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Grande Artista e Goleador

A um passo dos oitavos

Basileia, Bayern de Munique, Chelsea, Barcelona, Liverpool, Manchester City, Porto e Tottanham são as equipas já apuradas para os oitavos-de-final da Youth League.

Estes, ficam à espera de conhecer os adversários, que sairão de um playoff entre os segundos classificados da prova e os vencedores do apuramento realizado paralelamente entre 32 campeões dos vários países, cujas as suas equipas seniores não se qualificaram para a Champions League.

O Sporting será uma das equipas presentes nesse playoff e, pela primeira vez em três participações, tem a fase decisiva da prova à mercê.

 

O sorteio realiza-se no próximo dia 11.

Manchester United, Paris SG, Atlético de Madrid, Spartak de Moscovo, Feyenoord, Monaco e Real Madrid serão os nossos parceiros no porte 1.

Do pote 2 virão os oito campeões que conseguiram destacar-se no caminho dos campeões. Os nossos possíveis adversários são o Red Bull Salzburg (actual campeão austríaco e da Youth League), o Ajax (Holanda), o Inter de Milão (Itália), o Krasnodar (Rússia), o Molde (Noruega), o Brodarac (Sérvia), o Željezničar (Bósnia) e o Nitra (Eslováquia).

 

De realçar que o Sporting jogará fora, pois o playoff realiza-se em casa das equipas do pote 2, apenas a uma mão.

O único condicionalismo será a impossibilidade do Feyenoord defrontar o Ajax, por serem do mesmo país.

Ao Sporting, poderá calhar qualquer das oito equipas, sendo que é sempre complicado escolher um adversário, devido ao equilíbrio que sempre se verifica nestes escalões. No entanto, diria que entre Molde, Brodarac, Nitra e Željezničar estarão as nossas melhores hipóteses de marcar presença nos oitavos-de-final, aumentando assim o contingente português na prova.

 

Que a sorte esteja connosco e que Tiago Fernandes e a sua equipa puxem dos galões em campo. O Sporting só perdeu um dos seis jogos fora de casa com esta equipa técnica e isso pode ser um bom indicador. De resto, em três participações nesta prova, o rendimento do Sporting é superior fora, quando comparado com os jogos em casa.

Os jogos serão disputados a 6 ou 7 de Fevereiro, imediatamente após o término da primeira fase do campeonato nacional, sendo que os oitavos-de-final estão agendados para duas semanas depois.

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SPORTING CP 3-1 Olympiacos: Está garantido o mal menor

"A Liga Europa, para nós, é um mal menor."

 

As palavras são de Jorge Jesus, no final do encontro de ontem e, ao contrário do que muitos possam pensar, não exprimem qualquer desânimo ou desilusão.

Esta frase exprime uma ambição que há mais tempo eu esperava ter visto no Sporting de Jorge Jesus. Já havíamos jogado antes olhos nos olhos com outros tubarões mas nunca se tinha vislumbrado em Jesus esta ambição.

Talvez o tenha dito porque conseguimos ontem o que falhámos no passado. Porque fizemos a nossa obrigação ao garantir seis pontos com a equipa "do nosso campeonato", coisa que não havíamos feito no passado e nos acabou por custar caro. Talvez o tenha dito porque não havia nada a desculpar e porque daqui para a frente o que vier é ganho mas, não posso negar, esta ambição agrada-me. É isto que eu quero continuar a ver no meu Sporting.

Cumprimos o nosso dever com entrega, rigor, determinação e qualidade. Tal como em Atenas foi com naturalidade que chegámos ao 3-0, resultado depois nivelado pelos gregos para números mais coincidentes com aquilo que é a real diferença entre os dois conjuntos.

O Sporting é melhor equipa e mostrou-o ontem, como já havia feito em Atenas. Os três pontos (seis, no confronto directo) são merecidos e, no mínimo, continuaremos a competir na Liga Europa, onde poderemos restituir algum do nosso prestígio e, tão ou mais importante, refazer o nosso ranking, recolocando-nos onde merecemos e queremos estar.

Só assim se evitam equipas como as que temos apanhado nos últimos anos e que tanto nos complicam a vida.

Inevitavelmente é Bas Dost o homem do jogo mas, no geral, todos se exibiram a um nível interessante. Curiosamente, um dos que mais me tem feito suspirar pelo seu regresso terá sido um dos menos bons. William não teve a noite mais feliz, mas não deixou de dar, aqui e ali, um cheirinho da sua qualidade.

