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Grande Artista e Goleador

Dost no encalce do melhor Liedson

Como sei que Bas Dost exige muito de si, vou ser exigente com ele. Parece-me que é mesmo o melhor depois de Jardel e isso justifica a "cobrança".

Vou comparar a sua performance nestes primeiros 23 jogos de leão ao peito com os primeiros 23 jogos de todos os que sucederam a Super Mário. Mas vou dificultar ainda mais a tarefa ao holandês... A comparação vai ser com a melhor época de cada um dos avançados ao serviço do Sporting e não com a primeira.

Como todos os que serão objecto de análise já eram titulares absolutos ao 23º jogo, opto por valorizar e organizar o ranking por tempo necessário para marcar. Vamos lá aos resultados:

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Preparar o futuro com garantias para o presente

Com os empréstimos de Palhinha (felizmente regressado), Francisco Geraldes e Gauld esta temporada podemos estar aqui a perpetuar algo que, sendo bom, muito bom mesmo, pode vir a tornar-se um problema a curto prazo.

Acredito que William e Adrien estarão com muita vontade seguir os passos de João Mário e experimentar outros campeonatos. A não inclusão dos três jogadores que referi no plantel desta época atrasa a integração dos mesmos, com vista à sucessão natural dos dois craques do nosso meio-campo.

 

Felizmente, Palhinha está de regresso e fará até final da época o "estágio" que lhe pode permitir atacar a próxima como titular indiscutível, podendo finalmente proporcionar a William o contrato e a experiência que, creio, o luso-angolano tanto espera.

Saber jogar com este timing é saber conjugar expectativas e objectivos com o futuro do nosso clube.

Caso Francisco Geraldes e Ryan Gauld se mantenham fora dos planos, tudo levará a crer que Adrien adiará o "sonho" para que este seja proporcionado a William. Nada contra, até porque Adrien é mesmo o mais difícil de substituir e Elias não é claramente o jogador ideal.

 

Vender William no verão, integrando no plantel Francisco Geraldes e Ryan Gauld permitirá mais uma época de resultados financeiros e segurança na capacidade de lutar por objectivos desportivos.

Ser campeão esta temporada facilitaria ainda mais a integração de todos e retiraria alguma da pressão sobre o rendimento imediato dos nossos jovens.

 

Confio em quem nos dirige para comandar com pinças todos estes processos, pois não podemos desperdiçar o talento dos nossos jovens. E, para além destes, há mais, parte deles estiveram nesta pré-época e, na próxima, voltarão com mais vontade e mais condições de mostrar valor.

 

Sim, porque o que lhes foi oferecido este verão foi um presente envenenado, uma oportunidade limitada.

Com a impossibilidade de atacar a pré-temporada com os melhores, os miúdos foram postos à prova sem a cobertura e segurança necessárias à sua afirmação ou simplesmente a dar nas vistas. Com os campeões da Europa de férias, foram os flops do mercado de transferências a fazer o papel dos melhores jogadores do plantel, e até alguns dos jogadores mais experientes e com qualidade pareceram banais sem o apoio do nosso núcleo duro.

 

Não me esqueço de ver os nossos extremos lançados com um meio-campo composto por Petrovic e Bryan Ruiz ou de Barcos ser a principal referência do ataque, enquanto se resguardava Slimani com vista à sua saída.

Tudo isto prejudicou muito Palhinha, Podence e Iuri, já que Ryan Gauld nem na pré-época teve a oportunidade de jogar (agora, pensando bem, talvez tenha sido o melhor, dadas as circunstâncias).

A pré-temporada serviu para passar um atestado de incompetência aos nossos jovens. Para muitos se alhearem das circunstâncias apontando-lhes o dedo e dizendo que não estavam prontos. Hoje, podiam já ter crescido no lugar de jogadores que não têm correspondido, como por exemplo, Petrovic, Elias, Meli, Markovic, Castaignos ou André.

Sim, todos estes, nem a jogar com os melhores do nosso plantel mostraram valor mas ainda há muito quem seja condescendente com eles e duro com o facto dos "nossos" não terem correspondido em Julho.

