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Grande Artista e Goleador

Olhem quem voltou

Assumo a minha satisfação pelo regresso de Fredy Montero. Não devia ter saído em 2015/16 e talvez volte para fazer cumprir a profecia que ficou por cumprir naquela época, onde Jorge Jesus nunca conseguiu encontrar o melhor enquadramento para ele dentro da equipa.

Também por isso, espanta-me o seu regresso. Não porque Jesus não o considerasse útil ou bom jogador mas porque nunca conseguiu extrair o melhor do colombiano. Talvez o facto de Slimani já cá não estar ajude a "acasalar" melhor Montero com os parceiros de ataque, qualquer deles diferentes do argelino, agora no Leicester.

Seja como for, o "Avioncito" está de volta e, com ele, volta uma classe e uma qualidade que nunca estará a mais no Sporting. Por mim, eras tu que marcavas o golo do título. Bem-vindo de volta, Fredy!

 

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Foi há 3 anos e tenho saudades de ambos

Toque de classe de Montero e finalização oportuna de Mané.

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Dost no encalce do melhor Liedson

Como sei que Bas Dost exige muito de si, vou ser exigente com ele. Parece-me que é mesmo o melhor depois de Jardel e isso justifica a "cobrança".

Vou comparar a sua performance nestes primeiros 23 jogos de leão ao peito com os primeiros 23 jogos de todos os que sucederam a Super Mário. Mas vou dificultar ainda mais a tarefa ao holandês... A comparação vai ser com a melhor época de cada um dos avançados ao serviço do Sporting e não com a primeira.

Como todos os que serão objecto de análise já eram titulares absolutos ao 23º jogo, opto por valorizar e organizar o ranking por tempo necessário para marcar. Vamos lá aos resultados:

1.png

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Dost ao nível do melhor Slimani

Mesmo sem termos ainda encontrado o melhor parceiro para Bas Dost, facto que em muito prejudica o volume de oportunidades para o holandês finalizar com qualidade, a verdade é que o reforço leonino tem feito pela vida para mostrar serviço.

Apresenta números ligeiramente superiores a Slimani nos primeiros 17 encontros da época passada, ficando aquém do início da melhor época de Liédson (a segunda) e do início das épocas de estreia de Ricky van Wolfwinkel e Fredy Montero (as mais produtivas de ambos em número de golos), ressalvando que o colombiano não voltaria a marcar no que restou da época 2013/14.

Registo a possível injustiça de comparar a época de estreia do holandês com as melhores épocas de cada um dos antecessores mas é uma forma de manter a bitola elevada e de mostrar realmente a qualidade do gigante contratado ao Wolfsburg.

Vamos aos números, ordenados pelo item da última coluna (minutos por golo):

Comparativo avançados.png

Não incluo nesta análise Teo Gutierrez, por ter um papel diferente do típico avançado referência mas, por curiosidade, nos primeiros 17 jogos, marcou 7 golos em 1154 minutos (um golos a cada 165 minutos).

Sobretudo por saudosismo, deixo-vos os de Mário Jardel no ano do último título do Sporting. 17 jogos / 1463 minutos / 23 golos / um golo a cada 64 minutos. Impressionante! Nesta época Super Mário acabaria com 55 golos em 41 jogos (todas as competições) a apenas um do seu recorde (56, mas em 51 jogos) na última época no Porto, quando o Sporting se sagrou campeão em 1999/2000. As duas melhores épocas de Mário Jardel em termos individuais foram quando o Sporting se sagrou campeão.

Termino com uma análise interessante entre Bas Dost e Islam Slimani, o nosso termo de comparação mais recente. Bas Dost marca mais, em menos minutos e rematando menos. Ressalvo que a média de remates por jogo de Bas Dost é a registada até ao momento, enquanto que a de Slimani corresponde a toda a temporada passada, facto que não deverá alterar em muito a objectividade da análise. Sublinho também que a estatística é relativa apenas aos jogos da Liga, o que torna também a comparação mais justa. Bas Dost faz um golo a cada 2.8 remates enquanto que, na temporada passada, Slimani precisou em média de 3.6 remates para finalizar com sucesso.

Esperemos que, tal como Slimani, Bas Dost suba de rendimento ao longo da temporada. O Sporting agradecerá e nós também.

 

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Eu é que vou ter saudades, Fredy...

Fredy Montero disse em julho de 2013, na sua primeira entrevista em Portugal, quando chegou ao Sporting, que queria ficar na história do clube. E conseguiu-o.

Venceu a Taça de Portugal e uma Supertaça, marcando na prova rainha do futebol português o 2-2 frente ao Sp. Braga. Um golo aos 90+3 minutos, que levou o jogo para prolongamento e depois para as grandes penalidades, nas quais o Sporting venceu por 3-1.

Entre agosto de 2013 e janeiro de 2015, o avançando colombiano apontou 37 golos em 94 jogos com a camisola verde e branca. Nem todos completos, sobretudo esta temporada com Jorge Jesus no comando. Por isso, Montero partiu esta quinta-feira para a China orgulhoso com o conseguido, mas também com alguma certa mágoa.

Teve propostas do Hamburgo e do Corinthians, mas acabou por rumar ao Tianjin Teda. O Sporting não chegou a acordo com os outros clubes e a proposta da formação chinesa acabou por agradar a todas as partes.

Antes de rumar para Taijin, onde é esperado já na sexta-feira, o jogador falou aos jornalistas portugueses no aeroporto de Lisboa e em exclusivo ao Maisfutebol falou da passagem pelo Sporting.

Quais foram os melhores momentos de verde e branco?

Guardo muitos bons momentos no Sporting, mas destaco a vitória na Taça de Portugal e na Supertaça. São estas conquistas que nos marcam no futebol. São momentos inesquecíveis que nos ficam enquanto futebolistas e ao longo da carreira.

De que vai ter mais saudades?

De muita coisa, mas vou sentir falta sobretudo de Alvalade. Vou ter saudades da forma como Alvalade se alegrava e festejava os meus golos. Tenho a noção de que muita gente, adeptos do Sporting e conhecedores do futebol, gostaram da minha forma de jogar e do talento que demonstrei sempre que tive oportunidade de entrar em campo.

Teve três treinadores em Alvalade: Leonardo Jardim, Marco Silva e Jorge Jesus. Qual considera o melhor?

Não digo que um seja melhor do que outro, mas Jorge Jesus já venceu muitos títulos em Portugal e por isso ganha vantagem sobre os outros. Ainda assim, respeitando a qualidade de Leonardo Jardim e de Marco Silva, acho que Jorge Jesus encontrou a equipa mais madura e mais sólida e isso foi benéfico.

E a nível de jogadores, quais destacaria como os melhores?

Seria injusto dizer nomes, mas destaco os jovens jogadores do Sporting. Têm um potencial enorme. Dei-me conta de que o Sporting tem uma das academias mais fortes da Europa. Ao jogar, ao treinar e ao partilhar o balneário com eles, apercebi-me de que na formação do Sporting fazem um trabalho muito sério e sempre a o olhar para o futuro.

Posto isto, que balanço faz desta passagem pelo Sporting?

