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Grande Artista e Goleador

SPORTING CP 1-1 Marseille: um bom teste

Foi bom voltar a casa e foi bom ver, finalmente, um "cheirinho" daquilo que pode ser o Sporting desta época.

Deu para ver algumas coisas interessantes e para identificar algumas carências. Viram-se movimentações e apontamentos técnicos de relevo mas também falhas técnicas e de concentração.

Há, naturalmente, trabalho a fazer. Facilmente se identificam os pontos mais fortes e mais fracos. O regresso de Battaglia suprirá algumas das necessidades do meio-campo mas está longe de resolver os nossos problemas naquilo que é o coração de uma equipa e onde temos ainda de encontrar melhores soluções.

Mérito para José Peseiro, que viu em Acuña características interessantes para actuar no centro do terreno. Poderá ser uma aposta ganha num jogador de qualidade mas que me parece curto como extremo numa equipa com as ambições do Sporting. Creio que o futuro do argentino passará pelo meio ou pela lateral defensiva, em vez da ofensiva, onde temos este ano mais e melhores opções.

 

Foi sobretudo no plano ofensivo que identifiquei alguns comportamentos interessantes, tendo faltado apenas algum acerto no último passe. 

O envolvimento ofensivo dos laterais foi interessante, com especial destaque para a profundidade dada por Bruno Gaspar, na segunda parte, onde mostrou argumentos que, na minha opinião, faltam a Ristovski, sobretudo na hora de servir os companheiros de ataque.

Achei Nani e Matheus ainda abaixo daquilo que podem fazer e não gostei de os ver presos aos corredores onde iniciaram o jogo. Foram várias as vezes que se percebeu que estávamos e encontrar as melhores soluções mas que estas pediam um destro à direita e um canhoto à esquerda. Bastava que tivessem trocado uma ou duas vezes de lugar e as coisas podiam ter corrido melhor, até porque Montero foi um bom elemento de ligação ofensiva mas não teve ocasiões para finalizar, muitas vezes por precipitação na hora de servir quem estava na área.

Acima de tudo, o Sporting fez uma primeira meia-hora bastante consistente, bem como a parte final do segundo tempo.

 

Faltou-nos alguma concentração ao nível do passe no início do jogo, aquando da iniciação do processo ofensivo. Não sei se por convicção ou por falta de uma solução que permita sair a jogar pelo médio defensivo (Petrovic não é o tipo de jogador que garanta qualidade nessa fase do jogo), Peseiro optou por uma saida a dois, pelos defesas-centrais, que estiveram algo nervosos e inseguros com bola.

Ao contrário da opinião geral, não gostei muito de Wendel. Continuo sem perceber quais as suas melhores características e aquilo que nos pode oferecer mas confesso que, com Petrovic, não funciona e acho que mais por aquilo que o brasileiro ainda não dá a construir do que por aquilo que possamos esperar do sérvio, que é claramente um jogador de equilíbrios e simplicidade no passe. Acho que Petro pode ser útil no plantel mas precisamos de um jogador de características diferentes, já que vejo Battaglia para a outra posição do meio-campo.

 

Bruno Fernandes foi o melhor em campo e mostrou que está de corpo e alma no clube, como havia reiterado aquando do regresso. É o nosso melhor jogador e saúda-se o seu empenho e profissionalismo evidentes.

 

Ficam evidentes, na minha opinião, as limitações da lateral esquerda, a falta de um médio-defensivo com capacidade para construir desde trás e um ponta-de-lança distinto de Bas Dost e Montero (vendia Doumbia e Castaignos).

A questão do guarda-redes é para ir vendo. Confesso que continua a ser assunto tabu para mim, até porque poucos me deixariam descansado após a saída de Rui Patrício. Estou reticente em relação a Viviano mas não vou fazer juízos precipitados.

 

No próximo fim-de-semana há novo teste, com o Empoli, a contar para o Troféu 5 Violinos, que o Sporting venceu em todas as edições.

 

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SPORTING CP 1-0 Boavista: Aqui ninguém passa

O Sporting estava no "red line", como diria Jorge Jesus. Foram sete jogos em pouco mais de três semanas. Em média, o Sporting fez um jogo a cada setenta e nove horas, num período de vinte e três dias.

Nenhum adepto com a noção disto poderia pedir uma grande exibição com uma goleada mas isso até podia ter acontecido.

O Sporting fez uma boa primeira parte e, a espaços, até jogou bom futebol. Enquanto as pilhas duraram, a equipa conseguiu criar oportunidades e marcar o único golo da partida, resultante de um pontapé de penalti que o VAR ajudou (e bem) a assinalar.

 

Enquanto isto, o Boavista, embora afoito e rápido nas transições, nunca conseguiu acercar-se da baliza de Rui Patrício.

As maiores dificuldades vieram da nossa incapacidade para juntar as linhas a defender. Tudo isto por inferioridade física, que resultava num maior espaço entre sectores e num posicionamento deficiente no momento defensivo. 

Apesar de tudo, o Sporting resolveu sempre bem as dificuldades que o Boavista criou, muito por culpa da boa exibição de ambos os laterais. 

Com Battaglia visivelmente cansado, foram muitas vezes os centrais e os laterais a resolver os problemas, muitos deles ainda longe da nossa zona mais recuada e, portanto, evitando real perigo.

 

Rui Patrício não fez uma única defesa e o Sporting voltou a fechar mais um jogo em casa sem sofrer golos.

Foi o vigésimo primeiro jogo desta temporada em que não sofremos golos em casa, num total de vinte e oito encontros. Há catorze jogos consecutivos que o Sporting não sofre um golo em Alvalade nas competições nacionais, dez deles na Liga Portuguesa.

Foi o vigésimo segundo jogo sem perder em casa nas competições nacionais, sendo que a última equipa a vencer em nossa casa foi o Barcelona, graças a um auto-golo de Mathieu.

Não sei qual o melhor registo defensivo em casa numa temporada, em jogos para o campeonato mas arrisco que esta será a melhor época de sempre.

 

Enquanto as pilhas duraram, foi Bruno Fernandes o jogador em destaque do lado do Sporting, sempre bem acompanhado por Bryan Ruiz e Gelson. 

Bryan durou mais tempo que Bruno Fernandes e Gelson, embora esgotado, teve sempre uma reserva energética para mais um sprint, fosse para a frente ou para trás.

Bas Dost fez o golo. Tem mérito pela frieza com que bateu o penalti mas fez um jogo modesto. 

No geral, não me desagradou nada a exibição. Claro que sofremos um pouco no final, mais por filmes antes vistos do que por aquilo que ia acontecendo em campo.

 

A nossa obrigação está cumprida e teremos a partir de agora uma semana para preparar cada jogo, com a certeza que os jogadores se apresentarão agora em melhores condições, pese embora o adiantado da época e o desgaste acumulado dos quase sessenta jogos disputados.

O Porto ainda joga hoje e, embora o jogo seja teoricamente fácil, surge num momento de enorme pressão para os azuis-e-brancos.

Acendam uma velinha.

 

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Mais uma vez a um passo do sonho

Ainda não foi desta que erguemos a UEFA Futsal Cup. O Inter Movistar foi mais forte e venceu por 5-2, num jogo em que o Sporting correu sempre atrás do prejuízo.

À terceira não foi de vez e depois da quinta presença em meias-finais, o Sporting não foi além do segundo lugar e igualou o Dínamo de Moscovo e o Inter em finais perdidas a um jogo (3). Os russos ainda perderam mais duas, numa fase em que a final se disputava em duas mãos.

 

Confesso que estava extremamente confiante na vitória e na capacidade da nossa equipa. Estou triste pela derrota mas conformado. O Inter foi melhor e mostrou estar ainda um furo acima de nós. Podemos equilibrar um jogo com o campeão espanhol, podemos até ganhar (como se viu na Masters Cup) mas o resultado mais normal ainda é o que se verificou.

O nível de eficácia em momentos de decisão que o Inter apresenta coloca-os num patamar acima de todas as equipas de Europa e mostra o porquê de serem tetra-campeões da liga espanhola e, agora,bi-campeões europeus.

A entrada a perder no encontro foi um banho de realidade e um sério aviso à equipa liderada por Nuno Dias. Os espanhóis mostraram que não iam facilitar e que iam atirar a contar sempre que pudessem. 