 

Não vou dizer que todos deviam regressar agora, até porque nem sempre são benéficas muitas alterações em Janeiro. Palhinha regressou e é natural que Petrovic acabe por sair. Ryan Gauld e André Geraldes foram retirados de Setúbal e, pese embora todos os rumores relativos à dificuldade em se desvincularem dos sadinos, creio que acabarão novamente emprestados, embora não fosse de descartar a sua colocação nos lugares de Meli e João Pereira, até porque Schelotto está lesionado e Esgaio é o único apto para a posição.

Pensar nas palavras com que iniciei este texto pode ser importante para o futuro dos jogadores e do próprio Sporting. Não convém desperdiçar talento, ainda para mais no qual investimos milhões para o potenciar durante o processo formativo.

 

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Dost ao nível do melhor Slimani

Mesmo sem termos ainda encontrado o melhor parceiro para Bas Dost, facto que em muito prejudica o volume de oportunidades para o holandês finalizar com qualidade, a verdade é que o reforço leonino tem feito pela vida para mostrar serviço.

Apresenta números ligeiramente superiores a Slimani nos primeiros 17 encontros da época passada, ficando aquém do início da melhor época de Liédson (a segunda) e do início das épocas de estreia de Ricky van Wolfwinkel e Fredy Montero (as mais produtivas de ambos em número de golos), ressalvando que o colombiano não voltaria a marcar no que restou da época 2013/14.

Registo a possível injustiça de comparar a época de estreia do holandês com as melhores épocas de cada um dos antecessores mas é uma forma de manter a bitola elevada e de mostrar realmente a qualidade do gigante contratado ao Wolfsburg.

Vamos aos números, ordenados pelo item da última coluna (minutos por golo):

Comparativo avançados.png

Não incluo nesta análise Teo Gutierrez, por ter um papel diferente do típico avançado referência mas, por curiosidade, nos primeiros 17 jogos, marcou 7 golos em 1154 minutos (um golos a cada 165 minutos).

Sobretudo por saudosismo, deixo-vos os de Mário Jardel no ano do último título do Sporting. 17 jogos / 1463 minutos / 23 golos / um golo a cada 64 minutos. Impressionante! Nesta época Super Mário acabaria com 55 golos em 41 jogos (todas as competições) a apenas um do seu recorde (56, mas em 51 jogos) na última época no Porto, quando o Sporting se sagrou campeão em 1999/2000. As duas melhores épocas de Mário Jardel em termos individuais foram quando o Sporting se sagrou campeão.

Termino com uma análise interessante entre Bas Dost e Islam Slimani, o nosso termo de comparação mais recente. Bas Dost marca mais, em menos minutos e rematando menos. Ressalvo que a média de remates por jogo de Bas Dost é a registada até ao momento, enquanto que a de Slimani corresponde a toda a temporada passada, facto que não deverá alterar em muito a objectividade da análise. Sublinho também que a estatística é relativa apenas aos jogos da Liga, o que torna também a comparação mais justa. Bas Dost faz um golo a cada 2.8 remates enquanto que, na temporada passada, Slimani precisou em média de 3.6 remates para finalizar com sucesso.

Esperemos que, tal como Slimani, Bas Dost suba de rendimento ao longo da temporada. O Sporting agradecerá e nós também.

 

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Obrigado, Super Slim!

Goste-se mais ou menos (e eu nunca fui o seu maior admirador), Islam Slimani tem uma história emocionante construída de verde-e-branco. Vou ter saudades dele! Boa sorte, Super Slim! Obrigado!

Créditos: André Lucas

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"Não havendo cláusula, a decisão não é dos jogadores"

Muito bem o Presidente do Sporting a explicar à 'jornaleiragem' que as coisas não são como eles querem fazer ver.

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O melhor dos últimos 15 anos

Falo de Islam Slimani. Desde Mário Jardel que nenhum avançado apresentava a cadência goleadora que o argelino atingiu esta época.

Um golo a cada 116 minutos de jogo. Sim, por incrível que pareça, este número supera os melhores registos de Liédson (o melhor registo do "levezinho" foi um golo a cada 119 minutos, na 2ª temporada ao serviço do Sporting).