Faço um balanço muito positivo. A experiência no Sporting foi muito boa e correu muito bem. Estou muito orgulhoso pelo rendimento que tive, do carinho que toda a gente me deu e, claro, das coisas tão boas que consegui com esta camisola.

Quando chegou ao Sporting disse que queria ficar na história do clube. Acha que ficou?

Acho que sim, acho que fiquei. O Sporting não ganhava títulos há muitos anos e eu ajudei a que voltasse a ganhá-los. Nestes dois anos e meio consegui ajudar a ganhar a Taça de Portugal e a Supertaça. Na Taça marquei um golo importante e acho que vão sempre recordar-me por isso. Fiquei na história dessas conquistas.

Pela emotiva despedida, percebe-se que foi feliz em Lisboa e no Sporting. Gostava de um dia voltar a representar o clube?

Quando saímos tentamos sempre deixar as portas abertas para voltar. Mais ainda quando gostámos de representar os clubes. Acontece com todos os jogadores e comigo também. Estou muito feliz com a minha passagem pelo clube e por isso, claro, gostava de um dia voltar

A sua saída motivou muitas manifestações de insatisfação nas redes sociais. Como assistiu a isso? Era um dos jogadores mais queridos do plantel.

Com surpresa e satisfação. Tive um apoio enorme, recebi muitas palavras de alento, carinho e amor. Por isso estou sempre grato aos adeptos do Sporting e quero agradecer-lhes . Sempre que tive a oportunidade jogar, dei o melhor de mim e sempre defendi as cores do Sporting todas as forças. Eles sabem disso.

O que espera agora na China? Mais um continente, mais um clube: uma nova experiência.

Espero que corra tudo bem. Espero chegar bem, conhecer a minha nova equipa e o clube e poder adaptar-me ao futebol e ao país, para continuar a fazer aquilo que mais gosto e que tenho feito: jogar, marcar golos e ser feliz.

'Avioncito'

«Quando cheguei há dois anos e meio, este era um clube totalmente diferente em termos desportivos. Era uma altura difícil pelos resultados recentes e penso que muita gente tinha perdido o respeito pelo Sporting. Hoje, todos têm muito mais cuidado. A equipa está, a pouco e pouco, a recuperar e penso que contribui com uma pequena parte»

Desde que chegaste que me encantaste.

Desde aquela tarde em que baptizaste o Arouca com um hat-trick pleno de talento e classe que eras o meu preferido.

Não tenho ídolos, nunca tive um que verdadeiramente merecesse esse 'título' mas, assumo, a tua partida deixa em mim um sentimento de tristeza enorme, semelhante àquele que me tinha ficado quando partiu Matías Fernández.

És classe e talento, qualidade e magia, mesmo que, por vezes, em ritmo de 'peladinha'.

Talvez porque pensas o futebol de maneira diferente, mais técnica, artística e, por isso, menos adequada a um futebol cada vez mais mecânico, intenso e previsível.

Foram aqueles 16 golos nos primeiros 14 jogos que colocaram as expectativas de alguns demasiado elevadas. Foram esses que nunca entenderam e ainda não entendem hoje aquilo que tu és e aquilo que davas sempre que pisavas um relvado de verde e branca vestida.

Marcaste ao Benfica, em Braga e lideraste-nos naquele início de época fantástico. Mesmo sem marcar (pelo menos oficialmente) sempre mostraste qualidade em campo.

Aquele golaço ao Marítimo, seguido de outro ao Espinho, para a Taça de Portugal, aquela que ajudaste a resolver, naquela tarde emocionante no Jamor que deixou toda a gente feliz. 

«A final do Jamor foi uma sensação única com todos os adeptos festejar. Vai marcar-me para toda a vida.»

Também a mim, Fredy. Estarás para sempre ligado ao ressurgimento do "Crónico". E eu estive lá!

O teu sorriso de puto e a forma natural como (não) festejas golos importantes.

A forma como foste importante já esta época mesmo que tenhas perdido espaço. 

Não estavas feliz... É normal. Sentias-te capaz de jogar mais, de ser mais importante do que aquilo que eras. Ainda bem que não estavas satisfeito, sinal de que não estavas acomodado.

A mim, deixarás sempre saudades e, felizmente, pude festejar efusivamente o teu último golo, na tua última exibição com as nossas cores.

Quiseste sair em grande. Assististe os teus colegas e, vendo que não conseguiam resolver, resolveste tu. Fizeste-o como sempre, com classe, e ainda apimentaste 'de letra' a despedida.

«Deixo o Sporting em primeiro lugar e sei que nada vai mudar pelos jogadores que saem e que entrem. Sei que vamos ser campeões e saio com 50% da meta traçada. Desejo muita sorte a todos os meus colegas, equipa técnica e adeptos»

Vou ter saudades! Que possas mesmo estar cá em Maio para festejar connosco. 

Eu lá estarei, se tudo correr bem, com o 10 nas costas e o teu nome inscrito.

Obrigado, Fredy!

 

Um a um

MARCELO

Está a léguas de Rui Patrício e isso voltou a ser evidente. O jogo começou com uma saída de olhos fechados em que acabou por não tocar na bola e derrubar Ewerton e acabou com um penalti ridículo e desnecessário. Estou em pulgas para ver o que vale Jug.

SCHELOTTO

Foi um pouco melhor que a estreia mas continua a parecer insuficiente. Mostrou-se mais ofensivamente e cruzou no lance que deu origem à grande penalidade. É cedo para tirar conclusões definitivas mas arrisco dizer que Esgaio tem razões para estar bastante insatisfeito. O italo-argentino parece-me um extremo mediano que nunca dará um bom lateral.

PAULO OLIVEIRA

Sofreu com toda a revolução no sector defensivo e acabou por errar mais do que lhe é habitual.

EWERTON

Continua a denotar falhas de posicionamento nada normais nele. O lance do primeiro golo nasce porque uma indecisão sua permite que se abra um buraco na zona central, onde acaba por aparecer o marcador do golo.

ZEEGELAAR

É difícil analisar a sua estreia num jogo em que, globalmente, a equipa não funcionou. Mostrou-se solto para apoiar o ataque e fartou-se de fazer 'piscinas'. Será necessário ver mais e incluído numa defesa com mais rotinas.

WILLIAM

Reparte responsabilidades com Ewerton no primeiro golo. Se é verdade que Ewerton deveria ter esperado a movimentação do médio, não é menos verdade que William respondeu tarde à incursão do jogador do Portimonense. Parece andar a 'dormir na forma' e a precisar de sentar no banco uns jogos. O penalti, embora não seja mal marcado, é denunciado mas, aqui, a culpa é de quem o incumbiu para uma tarefa na qual não é especialista.

AQUILANI

Foi o único no qual denotei entrega total ao jogo e dos poucos a receber nota positiva. Enviou uma bola à trave e merecia mais sorte nesse lance, que poderia ter mudado o rumo do encontro. Por mim, jogava na Mata Real.

MANÉ

Não sei onde anda o verdadeiro Mané mas se o encontrarem, tragam-no de volta. Bem sei que vem de lesão e que estes foram os seus primeiros minutos após a paragem (aqueles com o Tondela nem contam) mas...tão pouca vontade, Mané. Bora lá acordar, puto! Assim, arriscas-te a ter poucas oportunidades.