O golo do empate devolveu-nos alguma esperança e nem o segundo golo do Inter abalou a nossa confiança, embora tenha demonstrado mais uma vez que eficácia é o nome do meio dos madrilenos.

O terceiro golo já colocou a fasquia mais elevada e deu para perceber que levar de vencido o campeão europeu seria uma tarefa muito complicada.

Não conseguir passar para a frente do marcador foi o maior entrave ao nosso sucesso. Era esse ascendente no marcador que permitiria retirar ao Inter o conforto no jogo. Para sermos felizes, teriam de ter sido eles a correr atrás do resultado.

 

O frango de Marcão logo no início da segunda parte podia, no entanto, ter deitado por terra a confiança da equipa. Facilmente acabaríamos desmoralizados e tudo poderia terminar como na época passada.

Mas não...a equipa não se resignou e partiu para uma grande segunda parte, que até podia ter tido dois minutos finais de incerteza no resultado, se Dieguinho tem concretizado um lance cara-a-cara com o guarda-redes espanhol. Nesta fase, o Sporting perdia por 4-2, fruto de um golo de Diogo, já a jogar em 5x4. O lance de Dieguinho poderia ter feito o 4-3 e relançaria o jogo para os minutos finais.

O Inter acabaria por marcar o último golo a segundos do final, retirando alguma justiça ao resultado. O Sporting não merecia ter perdido por três golos de diferença mas isso também não é importante. Uma derrota é uma derrota, independente dos números.

Não foi suficiente para dar os parabéns à nossa equipa mas o orgulho em todos os jogadores mantém-se. Temos um grande plantel, liderado por um dos melhores treinadores do Mundo e a nossa hora chegará.

Todos merecem ser campeões da Europa de clubes um dia, mas há uns a quem a sorte já devia ter sorrido. João Matos, Pedro Cary, Caio Japa e Djô já mereciam este título, depois de terem estado em todas as final-four que o Sporting disputou. Deo só falhou uma final-four (estava na Rússia) e esteve em todas as finais perdidas. Divanei e Cardinal estiveram em duas das três finais perdidas. Nuno Dias e a sua equipa técnica estiveram em três das cinco final-four e também eles mereciam mais do que dois segundos lugares e um terceiro.

 

Uma coisa é certa; não devemos desistir de perseguir este objectivo e espero que para o ano consigamos voltar a estar nos momentos de decisão.

Em 2018/2019 e prova passará a ter nova designação e, quem sabe, a nossa sorte mude. Venha de lá a Champions!

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Jamor, espera por nós

Voltaremos a pintar o Jamor de verde-e-branco. No dia 20 de maio estaremos novamente no palco mítico que desde 1945/1946 acolhe a final da Taça de Portugal. Será a nossa 28ª final, sendo que tentaremos vencer o 17º título.

 

Muitas vezes apontei o dedo à gestão de Jesus e à qualidade do nosso jogo mas nunca questionei a vontade, compromisso, união, garra e ambição deste grupo de jogadores.

"Homens de barba rija", com "carácter", "alma" e que têm a "sintonia e o compromisso ideal para nos fazer felizes". Usei as expressões entre parêntesis ao longo da temporada, várias vezes, nem todas na hora da vitória.

No final do jogo, Jesus reiterou tudo isto, puxando dos galões para defender os que lidera, após mais uma pergunta "venenosa". "Os jogadores são o mais importante", disse ele. É verdade!

Ninguém precisa fazer um esforço de memória para saber quem marcou os golos mais decisivos nas vitórias mais emblemáticas ou quem fez aquele corte ou defesa que, acreditamos, nos pode ter valido um jogo ou um título. Os momentos mais épicos da história de um clube ficam ligados a quem os protagonizou no terreno; o cantinho do Morais em Antuérpia, o bis do André Cruz em Vidal Pinheiro, o poker do Manel no 7-1, o Iorda na final da Taça, o Jardel em Setúbal, o Montero no Jamor... Podia ficar aqui dias a relatar momentos destes, todos eles eternizados na nossa memória colectiva.

 

O jogo e o resultado de ontem foi obra do trabalho dos jogadores, do seu empenho e da sua vontade de vencer. Vitória justa da equipa que melhor controlou os momentos de decisão e que voltou a não falhar nenhum dos cinco pontapés de penalti.

Foram vários os jogadores que se exibiram a um nível muito elevado, pese embora o forte desgaste. Mesmo os que não jogaram assim tão bem, compensaram com um inabalável espírito de sacrifício em prol do objectivo colectivo. Pelo golo mas não só, para mim, Coates foi o melhor em campo.

Foi um jogo com alguns pontos de contacto com a eliminatória frente ao Benfica, em 2015/16, que ganhámos no prolongamento. Essa temporada não terminou como deveria, até mesmo na taça de Portugal. Quem sabe, este ano não se faz justiça.

Criança Sporting.jpg

A imagem escolhida para ilustrar o jogo e a nossa crença e amor inabalável pelo Sporting tinha de ser esta.

Um miúdo que nunca viu o Sporting ser campeão a chorar um golo marcado. A viver o Sporting com emoção. Curiosamente conheço o pai dele, enorme leão que soube fazer aquilo que o meu pai e muitos outros milhares fizeram nos últimos 40 anos; passar Sportinguismo. Puro e alicerçado apenas no amor e na crença inabalável que os nossos valores preconizam. Esforço, dedicação e devoção que na maior parte das vezes resultou apenas em esperanças renovadas mas nem por isso menos apaixonadas.

É por meninos como estes que somos os melhores adeptos do Mundo. Confesso, arderam-me os olhos quando vi esta imagem, após o golo do Coates.

Isto só acontece porque nos passaram Sportinguismo e não canecos numa vitrina. Nós temos feito o mesmo que fizeram connosco e isso vale mais do que muitos títulos que, felizmente, também ganhámos mas nenhum destes miúdos viu.

Isto é a certeza de que temos passado aos nossos miúdos o que é o Sporting. E o Sporting é muito mais do que aquilo que se vê no nosso museu!

 

Venha o Boavista, que este campeonato ainda tem muito para jogar.

 

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Belenenses 3-4 SPORTING CP: Estamos vivos e na luta

Liga NOS: Belenenses x Sporting

Jogo difícil, como se esperava. Atribulado, mais do que o previsto.

A entrega das equipas não merecia uma arbitragem tão fraca. Erros corrigidos e correcções erradas. Uma confusão!

Continua a ser difícil perceber a discrepância entre a segurança defensiva apresentada em Alvalade e a constante dormência que se verifica nos jogos fora. 

Ganhou o adepto, que presenciou ou viu na TV um jogo com muitos golos, emotivo e capaz de pôr os nervos em franja ao mais calmo dos indivíduos.

 

O Sporting compensou uma entrada em falso no jogo com uma resposta de grande nível e, ao intervalo, já havia virado o 1-0 para um esclarecedor 1-3, muito graças a um fabuloso Bruno Fernandes.

Bruno Fernandes que quase marcou no início da segunda parte, a passe de Gelson Martins. 

À entrada razoável do Sporting na segunda parte seguiu-se um período de completo adormecimento, que resultou em dois golos sofridos. O 2-3 chega por inépcia da nossa lateral direita, embora os homens do meio-campo também tenham deixado Licá livre de marcação e o 3-3 resulta de uma bola nas costas que acaba com Acuña a derrubar Licá para, depois, Fredy fazer o empate.

Foram cerca de dez minutos frenéticos, onde o Sporting acaba por se adiantar fruto da terceira grande-penalidade do jogo, convertida por Bruno Fernandes após falta sobre Bas Dost, que levou à expulsão de Yebda.

 

A pouca frescura física e as decisões de Jesus em apostar no segurar da magra vantagem tornaram os minutos finais penosos e enervantes para o nosso lado. Felizmente Patrício e o poste estavam lá para evitar males maiores.

Estamos vivos, na luta e a depender apenas de nós para vencer a Taça de Portugal e segurar o segundo lugar na Liga.

Apesar de tudo, eu acredito!

 

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SPORTING CP 2-0 P. Ferreira: Instabilidade? Só fora de campo!

