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Grande Artista e Goleador

O efeito Canela

ÉPOCAS TREINADOR DESEMPENHO VS CANDIDATOS TÍTULOS
2012/13 a 2014/15 Frederico Santos 48 jogos - 24 vitórias (50%) / 5 empates / 19 derrotas 2 Taças de Portugal e 1 Supertaça
2015/16 e 2016/17 Zupo Equisoain 20 jogos - 7 vitórias (35%) / 0 empates / 13 derrotas -
2016/17 a 2018/19 Hugo Canela 28 jogos - 19 vitórias (68%) / 2 empates / 7 derrotas 2 Campeonatos e 1 Taça Challenge

Notas: Embora tenha participado também na temporada 2016/17, não considero que Zupo tenha tido influência na conquista dos títulos. Se há um mérito que lhe deve ser dado, é a escolha do plantel, ao qual faltava um verdadeiro líder.

 

Curiosamente, o período compreendido entre 2012 e 2018 coincide com o regresso de Hugo Canela ao Sporting, primeiro para ser treinador adjunto de Frederico Santos e Zupo Equisoain, antes de assumir o comando técnico da equipa principal.

Foram quatro épocas e meia que lhe terão permitido evoluir e fazer a leitura daquilo que a equipa tinha e ainda precisava.

Uma das principais lacunas do Sporting prendia-se com o desempenho nos jogos com os rivais directos, onde facilmente se percebe uma melhoria considerável. Eram esses embates que nos afastavam dos títulos e o problema maior, Canela identificou-o no final de 2015/16, ainda enquanto adjunto; mentalidade.

 

Embora tenha vindo a evoluir em termos de qualidade e investimento na modalidade, o Sporting era fraco mentalmente e fraquejava nos embates com os rivais directos, onde normalmente se decidem os títulos.

Como se pode verificar pelo quadro no início da publicação, a percentagem de vitórias frente a Porto, Benfica e ABC (os principais rivais) aumentou consideravelmente sob o comando de Canela e foi essa mudança de mentalidade que nos permitiu estar mais perto de ganhar títulos.

 

Ainda assim, há aspectos a melhorar. Quatro das sete derrotas sob a liderança de Hugo Canela significaram a perda de quatro títulos (duas taças de Portugal e duas supertaças). Acontece neste momento uma espécie de oposto, relativamente ao período de liderança de Frederico Santos, onde o Sporting falhava essencialmente nas provas de regularidade.

Alterada que está a mentalidade, há que melhorar o foco. Não há competições mais e menos importantes. Todas são para ganhar e só alterando este paradigma conseguiremos assumir-nos como hegemónicos em Portugal e, quem sabe, verdadeiramente perigosos para qualquer equipa na Champions.

 

Parabéns ao "mister" Hugo Canela e à sua equipa técnica por todo o trabalho realizado até hoje, que tanto nos tem feito felizes! Ontem, frente ao Benfica, voltámos a mostrar a fibra de que somos feitos, mesmo no meio de uma série louca e muito exigente de jogos.

Se continuar a ser competente na nossa auto-avaliação, seremos indestrutíveis e perduraremos na história. Acredito muito em si, na sua equipa técnica e no fantástico grupo de jogadores que lidera!

 

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A verdade dos títulos nacionais

Palmarés Real.png

Artigo do site sporting.pt (link

 

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Foi há 3 anos e tenho saudades de ambos

Toque de classe de Montero e finalização oportuna de Mané.

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Dost ao nível do melhor Slimani

Mesmo sem termos ainda encontrado o melhor parceiro para Bas Dost, facto que em muito prejudica o volume de oportunidades para o holandês finalizar com qualidade, a verdade é que o reforço leonino tem feito pela vida para mostrar serviço.

Apresenta números ligeiramente superiores a Slimani nos primeiros 17 encontros da época passada, ficando aquém do início da melhor época de Liédson (a segunda) e do início das épocas de estreia de Ricky van Wolfwinkel e Fredy Montero (as mais produtivas de ambos em número de golos), ressalvando que o colombiano não voltaria a marcar no que restou da época 2013/14.

Registo a possível injustiça de comparar a época de estreia do holandês com as melhores épocas de cada um dos antecessores mas é uma forma de manter a bitola elevada e de mostrar realmente a qualidade do gigante contratado ao Wolfsburg.

