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Grande Artista e Goleador

O prato forte é o derby

Já depois de Anri Egutidze mostrar a força do leão na Alemanha (se bater o pé ao nº 3 do Mundo, tudo poderá acontecer...), será a vez do futsal, com quatro campeões da Europa de cada lado, nos oferecer o prato forte do dia; o derby eterno, o jogo de todas as emoções, aquele que todos querem ganhar. 

Depois, o goalball regressará à Sporting TV, o hóquei aquecerá o João Rocha, o voleibol enfrentará o Espinho na Nave (que não é a saudosa), o andebol voltará a preencher as bancadas da nossa "Nave" futurista e as miúdas da bola espalharão magia na quadra e no relvado.

(Este é um bom momento para consultares a Agenda Leonina e veres aquilo que não queres perder num dia tão cheio, que não vais saber para onde te virar - LINK)

 

Voltemos ao petisco do dia, que pode ser gourmet ou até vegan, consoante o gosto de cada um.

Em 30 jogos oficiais esta temporada, o Sporting de Nuno Dias só perdeu um jogo, tendo ganho os outros 29. Essa derrota significou um troféu perdido e por aqui se vê a exigência que reina na secção de futsal. Uma derrota que significou a perda de um título para o rival e um balão de oxigénio para os seus jogadores, à época algo descrentes das suas capacidades.

 

Desde que Nuno Dias chegou ao Sporting, em 2012, temos sido hegemónicos, muitas vezes demolidores. 

A nossa superioridade é de tal maneira evidente (e palpável) que seria de esperar um desnível maior nos embates com o eterno rival, no entanto, desde 2012 o Sporting tem apenas mais cinco vitórias que o Benfica. Dos oito empates, quatro resultaram em vitórias para os encarnados nas grandes penalidades e o Sporting apenas foi feliz por uma vez em ocasião idêntica. As vitórias nas penalidades equilibram a contenda, tendo o Sporting uma vantagem de duas vitórias sobre as águias (16 vs 14).

 

Três destas vitórias foram esta temporada (os encarnados perderam quatro jogos no total) e permitiram a Nuno Dias passar finalmente para a frente de Joel Rocha nos confrontos directos (se contarmos com os desempates nas penalidades, Joel Rocha continua a ter vantagem). Desde que o treinador do Benfica trocou o Fundão por Lisboa que o Sporting de Nuno Dias deixou de ser avassalador nos derbies (6 vitórias, 1 empate e 2 derrotas nas duas épocas anteriores) e tem mostrado algumas dificuldades em ultrapassar o rival, mesmo tendo sempre mais qualidade individual e colectiva.

Os jogos são sempre "taco-a-taco" e geralmente decididos nos detalhes, acabando com um empate ou uma vitória pela margem mínima. Foi assim em 18 dos 24 jogos, sinal do equilíbrio de forças que têm sido os embates com o Benfica desde então.

 

Joel Rocha, tenho de o dizer, é um homem inteligente na abordagem aos jogos connosco. Sabe que é inferior, não arrisca, explora o erro e entrega as despesas do jogo ao Sporting, que se sente confortável a assumir o jogo mas, perante adversários mais capazes que os habituais (como o Benfica), a exposição ao erro que um jogo de domínio constante provoca faz com que o Benfica aproveite melhor os nossos erros, nunca se expondo da mesma forma que nós.

O senhor do pullover é um borrado e nunca saberemos se arriscaria tentar dominar o Sporting durante a maior parte dos 40 minutos. Eu acredito que ele nunca teria essa ousadia, nem que os jogadores de um lado e outro trocassem de camisolas por um dia e, também por isso, acho que Nuno Dias deveria ter um plano B, que deixasse mais a nu as fragilidades dos encarnados, que são bastantes mais e mais evidentes que as nossas.

 

Há muito tempo que defendo a oferta do mesmo veneno ao nosso adversário, em períodos mais largos do jogo e não apenas por força do Benfica, aqui e ali, se conseguir colocar "por cima" no jogo.

Dar a bola aos encarnados é um renegar da nossa matriz de jogo, daquilo que Nuno Dias trouxe desde o início para este Sporting, um verdadeiro contra-senso mas não estará na hora de provocar mais o erro e deixar o Benfica mais desconfortável no jogo? Eu acho que sim.

Se conseguirmos alternar o nosso jogo habitual com períodos de maior iniciativa ofensiva do Benfica, acredito que estaremos mais perto de vincar a nossa superioridade, consubstanciando-a em números mais expressivos.

