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Grande Artista e Goleador

De Bragança a Lisboa...

...são apenas uns minutos de distância.

Basta partir de Alcochete com Daniel Bragança e deixá-lo a brilhar no Estádio José Alvalade.

 

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Visto que a next big thing preparada para esta época resolveu "dar à sola" (acertei no talento, pelo menos), para mim, Bragança é o homem que se segue.

Desde os iniciados que o sigo com atenção e nunca me saiu da mira. Inacreditável como tanto talento, inteligência e maturidade tiveram tão poucas internacionalizações e como passou por todos os escalões de formação sem queimar etapas. Já devia ter feito toda a época passada na equipa B, apenas para eliminar algum tipo de desconfiança.

 

Bragança é talento puro mas, mais do que isso, é inteligência em movimento. Exímio a ocupar os espaços defensivamente, lesto no desarme, inteligente a criar linhas de passe e seguro na execução. Falta-lhe crescer fisicamente e ganhar a tal intensidade que só a jogar com os melhores se ganha. Falta decidir melhor dentro da área adversária (onde chega com qualidade e critério), visto que não tem a melhor meia-distância. 

 

Num momento em que está difícil encontrar um "6" que faça esquecer William Carvalho, a promoção de Daniel Bragança seria para mim a solução óbvia e imediata, como já havia referido na publicação do início da pré-temporada.

Petrovic e Misic não me convencem, Wendel não me parece ser um "6", Battaglia tem características diferentes e Gudelj levará umas semanas a estar nas melhores condições físicas.

Bem sei que Miguel Luís já trabalha actualmente com a equipa principal e possa, por isso, partir à frente de Bragança mas são jogadores muito diferentes (bastante complementares, até).

É um "6" que nós precisamos agora e acho que este devia ser o momento de ter coragem e lançar um jovem cheio de qualidade, maturidade e espírito de liderança.

Bragança tem tudo para dar certo e basta olhar para outros clubes do nosso campeonato para perceber que a idade não conta, quando se trata de lançar os melhores.

 

Nota final: naturalmente, não quero com isto dizer que o Daniel seria titular de caras e para o resto da época mas parece-me claramente uma opção a considerar, sem qualquer tipo de reservas (ainda anteontem o provou mais uma vez, sendo que pode e sabe fazer ainda muito melhor).

Scout Report (janeiro 2017)

 

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Uma reflexão sobre as modalidades

Ecletismo e formação são as pedras basilares do nosso Clube. A maior parte das nossas modalidades mais representativas são hoje alvo de um forte investimento que tantas vitórias nos têm dado mas esse investimento tem algo mais para além do retorno positivo das vitórias; há também o reverso da medalha, que se reflecte na maior dificuldade em integrar os atletas da formação nas nossas equipas seniores.

 

Há que avaliar duas vertentes; será o investimento (e consequente aumento de qualidade) que trava a afirmação dos nossos atletas mais jovens ou somos nós que não os preparámos suficientemente bem para que cheguem ao topo com maiores capacidades para se imporem?

Ambas as coisas estão, a meu ver, interligadas e acho que o investimento nas modalidades, do qual sou defensor, se deve reflectir no seu todo e não apenas no topo da pirâmide.

 

Vem esta reflexão a propósito de algumas situações pontuais que verifico, enquanto sócio atento às nossas modalidades.

Não acho sustentável que o projecto do voleibol continue a ignorar a vertente formativa. O projecto faz sentido, veio enriquecer o universo das modalidades e, felizmente, o Museu do Sporting, mas não podemos pensar apenas no presente.

Tanto no feminino como no masculino, o Sporting tem de apostar na formação de atletas que possam no futuro abastecer as suas equipas seniores.

 

Comecei pelo voleibol mas este "apontamento" vem a reboque de uma situação que me tem preocupado, desde há uns dois/três anos e que até acho que já antes aflorei; a formação do nosso atletismo, que é a modalidade do Sporting mais titulada e, entre as históricas, uma das mais queridas dos sócios e adeptos.

Entendo os constrangimentos da formação até aos sub-18. Não sendo um expert na matéria, arrogo-me a descortinar um dos motivos que levam a que o Sporting não tenha um único representante nos campeonatos da Europa de sub-18; os atletas praticam a modalidade sobretudo a nível local e, na maior parte dos casos, só chegam ao radar dos "grandes" quando os atletas ingressam na universidade. Claro que isto não impede que, em Lisboa, hajam talentos com potencial que o Sporting possa integrar desde cedo mas continua a parecer-me que meios menos populosos potenciam mais a prática da modalidade que o meio urbano.

 

Entendo que, hoje, a representatividade do atletismo não seja a mesma de há uns anos, fruto da evolução de algumas modalidades, do aparecimento de outras e do menor espaço mediático do atletismo em Portugal. Assim sendo, vemos a modalidade fora do top 10 de federados no país, num momento em que a vertente amadora até se tem alastrado pelo país.

Há que reforçar o scouting, descobrir talento o mais cedo possível e tentar potenciá-lo, fazendo do atletismo uma modalidade de referência no nosso país, como já foi no passado.

 

Depois de divagar um pouco sobre as causas, chego à consequência que me parece mais preocupante. O Sporting, para além de não estar representado nos europeus de sub-18, não tem também um único atleta em representação de Portugal nos campeonatos do Mundo de sub-20.

É nesta idade que devemos, também, investir. Trazer para junto de nós os melhores do país, permitir que cresçam com o nosso "know-how" e evoluam num ambiente de treino de maior competitividade.

É nesta faixa etária que devemos aperfeiçoar as lacunas que, dentro dos meus conhecimentos, me parecem as maiores. Projectar parcerias ou protocolos com as universidades pode ser um ponto a favor na hora de decidir entre nós e o nosso maior rival. Tudo deve ser ponderado na hora de captar potencial. Não é negligenciável o valor humano e a experiência adquirida de grandes nomes da modalidade, como Carlos Lopes, Fernando Mamede, Francis Obikwelu ou Naide Gomes mas temos de dar tudo na hora de recrutar os melhores.

 

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Iniciados do Sporting são os campeões nacionais 2017/18

 

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Juvenis do Sporting são bi-campeões nacionais de futsal

 

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Os maiores destaques do fim-de-semana

ATLETISMO DO SPORTING CP É NOVAMENTE CAMPEÃO DA EUROPA DE CLUBES FEMININO EM PISTA


Foto de Sporting Clube de Portugal.

 

RUGBY FEMININO É BI-CAMPEÃO NACIONAL DE SEVENS

 

Foto de Sporting Rugby.

 

FUTEBOL FEMININO JUNTA TAÇA DE PORTUGAL AO CAMPEONATO E À SUPERTAÇA

 

Foto de Sporting Clube de Portugal - Futebol Feminino.

