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Grande Artista e Goleador

Verde e branco na estrada

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Sinais positivos foram deixados no Jamor para a época que aí vem. Às vitórias de Jéssica Augusto e Hélio Gomes juntou-se a conquista colectiva das senhoras, que colocaram quatro atletas posicionadas nos sete primeiros lugares. Nos homens, a conquista colectiva fugiu para o Benfica, numa prova em que 30 segundos separaram o pelotão leonino dos benfiquistas.

Creio que esta vitória é um bom indicador para os campeonatos nacionais de corta-mato, a disputar em Março, em Torres Vedras.

As provas em pista são outra história completamente diferente, onde se espera sobretudo que os masculinos dêem mais luta que nos anos anteriores e lutem pelo título e o consequente acesso á taça dos clubes campeões europeus.

Seja como for, foi um bom início de temporada e só me preocupa e desaponta um bocadinho ver que apenas tínhamos 5 atletas inscritos em idade júnior e que, desses cinco, apenas um compareceu ou terminou a prova.

Bem sei que a maior parte da formação se faz em clubes da zona de residência dos atletas mas não quero crer que não hajam em Lisboa e arredores atletas com potencial a ser explorado por uma Academia de atletismo com a notoriedade da nossa.

Parabéns aos vencedores!

Hoje temos campeonato nacional de marcha em estrada e taça de Portugal de saltos em pista coberta. Ao todo, mais de 20 atletas em prova. Boa sorte para eles!

 

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A décima terá de esperar por Tóquio

"Um País Amador quer Medalhas Profissionais

Um país que está a anos luz das infraestruturas desportivas de outros países, quer medalhas olímpicas…

Um país que só pensa em futebol, quer medalhas olímpicas…

Um país que tirou horas à disciplina de educação física, quer medalhas olímpicas…

Um país que retirou a educação física da média para o ensino superior, quer medalhas olímpicas…

Um país que despreza a educação física no 1º ciclo, quer medalhas olímpicas…

Um país em que os principais eventos do desporto escolar encaixotam professores e alunos em salas de aula para dormir, quer medalhas olímpicas…

Um país onde os alunos têm cargas letivas brutais e para conciliarem a prática desportiva são obrigados a chegar a casa às 20, 21, 22 horas e ainda têm que ir estudar para o teste que aí vem, quer medalhas olímpicas…

Um país onde a maioria dos professores e pais não tem cultura desportiva, onde se marca aulas e testes em cima dos treinos do Desporto Escolar, quer medalhas olímpicas…

Um país que não gosta de desporto, gosta do “palco”, da festa, do sucesso, e prefere passar horas a discutir se foi ou não penalti, quer medalhas olímpicas…

Um país em que são os pais a suportar as despesas do sonho olímpico desde tenra idade, quer medalhas olímpicas…

Um país em que os seus atletas viajam em “low cost”, dormem nos aeroportos, são completos amadores, quer medalhas olímpicas…

Olhem para a Espanha, olhem para os Estados Unidos, olhem para Inglaterra, olhem para tantos outros e depois questionem-se se realmente queremos medalhas olímpicas…

Olímpicos, ignorem a ignorância e o ruído, sois o verdadeiro exemplo de amor à pátria e cada lágrima, cada gota de suor é cristalina, pura e honesta. Sois uns heróis e quem tem dois dedos de testa tem noção do que abdicaram para chegar onde chegaram. O meu/nosso muito obrigado!"

por Alexandre Henriques, em www.ComRegras.com

 

Aproveitei o texto do Alexandre Henriques para corroborar com a ideia de um país desfasado da realidade. Um país que, sem ter noção dos esforços e das condições disponíveis para se ser "Olimpico", pede medalhas sem saber se essa expectativa é realista. De seguida, farei o rescaldo da participação dos "Olimpicos" leoninos, e tentarei avaliar tendo em conta as expectativas que eu tinha e que acho que os próprios atletas achavam realistas.

 

Carlos Mané (211 minutos), Tobias Figueiredo (270) e Ricardo Esgaio (315) - Futebol

Portugal 2-0 Argentina
Portugal 2-1 Honduras (Tobias - GOLO)
Portugal 1-1 Argélia
Portugal 0-4 Alemanha

O trio de leões presentes no torneio olímpico de futebol fez o esperado. Passaram com mérito a fase de grupos e acabaram por cair com estrondo nos 1/4 final. Diria que, não sendo esperado cair com uma goleada, a eliminação face à Alemanha (medalha de prata na competição) não tem nada de anormal. 

