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Grande Artista e Goleador

Equipa B: o balanço

Depois de levar a equipa à melhor pontuação de sempre na 2ª Liga, João de Deus teve uma época complicada à frente da equipa B do Sporting.

Embora tenha revelado mais uma vez bons valores individuais, a equipa não correspondeu colectivamente e bateu todos os recordes negativos.

Não fosse o bom final de época, ao nível das melhores equipas da 2ª Liga, e teríamos terminado a lutar pela manutenção.

O excesso de jogadores na primeira fase da época e a necessidade de dar visibilidade aos 'proscritos' por forma a arranjar-lhes colocação no mercado de janeiro prejudicou sobretudo a dinâmica de grupo.

Os inverno foi penoso e em quase três meses a equipa apenas ganhou uma vez.

Após a reestruturação do plantel na reabertura do mercado, a equipa soube encontrar-se e arrancar um final de temporada razoável.

Voltando aos recordes...pior percentagem pontual (47%), pior percentagem de vitórias (39%), pior registo defensivo (59 golos sofridos), pior pontuação (65 pontos) e pior classificação (10º).

Tudo isto com as 15 jornadas finais ao nível das equipas do top 5 da Liga (apenas 4 equipas do top 10 fizeram mais do que os 25 pontos acumulados pela equipa leonina).

Depois da saída de Matheus para a equipa principal, passaram a ser Podence, Geraldes e Gauld os que mais deram nas vistas.

Para mim, o principal destaque vai mesmo para Podence, que com 6 golos e 7 assistências dinamitou todos os seus registos da época passada e surpreendeu-me, ao contrário de Geraldes e Gauld, que fizeram exactamente aquilo que esperava deles.

Kikas foi importante para o equilíbrio da equipa nas transições, sobretudo defensivas e mostrou que alguma experiência ajuda sempre ao crescimento dos mais novos.

Baldé revelou-se um lateral direito fiável, após o revés que foi a lesão grave de Riquicho.

Perspectivam-se mudanças na estratégia da equipa B, que será maioritariamente composta por elementos sub-21.

Isto significa que veremos outros crescer ou eclipsar-se em empréstimos que, espero, revelarão mais 2/3 reforços importantes para 2017/18.

Sendo certo que muitos sairão, é importante formar um grupo equilibrado e fiável para uma competição longa, com mais de 40 jogos.

Acredito que João de Deus voltará a conseguir mostrar resultados e potenciar jogadores para a equipa principal.

 

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Crescimento sustentado

É inegável o crescimento do futebol profissional do Sporting nestes 3 anos.

Leonardo Jardim restituiu o orgulho, Marco Silva recolocou-nos na rota dos títulos e Jorge Jesus devolveu-nos a nossa identidade, lutando até ao fim pelo título nacional, depois de ter entrado a vencer a Supertaça.

Três bons treinadores permitiram ao Sporting crescer e reerguer-se, aumentado sustentadamente a sua competitividade e melhorando o rendimento global.

Jardim teve o plantel menos apetrechado mas gozou de um calendário menos apertado, sem competições europeias e com eliminações precoces nas taças. Silva viu aumentada a competitividade, aliada ao crescimento de alguns dos jovens da casa e fez quase 20 jogos a mais que Jardim. Jesus teve o melhor dos 3 plantéis e, quanto a mim, implementou a mentalidade imprescindível ao regresso do "Crónico".

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Hoje, o Sporting vence mais do que vencia antes e é a essa mentalidade que hoje se encontra implementada que isso se deve.

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Fruto de um estilo de jogo mais atractivo e ofensivo, marcamos hoje mais golos que antes.

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O equilíbrio conseguido hoje entre a vertigem ofensiva e as transições defensivas, permite-nos também sofrer menos golos que no passado recente (Jardim sofre menos golos no total mas mais para a Liga num registo ainda assim assinalável e bem próximo do de Jesus).

