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Grande Artista e Goleador

SPORTING CP 2-0 Qarabag: Três pontos, sem sobressaltos

 

O Sporting venceu o Qarabag e assume assim a liderança repartida do grupo E da Liga Europa, em igualdade pontual com o Arsenal.

São três pontos muito importantes, numa competição curta e que nos obriga à máxima competência nos jogos em casa, esperando depois pela conquista de alguns pontos fora que nos garantam o apuramento. Se vencermos os três jogos no nosso reduto, teremos meio caminho andado para os 16avos-de-final da Liga Europa.

 

Tão ou mais importantes do que os três pontos, foram os sinais positivos que a equipa voltou a revelar. A consistência defensiva é maior, a coesão também e, aos poucos, a equipa expressa-se melhor na hora de atacar.

Já se notam alguns dos princípios que identificam a ideia de jogo de José Peseiro, que confirmam assim a ideia do técnico ribatejano, que tinha afirmado que o conservadorismo inicial era transitório.

 

O jogo foi difícil mas o Sporting nunca perdeu o norte, assumindo sempre uma postura agressiva defensivamente, a pressionar alto sempre que possível. Foram sempre os leões quem mais oportunidades criaram e mais envolvimento ofensivo demonstraram. 

Foi evidente a tentativa dos azeris de defender também de forma agressiva, muitas vezes recorrendo à falta. A ideia seria intranquilizar o Sporting na sua fase inicial de construção, aproveitando um ou outro erro para materializar em golo mas os leões mostraram-se muito fortes e unidos, não entrando nunca em desespero.

 

O golo de Raphinha, que encostou ao segundo poste um cruzamento milimétrico de Nani, trouxe algum alívio e o golo tardio (mas rápido) de Jovane trouxe ao resultado alguma justiça.

O Sporting foi melhor e ganhou com naturalidade, evitando sobressaltos de maior, apesar das tentativas do adversário e arranca assim da melhor forma nas provas europeias, onde parte com natural ambição.

Interessante o facto de me ser novamente difícil nomear "um" man of the match, factor indicativo importante de que o que está a funcionar é o colectivo, sendo as individualidades potenciadas em seu benefício.

 

De resto, foi um dia de Sporting cheio de bons momentos, com boas prestações de Diogo Carvalho e Daniela Dodean, que se mantêm em prova nos Europeus de Ténis de Mesa, de Tiago Santos, que sábado lutará pelo título mundial WAKO, em kickboxing, na vertente lowkick (63,5kg) e da equipa de andebol, que venceu mais um jogo antecipado do campeonato, antes de mais uma jornada europeia.

 

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Hoje joga o Sporting (com agenda leonina)

Já é recorrente, sempre que se aproxima uma jornada europeia mas prometo só o fazer em momentos especiais. É o caso. O Sporting, 33º do ranking da UEFA (já depois dos resultados da Champions), estreia-se hoje em mais uma participação europeia, com o objectivo de fazer o melhor possível, sabendo que o futuro do Clube na Europa depende sobretudo das boas prestações europeias.

Claro que "basta" ser campeão para que o ranking seja quase secundário mas disputamos um campeonato com três galos para um poleiro, sabendo que o segundo classificado dependerá (e muito) do seu ranking para chegar aos milhões da Champions e o terceiro se ficará pelas migalhas da Liga Europa e o aliciante de chegar aos milhões por esta via (o vencedor da Liga Europa ganha entrada directa na Champions). Não dá para contar com o ovo no cu da galinha.

Sabendo que, para cimentar uma posição no top 20, são necessárias "campanhas" como a do ano passado de forma sucessiva e sabendo também que a época 2013/2014, onde não pontuámos, deixará de contar para o ranking, abrem-se boas perspectivas de subida no ranking. Ainda assim, não podemos demitir-nos das nossas responsabilidades. Se este ano chegarmos, no mínimo, aos oitavos-de-final, faremos uma prestação razoável. Tudo o que seja acima disso será bom ou muito bom e certamente proporcionará o salto no ranking que procuramos (aponto ao top 25 no início da próxima época).

 

O adversário de hoje é o Qarabag, 62º na hierarquia de clubes da UEFA. Os azeris são incontestavelmente inferiores a nós mas temos de ser competentes para cumprir as expectativas, que passam por uma vitória na primeira jornada do grupo E, onde defrontaremos mais tarde o Vorskla e o Arsenal, por esta ordem.