Espero que a resposta de ontem seja para manter até final da temporada. Exibição muito segura da equipa do Sporting, contrariando dentro de campo o ambiente de instabilidade que se vive fora dele.

Sem fazer uma exibição fantástica ou particularmente exuberante, o Sporting teve sempre o controlo do jogo, controlou o adversário com bola e sem ela e não deixou que o Paços sequer se aproximasse da área de Rui Patrício.

Bryan desbloqueou o jogo, com um grande passe para Bruno Fernandes que, em esforço, desviou para Bas Dost encostar. 

Já no segundo tempo, foi Gelson a recuperar uma bola, trocar com Bruno Fernandes e assistir Bryan para o 2-0, que viria a ser o resultado final.

Nota para a estreia (com bons indicadores) de Wendel e para as boas exibições de Battaglia, Coates, Bruno Fernandes e, sobretudo, Gelson mas notas positivas também para Bas Dost e Bryan, por terem estado ambos em momentos decisivos da partida.

 

O prémio de MVP vai para Gelson, que voltou a ser o elemento de maior rendimento. Fez mais uma assistência, revelou bom entendimento e solidariedade com Ristovski e foi o habitual elemento desequilibrador da partida. Teve seis acções defensivas efectivas (as mesmas que Battaglia e apenas abaixo de Ristovski e Coates), mais do que Wendel, Bruno Fernandes, Bryan Ruiz e Bas Dost...juntos. Para além disso, tentou o remate por três vezes e fez dois passes para ocasião de golo, um deles concretizado por Bryan Ruiz.

 

Destaque para o décimo primeiro jogo consecutivo sem sofrer golos em casa nas competições nacionais (o último foi marcado pelo Braga, em novembro), nove deles na Liga NOS. Foi também o décimo segundo jogo para o campeonato sem sofrer golos em casa, em quinze jogos (só Estoril, Chaves e Braga marcaram em Alvalade).

 

Acerca das manifestações de apoio aos jogadores e apupos a Bruno de Carvalho, são apenas um reflexo daquilo que se tem passado nos últimos dias. Uma situação que tem fugido ao controlo do Presidente e que Jorge Jesus parece ter mediado com um compromisso e altruísmo que deve servir de exemplo.

O treinador do Sporting esteve impecável na gestão do conflito, no assegurar que os interesses do Sporting seriam salvaguardados e dando uma lição de comunicação inesperadamente clara e peremptória.

 

Quinta-feira há novo duelo com o Atlético de Madrid e novo teste à competência e união do grupo.

 

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Atlético de Madrid 2-0 SPORTING CP: Foi pior o rescaldo do que o jogo

Rodrigo Battaglia

A verdade é que nem tinha ficado muito "aziado" depois da derrota de ontem.

Claro que fiquei fulo com o Coates e mandei à "merde" o Mathieu. Óbvio que achei a entrada do Dost desnecessária e a do Coentrão despropositada. Evidente que desesperei com o falhanço do meu querido Montero mas, foda-se, se até eu já fui acusado de desestabilizador por fazer criticas a jogadores, será que fica bem ao Presidente fazê-lo publicamente? Mais ainda da forma que se leu, viu e ouviu?

 

Enfim...perdemos um jogo que podia bem ter acabado com um bom resultado para nós mas muitos houve antes deste em que uma atitude ríspida seria mais justificada, após o jogo.

Não faz sentido abrir uma guerra contra os jogadores quando, por enquanto, ainda há objectivos a atingir. Na verdade, em nenhum estilo de comunicação isso faz sentido, em momento algum. Pior ainda, se considerarmos a importância dos elementos em questão.

 

Aquilo que Bruno de Carvalho fez é inadmissível. Exigência não implica humilhações públicas. Não é desafiando alguém, apontando o dedo, que se demonstra a tão propalada união de aço. Muito menos quando se está a falar do líder máximo do "grupo".

A exigência é para todos e só deve ser avaliada em momento e local próprios. Treinador e jogadores têm o seu futuro em equação a cada época, ou a cada janela de transferências. O Presidente saberá em 2021 se há uma maioria que se identifique ou tolere este comportamento.

 

Voltando ao jogo, foi uma derrota normal, em casa de um adversário mais poderoso. Não saímos envergonhados nem completamente fora da luta. Não estamos com vida fácil mas acredito que não viraremos a cara à luta. A passagem é difícil mas há que tentar fazer o melhor, esperando que o melhor da próxima quinta-feira não contenha os erros de ontem. Acontecendo, tudo é possível.

Em situação normal, talvez fosse mais duro com os jogadores. Eu posso. Sou só um sócio normal, sem expressão. A minha opinião pode ser lida mas não tem impacto, muito menos nos jogadores.

Desta vez, sinto-me no dever de os defender. Não desanimem nem desmotivem. Não se revoltem sem mostrar essa revolta em campo. Domingo queremos três pontos e na quinta-feira ainda temos uma palavra a dizer.

 

No final, para o bem e para o mal, a responsabilidade será sempre maior para quem tem mais poder.

 

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Sp. Braga 1-0 SPORTING CP: Uma morte anunciada

As expectativas eram baixas para esta época. Disse-o por aqui no início da mesma e ontem acabaram as nossas ambições relativamente ao título nacional, principal objectivo da temporada.

Devo dizer que, momentos houve em que a equipa respondeu e deu sinais positivos. Jogámos bom futebol, mostrámos eficácia, espírito de luta, resiliência, garra... No entanto, faltou sempre algo que verdadeiramente convencesse os adeptos de que este poderia ser "o ano".

Faltou consistência, alguma audácia, sobrou calculismo e acabou por não ser suficiente.

Claro que ainda há a Liga Europa e a Taça de Portugal, competições diferentes de uma que te obriga a ser regular, a manter o nível semana após semana mas...as expectativas continuam a ser baixas.

 

Jesus formou um bom plantel, aparentemente sempre me pareceu um bom grupo, mas foi evidente desde o início que nem todos teriam espaço de afirmação, tolerância e minutos para crescer. Tanto ou mais ainda do que o habitual, Jesus agarrou-se aos seus 13/14 jogadores preferidos e achou que conseguia levar a nau a bom porto só com esses.

O treinador do Sporting nunca revelou grande astúcia para gerir plantéis, sobretudo sendo extensos. É exigente, meticuloso, trabalha no limite mas não usa a pedagogia, não sabe dar um "mimo" na hora certa, não é tolerante. Não é um treinador com o perfil ideal para um clube como o nosso, onde é habitual haver juventude, que normalmente acaba até por ganhar alguma preponderância.

Quase deu certo no primeiro ano, falhou completamente no segundo e voltou a falhar no terceiro.

 

"Não é altura para falar disto", "Ainda há coisas para ganhar"...vou ouvir isto e mais algumas, sabendo que corro o risco de me chamarem Sportin..."qualquer coisa".

 

Parece-me evidente que Jesus falhou como treinador do Sporting. O projecto desenhado em conjunto não deu certo, quer com um plantel adquirido ou um feito com plenos poderes, reforçados esta epoca.

O Sporting tem bons jogadores em todas as posições, um plantel caro e um treinador experiente (e ainda mais caro que os jogadores mais caros do plantel). 

Podia e tinha de fazer melhor! Não pode haver receio em assumir isto.

O que aconteceu ontem foi, como disse no título, uma morte anunciada. Há muitas semanas que era evidente que isto aconteceria em qualquer lado. Foi em Braga, como poderia ter sido noutro lado, antes deste jogo ou depois.

Acabou-se a luta pelo título mas não se acabou a luta pelo segundo lugar, pelo melhor possível na Liga Europa e pela conquista da Taça de Portugal.

Não sei o que acontecerá a Jesus no final da época mas acredito que fique para cumprir o contrato. Aceito isso, embora meio contrariado. Seja como for, fica a obrigação de deixar algo mais do que troféus segundários (para não dizer "menores") no Museu do Sporting.

 

Ontem, assim que aquela boa meia hora inicial não resultou em golos para o nosso lado, ficou evidente que seria muito complicado ganhar o jogo. Bas Dost nunca entrou no encontro e é sempre dificil marcar sem que ele seja incluído nas dinâmicas da equipa (entenda-se: "meter a puta da redondinha onde se sabe que ele não falha").