 

Teófilo Gutiérrez (360 minutos) - Futebol

Colômbia 2-2 Suécia (Teo - GOLO)
Colômbia 2-2 Japão (Teo - GOLO)
Colômbia 2-0 Nigéria (Teo - GOLO)
Colômbia 0-2 Brasil 

Boa prestação de Teo Gutiérrez. 3 golos em 4 jogos e uma presença esperada nos 1/4 final, onde caiu aos pés do Brasil (medalha de ouro). 

 

João Costa - Tiro

PAC 10m - 11º
PAC 50m - 11º

João Costa teve uma prestação ao seu nível e dentro daquilo que são normalmente as suas prestações em Mundiais e Olimpíadas. Não atingiu as finais mas esteve muito perto de ambas.

 

Alexis Santos - Natação

400m estilos eliminatórias - 14º, com novo recorde nacional (4'15.84'')
200m estilos eliminatórias - 12º (1'59.37'')
200m estilos meias-finais - 12º (2'00.08'')

Alexis, como o próprio afirmou, teve uma estreia de sonho nos Jogos Olímpicos. Dois recordes pessoais (um deles fixando um novo mínimo nacional) são suficientes para perceber que se transcendeu e se apresentou na sua melhor forma de sempre, tendo atingido duas 1/2 finais.

 

Igor Mogne - Natação

100m livres eliminatórias - 45º, com novo recorde nacional de Moçambique (50.65'')

Com apenas 20 anos e em estreia nos Jogos, o Moçambicano estabeleceu um novo máximo nacional dos 100m livres e pode, também ele, orgulhar-se da sua prestação.

 

Pedro Pinotes - Natação

400m estilos - 25º (4'25.84'')

O nadador angolano falhou o objectivo de bater o recorde nacional do seu país. Na sua segunda participação olímpica, acredito que Pinotes quisesse fazer melhor, pois acabou por nadar um segundo abaixo do seu tempo de 2012 e do tempo com que se qualificou para o Rio

 

Taciana Lima - Judo

-48Kg - 9º

Apesar de experiente, a tri-campeã africana em -48Kg nunca tinha participado nas Olimpíadas. Perdeu ao primeiro combate, no ponto de ouro, por falso ataque, com uma das medalhadas de bronze. O combate poderia ter caído para qualquer dos lados e Taciana pode certamente estar orgulhosa da sua prestação.

 

Joana Ramos - Judo

-52Kg - 9º

Depois de em Londres não ter passado da 1ª ronda, conseguiu desta feita atingir o segundo combate. Venceu a ronda inaugural por ippon, a vantagem máxima do judo e perdeu no segundo combate, provando do veneno que havia dado à sua adversária no combate de abertura. Uma imobilização fez com perdesse por ippon a menos de um minuto do final do combate, onde muitas vezes esteve por cima. Depois do calvário de lesões que chegaram a deixá-la fora do projecto olímpico, arrisco dizer que a Joana esteve ao seu melhor nível e teve uma boa prestação, não sendo de ignorar o facto de ter "caído" frente à nº 5 mundial, uma judoca que só foi eliminada no combate pela medalha de bronze.

 

Sergiu Oleinic - Judo

-66Kg - 9º

Em estreia nos Jogos Olímpicos, Oleinic tinha ambição de chegar longe e provou o seu valor quando ao primeiro combate eliminou o nº4 mundial e um dos principais candidatos às medalhas. No segundo combate, frente a um adversário menos cotado, Sergiu dominou praticamente todo o combate, tendo mesmo estado a poucos segundos de conseguir um yuko (a terceira maior vantagem no judo). O jogo acabou por não se decidir nos 5 minutos e foi para o ponto de ouro, onde após uma tentativa de ataque imprudente, acabou projectado, perdendo por ippon. Dada a sua juventude, Oleinic esteve bem na sua estreia e esperam-se ainda melhores resultados em Tóquio 2020.