Peseiro convocou 21 jogadores e prometeu algumas mudanças. Bas Dost está fora e garantidamente não será utilizado precocemente, a fim de não comprometer o seu total restabelecimento.

 

 

O meu onze passaria pela manutenção de Bruno Gaspar na direita, com Coates e Mathieu no eixo defensivo e Jefferson à esquerda, como última protecção à baliza defendida por Salin.

Atendendo ao conservadorismo que Peseiro tem revelado, venha um meio-campo a três, com Battaglia, Gudelj e Bruno Fernandes, embora gostasse de ver tentado um novo figurino, admitindo que possa ser ainda cedo para isso e esperando que essa possibilidade esteja a ser trabalhada.

Na frente de ataque, optaria pelo regresso de Nani à titularidade, acompanhado por Raphinha e Montero, num onze que tenta equilibrar a minha vontade com aquilo que acho que Peseiro vai fazer.

É bom ver Mané de regresso às convocatórias e observar o nome de Miguel Luís na lista.

Termino dizendo que ganhar é importantíssimo, não apenas pelos motivos óbvios (pontos e ranking) mas também pela manutenção do estado anímico, mais ainda antes de um difícil embate com o Braga, na cidade dos arcebispos.

 

Fiquem ainda com a Agenda Leonina para hoje, onde há mais para ver e acompanhar:

 

Agenda Quinta.png

Acrescento a meia-final do Mundial WAKO (kickboxing), em juniores, onde Tiago Santos luta pelo acesso à final (Ringue 2 / Luta 38 / +/- 18:00h  - link)

Link para o ténis de mesa.

 

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Tem de ser esta a bitola de um Sporting europeu

Terminou na passada quinta-feira a participação da equipa de futebol do Sporting nas competições europeias.

Ficou um travo amargo por não passarmos às meias-finais mas foi um orgulho tremendo a forma como nos batemos e não fomos inferiores ao Atlético de Madrid, actual 3º classificado do ranking europeu, com estatuto cimentado em brilhantes prestações na Liga dos Campeões.

 

Os jogadores do Sporting dignificaram o Clube além fronteiras e amealharam 17 pontos para o ranking europeu, naquela que foi a melhor prestação europeia desde a temporada 2011/2012, onde Ricardo Sá Pinto liderou o grupo que haveria de chegar à meia-final da Liga Europa, fazendo um total de 20 pontos europeus.

Uma pontuação entre os 17 e 20 pontos poderá sempre ser alcançada por duas vias: qualificando-nos regularmente para os oitavos-de-final da Liga dos Campeões ou fazendo, no mínimo, uma campanha ao nível da deste ano na Liga Europa (vindo da Champions ou não).

 

Tem de ser esta a nossa bitola. Averbando uma média de 17 pontos por época, estaremos dentro do top 15 europeu. Só assim se consegue cimentar um estatuto europeu respeitável, que nos abrirá portas a melhores resultados no futuro.

Este ano, Jesus recuperou o estatuto que o Sporting havia perdido sob a sua liderança. Marco Silva havia deixado o Clube em 33º do ranking da UEFA e terminaremos esta época no 37º posto da hierarquia europeia.

No início de 2018/2019, fruto da actualização do ranking, o Sporting iniciará a temporada no 32º lugar, com um acumulado de 40 pontos, a 11 de distância do Benfica (que será 25º) e a 30 do Porto (que fechará o top 10).

 

Uma próxima época ao nível desta, certamente nos deixará à porta do top 20, estatuto que o Sporting já não tem desde o final da época 2011/2012, quando terminou a temporada no 17º lugar do ranking da UEFA, mesmo com toda a instabilidade vivida no período pós-Paulo Bento. Esta é, de resto, a melhor posição que o Sporting já ocupou na hierarquia europeia desde a criação do ranking, tal como o conhecemos hoje.

O futuro depende de nós e com o nível de investimento actual e a qualidade dos nossos atletas, pedir menos será pouco ambicioso e fruto de um baixo nível de exigência.

 

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Venham os checos

 

Creio que não há grandes dúvidas que o Viktoria Plzeň é o clube com que todos querem calhar no sorteio de hoje, à hora de almoço (12h, em Portugal).

Queremos mais um sorteio "doce", que nos facilite o acesso aos quartos-de-final da Liga Europa onde, aí sim, já não haverão "brindes" e será a doer com qualquer adversário.

Detalhes do sorteio podem ser consultados AQUI.