A arbitragem tem erros para ambos os lados e é impossível saber o que se passaria se, por exemplo, tem sido assinalado o penalti sobre Bas Dost, que existe e é, para mim, claro.

Evidente, também, foi aquilo que o Sporting não fez após essa boa meia-hora inicial e que diminuiu muito as nossas probabilidades de sucesso.

 

Voltando à nossa época, teremos de nos transcender para eliminar o Atleti e dar a volta à eliminatória da Taça de Portugal, com o Porto. Tudo isto não facilitando no campeonato onde teremos de perseguir o segundo lugar, com o bafo dos minhotos bem nas nossas costas. Não vai ser fácil mas, às vezes, é quando parece impossível que as coisas acontecem. 

Sporting sempre!

 

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SPORTING CP 2-0 Rio Ave: Bo joga muito

Depois da derrota no Dragão, o jogo de ontem concluía um ciclo infernal de quatro jogos em apenas onze dias. 

O Sporting não só saiu vivo deste ciclo como o superou, terminando com uma exibição bem acima das minhas expectativas.

Bom futebol, oportunidades de golo, Gelson a "decidir mal", Bas Dost aos abraços, o regresso de Piccini à titularidade, a estreia de Wendel, a homenagem a Peyroteo e uma noite quase perfeita, mesmo que tenham faltado alguns golos para a abrilhantar ainda mais e fazer justiça aos números do homenageado.

 

Depois do desgaste dos jogos anteriores, dos baixos níveis de intensidade e das exibições menos convincentes, não era expectável um jogo com futebol tão fluído e agradável.

O Sporting fez questão de terminar este ciclo competitivo da melhor forma, com uma vitória, a décima segunda em casa e a oitava consecutiva sem sofrer qualquer golo no Estádio José Alvalade.

 

Gelson Martins foi o melhor elemento em campo, marcando o décimo segundo golo da temporada e assistindo Bas Dost para o 2-0, naquele que foi o décimo passe para golo da época (nove deles entre campeonato e Champions - 6+3). O excelente registo do extremo formado no Sporting não só supera os anteriores como tem a relevância de ser averbado quase sempre em jogos com o resultado tangencial ou em aberto.

Depois do penalti falhado na República Checa, Dost voltou aos golos, embora numa noite menos eficaz que o normal (pela primeira vez esta época a sua eficácia está abaixo dos 40%).

Saúdo efusivamente o regresso de Piccini, satisfeito com a paragem que se avizinha, que certamente o beneficiará. A segurança e qualidade que dá ao nosso sector recuado e à lateral direita, mais especificamente, é inigualável por qualquer outro que faça aquela posição.

Exibições de luxo também de Bruno Fernandes, William Carvalho e Fábio Coentrão, numa noite em que ninguém jogou mal.

Mais uma bonita homenagem ao maior goleador de todos os tempos e uns minutinhos e o carinho das bancadas para o estreante Wendel.

 

Que ninguém se magoe nas selecções e que os que cá ficam se mantenham focados no trabalho e determinados a enfrentar mais um duro ciclo competitivo, que se iniciará em Braga, no dia 31.

 

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Viktoria Plzeň 2-1 SPORTING CP: Deu para "ser Sporting" sem que o "karma" nos caísse em cima

 "Não sei o que disse Jesus depois do jogo mas eu não fiquei satisfeito com a produção da equipa e, consequentemente, com o resultado, que em nada nos descansa. A ausência de William e Coates na segunda mão só me deixam mais nervoso e inseguro, com medo de um daqueles dias em que "o Sporting resolve ser Sporting".

 

Foi assim que terminei a minha análise ao jogo da primeira mão. Fi-lo de forma consciente e o jogo de ontem provou que o estado de alma que partilhei fazia sentido. Por sorte, o "karma" que sempre nos acompanha não nos castigou, mas avisou. Nós sabemos que ele está aí ao virar da esquina e já nos metemos a jeito vezes de mais.

 

Precisamente por antever um jogo difícil, num campo complicado, com pouco tempo de descanso e uma viagem pelo meio é que me custou que a equipa tenha preferido gerir o resultado na primeira mão, em vez de o avolumar.

O jogo de ontem valeu pela passagem aos quartos-de-final e por ver que Patrício continua num excelente momento de forma. É o único que merece nota positiva pela exibição. Os restantes vão do "assim-assim" ao "mau".

Passámos a eliminatória porque o adversário era fraco e suportámos os momentos em que se agigantou.

Falhámos inúmeras oportunidades para marcar golos e resolver a eliminatória mas estivemos péssimos a finalizar, tendo desperdiçado umas cinco ou seis boas ocasiões.

 

Sobre o jogo não há muito mais a dizer mas sobre as declarações de Jorge Jesus no final do jogo há.

Aceito alguns dos motivos apresentados para tão fraca e sofrida prestação mas não aceito bazófia, muito menos sustentada numa mentira.

 

O prestígio que Jorge Jesus e o plantel do Sporting se estão a esforçar por devolver ao clube não é, nada mais, nada menos do que aquele que o mesmo Jorge Jesus e os anteriores plantéis por ele liderados lhe retiraram.

Ao contrário do que disse Jesus, o Sporting não estava na posição "cinquenta e tal" do ranking da UEFA aquando da sua chegada.

No final da época 2014/15 o Sporting era 33° no ranking de clubes da UEFA e foi o senhor Jorge Jesus e as campanhas europeias seguintes da equipa que levaram o clube à tal posição "cinquenta e tal" (40º no final de 2015/16 e 57º no final da época passada).

Por isso, veja se mete a viola no saco pelo menos até efectivamente melhorar aquilo encontrou quando chegou (que já não era bom). Para o fazer, ainda não lhe chegará passar às meias--finais, tarefa que não será fácil quando três dos quatro possíveis adversários vieram da Champions (Atlético de Madrid, CSKA Moscovo e Leipzig), outro das pré-eliminatórias da prova máxima da UEFA (Salzburg) e os restantes são o Arsenal, o Marselha e a Lazio.

 

Um merecido aplauso aos bravos que se deslocaram à República Checa para apoiar o nosso Sporting.

 

Agora é descansar bem, que espera-nos uma verdadeira final frente ao Rio Ave, antes da pausa para os compromissos das selecções nacionais.

 

No outro jogo da noite, os nossos leões do ténis de mesa não resistiram ao poderio dos bi-campeões europeus e perderam por 0-3, tendo uma tarefa praticamente impossível para a segunda mão, na Rússia. 

 

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Desp. Chaves 1-2 SPORTING CP: Bas "Panic" Dost

Minuto 55:

Nuno André Coelho olha para a linha lateral e vê Bas Dost. Avisa Maras; "Vem aí o gajo!"

Maras responde; "E agora?!"

NAC encolhe os ombros...

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Um Chaves organizado entrou em pânico quando Bas Dost entrou em jogo. Sentiu-se isso de imediato. Os flavienses esforçaram-se para que a bola não chegasse ao holandês mas, quando chegou, o inevitável aconteceu; três remates (dois de cabeça e um de pé direito), dois golos. 

Em quinze toques na bola aproveitou treze (foi desarmado uma vez e dominou mal uma bola), fez dois golos e nove passes (100% de eficácia), dois deles para finalização. Pouco mais de meia-hora de pânico para os adversários e de qualidade e definição para o jogo ofensivo do Sporting.

 

A primeira parte foi muito fraca, sem dinâmica, sem acerto no passe mas não é dia de bater na equipa. Misic e Battaglia estiveram muito inseguros nos primeiros 45 minutos e isso passou para os colegas. Faltou ligação entre o meio-campo e o ataque. Rúben Ribeiro foi uma sombra daquilo que pode fazer e mostrou, depois, na segunda parte.

Com as ausências, o desgaste, a falta de ritmo de um ou outro jogador, dou por mim a desculpar aquela primeira parte e apenas a sentir-me feliz por termos conseguido vencer num campo difícil, a meio de mais um ciclo competitivo terrível.