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Estes dados estatísticos, embora não nos tenham permitido melhorar ao ponto de vencer a principal competição nacional, deixam clara a melhoria em termos de percentagem pontual na Liga. Jesus conseguiu a 7ª melhor percentagem de pontos de sempre, a melhor desde 1979/80, onde curiosamente também fomos segundos classificados. Acabámos com um título ganho, tal como no ano passado, igualando a 2ª posição de Leonardo Jardim e com um passo em frente rumo à reafirmação definitiva no panorama futebolístico nacional.

Gráfico 5.png

É importante materializar na próxima época (a última do mandato de Bruno de Carvalho) o crescimento que se vem verificado com o mais importante título nacional, se possível, com uma boa campanha europeia, que faça subir mais um patamar neste trajecto ascendente.

 

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2015/16: O Balanço

Ainda me é difícil fazer um resumo desta época. Não porque me faltem as palavras mas sim a vontade.

Não apetece fechar para balanço uma época de tão bom futebol...não enquanto não fôssemos nós os justos vencedores.

Como diz o Rui Veloso: "O prometido é devido". Jorge Jesus não falhou na promessa, mesmo não tendo cumprido o desejo.

Lutámos até ao fim como prometido, mas morremos na praia.

 

Nada naqueles primeiros meses da época faria prever este desfecho. Pelo menos para a maioria dos adeptos do Sporting, que sempre viram no Porto o principal rival, tendo em conta o desnorte dos encarnados neste início de temporada.

Eu sempre soube que era com eles que discutiríamos o título, sobretudo pelo seu poder fora das quatro linhas.

 

Dentro, no futebol jogado, fomos sempre superiores e depois de ultrapassada aquela fase inicial da época em que se venceu de forma sofrida, a lembrar outras épocas, depressa vimos a equipa 'carburar' e entrar em velocidade de cruzeiro.

Acabámos plenos que qualidade, talento individual, capacidade colectiva e exuberância. Eles acabaram como nós começámos, a vencer de forma quase sempre sofrível.

 

A verdade é que a nossa pontuação daria para vencer todos os campeonatos disputados a 18 equipas desde que a vitória vale 3 pontos e isso diz tudo da regularidade da nossa época. Não é menos verdade que o jogo fora do jogo nos impediu de ir mais longe, assim como é também verdade que mesmo com isso podíamos ter sido felizes.

Fomos tão melhores que parece impossível como é que uma equipa que faz 21 pontos em 24 possíveis com as equipas do top 5 da Liga não foi campeã.

 

Claro que os deslizes com o Rio Ave em casa e sobretudo em Guimarães podiam ter sido evitados e bastava marcar uma das oportunidades na Cidade Berço para estarmos nós em festa. Mas...quem nos garante que as arbitragens não nos teriam prejudicado ainda mais, caso fosse necessário?! Pois...

Recuso-me a apontar a nossa incompetência como principal factor de insucesso. E faço-o porque só perdemos pontos em 7 jogos e apenas em 3 desses 7 não há decisões graves das equipas de arbitragem que nos prejudicam.

Equilibrem lá os pratos da balança e depois falamos. Este campeonato decidiu-se por dois pontos. Com as novas tecnologias, talvez o campeão fosse outro.

 

Não posso deixar de destacar aquele que foi, para mim, o nosso maior erro. Jorge Jesus menosprezou o adversário e, com isso, deu-lhe força e união fundamentais para ultrapassar barreiras que numa equipa inicialmente à deriva, vazia de liderança, com falta de estratégia e errática tácticamente, pareciam impossíveis de ultrapassar. Quando esta semana Jesus se refere à cópia do seu modelo, acredito que se refira especificamente ao aporte que os membros da sua antiga equipa técnica deram a Rui Vitória que, mérito lhe reconheço, assumiu a sua imcompetência e aceitou ajuda. Acredito que a mudança táctica e estratégica tenha tido mão fundamental da estrutura técnica que Jesus deixou na Luz e foi essa a chave da recuperação. Tudo isto aliado à impunidade das suas acções em campo, protegidas pelas arbitragens, cirurgicamente controladas por Vítor Pereira, constituiu a fórmula perfeita para fazer do Benfica de Rui Vitória um verdadeiro campeão.