 

VOLEIBOL FEMININO SAGROU-SE CAMPEÃO NACIONAL DA 3ª DIVISÃO, NO ANO DE ESTREIA

 

Foto de Federação Portuguesa de Voleibol.

 

O BILHAR TEVE UM FIM-DE-SEMANA VITORIOSO. JOÃO GRILO VENCEU INDIVIDUALMENTE O CAMPEONATO E A TAÇA DE PORTUGAL 

 

Foto de Federação Portuguesa de Bilhar.

 

A EQUIPA DE JUVENIS B SAGROU-SE CAMPEÃ DA DIVISÃO DE HONRA DA ASSOCIAÇÃO DE FUTEBOL DE LISBOA

 

 

INFANTIS FEMININAS VENCEM FESTA DO FUTEBOL FEMININO, DEPOIS DE UMA ÉPOCA DE APRENDIZAGEM ENTRE RAPAZES

 

 

NO FUTSAL, AS INICIADAS FEMININAS JUNTARAM O TORNEIO EXTRAORDINÁRIO À CONQUISTA DO CAMPEONATO DISTRITAL


Foto de Sporting Clube de Portugal - Futsal.

 

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Uma competição sem campeão e um título para revalidar

Realizou-se anteontem o sorteio da taça nacional de juvenis em futebol feminino. Uma competição que junta os vencedores dos campeonatos regionais, com vista a encontrar a melhor equipa nacional do escalão.

Estarão representados os campeões das associações do Porto, Viana do Castelo, Vila Real, Braga, Aveiro, Viseu, Guarda, Coimbra, Leiria, Setúbal e Beja. Mas não só...

A competição juntará onze campeões distritais e cinco equipas convidadas, quando no ano passado a competição se circunscreveu a nove equipas (a intenção seria alargar para doze, este ano).

Porque é que isto acontece? Conheçam a história...

 

A equipa de juvenis do Sporting estava a disputar o título de campeão distrital, taco a taco, com o Casa Pia mas o jogo decisivo entre ambas as equipas foi adiado duas vezes e continua sem marcação à vista após um mês.

Tudo isto aconteceu porque o Sporting jogou o jogo da primeira volta, em Pina Manique, sob protesto.

O motivo? 

O Casa Pia incluiu treze jogadoras na ficha de jogo, quando o regulamento só permitia a presença de doze.

O árbitro deu ordens para se jogar e o Sporting, que acabaria por perder 2-0, formalizou o protesto já anunciado antes do encontro, entregando o processo ao gabinete jurídico do Clube.

 

Passado um mês, a Associação de Futebol de Lisboa (AFL) resolveu arquivar o processo por falta de aprovação do dito regulamento em assembleia geral, ficando a regra das doze jogadoras sem efeito, passando a ser permitidas quinze, como acontece nas competições masculinas.

Isto pode parecer preciosismo da nossa parte mas, tendo em conta que sempre se pôde jogar com quinze jogadoras, o Sporting passou toda a temporada a deixar de fora três que poderiam ter jogado mais e evoluído.

Este regulamento havia sido decidido uma semana antes do início das competições, pelo que o Sporting o tomou como válido.

 

Voltando ao jogo em falta, o Sporting tudo fez para o disputar, mesmo sabendo que teria de vencer por três golos de diferença para se sagrar campeão distrital.

Importa realçar que o Casa Pia se alheou de todo o processo, não fazendo qualquer esforço para encerrar um campeonato que poderia ter vencido mesmo que perdesse o jogo que falta disputar.

Neste momento, devido ao calendário já definido da festa do futebol feminino e da taça nacional, o mais provável é que o jogo nunca se realize e não seja atribuído o título de campeão distrital.

 

A solução encontrada pela Federação Portuguesa de Futebol passou por convidar ambas as equipas (Sporting e Casa Pia) a participar na Taça Nacional, estendendo o convite a três equipas das associações de Porto, Braga e Viseu, formando assim quatro grupos em vez de três.

 

Primeira conclusão: há cinco equipas que podem vencer uma competição para a qual não se apuraram;

Segunda conclusão: o Sporting viu-se privado de defender o título distrital alcançado no ano passado;

Terceira conclusão: o Casa Pia preferiu a decisão fácil de ganhar o direito a competir na taça nacional sem ter de disputar um jogo decisivo;

Quarta conclusão: os objectivos desportivos das equipas foram completamente desprezados pela AFL, que chutou para canto uma decisão que se limitava à marcação de um jogo que estava calendarizado e em atraso.

 

Que isto sirva de exemplo e não se volte a passar no futuro (consta que não foi a primeira vez).

Quanto ao Sporting, começará dia 31 a disputar a primeira fase da Taça Nacional e a lutar por revalidar o título alcançado no ano passado.

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Destaque a quem o merece

Sexta taça de Portugal de futsal da história do Sporting Clube de Portugal. Sétimo título nacional em dez possíveis, nas últimas três temporadas e hegemonia na modalidade (resumos - 1/4 final1/2 final / final).

 

Segunda época desde o regresso do futebol feminino / cem por cento dos títulos conquistados.

Este fim-de-semana a equipa orientada por Nuno Cristóvão carimbou o passaporte para mais uma final da Taça de Portugal, com um esclarecedor 1-6, em casa do Estoril (resumos - link1 / link2).

 

Sub-14 Campeões.jpg

O Sporting é o novo campeão distrital de iniciados C1 (sub-14) e sucede ao Sacavenense, campeão na época passada.

Importa realçar a excelência desta geração, que tem vencido todas as competições onde entrou, competindo no escalão sub-14 com um grupo totalmente composto por atletas sub-13.

Com duas equipas a disputar duas das quatro séries, o Sporting venceu ambas com 59 vitórias e uma derrota em 60 encontros.

Este fim-de-semana, na impossibilidade de apresentar as duas equipas na fase final, o plantel que se apresentou na disputa do título venceu a Escola Academia Sporting do Turcifal, por 4-0, na meia-final e a Escola de Futebol "Os Belenenses" de Odivelas na final, por 2-0.

Este título sucede à conquista no mediático torneio internacional da Pontinha.

 

As nossas infantis femininas terminaram a temporada neste fim-de-semana e obtiveram a décima vitória em vinte e quatro encontros, num projecto ímpar em que competiram num campeonato masculino.

A época terminou com uma vitória espectacular em casa do Oriental (2-4), terceiro classificado que até este fim-de-semana tinha apenas três derrotas em toda a competição.

As nossas meninas terminaram em oitavo lugar num conjunto de treze equipas e deram um passo importante rumo a um futuro brilhante.

 

* * * * *

 

Estes são os meus quatro destaques deste fim-de-semana que, no geral, não foi positivo para o clube mas que, felizmente, nos permite sempre exultar com conquistas.

Relativamente ao futebol sénior, nem uma eventual conquista da taça de Portugal ameniza mais uma época falhada. Era mais importante o segundo lugar do que levantar o caneco no Jamor.