 

Jesus optou por adaptar dois laterais em vez de usar os de origem e, embora tenha acabado por ser forçado a usar Lumor, a equipa foi sabendo equilibrar-se e corrigir as falhas pontuais de um ou outro jogador. Algumas vezes teve de ser Patrício a salvar os colegas e a equipa. Fê-lo ao décimo primeiro minuto, após uma má abordagem de Bruno César, naquela que foi a melhor oportunidade de golo em toda a primeira parte.

Imediatamente antes da entrada de Bas Dost, Nuno André Coelho obrigou Rui Patrício a mais uma boa defesa e menos de dez minutos depois já Dost tinha causado pânico (e mossa) na defensiva transmontana. Nos dois momentos mais importantes da jogada, acaba por ser Nuno André Coelho e o seu mau posicionamento a viabilizar o bom envolvimento ofensivo do Sporting. Coloca Rúben Ribeiro em jogo, antes do bailado do nosso 7, que colocou a bola redondinha para a cabeça de Dost, mais uma vez colocado em jogo por Coelho.

 

Estava feito o mais difícil e viríamos a assistir ao melhor período do Sporting no jogo. Montero serviu Battaglia para o remate, que tardou e foi bloqueado por um opositor. Coates cabeceou a rasar a barra mas o segundo golo não apareceu e Luís Castro arriscou. Tirou o médio mais defensivo e tentou dar mais capacidade ofensiva à sua equipa.

Jesus respondeu com a entrada de Palhinha que, a frio, viu Bressan escapar para apanhar Battaglia a dormir. Davidson voltou a ser perdulário. Patrício atrapalhou-o e Battaglia viria a redimir-se do erro...duas vezes.

Isto porque, minutos depois, ganharia uma bola em zona adiantada a Platiny (que também estava a dormir - e ainda bem) e serviria Bas Dost para o 0-2.

 

O jogo parecia resolvido mas Hugo Miguel trataria de dar emoção aos últimos minutos, assinalando um penalti bastante forçado, na minha opinião. O movimento de Coates é natural e não me parece ter tido qualquer intenção de atingir Djavan, que fez o teatro que lhe competia.

Patrício não conseguiu travar o remate de Platiny mas o Sporting acabaria por garantir os três pontos, a quarta vitória em dezassete jogos em Chaves e via assim reduzida a diferença para o líder, Porto, que escorregou este fim-de-semana na Capital do Móvel.

 

Temos campeonato e embora me mantenha céptico relativamente à conquista do título, acredito que não acabaremos a época só com a vitória na Taça da Liga.

Daqui a dois dias já jogamos novamente, na República Checa, em mais um jogo que desafiará as capacidades de Jesus em encontrar soluções.

 

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SPORTING CP 2-0 Viktoria Plzeň: De avião mas em gestão

Confesso que não conhecia a equipa do Viktoria Plzeň. Tinha a noção que nos era acessível, que tinha jogadores de valia inferior mas deu para constatar que estão a anos luz de nós em termos individuais, colectivos, de dinâmica, intensidade e mentalidade. Só um Plzeň atrevido teria ganho em Alvalade. A estratégia de vir para perder por poucos podia e devia ter-lhes saído mais cara.

 

O Sporting entrou algo apático, apenas com dois ou três jogadores empenhados em imprimir alguma dinâmica. Para os checos, defender uma equipa que pouco se mexia tornou-se fácil. Era um Plzeň encostado aos últimos trinta metros que o Sporting raramente se esforçou por "chamar" ou tentar desposicionar.

Uso a expressão "raramente" com a noção de que nem é a mais correcta. O Sporting conseguiu várias vezes baralhar as marcações aos checos mas nunca o fez com a intenção, intensidade ou frequência suficientes para provocar mais erros e jogadas claras de golo.

De tal forma que Montero passou 45 minutos a dar linhas de passe (raramente correspondidas) e o Sporting só marcou já para lá desses 45 minutos, na última jogada da primeira parte.

Foram Bruno Fernandes, Gelson e Coentrão os únicos a acompanhar Montero, numa primeira primeira parte jogada a ritmo de passeio.

 

O bis de Montero logo a abrir a segunda parte prometia mais animação e uma cavalgada (esperava eu) rumo à goleada e ao descanso na eliminatória.

A equipa ainda pressionou e continuou a procurar o golo durante uns minutos. Viram-se algumas jogadas bem delineadas mas depressa regressou a apatia e aparente gestão de esforço, que nunca foi necessariamente uma boa opção de gestão do jogo e da eliminatória.

O Sporting fez um jogo seguro o suficiente para vencer uma equipa fraca, mas escusou-se a resolver a eliminatória em Lisboa, levando os checos com esperanças para a segunda mão e, acredito eu, em certa parte contentes com a prestação e o resultado em Alvalade.

O resultado foi positivo mas não espelha de forma alguma a diferença entre as equipas e muito menos retira ao Plzeň qualquer esperança no apuramento.

 

Vou tentar controlar a raiva que me deram os últimos trinta minutos de jogo, com o Sporting apenas a gerir esforço, sem sequer conseguir ter controlo total do jogo. O Viktoria Plzeň chegou a assustar em três ou quatro ocasiões e não mais procurámos o golo com afinco.

Montero desapareceu do jogo (porque não mais o procuraram) e jogadores que podiam ter descansado logo aos dez minutos da segunda parte fizeram recuperação activa durante mais uns quantos.

Era o jogo ideal para levantar a moral de jogadores e adeptos, para golear sem contemplações, para mostrar quem manda, para lavar a alma. Em vez disso, foi apenas mais um jogo em que, sendo competentes, nos faltou ambição para sermos contundentes e dar ânimo a algumas peças que ainda nos vão ser necessárias.

Fredy Montero marcou dois golos mas merecia mais. Merecia ter tido mais jogo, merecia ter podido oferecer mais jogo aos colegas e facilmente sairia deste jogo com um hat-trick e, no mínimo, uma assistência. Vindo sem ritmo e com uma pré-época para fazer, já colocou a sua produção a um nível superior à de Doumbia.

Bruno Fernandes, Fábio Coentrão e Mathieu foram dos poucos que fizeram pela vida e mostraram que, para eles, não há jogos fáceis nem onde não se dê tudo. Fernandes pecou por tomar algumas decisões erradas mas deu tudo do princípio ao fim e foi quem mais procurou as situações de finalização.

Gelson foi empenhado e competente mas demasiado inconsequente e podia ter descansado quase toda a segunda parte, dando mais tempo de jogo a Bruno César, por exemplo.

Há jogos em que Acuña me tira do sério. Ontem foi um deles. Tirando o remate à barra, foi praticamente zero.

Era o jogo ideal para testar a capacidade ofensiva de Ristovski e o Macedónio voltou a não me convencer. Deu pouca profundidade ao flanco direito e quando chegou lá à frente foi pouco atrevido e esclarecido. Acho-o uma boa alternativa a Piccini mas não tem o nível do italiano. A defender voltou também a dar algum espaço.

 

Não sei o que disse Jesus depois do jogo mas eu não fiquei satisfeito com a produção da equipa e, consequentemente, com o resultado, que em nada nos descansa. A ausência de William e Coates na segunda mão só me deixam mais nervoso e inseguro, com medo de um daqueles dias em que "o Sporting resolve ser Sporting". 

Seja como for, estamos bem encaminhados e temos obrigação de voltar a vencer na República Checa.

 

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FC Porto 2-1 SPORTING CP: Faltaram asas para voar

O título parece estúpido, pois um leão não tem asas. Na profecia bíblica dos quatro animais tem e aconteceu-lhe exactamente o mesmo que ao nosso.

"O primeiro era como leão e tinha asas de águia; enquanto eu olhava, foram-lhe arrancadas as asas, foi levantado da terra e posto em dois pés, como homem; e lhe foi dada mente de homem."

 

Foi um leão com ideias, com vontade, que soube criar condições para ser feliz mas ao qual faltou eficácia e...asas.

Asas essas que não nos deram o equilíbrio que podiam nem a imprevisibilidade que deviam.

Ao Sporting faltou que os laterais oferecessem mais equilíbrio a defender e que os extremos fossem mais ousados.

Ristovski provou porque é que continuará a ser suplente de Piccini, sempre que o italiano esteja apto e Coentrão teve muitas dificuldades com a velocidade de Marega e não só.

