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Grande Artista e Goleador

Somos da raça que nunca se vergará

Começo pelo negativo do fim-de-semana. Não, não falo do empate em casa com o Porto a contar para o campeonato nacional de hóquei em patins mas sim do castigo aplicado ao Sporting, com perda de três pontos pela utilização irregular de Zé Diogo, nos jogos com a Sanjoanense e o Boliqueime num espaço de tempo inferior ao permitido pelos regulamentos.

E não, a nota negativa não é para a federação de patinagem nem para o seu conselho de disciplina mas sim para os responsáveis do hóquei leonino. Nunca numa estrutura profissional se podem cometer erros destes. Erros que nem amadores cometem e que, sobretudo, prejudicam os jogadores e equipa técnica que muito se haviam esforçado para conquistar os três pontos agora perdidos.

Tenho quase a certeza que, embora tristes com esta situação, os jogadores saberão perdoar o erro e trabalhar ainda mais para reduzir os agora oito pontos de distância para os líderes.

 

O jogo de ontem foi aquilo que se esperava. Um grande espectáculo, com duas equipas de grande qualidade.

Melhor o Porto na primeira parte que, justificadamente, foi para o intervalo a vencer por 2-0, fruto de uma superior capacidade para finalizar as oportunidades criadas.

No segundo tempo o Sporting regressou com vontade de dar a volta aos acontecimentos mas as coisas não correram bem nos primeiros minutos. A boa organização defensiva dos dragões dificultou muito o nosso "assalto" à baliza azul-e-branca e foi um lance individual de Pedro Gil que fez tremer o adversário e nos fez acreditar que poderíamos conquistar algo no jogo. O 1-2, num excelente remate à meia volta, acordou o leão esfomeado e, a partir daqui, partimos para cima do Porto, sem receios e aproveitando o efeito negativo que o golo teve na equipa de Guillem Cabestany.

Três minutos volvidos e Tuco não desperdiçou uma grande penalidade, empatando o jogo e deixando em aberto o resultado para os últimos oito minutos.

 

Foram minutos finais de parada e resposta. Ninguém estava satisfeito com o empate e a vontade de vencer de ambas as equipas era superior ao receio de perder. O espectáculo agradeceu...e nós também.

O erro de Pedro Gil tem tanto de infantil quanto de desculpável. Quem vê a forma como o espanhol se entrega ao jogo não pode apontar-lhe nada. Errou e tenho a certeza que foi o menos satisfeito com isso. 2-3 a dois minutos do fim.

Não trememos e voltámos à carga. Arriscámos, fomos para cima e conquistámos um livre directo a um minuto do fim, com menos um jogador em campo. Responsabilidade toda em cima do "benjamim" da equipa. Ferran Font (20 anos), que não tremeu e avançou com tal confiança que pintou o "quadro" mais belo da noite (modo Freitas Lobo off). Um golaço de levantar qualquer pavilhão que me faz suspirar por mais e melhores meios tecnológicos que nos permitam desfrutar destes momentos de rara beleza que só o hóquei nos proporciona.

 

O jogo termina com protestos da nossa parte por uma grande penalidade (existente) não assinalada, depois de um cartão azul discutível a Pedro Gil à entrada para os três minutos finais. Ressalve-se que antes também tinha ficado por assinalar um penalti a favor do Porto, pelo que me parece que a maior dualidade de critério esteve na questão disciplinar e na gestão do jogo.

 

No final, a prova que João Pinto não só merece jogar no Sporting como está à altura da tarefa de capitanear a equipa. Um leão de gema criado em três anos de Sporting diz muito do espírito existente nas modalidades que o mediatizado futebol não consegue formar, a não ser que o jogador seja "da casa". Pinto fala como um adepto fervoroso que sei que é, comporta-se ao nível dos melhores capitães de sempre e, se já está na história do Clube, arrisca-se a tornar-se um ícone. Dá tudo, defende o Sporting dentro e fora de campo e isso deve orgulhar-nos a todos.

 

Fiquem com o resumo do jogo e as palavras do Capitão:

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Rugidos de Leão 2016: os vencedores

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"Estou no Clube que possui os valores com os quais me identifico"

As palavras são de João Pinto, jogador do hóquei patins leonino, após rubricar novo contrato, que fará dele um dos privilegiados que jogarão no novo pavilhão João Rocha.

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A confirmação de algo transversal a muitos dos que passam pelo Sporting

O hóquei em patins leonino começou ontem a pré-temporada. Como é habitual, realizaram-se os testes médicos e foi tempo da equipa do ano se reencontrar e tratar de começar a 'enturmar' os novos colegas de equipa.

Luís Viana e André Centeno, ainda na 3ª feira, juntaram-se ao treinador Nuno Lopes e aos colegas João Pinto, Ângelo Girão e Poka para viver e sentir o Sporting ao vivo nas bancadas do Estádio José Alvalade, onde o Sporting derrotou os russos do CSKA de Moscovo por 2-1.