 

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O triste fim da equipa B

Consumada que está a decisão de acabar com a equipa B em prol da criação de uma equipa sub-23, é tempo de fazer o balanço e calcular os possíveis efeitos desta decisão (ainda não comunicada oficialmente).

 

Balanço claramente negativo de uma equipa que, pese embora a perspectiva de ser o último ano, podia e devia ter saído da Ledman LigaPro com algum brio. A saída acabará assim por se fazer pela porta pequena, com uma desprestigiante descida de divisão que acabará por se diluir na extinção da equipa.

Não é possível isentar de culpas o treinador do escalão secundário. Pese embora a falta de qualidade e/ou inexperiência em boa parte do plantel, Luís Martins tinha obrigação de fazer melhor.

O Sporting B acabará a temporada com o estatuto indesejável de pior defesa do campeonato e há vários motivos para que isso aconteça; falta de organização defensiva, falta de estabilidade no onze (com efeitos mais negativos no sector recuado) e os erros individuais, que podem ser mais uma consequência dos dois factores anteriores do que, por si só, um dos motivos do insucesso.

 

Em 51 encontros à frente da equipa B, Luís Martins liderou uma equipa que não foi além das 18 vitórias (35%). Não sei se o acumular de funções prejudicou a sua prestação enquanto treinador mas sei que as coisas não melhoraram relativamente ao que se verificava com João de Deus, pessoa que nunca identifiquei como parte do problema do nosso segundo escalão profissional.

Em 110 encontros como líder da equipa B, João de Deus ajudou a obter 43 vitórias (39%). Acrescento que as 40 derrotas (36%) na "era" João de Deus não diferem em muito das 20 (39%) desde que Luís Martins assumiu o cargo de treinador.

 

Mesmo com ligeiro ascendente para o trabalho de João de Deus, no que aos resultados diz respeito, é justo dizer que o problema da equipa B, nos últimos anos, nunca esteve circunscrito à qualidade dos treinadores ou dos respectivos plantéis mas sim a um défice de planeamento.

Plantéis com bem mais de 30 jogadores nunca facilitam o trabalho dos treinadores nem beneficiam a performance dos jogadores. Se tivermos em conta que a maior parte dos contratados não apresentam qualidade evidente que seja possível vislumbrar uma subida à equipa principal, torna-se inevitável questionar o porquê de fazerem parte do plantel.

Parece-me legítimo que se questione o porquê da vinda de muitos dos jogadores, estrangeiros mas não só. Será que é o preço a pagar pela relação privilegiada com este ou aquele empresário ou empresa de agenciamento? Simples erros de scouting? Podia fazer mais algumas perguntas mas parece-me que muitos não vieram pela sua qualidade ou potencial futebolístico.

 

Seja como for, o mal está feito. A pergunta que agora faço é; o que vem mudar com a criação de uma equipa sub-23? Respondo, em vez de aguardar pela resposta. Nada!

Excluíndo Ary Papel, o actual plantel já tem idade sub-23 e, previsivelmente, grande parte destes atletas transitarão para o novo projecto.

Por falar em projecto, compreendo as reticências do FC Porto em avançar para o campeonato sub-23. Não só porque se têm dado bem no modelo actual mas também porque a criação de um escalão intermédio entre os juniores e os seniores virá privar os atletas de algumas dificuldades potenciadoras do seu crescimento, que podem ser encontradas no contexto actual da segunda liga.

 

Entendo que há a necessidade de, em muitos casos, dar mais um/dois anos de maturação a um jogador que acabe de subir dos juniores. O choque com a realidade do futebol sénior (mais ainda no profissional) é forte e alguns não aguentam o embate. Facilmente se passa de bestial a besta, de uma potencial estrela a uma desilusão.

Posto isto e porque é uma conversa que vem dos meus tempos de jogador, questiono se não seria mais benéfico alargar o escalão júnior para sub-20 (actualmente é sub-19), permitindo assim aos menos preparados um ano mais de processo formativo que potencie depois o processo integrativo nos campeonatos profissionais.

É minha convicção que os atletas com 22 anos que disputem o campeonato sub-23 o farão, na sua grande maioria por não apresentarem qualidade para jogar ao mais alto nível e que, por isso, acabarão por nivelar por baixo a qualidade, limitando a evolução de jogadores mais jovens com potencial para outros voos.

Acho que está na hora de deixar de usar as equipas secundárias (sejam elas B's ou sub-23) como depósito de excedentes dos empresários e das equipas principais. Os jogadores precisam que se aposte neles e se tente fazer deles o melhor possível. É também disso que se faz o sucesso de um departamento de formação.

 

Ninguém me tira da cabeça que a saída das equipas B da Ledman LigaPro se deve mais à urgente redução de equipas da competição (que aumenta os custos anuais das equipas que lutam por objectivos desportivos reais) do que a qualquer outro motivo. A criação de um escalão que integre precisamente esses jogadores, de certa forma, valida a minha teoria. Desportivamente, não vejo grandes vantagens neste novo projecto, que mais não vai ser do que aquilo que já existia, noutro contexto competitivo.

 

No caso do Sporting, que é o que me interessa, acho mais importante lutar pelo alargamento aos três anos do escalão júnior, reduzindo custos com a dispensa de jogadores não quais não vejamos futuro ou evolução que sustente a continuação da aposta. Paralelamente a isto, há que potenciar a integração dos mesmos em equipas dos primeiros dois escalões nacionais, aumentando assim a quota de formados em Alcochete nos campeonatos profissionais.

Os menos maduros, teriam assim mais um ano para continuar o processo formativo e os restantes ficariam entre dispensas (podiam até ser colocados e clubes com uma cláusula de recompra), empréstimos e apostas para o plantel principal.

O desejável seria que o conjunto de jogadores com contrato profissional em idade sénior diminuísse para 40/50, em vez dos actuais 60/70.

 

Provavelmente as decisões já estão tomadas e não será agora, em cima do final da época mas também da preparação da próxima que estarão em cima da mesa novas abordagens ao tema mas espero que este contributo seja benéfico para a discussão.

 

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Hoje joga o Sporting

Hoje é dia de futebol em dose dupla. 

Às 17 horas os juniores jogam na Áustria a continuidade na Youth League, frente ao Red Bull Salzburg, detentor do troféu e mais tarde, às 20:15 horas, a equipa principal mede forças com o Porto, no Dragão, num jogo a contar para a primeira mão da meia-final da Taça de Portugal.

 

Tiago Fernandes já escolheu o onze que vai defrontar os austríacos e a novidade é o regresso de Rafael Leão à competição, após várias semanas de ausência, fruto de uma lesão num jogo da equipa B, diante do Benfica.

Luís Maximiano, João Oliveira, Tiago Djaló, João Goulart, Thierry Correia, Daniel Bragança, Bruno Paz, Miguel Luís, Tomás Silva e Elves Baldé farão companhia ao já mencionado Leão.