Esta instabilidade nas alas obrigou os centrais a apagar mais fogos que o habitual, o que fez com que nos tenhamos desequilibrado mais vezes do que é habitual (fruto da qualidade do adversário, também).

Ainda assim e mesmo sem as asas, o leão caminhou bípede e de peito feito, em muitos momentos, sobretudo impelido pela força de William Carvalho, o coração de Bruno Fernandes e a criatividade de Bryan Ruiz.

A irreverência de Rafael Leão mostra que nem sempre os mais capazes, os que fazem a diferença, são os mais experientes ou mais conhecedores do jogo. Leão marcou um golo e falhou outro (bem mais fácil que o primeiro) e tem agora pela frente uma fase de crescimento e afirmação.

 

O jogo foi dividido, com boas oportunidades para ambas as partes. Tudo se define num melhor aproveitamento dos dragões, que marcaram mais um golo que o Sporting.

Nos primeiros 45 minutos foram Bruno Fernandes e Bryan Ruiz os elementos em maior evidência, escudados por um William Carvalho.

Rafael Leão entrou para o lugar de Doumbia e pouco mais de um minuto depois, fez golo na primeira vez que tocou na bola. Não deixa de ser impressionante a incapacidade de Doumbia em ser mais esclarecido. Teve duas boas oportunidades para marcar e permitiu uma defesa a Casillas, preocupando-se mais em ganhar uma penalidade do que em finalizar no segundo lance. Eu também acho que é penalti mas Doumbia podia e devia ter-se focado em visar a baliza em vez de esperar pelo contacto de Dalot.

No segundo tempo, quando se esperava um Sporting mais afirmativo e pressionante, capitalizando o golo do empate nos descontos do primeiro tempo, o que se verificou foi uma entrada forte do Porto, que marcou cedo e se focou a partir daí em segurar a vantagem.

A partir dos 60 minutos o Sporting pegou no jogo para não mais o largar. A entrada de Montero é algo tardia e acho que se Jesus tem arriscado queimar as substituições mais cedo, a pressão nos últimos minutos poderia ter sido ainda maior.

Ainda assim, foi um Sporting em crescendo, com alguns jogadores desgastados mas uma vontade enorme de de anular a vantagem dos portistas.

Montero e Leão tiveram nos pés a possibilidade de repor alguma justiça no resultado mas não conseguiram bater Casillas, que fez a mancha ao colombiano e seguiu com os olhos o remate de Rafa por cima do travessão.

 

Exibição fantástica de William Carvalho, o melhor elemento do Sporting em campo. Enquanto teve fôlego, dominou por completo os acontecimentos a meio-campo. O último sopro serviu para Corona se amedrontar e deixar sair a bola pela lateral, o último fôlego surgiu naquela cavalgada concluída com um passe algo desviado para Bruno Fernandes. O "monstro" voltou! Para ficar, espero.

Como na profecia, o Sporting parece um reino algo frágil e o leão, fiel escudeiro do nosso império, embora sem asas e renegando o seu instinto, caminhando e pensando como um homem, segue na sua luta interior, enquanto enfrenta os seus inimigos.

O campeonato é neste momento uma miragem mas há um segundo lugar e os milhões da Champions para perseguir. Nisso, aconteça o que acontecer no que resta desta jornada, continuaremos a depender apenas de nós.

Jesus precisa neste momento que tudo lhe corra bem para que a sua liderança não saia ainda mais fragilizada. Só a conquista da Liga Europa e da Taça de Portugal lhe validarão o cumprimento do seu contrato. 

A nossa Babilónia precisa de estabilidade mas também de prosperidade e riqueza, de espírito e material.

 

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SPORTING CP 1-0 Moreirense: Até quando isto durará?

Não sei até quando durará esta sorte (que não é só sorte) mas começo a achar que as minhas baixas expectativas no início da temporada podem vir a subir aos poucos, tal é a consistência com que saímos por cima em momentos difíceis e sobretudo em momentos difíceis enquanto jogamos mal e desgastados.

O jogo de hoje teve imensas contrariedades, muitas delas antes do apito inicial. As ausências de três dos quatro titulares habituais da defesa, de William e Bas Dost eram, já de si, dificuldades suficientes para dar algum alento ao Moreirense.

 

O Sporting fez um jogo muito atabalhoado mas onde, ainda assim, conseguiu criar algumas situações de golo.

O Moreirense teve uma única oportunidade de golo em todo o encontro, de bola parada, a que Rui Patrício respondeu com uma defesa que teve tanto de difícil quanto espectacular.

Do Sporting, lembro-me de sete boas oportunidades de golo. Um número mais do que suficiente para que tivéssemos resolvido o jogo mais cedo mas que é, ainda assim, revelador de capacidade ofensiva mesmo num dia em que a exibição foi muito fraca.

Só na primeira parte há cinco excelentes oportunidades, três delas desperdiçadas por decisões egoístas ou erradas.

A primeira não chega a ser verdadeiramente uma oportunidade porque Bruno Fernandes preferiu o remate de longe em vez de isolar Gelson e a segunda é de Battaglia, que aproveitou uma bola dividida entre Montero e um defesa para atirar por cima (exigia-se uma execução rápida e, para ter sucesso, a bola teria de ter caído noutros pés).

A terceira oportunidade surge de um remate falhado de Gelson...a bola encontra Bryan Ruiz que, só com o guarda-redes pela frente, atira frouxo e à figura.

De novo Bruno Fernandes...bastava encostar para Montero finalizar mas preferiu atirar à baliza. A bola foi por cima da barra. Não era o dia de Montero que, pronto para encostar para a baliza (e em posição legal), vê André Pinto tirar-lhe o pão da boca, levando a bola para fora da baliza.

Na segunda parte, Gelson haveria de ser isolado por Montero mas depois de tirar um defesa do caminho, permitiu a defesa a Jhonatan. O guarda-redes brasileiro acabaria por não conseguir travar o último remate do encontro, também de Gelson, que saiu desviado por um defesa.

 

Mesmo a jogar mal, devíamos ter chegado ao intervalo a vencer por uma margem folgada. Bastava para isso ter sido eficaz. Eficácia que não é a mesma sem Dost em jogo. Mas como Jesus deu cabo dele...

GelRafa.png

O lance do golo é todo de Rafael Leão e guardo este parágrafo para dizer que o génio é suficiente para resolver um jogo mas não chega para fazer uma carreira brilhante. Pode até nem chegar para fazer carreira. 

Leão tem tudo o que é necessário para ser um jogador de topo mundial. Há anos que o digo e vejo nele um potencial muito maior do que via em Gelson, por exemplo. 

A atitude competitiva de Rafael Leão não foi a mais adequada nos mais de 30 minutos que esteve em campo e isso obrigou os colegas a um esforço redobrado (sobretudo Bruno Fernandes e Acuña). A juventude não explica tudo, até porque o Sporting tem o dever de preparar os jogadores para este natural deslumbramento. Leão só jogou com a redondinha nos pés e não pode ser. Tem de correr, tem de lutar, tem de compensar com entrega aquilo que lhe falta ainda em capacidade táctica. A meia-hora de ontem deu razão a Jesus, que havia dito há dias que o jovem leão tem o génio, faz o que fazer com bola mas, sem ela, não se sabe comportar em campo. Cabe a Rafa compensar essa lacuna sem bola com entrega nos limites.

Mas atenção, nada disto é um correctivo a uma das maiores promessas da Academia. É apenas uma lição. Se meter tudo em cada momento do jogo, lances como o que resolveu este vão sair em catadupa. Na única vez que foi à luta e meteu o pé, roubou uma bola e construiu sozinho a jogada que, nos descontos, deu os três pontos. E tão importantes que eles foram. Basta que o Rafa meta os olhos no Gelson e aprenda, que o resto ele fará ainda melhor.

 

Volto a frisar aquilo que já havia feito em ocasiões anteriores. O golo ao cair do pano tem tanto do acaso como de mérito. Esta equipa não desiste e sobressai na adversidade. Só os grandes sobressaem nestes momentos. Só as grandes equipas, com homens de carácter e abnegados conseguem fazer isto com esta consistência. Não atribuamos os créditos todos à sorte, pois ela foi nossa amiga mas nós fomos à procura dela.