Começo por admitir que o argelino me surpreendeu. Não sei se o fiz aqui mas disse várias vezes a amigos meus que duvidava que Slimani marcasse mais do que 20 golos numa temporada. Não só o fez como lhe juntou mais 11, ultrapassando a fasquia que lhe havia implementado a meio da época (30) num momento em que já tinha percebido que ele iria contrariar as minhas previsões. Ainda bem que o fez...

Voltando à estatística...sem ser um titular indiscutível nos primeiros dois anos, Slimani marca hoje um golo a cada 131 minutos. Foram 56 golos em 110 jogos.

Mais uma vez, o registo impressiona. Nem Liédson fez melhor nos primeiros três anos de leão ao peito. Um golo a cada 148 minutos, embora tenha jogado e marcado mais golos (71 golos em 121 jogos).

Estes dados sustentam o interesse global pelo avançado do Sporting e aumentam as expectativas sobre o seu substituto em caso de venda do argelino.

Espero que fique mas, se for, venha quem vier, virá substituir um dos melhores avançados dos últimos 15 anos e o melhor desde que Liédson foi embora.

 

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Artistas e Goleadores

Com os campeonatos na sua recta final, é tempo de fazer o devido update relativamente aos nossos melhores marcadores, assistentes e mais influentes das principais modalidades.

Devido ao acesso aos diferentes dados, apenas no futebol, no futsal e no hóquei os dados dos melhores marcadores são relativos a todas as competições (no andebol apenas são contabilizados os golos no campeonato nacional).

O critério das assistências é definido por mim e, por isso, pode diferir de outros sites ou blogs. Apenas no futebol profissional (equipa principal e B) este dado será apresentado.

A influência será apresentada também apenas nas equipas profissionais e foi calculada da seguinte forma: 1 ponto por golo marcado e 0.5 pontos por assistência para golo.

 

MARCADORES, ASSISTENTES E INFLUÊNCIA (EQUIPA PRINCIPAL)

Goleadores A.pngArtistas A.png

Influentes A.png

 

MARCADORES, ASSISTENTES E INFLUÊNCIA (EQUIPA B)

Goleadores B.png

Artistas B.png

Influentes B.png

 

MELHORES MARCADORES (JUNIORES)

Marcadores Juniores.png

 

MELHORES MARCADORES (JUVENIS)

Marcadores Juvenis.png

 

MELHORES MARCADORES (INICIADOS)

RUI REIS - 20 GOLOS

T. GOUVEIA - 15 GOLOS

B. SANTOS - 9 GOLOS

 

MELHORES MARCADORES (FUTSAL)

Marcadores Futsal.png

 

MELHORES MARCADORES (ANDEBOL)

Marcadores Andebol.png

 

MELHORES MARCADORES (HÓQUEI EM PATINS)

Marcadores Hóquei.png

 

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Bonjour

Mitroglou é super, dizem eles

Super Mitroglou.png

 

"Só Higuaín e Benzema igualam a série de sete golos em cinco jogos", dizem eles.

De facto, têm razão.

Por precaução, fui ver se os senhores d'O Jogo apenas se referiam a jogos de uma competição em específico ou de todas, apenas para verificar se a minha memória não me atraiçoava.

Sim, até aqui eu nem precisei de auxiliares de memória para me lembrar que Slimani já havia SUPERADO este SUPER feito, só ao alcance de jogadores que não joguem no Sporting.

Desde dia 23, dia em que Slimani fechou uma série de 5 jogos com 8 golos marcados que o Jornal "O Jogo" não se preocupou em destacar o feito. Muito menos em compará-lo com outros por essa Europa fora, amplificando-o.

Ora, afinal, o que aconteceu foi que tiveram de ser contabilizados apenas os jogos das ligas internas...para poder incluir nesta lista Higuaín e o próprio do Mitroglou.

Sim, leram bem. Higuaín e Mitroglou é que tiveram pelo meio jogos de outras competições eu que não marcaram.

Apenas Benzema e Slimani o fizeram em 5 jogos consecutivos, todos para as ligas internas de Espanha e Portugal.

Mas esperem lá...será que os jogos têm de ser todos do ano civil de 2016.