A eliminatória disputa-se em 90 minutos, com possibilidade de desempate através da marcação de grandes-penalidades.

 

Jesus não abriu o jogo para mais logo e lançou uma convocatória com 24 nomes, onde fica no ar o espectro do regresso de Gelson Martins às opções. O importante é não apressar as coisas, pois vêm aí objectivos muito importantes e tudo o que não precisamos é de uma recaída do extremo da nossa "cantera".

Claro que o jogo de hoje é importante mas nada se decide nestes 90 minutos. É fundamental sair do Porto com a eliminatória em aberto para que depois tenhamos a possibilidade de fechar o apuramento em nossa casa. Não perder é fundamental e só uma goleada fará do Jamor uma miragem. 

Eu acredito numa vitória pela margem mínima.

 

Quanto ao histórico na Taça de Portugal, quase dá empate técnico.

37 jogos, 12 vitórias, 12 empates, 13 derrotas. 50 golos marcados e 53 sofridos.

Foram mais as vezes que fomos eliminados do que as que passámos à eliminatória seguinte (fora as finais, onde há duas vitórias para cada lado) mas o equilíbrio é evidente, com a realização de sete jogos de desempate, quer em eliminatória a uma ou duas mãos ou mesmo em finais.

 

Há depois, também, o factor anímico. O Porto empatou dois dos últimos três jogos e o empate com o Sporting acabou por ditar o afastamento da Taça da Liga. Já o Sporting só venceu um dos últimos cinco jogos, apesar de ter conquistado um troféu pelo meio.

Uma vitória hoje, para qualquer dos lados, dará um ligeiro ascendente psicológico e quebrará uma série de empates entre ambas as equipas nesta temporada.

Vamos lá, leões!

 

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A incessante procura pela última coca-cola do deserto

Estávamos quase em Novembro quando o João Novais foi titular pela primeira vez esta época. Foi contra o Sporting e, aproveitando a deixa do Chico, que não podia jogar, foi um dos melhores em campo..
 
Até lá, só tinha jogado 55 minutos, divididos em 6 jogos.
 
Daí para cá foram 11 titularidades em 12 jogos, 893 minutos jogados e 9 golos marcados, a maioria deles de belo efeito e 3 deles na sequência da marcação exemplar de livres directos (algo raro e muito valioso, sobretudo no nosso campeonato).
 
1 golo a cada 99 minutos. Um médio com números de ponta-de-lança (e não serão de um ponta-de-lança qualquer).
 
Claro que isto será uma fase. O Novais, que tinha 7 golos em toda a carreira como sénior, tem apenas 24 anos e pulverizou todos os seus números numa sequência de oportunidades que não desperdiçou. Não vai ser sempre assim mas, se Miguel Cardoso não lhe tem dado aquela oportunidade e lhe tem dado continuidade, ninguém saberia quem é o João Novais.
Assim, temos mais um jogador que, de repente, tem todos os olhos em cima de si e vai começar a sentir a pressão. Ainda não soçobrou mas um dia vai quebrar. No entanto, teve o seu espaço para mostrar que tem valor e naquilo em que é melhor.
 
Com 24 anos, tem muito para melhorar, se fizer uma boa gestão da sua carreira.
 
Digo isto não só porque aprecio o jogador mas sobretudo porque isto não se aplica a um único jogador do plantel do Sporting e eu acho isto problemático e motivo de reflexão.
Com base em pouco mais do que treinos, vamos mudar 5 ou 6 peças do elenco. Tudo sem saber que cá tínhamos o nosso "Novais".
 
Jesus usou um núcleo duro de 12 jogadores, que jogaram a maior parte do tempo, sendo que três se encontram num patamar abaixo (Podence, Doumbia e Jonathan).
Destes três jogadores, nenhum teve uma sequência de jogos que lhe permitisse dar aquele salto competitivo, embora cada um deles tenha aportado algo à equipa, pontualmente.
 
Gelson Dala e, provavelmente, Iuri Medeiros e João Palhinha sairão nesta janela de mercado sem se saber se tinham ou não algo a acrescentar ao grupo, mais não fosse para folgar um ou outro dos tais 12 que jogam sempre.
 
Sem colocar em causa o valor de qualquer dos recém-contratados, todos eles vão necessitar de oportunidades e terão de mostrar valor ainda em período de adaptação (sobretudo Wendel e Misic).
Terão em cima deles um peso e uma pressão ainda maior que a que condenou um jogador como Iuri Medeiros, que tinha tudo para ser o nosso "joker", como o Novais tem sido no Rio Ave.
Serão assaltados por uma incrível necessidade de mostrar algo, alargando esse tal núcleo duro onde Palhinha nunca entrou, ficando nós sem saber se ele podia ter sido o melhor substituto para Adrien.
 
Estou no campo das suposições, porque nem Iuri nem Palhinha saíram ainda do Sporting mas estou em crer que isso acontecerá. Alguém terá de sair e as opções são evidentes e têm na utilização dos jogadores um sinal claro.
 
Vamos agora aos reforços...
 
Não conheço Wendel. É mais um "prodígio" vindo do Brasil, a quem auguram grande futuro mas sobre quem cairão, naturalmente, as dúvidas da capacidade de adaptação ao futebol europeu.
A verdade é que o Sporting tem recrutado pessimamente no Brasil. Desde Liédson que não vem um craque de Terras de Vera Cruz. Depois disso, Polga e Rochemback (este, vindo de Barcelona) foram os únicos brasileiros verdadeiramente úteis. Depois destes, a lista de brasileiros que pisou o José Alvalade é deprimente, pese embora um ou outro que nos ajudou de forma pontual.
Tomara que Wendel seja o próximo Liédson e nos ajude tanto como o "Levezinho", mesmo que em tarefas diferentes.
 
Também não conheço Misic. É, tal como Wendel, um jovem mas actuava num campeonato que, embora europeu, não se aproxima sequer da competitividade do "Brasileirão". É uma incógnita total, não terá implicado um grande esforço financeiro e, se parecer tão bom como Ristovski (que também veio do Rijeka) pode ser que...
É internacional croata. Algo que, só por si, não é mau cartão de visita, visto que a Croácia tem uma bela selecção.
No entanto, dou por mim a perguntar porque se renovou com o Palhinha...? É que, por momentos, pareceu que tínhamos intenção de apostar nele.
 