BRUNO CÉSAR

Foi, a seguir a Aquilani, o menos mau. Correu, trocou de flanco e rematou. Não foi feliz mas fez por procurar a felicidade e, num dos seus remates, a bola ainda 'beijou' o poste.

MONTERO

A mesma intensidade de sempre (baixa) mas pareceu pouco concentrado e focado no jogo. Notei-lhe demasiada descontracção, nada compatível com a competição. Não gostei.

TEO GUTIÉRREZ

Teo teve um pouco de Montero mas denotei nele algo ainda menos agradável. A sua displicência roçou o desrespeito e a insolência. É bom que se lembre que os dias de praia já lá vão e que é hora de trabalhar.

MATHEUS PEREIRA

Tentou agitar o jogo, dar velocidade e imprevisibilidade. Em certa medida conseguiu-o mas faltou-lhe companhia para que fosse mais efectivo nas suas acções.

JOÃO MÁRIO

Acho que entrou bem, embora tenha sofrido com o mesmo que Matheus. O jogo apoiado que tanto preconiza não teve em Montero e Teo os parceiros ideais e acabou por ser, algumas vezes, inconsequente.

TANAKA

Cinco minutos para a estatística. Assim é difícil motivar o japonês, sobretudo quando tivemos em campo dois avançados inertes durante 90 minutos.

Hoje joga o Sporting

Se a prova em si não for suficientemente motivadora, que o sejam as bancadas, previsivelmente cheias do Estádio do Portimonense. Espera-se lotação esgotada para receber o Sporting no Algarve, coisa rara nos tempos que correm, onde as equipas do sul do país se encontram arredadas do principal escalão do futebol nacional. A onda verde estará certamente em maioria.

Na 1ª jornada o Portimonense surpreendeu ao golear em casa o Arouca e parte para esta jornada em pé de igualdade com o Sporting. Quem vencer, dará um passo importante rumo às meias-finais.

No Sporting há uma certeza: Marvin Zeegelaar vai estrear-se e será titular na lateral esquerda.

Como é natural, temos do nosso lado a obrigação de averbar três pontos, frente a uma equipa que tem feito uma boa campanha na 2ª Liga, onde se encontra a apenas 1 ponto dos lugares de subida, gozando do estatuto de 2º melhor ataque da prova, apenas superado pelo líder, Porto B.

É previsível que Jorge Jesus faça algumas alterações na equipa, afim de manter toda a gente em forma, sem comprometer os objectivos do Clube na prova.

Espero um regresso de Mané à titularidade e anseio por mais golos de Fredy Montero. Aquilani deverá voltar à titularidade e é de esperar que Matheus também integre o onze.

Será mais fácil manter o foco depois de um resultado negativo e tenho a certeza que os rapazes de verde-e-branco não facilitarão a tarefa aos de Portimão.

Vamos lá levantar a moral antes da deslocação a Paços de Ferreira.

SPOOOOOOOOOOOOOORTING!

SPORTING CP 3-2 Braga: uma 'remontada' épica

Eu tinha avisado ontem...o Braga sabe defender e, connosco, fê-lo em bloco baixo, só arriscando pressionar no próprio meio campo.

Eu tinha avisado...o Braga sabe jogar em ataque rápido, usa para isso processos simples e tem jogadores rápidos e de qualidade que ajudam (e muito) a dar-nos alguns calafrios.

Foi assim que, sem qualquer problema, entregaram o domínio total do jogo ao Sporting e se limitaram a tentar chegar à área de Rui Patrício em jogadas rápidas, aproveitando bem alguns erros a que o nosso estilo de jogo é propenso.

Os primeiros lances de perigo surgem de duas desatenções de Jefferson e William Carvalho. Na primeira, Wilson Eduardo não acertou na baliza. Na segunda, Rui Patrício teve de mostrar serviço.

Na primeira parte, ofensivamente, o Braga só existiu nestes primeiros cinco minutos e nos últimos cinco (pena que com efeitos diferentes dos que acabei de mencionar).

Entre estes dois períodos, as melhores situações de golo foram do Sporting, por João Mário, que só não finalizou melhor porque a bola lhe sobrou para o pior pé, por Slimani, que complicou uma finalização que se queria simples e por Paulo Oliveira, que cabeceou de forma violenta ao poste da baliza de Kritciuk, que havia defendido as duas ocasiões anteriores.

Já diz o povo que, quem não marca, sofre. E assim foi.

Ambos os golos que haveriam de colocar o Braga em vantagem por 0-2 ao intervalo têm um denominador comum: Jefferson, que num deles tem a 'colaboração' de Adrien e no outro de William Carvalho.

No primeiro golo, o alívio de William é o possível, tendo em conta a trajectória da bola e o posicionamento do jogador (correcto, diga-se). O resto, é 'sono' de Jefferson (que se deixa antecipar) e Adrien (que está demasiado longe de Wilson para que possa estorvar a sua acção).

Curiosamente, é no momento do 0-2 que o Sporting começa a vencer o jogo. Imediatamente após o golo de Rafa (que também tem mérito do próprio e de Rui Fonte, que desposiciona totalmente Paulo Oliveira) o vulcão de Alvalade mostrou a sua força e a palestra de Jorge Jesus começou com aquelas gargantas a cantar "Só eu sei, porque não fico em casa".

Os adeptos sabiam que ia valer a pena e, na segunda parte, os jogadores acabaram por fazer valer o bilhete.

Era preciso arriscar para virar um resultado de dois golos frente a este Braga e Jorge Jesus não esperou. William ficou no balneário (porque já tinha amarelo e era, naquela altura, o elemento mais 'descartável' do nosso meio-campo).

Jesus sabia que a pressão ia fazer moça e que Gelson ia ser importante para isso.

A segunda parte é poética.

A toada do jogo não se altera. O Sporting domina e o Braga tenta explorar o ataque rápido, nunca com mais de três homens.

A primeira oportunidade, não estava ainda completo o terceiro minuto, esteve nos pés de Ruiz, servido por Slimani, que havia recebido de Gelson. Tal como nas oportunidades anteriores, o ressalto vindo do guarda-redes não nos é favorável mas estava dado o primeiro aviso.

Logo a seguir, Pedro Santos volta a por Patrício à prova, após mais um deslize (literalmente) de Jefferson. O Braga mostrava também que estava pronto a aproveitar os nossos erros.

Quase dez minutos de futebol algo atabalhoado de ambas as partes e Jesus percebe que este não é o dia de Bruno César. Fredy Montero está na linha lateral, preparado para entrar, quando o cruzamento de Gelson é travado pelo braço de André Pinto. Grande penalidade bem assinalada, que Adrien não desperdiça. Mais do que nunca, as esperanças reacendem. Grita-se o amor ao Sporting! É possível!

Montero entra para o lugar de 'chuta-chuta'. O golo não altera nada. Ainda estamos em desvantagem.

Na primeira vez que toca na bola, Montero isola Slimani. Kritciuk chega primeiro.

Neste momento, o Braga já abusa do anti-jogo. Era um bom sinal. Sentiram o golo. Fonseca troca de avançados. Nada muda na estratégia do Braga.