 

Jorge Fonseca - Judo

-100Kg - 17º

Também em ano de estreia, Jorge Fonseca entrou em grande nos Jogos. Eliminou o seu primeiro adversário por ippon em apenas 9 segundos e calhou-lhe em sorte o nº 5 mundial na eliminatória seguinte. Fonseca lutou com todas as suas forças para acabar com o combate na primeira metade do mesmo. Atacou, atacou, atacou, até que ficou exausto e demasiado exposto à maior frescura do checo, que venceu por waza-ari (a segunda maior vantagem do judo) nos minutos finais do combate, acabando depois por se sagrar campeão olímpico. No judo, a diferença entre um medalhado e um 9º classificado é, por vezes, nenhuma. Fonseca esteve muito bem e tem tudo para melhorar numa 2ª participação.

 

Gastão Elias - Ténis

2ª Eliminatória Singulares vs Thanasi Kokkinakis - 7-6 (7-4) e 7-6 (7-3)
3ª Eliminatória Singulares vs Steve Johnson - 3-6 e 4-6

1ª Eliminatória Pares vs Andrej Martin / Igor Zelenay - 6-4 e 6-2
2ª Eliminatória Pares vs Daniel Nestor / Vasek Pospisil - 1-6 e 4-6

Nunca o ténis nacional havia vencido uma partida nos Jogos Olímpicos. Gastão, por jogar antes de João Sousa, teve o privilégio de ser o primeiro a conseguí-lo. Uma vitória em singulares e outra em pares pode dizer-se que foi uma boa prestação, até porque foi eliminado por um adversário com melhor ranking.

 

Aruna Quadri - Ténis de Mesa

2ª Eliminatória Singulares vs Yang Wang - 4-1 (11-4; 7-11; 11-7; 11-9; 11-6)
3ª Eliminatória Singulares vs Chih-Yuan Chuang - 4-0 (11-6; 12-10; 11-6; 11-7)
4ª Eliminatória Singulares vs Timo Boll - 4-2 (12-10; 12-10; 11-5; 3-11; 5-11; 11-9)
Quartos-de-Final Singulares vs Long Ma - 0-4 (4-11; 2-11; 6-11; 7-11)
1ª Eliminatória Pares vs China (Long Ma) - 0-3 (1-3 - 6-11; 3-11; 11-5; 2-11)

Aruna foi a grande surpresa do torneio olímpico de ténis de mesa. Tanto em singulares como em equipas, foi eliminado pelos campeões olímpicos e, após não ter conseguido vencer um set ao campeão olímpico de singulares, conseguiu-o no jogo disputado na prova por equipas, algo que nem o medalhado de prata conseguiu. Prova da grande prestação nos Jogos Olímpicos foi a subida do 40º para o 25º no ranking mundial.

 

Bode Adiodun - Ténis de Mesa

1ª Eliminatória Pares (com Segun Toriola) vs China (Zhang Jike e Xu Xin)) - 0-3 (0-3 - 5-11; 6-11; 5-11)

Abiodun entrou apenas na prova por equipas e alinhou apenas no jogo de pares, perdido por 3-0, frente aos campeões olímpicos.

 

Jessica Inchude - Atletismo (lançamento do peso)

36ª (última) - 15.15m

Com apenas 20 anos, Jessica estreou-se nos Jogos e acusou a pressão do evento. Esteve abaixo daquilo que fez em todo o ano de 2016, onde as suas melhores marcas ultrapassam em quase um metro aquela que conseguiu fazer no Rio. Podia ter sido melhor, mas a guineense é muito jovem e voltará mais experiente em Tóquio.

 

João Vieira - Atletismo (Marcha)

20Km - 31º - 1.23'03''
50Km - Desistiu

Na sua 5ª participação em Jogos Olímpicos e com 40 anos, João Vieira apresenta ainda um nível interessante. Fez uma marca dentro daquelas que lhe são hoje habituais nos 20km marcha e teve uma prestação dentro do esperado. Nos 50km marcha acabou por desistir e talvez devesse ter apostado apenas numa das duas vertentes da marcha.

 

Lorene Bazolo - Atletismo (100m e 200m)

Elim. 100m (11.43s)
Elim. 200m (23.01s) Recorde Pessoal

Boa prestação de Lorene Bazolo, na sua primeira participação enquanto portuguesa. A atleta do Sporting havia participado em 2012, mas apenas nos 100m, onde fez meio segundo a mais do que a marca que apresentou este ano nas Olimpíadas. Com o recorde nacional dos 100m batido há dois meses, melhorou a sua marca pessoal nos 200m e aproximou-se do recorde nacional português.