Por fim, Rúben Ribeiro.
Assumo que não tenho grande fezada, não por não reconhecer valor ao jogador mas por um qualquer feeling.
Reconheço que pode trazer coisas boas que, por exemplo, Bryan Ruiz já não traz (e nem vale a pena teimar mais) e, pese embora o pessimismo, há um ponto a favor do Rúben que pode ser determinante. Não necessita de adaptação, não é evidentemente alguém com falta de confiança e, aos 30 anos, terá a oportunidade de ouro que há muito reclama e muitos têm reclamado por ele.
Terá pela frente uma prova de fogo mas também a oportunidade de uma vida, sendo que está, em termos de maturidade, em "ponto de rebuçado".
Reforço; embora pessimista, sei que Ribeiro será útil. A minha dúvida é se será determinante, pois é disso que nós vamos precisar para atacar todas as frentes a que nos propomos. Lá no fundo, sei que ele é capaz. Veremos se concretiza as minhas melhores expectativas. Se o fizer, pode até entrar nas contas para o Mundial, pese embora o conservadorismo de Fernando Santos.
 
Termino regressando à ideia inicial. Estamos na silly season. Todos querem encontrar a última coca-cola do deserto, muitos estão dispostos a loucuras por isso mas, no fim, só há uma e às vezes até a temos na mochila.
Tomara que dê certo, que tomemos as melhores opções e que o resultado da abordagem ao mercado de janeiro não reflicta os mesmos erros de há duas épocas atrás.
 
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SPORTING CP 3-1 Olympiacos: Está garantido o mal menor

"A Liga Europa, para nós, é um mal menor."

 

As palavras são de Jorge Jesus, no final do encontro de ontem e, ao contrário do que muitos possam pensar, não exprimem qualquer desânimo ou desilusão.

Esta frase exprime uma ambição que há mais tempo eu esperava ter visto no Sporting de Jorge Jesus. Já havíamos jogado antes olhos nos olhos com outros tubarões mas nunca se tinha vislumbrado em Jesus esta ambição.

Talvez o tenha dito porque conseguimos ontem o que falhámos no passado. Porque fizemos a nossa obrigação ao garantir seis pontos com a equipa "do nosso campeonato", coisa que não havíamos feito no passado e nos acabou por custar caro. Talvez o tenha dito porque não havia nada a desculpar e porque daqui para a frente o que vier é ganho mas, não posso negar, esta ambição agrada-me. É isto que eu quero continuar a ver no meu Sporting.

Cumprimos o nosso dever com entrega, rigor, determinação e qualidade. Tal como em Atenas foi com naturalidade que chegámos ao 3-0, resultado depois nivelado pelos gregos para números mais coincidentes com aquilo que é a real diferença entre os dois conjuntos.

O Sporting é melhor equipa e mostrou-o ontem, como já havia feito em Atenas. Os três pontos (seis, no confronto directo) são merecidos e, no mínimo, continuaremos a competir na Liga Europa, onde poderemos restituir algum do nosso prestígio e, tão ou mais importante, refazer o nosso ranking, recolocando-nos onde merecemos e queremos estar.

Só assim se evitam equipas como as que temos apanhado nos últimos anos e que tanto nos complicam a vida.

Inevitavelmente é Bas Dost o homem do jogo mas, no geral, todos se exibiram a um nível interessante. Curiosamente, um dos que mais me tem feito suspirar pelo seu regresso terá sido um dos menos bons. William não teve a noite mais feliz, mas não deixou de dar, aqui e ali, um cheirinho da sua qualidade.

Piccini, por tudo o que acrescenta ao nosso jogo na ala e pela segurança que transmite (tal como Coentrão) mas sobretudo por ter iniciado o lance que desbloqueia o jogo, merece-me uma atenção especial, tal como Bruno César, que surpreende nestes jogos europeus pela sua fiabilidade e efectividade que, curiosamente nem sempre revela nos jogos das competições internas.

Gelson e Bruno Fernandes voltaram a assistir colegas para os golos e continuam a ser os principais municiadores da equipa. Com maior eficácia, os números de ambos podiam até ter sido mais relevantes.

O 12º jogador voltou a dizer "presente" e foram mais de 42500 os espectadores no Estádio José Alvalade, num dia cheio e em cheio para o Sporting, que assegurou a presença no playoff de acesso aos oitavos-de-final da Youth League, venceu o primeiro encontro da ronda de elite da UEFA Futsal Cup e acabou o dia a regressar ao primeiro lugar do campeonato nacional de andebol, após vitória tranquila em Águas Santas, com o regresso de Pedro Solha à competição.

 

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O reflexo do lobby na jornada das selecções

Na sequência do post da semana passada (link), sobre as convocatórias para a selecção nacional e apenas por curiosidade, veja-se também a utilização dos jogadores do Sporting convocados para os respectivos escalões.

A publicação não tem como objectivo questionar as opções dos seleccionadores. Se há partida, já são convocados mais de um respectivo clube, é normal que a probabilidade de serem eles a jogar seja maior.

 

SUB-21

Roménia 1-1 PORTUGAL
Pedro Delgado - 90'
Rafael Leão - 31'
Ivanildo Fernandes - 0'
Rafael Barbosa - 0'

PORTUGAL 2-1 Suíça
Pedro Delgado - 66'
Rafael Leão - 0'
Ivanildo Fernandes - 0'
Rafael Barbosa - 0'

 

SUB-20

Polónia 1-2 PORTUGAL
Pedro Marques - 34'
Bruno Paz - 24'
Abdu Conté - 0'

 

SUB-19

(Nota: Para o estágio foram chamados Luís Maximiano, Thierry Correia, Elves Baldé e Miguel Luís. Antes do jogo frente à Espanha e também por influência da integração de alguns jogadores que estiveram ao serviço dos sub-20, Hélio Gomes dispensou Elves Baldé e Miguel Luís, para chamar Pedro Mendes, avançado do Sporting.)
PORTUGAL 2-1 Espanha
Thiarry Correia - 90'
Pedro Mendes - 0'
Luís Maximiano - 0'

 

SUB-17

Inglaterra 3-2 PORTUGAL
Rodrigo Fernandes - 80' (1 golo)
Félix Correia - 33'
Carlos Silva - 0'

Alemanha 1-2 PORTUGAL
Rodrigo Fernandes - 80' 
Félix Correia - 80' (1 golo)
Carlos Silva - 0'

PORTUGAL 5-3 Rússia
Carlos Silva - 80' (1 golo)
Félix Correia - 40' (1 golo)
Rodrigo Fernandes - 0'

 

SUB-16

PORTUGAL 2-1 Bélgica
Bruno Tavares - 90'
Diogo Almeida - 90'
Eduardo Quaresma - 90'
Tiago Ferreira - 90'
João Daniel - 36'
Umaro Baldé - 1'
Daniel Rodrigues - 0'

 

No total, os jogadores do Sporting jogaram 1125 de 2610 minutos (aproximadamente 43% de utilização). 

Destaque para os quatro golos em três jogos, nos sub-17.

 

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Vai, Leão!