Piccini, por tudo o que acrescenta ao nosso jogo na ala e pela segurança que transmite (tal como Coentrão) mas sobretudo por ter iniciado o lance que desbloqueia o jogo, merece-me uma atenção especial, tal como Bruno César, que surpreende nestes jogos europeus pela sua fiabilidade e efectividade que, curiosamente nem sempre revela nos jogos das competições internas.

Gelson e Bruno Fernandes voltaram a assistir colegas para os golos e continuam a ser os principais municiadores da equipa. Com maior eficácia, os números de ambos podiam até ter sido mais relevantes.

O 12º jogador voltou a dizer "presente" e foram mais de 42500 os espectadores no Estádio José Alvalade, num dia cheio e em cheio para o Sporting, que assegurou a presença no playoff de acesso aos oitavos-de-final da Youth League, venceu o primeiro encontro da ronda de elite da UEFA Futsal Cup e acabou o dia a regressar ao primeiro lugar do campeonato nacional de andebol, após vitória tranquila em Águas Santas, com o regresso de Pedro Solha à competição.

 

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Rescaldo do #DiaDeSporting

Pode um dia onde se ganhou 7 jogos e perdeu 3 ser negativo?

Pode.

Alguma das nossas equipas falhou no compromisso e responsabilidades de representar o Sporting?

Não.

Fiquei triste pela derrota com o Benfica, pela Taça Continental deixada em Barcelona e pela eliminação da Taça EHF?

Muito.

Porque merecíamos ganhar no futsal, porque podíamos ter dado mais luta ao Barça e porque a passagem era perfeitamente possível, frente aos dinamarqueses.

Assim, perdemos um título ao qual não éramos favoritos à vitória e onde fomos briosos e abandonámos as competições europeias de andebol na 1ª eliminatória em que participámos (com uma boa equipa, mas que se revelou ao nosso alcance).

Nada disto me faz duvidar de nenhuma das nossas equipas mas...haverá alguém satisfeito com objectivos falhados?!

Claro que não! E, sobretudo no caso do andebol, falhámos numa prova onde já tínhamos falhado, com os mesmos contornos dramáticos, na época passada, exactamente na mesma fase.

Vou apenas falar do que vi.

O futsal tem tido um problema claro nos jogos com o Benfica de Joel Rocha: a finalização. Só ganhámos um jogo em nove e fomos mais fortes e dominantes em sete mas...marcámos quase sempre menos golos e, quem marca menos, perde.
Tem sido difícil contornar o jogo extremamente calculista e defensivo do treinador do Benfica que, com a estratégia adoptada, assume a nossa superioridade mas parece saber como a contrariar. Claro que a nossa ineficácia esbarra também na eficácia defensiva do adversário, sobretudo no corpo de Juanjo, que foi mais uma vez decisivo na vitória do Benfica.
A verdade é que é sempre frustrante perder com um rival mas é-o ainda mais quando fomos superiores, quando rematámos mais, quando tivemos mais oportunidades claras de golo e não conseguimos materializar.
Nuno Dias voltou a montar bem a equipa mas voltámos a esbarrar na ineficácia dos nossos jogadores. O jogo nada decide, nada define mas dá ao Benfica a vantagem moral de ficar isolado na frente e com vantagem no confronto directo, bem como agudiza o nosso trauma relativamente aos últimos encontros entre ambos. 
Espero que a sorte mude.

É difícil criticar os nossos rapazes do hóquei. A tarefa era difícil, mesmo com a vantagem conseguida no Livramento, mas a ilusão de que era possível dificilmente não deixaria no ar alguma desilusão, sobretudo porque pareceu que entrámos algo amedrontados, sem qualquer motivo para isso. As bancadas estavam muito despidas e quase só se ouviram os nossos durante os 50 minutos. Motivos de sobra para motivar e nada que nos pudesse amedrontar. Mas a verdade é que faltou um 'pinguinho' de 'desrespeito' pelo adversário, sobretudo após a eliminatória voltar a estar empatada e alguma eficácia nos lances de bola parada.
Claro que não ignoro (nem o podia fazer) o facto de estarmos perante o campeão europeu e o dominador claro da modalidade no nosso continente. Claro que o Barcelona continuava a ser favorito mesmo depois de ter perdido em Portugal. Mas nós tínhamos mais hipóteses do que aquelas em que acreditámos após os primeiros minutos de jogo.
Bola para a frente! Se a Supertaça era um objectivo claro (e foi alcançado com total mérito), a Taça Continental, sendo-o também, previa uma melhor aceitação do insucesso. 
Assim foi. Fiquei triste, acho que podíamos ter feito mais mas continuo orgulhoso de tudo o que esta equipa nos tem proporcionado.
Vitórias na Taça de Portugal e na Taça CERS farão desta época inesquecível. Se pudermos juntar o campeonato nacional (objectivo que considero mais difícil), será apoteótico.