Montero tenta um passe picado, ganha a segunda bola e ataca a área. Segunda grande-penalidade, desta vez não assinalada mais uma vez com um jogador do Braga a jogar a bola com a mão no interior da área (desta vez foi Ricardo Ferreira).

Ruiz coloca de bandeja na cabeça de Slimani, mesmo como ele gosta. O argelino desperdiça, o público desespera, o Braga respira de alívio. A pressão está a subir de tom.

Montero tenta mais um passe picado. Não resultou mas eu sentia a sua confiança.

Minuto 70. Mais um aviso. Gelson combina com Ruiz, remata, o russo defende e, na recarga, Slimani volta a acertar no boneco. Está quase...já cheira a golo em Alvalade!

João Mário tem uma entrada dura que devia ter valido cartão amarelo. Não vou discutir nem esmiuçar a arbitragem mas, para os lampiões (sejam do sul ou do norte) que exigiam a expulsão do jogador do Sporting, recomendo que revejam as três faltas de Ricardo Ferreira até ao lance que origina a grande-penalidade não assinalada. E fico-me por aqui.

Wilson Eduardo sai ovacionado após marcar um golo em mais um regresso a 'casa'.

Faltam quinze minutos para o final. 

Para os menos desatentos, o lance do golo de Fredy Montero surge após uma troca de bola de quase um minuto, em que a bola passa pelos três corredores e por nove dos onze jogadores do Sporting em campo (só Rui Patrício e Bryan Ruiz não participaram no lance). Só Fredy Montero transformaria um remate de Jefferson numa assistência, tornando o que parecia difícil em fácil. Pé direito para receber e esquerdo para rematar, sem pedir licença, com a potência e direcção certas. Estava feito o empate e eu estava eufórico. Foi o golo que mais festejei e que mais tranquilo me deixou.

Porquê? Slimani ainda não tinha marcado e tínhamos um quarto de hora para tomar de assalto a baliza dos bracarenses.

Paulo Oliveira tenta o tiro do meio da rua. Sai por cima e está na hora de apostar na qualidade de passe e veia goleadora de Aquilani. João Mário é o 'sacrificado'. Faltam dez minutos para o final.

Seguem-se cinco minutos em que abrandámos a pressão (os homens não são de ferro) e o Braga teve mais bola, embora se sentisse desconfortável com ela. Este momento de jogo haveria de culminar com o recém-entrado Marcelo Goiano a isolar Rafa que, na cara de Rui Patrício viu o guarda-redes leoninio ser aquilo que é...o Rei! Mancha monumental, a mostrar aquilo que vale...pontos.

O Sporting volta a carregar a anunciam-se mais de 42 mil em Alvalade. O melhor, ainda estava para vir.

Patrício emenda um erro de Naldo e antecipa-se a Stojilkovic. Falta um minuto para os 90 e o publico ainda acredita.

Ruiz também e mostra porque é que nunca sai. Mais uma redondinha na cabeça de Slimani que, desta vez, não perdoa e escreve o último verso de um poema épico.

Estava feito o 3-2. Estava virado o jogo em menos de 45 minutos e eu só dizia ao meu puto: "Filho, este ano somos campeões! Este é o ano do Sporting!"

Podia nomear um homem do jogo e vou fazê-lo: Jorge Jesus.

Pela mestria como leu o jogo e mexeu na equipa, pela forma como cantou com os mais de 40 mil, pela forma louca como festejou a vitória.

Jesus é treinador do Sporting de corpo e alma. Vive e entrega-se ao jogo como se jogasse e, embora não tenha marcado um golo, esta vitória é dele. Dele e daqueles 40 e tal mil leões que nunca desistiram e acreditaram sempre.

Artistas e Goleadores

MELHORES MARCADORES (EQUIPA PRINCIPAL)

Equipa A Marcadores.pngMELHOR ASSISTENTE (EQUIPA PRINCIPAL)
O critério das assistências é definido por mim e, como tal, pode diferir de outros sites ou blogues.

Equipa A Assistências.pngMAIS INFLUENTE (EQUIPA PRINCIPAL)
Pontuação calculada com 1 ponto por golo e 0.5 pontos por assistência

Equipa A Influência.pngMELHORES MARCADORES (EQUIPA B)

Equipa B Marcadores.pngMELHOR ASSISTENTE (EQUIPA B)
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Equipa B Assistências.pngMAIS INFLUENTE (EQUIPA B)
Pontuação calculada com 1 ponto por golo e 0.5 pontos por assistência

Equipa B Influência.pngMELHORES MARCADORES (JUNIORES)

Juniores Marcadores.pngMELHORES MARCADORES (JUVENIS)

Juvenis Marcadores.pngMELHORES MARCADORES (INICIADOS)

RUI REIS; TIAGO GOUVEIA - 10 GOLOS

RÚBEN COSTA; BRUNO SANTOS - 6 GOLOS

FÉLIX CORREIA; NUNO CARDOSO - 3 GOLOS

MELHORES MARCADORES (FUTSAL)

Futsal Marcadores.pngMELHORES MARCADORES (ANDEBOL)

Andebol Marcadores.pngMELHORES MARCADORES (HÓQUEI EM PATINS)

Hóquei Marcadores.png

Braga 4-3 SPORTING CP: Desta vez faltou-nos a estrelinha, num grande jogo de futebol

O JOGO

Um verdadeiro jogo de futebol, com duas equipas a procurar a vitória, jogadores empenhados em cumprir a estratégia dos treinadores e golos...bons golos e bom futebol, numa partida bem jogada técnica e tacticamente em que a balança pendeu mais para a eficácia dos ataques em detrimento da das defesas.

Um jogo que, pelo que fizeram as duas equipas, merecia ter sido resolvido nas grandes penalidades.
Um hino ao futebol poucas vezes visto por cá e que certos e determinados patrocinadores não mereciam pelo que não fazem em prol do nosso futebol.

OS JOGADORES

Torna-se injusto enumerar erros colectivos ou individuais quando todos se empenharam em ganhar e dar um bom espectáculo.
Claro que os nossos erraram. Os do Braga também. Mas muito do erro é provocado pela estratégia de ambos.
Não foi pelo que fizeram ou deixaram por fazer os nossos jogadores que não passámos aos quartos-de-final da Taça de Portugal. Não foi por eles que o Sporting não estará no Jamor.
Não me é fácil individualizar, pois foi o colectivo que mais se destacou.
Falo apenas de Slimani, apesar de vários merecerem menção honrosa. Nem é pelo que jogou (nem terá sido o melhor em campo), pelo golo ou pela entrega. Faço-o porque, como sabem,Slimani não é dos meus favoritos mas isso não me impede de reconhecer que é essencial nesta equipa, sobretudo em jogos como este. Nunca pensei dizer isto, mas personifica bem o lema do nosso Clube, mesmo que o faça apenas por dinheiro.