 

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Astana 1-3 SPORTING CP: A lei do mais forte

Após uma primeira parte amorfa, onde apenas Rui Patrício se esforçou por não terminar o dia de anos com azia, o Sporting apareceu para o segundo tempo transfigurado para melhor e com uma eficácia que, em dez minutos acabou com as aspirações do Astana no jogo e, provavelmente, na eliminatória.

Ainda assim, os últimos dez minutos do primeiro tempo já haviam sido melhores e o Sporting devia mesmo ter ido para o descanso com o jogo empatado. Após o escândalo que foi o golo anulado a Doumbia no passado fim-de-semana, o costa-marfinense viu outro golo limpo ser-lhe negado, desta vez por fora-de-jogo inexistente.

 

Para o segundo tempo o Sporting entrou mais forte e com o objectivo claro de virar o resultado. Uma excelente jogada de entendimento entre Gelson e Piccini pelo lado direito acabou com um jogador do Astana a cortar com a mão um cruzamento bem medido do italiano. Na conversão do pontapé de penalti, Bruno Fernandes não perdoou.

Dois minutos volvidos e Acuña, que tinha sido um dos piores elementos em campo na primeira parte arranca para uma exibição pujante e de grande qualidade no segundo tempo onde foi, para mim, o melhor elemento em campo. O argentino, sozinho, "partiu a loiça toda" pelo lado esquerdo e serviu Gelson (talvez o MVP da partida) para a reviravolta no resultado. Décimo golo da temporada para o extremo leonino, aos quais junta também dez assistências (dados transfermarkt.pt).

Seguiu-se uma fase de maior pressão dos cazaques, que o Sporting haveria de sacudir cinco minutos depois com um ataque rápido que culminaria com o exorcizar (finalmente!) dos demónios que afastavam Doumbia do golo. Em três tiros certeiros só um contou para o avançado do Sporting, que sai assim do Cazaquistão confiante, quando podia vir completamente desmoralizado (Fredy Montero sabe bem o que é passar por isso). O lance do golo começa numa antecipação de André Pinto, à qual o próprio Doumbia deu seguimento. Acuña haveria de abrir para Bruno Fernandes que, na ala esquerda, fez a 14ª assistência da temporada (à qual junta 11 golos), antes de Doumbia dar o toque final.

 

O que restou do jogo foi mais gestão da parte do Sporting do que outra coisa. Jesus mexeu bem na equipa, trocou Coentrão por Battaglia, baixando Acuña para a lateral e colando Bryan à esquerda, numa alteração que já se torna um clássico deste Sporting 2017/2018.

Depois, Doumbia haveria de dar lugar a Montero que, na primeira vez que toca na bola arranca o segundo amarelo a Logvinenko. O Astana ficou a jogar apenas com dez homens.

Gelson haveria de ter duas boas oportunidades para dilatar a vantagem e, já ao cair do pano e depois de Rúben Ribeiro ter substituído o extremo internacional português, os cazaques haveriam de enviar uma bola ao poste da baliza guardada por Rui Patrício que, assim, teve um bom dia de anos.

 

O Sporting traz para Portugal um bom resultado e uma boa vantagem, que obrigará o Astana a marcar três golos em Alvalade para passar a eliminatória.

Temos tudo nas nossas mãos para nos apurarmos para a fase seguinte, onde os adversários já terão o nosso nível e poderão complicar muito mais a nossa caminhada.

Para já, o Sporting sobe três lugares no ranking da UEFA (é agora 41º) e fica com boas possibilidades de acabar a temporada em 35º, visto que quatro das seis equipas que nos separam dessa posição já não competem nas provas da UEFA, sendo que as que competem (CSKA de Moscovo e Ludogorets) não venceram os jogos da primeira mão da Liga Europa (os búlgaros estão praticamente eliminados após derrota em casa por 0-3, diante do Milan).

Portugal, ao contrário do Sporting, vê as possibilidades de subida no ranking reduzidas a pó, após as eliminações iminentes de Porto e Braga, goleados nos jogos da primeira mão da Champions e da Liga Europa respectivamente. Os russos, ainda com quatro equipas em prova na Liga Europa (três delas com boas possibilidades de passagem aos 1/8 de final) já se distanciaram e poderão acabar a temporada com o sexto lugar bem cimentado, sendo que caberá ao Sporting evitar que o Shakhtar de Paulo Fonseca aproxime a Ucrânia do nosso país.