O Benfica não gosta de assumir o jogo nos encontros com equipas superiores. Não se sente confortável nesse registo. Pelo contrário, nota-se uma certa tranquilidade quando assume uma postura expectante e defensiva, explorando sobretudo o ataque rápido, nos momentos de desequilíbrio do adversário.

É por isto que Nuno Dias, enquanto treinador do Sporting, só tem mais uma vitória que o Benfica de Joel Rocha. Está na hora de os obrigar a, aqui e ali, provar do próprio veneno e isso vai deixá-los tão "atarantados" que estaremos mais próximos de ganhar os jogos folgadamente.

 

Teremos jogadores experientes e mais do que habituados a estes jogos de ambos os lados e aqueles que melhor explorarem os detalhes, as debilidades do conjunto oposto, estarão mais perto de ser felizes.

Hoje espero que volte a cair para o nosso lado e, se querem uma estatística positiva, em sete jogos na Luz desde que é Joel Rocha o treinador, o Sporting ganhou mais vezes do que perdeu (3 vs 2), tendo empatado por duas ocasiões.

Que seja uma boa forma de começar a tarde, que se estenderá até à noite com muitos motivos de interesse no universo leonino. O difícil vai ser acompanhar tudo.

 

SPOOOOOOOOOOOOORTING!

 

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Belenenses 1-1 SPORTING CP: Braga, aqui vamos nós

"O empate é suficiente para marcar presença na final-four, em Braga e não rejeito o resultado mínimo desde que não seja para ele que a equipa jogue."

 

Parecia eu que estava a adivinhar. Era de prever um daqueles dias em que os serviços mínimos teriam de ser suficientes para não deixar cair um objectivo.

As férias, a falta de treinos, um ou outro excesso da época festiva e a necessidade de recuperar ritmo competitivo "obrigaram" Jesus a usar um onze muito próximo do habitual. A intenção foi clara; garantir um jogo seguro defensivamente, por forma a assegurar a passagem à final-four da taça da Liga mas sempre com o derby em pano de fundo.

Só com os melhores Jesus poderia fazer isto sem colocar em causa a continuidade na Taça da Liga que. mesmo assim, pareceu sempre presa por arames.

 

Ainda assim, o Sporting chegará a Braga com oito golos marcados. Nenhum adversário conseguiu desfeitear Salin ou Patrício, tratando Coates de se enganar na baliza, batendo o nosso campeão europeu no jogo em que igualou o número de jogos de Vítor Damas com a camisola leonina.

 

Safou-se aquela verdadeira "pedrada" de Marcos Acuña, de pé direito, que Coates não nos deixou festejar convenientemente.

O jogo haveria de ter desperdício de ambos os lados, sendo que a oportunidade mais flagrante desperdiçada até pertenceu aos azuis do Restelo.

 

Foi com mais alívio do que satisfação que ouvimos o apito final de João Pinheiro. Objectivo cumprido e olhos no derby.

Já não penso em mais nada.

 

Vídeo realizado por GonzaaL

 

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O regresso do voleibol

Desde Maio de 1940 que, também no voleibol, a rivalidade permanece.

Fruto dos muitos anos de inactividade do Sporting, os dérbis não foram tantos quanto podiam ter sido mas, fosse no Campeonato de Lisboa ou no Campeonato Nacional o dérbi dos dérbis sempre teve o seu peso.

 

Recuo apenas à última temporada em que ambas as equipas se encontraram. 1993/94, a que antecedeu a extinção da modalidade no Sporting até aos dias de hoje e a última do Benfica com equipas seniores, antes de um interregno de três anos.

 

Recordo apenas que o Benfica é o clube nacional com mais épocas de voleibol sénior. São 71 temporadas mas...desengane-se quem pense que são 71 anos de glória. O Benfica apenas venceu sete campeonatos nacionais contra cinco do Sporting, ganhos em 39 temporadas.

 

Feita a nota histórica, regresso a 1993/94. O Sporting era bi-campeão nacional e viria a sagrar-se tri-campeão. 

Nessa época jogaram-se cinco dérbis. Dois para o campeonato, um para a Taça de Portugal, um para a Taça de Honra da AVL e outro no Torneio Internacional de Lisboa. Todos acabaram com vitórias do Sporting que, em cinco partidas apenas cedeu cinco sets.

