golos marcados por produtos da nossa formação (Wilson Eduardo e Rui Fonte). O Braga foi um adversário à altura e não deixa de ser um justo vencedor, num jogo que podia ter caído para qualquer dos lados. Pena que tenha sido a terceira equipa a desequilibrar os pratos da balança, ainda que isso não retire nenhum do mérito dos bracarenses.
Parabéns ao Braga!

OBJECTIVOS

Foi o primeiro objectivo falhado da temporada (ainda não consigo admitir que tenhamos sido nós a falhar o acesso à Liga dos Campeões) e a única coisa que peço é a mesma atitude de ontem para o próximo domingo. Se assim for, certamente estaremos próximos de somar mais três pontos para o principal objectivo desta época.

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