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Grande Artista e Goleador

Fernando Mamede na 10A

Primeiro episódio, com Bryan Ruiz, AQUI
Segundo episódio, com João Matos, AQUI
Terceiro episódio, com Bosko Bjelanovic, AQUI
Quarto episódio, com João Pinto, AQUI

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Foi há 31 anos

Faz todo o sentido recuperar este momento da história do Sporting!

Neste ano, como já aqui vos dei a conhecer, o hóquei foi a equipa do ano e o percurso Taça CERS o momento da época.

De forma clara, os prémios Honoris Sporting vieram confirmar que este foi o sentimento generalizado entre os Sportinguistas.

Por isso, hoje é dia de efeméride.

7 de Julho de 1984, menos de um ano antes do meu nascimento.

O Pavilhão de Alvalade rebentava pelas costuras para receber o Novara na 2ª mão da final da Taça CERS.

Após a conquista da Taça dos Campeões Europeus em 1977 e da Taça das Taças em 1981, faltava ao Hóquei em Patins do Sporting Clube de Portugal a Taça CERS, para completar o seu brilhante palmarés europeu.

Treinados pelo mítico António Livramento, este era o plantel leonino que se preparava para fazer história: Ramalhete (gr), José Rosado, Carlos Realista, Pedro Trindade, Luís Nunes, Campelo, Sérgio Nunes, Camané, Fernando Gonzada, Carlos Serra (gr) e Parreira (gr).

O percurso até à final

O sorteio não foi nada amigo para o Sporting e para a primeira eliminatória coube-lhe em sorte a forte equipa espanhola do Noia. Era importante começar bem a campanha, e aproveitando o facto da primeira mão ser em casa o Sporting ganhou logo um bom avanço na eliminatória ao vencer por 5–0. O Noia bem tentou reagir na segunda mão em sua casa, mas voltou a perder, desta vez por 4–1.

Nos 1/4 Final o Sporting jogou com a frágil equipa francesa do Gujan, como a motivação não era grande face a um adversário tão fraco, o Sporting procurou motivar-se batendo recordes de goleadas, o que fez logo em Alvalade na primeira mão por 33–1, resultado que permaneceria durante onze anos como recorde nas competições europeias de Hóquei em Patins. Na segunda mão o Gujan voltou a ser cilindrado, desta vez em casa por 23–4.

A passagem para as meias-finais tinha sido de facto calma e tranquila, mas agora as coisas iriam mudar, pois pela frente o Sporting tinha a poderosa equipa do Voltregá velha conhecida dos Leões.

O equilíbrio esperado foi logo evidente na primeira mão com o resultado em Alvalade a ser favorável ao Sporting por 10–9, resultado que traduzia uma deslocação bem complicada ao infernal ambiente da localidade catalã.

Contudo, no segundo encontro, o Sporting actuou com uma enorme eficácia, gelando literalmente o ambiente e vencendo por uns claros 6–3. Estava assim aberto o caminho para a Final onde pela frente o Sporting teria a complicada equipa italiana do Novara.

A final

Numa Final disputada a duas mãos, coube ao Sporting ir jogar primeiro a Itália, e numa partida que teve muito de râguebi e pouco de hóquei e onde o Sporting até começou por marcar primeiro. O Novara fruto de um jogo extremamente violento com apoio verdadeiramente infernal do seu público, ganhou por 4–1.

As grandes decisões estavam então marcadas para o Pavilhão de Alvalade no dia 7 de Julho de 1984.

Fruto de um hóquei espectacular e envolvente o Sporting chegou ao intervalo a vencer por 4–0, tendo vulgarizado uma equipa que dispunha de quatro internacionais italianos e um internacional argentino.

Depois do intervalo, o Novara tentou reagir e marcou logo no inicio da segunda parte, empatando assim a Final em 5–5, mas os dois golos de Sérgio Nunes que se seguiram fizeram sentir a todos que a Taça era mesmo para ficar em Alvalade, tendo o resultado final acabado por ser de 11–3 (12–7 no total).

Com este feito o Sporting tornava-se no primeiro Clube da Europa a vencer as três taças europeias de Hóquei em Patins (Taça dos Campeões, Taça das Taças e Taça CERS).

Curiosidades

Este dia foi o culminar de uma semana extraordinária para o Sporting Clube de Portugal, depois de Fernando Mamede ter batido o recorde mundial dos 10000 metros (2 de Julho) e de Paulo Ferreira ter vencido uma etapa na Volta a França (3 de Julho), num ano extremamente difícil que levou a equipa do Sporting ao Tour sem o seu líder, Joaquim Agostinho, após a trágica morte na Volta ao Algarve.

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