Inacreditável como em 95 a secção foi extinta, bem como o hóquei em patins e, pouco mais tarde, o basquetebol, tendo os sócios escolhido a manutenção do andebol como modalidade de alta competição, a par do futebol e do atletismo, numa famosa assembleia geral.

Claro que a realidade dessa época, onde o Sporting era hegemónico, nada tem a ver com a actual. O Sporting conseguiu reunir, sem dúvidas, uma equipa de topo, mas somos estreantes após 22 anos de ausência e o Benfica é o actual campeão e vencedor de quatro das últimas cinco edições da prova máxima nacional.

 

Hoje começa o campeonato e será um dia marcante. O primeiro jogo oficial desta época, que marca o nosso regresso, é um dérbi com o eterno rival e nós queremos começar a vencer, para demonstrar que a hegemonia pode estar prestes a acabar.

Força Sporting! Força para o nosso voleibol!

 

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A estratégia para o derby

Quem me conhece sabe que prefiro falar do jogo do que da arbitragem. Quem me segue sabe que raramente centro uma análise no trabalho do árbitro mas estou longe de o achar um elemento sem influência no decorrer de um jogo. Não me escudando em erros de arbitragem, não tenho dificuldade em identificá-los e muito menos em averiguar a sua influência num jogo.

Começo assim para explicar que muito do que possa ser um jogo destes depende da atitude do árbitro e da sua preparação. O estudo das equipas (que os árbitros fazem) é das coisas mais importantes para ajudar na gestão do jogo e na tomada de decisão.

O Sporting é uma equipa agressiva e, normalmente, algo faltosa. Porém, raramente há uma abordagem maldosa entre as faltas repetitivas, que fazem parte do modelo de Jesus para parar o adversário em momentos de desequilíbrio. Pelo contrário, mais pela natureza dos jogadores do que por qualquer factor estratégico, o Benfica é uma equipa agressiva mas que leva essa agressividade a níveis por vezes excessivos. Jogadores como Fejsa, Samaris, Pizzi ou Eliseu excedem-se frequentemente, com entradas fora de tempo, mãos na cara e lances do género. 

Importante também é saber quem são aqueles que estão sempre prontos a enganar o dono do apito. Jogadores como Jonas mereciam uma perseguição da arbitragem ao nível da que sofreram jogadores como João Vieira Pinto.

 

Posto isto, vamos àquilo que eu observei do adversário. Não considero importante a análise em jogos com os ditos "pequenos", por isso, revi partes do clássico com o Porto que, ainda por cima, tem a vantagem de se ter jogado no início deste mês.

Apesar de tudo, a provável titularidade de Fejsa e Grimaldo diferem do jogo com o Porto, onde foram Samaris e Eliseu os escolhidos.

Se no meio-campo não muda muito, jogue o sérvio ou o grego, o mesmo não se pode dizer da lateral esquerda. Sobretudo ofensivamente, Grimaldo dá coisas que Eliseu não dá e vai ser necessário dar igual atenção à subida de ambos os laterais do Benfica.

 

Quanto ao momento defensivo, o mais provável é que a equipa de Rui Vitória assuma uma posição expectante, com as linhas mais recuadas que o habitual no momento do ataque organizado do Sporting.

Deverá ser fácil observar duas linhas de quatro jogadores bem juntas (defesa e meio campo + alas) e os dois avançados na contenção da primeira fase de construção. A atitude da defesa encarnada não é muito agressiva neste momento de jogo. Uma atitude inteligente, que convida o adversário a arriscar e potencia o erro, dada a dificuldade em penetrar o espaço entre essas duas linhas.

 

Por norma, o Benfica é fortíssimo na reacção à perda e no ataque às chamadas "segundas bolas" sobretudo devido a uma permanente atitude muito competitiva. Na falta de elementos tácticos que surpreendam o adversário, Vitória aposta tudo na entrega, união e intensidade da sua equipa.

 

Em momento ofensivo, o Benfica é normalmente uma equipa de processos simples, que queima linhas com facilidade, ora abusando do passe longo para Mitroglou (que quase sempre combina com Pizzi ou Jonas) ou do transporte de bola pelas alas.

 

Falando no que interessa, aquilo que podemos fazer para evitar cair nos erros provocados pelo adversário, forçando a entrada no último terço do campo parece fácil mas não é de simples execução.

