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Grande Artista e Goleador

Dost no encalce do melhor Liedson

Como sei que Bas Dost exige muito de si, vou ser exigente com ele. Parece-me que é mesmo o melhor depois de Jardel e isso justifica a "cobrança".

Vou comparar a sua performance nestes primeiros 23 jogos de leão ao peito com os primeiros 23 jogos de todos os que sucederam a Super Mário. Mas vou dificultar ainda mais a tarefa ao holandês... A comparação vai ser com a melhor época de cada um dos avançados ao serviço do Sporting e não com a primeira.

Como todos os que serão objecto de análise já eram titulares absolutos ao 23º jogo, opto por valorizar e organizar o ranking por tempo necessário para marcar. Vamos lá aos resultados:

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Dost ao nível do melhor Slimani

Mesmo sem termos ainda encontrado o melhor parceiro para Bas Dost, facto que em muito prejudica o volume de oportunidades para o holandês finalizar com qualidade, a verdade é que o reforço leonino tem feito pela vida para mostrar serviço.

Apresenta números ligeiramente superiores a Slimani nos primeiros 17 encontros da época passada, ficando aquém do início da melhor época de Liédson (a segunda) e do início das épocas de estreia de Ricky van Wolfwinkel e Fredy Montero (as mais produtivas de ambos em número de golos), ressalvando que o colombiano não voltaria a marcar no que restou da época 2013/14.

Registo a possível injustiça de comparar a época de estreia do holandês com as melhores épocas de cada um dos antecessores mas é uma forma de manter a bitola elevada e de mostrar realmente a qualidade do gigante contratado ao Wolfsburg.

Vamos aos números, ordenados pelo item da última coluna (minutos por golo):

Comparativo avançados.png

Não incluo nesta análise Teo Gutierrez, por ter um papel diferente do típico avançado referência mas, por curiosidade, nos primeiros 17 jogos, marcou 7 golos em 1154 minutos (um golos a cada 165 minutos).

Sobretudo por saudosismo, deixo-vos os de Mário Jardel no ano do último título do Sporting. 17 jogos / 1463 minutos / 23 golos / um golo a cada 64 minutos. Impressionante! Nesta época Super Mário acabaria com 55 golos em 41 jogos (todas as competições) a apenas um do seu recorde (56, mas em 51 jogos) na última época no Porto, quando o Sporting se sagrou campeão em 1999/2000. As duas melhores épocas de Mário Jardel em termos individuais foram quando o Sporting se sagrou campeão.

Termino com uma análise interessante entre Bas Dost e Islam Slimani, o nosso termo de comparação mais recente. Bas Dost marca mais, em menos minutos e rematando menos. Ressalvo que a média de remates por jogo de Bas Dost é a registada até ao momento, enquanto que a de Slimani corresponde a toda a temporada passada, facto que não deverá alterar em muito a objectividade da análise. Sublinho também que a estatística é relativa apenas aos jogos da Liga, o que torna também a comparação mais justa. Bas Dost faz um golo a cada 2.8 remates enquanto que, na temporada passada, Slimani precisou em média de 3.6 remates para finalizar com sucesso.

Esperemos que, tal como Slimani, Bas Dost suba de rendimento ao longo da temporada. O Sporting agradecerá e nós também.

 

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O reforço do ataque

Ainda não me pronunciei sobre as notícias que veiculam a incursão do Sporting no mercado para a contratação de John Guidetti.

Hoje, surgem novos rumores, desta vez por Joel Campbell.

Não sei porquê, não acredito muito na contratação de nenhum dos dois.

Ambos são jovens promessas que tardam em se afirmar e qualquer deles tem alternado entre épocas que confirmam valor e outras que adensam a dúvida quanto às suas capacidades.

Confesso que não vejo o Sporting com capacidades para contratar a equipas de primeiro plano.

Aliás, isso tem-se visto com a contratação de jogadores em mercados periféricos e clubes de menor dimensão.