Lá foi eu confirmar outra vez.

Sim, são. Mas...os de Slimani também são!

Acabei por dar uma vista de olhos rápida pelos melhores marcadores dos principais campeonatos para ver se se tinham esquecido de mais alguém.

Sim, esqueceram-se de vários mas, como todos cumpriram feitos semelhantes no ano civil de 2015 e não li o corpo da 'notícia', assumo que os números serão apenas do ano civil em curso.

Assim sendo, e só para esclarecer, em jogos consecutivos para as ligas internas:

SLIMANI: 5 jogos / 8 golos

Mitroglou; Higuaín; Benzema: 5 jogos / 7 golos

O Jornalixo  nacional continua a provar que vale tudo menos valorizar o Sporting. Vale tudo, sobretudo rebaixar e menosprezar o Sporting.

Curioso que o mesmo jornal destacou uma notícia da France Football em que referiu, embora sem qualquer destaque, os 8 golos de Slimani em 5 jogos, feito que valeu ao argelino o prémio de jogador africano do mês de janeiro para a publicação francesa.

Bom dia a todos!

Corrida para a Bota de Ouro

Para terminar, vamos ver como está o 'top 10' da corrida ao prémio de melhor marcador da Europa 2015/2016.

Slimani está a 10 pontos (5 golos) do líder.

Bota de Ouro.png

Para este prémio, apenas são contabilizados os golos obtidos nas ligas internas.

Entre os melhores da Europa

Hoje o dia é dedicado a Islam Slimani.

Mais uma vez faço uma análise comparativa, desta vez entre os melhores marcadores dos 10 países melhor cotados no ranking da UEFA.

O objectivo é determinar quem precisa de menos minutos para marcar um golo.

Não foram considerados jogadores com utilização diminuta e foram analisados todos os cinco melhores marcadores de cada um dos campeonatos em causa.

Slimani marca a cada 114 minutos.

Benzema aniquila toda a concorrência.

Melhores da Europa.png

Super Slimani

A propósito dos cinco jogos seguidos de Slimani a marcar, resolvi fazer uma retrospectiva deste milénio, afim de ver quantas vezes o feito havia sido repetido.

Com esta, foi a décima vez que um jogador do Sporting marcou em cinco ou mais jogos consecutivos.

Acosta fê-lo uma vez em 1999/2000 (5 jogos / 8 golos).

Jardel fê-lo três vezes em 2001/2002 (7 jogos / 11 golos; 5 jogos / 10 golos; 6 jogos / 10 golos).

Liédson fê-lo quatro vezes. Uma em 2004/2005 (5 jogos / 6 golos), duas em 2006/2007 (ambas de 5 jogos / 6 golos) e uma em 2008/2009 (5 jogos / 5 golos).

van Wolfswinkel fê-lo uma vez em 2011/2012 (5 jogos / 6 golos).

Slimani igualou Acosta, exactamente com o mesmo registo em igual número de jogos.

Embora o tenha feito menos vezes que Liédson, Slimani fê-lo em quantidade nunca atingida pelo "Levezinho".

Slimani é ambicioso, trabalha para a equipa e não duvido que queira ficar na história do Sporting, tanto colectiva como individualmente.

Assim sendo, é colocar o foco naquilo que parecia inatingível a outro jogador que não ao próprio do Super Mário Jardel, estendendo o número de jogos o máximo que consiga até atingir ou ultrapassar a marca do brasileiro: 7 jogos consecutivos a marcar.

Há outros dados curiosos que podem funcionar como motivação extra. Slimani é hoje o 38º melhor marcador de sempre do clube, em igualdade com Ricky van Wolfswinkel (estes são mesmo os únicos entre os 38 primeiros que se mantêm em actividade). 11 golos até ao final da época colocam-no no top 30, em igualdade com o brasileiro Manoel.

Hoje, a minha confiança nas capacidades do argelino é total. Jesus conseguiu potenciá-lo e fazê-lo evoluir para um patamar que julgava impensável. Um post destes demonstra isso mesmo.