Na minha opinião, devemos manter Bas Dost o máximo em jogo possível. Assim sendo, sempre que nos seja difícil penetrar da defensiva encarnada em progressão/posse ou que isso implique mais riscos, devemos apostar no jogo directo para o holandês, salvaguardando-lhe dois apoios frontais (Alan, Adrien, Bruno César...) e um em profundidade (Gelson).

Variar o nosso jogo permitirá confundir a equipa do Benfica. Alternar esse jogo mais directo com um jogo apoiado em que os extremos se posicionem claramente por dentro será primordial. Temos de garantir um bom jogo interior pois, caso contrário, passaremos imenso tempo a lateralizar da direita para a esquerda (isso facilita o posicionamento defensivo adversário, que assim se limita a bascular entre uma ala e outra).

Gelson, Alan, Bruno César, Bas Dost e William são os elementos-chave do sucesso do nosso jogo.

 

No momento defensivo, tudo passa pelo policiamento apertado das faixas laterais do Benfica, onde tanto os laterais como os extremos são muito fortes. Eu aconselharia algum conservadorismo aos nossos laterais e talvez não arriscasse colocar Esgaio, mantendo um lateral esquerdo de raiz. Jefferson seria a minha aposta.

Para além disto, se William e Adrien conseguirem controlar as movimentações de Jonas e Pizzi, teremos o jogo na mão.

 

Depois é ser eficaz, algo que passará certamente pela qualidade com que servirmos Bas Dost.

 

O 12º jogador terá também um papel importante no jogo e prevejo que a atmosfera menos tensa da nossa parte, dada a situação classificativa, poderá potenciar um ambiente mais descontraído e favorável aos rapazes de verde-e-branco.

 

Aposto num jogo com três golos. A sua distribuição dependerá da eficácia da nossa estratégia.

 

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Dia de derby, dia de afirmação do leão

O derby de hóquei em patins é, sem dúvida, o prato forte do dia de hoje. A equipa de Guillem Pérez desloca-se à Luz para, mais uma vez, se pôr à prova, com o intuito de dar mais um passo em frente na sua afirmação nacional.

 

Não há dúvidas que o campeonato português é, neste momento, o mais forte do Mundo (que pena é que a Federação Portuguesa de Patinagem e a comunicação social não saibam vender este "produto" como aquilo que ele é). Digo-o eu e dizem-no os espanhóis. Se os espanhóis o dizem, tem de ser verdade.

No melhor campeonato do Mundo há três equipas de topo Mundial: Benfica (campeão Europeu e nacional); Porto (hegemónico na última década, procura retirar o domínio dos últimos anos ao Benfica); Oliveirense (vice-campeão Europeu).

 

O Sporting, enquanto Clube, não está ainda neste patamar e fez este ano uma aposta forte para entrar nesta elite nacional e europeia. Depois do desastre que foi a prestação na Liga Europeia (estamos eliminados ainda com dois jogos por disputar) e do amadorismo que nos fez perder 3 pontos na secretaria, a derrota do Benfica na semana passada reacendeu a chama da luta pelo título.

 

O Sporting comportou-se à altura nos jogos com Porto e Oliveirense e resta saber se estará à altura daquela que, nos últimos anos, tem sido a melhor equipa do nosso país.

Falamos de uma equipa que, em três épocas e meia, só perdeu um jogo em casa, frente à Oliveirense, no ano passado, já com a conquista do campeonato assegurada. Resultado que, curiosamente, afastou o Sporting do 3º lugar.

 

Depois de na pré-época termos vencido Benfica e Porto na Elite Cup e de, no campeonato, em casa, termos empatado com o Porto e vencido a Oliveirense, segue-se o teste maior à equipa que desafia as equipas dominantes nos últimos anos. Importa recordar que os de Oliveira de Azeméis vem investindo cada vez mais, ano após ano, na procura de um título que nunca conquistaram.

 

O Sporting tem apenas quatro anos de 1ª divisão e vem subindo a pulso. Depois de ser 12º classificado no ano do regresso, foi 9º no ano seguinte, classificando-se para a Taça CERS.

2014/15 foi o ano mágico da conquista da Taça CERS, tendo o Sporting ficado em 5º, após uma última jornada "estranha", que nos impediu de nos qualificarmos para a Liga Europeia. O Sporting igualou um parcial de 3-0 em Viana do Castelo e o Valongo empatou em casa do Porto, com os últimos 6 minutos a ser jogados sob "pacto de não-agressão".