Apenas algumas notas para o futebol.
A formação continua a mostrar que as notícias da sua morte foram claramente um exagero. Vitórias nos juniores (2-1 em casa do Belenenses, o 2º classificado) e nos juvenis (por 11-0, frente ao CADE) voltaram a mostrar que estamos vivos e de saúde.
Nos seniores, o objectivo foi cumprido. Vitória tranquila de uma equipa que soube encarar o jogo com profissionalismo e seriedade e onde foram os 'miúdos' a dar nas vistas. Matheus estreou-se a marcar (e fê-lo por duas vezes), Paulista estreou-se e marcou e Gelson estreou-se também a marcar pela equipa principal e afinal, parece que Jesus não veio 'ignorar' a nossa formação.
Do que me foi possível perceber pela análise de Costinha, durante o relato na Antena 1, foram estes os destaques, aos quais junto Jonathan Silva e Tanaka que, nas palavras do ex-dirigente leonino, entrou muito bem e fez uma boa exibição, mostrando que está disponível para ajudar sempre que for chamado a intervir.

Não posso deixar de dar os parabéns à nossa equipa de ténis de mesa, que não vacilou e venceu o primeiro título da época, a Supertaça, diante do campeão nacional e vencedor da Taça de Portugal, o Toledos. Espera-se uma grande época por parte de Diogo Chen, João Sedúvem (ambos da nossa formação), Bode Abiodun e Aruna Quadri e o regresso do título nacional a Alvalade parece este ano mais provável.

Apenas frisar que a tal mentalidade ganhadora parece estar a demorar mais tempo a entrar no andebol. A derrota com o Porto e a eliminatória com o Holstebro são indicadores disso mesmo e mostram que Zupo ainda tem trabalho a fazer com estes jogadores que, espero e acredito, nos darão alegrias esta época. Sem competições europeias, a pressão dos resultados aumenta e não podemos negá-lo. É encarar o touro pelos cornos, sem receios e com ambição.

Um obrigado especial aos adeptos que estiveram em Barcelona a acompanhar o hóquei. Foram mais notados do que se esperava e mereceram menção honrosa por parte dos comentadores espanhóis, espantados com tamanho entusiasmo e fidelidade.

Somos enormes!

Hoje há mais e estes são os destaques.

Destaques domingo.png

Agenda completa AQUI

 

Agenda Leonina

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Links para a transmissão do jogo de hóquei entre o Barcelona e o Sporting para os que não têm acesso à Sporting TV:

CERH e TV3

Entre Leaks, Carrillo e o que verdadeiramente interessa

Não me havia ainda pronunciado sobre o tão badalado Football Leaks, o site de pólvora seca que pretende mostrar a "parte oculta do futebol".
"Fundos, comissões, negociatas, tudo serve para enriquecer certos parasitas que se aproveitam do futebol, sugando totalmente clubes e jogadores", escreve o referido site na sua nota introdutória, no entanto, é possível verificar que a esmagadora maioria dos artigos são roubados ou desviados (ou ambas as coisas) ao Sporting. Não sei se por ser o clube mais permeável em termos informáticos ou se por haver alguém infiltrado para o efeito. O que é certo é que o clube que mais afronta a tal parte oculta do futebol e aquele que menos se tem relacionado com ela é o que mais se vê mediatizado com mais um ataque.
Acho que tudo isto acabará por nos ser benéfico, pese embora o ruído que tem criado. Como disse no primeiro parágrafo, não passará de pólvora seca. Os contratos revelados nada têm de ilegal e os que revelam verdadeiros casos em que administradores lesam o Clube devido aos tais referidos parasitas ocultos pertencem a direcções anteriores, pelo que os Sportinguistas se podem regozijar por terem neste momento um Presidente que serve o Sporting e não alimenta parasitas até que fiquem gordos de tanto 'mamar'.
O que é divulgado de outros clubes, será objecto de preocupação para os sócios e adeptos dos mesmos.
A escassez de documentos dos rivais é bem demonstrativa de quem poderá estar a partir esta iniciativa que podia efectivamente ser de extrema utilidade mas sem vem revelando como uma simples tentativa de fazer abanar o Leão.
Não vão conseguir!