Bem sei que Guidetti está em fim de contrato mas, se isso nos pode dar uma hipótese, por outro lado pode alimentar o leilão e, como é sabido, não temos capacidade para entrar em leilões, sobretudo porque vai sempre aparecer alguém que dá mais. Só o projecto desportivo nos pode valer na tentativa de convencer o sueco a rumar a Lisboa e, para isso, ainda terá de contribuir a vontade do jogador em assinar por um projecto em vez de um saco de dinheiro (temo que o dinheiro acabe por pesar mais na decisão).

Por tudo isto, dei por mim nos últimos dias a pensar num avançado que pudesse entrar no nosso radar sem que tenhamos de vender meio plantel e, ao contrário do que muitos exigem, que não tenha créditos firmados nem grande currículo.

Isto parece não fazer sentido mas, para mim, faz. Não estar habituado a ordenados principescos e às luzes da ribalta pode fazer com que o Sporting seja a oportunidade de uma vida. Parece-me mais útil um jogador motivado a aproveitar uma grande oportunidade (como, por exemplo, actuar na Champions) do que um nome para alimentar a esperança dos adeptos e, eventualmente, mais uma futura desilusão.

Disso, já temos a nossa quota parte.

Parto do princípio que Slimani sairá. É o nosso avançado mais cobiçado (aparentemente) e para mim o mais dispensável.

Montero vive bem entre a titularidade e o banco e traz inegáveis capacidades técnicas, aliadas a um rendimento interessante

Tanaka estará a viver um sonho e parece-me uma boa opção para ter no plantel, partindo do princípio que vive bem com as oportunidades que lhe têm sido dadas.

Rubio parece-me preparado para assumir a luta por um lugar entre os titulares.

Assumindo que nem Montero nem Tanaka são pontas-de-lança puros (ao contrário de Rubio) acho que podemos continuar a precisar de um jogador mais fixo, possante e com jogo aéreo. São características com valor num campeonato como o nosso em que, por vezes, é necessário um 'destruidor de autocarros'.

Querem um nome?

Rudy Gestede.

1 metro e 93 centímetros de altura e 86 quilos de peso.

Nascido em França e formado no Metz, não conseguiu impôr-se enquanto jovem jogador.

Tem tripla nacionalidade (França, Benin e EUA) e chegou a ser internacional sub-19 em França, porém, acabou por ser internacional AA pelo Benin (6 jogos / 3 golos desde 2013).

Acabou por ficar livre e assinou pelo Cardiff. As primeiras duas temporadas não foram muito produtivas no que aos golos diz respeito, mas a equipa conseguiu subir à Premier League. Gestede partia para a terceira época a poder estrear-se numa das maiores ligas do mundo.

Perdeu espaço e, depois de pouco jogar, acabou emprestado ao Blackburn a meio da época, clube que acabou por adquirí-lo em definitivo e onde se mantêm até hoje.

Tem contrato até Junho de 2017 e está avaliado (segundo o site transfermarkt.pt) em 3.5M€.

A verdade é que, pese embora a boa contribuição do avançado (66 jogos / 33 golos / 7 assistências), o Blackburn falhou nas duas épocas a subida à Premier League.

No que às características diz respeito, Rudy Gestede é um bom finalizador, tem um exímio jogo aéreo (bem melhor que Slimani) e é bastante competente no jogo em apoio, para além de ser capaz no último passe. Apesar da envergadura, movimenta-se muito e integra-se bem nas dinâmicas colectivas. É letal no aproveitamento de cantos e livres, facto que abona e muito a seu favor.

Deixo um vídeo para abrir o apetite.

Já agora, a acompanhar o desempenho de outro francês, actual internacional sub-21. Sébastien Haller transferiu-se este ano do Auxerre para o Utrecht por 750 mil € e tem um registo impressionante (15 jogos / 10 golos / 3 assistências).

Tem um perfil físico semelhante a Gestede, está avaliado em 1.25M€ e parece-me um jogador muito interessante.

Nem sou deste tipo de especulações mas, se quiserem contratar-me como olheiro, estou desempregado.

O que acham?

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