No ano passado, finalmente qualificámo-nos para a Liga Europeia, depois de termos quebrado o jejum nacional, ao derrotar o eterno rival na Supertaça, vencendo assim o primeiro título em Portugal desde a Taça da Portugal de 89/90. A presença na Taça CERS ficou-se pelas meias-finais.

 

Quanto ao jogo de hoje, o histórico recente é tremendamente negativo; 11 jogos, 1 vitória, 1 empate, 9 derrotas, 24 golos marcados e 61 sofridos.

Esta é a dura realidade que teremos de inverter e que mostra que o investimento forte na modalidade passa agora por mudar o rumo recente dos acontecimentos.

Uma vitória no jogo de hoje poderá colocar em causa a liderança do rival (o Porto ou a Oliveirense podem passar para a frente) e deixar-nos-á, na pior das hipóteses, a 3 pontos do 1º lugar (os três que perdemos com aquela estupidez).

 

Tenho a certeza que os leões hoje se superarão e tudo darão pela conquista dos três pontos. Parte do jogo coincidirá com o futebol. Enquanto não terminar o hóquei, não me centrarei na acção a desenrolar no Estádio José Alvalade.

 

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Hoje joga o Sporting

O derby de Portugal, o jogo mais apaixonante deste país e o único que o faz efectivamente parar.

Benfica e Sporting defrontam-se hoje no Estádio da Luz, ambos vindos de uma derrota europeia, embora com repercussões diferentes.

Na Liga, o oposto. O Sporting vem galvanizado por uma vitória que permitiu ficar a dois pontos do rival, que perdeu na Madeira, e vê assim a liderança em disputa no jogo de mais logo.

 

O histórico, esse, é em muito desfavorável ao Sporting. Apenas 15 vitórias na Luz em 82 jogos, no entanto, há dois encontros que não perdemos em solo "inimigo".

Olhando à "era Bruno de Carvalho", em todas as competições, 3 vitórias, 3 empates e 4 derrotas, 12/13 em golos marcados e sofridos.

Destes 10 jogos, 6 foram no Estádio da Luz. 2 vitórias, 1 empate e 3 derrotas, 8/9 entre golos marcados e sofridos.

Equilíbrio evidente nos derbies dos últimos quatro anos e indicador de um jogo, como sempre, de resultado imprevisível.

 

Bluff's à parte, independentemente de quem jogue, será natural esperar duas equipas empenhadas, sobretudo em não perder o jogo.

Espero um jogo "amarrado", com duas equipas calculistas e onde os esquemas tácticos poderão ter um carácter decisivo.

No estádio, quase 60 mil adeptos encarnados terão dificuldade em parar a onda verde, que se espera de mais de 3 mil leões, de garganta afinada para cantar pelo nosso grande amor.

 

Liderança em jogo, nervos em franja, que role a bola...

 

SPOOOOOOORTING!

 

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Derby é derby

Derby em futsal, na fase regular, é sempre sem pressão.

Um jogo que, por nada decidir, tem tudo para ser uma grande propaganda à modalidade, ainda por cima num distrito sem tradição no futsal.

 

Para o Sporting de Nuno Dias é mais um jogo para vencer, sabendo que teremos pela frente um dos poucos adversários que nos pode fazer frente. Futsal de ataque e espectáculo garantido.

Para o Benfica de Joel Rocha é o jogo da retranca, estratégia adoptada sempre que defronta o Sporting. Podemos esperar um Benfica coeso a defender, a dar a iniciativa ao Sporting e na espera do erro para aproveitar.

Será certamente emocionante mas provavelmente não será o espectáculo que poderia ser. Pena que o Benfica resolva não ser igual a si próprio nos jogos com o Sporting. Não o é e eu percebo-o...é o assumir da inferioridade, adoptando a estratégia que mais aproxima os encarnados do sucesso. Espero eficácia, pois só assim conseguiremos abrir o jogo e ser bem sucedidos.

 

No geral, o Sporting leva ligeira vantagem nos confrontos directos (mais 4 vitórias e mais 4 golos marcados).

Nos jogos para o campeonato, o Sporting volta a ter uma vantagem curta (mais 4 vitórias e mais 5 golos marcados).

Se contabilizarmos só os jogos em casa, o cenário é semelhante (mais 3 vitórias e mais 7 golos marcados).

Em casa, na fase regular, o registo de 7v / 4e / 4d revela que a tendência se mantém. Derby é jogo de tripla.