João Pinto, um dos novos capitães de equipa, proferiu ontem, no primeiro dia de trabalho, palavras que, julgo eu, serão partilhadas por muitos dos que jogam ou já jogaram no Sporting:

"Desde que cheguei, o Sporting conquistou-me por completo. Não nasci do Sporting, mas vou morrer do Sporting. Vibro com todas as equipas, até com a formação do futebol. Estou rendido ao Sporting."

A final four da Taça CERS vista pelos nossos e por outros

A equipa de hóquei em patins do Sporting inicia este sábado a participação na `final four´ da Taça CERS, em Espanha, com ambição declarada de conquistar a prova e entrar na história da modalidade.

A decisão da prova europeia será disputada em Igualada, em Barcelona, precisamente na casa do adversário dos `leões´ nas meias−finais. Esta será, de resto, uma `final four´ ibérica, já que Óquei de Barcelos e Reus vão defrontar−se na outra `meia´. Em declarações à agência Lusa, o técnico Nuno Lopes considerou que este "é um dos pontos altos da época" do Sporting, que, desde o início, alimenta o sonho de repetir a conquista da prova, alcançada em 1984. "Nós acreditamos que vamos ganhar a Taça, mas temos de respeitar os adversários, porque também a querem ganhar. Sonhamos com isto desde o início da época. Vamos apostar nisso e esperar por um fim de semana em que tudo nos possa correr bem", afirmou. Nuno Lopes acredita que "a equipa que for mais rigorosa a defender, vai ter vantagem" e que o conjunto de Alvalade terá de estar "atento" a todos os momentos do jogo com o Igualada, adversário que, frisou, leva vantagem por jogar em casa. "O jogo será em casa do adversário directo, o público deles estará em maior número, não estamos habituados àquele piso e a dupla de arbitragem não será portuguesa nem espanhola. Não há nada a nosso favor. Temos de fazer destas fraquezas as nossas forças", referiu. Com a Taça CERS e a Taça de Portugal ainda em aberto para os `leões´, o técnico revelou a ambição de conquistar um título já esta época: "Tem sido uma boa época para nós, mas vamos à procura da excelência." Por seu lado, o capitão Ricardo Figueira também lembrou os "factores externos" que poderão influenciar o desenrolar da partida com o Igualada, mas salientou que as "finais são para ganhar" e que o Sporting terá de ser "superior a tudo isso". "Tenho experiência de finais europeias no país vizinho e sei que vai haver muitas complicações e factores externos ao hóquei, mas temos de ser superiores a isso tudo. Temos de ir lá com a nossa humildade e mostrar que não vamos lá passear. Vamos lá para ganhar uma Taça CERS", disse à Lusa o hoquista transmontano. O internacional português afirmou que as equipas espanholas "são muito matreiras", comparando−as mesmo ao "futebol italiano". "Sabem aproveitar os momentos do jogo e sabem `matar´ o jogo no momento certo. Sabemos que o Igualada é uma equipa que aproveita muito bem as poucas oportunidades que tem e tem jogadores que desequilibram muito na frente. Todo o cuidado vai ser pouco", alertou o hoquista, que diariamente se divide entre os patins e o hospital onde exerce medicina. Já João Pinto garantiu que os jogadores sportinguistas querem "entrar na história" e que vão apresentar−se no pavilhão do Igualada "com humildade, querer, muita raça" e, sobretudo, com o objectivo de ganhar a Taça CERS. "Não interessa só ir à `final−four´. Só quem ganha entra na história. O jogo com o Igualada vai ser difícil, mas certamente que também não vai ser fácil para eles. Estamos na `final four´ e só nos passa pela cabeça ganhar", sublinhou o avançado, que chegou a Alvalade no início da época, proveniente do Juventude de Viana. As meias−finais da Taça CERS disputam−se no sábado (25 de abril), em Igualada, enquanto a final está marcada para o dia seguinte (26), também na localidade espanhola.

 

Albert Casanovas (ex jogador do Reus, actualmente ao serviço da Oliveirense) fez também a análise ao Sporting para a imprensa catalã.
Diz que acredita que o Sporting é o favorito na outra semifinal, porque "tem mais jogadores experientes ", "apesar do Igualada também ter jogadores muito bons, como Molas, Elagi e, especialmente, Ton Baliu".
Afirma que, aos verde e brancos que eliminaram precisamente a Oliveirense nos quartos-de-final, lhes agrada "marcar o ritmo do jogo e que os jogadores que têm são, individualmente, muito bons e que, só por si, podem decidir um jogo".
Destaca também a capacidade de controlar o aspecto extra-desportivo do jogo, como "protestar contra a decisão do árbitro e enorme 'química' com os adeptos". Liderados por Girão, o guarda-redes, que "contagia o resto da equipa com o seu carácter".
Quanto ao jogo, Casanovas diz que "é muito difícil de apanhá-los em contra-ataque", um factor a ser levado em conta pelo Reus numa hipotética final.

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