Claro que, mais importante que isto, é o Sporting campeão. É isso que, realmente, todos nós queremos, independentemente de quem marca os golos e da quantidade ou frequência com que o faz.

O trio maravilha

É um facto indesmentível: Rui Patrício, Adrien e Slimani são a alma e o coração da equipa do Sporting.

Há outros jogadores importantes e até determinantes mas são estes que elevam os níveis de superação e entrega ao limite.

Curiosamente (ou não), nenhum deles esteve ontem em campo. O resultado, já todos sabemos qual foi.

São eles que, quando as coisas não correm bem, levantam a moral da equipa e a trazem do inferno ao céu.

Ontem foi sobretudo isso que faltou. Faltaram em campo as alavancas anímicas que fazem com que toda a equipa acredite sempre.

Sábado, certamente estarão lá os três e espero que nem seja necessário que coloquem em prática os seus 'dotes'.

SPORTING CP 3-2 Braga: uma 'remontada' épica

Eu tinha avisado ontem...o Braga sabe defender e, connosco, fê-lo em bloco baixo, só arriscando pressionar no próprio meio campo.

Eu tinha avisado...o Braga sabe jogar em ataque rápido, usa para isso processos simples e tem jogadores rápidos e de qualidade que ajudam (e muito) a dar-nos alguns calafrios.

Foi assim que, sem qualquer problema, entregaram o domínio total do jogo ao Sporting e se limitaram a tentar chegar à área de Rui Patrício em jogadas rápidas, aproveitando bem alguns erros a que o nosso estilo de jogo é propenso.

Os primeiros lances de perigo surgem de duas desatenções de Jefferson e William Carvalho. Na primeira, Wilson Eduardo não acertou na baliza. Na segunda, Rui Patrício teve de mostrar serviço.

Na primeira parte, ofensivamente, o Braga só existiu nestes primeiros cinco minutos e nos últimos cinco (pena que com efeitos diferentes dos que acabei de mencionar).

Entre estes dois períodos, as melhores situações de golo foram do Sporting, por João Mário, que só não finalizou melhor porque a bola lhe sobrou para o pior pé, por Slimani, que complicou uma finalização que se queria simples e por Paulo Oliveira, que cabeceou de forma violenta ao poste da baliza de Kritciuk, que havia defendido as duas ocasiões anteriores.

Já diz o povo que, quem não marca, sofre. E assim foi.

Ambos os golos que haveriam de colocar o Braga em vantagem por 0-2 ao intervalo têm um denominador comum: Jefferson, que num deles tem a 'colaboração' de Adrien e no outro de William Carvalho.

No primeiro golo, o alívio de William é o possível, tendo em conta a trajectória da bola e o posicionamento do jogador (correcto, diga-se). O resto, é 'sono' de Jefferson (que se deixa antecipar) e Adrien (que está demasiado longe de Wilson para que possa estorvar a sua acção).

Curiosamente, é no momento do 0-2 que o Sporting começa a vencer o jogo. Imediatamente após o golo de Rafa (que também tem mérito do próprio e de Rui Fonte, que desposiciona totalmente Paulo Oliveira) o vulcão de Alvalade mostrou a sua força e a palestra de Jorge Jesus começou com aquelas gargantas a cantar "Só eu sei, porque não fico em casa".

Os adeptos sabiam que ia valer a pena e, na segunda parte, os jogadores acabaram por fazer valer o bilhete.

Era preciso arriscar para virar um resultado de dois golos frente a este Braga e Jorge Jesus não esperou. William ficou no balneário (porque já tinha amarelo e era, naquela altura, o elemento mais 'descartável' do nosso meio-campo).

Jesus sabia que a pressão ia fazer moça e que Gelson ia ser importante para isso.

A segunda parte é poética.

A toada do jogo não se altera. O Sporting domina e o Braga tenta explorar o ataque rápido, nunca com mais de três homens.

A primeira oportunidade, não estava ainda completo o terceiro minuto, esteve nos pés de Ruiz, servido por Slimani, que havia recebido de Gelson. Tal como nas oportunidades anteriores, o ressalto vindo do guarda-redes não nos é favorável mas estava dado o primeiro aviso.