Há pelo menos dois anos que sigo atentamente Rafael Leão. Aquele jeito desatento, despreocupado, desleixado, por vezes displicente, nunca escondeu o talento enorme que se percebia a léguas em cada vez que tocava na bola. Nunca a perdia sempre que parecia empenhado na acção levada a cabo. Perdia-a quando a acção lhe parecia demasiado fácil, acessível. Fazia coisas incríveis em situações nada propícias a isso e coisas inacreditáveis quando tinha tudo para dar certo. Coisas de craque.

 

Em 2015/16 já actuava nos juvenis e nos juniores, em ambos de forma inconsistente. Um jogo bom, outro mau, um a titular, outro no banco mas o talento, esse, sempre esteve lá. O trajecto dos craques nem sempre acontece com uma passadeira estendida. Leão precisava constantemente de um "abre-olhos" mas o final de época mostrou o melhor dele, sendo fundamental no título nacional de juvenis, depois de já se ter sagrado campeão da Europa de sub-17, pela selecção nacional portuguesa.

Na época passada, a subida aos juniores fez-se de forma pacífica. Era óbvio que precisava de novos estímulos, de maior e melhor oposição. Aquele era o habitat que precisava. A época nem sempre lhe correu de feição. Alternou a titularidade com o banco e pareceu sempre mais decisivo quando começava o jogo como suplente. A qualidade aparecia mas não era ainda consistente. Faltava foco mas eu continuava a dizer em todo o lado que estava ali a "next big thing" (ainda me posso enganar, mas...).

Mais uma vez, é no final da temporada que se dá o "click". Para mim o definitivo, que indiciava que Leão estava cada vez mais pronto. Os momentos de desconcentração eram cada vez mais raros, já se notava outra atitude competitiva. Rafa deixou de estar apenas a jogar no bairro, frente aos amigos da sua rua.

O prémio surge no final da temporada, com a chamada à equipa B, antes do jogo do título no escalão júnior. Leão estreou-se nos escalões profissionais, entrou aos 68 minutos e 22 minutos depois marcou o golo que daria um empate em Braga. Na semana seguinte estava a festejar no Olival o título de campeão nacional de juniores.

 

Esta temporada, confesso, era de enorme expectativa para mim. Não esperava retrocessos mas tinha receio que acontecessem. Ainda com idade júnior, Rafael Leão estebeleceu-se na equipa B e tem ganho o seu espaço, mesmo que fosse expectável que esse espaço fosse de Pedro Marques. Os jogos da Ledman LigaPro alternam com os da Youth League, onde tem sido determinante na, até ver, boa caminhada do Sporting. As "aparições" no campeonato nacional de juniores são cada vez mais escassas e Leão, mais focado do que nunca em agarrar as oportunidades, cada vez mais olha para cima, para o topo.

A estreia na equipa principal foi uma surpresa mas acaba por acontecer com naturalidade, dadas as circunstâncias. O jogador recebeu um sinal de confiança pelo trabalho desenvolvido e respondeu afirmativamente. Podem contar com ele! Jesus lançou-o na Taça de Portugal, em Oleiros. Entrou aos 70 minutos e aos 86 as redes já tinham abanado. Foi ainda mais rápido a marcar na equipa principal do que na equipa B, onde também leva um interessante registo (5 golos em pouco mais de 500 minutos).

Este fantástico percurso não escapou a Rui Jorge, que o convocou para os sub-21, em reconstrução após duas "fornadas" muito boas. A derrota na Bósnia fez soar alguns alarmes e o ex-lateral esquerdo dos leões, hoje timoneiro da equipa de "esperanças", não tardou em dar um sinal ao grupo. Não há lugares cativos e hoje há um Leão preparado para mostrar que não pára de subir degraus.

 

O céu é o limite! Vamos lá, puto!

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O lobby continua

Desde há uns anos para cá que o Benfica tem dominado as convocatórias das selecções jovens, sobretudo nos sub-20 e inferiores.

Isto acontece sem que seja evidente um patamar de qualidade distinto daquele que os jogadores de outros clubes demonstram.

Seria de esperar, até pelo equilíbrio de valores entre as três formações, que Sporting, Benfica e Porto tivessem um número semelhante de chamadas às selecções jovens, mas não é isso que se verifica. Por um ou outro motivo, as escolhas acabam por recair maioritariamente em atletas do Benfica.

Portugal tem muitos jogadores de valor mas quem olha para as convocatórias das selecções nacionais, assiste a um domínio incompreensível da formação do Benfica relativamente às restantes.

Em semana de selecções, vejamos o panorama actual, desde os sub-17 aos sub-21 (deixarei de fora a selecção principal, pois já se encontra de fora do âmbito do futebol de formação):

Benfica (32 jogadores convocados) 

Sporting (14 jogadores convocados)

Porto (13 jogadores convocados)

A estes jogadores, acrescem 5 jogadores que jogam actualmente noutros clubes mas passaram na formação do Benfica e 3 jogadores no que respeita ao Sporting.

 

É evidente que um jogador com internacionalizações desde os sub-15 ganha um certo estatuto e que a FPF e os seus treinadores terão tendência a acompanhar o seu percurso. É também evidente que um jogador que normalmente não era chamado, vai ter mais dificuldade em sê-lo no futuro, a não ser que se revele um fora-de-série ou, no mínimo, bastante melhor que os que habitualmente são chamados e nos quais já recai uma certa confiança.

Em caso de dúvida, um treinador de formação pode ter a tendência a chamar alguém já habituado às selecções nacionais, em muitos dos casos já com um passado associado aos próprios treinadores, que passam pelos vários escalões de formação da FPF.

 

Voltando ao lobby, parece-me evidente que a formação do Benfica não é assim tão boa que justifique, em apenas quatro escalões (sub-17, sub-19, sub-20 e sub-21), mais 18 chamadas à selecção que atletas do Sporting e 19 que os atletas do Porto.

O lobby é evidente, sobretudo aos olhos de quem, como eu, acompanha o futebol de formação em Portugal.

Objectivamente e sem ponta de "clubite", os jogadores da formação do Benfica não têm uma qualidade tão superior aos do Sporting e do Porto que justifique esta discrepância. Nem vou aqui discutir se, no geral, há mais ou menos qualidade num lado ou noutro, até porque só conheço de forma mais aprofundada a formação do Sporting. Mas vejo os jogos, alguns deles entre estas três equipas...

A verdade é que os jogadores do Benfica nem sequer apresentam resultados colectivos que justifiquem chamadas em massa às selecções.

 

Nos últimos dez anos, o Benfica tem um título de juniores (o Sporting tem cinco e o Porto três), quatro de juvenis (o Sporting tem dois e o Porto três) e seis de iniciados (o Sporting tem três e o Porto um).

Benfica (11 títulos)

Sporting (10 títulos)

Porto (7 títulos)

Era, de facto, mais lógico que estes números se reflectissem minimamente nas convocatórias às selecções nacionais.

 

Porque quero defender a minha dama, vou apenas enumerar alguns jogadores do Sporting que julgo terem valor mais do que suficiente para fazer parte das selecções, mas não foram chamados (alguns nunca foram e outros há muito tempo que não o são).