 

Patrícia Mamona - Atletismo (Triplo Salto)

Elim. 9º (14.18m)
Final 6º (14.65m) Recorde Nacional

Patrícia Mamona era uma das maiores esperanças nas medalhas. Precisava, para isso, de se superar. Fê-lo, bateu novamente o recorde nacional, mas o nível da final foi muito elevado. Foi 6ª, a apenas 9 centímetros da medalhada de bronze e pode orgulhar-se disso, tendo a certeza que orgulhou os Sportinguistas.

 

Sviatlana Kudzelich - Atletismo (3000m obstáculos)

Elim. 22º (9'32.93'')

A bielorussa tem mantido um nível constante ao longo dos últimos 4 anos. Esteve nos Jogos de Londres, onde foi 34ª com uma marca meio minuto acima da que realizou este ano. Melhorou a marca com que venceu os 3000m obstáculos na Taça dos Campeões Europeus e julgo que fez uma prova dentro das expectativas, tendo ficado a apenas 5 segundos do seu recorde pessoal que já vem desde 2014.

 

Cátia Azevedo - Atletismo (400m)

Elim. 31º (52.38'')

Com apenas 22 anos, Cátia fez a sua estreia nos jogos, apenas dois meses após se qualificar com uma nova marca nacional da distância. Ficou a menos de um segundo do seu recorde nacional e acho que foi uma boa estreia para ganhar experiência e voltar mais forte daqui a 4 anos.

 

Sara Moreira - Atletismo (Maratona)

Desistiu

Sara foi uma das maiores desilusões da comitiva leonina no Rio. Nem tanto pelo resultado mas por ter marcado presença sem estar em condições de sequer terminar a prova. Percebo que um atleta se ache sempre em condições mas era praticamente impossível debelar uma lesão como a que a Sara apresentava em tão pouco tempo.

 

Jéssica Augusto - Atletismo (Maratona)

Desistiu

A Jéssica terá sentido a falta da Sara visto que, certamente, teriam até uma estratégia conjunta. No entanto, é sempre uma desilusão não ver o esforço levado, pelo menos, até ao ponto de terminar a prova.

 

Vera Barbosa - Atletismo (400m barreiras)

Elim. 32º (57.28'')

Uma lesão recente impossibilitou Vera de se apresentar ao mais alto nível. Foi à justa que conseguiu apresentar-se em maio na Taça dos Campeões Europeus de Clubes e é até injusto comparar com os tempos do passado.

 

Sharolyn Scott - Atletismo (400m berreiras)

Elim. 39º (58.27'')

A costa-riquenha tem uma carreira pautada pela irregularidade. Já correu a distância em pouco mais de 16 segundos, mas o tempo apresentado no Rio está dentro das marcas de 2016.

 

Marta Onofre - Atletismo (Salto com Vara)

Elim. 24º (4.30m)

Em estreia nos Jogos Olímpicos, a nova recordista nacional ficou longe do seu recorde pessoal. Seria realista ultrapassar pelo menos mais uma fasquia mas pode ter-se deixado afectar pela emoção de estar no maior evento desportivo do Mundo. Com 25 anos, não foi certamente a sua última presença nos Jogos.

 

Maria Leonor Tavares - Atletismo (Salto com Vara)

Elim. 29º (4.15m)

Maria Leonor Tavares partiu para os jogos com o objectivo de recuperar o seu recorde nacional, retirado pela colega de equipa mas desiludiu. Ficou uma fasquia abaixo de Marta Onofre e podia ter feito melhor, visto que já este ano saltou 4.50m e estava na sua segunda participação olímpica.

 

Diogo Abreu - Ginástica (Trampolim)

Qual. 16º (55.855p)

Apesar de todas as condicionantes de uma estreia olímpica, Diogo Abreu tinha claras hipóteses de estar na final da competição. Tal não foi possível por ter falhado completamente no segundo elemento da segunda ronda. O 16º lugar na competição de trampolins não reflecte o seu valor nem faz juz ao seu 8º posto na hierarquia mundial. O Diogo falhou mas merece a solidariedade de todos nós.

 

Francisca Laia - Canoagem (K1 200m)

Elim. 8º (41.368'')
1/2 final. 15º (41.573'')
Final B 8º (42.695'')
Class. Final 16º

Na sua primeira participação olímpica, Francisca não escondeu que iria para ganhar experiência. O apuramento surgiu à última da hora mas isso não a impediu de dizer que queria estar na final. Ficou-se pelas meias-finais e um honroso 16º lugar.