OS TREINADORES

Jorge Jesus é o melhor em Portugal e Paulo Fonseca é talvez o melhor desta 'nova geração'. Ambos montaram estratégias fortes e compactas.
Embora com ideias de jogo diferentes, ambas as equipas terão cumprido com a maioria do que lhes foi pedido.
O único ponto em que Fonseca bateu Jesus foi nas substituições.
As do treinador bracarense surtiram o efeito desejado, as de Jesus, não.
Não que a ideia não fosse boa mas porque os jogadores não me pareceram os mais adequados para os momentos do jogo em que foram lançados.
E não digo isto a frio, pois foi exactamente a ideia que tive durante o jogo. Lançar Matheus e Gelson em conjunto pareceu-me demasiado arriscado, sobretudo num jogo em que a experiência e maturidade eram mais importantes que a irreverência (pior ainda quando essa irreverência nunca sobressaiu pela positiva).
No último terço dos 90 minutos, o jogo já pedia Montero ou André Martins. Nem a entrada de Naldo foi feliz.

A ARBITRAGEM

Irrepreensível no capítulo disciplinar (o critério foi largo mas coerente), não esteve bem no capítulo técnico e acabou por ter influência no resultado.
Tanto o Braga como o Sporting marcaram 4 golos (o Sporting até marcou 5, mas já tinha soado o apito quando William rematou para o fundo das redes, ao cair o pano do prolongamento) mas foram os leões a ficar pelo caminho.
O Braga fez quatro golos legais mas um deles é precedido de uma falta clara sobre William Carvalho, que ficou por assinalar.
O Sporting fez também quatro golos legais, mas só três contaram (Slimani está em jogo no momento do passe de Ruiz, na 1ª parte do prolongamento).

A NOSSA LUTA

O jogo de ontem prova que as lutas que o Sporting tem travado, na pessoa do seu Presidente, são justas e só pretendem credibilizar e valorizar o nosso futebol.
O vídeo-árbitro teria permitido analisar em tempo real o golo anulado a Slimani e, assim, teria havido justiça desportiva.
A centralização dos direitos desportivos permitiria ver no nosso país mais jogos com a riqueza do de ontem mas, num país de corruptos e "xico-espertos", são os mais egoístas e "habilidosos" que fazem as regras.
Quando o patrocinador principal da Liga e o actual campeão nacional resolvem negociar em prejuízo do campeonato português, está tudo dito.

O NOSSO ORGULHO

Devemos orgulhar-nos todos do jogo que a equipa fez ontem. Todos lutaram e deram o melhor de si em prol do Sporting. Todos dignificaram a camisola e o equipamento que homenageia um dos nossos fundadores. Todos, sem excepção, terão ficado tristes mas de cabeça bem levantada, pois fomos briosos e competentes na maior parte do encontro.
Mais do que isto, devemos orgulhar-nos de saber reconhecer e 'parabenizar' o esforço dos adversários que nos venceram com dois golos marcados por produtos da nossa formação (Wilson Eduardo e Rui Fonte). O Braga foi um adversário à altura e não deixa de ser um justo vencedor, num jogo que podia ter caído para qualquer dos lados. Pena que tenha sido a terceira equipa a desequilibrar os pratos da balança, ainda que isso não retire nenhum do mérito dos bracarenses.
Parabéns ao Braga!

OBJECTIVOS

Foi o primeiro objectivo falhado da temporada (ainda não consigo admitir que tenhamos sido nós a falhar o acesso à Liga dos Campeões) e a única coisa que peço é a mesma atitude de ontem para o próximo domingo. Se assim for, certamente estaremos próximos de somar mais três pontos para o principal objectivo desta época.

SPORTING CP 3-1 Besiktas: do 8 ao 80

Uma hora de jogo e não havia meio de desatar a camisa de forças. Para piorar, o Besiktas já ganhava.

Confesso que não acreditava numa possível reviravolta e, a verdade, é que a equipa não dava sinais de ser capaz de a orquestrar.

Acusámos demasiado a pressão de ser um jogo decisivo e ter a carga adicional de não haver poupanças. A responsabilidade era, de facto, acrescida para os 11 que entraram em campo e, a verdade, é que nenhum jogou bem, sobretudo nos primeiros 45 minutos.

João Mário, Adrien, os centrais e Patrício (que mesmo assim nos assustou nos descontos), terão sido os únicos a escapar a uma análise superior a medíocre.

Ao intervalo, a substituição do costume, sempre que algo não está a correr bem à equipa. Percebo e entendo a saída de Montero mas custa-me sempre que seja ele o sacrificado de um onze onde podia ter saído qualquer um.

Jorge Jesus terá puxado as orelhas aos jogadores mas o efeito não foi imediato.

Um erro de João Pereira, mal acautelado pelos que deviam ter-lhe feito cobertura, daria origem ao golo do Besiktas. E nem vale a pena crucificar João Pereira porque neste lance a culpa não morre solteira. João Mário, em zona interior, era a única linha de passe disponível e mesmo que a opção de João Pereira não tenha sido boa, ninguém aplaudiria um 'biqueiro' para a frente se não soubesse que o lance daria golo do adversário. Basta ver a imagem seguinte para comprovar aquilo que digo.

Golo Besiktas.png

Se é possível tirar coisas positivas de um golo sofrido, este foi o caso. A equipa acordou e percebeu que era hora de dar corda às canetas.

Sem clarividência mas com vontade, o primeiro golo acaba por nascer de uma das poucas acções positivas da dupla Ruiz/Slimani (o primeiro assistiu o segundo, que acreditou tanto que até assustou o guarda-redes) até àquele momento.

Se muitos já não acreditavam, acho que todos passaram a ter a certeza que o jogo viraria. O mais difícil estava feito e a confiança voltara a vestir de verde-e-branco. Mérito quase total destes dois que, até ali, tinham sido pouco mais do que zero.

Seguiu-se o melhor momento da equipa, que coincidiu também com a entrada de Teo Gutiérrez, para o lugar de Adrien.

Como disse Quaresma no final, o Sporting estava com vontade e confiança.

Foi assim que partimos para cima dos turcos e bastaram 10 minutos para resolver a questão.

Bryan Ruiz (quem diria), assistido por João Mário, operou a reviravolta e Teo Gutiérrez sentenciou a partida numa excelente jogada individual, antecedida de um passe de Gelson, que viria a dar origem ao momento caricato da noite: o festejo (ou a tentativa) do colombiano.

Depois do segundo, eu, que nem acreditava que pudéssemos ganhar, tinha já a certeza que a vitória não fugiria.

Com os turcos de rastos perante 10 minutos à Sporting, bastou gerir até final e pairou sempre no ar a ideia de que, a haver mais golos, voltariam a ser na baliza de Tolga Zengin.

Tempo para o público aplaudir Slimani e saudar Matheus.

O jogo estava feito e o objectivo cumprido.

Venha o Moreirense!

SPORTING CP 1-0 Belenenses: vitória em noite desinspirada

Começo pelo público: mais de 31 mil pessoas a uma segunda-feira às 19 horas superaram a minhas melhores expectativas.

Tal como havia dito ontem, uma meia-hora inicial sem golos da nossa parte daria ao Belém um importante balão de confiança. Tão grande que, após esse período, devido ao conforto adquirido, raramente vimos os do Restelo passar do meio-campo.

Dentro dos primeiros trinta minutos apenas Fredy Montero mostrou ideias para furar a defensiva azul. Infelizmente, não houve quem acompanhasse a sua linha de raciocínio.