 

Se há jogo difícil para fazer destaques individuais, este é um deles. Apetece-me dar o prémio de MVP a Acuña, pela garra e consistência, mesmo que sem rasgo ou brilhantismo mas o golo de Gelson nos descontos, o que ele corre e ajuda na defesa e os desequilíbrios que procura durante cada momento do encontro fazem com que esqueça que nem sempre decide bem e que cometeu a burrice de tirar a camisola depois de já ter visto um amarelo. O primeiro amarelo que, diga-se, pode ter valido por bem mais do que um simples cartão, tais podiam ter sido as implicações se tem deixado Dramé entrar na área.

Destaque para Rui Patrício, que voltou a fazer uma defesa daquelas que valem pontos, mais ainda com o que aconteceu imediatamente a seguir e menção honrosa para os primeiros 45 minutos de Bryan Ruiz, que foram do melhor que se viu dele esta temporada. Depois foi-se abaixo.

Abaixo que é coisa que Bruno Fernandes nunca vai, mesmo que tenha feito uma das piores exibições desde que chegou. Péssimo nos momentos de decisão no último terço, salva a exibição com uma alma do outro Mundo que o levou a correr quilómetros e a sacrificar-se sempre em prol do colectivo.

 

Relativamente à arbitragem... Tiago Martins é um árbitro fraco. Inconsistente nos capítulos técnico e disciplinar, tenta deixar jogar mas nem sempre toma as melhores decisões. Se estas são questões já de si bastante limitativas, juntemos o facto de ter sido mal assistido no lance que dá a expulsão de Petrovic (que nem falta me parece ser e, a ser, a amostragem do amarelo é para lá de ridícula) e temos uma arbitragem que podia bem ter tido influência no resultado. Salva-se por, pelo menos, ter tido a capacidade para corrigir um erro, para o qual o VAR alertou.

 

Sublinho novamente. Jogámos mal mas não é a altura certa para bater na equipa, que com tantas contrariedades soube reagir e, sem metade dos titulares, arrancou mais um jogo sem sofrer golos, o décimo esta temporada em Alvalade (em 13 jogos).

Não sofremos um golo em casa, para a Liga, há sete jogos consecutivos e o último a marcar foi Danilo, do Braga, a 5 de novembro do ano passado (são 631 minutos, fora descontos, sem que Rui Patrício tenha sofrido um único golo). 

A melhor série são 11 jogos consecutivos sem sofrer em casa (1978/79), sendo que nessa época não sofremos golos em Alvalade em 12 dos 15 jogos disputados para o campeonato. A série deste ano já vai nos 10 encontros em casa sem golos sofridos.

Os 59 pontos amealhados igualam a pontuação da primeira época de Jorge Jesus, à 24ª jornada, precisamente a fase em que o Sporting baqueou.

A 25ª jornada, curiosamente, voltará a ditar um embate que poderá ser decisivo na luta pelo título. Há duas épocas perdemos em casa para o Benfica, no jogo que nos custou a perda da liderança (que nunca mais recuperámos).

Será que na sexta-feira encetamos uma perseguição que nos levará, finalmente, ao título?

 

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Tondela 1-2 SPORTING CP: Foi hardcore e hard de digerir

Pepa tinha prometido uma equipa hardcore e não fugiu muito disso. A primeira falta surgiu nos primeiros segundos do encontro e o Tondela haveria de terminar o jogo com um acumulado de 24 entradas irregulares.

Apenas a título de curiosidade, frente ao Benfica, em casa, o Tondela fez apenas 8 faltas. A primeira foi aos 19 minutos, já com o Benfica em vantagem por 0-1. Os tondelenses haveriam de chegar ao intervalo a perder 0-2, com apenas 3 faltas cometidas e aos 60 minutos, com o resultado em 0-4, o acumulado era de apenas 5 faltas. 

Ao contrário do que se possa pensar, acho normal a atitude do Tondela com o Sporting (20 faltas em Alvalade e 24 no jogo de ontem). Anormal é aquilo que se passou há dois meses, na recepção aos encarnados.

 

O Tondela entrou bem no encontro e aos 13 minutos já vencia. O Sporting demoraria outros tantos minutos a restabelecer a igualdade, pelo inevitável Bas Dost, no primeiro remate que tentou.

De referir que ambos os golos surgem de jogadas bem desenhadas, sendo que o do Sporting tem a beleza extra do toque de calcanhar de Bas Dost no início da jogada, antes de se deslocar em direcção à área para finalizar o cruzamento perfeito de Marcos Acuña. No golo do Tondela, fico com a sensação que, não fosse o toque em Mathieu e Rui Patrício teria defendido aquele remate.

Pelo meio, Gelson Martins aqueceu as mãos a Cláudio Ramos e já depois foi a vez de Rui Patrício negar o golo a Tyler Boyd, com uma grande defesa.

O Sporting subiu de produção nos últimos minutos do primeiro tempo e teve duas boas oportunidades para se adiantar no marcador. Cláudio Ramos respondeu a Rui Patrício, com uma excelente defesa a um "tiraço" de Bruno Fernandes e Mathieu esteve perto do golo, ao desviar ligeiramente por cima mais um cruzamento a régua e esquadro de Acuña.

 

Um pouco por esta subida de produção da equipa, não entendi muito bem a saída de Fredy Montero ao intervalo. Talvez Jesus não tivesse gostado da performance defensiva do colombiano, como se pôde ouvir através dos microfones da Sport TV, num raspanete por não ter fechado uma linha de passe mas a verdade é que a saída de Montero me pareceu precipitada e prematura.

Doumbia acabaria por acrescentar muito pouco ao jogo e esta era uma substituição que poderia dar algumas horas de conversa caso o resultado final não nos tivesse sido favorável.

 

O Tondela acabaria por entrar melhor no segundo tempo e à hora de jogo as coisas ficavam ainda mais difíceis com a expulsão de Mathieu, que não contava com o teatro de Pedro Nuno. Atenção que, pese embora a fita do jogador do Tondela, acho a admoestação justa, ao contrário do primeiro amarelo, mostrado aos 53 minutos na única falta cometida pelo francês.

Só para que conste, Hélder Tavares cometeu cinco faltas ao longo do jogo e acabou com a ficha disciplinar limpa.

Expulsão Mathieu.png

O Tondela, com mais um homem em campo, apostou tudo em segurar o pontinho, esticando-se muito pouco em campo na procura da vitória.

O Sporting arriscou, William ficou com a função de ajudar Coates, continuando a ser o elemento que iniciava o ataque posicional dos leões e os laterais passaram a ter de estar mais atentos ao espaço entre-linhas.

Neste momento já era Acuña o lateral esquerdo, após a entrada de Rúben Ribeiro, imediatamente antes da expulsão de Mathieu.

O Sporting acabaria por dispor das melhores oportunidades para marcar. Doumbia desperdiçou, de cabeça, em excelente posição e Coates, já a actuar como ponta-de-lança, obrigou o guarda-redes da casa a desviar um cabeceamento em balão para canto.

O golo acaba por surgir já fora de tempo como um castigo justo para um Tondela que se revelou afoito enquanto esteve em igualdade numérica e que se retraiu assim que se viu com mais um homem em campo.

Os minutos jogados para lá dos quatro inicialmente dados como adicionais culminam numa bola longa de William que Bas Dost desvia na direcção de Doumbia. Para evitar o golo do costa-marfinense, Ricardo Costa desvia a bola para o poste e aparece, fulminente, Coates a acabar com o jogo.

Os três pontos estavam no bolso e nem a última substituição preparada por Jesus foi possível. O Sporting venceu após uma viagem de milhares de quilómetros a meio da semana e a actuar com dez homens nos últimos mais de trinta minutos do jogo. Para o Tondela, será "hard" de digerir uma derrota que surgiu no último fôlego mas da qual os comandados de Pepa devem lamentar-se mais pela falta de ousadia em disputar os três pontos do que qualquer outra coisa.

Termino com o elogio (já repetido, após o jogo em Santa Maria da Feira) ao carácter e à ambição deste grupo de jogadores. Esta equipa tem alma e não dá um ponto por perdido até ao último segundo de cada jogo. Somos felizes mas procuramos a felicidade, mesmo que nem sempre demonstrando grande qualidade.