 

Emanuel Silva - Canoagem

K2 1000m - Elim. 4º (3'26.284'')
K2 1000m - 1/2 final. 1º (3'18.099'')
K2 1000m - Final. 4º (3'12.889'')
K4 1000m - Elim. 4º (3'01.498'')
K4 1000m - 1/2 final. 2º (2'48.233'')
K4 1000m - Final. 6º (3'07.482'')

Duas finais, um 4º lugar e um 6º devem orgulhar o canoísta do Sporting. É lógico que o objectivo (assumido) eram as medalhas mas não se pode falar em fracasso quando se esteve na luta por elas. Sobretudo no K2 (onde havia ganho a prata em Londres), nova medalha não foi possível por 3 décimos e temos de nos lembrar que, como nós queremos, outros também querem e treinam para as medalhas e ainda há a condicionante do Emanuel ter mudado de parceiro após Londres. Foi triste não chegar lá (como o comprovam as lágrimas dos nossos canoístas) mas há que ter o sentimento de dever cumprido.

 

No geral, e fazendo um balanço global, diria que foi uma prestação positiva. A maioria esteve ao seu nível habitual ou transcendeu-se e é isso que se pede nos grandes certames. Destaco apenas 4 atletas, porque o merecem. Alexis Santos, Emanuel Silva, Aruna Quadri e Patrícia Mamona conseguiram, na minha opinião, as participações com mais visibilidade e mérito mas os meus parabéns vão para todos os 31 que lá estiveram.

 

A 10ª ficará guardada para Tóquio, daqui a quatro anos.

 

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O Sporting nos campeonatos da Europa de atletismo ao ar livre

Começa amanhã o Campeonato da Europa de atletismo ao ar livre. A prova decorrerá em Amesterdão e, dos 33 seleccionados, 13 são atletas do Sporting Clube de Portugal. 9 mulheres (mais de 50% da equipa feminina nacional) e 4 homens.

 

São eles: 

FEMININOS

Lorene Bazolo (Sporting CP) - 100 e 200 metros
Cátia Azevedo (Sporting CP) - 400 e 4x400 metros
Sara Moreira (Sporting CP) - 10 000 metros e Meia-Maratona
Jessica Augusto (Sporting CP) - Meia-Maratona
Vera Barbosa (Sporting CP) - 400 m barreiras e 4x400 metros
Marta Onofre (Sporting CP) - Salto com Vara
Patrícia Mamona (Sporting CP) - Triplo Salto
Irina Rodrigues (Sporting CP) - Lançamento do Disco
Filipa Martins (Sporting CP) - 4x400 metros

MASCULINOS

David Lima (Sporting CP) - 200 e 4x100 metros
José Moreira (Sporting CP) - Meia-Maratona
Pedro Ribeiro (Sporting CP) - Meia-Maratona
Francis Obikwelu (Sporting CP) - 4x100 metros

 

Entre os leões presentes em prova, temos 4 atletas já medalhados nesta mesma competição. Sara Moreira, Jessica Augusto, Patrícia Mamona e Francis Obikwelu (apenas Mamona e Obikwelu venceram enquanto representavam o Sporting).

 

Mas antes de abordar as nossas possibilidades de sucesso na Holanda, começo por fazer uma breve retrospectiva dos nossos heróis nesta competição.

 

A história começa em 1998, em Budapeste. Rui Silva inscreveu o seu nome na prova, vencendo a medalha de prata na prova de 1500 metros. Em Munique (2002), voltaria a subir ao pódio, desta vez para receber o bronze. Recordo que Rui Silva foi tri-campeão europeu e campeão mundial mas sempre em pista coberta, bem como medalhado olímpico, entre outros títulos importantes. (PALMARÉS)

 

O segundo a fazer história foi o leão mais rápido de sempre. Francis Obikwelu, no mesmo ano em que Rui Silva ganhou o bronze (2002), trouxe para Portugal a medalha de ouro nos 100 metros e a medalha de prata nos 200 metros. Em 2006 (Gotemburgo), faria ainda melhor e traria duas medalhas de ouro, nos 100 e 200 metros. Fora isto, foi também ele medalhado olímpico, entre muitos outros sucessos. (PALMARÉS)

 