 

Não se esqueçam de consultar a Agenda Leonina, onde podem saber onde e a que horas se disputam os jogos das várias modalidades e escalões do nosso Sporting.

 

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O primeiro já está

A vitória de ontem foi categórica. 3-0, nos detalhes, tal como havia previsto.

Claro que a diferença entre as equipas não foi tão acentuada como o resultado demonstra mas a nossa abordagem, concentração, entreajuda, rigor e eficácia roçaram a perfeição.

 

Naturalmente, são os jogadores que resolvem mas muito do mérito vai também para Nuno Dias. Surpreendeu nas bolas paradas, colocando na quadra, por vezes, os mais improváveis, de modo a surpreender o adversário.

Para além disso, a equipa esteve praticamente irrepreensível em termos defensivos. Concentração máxima, coberturas perfeitas e ocupação de espaços brilhante. Não se viu uma hesitação em trocas de marcação. Confiança total entre os jogadores e competência, muita competência.

 

A eficácia na finalização foi fundamental para desmoralizar o adversário, facto bem demonstrado quando, com pouco mais de 7 minutos para jogar, Joel Rocha nem o 5x4 arriscou. Quando o fez, já com menos de 5 minutos por jogar, a convicção era pouca e a qualidade também. O Sporting contrariou muito bem a inferioridade numérica e teve mesmo a melhor oportunidade para marcar.

 

Hoje é outro jogo. O de ontem já passou. Há que ter a mesma competência de ontem para colocar a final em 2-0 pois, se falharmos nos detalhes, podemos ser penalizados com uma derrota, mais não seja porque as individualidades do Benfica não vão estar sempre tão apagadas como ontem.

Seja como for, segue mais um dado estatístico: entre Sporting e Benfica, a equipa que venceu o 1º jogo foi sempre campeã nacional. Esperemos que a tradição se mantenha.

 

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Hoje joga o Sporting - Vençam por nós

Malta, 

Mais um jogo, mais três pontos, mais uma batalha nesta nossa já longa caminhada. Aproxima-se o final e cada três pontos são preciosos. É mais um jogo mas não é apenas mais um...

É o derby dos derbies, o jogo que faz parar Portugal e tantos por esse Mundo fora. O jogo que ninguém quer perder.

Aquele que fará com que a cara de quem, a seguir, vá trabalhar, estudar, ao café ou ao banco de jardim seja de felicidade ou desalento.

O Mister já definiu a estratégia, já vos deu todas as indicações. Pode corrigir algo mas, agora, é com vocês.

Joguem por nós!

Por cada um que ama e sofre pelo Sporting.

Como muitos, também eu sonhei vestir essa camisola, lutar em campo com o Rampante junto ao coração.

Sei o que é ver essa realidade próxima sem que alguma vez passasse de um sonho.

Vocês têm esse privilégio.

Eu pagava para estar no vosso lugar.

Por isso, hoje não vos peço apenas que cumpram e estratégia delimitada, que façam o que está estipulado, que sejam profissionais...

Quero que em campo sejam cada um de nós. Cumpram o estipulado com a mesma entrega e paixão com que nós cantamos por vocês.

Hoje, vocês são adeptos. Hoje, todos somos adeptos. Hoje, somos um.

E fruto desta união sem limites, lutaremos até ao fim pela vitória. Por três pontos que são apenas e só isso mas que têm uma importância extra, pois afastam de nós um adversário directo.

Continuarão a faltar 9 "finais", todas com igual importância.

Mas este é o jogo que fará com que, amanhã, a cara de quem vá trabalhar, estudar, ao café ou ao banco de jardim abra um sorriso.

Nós queremos ganhar! Nós queremos ser campeões!

Hoje joga o Sporting - Pelos que sofrem à distância

"Meu amor,

Tu sabes que isto de passar a palavras o que me vai na alma, não me é natural. De qualquer maneira hoje vou tentar porque por estes dias controlas todos os meus pensamentos.

A nossa relação vai longa.
São mais de 25 anos de um amor sem limites. Serão mais até porque sinto que nasci predestinado a amar-te.
São já incontáveis as memórias.
Descobri-te ainda nos anos 80. Assim que te vi, anichou-se na minha alma uma paixão que ainda hoje perdura e que, nestas alturas, vira anseio.
Já em idade adulta celebrámos juntos as nossas conquistas. O cosmos parecia alinhar-se e num período de 3 anos acumulámos sucessos e eu adivinhava um futuro risonho. 
Nada mais errado.