Vamos aos números, ordenados pelo item da última coluna (minutos por golo):

Comparativo avançados.png

Não incluo nesta análise Teo Gutierrez, por ter um papel diferente do típico avançado referência mas, por curiosidade, nos primeiros 17 jogos, marcou 7 golos em 1154 minutos (um golos a cada 165 minutos).

Sobretudo por saudosismo, deixo-vos os de Mário Jardel no ano do último título do Sporting. 17 jogos / 1463 minutos / 23 golos / um golo a cada 64 minutos. Impressionante! Nesta época Super Mário acabaria com 55 golos em 41 jogos (todas as competições) a apenas um do seu recorde (56, mas em 51 jogos) na última época no Porto, quando o Sporting se sagrou campeão em 1999/2000. As duas melhores épocas de Mário Jardel em termos individuais foram quando o Sporting se sagrou campeão.

Termino com uma análise interessante entre Bas Dost e Islam Slimani, o nosso termo de comparação mais recente. Bas Dost marca mais, em menos minutos e rematando menos. Ressalvo que a média de remates por jogo de Bas Dost é a registada até ao momento, enquanto que a de Slimani corresponde a toda a temporada passada, facto que não deverá alterar em muito a objectividade da análise. Sublinho também que a estatística é relativa apenas aos jogos da Liga, o que torna também a comparação mais justa. Bas Dost faz um golo a cada 2.8 remates enquanto que, na temporada passada, Slimani precisou em média de 3.6 remates para finalizar com sucesso.

Esperemos que, tal como Slimani, Bas Dost suba de rendimento ao longo da temporada. O Sporting agradecerá e nós também.

 

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Factos a duas jornadas do fim

- O Sporting Clube de Portugal foi campeão nacional 18 vezes

- Em 12 dessas 18 vezes, a duas jornadas do final, havia amealhado mais de 80% dos pontos em disputa

- Apenas 17 vezes em toda a nossa história o aproveitamento foi igual ou superior a 80% a duas jornadas do fim

- Nunca isso aconteceu desde que a vitória vale 3 pontos (a última vez foi em 94/95)

 

- Este ano o aproveitamento é de 83.33%

- Em toda a nossa história, com duas jornadas por disputar, apenas em 8 épocas o aproveitamento foi superior ao desta época (em duas delas não chegou para sermos campeões)

- O registo deste ano é o mais elevado das últimas 36 épocas (em 79/80, a duas jornadas do fim, tínhamos 85.71% dos pontos conquistados)

- Depois da nossa era dourada, nas décadas de 40/50, só em duas épocas se verificou um aproveitamento superior ao actual

 

- Desde que a vitória vale 3 pontos (95/96), só por três ocasiões disputávamos o título a duas jornadas do final. Em todas elas éramos líderes mas só vencemos dois desses três campeonatos

- Nos últimos 50 anos, apenas em 10 deles o Sporting tinha reais possibilidades de ser campeão a duas jornadas do fim (um desses anos, estamos a vivê-lo)

- Nessas 10 ocasiões (contabilizando a época em curso) fomos campeões em 6 (de 9, visto que esta temporada ainda não terminou)

- Nessas 10 ocasiões, o Sporting era 2º em quatro delas (contabilizando a época em curso). Só numa foi campeão (79/80)

 

- Em caso de vitória nos dois jogos que restam, o Sporting terá um aproveitamento de 84.31% dos pontos

- Esta marca seria suficiente para vencer 17 dos últimos 20 campeonatos

 

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Vale sempre a pena lembrar

Em 2012/2013, o Sporting perdeu 10 jogos no campeonato. 10!!!

Na últimas 3 épocas só perdeu 7 vezes. Em 3 épocas!

Alguns dirão..."Epá, pois...mas essa foi a pior época de sempre!"

Em 2011/2012, perdemos 7 jogos no campeonato. Tantos como nestas 3 épocas!

Em 2010/2011, foram 8 derrotas, em 2009/2010, outras 8...

Acho que já deu para perceber.

Para os que não gostam do Presidente e criticam tudo, pensem nisto...