Logo a seguir, Pedro Santos volta a por Patrício à prova, após mais um deslize (literalmente) de Jefferson. O Braga mostrava também que estava pronto a aproveitar os nossos erros.

Quase dez minutos de futebol algo atabalhoado de ambas as partes e Jesus percebe que este não é o dia de Bruno César. Fredy Montero está na linha lateral, preparado para entrar, quando o cruzamento de Gelson é travado pelo braço de André Pinto. Grande penalidade bem assinalada, que Adrien não desperdiça. Mais do que nunca, as esperanças reacendem. Grita-se o amor ao Sporting! É possível!

Montero entra para o lugar de 'chuta-chuta'. O golo não altera nada. Ainda estamos em desvantagem.

Na primeira vez que toca na bola, Montero isola Slimani. Kritciuk chega primeiro.

Neste momento, o Braga já abusa do anti-jogo. Era um bom sinal. Sentiram o golo. Fonseca troca de avançados. Nada muda na estratégia do Braga.

Montero tenta um passe picado, ganha a segunda bola e ataca a área. Segunda grande-penalidade, desta vez não assinalada mais uma vez com um jogador do Braga a jogar a bola com a mão no interior da área (desta vez foi Ricardo Ferreira).

Ruiz coloca de bandeja na cabeça de Slimani, mesmo como ele gosta. O argelino desperdiça, o público desespera, o Braga respira de alívio. A pressão está a subir de tom.

Montero tenta mais um passe picado. Não resultou mas eu sentia a sua confiança.

Minuto 70. Mais um aviso. Gelson combina com Ruiz, remata, o russo defende e, na recarga, Slimani volta a acertar no boneco. Está quase...já cheira a golo em Alvalade!

João Mário tem uma entrada dura que devia ter valido cartão amarelo. Não vou discutir nem esmiuçar a arbitragem mas, para os lampiões (sejam do sul ou do norte) que exigiam a expulsão do jogador do Sporting, recomendo que revejam as três faltas de Ricardo Ferreira até ao lance que origina a grande-penalidade não assinalada. E fico-me por aqui.

Wilson Eduardo sai ovacionado após marcar um golo em mais um regresso a 'casa'.

Faltam quinze minutos para o final. 

Para os menos desatentos, o lance do golo de Fredy Montero surge após uma troca de bola de quase um minuto, em que a bola passa pelos três corredores e por nove dos onze jogadores do Sporting em campo (só Rui Patrício e Bryan Ruiz não participaram no lance). Só Fredy Montero transformaria um remate de Jefferson numa assistência, tornando o que parecia difícil em fácil. Pé direito para receber e esquerdo para rematar, sem pedir licença, com a potência e direcção certas. Estava feito o empate e eu estava eufórico. Foi o golo que mais festejei e que mais tranquilo me deixou.

Porquê? Slimani ainda não tinha marcado e tínhamos um quarto de hora para tomar de assalto a baliza dos bracarenses.

Paulo Oliveira tenta o tiro do meio da rua. Sai por cima e está na hora de apostar na qualidade de passe e veia goleadora de Aquilani. João Mário é o 'sacrificado'. Faltam dez minutos para o final.

Seguem-se cinco minutos em que abrandámos a pressão (os homens não são de ferro) e o Braga teve mais bola, embora se sentisse desconfortável com ela. Este momento de jogo haveria de culminar com o recém-entrado Marcelo Goiano a isolar Rafa que, na cara de Rui Patrício viu o guarda-redes leoninio ser aquilo que é...o Rei! Mancha monumental, a mostrar aquilo que vale...pontos.

O Sporting volta a carregar a anunciam-se mais de 42 mil em Alvalade. O melhor, ainda estava para vir.

Patrício emenda um erro de Naldo e antecipa-se a Stojilkovic. Falta um minuto para os 90 e o publico ainda acredita.

Ruiz também e mostra porque é que nunca sai. Mais uma redondinha na cabeça de Slimani que, desta vez, não perdoa e escreve o último verso de um poema épico.

Estava feito o 3-2. Estava virado o jogo em menos de 45 minutos e eu só dizia ao meu puto: "Filho, este ano somos campeões! Este é o ano do Sporting!"