Até hoje, também não me tinha pronunciado sobre o 'caso Carrillo' e não o havia feito propositadamente. Por ter um feelling de que não demoraria muito até que se soubessem as verdadeiras razões da não renovação e da, agora certa, saída do Clube.
Era para mim demasiado óbvio que Carrillo não ficaria (sobretudo neste último mês) e o Sporting teve o cuidado de, em comunicado, detalhar todas as razões para a saída do peruano, razões essas que são agora motivo para um processo disciplinar, em meu entender, totalmente justificado.
Carrillo era para mim uma carta fora do baralho. Agora, está finalmente morto e enterrado.

O que verdadeiramente interessa é que, pese embora todo este ruído, o Sporting continuará forte, sobre um apoio cada vez mais entusiasta e ultrapassará mais este ataque (quiçá o mais forte e revelador do desespero dos que nos querem mal) respondendo em campo, com vitórias.
Nos principais jogos do dia de ontem: 3 vitórias, 2 empates e 2 derrotas.
O dia não começou bem e os juniores, em andebol, perderam em casa frente ao Benfica por 19-22.
Em futsal, vitória em casa dos Leões de Porto Salvo por esclarecedores 8-2, com golos de Cavinato (3), Djô, Fortino (2) e Diogo (2). RESUMO
A equipa júnior de futebol tratou de dar seguimento aos bons resultados e venceu, na Academia, o derby com o Benfica por 2-0. Os golos foram apontados por Jovane Cabral (grande golo) e Al Hassan (num momento em que a equipa jogava já em inferioridade numérica).
Enquanto isso, já o hóquei se havia estreado no campeonato nacional. Depois de uma primeira parte perfeita em que o resultado apresentava uns demolidores 7-0, o jogo acabou por terminar em 8-2, em jeito de imitação aos colegas do futsal. Cacau, Luís Viana e André Centeno bisaram, tendo João Pinto e Ricardo Figueira apontado os restantes tentos. Entre eles, podem ver alguns de belo efeito. RESUMO
As senhoras do futsal, pela primeira vez não ganharam. Empate a 1 golo em casa do Quinta dos Lobos com o golo a ser apontado por Rita Palma.
A equipa B também não foi além de um empate, em Famalicão. 1-1 foi o resultado final com o golo leonino a ser apontado por Ryan Gauld (o terceiro da temporada, que faz do escocês o melhor marcador da equipa, a par de Matheus Pereira). RESUMO
Este sábado, infelizmente, terminou como havia começado. A equipa sénior de râguebi estreou-se no campeonato com uma derrota no terreno do Técnico por 28-16. O único ensaio, posteriormente convertido, foi protagonizado por João Fonseca.

Hoje, espero mais e melhor, como sempre compete fazer a quem defende as cores do Sporting.

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Agenda leonina

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A partir de hoje, a convite do green mind, passarei a colaborar directamente com o blog "Jornadas Leoninas". Assim sendo, a Agenda Leonina passará a ser publicada em simultâneo nos dois blogs.

Hoje há dois títulos para disputar

O que nasce torto, tarde ou nunca se endireita, diz-se.

O dia nem começou bem.

A equipa B perdeu em Mafra e apresentou-se num nível demasiado baixo. Efeitos da pré-temporada, espero eu.

Rapidamente as coisas se endireitaram. A equipa sénior de futebol de praia despachou o Belém com 13-2 em pastéis e disputa hoje, às 16 horas, a final da divisão de elite com o Sporting de Braga.

Novo tropeção.

Desta vez foi a equipa de juniores em futebol que entrou com o pé esquerdo no campeonato nacional. Empate a 2 na deslocação ao campo do Nacional da Madeira.

O prato forte estava guardado para o final da noite e não desiludiu.

A equipa de futsal do Sporting eliminou o Benfica na meia-final da Taça de Honra da AFL e disputará a final hoje, às 17 horas, frente aos Leões de Porto Salvo.

O jogo nem começou bem e o Benfica esteve na frente por 2-0.

Estilo de jogo, como sempre, bastante calculista dos encarnados. Nunca dividem o jogo. Entregam a bola e a iniciativa ao Sporting e exploram constantemente o erro sem arriscar nada. Depois, um Juanjo quase intransponível e o intervalo chega com o Benfica em vantagem por 2-1.

Na segunda parte tudo foi diferente e embora os encarnados tenham voltado a marcar dois de rajada, ampliando para 4-1, o que restou foi um massacre verde-e-branco que só não resultou na 'remontada' porque o desperdício e Juanjo estiveram presentes.