 

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Hoje joga o Sporting

Foi nesta Liga Europa e na extinta Taça UEFA que o Sporting cimentou o seu estatuto europeu entre os 20/30 melhores clubes.

Apesar de não ser um fã entusiasta da Liga Europa reconheço que é o patamar ideal para cavalgar lugares no ranking, com o objectivo mínimo de ser top 20 na Europa.

Temos alguma tradição nesta competição, onde nos últimos quinze anos marcámos presença numa final, duas meias-finais e três quartos-de-final.

Há duas temporadas que o Sporting não participa numa eliminatória europeia. Estávamos na primeira temporada de Jorge Jesus e, depois de uma fase de grupos em que fomos 2º, à frente do Besiktas e atrás do Lokomotiv de Moscovo, caímos precisamente na fase que hoje integramos frente ao Bayer Leverkusen, com duas derrotas.

 

Hoje o Sporting é 44º no ranking e uma época bem sucedida a nível europeu poderá significar uma recuperação até 10 posições na tabela (mais coisa, menos coisa).

Essa recuperação será essencial para que nos livremos de sorteios adversos, sobretudo na Liga dos Campeões, prova onde temos de cimentar presença na fase de grupos.

 

O histórico europeu recente, nos jogos fora de casa não nos é nada favorável. O Sporting só venceu 18 dos últimos 26 encontros e perdeu 6 dos últimos 8 desafios fora de portas.

O jogo de hoje é importantíssimo para as nossas aspirações à presença nos oitavos-de-final, numa prova que exige uma longa caminhada até ao jogo decisivo, em Lyon.

 

Jesus convocou 21 jogadores, poupou Mathieu ao frio e ao relvado sintético de Astana e afirmou vontade de estar na final, borrando a pintura ao centrar mais uma vez o discurso no "eu", em vez de no "nós", dizendo um par de barbaridades.

Espero que esta vontade de ser bem sucedido na Europa leve o Sporting à tão desejada campanha europeia que dignifique o clube e lhe reponha algum do estatuto entretanto perdido.

 

O Astana apenas venceu um dos três jogos em casa na fase de grupos e será um adversário com pontos de contacto com o Steaua de Bucareste, que defrontámos no playoff da Champions. Uma equipa perigosa fora de casa, fruto da sua competência no ataque rápido e contra-ataque mas completamente ao alcance do Sporting.

Um bom resultado hoje será meio caminho andado para marcar presença na fase seguinte da Liga Europa e até acredito que o possamos alcançar poupando 2/3 jogadores do onze habitual utilizado por Jorge Jesus.

 

Vamos lá recolocar o Sporting no grupo dos melhores da Europa.

 

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Entre os melhores da Europa

Mais uma época se aproxima e, no ano de estreia do Pavilhão João Rocha, teremos o futebol e as três principais modalidades nas maiores competições da Europa.

 

FUTEBOL

A equipa de Jorge Jesus lutará no playoff pelo acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões e, previsivelmente, terá pela frente adversários como o Sevilha (Espanha), Dínamo Kiev (Ucrânia), Ajax (Holanda), Liverpool (Inglaterra) e Nápoles (Itália). Isto no pior dos cenários, tendo em conta que o mais provável é que não sejamos cabeças-de-série.

Há uma possibilidade remota de evitarmos as equipas mais fortes mas, para isso, será necessário que, de entre Dínamo Kiev, Ajax, Viktoria Plzen e CSKA Moscovo, três caiam na terceira pré-eliminatória.

 

FUTEBOL FEMININO

A equipa de Nuno Cristóvão terá pela frente um grupo com adversários fortes, que obrigarão as nossas leoas a superarem-se, caso queiram passar esta fase de qualificação da Liga dos Campeões feminina.

Os três jogos serão disputados em casa do MTK de Budapeste, na Hungria. Curiosamente, um estádio que o Sporting inaugurou no ano passado.

 

FUTSAL

Enquanto nº 3 do ranking europeu de clubes, o Sporting será cabeça de série na Main Round da UEFA Futsal Cup, a fase que antecede a Elite Round, evitando assim a fase preliminar, a sortear já no próximo dia 6.

Com uma equipa novamente forte e o estatuto de vice-campeão europeu, o Sporting voltará a encarar a competição com o desejo de a conquistar e juntar ao museu do Clube o único título que falta ao nosso futsal.