 

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Mais uma final

Num momento em que a máquina de propaganda lampiã funciona a todo o vapor e Bruno de Carvalho dispara em todas as direcções, há quem nem se lembre que amanhã há mais uma final, um jogo importante que, mais uma vez, pode definir o nosso futuro na competição.

 

Naturalmente, esperamos que nada fique decidido. Só uma vitória do Sporting adia as decisões por, pelo menos, mais uma semana e, para que isso aconteça, Jorge Jesus e os nossos jogadores terão de matar (mais) um 'borrego'.

 

O Sporting não vence no Porto desde que Rodrigo Tello silenciou o Dragão e relançou então a Liga 2006/07, que o Porto haveria de acabar por vencer.

Pior que isso, nas últimas 40 épocas o Sporting tem apenas 3 vitórias em casa do Porto:

1975/76 - 2-3, com golos de Chico Faria, Manuel Fernandes e Baltasar;

1996/97 - 1-2, com golos de Beto e Pedro Barbosa;

2006/07 - 0-1, com um golo de Rodrigo Tello.

Pelo meio, 25 derrotas e 12 empates.

Há 8 épocas que não vencemos para o Campeonato e há 6 que perdemos de forma consecutiva, perfazendo a pior série de derrotas da história só igualada entre 1985/86 e 1990/91.

 

Por muito que estejamos num momento extraordinário de forma e que o Porto ande errático à espera da final da Taça de Portugal que, não salvando a época do maior investimento de sempre, pode dar um título que o Porto não vence desde a Taça de Portugal de 2012/13, não há como negar que, independentemente dos momentos de forma das duas equipas ou da classificação, jogar no estádio do Porto é historicamente dificílimo e os 16% de vitórias em toda a história comprovam-no.

 

Pior...apenas por 5 vezes o Sporting foi ao Porto nas últimas 3 jornadas e perdeu sempre.

Dessas 5 vezes só numa o Sporting foi campeão. O jogo realizou-se na última jornada, com o título já garantido (1981/82).

Também apenas numa das restantes 4 vezes o Sporting se apresentou no Porto ainda com possibilidades de disputar o título, em 1970/71. Perdemos e deixámos fugir o Benfica, que viria a sagrar-se campeão.

Nas três vezes que restam, o Sporting foi ao Porto cumprir calendário, visto que se encontrava já fora da luta pelo título.

 

Por todos estes motivos, Jorge Jesus e a sua equipa têm pela frente um dos maiores 'borregos' da história e a possibilidade de fazer algo nunca antes feito, mantendo assim acesa a chama do título.

Só uma equipa no máximo das suas capacidades, concentrada e focada alcançará o desejado objectivo, os três pontos e nós, adeptos, temos a nossa parte a fazer.

Eu acredito e vou lá estar para ajudar.

 

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Coincidências

Quis o destino que esta jornada 24 se cruzasse com a mesma vigésima quarta de 2001/2002, o ano do nosso último título.

Guimarães, 22 de Fevereiro de 2002. O Sporting, líder do campeonato nacional, deslocava-se à Cidade Berço na tentativa de manter a liderança, presa por apenas um ponto.

Do outro lado, um Vitória com nomes como Pedro Mendes e Nuno Assis com Augusto Inácio na liderança da equipa vimaranense.

O Sporting apresentou-se com Tiago na baliza. A defesa foi composta por Rui Bento, Beto, Phill Babb e Rui Jorge. Facundo Quiroga, Paulo Bento e Hugo Viana formavam o trio de meio-campo, enquanto que a João Pinto, Pedro Barbosa e Mário Jardel, estavam entregues as despesas ofensivas do jogo. Foram ainda utilizados César Prates, Rodrigo Tello e Ricardo Quaresma.

O Sporting dominou praticamente todo o encontro, fez uma primeira parte de bom nível, onde João Pinto viria a marcar aquele que seria o único golo da partida.

Na segunda parte o jogo baixou de intensidade embora o Sporting tenha mantido supremacia. O Vitória praticamente não teve oportunidades de golo e o Sporting saiu de Guimarães com os preciosos 3 pontos.

Seguiu-se empate em casa com o Braga, que o Boavista acompanhou, empatando em casa com o Guimarães.