Pedro Silva, Tiago Djaló, Bubacar Djaló, Pedro Ferreira, João Ricciuli, Daniel Bragança, Bernardo Sousa, Diogo Brás, Gonçalo Costa, Diogo Almeida, Eduardo Quaresma, Umaro Baldé, Félix Correia, Daniel Rodrigues, Jorge Ferreira e Bruno Tavares, só para citar alguns dos jogadores da nossa formação que não foram chamados aos trabalhos das selecções e têm valor para lá estar.

Excepto Ricciuli (que tem dupla nacionalidade) e Jorge Ferreira (chegado este ano, vindo do Vitória SC), todos têm um passado nas selecções nacionais. Um ou outro, entendo que não seja chamado, por ter menos tempo de jogo.

 

Importa também relevar que o Sporting é líder da sua série nos juniores, qualificou-se em segundo lugar para a segunda fase nos juvenis (numa série que não incluía o Benfica, que se qualificou em primeiro, com os mesmo pontos do Belenenses) e foi também líder na primeira fase de iniciados.

 

Para terminar, não coloco em causa o valor de nenhum jogador e muito menos o possível sucesso das nossas selecções nos vários compromissos futuros. As nossas selecções jovens têm apresentado bons resultados e continuarão a fazê-lo, porque em Portugal se trabalha bem na formação.

Porém, parece-me evidente uma diferença de tratamento que resulta num conjunto de escolhas que podem não ser as melhores para os respectivos escalões mas acabam a valorizar em demasia uma formação em detrimento das outras, valorização essa que não se verifica na prática, muito menos com a discrepância que os números revelam.

 

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SPORTING CP 2-3 Basileia: errar assim, é fatal

Fui tolerante com a lentidão de processos e a aparente monotonia do nosso futebol. Afinal estávamos a usar um sistema de jogo novo que, embora tivéssemos adoptado duas vezes na temporada passada, não me parece que estivesse a ser trabalhado.

Um sistema de três defesas demora tempo a implementar, mais ainda numa pré-temporada, em que a frescura física não é a melhor. Para funcionar, os laterais / alas têm de conseguir dar largura e profundidade, ao mesmo tempo que recuperam defensivamente. Essa é uma das chaves do sistema e, num momento em que o cansaço impera, é impossível, tanto a Jonathan como a Piccini, desdobrar-se em todas as tarefas que farão tanto melhor quanto maior for a capacidade física. Ambos parecem ter características para encaixar neste modelo mas ainda é cedo para saber se pode funcionar (Coentrão estará dependente da forma que consiga adquirir ao longo das próximas semanas). De qualquer das formas, este parece-me o plano B.

O jogo interior também não teve a qualidade desejada e viveu das investidas de Podence e de alguns momentos de Bruno Fernandes e Alan Ruiz. Bas Dost não teve uma oportunidade de golo em jogo corrido e isso é elucidativo.

 

Mas não há plano de jogo ou modelo que resista a erros fatais. O primeiro pertenceu ao árbitro da partida, que assinalou uma grande penalidade sobre Ricky van Wolfswinkel, quando foi o holandês a derrubar Tobias. O Basileia fez o empate e cresceu, embora não o suficiente para ameaçar de forma evidente Azbe Jug. Porém, o esloveno acabaria por dar uma fífia que levaria os suíços para o intervalo em vantagem.

 

A segunda parte foi fraca de ambas as partes, monótona e, confesso, foi um sacrifício daqueles acompanhar o jogo até ao final. Valeu pela capacidade individual de alguns jogadores que, percebe-se, podem resolver jogos sozinhos. Iuri tira um coelho da cartola e Matheus Pereira aparece a finalizar na zona do ponta-de-lança. Repunha-se a justiça no resultado.

Até final, haveria de ser mais um erro a ser-nos fatal. André Geraldes oferece a um adversário a possibilidade de finalizar na cara de Azbe Jug, o esloveno, pese embora a inaudita surpresa, pareceu-me pouco lesto a fazer frente ao jogador dos suíços e a bola acabou no fundo das redes da nossa baliza. 3-2 para o Basileia, que haveria de ser o resultado final.

 

Posto isto, com quatro jogos decorridos, já consigo tirar algumas ilações, sem que sejam ainda conclusões.

Mattheus e Battaglia, podendo vir ainda a crescer, não parecem ser claras mais valias no imediato. Neste cenário, tenho dificuldades em validar a contratação de ambos quando tínhamos nos nossos quadros jogadores de capacidade igual que acabarão dispensados (alguns deles já receberam até ordem para abandonar os trabalhos da equipa principal).

Continuarei a dar o benefício da dúvida a Piccini (que não conheço e espero que cresça numa posição para a qual não tínhamos alternativas internas), na expectativa que Mathieu e Coentrão atinjam níveis que já demonstraram e que Doumbia seja mesmo a mais-valia que Bruno Fernandes já mostrou que vai ser.

 

Para já, embora fosse mais do que previsível, perece-me um erro dispensar Ryan Gauld, Francisco Geraldes e João Palhinha. As dispensas não são oficiais mas serão uma questão de dias. Espero que possam jogar os três juntos, por exemplo, no Moreirense ou Boavista e mostrem aquilo que valem. Não são inferiores a Petrovic, Battaglia ou Mattheus.

 

Termino com uma farpa a Jorge Jesus que, há uns meses dizia que o Sporting precisava de ter capacidade para comprar mais jogadores de 10 / 15 / 20 milhões de euros. Concordo.

O que não concordo é que se continuem a contratar jogadores de 1 / 2 / 3 milhões, quando desses formamos nós todos os anos à mão cheia. O melhor de dois mundos é saber atingir o equilíbrio e a razoabilidade. O Sporting forma jogadores de nível para a equipa principal. Não para emprestar sucessivamente, fortalecendo equipas da mesma competição, que jogarão contra nós enfraquecidas, fruto de uma regra de empréstimos ridícula que ninguém faz por mudar.

A aposta nos nossos jovens reduz a frequência com que se erra na contratação de jogadores vindos de fora. Gastar 1 / 2 / 3 milhões a ver se pega não pode banalizar-se e muito menos desvalorizar-se. Não quando afirmamos (com razão) que somos uma das melhores academias do Mundo a formar jogadores de nível para as melhores ligas.

 

Curioso para o que aí virá, expectante e pouco confiante. A ver vamos.

 

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Juvenis bi-campeões!

Tudo foi tentado para evitar o inevitável. Expulsões exageradas, outras incompreensíveis e inacreditáveis, jogos de castigo, impedimento de despenalizações, violência extrema permitida pelas equipas de arbitragem e penaltis assinalados contra. Nada disto travou a equipa de João Couto que, assim, é também ele bi-campeão no segundo ano após o regresso ao Sporting (importante continuar a recuperar gente válida que já nos ajudou no passado, Sportinguistas, como o "mister" Couto).