Naide Gomes seguiu a ordem cronológica e, em 2006, acompanhou Francis e trouxe também ela para Portugal a medalha de prata no salto em comprimento, a que haveria de juntar outra, em Barcelona, no ano de 2010. Naide que foi bi-campeã mundial e europeia em pista coberta, entre outros títulos de grande relevância, é a única das nossas medalhadas nos campeonatos da Europa ao ar livre que já não se encontra em actividade. (PALMARÉS)

 

Por fim, Patrícia Mamona. De todos os medalhados, a única que se encontra no auge da sua carreira. Medalhada de prata em 2012 (Helsínquia), procura ainda rechear o seu currículo, depois de já este ano se ter sagrado campeã europeia de clubes ao serviço do Sporting Clube de Portugal. (PALMARÉS)

 

Quanto à expectativas para este ano, diria que temos boas possibilidades de sucesso. Temos três claras candidatas a medalhas (Sara Moreira, Jessica Augusto e Patrícia Mamona) e alguns atletas num excelente momento de forma e que podem surpreender.

Lorene Bazolo tem a 14ª melhor marca europeia do ano nos 100 metros e pode bem ambicionar uma presença na final.

Cátia Azevedo, com a 7ª melhor marca europeia do ano nos 400 metros, apresenta-se num formidável momento de forma e será interessantíssimo ver como se comporta ao mais alto nível, depois de uma época fantástica.

A estafeta de 4x400 pode também fazer uma prestação interessante. Composta por três atletas do Sporting (Cátia Azevedo, Vera Barbosa e Filipa Martins), o conhecimento entre as atletas pode ser determinante para uma prestação ao mais alto nível, numa prova em que apresentamos a 10ª melhor marca europeia do ano, conseguida em Mersin, pelo Sporting campeão europeu.

Irina Rodrigues, certamente quererá estar na final do lançamento do disco e a sua melhor marca do ano (a 8ª a nível europeu), diz-nos que este é um objectivo tangível.

Com dois atletas do Sporting na estafeta 4x100 metros (David Lima e Francis Obikwelu), abre-se aqui mais uma possibilidade de um resultado interessante. A 7ª melhor marca do ano não deve chegar para as medalhas mas promete luta pela presença na final da prova.

 

Por fim, destaco os bons momentos de forma de David Lima, Marta Onofre e Vera Barbosa que merecerão da minha parte atenção especial, embora não sejam previsíveis resultados demasiado ambiciosos. Filipa Martins vai para ganhar experiência, pois é ainda muito jovem e terá a sorte de integrar uma equipa de estafeta forte, que a pode ajudar muito. José Moreira e Pedro Ribeiro, terão objectivos mais modestos na meia-maratona mas não deixarão de merecer igual atenção.

 

Irina Rodrigues terá honras de inaugurar a prestação leonina ao serviço de Portugal, amanhã, ás 11 horas.

 

Que comecem as corridas, os saltos e os lançamentos.

 

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Nem imaginam o que isto me deixa feliz

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O atletismo é das mais emblemáticas modalidades do Sporting. Carlos Lopes um dos maiores porta-estandarte da mesma, tanto no nosso país, como no Mundo.

Em palavras ao Jornal Sporting, fez a antevisão da próxima época no dia da apresentação da mesma.

"Todos nós, Sportinguistas, queremos que o atletismo volte aos seus momentos de glória. O Clube revê-se nessas vitórias, nos resultados, os recordes... Infelizmente temos andado arredados desses tempos."

"A palavra de ordem é ganhar. Houve um investimento grande nas equipas masculina e feminina. Todos os atletas ficaram a perceber melhor a dimensão que o Clube tem tido ao longo da sua história e estamos aqui todos para contribuir para que isto continue de forma eficiente e para que se mantenha e reavive a imagem que o atletismo do Sporting teve ao longo dos anos."

"Reforçámo-nos essencialmente na equipa feminina, nas equipas de crosse feminina e masculina e também no sector de pista, onde tínhamos imensas lacunas e fomos buscar jovens entre juniores e sub-23. Com a chegada destes jovens talentos vamos criar grandes problemas às equipas que estão mais bem apetrechadas."

"O crosse é uma aposta muito forte, fomos buscar atletas que dão garantias de uma competitividade enorme. Fizemos uma equipa que terá muitos anos pela frente, e que nos dá uma garantia enorme e uma segurança tremenda para o futuro, tanto no masculino como no feminino. E, aliás, demonstra que estamos atentos aos novos valores para termos a garantia de recuperar a hegemonia num futuro próximo, algo que não acontecia nos últimos anos."