O Sporting viria a ser campeão a uma jornada do fim, após um empate a duas bolas em Setúbal (o 4º nos últimos 11 jogos).

Disse há uns dias a um amigo que nestas 11 finais teremos de vencer 9 para sermos campeões (em 2001/02, só vencemos 7).

Veremos se conseguimos e se Guimarães à jornada 24 é talismã.

Jorge, é só imitar estes rapazes

Temos de recuar ao dia 26 de Agosto de 2010 para encontrarmos a única ocasião da história do Sporting nas competições europeias em que uma derrota em casa acabou em qualificação numa eliminatória a duas mãos.

Na verdade, nem estávamos bem numa competição europeia. Esta era uma ronda preliminar da Liga Europa, onde o Sporting viria a vencer o grupo com 6 vitórias em 6 jogos para depois se deixar eliminar em casa por um Rangers fraco num dos jogos mais patéticos de que me lembro.

Depois de uma derrota em casa por 2-0 frente ao Brondby, o Sporting arrancou no último minuto uma vitória fora por 3-0 com uma chapelada fantástica de Yannick Djaló.

Será preciso jogar um pouco mais do que fizemos nesse jogo (do qual me recordo muito bem), onde foi a sorte e o desnorte dos dinamarqueses que nos fizeram acreditar na vitória.

Hoje nem é necessário fazer tanto. Basta vencer 2-0 ou marcar dois ou mais golos e sofrer menos um.

Óbvio que o Brondby em nada se compara ao Bayer Leverkusen mas, se hoje conseguirmos carimbar o passaporte para os oitavos-de-final da Liga Europa, mataremos dois borregos: o de não vencer na Alemanha e o de virar uma eliminatória em fases finais de competições europeias.

Só há 34 anos

Corria a época de 1981/82, o Sporting de Malcom Allison deslocava-se a Penafiel para dobrar o segundo terço do campeonato.

Vitória por dois golos sem resposta (bis de Ademar), a 15ª em 20 jornadas (o campeonato disputava-se com 16 equipas).

O Sporting cumpria o segundo terço do campeonato sem derrotas e com 87.5% dos pontos conquistados.

É este o registo mais próximo na história a ultrapassar o actual do Sporting de Jorge Jesus. São 83.3% dos pontos averbados, o melhor registo desde 82, num ano em que o Sporting se sagrou campeão.

Nunca desde que a vitória vale três pontos (desde a época de 1995/96) o registo havia sido superior a 77.3% (em 2003/04, com Fernando Santos ao 'leme').

Exceptuado o fantástico registo de Malcom Alisson, em 81/82, e Fernando Mendes (que já havia substituído Rodrigues Dias), em 79/80, só recuando à década de 60 se encontram registos de aproveitamento superiores.

Em 79/80, à 20ª jornada, o Sporting repartia a liderança com o Porto, em 81/82, o Sporting era líder isolado já com o Benfica a sete pontos de distância. Em ambos o Sporting foi campeão.

Esta época, o segundo terço não se completa precisamente agora mas as 34 jornadas não permitem dividir de forma exacta o campeonato em três terços.

Assim sendo, o registo de 55 pontos ontem alcançado perfaz o melhor aproveitamento pontual no final do segundo terço do campeonato dos últimos 33 anos, o 3º desde 1970.

Apenas em 11 épocas o registo foi superior ao deste ano e apenas em 3 foi igual, a maior parte delas em campeonatos disputados com 14 ou menos equipas.

Por curiosidade, nas 10 épocas anteriores à que disputamos, apenas três registos superam o que o Sporting apresenta: o de Jesus, no ano passado, o de Jesus e Vítor Pereira, que repartiam a liderança em 12/13 e o de André Villas-Boas em 10/11. Em 07/08, Jesualdo Ferreira igualou o registo alcançado ontem pelo Sporting de Jesus. Em todos estes 10 campeonatos o campeão foi a ou uma das equipas que apresentavam o melhor aproveitamento ao segundo terço do campeonato.

Sim são apenas números. Não nos garantem o título mas garantem que, até agora, Jesus cumpriu com o prometido. O Sporting estará certamente até final na luta pelo título e apresenta um aproveitamento que há mais de 30 anos não se via para os lados de Alvalade.