Podia nomear um homem do jogo e vou fazê-lo: Jorge Jesus.

Pela mestria como leu o jogo e mexeu na equipa, pela forma como cantou com os mais de 40 mil, pela forma louca como festejou a vitória.

Jesus é treinador do Sporting de corpo e alma. Vive e entrega-se ao jogo como se jogasse e, embora não tenha marcado um golo, esta vitória é dele. Dele e daqueles 40 e tal mil leões que nunca desistiram e acreditaram sempre.

Super Slimani!

E vão 16!

Em apenas 26 jogos e gastando menos 291 minutos do que aqueles que precisou para, na época passada, marcar 15 golos, está estabelecido um novo recorde de golos ao serviço do Sporting para o argelino e igualado o melhor registo de um avançado do Sporting desde que perdemos Ricky van Wolfwinkel (16 de Fredy Montero em 2013/2014 - o colombiano precisou de mais 346 minutos para estabelecer igual marca).

Se no registo global Slimani se destaca apenas ligeiramente dos demais avançados que o têm acompanhado, esta época está demolidor.

Aquilo que o argelino tem feito em 2015/2016 supera as marcas de Ricky van Wolfswinkel e ultrapassa os registos da maior parte das épocas de Liédson.

Ricky saiu com uma média de um golo a cada 164 minutos (a 1ª época foi a melhor, onde marcou em média a cada 148 minutos).

Liédson saiu com uma média de um golo a cada 157 minutos mas, comparando apenas as primeiras 3 épocas (tantas quantas as que Slimani completará em Maio), foram apenas 148 minutos por golo, tendo marcado um golo a cada 119 minutos na sua melhor época (a 2ª).

Finalmente temos um avançado que promete fazer esquecer ambos.

Este ano, Slimani impressiona! Um golo a cada 125 minutos. 0.62 golos por jogo.

Curioso que este registo ultrapassa mesmo os de Beto Acosta (161 minutos - 130 na época do título) e o da pior época de Super Mário Jardel no Sporting (2002/2003, onde marcou a cada 147 minutos).

Um facto curioso é que, no ano da quebra do mais longo jejum da nossa história (1999/2000), Beto Acosta precisou dos mesmos 26 jogos para marcar os primeiros 16 golos (terminou com 24).

Sendo impossível sequer que se aproxime do que foi Jardel naquela 1ª época (um golo a cada 66 minutos!! - sim, leram bem), que ao 26 jogo já levava 37 golos, é o registo de Acosta bem como os melhores de Liédson que devem servir de 'bitola' para aquilo que se espera uma época de sucesso individual e colectivo para Islam Slimani e para o Sporting Clube de Portugal.

Hoje, não duvido que Slimani fará mais de 20 golos numa época, algo que sempre disse não achar que conseguisse.

Ainda bem que me enganei.

SPORTING CP 2-0 Porto: Regresso autoritário à liderança

Estava confiante na vitória. Senti-me ansioso durante o dia mas, assim que pus os pés na nossa casa, o vulcão de Alvalade, senti-me calmo.

Aquela calma e tranquilidade fez-me ter ainda mais certeza na vitória. Ouvir 47 mil gargantas a cantar a plenos pulmões "O Mundo sabe que..." fez-me sentir que o destino daquele jogo só podia ser um.

Aquilo que aconteceu ontem em Alvalade, protagonizado pelos adeptos do Sporting foi único e inesquecível!

O Sporting entrou forte, mandão e o Porto agressivo e intenso. Foi uma primeira parte interessante, dividida e com o perigo a rondar ambas as balizas mas onde o Sporting pareceu sempre estar em posição dominante.

O golo de Slimani, após livre cobrado por Jefferson, colocava ainda antes da meia hora justiça no resultado.

Na minha cabeça, a vitória era uma certeza e quando Rui Patrício voltou a mostrar escassos minutos depois porque é um dos melhores do Mundo, tive a certeza que nem seria preciso sofrer, porque a nossa baliza ficaria a zeros.

Parece fácil dizer isto no fim mas, quem viu o jogo comigo, sabe que me cansei de o repetir durante os 90 minutos.