No fatídico ano de 2004, a vida separou-nos. Deixámos de estar juntos todas as semanas e passei a ver-te num ecrã. Por ventura sentiste que te abandonei mas isso não é verdade! Só mudou o espaço físico porque continuei a estar sempre a teu lado. Sempre fiel. 

Aqui ao longe vi-te festejar conquistas nos braços de outros e, apesar de sentir alguns ciúmes de não fazer parte dos festejos, esses foram dos meus dias mais felizes da nossa vida.

Amanhã estarás novamente à prova meu Sporting. E eu longe... mas perto. Eu e milhares de outros eternos apaixonados. Leva para dentro de campo os milhões de corações que batem por ti e já estaremos às portas da vitória."

 

Obrigado, Barbosa!

Hoje joga o Sporting - Pelos jovens leões

"O meu nome é Francisco, tenho 15 anos e nunca vi o Sporting ser campeão.

Sou Sportinguista e o Sporting faz parte de mim. Poderia dizer que sou do Sporting porque os meus pais também são como qualquer miúdo da minha idade diria...mas esse não é o motivo. Ser do Sporting não se explica, sente-se.

Perguntam-me por vezes porque é que eu não sou do Benfica ou Porto visto que eles recentemente têm sido mais vezes campeões, mas isso não seria possível, a minha alma é leonina.

O Sporting não é apenas um clube, é a raça dos que não vergam, é um vício. Não sou "do" Sporting, EU SOU SPORTING!

Hoje vai haver um jogo de cortar a respiração, um jogo que me vai prender 90 minutos ao ecrã da minha televisão pois não posso ir ao grande José Alvalade, o jogo que pode terminar a minha semana da maneira mais perfeita possível. Fiz anos na Quinta-feira e uma vitória do meu grande amor seria a melhor prenda que podia receber.

Na verdade, não me importo de esperar até Maio porque a prenda perfeita seria o Sporting campeão este ano.

Desde que me lembro, penso que nunca estivemos tão perto de sermos campeões e, como diz o famoso autor Roberto Shinyashiki: "Tudo o que um sonho precisa para ser realizado é alguém que acredite que ele possa ser realizado."

Eu só quero que os jogadores e o treinador acreditem vivamente neste sonho até ao fim.

Em suma, só quero dizer: Obrigado Sporting por fazeres parte da minha vida!"

 

Obrigado, Francisco!

Derby é sempre de tripla

Para quem joga no Totobola, derby é sempre jogo de tripla, infelizmente, sobretudo se for jogado no Estádio José Alvalade.

São 81 jogos, 32 vitórias para o Sporting, 19 empates e 30 vitórias para o Benfica.

O Sporting marcou 121 golos e sofreu 117, uma média de 3 golos marcados por jogo.

Infelizmente, não têm sido muitos os derbies em Alvalade que, no último terço do campeonato, tenhamos disputado na condição de verdadeiros candidatos ao título em disputa.

Menos foram ainda aqueles em que recebemos o rival de Lisboa com ambos na luta pelo título nacional.

Recuperei os últimos 5 derbies em Alvalade, na recta final dos respectivos campeonatos, em que ambas as equipas se encontraram com reais aspirações a conquistar o título nacional.

 

Temos de recuar a 1993/94 para encontrar um derby tão escaldante quanto este.

30ª de 34 jornadas. A vitória ainda valia dois pontos, o Sporting era 2º a um ponto do Benfica e, pelos piores motivos, todos nos recordamos daquela tarde do dia 14 de Maio.

Perdemos 3-6, com uma exibição fenomenal de João Vieira Pinto (ele viria a redimir-se disto) e o título acabou na Luz.

 

Para encontrar mais um caso idêntico, temos de andar para trás mais uma década. 1981/82.

23ª de 30 jornadas. O Sporting liderava com 5 pontos de vantagem. Só a vitória recolocava o rival na luta pelo título.

Vitória por 3-1 com hat-trick de Rui Jordão. O campeonato ficou ali praticamente arrumado e o Sporting foi campeão nacional.

 

Época de 1979/80. 24ª de 30 jornadas. O Porto liderava com 40 pontos, o Sporting tinha menos 1 e o Benfica menos 4.

Também aqui o Sporting encarava o derby após um empate comprometedor. Bis de Jordão e mais um de Manuel Fernandes voltaram a fixar o resultado em 3-1.

O Sporting mantinha-se a um ponto da liderança e o Benfica atrasava-se na luta. O Sporting acabou campeão.