A diferença acabou por se fazer nas grandes penalidades onde Gonçalo Portugal se destacou com uma defesa, tendo o Sporting concretizado todos os 3 remates da marca de castigo máximo.

Um sábado de altos e baixos mas, ainda assim, bastante positivo. Hoje, há dois 'canecos' para levantar e levar para o Museu.

15 minutos com os misters

Quando à cerca de uma semana aqui falei das melhorias da equipa de juniores e dos méritos de Luís Boa Morte na boa fase final, estava longe de imaginar que os 15 minutos, habitualmente com Marco Silva, nos contemplassem com Luís Boa Morte e Pedro Venâncio, dois treinadores que podem sagrar-se campeões nacionais este fim-de-semana, pelos juniores e iniciados, respectivamente.

Gostei de ouvir Boa Morte confirmar aquilo que eu tinha abordado no post que acima vos mencionei. O trabalho foi sobretudo psicológico, de credibilização dos jogadores na sua qualidade e de espírito de união e entreajuda. Boa Morte disse também que foi importante reforçar aos jogadores aquilo que jogar no Sporting representa, de modo a que percebessem também que as regalias de que gozam na Academia não são o normal noutros clubes nacionais, pelo que, o privilégio que lhes é dado todos os dias ao poderem representar o Sporting deve ser retribuído com muito suor.

Agradou-me ainda mais a humildade de Luís Boa Morte que fez questão de não desvalorizar o trabalho de José Lima e de não puxar os louros da evolução da equipa em exclusivo para si, repartindo-os, e dando até especial destaque para o trabalho do preparador físico, tanto na preparação dos jogadores como na sua mentalização de que eram melhores do que aquilo que tinham mostrado até então.

Hoje podem ser campeões, embora as hipóteses sejam remotas, pois não basta vencer para celebrar o título.

Uma coisa é certa, aconteça o que acontecer, para alguns dos jogadores, o título está ganho. E está-o a partir do momento em que viram a direcção compensar o seu esforço e evolução com a celebração de contratos profissionais que fazem com que possam fazer parte do futuro do clube.

Hoje, podemos ganhar e ficar tristes mas, seguramente, devemos orgulhar-nos pelo percurso nesta fase final onde, semana após semana demonstraram ser leões.

Afinal não são tão maus como os pintaram

A equipa júnior de futebol, relançou ontem a corrida ao título nacional com uma vitória em casa do Porto por 0-2.

A vitória assenta-nos bem? Sim

Os números são justos? Não

Fomos claramente melhores? Não

MAS FOMOS LEÕES!

E sempre que o formos, durante o tempo em que o resultado esteja em disputa, em qualquer modalidade ou escalão, estaremos sempre a um pequeno passo de vencer.

Vê-se evolução.

O colectivo apresenta melhorias e as individualidades ganham com isso.

Se há um mérito que acredito ser de Luís Boa Morte é o da capacidade de entreajuda, superação e sofrimento que esta equipa apresenta.

Características estas que não identifiquei na primeira fase onde, recordo, terminámos a vinte pontos do Benfica. O mesmo Benfica que hoje nos sucede na classificação, com um ponto a menos e mais um jogo cumprido.

Se é verdade que o principal objectivo dos nossos escalões de formação é preparar os jogadores, etapa a etapa, para o profissionalismo, tendo em conta que parte deles terão de integrar o nosso plantel principal, não é menos verdade que fazê-lo ganhando tem outro sabor.

Nem todas as grandes gerações ganharam títulos, nem as piores fracassaram sempre.

Esta não é, nem de perto, a nossa melhor 'fornada' mas está hoje melhor preparada do que já esteve para cumprir o objectivo que o Sporting lhes propõe.

Uma das chaves do bom trabalho que vem sendo feito nesta fase final, para além das características já acima mencionadas, passa pela credibilização de cada um nas suas próprias capacidades e na qualidade do grupo como equipa.

Ninguém deixa o colega na mão e todos se unem em torno do objectivo: a vitória!

Ontem foi possível.

Graças à união, garra, entreajuda, raça e qualidade de todos os que entraram em campo de leão ao peito. Sofreram, lutaram, tiveram sorte e souberam também procurá-la.

Foi à leão!

E é assim que devia ser sempre, independentemente de, por vezes, o nosso adversário nos ser superior qualitativamente.

Ontem era-o, mas não acreditou mais que nós na vitória e lutou menos por ela.