 

ANDEBOL

Mais de uma década depois, o Sporting regressa à maior competição do andebol europeu. Para alcançar a fase de grupos, teremos de vencer as meias-finais e depois a final da fase de qualificação, pois só uma das quatro equipas avança para a fase seguinte da competição. Os restantes, integrarão (em fases diferentes) a EHF Cup.

O Tatran Presov integrou a fase de grupos da passada edição da Liga dos Campeões e o Cocks ficou pelo caminho na fase de qualificação. Teremos, por isso, pela frente, adversários habituados a estas andanças.

 

HÓQUEI EM PATINS

Tal como na temporada passada, o Sporting qualifica-se para a Liga Europeia, novamente fruto de um 4º lugar no campeonato nacional.

Para além dos candidatos nacionais à vitória na prova (Porto, Benfica e Oliveirense), poderemos ter pela frente os espanhóis do Barcelona (campeão espanhol), Reus (campeão europeu), Liceo da Corunha, Vic e ainda o campeão italiano Amatori Lodi, que destronou em 5 jogos o anterior campeão e adversário do Sporting na Liga Europeia do ano passado, Forte dei Marmi, entre outras equipas de menor dimensão.

 

TÉNIS DE MESA

Se não estou em erro, é o regresso após mais de duas décadas ausentes da prova máxima do ténis de mesa de clubes. O regresso de João Monteiro permitiu ao Sporting apresentar uma candidatura à prova, cumprindo assim com os requisitos mínimos, que nos obrigam a inscrever dois atletas do top 100 mundial (a João Monteiro junta-se Aruna Quadri). Bode Abiodun e Diogo Carvalho, também ele de regresso ao Sporting, completam a equipa que terá certamente dificuldades na fase de grupos.

O Sporting enfrentará o campeão europeu em título (Fakel-Gazprom Orenburg, da Rússia) e um dos semi-finalistas do ano passado (AS Pontoise Cergy, de França). De realçar que estas duas equipas têm dominado completamente o panorama europeu de clubes. Nos últimos seis anos, os russos venceram a prova por quatro vezes e os franceses duas. A outra equipa do grupo são os polacos do Bogoria Grodzisk, que na temporada passada falharam a passagem aos quartos-de-final por um ponto.

 

OUTRAS MODALIDADES

É de esperar que o Sporting se apresente ainda nas maiores provas europeias em Atletismo (os campeonatos nacionais realizam-se entre 22 e 23 deste mês e o Sporting é o grande favorito no género feminino e tentará destronar o Benfica em masculinos), Judo (estaremos na Golden League, no escalão masculino), Futebol de Praia (onde estarão as melhores equipas da divisão de elite nacional) e Goalball (onde o Sporting é campeão da única competição europeia existente, integrada por convite, embora não homologada oficialmente).

 

Esperam-se por isso novos feitos europeus, sendo que esta temporada o nível subiu e, por isso, a glória se nos afigura mais distante. Nada que nos impeça de sonhar e lutar por mais páginas douradas na nossa história.

 

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Sporting europeu em queda

Têm sido semanas algo deprimentes, estas em que se realizam embates para as competições europeias. Porque são jogos emocionantes, em grandes palcos, com os melhores clubes da Europa e nós não estamos presentes.

 

Bruno de Carvalho tem conseguido fazer crescer o clube internamente, temos afrontado o poder do Benfica e, com alguma regularidade, passar o Porto para terceiro plano mas continuamos sem ter expressão europeia.

E não vale vir com a retórica que primeiro temos de ganhar cá para ganhar lá fora. O Sporting sempre fez boas prestações europeias com alguma regularidade sem que, para isso, tenha de ter sido campeão nacional.

Na verdade, não ganhamos um campeonato desde 2001/02 e, daí para cá, temos uma final da Liga Europa, uma 1/2 final da Liga Europa, uns 1/8 final da Champions, uns 1/4 final da Liga Europa e uns 1/8 final da Liga Europa.

Não é muito mas é melhor que aquilo que temos atingido nos últimos três anos, com plantéis bem competentes, diga-se.

 

A verdade é que as fracas prestações europeias afectaram e muito o nosso ranking. Manifestei aqui há uns meses a minha preocupação com a nossa posição na elite europeia. Alguns apressaram-se a, cheios de confiança, afirmar que basta que sejamos campeões todos os anos (ser campeão, actualmente dá acesso directo à Champions para os países do top 7 europeu), como se isso fosse a regra em vez da excepção.