Nos 14 anos anteriores em que o Sporting apresentava ao segundo terço do campeonato um registo igual ou superior, foi campeão em 10 deles.

2º terço.png

Super Slimani

A propósito dos cinco jogos seguidos de Slimani a marcar, resolvi fazer uma retrospectiva deste milénio, afim de ver quantas vezes o feito havia sido repetido.

Com esta, foi a décima vez que um jogador do Sporting marcou em cinco ou mais jogos consecutivos.

Acosta fê-lo uma vez em 1999/2000 (5 jogos / 8 golos).

Jardel fê-lo três vezes em 2001/2002 (7 jogos / 11 golos; 5 jogos / 10 golos; 6 jogos / 10 golos).

Liédson fê-lo quatro vezes. Uma em 2004/2005 (5 jogos / 6 golos), duas em 2006/2007 (ambas de 5 jogos / 6 golos) e uma em 2008/2009 (5 jogos / 5 golos).

van Wolfswinkel fê-lo uma vez em 2011/2012 (5 jogos / 6 golos).

Slimani igualou Acosta, exactamente com o mesmo registo em igual número de jogos.

Embora o tenha feito menos vezes que Liédson, Slimani fê-lo em quantidade nunca atingida pelo "Levezinho".

Slimani é ambicioso, trabalha para a equipa e não duvido que queira ficar na história do Sporting, tanto colectiva como individualmente.

Assim sendo, é colocar o foco naquilo que parecia inatingível a outro jogador que não ao próprio do Super Mário Jardel, estendendo o número de jogos o máximo que consiga até atingir ou ultrapassar a marca do brasileiro: 7 jogos consecutivos a marcar.

Há outros dados curiosos que podem funcionar como motivação extra. Slimani é hoje o 38º melhor marcador de sempre do clube, em igualdade com Ricky van Wolfswinkel (estes são mesmo os únicos entre os 38 primeiros que se mantêm em actividade). 11 golos até ao final da época colocam-no no top 30, em igualdade com o brasileiro Manoel.

Hoje, a minha confiança nas capacidades do argelino é total. Jesus conseguiu potenciá-lo e fazê-lo evoluir para um patamar que julgava impensável. Um post destes demonstra isso mesmo.

Claro que, mais importante que isto, é o Sporting campeão. É isso que, realmente, todos nós queremos, independentemente de quem marca os golos e da quantidade ou frequência com que o faz.

Facundo Quiroga: «un hincha más del Sporting»

Em conversa com o zerozero.pt, Quiroga disse:

«É muito bom conversar com alguém de Portugal. Tenho muito boas memórias do vosso país. Levo o Sporting sempre no meu coração».

«Sei que têm um grande treinador, que está à altura do grande Sporting. Nos últimos anos as coisas não estavam a correr como os sportinguistas merecem mas agora parece que tudo está a voltar a ser como deve ser. O Sporting é um grande clube e tem de lutar sempre pelos primeiros lugares».

«Gostava de me cruzar com eles, de rever os amigos que deixei por Lisboa e voltar a sentir o carinho dos adeptos».

«Quando me perguntam pelo Sporting, só digo coisas boas. É um clube muito bom, é grande».

«Tinha tudo. Os grupos eram muito bons, muito profissionais. Tínhamos... como é que se diz em português... tinha hambre, acho que se diz fome [risos] de glória. Em todos os jogos a nossa equipa entrava para vencer, como se o jogo fosse o último das nossas carreiras. E depois todos tinham a noção do peso da camisola do Sporting. Em campo, todos os jogadores davam 200 por cento. E tudo junto deu nas conquistas que se sabem.»

«Quero mandar-lhes um grande abraço. Só tenho palavras de agradecimento. Estão sempre no meu coração. Quero um dia cruzar-me com eles e oxalá o nosso Sporting possa ser campeão esta época. Eu sou um hincha do Sporting.»

Pedala leão - Um sonho cada vez mais real

"O ciclismo está na memória de muitos Sportinguistas e faz parte da história do Clube. Queremos que regresse ao universo Sporting. Faz parte da estratégia da actual direcção garantir o ciclismo até ao final do mandato, que termina em finais de 2017. Terá de ser a custo zero para o Clube. Já estabelecemos contactos com algumas empresas nesse sentido. E não queremos uma equipa amadora. A ideia aponta à criação de uma equipa profissional para voltar a integrar o pelotão da Volta a Portugal."