"São quatro provas (Campeonato Nacional de Crosse; Campeonato Nacional de Estrada; Campeonato Nacional de Clubes e Taça dos Clubes Campeões Europeus) e quatro momentos onde os nossos atletas têm de estar no seu melhor. Todos eles foram alertados para esses focos extremamente importantes e vamos criar condições para que tudo corra de uma forma muito séria e capaz de fazermos o que pretendemos: entrar em competição convencidos de que temos uma equipa boa e preparada para discutir seja que prova for."

"Estamos a apostar na conquista de mais uma competição europeia, como a Taça dos Clubes Campeões Europeus, e temos a consciência de que tudo estamos a fazer para que isso se torne realidade. Sabemos que há momentos em que, por muita vontade que tenhamos, não somos capazes de ultrapassar as adversidades, mas tudo fazemos e faremos para que isso não aconteça."

"Nestes últimos dois anos ficámos no pódio da Taça dos Clubes Campeões Europeus. Isso denota que a equipa feminina, só por si, já tem um valor muito bom. Se conseguirmos introduzir outros valores - como fizemos - para melhorar isso, ficamos com a consciência de que somos capazes. E o Sporting tem todo o interesse em que isso venha a acontecer, o que seria muito importante para o Clube e para o atletismo nacional porque pode chamar patrocinadores e fazer recair sobre o nosso país mais atenções. Queremos tornar o atletismo do Sporting numa referência, tal como já foi em anos passados, no meu tempo e do Moniz Pereira. Temos de criar a ideia de que o atletismo do Sporting começa a ter condições para trazer até nós jovens com outras mais-valias."

"A nossa mística não se perdeu, nós é que perdemos alguns valores que faziam a diferença em competição. A mística está cá e alimenta-se com os mais jovens a aprenderem com os mais velhos (como o Rui Silva ou o Francis Obikwelu). É importante passar a estes jovens talentos a mística do Clube que viveu momentos de grandeza, dentro e fora do país, e que ajudou o Sporting a ser o mais ecléctico de Portugal. E essa maneira de ser, aliada aos bons resultados, fizeram com que, durante muitos anos, eu e outros atletas abraçássemos o amor ao Sporting."

"A qualidade dos nossos jovens traz-nos algumas garantias que, num futuro próximo, podemos garantir a nossa posição de primeiros em tudo. É preciso capacidade de gestão porque muitos dos jovens que chegaram ainda estão em formação, mas também para isso fizemos uma aposta num quadro técnico de alto valor e de grande mais-valia. Queremos técnicos que sejam de qualidade para o presente, mas capazes de valorizar ainda mais estes jovens talentos para o futuro. Com estes jovens e o quadro técnico ao nosso dispor, todos em conjunto faremos a força."

"Estamos todos no mesmo barco e a tentar levá-lo a bom porto. Temos dado sinal de uma recuperação daquilo que se tinha perdido e penso que com um bocadinho de boa vontade e uma certa liberdade para podermos expressar o que entendemos ser melhor para o Clube, estamos num bom caminho. Não é num ano que se prepara o futuro, isso demora tempo e é preciso ter calma. O dinheiro é a base da sociedade e os clubes não fogem a essa realidade nem atravessam os melhores momentos, por agora, e essa dificuldade por vezes torna-se incómoda. Mas com paciência, garra, habilidade, e todos juntos, com espírito colectivo levaremos a água ao nosso moinho e conseguiremos levar o nosso barco ao tal bom porto, sem que este se afunde pelo meio."

(Sobre a presença do Presidente, Bruno de Carvalho e do vive-presidente para as modalidades, Vicente Moura) "É uma forma de valorização de toda a equipa, de todos os atletas e de toda a gente envolvida na secção do atletismo do Clube. Estamos todos unidos para criar as melhores condições para que o sucesso se torne uma realidade."

"É um ano muito, muito complicado. Não para o Clube em si, mas para os atletas, que têm uma série de situações que terão de ser bem geridas. Existe a Taça dos Clubes Campeões Europeus, no final de Maio, e os Campeonatos da Europa em Julho, e depois o Campeonato Nacional de Clubes, antes dos Jogos Olímpicos. É tudo muito seguido e gerir os atletas para estarem em boas condições físicas e mentais em Maio e novamente em Julho e Agosto exige um esforço tremendo. Tem de haver um encontro de ideias entre todos os técnicos para conseguirem calibrar a forma destes atletas em todas as provas."