Os parabéns são para todos! Não porque tenhamos ganho algo, pois continuamos a não depender exclusivamente de nós para ser campeões mas por acreditarmos em nós e que colectivamente se podem resolver problemas e lacunas individuais.

Por fim, tenho de fazer um destaque individual: Rafael Barbosa.

O líder dentro de campo, o pulmão da equipa, o gestor de tempos e ritmos, o génio e a classe que sobressai de um colectivo trabalhador.

Mesmo esgotado fisicamente não deixou cair por terra a possibilidade de matar o jogo com um lance pleno de velocidade, poder físico, técnica e classe, na hora de atirar a contar.

Claramente o melhor jogador desta equipa e mais um médio de enorme valor formado na melhor escola do Mundo!


Nota: uma palavra de apreço para as vitória no hóquei, por 3-2, frente à Sanjoanense e no basquetebol, por 72-61, frente à ESA, que nos aproximam dos objectivos a que nos propomos para o final da época.

Juniores: Sporting CP 1 Porto 2

Interessante a oportunidade de jogar no Estádio José Alvalade, perante muito público e com os níveis competitivos elevados.

A primeira parte mostrou um Sporting mais ofensivo e um Porto na expectativa. 

O trio, formado por Lisandro Semedo, Matheus Pereira e Rafael Barbosa, foi o principal dinamizador do ataque leonino que pecou sempre por falta de eficácia face às várias oportunidades criadas.

Dois erros individuais ainda fizeram com que o Porto assustasse Pedro Silva, o guarda-redes leonino.

O intervalo chegou com um 0-0 que penalizava claramente o Sporting.

A segunda parte foi mais equilibrada mas, ainda assim, foi o Sporting que voltou a ter as melhores oportunidades, acabando inclusive por inaugurar o marcador após boa jogada individual de Lisandro Semedo que, na tentativa de colocar a bola na zona de finalização, a viu entrar na baliza portista com um auto-golo de um dos centrais azuis e brancos.

O Porto, que se percebeu desde cedo que vinha jogar para o empate, assumiu o jogo e partiu em busca de um golo que evitasse um resultado negativo.

Depois de alguns erros da nossa defensiva não aproveitados pelos nortenhos, o golo do empate acabou por surgir. Enorme passividade da defesa verde e branca e o avançado Leonardo fez o 1-1.

As mexidas de Luís Boa Morte pareceram piorar o rendimento da equipa. Postiga, sem ser muito influente na manobra ofensiva foi sempre importante para segurar os centrais ou abrir espaços para Matheus e Lisandro e Luís Elói, que substituiu o mais novo dos Postigas, foi infeliz em quase todas as acções.

Começava a ser evidente o cansaço das pedras chave (Matheus e Barbosa). Barbosa viria mesmo a ser substituído.

O controlo do jogo já nos tinha fugido e foi o Porto que saltou para a frente do marcador. Novamente Leonardo, novamente de cabeça, desta vez na sequência de um canto e mais uma vez com a defensiva leonina a ver jogar.

Faltavam apenas três minutos para o final e já não foi possível alterar o resultado.

Boa primeira parte e segunda parte menos boa.

O resultado compromete as aspirações pelo título.

Nota positiva para a capacidade técnica de Matheus Pereira, claramente acima da média, embora precise de crescer a todos os níveis. Recordo-me de um lance em que, após duas 'cuecas' fenomenais se deslumbrou e, em vez de jogar simples, arriscou um passe longo que deu um contra-ataque perigosíssimo que culminou num falhanço escandaloso dos azuis.

Rafael Barbosa, Lisandro Semedo e João Serrano foram os outros a quem dou nota positiva. Rafael pela capacidade de jogo colectivo, visão de jogo e precisão no passe. Semedo pela imprevisibilidade que traz ao jogo e Serrano por ter sido o mais consistente a defender.

Caicedo demonstrou capacidade na recuperação de bolas mas nem sempre decidiu bem na hora de as entregar.

Nota negativa para a linha defensiva (excluo Serrano desta equação). Bubacar Djaló, Ivanildo e Diouf foram constantemente ultrapassados, quer em posse, quer em velocidade. Algo lentos e muito distantes na marcação aos opositores.

Quanto ao futuro, já se adivinhava que esta não fosse das melhores gerações mas, se se aproveitar um ou dois já é bom.

Matheus, Lisandro e Barbosa (dos que jogaram hoje) podem ter futuro e, afinal, é isso que interessa...muito mais do que vencer ou perder um campeonato de juniores.

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