 

Ganhámos apenas a Supertaça e, numa época em que jogámos tão bom futebol, isso não é satisfatório.

A eliminação (leia-se ROUBO) no playoff da Champions impediu-nos de fazer uma campanha europeia mais interessante e mesmo achando que podíamos e devíamos ter feito mais na Liga Europa, acabo por entender a gestão feita na prova da UEFA. Os jogos à 5ª feira dificultam imenso a recuperação e preparação dos jogos do fim-de-semana e é por isto que a presença na Champions poderia ter marcado positivamente a nossa época europeia. Jogaríamos sempre nas mesmas circunstâncias que os rivais, algo que nunca aconteceu. Assim, fomos humilhados na Albânia e hipotecámos a passagem em 1º no grupo, factor decisivo para evitar o sorteio adverso que se veio a verificar e acabou por castrar as nossas melhores ambições na prova.

Na Taça de Portugal não fomos mais longe porque não nos deixaram. Não deve haver neste país alguém que tenha coragem de elogiar o grande jogo em Braga sem se lembrar dos casos graves de arbitragem em nosso prejuízo.

Em suma, foi uma boa época, mesmo tendo falhado a maior parte dos objectivos. Ganhámos um título, disputámos outro até final e apenas a campanha europeia deixou claramente a desejar.

 

É impossível e até desonesto não notar as melhorias nestes 3 anos. Depois de reposta a dignidade, foi-nos devolvido o orgulho. Reposto o orgulho, regressámos aos títulos. Regressados aos títulos, somos finalmente um real candidato à maior competição nacional, que não vencemos por mera injustiça, infelicidade e canalhice.

O futuro será risonho e para o ano, acredito que voltaremos a estar na luta que duvido que não seja a três e até final. Espero que sejamos nós a ser felizes. Já merecemos...

 

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Podia (e devia) ser melhor

Estamos com dez jornadas concluídas na Liga Portuguesa e, neste momento, o Sporting ocupa um modesto 8º lugar, a 8 pontos do primeiro classificado.

Já assistimos a alguns bons espectáculos e a outros que não nos deixaram muito satisfeitos. Já nos entusiasmámos e já nos desiludimos. Mudanças típicas do dia-a-dia leonino e das quais ainda não nos conseguimos ver livres.

É possível que esta pausa no campeonato permita afinar a finalização, pois apesar de termos uma média superior a dois golos marcados por jogo, isso não reflecte o volume ofensivo que evidenciamos em quase todos os jogos. É também importante trabalhar o equilíbrio defensivo, sobretudo nas transições defensivas rápidas, onde somos muitas vezes apanhados desposicionados e, inevitavelmente, sofremos com isso.

Na época passada, era este o cenário ao fim de dez jogos:

2013-2014 10J.jpg

7 vitórias; 2 empates; 1 derrota e 24 golos marcados e 9 golos sofridos.

Este é o cenário actual:

2014-2015 10J.jpg

4 vitórias; 5 empates; 1 derrota e 18 golos marcados e 10 sofridos.

É impossível estar satisfeito com este registo, mas também é improvável não sorrir com alguns dos bons momentos que já nos foram proporcionados. Há tudo para melhorar e se não me sinto satisfeito, folgo por ter a certeza de que tanto o presidente, como o Marco Silva e todo o plantel sentem a mesma insatisfação.

Resta continuar a acreditar e a apoiar, esperando um trajecto cheio de dificuldades impostas pelos adversários, por nós próprios e pelo homens do apito.

SPORTING SEMPRE!

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