Bryan Ruiz, que pouco apareceu na primeira parte, acabaria por proporcionar o melhor momento da primeira parte, num lance individual de classe suprema que esbarrou na luva esquerda de Ventura e, por pouco, não deu golo.

E chegou sem golos o intervalo, onde se esperava que Jorge Jesus desse o mote para uma segunda parte mais interessante.

Não aconteceu. O jogo manteve a mesma toada, com o Sporting a circular na procura do espaço que descompensaria a baixa e organizada defensiva belenense.

Não aconteceu. William e Adrien continuavam a falhar alguns passes e isso emperrava o nosso jogo, mesmo que tenham sido eles os que mais vezes tentaram furar a primeira barreira defensiva do adversário.

Jorge Jesus leu bem o jogo, lançou Gelson para o lugar de Adrien e puxou João Mário para o centro do terreno.

Melhorámos e Fredy Montero voltou a aparecer. Grande passe do Jonathan (belo jogo do argentino), o colombiano mata no peito e remata de primeira, bem perto do poste da baliza do Belém.

Aqui, Jorge Jesus toma, a meu ver, uma decisão errada. Tirar Montero naquele momento do jogo, sobretudo quando havia sendo quase sempre o mais esclarecido, tem tanto de incompreensível quanto de previsível.

Tirar Montero parece um cliché, daquele usados em momentos de indecisão.

Montero só não deu ainda mais nas vistas porque a maioria dos colegas não entende a sua linguagem futebolística, mais inteligente e avançada do que a da maioria. Montero é mais imprevisível porque tem mais recursos e é incrível como muitos ainda não o compreendem após tanto tempo de convivência. Slimani nunca entenderá essa linguagem e é por isso que são praticamente incompatíveis em campo. Ontem faltou encontrar mais vezes Ruiz em jogo e João Mário em sintonia.

Montero acabou no banco, Matheus entrou e Ruiz passou para o apoio directo a Slimani. 

Seguiram-se uns minutos de indefinição até aparecer Matheus que, em dois remates perigosos mostrou que o golo ainda podia aparecer.

Neste momento, as tentativas de saída do Belenenses já morriam à saída do seu próprio meio campo e volto a abrir um parêntesis, desta vez para falar dos nossos defesas centrais.

Não há no nosso campeonato equipas com a qualidade das nossas opções para o centro da defesa. Três centrais fortes e equilibrados e outro de grande potencial. Ontem, Ewerton e Paulo Oliveira voltaram a estar impecáveis e é difícil escolher entre a classe do brasileiro e a assertividade do português.

Eu prefiro Paulo Oliveira, porque conhece como nenhum outro as suas limitações e usa e abusa das suas maiores qualidades. A fase de maior pressão sobre o Belenenses, na fase final, advém do tempo de entrada perfeito de Paulo Oliveira, a cada bola disputada com os homens da frente de ataque azul.

Sem mais opções de ataque no banco acabou por ser Tanaka a última cartada lançada por Jorge Jesus. Entrou para o lugar de Bryan Ruiz mas acabou por não acrescentar grande coisa.

O jogo caminhava para o final e, aí, volto a falar dos 31 mil que estavam nas bancadas. Estariam naturalmente apreensivos, alguns até descrentes, mas a grande maioria continuava a acreditar e a apoiar até ao último suspiro.

A equipa, essa, continuava a tentar, não abandonando as suas ideias e a sua forma de jogar, numa clara demonstração de identidade misturada com alguma teimosia em mostrar uma abordagem diferente, que mais rapidamente forçasse o erro adversário.

Erro esse que acaba por cair do céu, num lance em que Tonel corta a bola com o braço em duelo aéreo com Slimani.

Penalti indiscutível, Slimani corre para a bola mas acaba por ser William a assumir o castigo máximo.

Goooooooolooooooo!... e um enorme suspiro de alívio. Estava feito! Mais três pontos rumo ao título, num ano em que a estrelinha nos parece acompanhar.

Lokomotiv 2-4 SPORTING CP: Montero e as estrelinhas

Jogo de enorme qualidade e competência do Sporting na Rússia, país onde nunca tinha vencido. Está morto mais um borrego!

E o jogo nem começou bem, pois vimo-nos em desvantagem após uma infelicidade de Adrien, que ao tentar um corte viu o ressalto sobrar para o avançado do Lokomotiv que, isolado perante Boeck, não facilitou.

A resposta não demorou muito com Montero a mostrar que o seu faro de golo também está apurado.

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E foi a partir daqui que veio a melhor fase do jogo, em que Fredy foi figura central, assistindo para mais dois golos ainda antes do intervalo. O primeiro da autoria de Ruiz, num lance digno de um jogo do Barça ou do Bayern de Munique, finalizado com classe suprema pelo costa-riquenho e o segundo com Gelson como protagonista maior que, isolado, colocou a bola com precisão, de trivela, por entre as pernas do guarda-redes.

Esta primeira parte deixou-me a pensar que a qualificação podia já estar mais do que resolvida, não fosse aquele desaire em casa com os russos mas sobretudo aquela derrota na Albânia.

Na segunda parte, aguentamos bem a natural subida no terreno do adversário e, após o ímpeto inicial, Gelson tratou de acabar com as dúvidas relativamente ao vencedor da partida. Recuperação de bola no meio campo defensivo, 'modo gazela' on, passe de morte para Matheus Pereira e bola mais uma vez por entre as pernas do guardião russo.

Aqui já a redacção d'A Bola havia encontrado um motivo para não promover a estrela Matheus ou Gelson: não dá para fazer duas capas no mesmo dia e, que se saiba, nenhum dos dois treina no Seixal.

Tempo ainda para Montero voltar a abrir o livro antes de sair, dando mais um golo a Ruiz, negado pelo guarda-redes Guilherme e depois pelo poste da baliza à sua guarda.

André Martins substituiu Matheus e Montero deu o lugar a Slimani. Os dois que saíram já marcaram, juntos, seis golos nesta Liga Europa.

Jesus já não poderia fazer descansar tantos quantos queria e recaiu sobre João Mário a derradeira substituição. Aquilani foi o escolhido para entrar.

Os últimos 20 minutos foram de alguma descompressão da nossa parte e acabaram por servir para o Lokomotiv reduzir e fixar o resultado final, num lance em que, sobretudo Esgaio, poderia ter feito muito melhor.

Resumo do Jogo

Nota final para Montero, o melhor em campo!

Confesso que, nas últimas semanas, tenho pensado no caso de Montero e tenho achado que Jesus não estaria a tirar o melhor partido das suas características de finalizador. Em parte, isso acontece pelo brutal momento de forma de Slimani, o jogador que ocupa a posição em que Montero é mais forte e onde não tem sido utilizado. Jorge Jesus explicou tudo e revelou até que tem sacrificado Montero em prol da equipa.

"O Montero tem jogado mais como segundo avançado e eu sei que ele não tem as melhores características para a posição. Mas, face àquilo que a equipa precisa, a maior parte das vezes, ele joga como segundo avançado. Hoje jogou como primeiro e é aí que ele joga melhor. Não se desgasta tanto... ele não é um jogador com muita intensidade de jogo, portanto, como primeiro ele joga no limite em relação à última linha adversária e sabe posicionar-se melhor. Penso que, por esse motivo, jogou melhor hoje. É um jogador com quem contamos e é como lhe disse... na minha cabeça não tenho um onze mas sim 25/26 jogadores. Hoje, o Montero justificou a aposta."