 

Em 1978/79, o Sporting era 3º a 3 pontos de Benfica e Porto. Vinha de um empate nas Antas e recebia em casa o Benfica.

Era a 25ª de 30 jornadas e um resultado negativo podia ser fatal. Acabou por ser. Um golo de João Alves de grande penalidade derrotou-nos por 0-1, Benfica e Porto ficaram juntos na liderança mas foram os portistas a fazer a festa.

 

Em 1974/75 o Sporting recebia o Benfica a duas jornadas do final e a diferença era de 4 pontos. Só um milagre nos colocava na rota pelo título. Teríamos de vencer e esperar que o União de Tomar ganhasse na Luz na última jornada.

Nenhuma das duas coisas aconteceu. O empate a uma bola sentenciou ali o campeonato, que caiu para o lado das águias.

 

Ou seja, nas últimas 5 ocasiões em que um derby em nossa casa teve os contornos do deste ano, só numa delas éramos líderes e em duas acabámos campeões. Outros dois campeonatos sorriram ao Benfica, enquanto que o Porto festejou numa dessas ocasiões.

Naturalmente, isto não passa de história. A deste campeonato começa a escrever-se depois de amanhã.

Ontem foi dia de papar lampiões

Depois dos juniores terem ganho na Luz por 4-2, foi a vez dos iniciados receberem e vencerem o velho rival por 3-2.

Hoje jogam-se mais dois derbies.

Às 10 da manhã, em andebol (iniciados), em directo na BTV1 (podem ver a seguir a vitória de ontem dos juniores em futsal).

Às 14.30h as nossas leoas do basquetebol tentarão contrariar o favoritismo do rival (em diferido às 18.30h, na BTV1).

Pelo meio, há futebol e futsal para ver na Sporting TV, com destaque para a estreia dos juvenis na 2ª fase do campeonato nacional de futebol.

Confere a agenda completa AQUI.

Virar a página

Por muito prazer que me dê uma vitória sobre o rival (ou, neste caso, mais uma) ainda para mais vendo o desnorte que este apresenta, só voltarei a pensar no Benfica em Março.

Assim sendo, não acho útil comentar pseudo-polémicas e muito menos as palavras de desespero e falta de auto-crítica do treinador adversário.

O Sporting ganhou com justiça, foi melhor, e é tempo de todos virarmos a página.

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Seguem-se dois jogos para competições diferentes e o foco não deve ser alterado. Sendo ambos importantes, a recepção ao Belenenses, de hoje a oito dias, assume contornos mais relevantes, por se tratar do nosso principal objectivo.

Assim sendo, espero mais um jogo da Liga Europa pensado a dois tempos, com o foco em Moscovo mas sem ignorar o jogo com o Belém.

O Sporting precisa de vencer em Moscovo para passar à fase seguinte e se há quem pense que o melhor será saltar já fora das competições europeias, eu discordo.

Nem é pelo prestígio da prova (que é pouco ou nenhum), ou pelo ranking da UEFA, mas sim pela possibilidade que, mais dois jogos em Fevereiro, nos dão de manter toda a gente em condições óptimas de ajudar.

Este jogo frente ao Lokomotiv deve ser encarado da mesma forma que os que o antecederam nesta competição, embora eu fizesse aquilo que acho que Jesus já devia ter feito na Albânia; a equipa é para rodar, mas não os onze.

É importante gerir o esforço de Ewerton, Adrien, Ruiz, Jefferson e Slimani, tendo em vista o jogo de segunda-feira e, por isso, eram estes que pouparia.

Rui Patrício não poderá jogar por castigo e já estaremos a mudar mais de meia equipa. Boeck deverá ser o escolhido.

Paulo Oliveira não esteve nas selecções e estará menos fatigado. Por mim, faria dupla com Naldo, que precisa de continuar a jogar.

Esgaio e Jonathan ocupariam os lugares que já vêm sendo seus na Liga Europa e William e Aquilani tomariam conta do meio-campo.

Gelson merece dar continuidade à boa exibição no derby e deverá ter a companhia de Mané ou Matheus, consoante as condições físicas do português, que regressou tocado da selecção de sub-21.

Na frente, Montero e Teo Gutiérrez.

Parece-me um onze equilibrado e suficientemente forte para vencer e gerir o esforço dos mais fatigados.

Depois, guardaremos a decisão final para o jogo em casa, frente ao Besiktas.

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