Ora, agora é já demasiado evidente que não seremos campeões e, não estando na Europa, não amealharemos nem mais um ponto. Estamos neste momento no 54º posto do ranking e temos 6 clubes à perna que ainda este ano podem ameaçar o nosso posto actual.

 

Antes que alguém diga que "no tempo do Godinho é que era", devo já arrepiar caminho, elucidando que, quando Godinho Lopes deixou o Sporting, éramos o 33º clube da tabela. Nada de extraordinário mas mais de 20 posições acima daquela que hoje ocupamos.

E sim, o ano trágico do 7º lugar, que nos deixou fora das competições da UEFA afectou e de que maneira a nossa posição (perdemos 10 lugares) mas não é menos verdade que nunca conseguimos fazer nestes últimos três anos um ranking anual melhor que o aglomerado dos últimos cinco, daí nos encontrarmos na posição que se sabe.

Vejamos a nossa evolução no ranking nos últimos 10 anos (o ranking final de cada época corresponde ao aglomerado da época em curso com as quatro anteriores):

Evolução ranking UEFA.png

Em apenas quatro épocas, passámos de uma posição estável no top 25 para fora do top 50. Nas últimas três épocas fomos 39º, 49º e 53º do ranking em cada uma das três temporadas. Sempre a piorar, em claro contraponto com o investimento.

Vivemos num clima de exigência. Não podemos aspirar a ser como os maiores da Europa sem ganharmos no nosso país mas também não podemos enjeitar sucessivamente campanhas europeias que nos podem dar a possibilidade de ganhar o respeito e o estatuto que pretendemos.

 

Nem vou comparar com os nossos rivais directos, que têm cimentado posições entre os 10/15 melhores clubes da Europa.

Olhemos para nós. Melhoremos e tenhamos a ambição e competência necessárias para mudar este panorama. Na próxima época, provavelmente teremos pela frente um playoff na Champions, onde não seremos cabeças-de-série. Caso passemos, entraremos no pote 4 da Liga Milionária. Caso acabemos na Liga Europa, dificilmente teremos estatuto de 1º cabeça-de-série (embora aqui isto não afecte as nossas possibilidades de sucesso na competição).

É que, neste momento, estamos uma posição abaixo do Braga no ranking europeu e o Leicester, que anda a lutar pela permanência no seu campeonato e é novo nestas andanças, fez quase tantos pontos nesta época como nós nas últimas três.

 

Vale a pena olhar para isto com olhos de ver, até porque voltar ao top 20/25, pode levar umas 4/5 épocas a atingir.

 

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Pensamento do dia

É público, já o manifestei diversas vezes, que não gosto da Liga Europa enquanto competição. Não a considero com grande visibilidade nem grande impacto mediático, será sempre o parente pobre das competições europeias e acaba por causar nas equipas que a disputam um maior desgaste físico que a Liga dos Campeões.

Por todos estes motivos e mais uns quantos, devem imaginar-me pouco entusiasmado com a possibilidade (ainda não garantida) de vir a disputar a prova. Ainda assim, tenho noção que o ranking europeu do Sporting é baixo e nada consentâneo com aquilo que pretendemos ser enquanto Clube.

Se nos queremos afirmar na Europa, teremos de garantir a presença nesta Liga Europa e fazer uma prestação que nos honre e amealhe uns pontos para o nosso pobre ranking da UEFA.

 

Mas, assim de repente, salta-me à vista algo que pode tornar a competição mais atraente para os adeptos e talvez até para os próprios jogadores. O fracasso dos rivais na Champions levaria cada um deles para a Liga Europa, onde esperamos também marcar presença.

Atacar esta competição com a pressão extra de ter nela inserida os nossos rivais internos seria um aliciante para mim e, mais importante que isso, colocaria em pé de igualdade os três rivais no que à gestão do plantel entre competições europeias e nacionais diz respeito. Poderão até ser quatro as equipas portuguesas presentes, pois o Braga está em condições de se qualificar para a fase seguinte da prova.

 

Dentro daquilo que é a desilusão de não seguir em frente na Liga milionária e a possibilidade de ter de encarar uma Liga Europa, este seria talvez o maior factor motivacional que encontro.

Veremos como correm as coisas a Porto e Benfica que, no mínimo, têm a Liga Europa garantida e espero que, na 4ª feira, não nos deixemos surpreender em Varsóvia, onde vai estar um gelo descomunal, nada condizente com aquilo que estamos habituados em Portugal.