Comandante Vicente Moura, vice-presidente para as modalidades, ontem, ao jornal A Bola

A data não me parece inocente. Quando é referido o ano do final do mandato como limite, este parece-me mesmo o objectivo. O Sporting estará a criar as bases para que em 2017 voltemos a ver a verde-e-branca pelas estradas de Portugal (pelo menos). 2017...precisamente 30 anos após a extinção da secção de ciclismo do Clube, em 1987 e depois de duas vitórias consecutivas.

Nasci em 1985, o ano da primeira vitória de Marco Chagas pelo Sporting, que viria a repetir no ano seguinte e nunca tive o prazer de ver correr uma equipa de ciclismo do Sporting.

Como uma das mais emblemáticas modalidades, sempre me custou passar os anos sem que o Sporting tivesse a modalidade que lhe deu um dos seus maiores símbolos. Joaquim Agostinho é o símbolo maior do ciclismo no nosso país e foi no Sporting que se iniciou. Agostinho é, sem margem para dúvidas, um dos maiores símbolos do Sporting Clube de Portugal.

É importante recordar que o Sporting esteve nos primórdios da modalidade no nosso país, sendo os registos mais antigos datados de 1911. Foram mais de 70 anos de actividade, com pequenas interrupções pelo meio, quase todas por força maior (guerras e conflitos nacionais e mundiais).

Entre todas as provas disputadas, destacam-se as presenças regulares na Volta a Portugal e duas presenças na maior prova velocipédica do Mundo, a Volta a França.

Na Volta a Portugal, destacam-se:
- 9 vitórias individuais (1933 - Alfredo Trindade; 1940 - José Albuquerque "Faísca"; 1941 - Francisco Inácio; 1963 - João Roque; 1970/1971/1972 - Joaquim Agostinho; 1985/1986 - Marco Chagas).
- 13 vitórias colectivas (1933; 1940; 1941; 1961; 1962; 1967; 1968; 1970; 1971; 1972; 1973; 1984; 1985).
- 6 vitórias do prémio da montanha (1964 - Sérgio Páscoa; 1965/1968 - Leonel Moreira; 1967 - Leonel Miranda; 1970 - Firmino Bernardino; 1971 - Joaquim Agostinho).
- 7 vitórias do prémio por pontos (1967 - Emiliano Dionísio; 1968/1969/1970 - Leonel Miranda; 1971 - Joaquim Agostinho; 1984 - Paulo Ferreira; 1985 - Carlos Santos).
- 5 vitórias do prémio metas volantes (1970 - Leonel Miranda; 1971 - Emiliano Dionísio; 1972 - Manuel Gomes; 1973 - Francisco Miranda; 1984 - Paulo Ferreira).
- 7 vitórias dos prémios combinados (1970/1971/1972/1973 - Joaquim Agostinho; 1985/1986 - Marco Chagas; 1987 - Serafim Vieira).

Na Volta a França, destacam-se:
- As duas presenças, em 1975 e 1984 (as duas únicas de equipas portuguesas na prova).
- O 15º lugar de Joaquim Agostinho em 1975.
- A vitória de Paulo Ferreira numa etapa, em 1984.

A comparação com os dois maiores rivais nacionais é inevitável...

Geral Individual
FC PORTO - 13
SPORTING CP - 9
BENFICA - 9

Geral por Equipas
SPORTING CP - 13
FC PORTO - 11
BENFICA - 9

Prémio da Montanha
SPORTING CP - 6
FC PORTO - 6
BENFICA - 3

Prémio por Pontos
SPORTING CP - 7
BENFICA - 5
FC PORTO - 3

Prémio Metas Volantes
SPORTING CP - 5
BENFICA - 5
FC PORTO - 3

Prémios Combinados
SPORTING CP - 7
BENFICA - 1
FC PORTO - 1

Prémios da Juventude
FC PORTO - 1
SPORTING CP - 0
BENFICA - 0

A partir de 2017, deve ser nosso objectivo o domínio nacional e espero que alimentemos o sonho de voltar a ver o verde-e-branco na Volta a França. 

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