Agora, temos na mão a responsabilidade de passar à próxima fase da Liga Europa, que nos pode dar a possibilidade de chegar a lugares que melhor se adequam a um Clube com a grandeza do Sporting e que podem dar mais oportunidades e minutos de jogo às nossas segundas linhas. Pois, manter toda a gente pronta para ser útil, é tão importante quanto manter o núcleo duro apto.

Assim, o Sporting sobe um lugar no ranking da UEFA (35º) e ultrapassa o CSKA de Moscovo, equipa com quem tinha disputado play-off de acesso à Liga dos Campeões.

Portugal acabou por fazer também uma boa jornada europeia, que lhe permitiu manter o 5º lugar no ranking da UEFA e todas as equipas portuguesas têm neste momento possibilidades de apuramento para a fase seguinte das competições europeias.

Virar a página

Por muito prazer que me dê uma vitória sobre o rival (ou, neste caso, mais uma) ainda para mais vendo o desnorte que este apresenta, só voltarei a pensar no Benfica em Março.

Assim sendo, não acho útil comentar pseudo-polémicas e muito menos as palavras de desespero e falta de auto-crítica do treinador adversário.

O Sporting ganhou com justiça, foi melhor, e é tempo de todos virarmos a página.

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Seguem-se dois jogos para competições diferentes e o foco não deve ser alterado. Sendo ambos importantes, a recepção ao Belenenses, de hoje a oito dias, assume contornos mais relevantes, por se tratar do nosso principal objectivo.

Assim sendo, espero mais um jogo da Liga Europa pensado a dois tempos, com o foco em Moscovo mas sem ignorar o jogo com o Belém.

O Sporting precisa de vencer em Moscovo para passar à fase seguinte e se há quem pense que o melhor será saltar já fora das competições europeias, eu discordo.

Nem é pelo prestígio da prova (que é pouco ou nenhum), ou pelo ranking da UEFA, mas sim pela possibilidade que, mais dois jogos em Fevereiro, nos dão de manter toda a gente em condições óptimas de ajudar.

Este jogo frente ao Lokomotiv deve ser encarado da mesma forma que os que o antecederam nesta competição, embora eu fizesse aquilo que acho que Jesus já devia ter feito na Albânia; a equipa é para rodar, mas não os onze.

É importante gerir o esforço de Ewerton, Adrien, Ruiz, Jefferson e Slimani, tendo em vista o jogo de segunda-feira e, por isso, eram estes que pouparia.

Rui Patrício não poderá jogar por castigo e já estaremos a mudar mais de meia equipa. Boeck deverá ser o escolhido.

Paulo Oliveira não esteve nas selecções e estará menos fatigado. Por mim, faria dupla com Naldo, que precisa de continuar a jogar.

Esgaio e Jonathan ocupariam os lugares que já vêm sendo seus na Liga Europa e William e Aquilani tomariam conta do meio-campo.

Gelson merece dar continuidade à boa exibição no derby e deverá ter a companhia de Mané ou Matheus, consoante as condições físicas do português, que regressou tocado da selecção de sub-21.

Na frente, Montero e Teo Gutiérrez.

Parece-me um onze equilibrado e suficientemente forte para vencer e gerir o esforço dos mais fatigados.

Depois, guardaremos a decisão final para o jogo em casa, frente ao Besiktas.

Arouca 0-1 SPORTING CP: Arrancada a ferros

Recepção sublime de Montero, após não menos sublime passe de Ruiz. O toque que retira da jogada o defensor do Arouca só podia ter saído daqueles pés mas o remate foi tão mau que não podia ser melhor...Slimani estava lá, no sítio certo, como em tantas outras vezes, a mostrar porque deve estar sempre em campo.

Curioso que nem um nem outro fizeram um bom jogo. Slimani fez um jogo fraco e Montero nunca conseguiu acrescentar aquilo que se esperava. No entanto, um porque tem grande classe e enorme qualidade técnica e o outro porque tem um enorme coração e não dá um lance por perdido, estavam lá para nos dar os três pontos.

Ruiz...foi talvez o melhor em campo. Sempre tranquilo, escolheu quase sempre a melhor opção de passe, mesmo que isso implicasse ter de recuar e construir de novo. O costa-riquenho parece fazer quase tudo devagar mas faz tudo bem!

O jogo teve tudo o que se esperava: intensidade, um Arouca em bloco baixo e um Sporting com dificuldades em penetrar nesse bloco.

Só muito crer e, porque não, a estrelinha de campeão que há anos não nos acompanha tornaram possível mais uma vitória na qual, confesso, acreditei sempre.

Jogo difícil para Cosme Machado. O relvado em péssimas condições tornou ainda mais intensos os duelos e nem sempre esteve bem no capítulo técnico. Foram várias as faltas não assinaladas, sobretudo a favor do Sporting mas há também um lance que me suscita dúvidas na grande área do Rui Patrício: Naldo derruba inadvertidamente um jogador do Arouca que me parece aproveitar-se da escorregadela do defesa brasileiro. Confesso que permaneço com dúvidas mas, pelo que já li, a maior parte das opiniões de árbitros é favorável à decisão de Cosme Machado. Aceito a decisão, como aceitaria caso fosse assinalada a grande penalidade que, convenhamos, ainda teria de ser convertida para que tivesse influência no resultado final. No capítulo disciplinar, também me parece errada a expulsão de Naldo, que o afastará do jogo da Taça de Portugal.

Espero que Jefferson recupere a tempo do próximo jogo mas tenho confiança em Jonathan.

No final, mantivemos a distância para os mais directos perseguidores e continuamos firmes e fortes na frente.

Muitos ou poucos, os adeptos fizeram-se ouvir desde o primeiro ao último minuto e ajudaram a empurrar a equipa para a frente. Esta vitória também é deles...nossa!

Hoje joga o Sporting

Já ontem falei um pouco do jogo de hoje, daquilo que me parece ser a actualidade do nosso futebol e do que espero para mais logo.

Naturalmente, espero uma inversão da imagem deixada no jogo em casa, frente ao Lokomotiv.

Espero uma equipa motivada por um ambiente deveras adverso e empolgante.

Espero alterações no 'onze', que Jesus já prometeu e que em nada comprometerão o objectivo principal, que é o jogo de domingo para o campeonato.

Ainda que, no discurso do treinador, a Liga Europa pareça uma competição apenas para rodar a equipa, não podemos esquecer o prestígio e a imagem que deve deixar-se sempre que o Sporting se apresenta numa competição europeia.

A nossa história nada menos exige do que a vitória em cada jogo e acredito que os jogadores que subirão ao relvado só terão em mente os três pontos.

Mais do que simples rotação, espero que os menos utilizados encarem o jogo como uma verdadeira oportunidade de mostrar serviço.

Temos alguns dos habituais titulares longe do melhor momento de forma e esta é a melhor altura para marcar posição.