 

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Como os maiores da Europa?

Ainda na ressaca de uma derrota europeia humilhante mas olhando mais para o futuro do que para o passado, resolvi fazer um levantamento dos rankings da UEFA, tanto a nível de clubes como de países para mostrar o presente e o futuro do Sporting no panorama europeu.

Como pudemos já observar no ano passado, a presença na Liga dos Campeões atirou o Sporting para o pote 3 da competição. É evidente que o nosso ranking não nos facilita a vida na principal prova europeia de clubes.

No final da época passada, o Sporting era o 33º clube da hierarquia europeia. A fraca campanha demonstrada até ao momento na presente temporada já nos fez baixar três lugares e somos neste momento o 36º clube do ranking da UEFA.

As diferenças pontuais para os clubes do top 30 são já praticamente inalcançáveis e teremos de vencer os dois jogos que nos faltam para manter o ranking actual e passar aos 16-avos de final, onde poderemos amealhar mais alguns pontos importantes para os anos que aí vêm.

Não será ainda na próxima época que virá o maior rombo mas as épocas desastrosas de 2012/13 e 2013/14 tornar-se-ão um fardo ainda maior na época 2017/18 e 2018/19, épocas onde dificilmente entraremos no top 50 sem prestações extraordinárias na época em curso e na próxima (entendam-se extraordinárias como perfazendo um acumulado entre 30 e 40 pontos - esta época apenas contabilizámos pouco mais de 4).

Na próxima beneficiaremos ainda da contabilização da temporada em que chegámos às meias-finais da Liga Europa (2011/12) e da posição de Portugal no top 5 europeu mas a temporada 2017/2018 pode trazer surpresas ainda mais desagradáveis.

Para além de uma previsível descida no ranking de clubes, o Sporting (e, consequentemente, outros clubes portugueses) poderá sofrer com uma descida do país no ranking de países. Neste momento, França e Rússia encontram-se praticamente colados a Portugal e a descida para 6º ou 7º lugar podem trazer mudanças drásticas nos apuramentos para a principal competição europeia, a Liga dos Campeões.

Um 6º lugar na hierarquia europeia obrigará o 3º classificado a fazer uma pré-eliminatória e o play-off, antes de conseguir entrar na fase de grupos. Um 7º lugar, não só qualifica apenas duas equipas para a Champions como obriga uma delas a ultrapassar o play-off para aceder à fase de grupos. Aqui, um bom ranking individual será determinante para assumir estatuto de cabeça-de-série nos sorteios das eliminatórias preliminares.

Estes factos servem sobretudo para que os Sportinguistas entendam o impacto negativo que uma nova prestação europeia medíocre pode ter no futuro próximo. Claro que o objectivo é o campeonato nacional mas desprezar as prestações europeias e agravar consequentemente a nossa posição no ranking pode ser também trágico para o fácil acesso à Liga dos Campeões que, não sejamos ingénuos, será importantíssimo para o projecto desportivo e manutenção da capacidade financeira do Clube.

É possível que nos próximos anos apenas o campeão nacional tenha acesso garantido à prova milionária e convém que contribuamos para que isso não seja uma realidade. Porque isso adensará ainda mais as guerras internas e levará a que soframos cada vez mais golpes baixos, devido à diminuição dos lugares de acesso ao dinheiro fácil da Champions.

Por muito que sonhemos em ser campeões nacionais de forma consecutiva, é bom que tenhamos noção da dificuldade da tarefa. Ter um bom ranking europeu é determinante para épocas em que o sucesso interno não seja coroado com a conquista do campeonato.

Espero que consigamos ainda esta época atenuar as coisas e amealhemos mais alguns pontos. Caso contrário, o top 40 será uma miragem já na próxima época.

Compreendo a importância do campeonato como prioridade para esta época mas espero que os dois jogos que faltam da Liga Europa sejam encarados por forma a que lutemos pelo apuramento até à última jornada, até porque ambos antecedem recepções a Belenenses e Moreirense (sendo certo que já não há jogos fáceis e que, muitas vezes, os mais complicados se jogam em nossa casa).

Deixo a seguir os ranking de clubes e países da UEFA e, por curiosidade, o ranking da IFFHS.

Ranking de clubes da UEFA - 36º

Ranking de países da UEFA - 5º

Ranking de clubes da IFFHS - 140º

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