Depois, na falta de Diogo Brás, o maior craque desta equipa, apareceu Bernardo Sousa, que sempre fez com Brás uma dupla temível para todos os nossos adversários.

Muita qualidade em todos os sectores do terreno, desde a segurança da defesa, passando pela acutilância dos laterais, até ao equilíbrio e criatividade da linha média. Por fim, na frente, qualidade, explosividade, técnica apurada e golos, muitos golos.

119 golos marcados (3.5, em média, por jogo) e apenas 21 sofridos em 34 jogos.

Falta o jogo de consagração, no próximo domingo às 11 horas, na Academia Sporting, frente ao rival Benfica.

Parabéns aos jogadores e equipa técnica!

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Daniel Bragança em entrevista

Daniel Bragança é um dos capitães dos juniores do Sporting e acabou de juntar o título nacional do escalão ao de juvenis. Em entrevista ao Jornal do Clube, o médio, que tem na criatividade uma das suas armas, defendeu que o jogador que alinhe ao seu lado não precisa de ter características distintas.

Daniel Bragança.jpg

JORNAL SPORTING – Juvenis ou juniores, qual o título que teve um sabor mais especial? 
DANIEL BRAGANÇA
– Foram os dois. Ser campeão é sempre um grande objectivo e conquistar o título, seja em que escalão for, é incrível. Cada um tem um significado diferente, mas a felicidade é a mesma.

Foste campeão pelo Sporting em dois anos consecutivos e dois escalões diferentes. Qual é o sentimento? 
É algo que me deixa muito orgulhoso. É uma recompensa do trabalho que realizámos nestes dois anos de trabalho. É merecido e nunca vou esquecer.

Se tivesses de escolher o momento mais difícil desta época, qual seria? 
[Suspiro] A eliminação na Youth League. Foi definitivamente a altura mais difícil da temporada para nós. Tínhamos qualidade para ir mais longe e termos consciência disso deixou-nos um bocado abalados.

Foi teu primeiro ano como júnior, além do campeonato tiveste a oportunidade de participar na Youth League. Foi importante para o teu crescimento?
Foi uma experiência muito positiva, apesar da eliminação precoce. Como equipa, evoluímos bastante e individualmente não tenho dúvidas de que todos os jogadores cresceram. Nós gostamos é de jogar e por isso ficámos muito felizes por ter a oportunidade de ter jogos a meio da semana e ao fim-de-semana.

O nível de dificuldade que encontram nessa competição é totalmente distinto do que têm a nível nacional? 
A nível competitivo é uma diferença enorme. Tivemos pela frente equipas de grande qualidade, de países diferentes e que por isso tinham estilos de jogo completamente diferentes.

A nível individual, és um jogador que lê bem o jogo e é dotado tecnicamente. Consideras que a vertente física é um aspecto em que tens de melhorar?
Sei que esse é um capítulo no qual tenho de evoluir muito e estou a trabalhar para o fazer. Claro que também ainda tenho de melhorar em outros aspectos, mas esse é sem dúvida o principal.

Concordas que cada vez mais o lado psicológico do jogador é fundamental para conseguir ter um bom desempenho em campo?
Não só em mim, mas em qualquer jogador. Quando entramos em campo, precisamos de confiar em nós próprios, caso contrário as coisas vão estar mais perto de correr mal do que bem. É fundamental ter a confiança no máximo.

Podes jogar mais recuado no terreno, como mais perto da zona de decisão. Achas que esta polivalência é um factor cada vez mais determinante no futebol actual?
Para nós, que ainda estamos nos escalões de formação, é algo essencial para o nosso crescimento. Temos de estar sempre aptos para jogar onde o 'mister' quiser e é para isso que trabalhamos diariamente.

Achas que esta polivalência também te pode prejudicar de certa forma, já que não crias rotinas fixas numa posição?
Sinceramente, não vejo nenhum aspecto negativo no facto de um jogador estar apto a jogar em várias posições e sempre com um bom rendimento. Jogar em mais do que um lugar ajuda-nos a perceber todos os momentos de jogo de uma forma diferente do que faríamos caso estivéssemos apenas cingidos a uma.

Quais são as características que o teu colega de meio-campo deve ter para te complementar?
Sou da opinião que não é obrigatório que o colega de posição me complemente. O que é preciso é que os dois estejam sempre em sintonia e saibam ler muito bem o jogo.

Quais é que achas que são os aspectos essenciais que um jogador na tua posição deve ter?
É preciso ter muita inteligência, tanto com bola como sem, criatividade e compleição física também é importante. Enfim, acho que estes são os principais.

Que jogadores são os teus exemplos a seguir?
Gosto muito do Pogba, do Modric, mas acima de tudo do Iniesta e do Busquets. São jogadores que aprecio e que vejo para aprender. No plantel do Sporting, revejo-me no William e no Adrien em certas características.

Tens algum jogador que, como já está há algum tempo no Clube, já achasses que podem atingir o nível do plantel principal?
O 'Chico' Geraldes e o Daniel Podence. Sempre demonstraram uma enorme qualidade e que tinham um talento especial nos escalões de formação.

 

Fonte: Jornal Sporting

 

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Não é o mais importante mas vai saber bem

Cristiano Ronaldo, Hugo Viana e Silvestre Varela são três exemplos de jogadores que não venceram o campeonato nacional de juniores mas vingaram e fizeram carreiras ao mais alto nível, chegando a patamares elevados, de selecção nacional, no caso de Ronaldo a um nível estratosférico e dificilmente igualável por outro "produto" da formação do Sporting.

 

Isto para dizer que o campeonato que estão prestes a vencer, poderá um dia não passar de uma memória de tempos que não voltam.

Não vou fazer de conta que há um longo caminho a trilhar. Tenho a certeza que esta equipa de juniores será campeã nacional, mas tenho ainda mais certezas que a aventura começará depois.

 

Aproveitem estes exemplos e trabalhem, empenhem-se, esforcem-se para ser como eles pois este campeonato nada vos vai garantir no futuro.

É uma vitória que saberá bem mas que será também a última (para alguns) na redoma dos jogos entre malta da mesma idade.

 

Daqui para a frente, parte de vocês vai passar a enfrentar adversários com mais de 10 anos de idade, experientes e "sabidos". Aproveitem para aprender e crescer depressa. Lembrem-se que o que ganharão hoje (sim, vai ser hoje) de nada vos servirá nos desafios de amanhã.

 

Hoje, vençam (ou façam pelo menos um ponto) e festejem. Depois, cerrem os punhos e lutem. Vocês têm qualidade e é só uma questão de dedicação até ganharem o vosso espaço. São parte de uma geração muito talentosa que todos queremos que vingue e deixe a sua marca no mundo do futebol.

 

Sejam felizes!

 

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