Anseio por ver Jonathan jogar, tenho saudades de William, confio em Mané e Gelson, quero ver a classe de Montero e, pelas palavras de Jesus na antevisão, 'cheira-me' que podemos ter Tanaka.

Matheus terá, quase de certeza, os primeiros minutos pela equipa principal e espero que os encare com seriedade e vontade de mostrar o seu enorme talento. Já agora, dava jeito que fosse lançado com um resultado favorável, pois dá sempre outra tranquilidade.

Jogue quem jogar, espero vencer e ter novamente o prazer de ver o Sporting jogar bom futebol, algo com que não temos sido presenteados ultimamente, pois as exibições têm sido sofríveis.

SPOOOOOOOOOOOOOOOOORTING!

Dúvidas

Pese embora o facto do Sporting ser um dos primeiros classificados do campeonato português, não tenho a mínima dúvida que a cabeça de Jorge Jesus está neste momento 'a mil' e cheia de dúvidas.

Porque a equipa não segue em crescendo.

Porque perdeu uma das melhores (na verdade, a melhor) individualidades.

Porque aquele que é, assumidamente, o seu primeiro avançado é o que menos rende.

Porque temos vários jogadores em sub-rendimento.

Porque as segundas-linhas ou não têm correspondido ou não têm a mesma qualidade das primeiras escolhas.

Porque o próprio Jorge Jesus tem feito más opções, por vezes nos momentos errados.

Não duvido que, hoje, JJ não é o mesmo homem confiante e seguro do início de época. Tenho quase a certeza que muito do que tem sido feito foi questionado e ainda bem que assim é.

Assumo que Jesus tem as suas preferências para o modelo de jogo que preconiza e que tem sido difícil prescindir de alguns elementos por achar que são os melhores, mesmo que no campo estes não correspondam

Em última instância, diria que Jorge Jesus possa estar a ser algo teimoso.

Jefferson atravessa um momento de forma miserável.

Está difícil descobrir quem será o melhor par para o meio campo e o regresso de William traz mais dúvidas que certezas.

Ruiz está lento de processos e demasiado previsível.

Na frente, Slimani é o favorito mas o trabalho de desgaste do argelino e a sua entrega não parecem suprir as lacunas do seu jogo ofensivo. Além disso, mostra-se pouco eficaz e, a verdade, é que nenhum parceiro parece assentar-lhe que nem uma luva, começando a ser útil questionar se o problema não será dele. Neste momento, para além dos colegas de sector, até Mané precisa de menos tempo para marcar e tem a mesma influência em lances de golo.

Assim sendo e não colocando nunca de parte o objectivo para o jogo de amanhã que, naturalmente, passa pela vitória e pelo amealhar dos três pontos, isto seria o que eu faria com aqueles que Jesus convocou.

Devo apenas dizer que acho que o onze testado não deve ser mais uma revolução mas sim um verdadeiro teste para domingo.

Patrício nem é questão. É ele e mais dez!

Tendo em conta que não há ainda um indiscutível à direita, a minha opção seria Esgaio. Porque ataca melhor e porque o jogo de domingo é em casa.

Se Ewerton estiver em condições físicas, deve formar dupla com Naldo. Se a sua chamada apenas se deve à indisponibilidade de Paulo Oliveira, que jogue Tobias.

Jonathan tem de ser titular. Jeff tem sido um sonâmbulo a defender e uma nódoa a atacar.

Se William está em condições, deve jogar e, atendendo ao momento de forma, mais do que às características, Adrien Silva é o único com capacidade para suportar um William a ganhar ritmo.

Gelson tem sido opção consistente e é para manter. Não é tempo de lhe retirar confiança.

Ruiz deve dar lugar a Mané que, pelo menos, é mais rápido e define melhor na hora de visar a baliza. Além disso acho útil explorar o entendimento de Mané com Montero.

Como já perceberam, Montero tem de jogar. Porque é aquele que menos tempo precisa para encontrar o golo e porque é o mais inteligente e mais dotado tecnicamente. No fundo, porque é o nosso melhor avançado.

Mesmo que Teo não pareça estar no melhor momento de forma, acho que está por testar o seu entendimento com o compatriota.

Boeck, João Pereira, Ewerton, Aquilani, Matheus, Ruiz e Slimani iriam para o banco, tendo o argelino a tarefa que melhor lhe assenta, a de 'abre-latas', no caso do jogo pedir um jogo mais directo. Matheus, seria o desequilibrador que faltou no Bessa e que, na bancada, se viu impossibilitado de dar o seu contributo.

Claro que não é isto que eu penso que Jesus fará mas é aquilo que, à luz do que tenho acesso (pois não treino com os jogadores), me parece o melhor para a equipa.

Escolha quem escolher, espero um resultado e uma imagem diferentes daquilo que mostrámos em casa, frente aos russos.

Deixem jogar o Mané

Carlos Mané é, neste momento, um dos jogadores do Sporting mais subvalorizados.

Na sombra de Carrillo, tem agora hipóteses de marcar posição e cimentar o seu lugar entre as primeiras escolhas.

Parece-me evidente que Mané tem evoluído de forma gradual e vem mostrando esta época melhorias naquela que continuava a ser a sua maior deficiência: a tomada de decisão.

As duas assistências nos últimos dois jogos são indicador claro do seu maior critério na hora de soltar a bola.

A meu ver, o maior problema de Mané era, mais do que a tomada de decisão, a gestão das expectativas criadas à sua volta.

Alinhando como extremo, acho que sentia que devia ser mais criativo, arriscando mais vezes o duelo individual.

Hoje, percebe que a melhor opção é aquela que mais facilmente o aproxima do sucesso e não a que levanta mais adeptos da cadeira.

Mané deixou de se preocupar em jogar para a bancada e joga agora apenas e só para o colectivo. Devo ressalvar que isto não é uma crítica, pois não acho Mané um exibicionista. Apenas tem a ver com a tal gestão de expectativas de que já falei e até mesmo do histórico e das características dos extremos mais promissores da nossa 'cantera'.

É importante recordar que Mané não é extremo de formação e que foram muitas mais as vezes que actuou como ponta-de-lança do que as que o fez numa das alas.

Resgatado à equipa B em outubro de 2013, relembro que não tem ainda dois anos completos na equipa principal. No entanto, os seus números e influência directa nos golos rivalizam com qualquer um dos colegas de sector e não ficam a dever muito aos avançados do plantel.

São 69 jogos, 14 golos e 10 assistências em pouco menos de dois anos.

Por exemplo, os números de André Carrillo (o extremo mais valioso do plantel) nas duas primeiras temporadas ao serviço do Sporting, não foram melhores: 77 jogos, 6 golos e 13 assistências. E, mesmo comparando com as duas últimas temporadas (as melhores de Carrillo), Mané não fica nada mal na fotografia: 78 jogos, 9 golos e 21 assistências.

Vejam abaixo o quadro comparativo entre os avançados e imaginem o que pode ser Mané numa das posições da frente de ataque.

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(clicar na imagem para ver melhor)

Dito isto, Jorge, deixa lá jogar o Mané e um dia destes, nem que seja na Taça da Liga, deixa que faça dupla com Montero na frente de ataque.

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