"Uma prova como os Jogos Olímpicos desvia sempre o foco de atenção de um atleta, que não haja dúvidas sobre isso. Quem está a preparar os Jogos tem a visão e o sentimento de querer representar-se bem e fazer um bom papel e não é fácil gerir isso com os objectivos do Clube. Mas vamos tentar acalmar as coisas e fazer uma gestão sensata e equilibrada para que possamos todos atingir o que desejamos e consigamos reforçar uma posição bem alicerçada para o futuro."

"Naturalmente que vamos estar com mais atenção em cima, mas isso não nos preocupa. Os Jogos acontecem de quatro em quatro anos, são o maior acontecimento histórico do desporto mundial e toda a gente quer estar presente e focada nisso. Todos estamos ansiosos para ver o que acontecerá no Rio de Janeiro, onde, para nos aproximar ainda mais, se fala português. Só a Federação é que devia ter tido mais cuidado quando lançou o calendário de competições. Parece-me que não serviram os interesses nem dos clubes nem dos atletas."

"Penso que, neste momento, podemos ter entre uma a duas mãos cheias de atletas, só no atletismo. Temos de avaliar primeiro o que vai ser esta época e o que cada um conseguirá fazer ao longo do ano, mas temos atletas com níveis muito elevados e que poderão carimbar rapidamente a sua presença lá."

"Não é fácil conseguir uma medalha, muito menos de ouro. Mas temos atletas com grandes hipóteses, embora seja difícil. A Sara Moreira, na maratona, é uma das potenciais candidatas. Não sei o que acontecerá se a Jéssica Augusto participar na maratona também, mas terá possibilidades. A Patrícia Mamona, se aparecer em boa forma, é uma das candidatas a ficar nos primeiros oito classificados. Assim de repente, não sei se o João Vieira, nos 50 quilómetros de marcha, não poderá também conseguir algo... Temos imensos atletas que poderão fazer resultados fabulosos, mas temos de ver como corre a época para percebermos em que ponto é que eles lá chegam."

Bem-vinda, Jéssica!

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Está assim anunciado o acordo para a transferência de Jéssica Augusto e o seu ingresso no Sporting Clube de Portugal, naquilo que a própria considerou um sonho antigo, tornado realidade.

Em declarações à SportingTV, Jéssica explicou as razões que a trouxeram para a família leonina: “Desde pequena que sempre tive vontade de representar o Sporting. Pelo Clube ou pela sua história na modalidades? Pelas duas razões. Desde pequena que via o Sporting ganhar com nomes como Carlos Lopes, os irmãos Castro e tantos outros. Depois das conversas com Carlos Lopes e com o Comandante Vicente Moura, foi possível chegarmos a acordo e felizmente cumpri a minha vontade”, sublinhou a nova atleta leonina.

“Comecei agora a treinar e em Outubro vou iniciar as competições de forma gradual. O Sporting tem grandes objectivos em todas as vertentes, seja corta-mato, estrada ou pista, e quero ajudar a equipa a ganhar títulos. Primeiro está o colectivo, depois de conseguir também vencer em termos individuais melhor”, acrescentou em relação às principais metas nesta nova página da já longa carreira, sem esquecer que 2016 será ano de Jogos Olímpicos: “Também tenho esse objectivo de conseguir aos Jogos mas ainda não tenho os mínimos. Em princípio farei uma maratona em Fevereiro ou Abril”.

A época de transferências só abre a 15 de Outubro e estender-se-á até ao dia 30 do mesmo mês mas o Sporting começa já a trabalhar a época 2015/2016.

Assim sendo, espero reforços para a equipa masculina, já que, no que à feminina diz respeito, estamos muito bem apetrechados.

Certamente, faremos uma época ao nível da transacta, no que diz respeito às senhoras. Já os homens, espera-se que façam bem melhor este ano.

Aproveito para desejar ao Professor Carlos Silva as maiores felicidades no cargo de director técnico, que recentemente assumiu.

Já agora, peço a todos que dêem as boas vindas à Jéssica na sua página pessoal do facebook, deixem o vosso 'like' e mostrem que os Sportinguistas recebem e apoiam como ninguém.

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