Faltava saber por quantos ganharíamos e foi pena que não tivessem sido mais.

Grande exibição na segunda parte onde, na minha opinião, adensámos o domínio e controlamos perfeitamente o jogo e o adversário, mantendo-o quase sempre longe da nossa área. Soubemos dar os flancos sem nos expor-mos em demasia, protegendo sempre a zona central, onde Naldo foi imperial (não me canso de dizer o quão bom é ter 3 centrais deste nível - já agora, espero que Tobias recupere rápido).

Depois, Adrien, o motor do nosso meio-campo. Não é William que está pior. Adrien é que está uns bons furos acima e consegue muitas das vezes evidenciar-se mesmo sobre o Sir. O meio-campo do Sporting é de grande nível e, mais uma vez, há alternativas credíveis para além destes dois. Voltando a Adrien, a sua exibição teve de tudo: raça, entrega, entreajuda, qualidade, definição e só lhe faltou o golo, naquele remate que esbarrou no poste e João Mário esbanjou na recarga.

Antes disto, já Slimani havia ficado a dever um golo, num gesto técnico deficiente, no lance que parecia de mais fácil definição entre os três flagrantes que teve. No entanto, não posso queixar-me. Dois golos em três oportunidades flagrantes de golo é fantástico e mais do que justo para aquilo que Slimani trabalhou em todo o jogo.

O argelino é um poço de força, energia e entrega. Alia a isso uma cada vez melhor capacidade para definir os lances e prepara-se para dinamitar o seu máximo de golos por temporada ao serviço do Sporting. Hoje, não tenho dúvidas que Slimani está na 2ª linha de pontas-de-lança mundiais e que poucos seriam os clubes que enjeitariam a possibilidade de contar com ele nas suas fileiras. É hoje claramente mais jogador do que no ano passado e isso deve-se a Jesus e à capacidade incrível de trabalho do argelino, que lhe permite evoluir todos os dias.

E assim se junta a tríade que, para mim, mais se destacou em mais uma noite mágica em Alvalade, que bateu também o recorde de assistência em jogos oficiais (49382 - o anterior era de 49076): Naldo, Adrien e Slimani, apenas ligeiramente acima de todos os outros, que estiveram sem excepção em bom plano.

Abraços, sorrisos, liderança recuperada e orgulho reposto. O Sporting é novamente e merecidamente líder do campeonato nacional.

Nota final: foi com enorme entusiasmo e alegria que aplaudi e recebi a nossa equipa de ciclismo durante o intervalo. É um sonho concretizado e, certamente, estarei por esse Portugal a saudar os leões que envergarem a mítica (e linda) verde e branca. Bem-vindos a todos e um obrigado a toda a cidade de Tavira, por se associar à maior potência desportiva nacional!

Artistas e Goleadores

MELHORES MARCADORES (EQUIPA PRINCIPAL)

Equipa A Marcadores.pngMELHOR ASSISTENTE (EQUIPA PRINCIPAL)
O critério das assistências é definido por mim e, como tal, pode diferir de outros sites ou blogues.

Equipa A Assistências.pngMAIS INFLUENTE (EQUIPA PRINCIPAL)
Pontuação calculada com 1 ponto por golo e 0.5 pontos por assistência

Equipa A Influência.pngMELHORES MARCADORES (EQUIPA B)

Equipa B Marcadores.pngMELHOR ASSISTENTE (EQUIPA B)
O critério das assistências é definido por mim e, como tal, pode diferir de outros sites ou blogues.

Equipa B Assistências.pngMAIS INFLUENTE (EQUIPA B)
Pontuação calculada com 1 ponto por golo e 0.5 pontos por assistência

Equipa B Influência.pngMELHORES MARCADORES (JUNIORES)

Juniores Marcadores.pngMELHORES MARCADORES (JUVENIS)

Juvenis Marcadores.pngMELHORES MARCADORES (INICIADOS)

RUI REIS; TIAGO GOUVEIA - 10 GOLOS

RÚBEN COSTA; BRUNO SANTOS - 6 GOLOS

FÉLIX CORREIA; NUNO CARDOSO - 3 GOLOS

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