Acuña leva o prémio de melhor em campo mas o homem do jogo acaba por ser Coates, pelo golo marcado nas circunstâncias em que aconteceu.

Venha o Astana em Alvalade e algum descanso para parte dos jogadores. A eliminatória não pode fugir, mesmo com a gestão física de alguns dos mais utilizados.

 

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Astana 1-3 SPORTING CP: A lei do mais forte

Após uma primeira parte amorfa, onde apenas Rui Patrício se esforçou por não terminar o dia de anos com azia, o Sporting apareceu para o segundo tempo transfigurado para melhor e com uma eficácia que, em dez minutos acabou com as aspirações do Astana no jogo e, provavelmente, na eliminatória.

Ainda assim, os últimos dez minutos do primeiro tempo já haviam sido melhores e o Sporting devia mesmo ter ido para o descanso com o jogo empatado. Após o escândalo que foi o golo anulado a Doumbia no passado fim-de-semana, o costa-marfinense viu outro golo limpo ser-lhe negado, desta vez por fora-de-jogo inexistente.

 

Para o segundo tempo o Sporting entrou mais forte e com o objectivo claro de virar o resultado. Uma excelente jogada de entendimento entre Gelson e Piccini pelo lado direito acabou com um jogador do Astana a cortar com a mão um cruzamento bem medido do italiano. Na conversão do pontapé de penalti, Bruno Fernandes não perdoou.

Dois minutos volvidos e Acuña, que tinha sido um dos piores elementos em campo na primeira parte arranca para uma exibição pujante e de grande qualidade no segundo tempo onde foi, para mim, o melhor elemento em campo. O argentino, sozinho, "partiu a loiça toda" pelo lado esquerdo e serviu Gelson (talvez o MVP da partida) para a reviravolta no resultado. Décimo golo da temporada para o extremo leonino, aos quais junta também dez assistências (dados transfermarkt.pt).

Seguiu-se uma fase de maior pressão dos cazaques, que o Sporting haveria de sacudir cinco minutos depois com um ataque rápido que culminaria com o exorcizar (finalmente!) dos demónios que afastavam Doumbia do golo. Em três tiros certeiros só um contou para o avançado do Sporting, que sai assim do Cazaquistão confiante, quando podia vir completamente desmoralizado (Fredy Montero sabe bem o que é passar por isso). O lance do golo começa numa antecipação de André Pinto, à qual o próprio Doumbia deu seguimento. Acuña haveria de abrir para Bruno Fernandes que, na ala esquerda, fez a 14ª assistência da temporada (à qual junta 11 golos), antes de Doumbia dar o toque final.

 

O que restou do jogo foi mais gestão da parte do Sporting do que outra coisa. Jesus mexeu bem na equipa, trocou Coentrão por Battaglia, baixando Acuña para a lateral e colando Bryan à esquerda, numa alteração que já se torna um clássico deste Sporting 2017/2018.

Depois, Doumbia haveria de dar lugar a Montero que, na primeira vez que toca na bola arranca o segundo amarelo a Logvinenko. O Astana ficou a jogar apenas com dez homens.

Gelson haveria de ter duas boas oportunidades para dilatar a vantagem e, já ao cair do pano e depois de Rúben Ribeiro ter substituído o extremo internacional português, os cazaques haveriam de enviar uma bola ao poste da baliza guardada por Rui Patrício que, assim, teve um bom dia de anos.

 

O Sporting traz para Portugal um bom resultado e uma boa vantagem, que obrigará o Astana a marcar três golos em Alvalade para passar a eliminatória.

Temos tudo nas nossas mãos para nos apurarmos para a fase seguinte, onde os adversários já terão o nosso nível e poderão complicar muito mais a nossa caminhada.

Para já, o Sporting sobe três lugares no ranking da UEFA (é agora 41º) e fica com boas possibilidades de acabar a temporada em 35º, visto que quatro das seis equipas que nos separam dessa posição já não competem nas provas da UEFA, sendo que as que competem (CSKA de Moscovo e Ludogorets) não venceram os jogos da primeira mão da Liga Europa (os búlgaros estão praticamente eliminados após derrota em casa por 0-3, diante do Milan).

Portugal, ao contrário do Sporting, vê as possibilidades de subida no ranking reduzidas a pó, após as eliminações iminentes de Porto e Braga, goleados nos jogos da primeira mão da Champions e da Liga Europa respectivamente. Os russos, ainda com quatro equipas em prova na Liga Europa (três delas com boas possibilidades de passagem aos 1/8 de final) já se distanciaram e poderão acabar a temporada com o sexto lugar bem cimentado, sendo que caberá ao Sporting evitar que o Shakhtar de Paulo Fonseca aproxime a Ucrânia do nosso país.

 

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SPORTING CP 2-0 Feirense: VARgonha, no regresso da "nota artística"

O Sporting fez ontem a melhor exibição dos últimos meses e uma das melhores exibições da época, que peca apenas por não ter sido materializada com números a condizer com a qualidade do futebol apresentado.

Sobretudo os primeiros 45 minutos foram jogados de forma intensa, com excelentes jogadas e um Fredy Montero a ligar de forma exímia todo o jogo ofensivo do Sporting.

Há dois motivos que explicam o porquê de, ao intervalo, o jogo não ter ficado praticamente decidido: a equipa de arbitragem e a ineficácia ofensiva dos nossos jogadores, que não concluíram com êxito umas boas seis ou sete oportunidades de golo.

 

Começo já pela polémica, para arrumar o assunto. Manuel Oliveira terá agido de má fé, ao induzir em erro Luís Ferreira no lance do golo anulado a Doumbia. A falta de Bruno Fernandes existe, não foi (erradamente) assinalada mas o Sporting não retira desse lance qualquer tipo de vantagem, sobretudo porque o Feirense ainda teve a bola em sua posse e viu Bryan Ruiz eliminar de forma legal mais um ataque dos "fogaçeiros". Com mais ou menos especialistas a analisar o lance (e foram todos unânimes), com ou sem "protocolo" o lance não tem qualquer discussão e o golo é completamente legal.

Junte-se a isto um lance de grande penalidade por mão na bola, que não foi analisado com a minúcia daquele que, bem, Luís Ferreira corrigiu com acesso às imagens, junto ao terreno de jogo, e temos dois lances mal ajuizados, em prejuízo do Sporting.

Também por este lance fica evidente a declaração de intenções do VAR nomeado para o encontro. Manuel Oliveira e Tiago Leandro foram os principais responsáveis pela vergonha que foi a arbitragem de ontem no José Alvalade, sem que Luís Ferreira seja alheio a tudo o que se passou. O VAR fez questão de aconselhar o árbitro da partida para ir ver à TV dois lances, com o intuito de evitar que o Sporting marcasse golos mas não agiu em concordância num lance em que o devia ter feito, dando ao Sporting uma oportunidade de marcar de grande penalidade.

Felizmente tudo isto não teve interferência na verdade desportiva mas podia ter tido. Não foi para isto que o vídeo-árbitro foi introduzido no futebol e os responsáveis pela sua utilização indevida e incompetente têm de ser punidos.

 

Continuo puxando o lustre a Jorge Jesus. Quem me segue sabe que sou bastante crítico do nosso treinador. Não tenho qualquer problema em lhe apontar o dedo e acho que devia ter feito mais e melhor do que aquilo que fez desde que chegou mas também não me custa nada (e faço-o com gosto) elogiá-lo quando acho que assim deve ser.

Se muita da culpa do péssimo momento de forma e de confiança que atravessa Doumbia é do próprio Jorge Jesus, o mesmo não posso dizer da gestão da utilização mais recente de Fredy Montero e até Bryan Ruiz.

Jesus achou que Bryan era novamente parte da solução e não do problema e viu com bons olhos o regresso de Montero. Sabendo que nenhum dos dois tinha o ritmo de jogo necessário, percebeu que teriam de o ganhar em competição para que o erro que foi Hernán Barcos não se repetisse.

Barcos, tal como Montero e Bryan chegou (em 2016) à equipa sem ritmo e nunca se chegou a perceber se poderia ou não ser parte da solução. Jesus não quis cometer o mesmo erro e, com um calendário apertado, optou (bem, na minha opinião) por acelerar a utilização de Montero e Ruiz, por forma a poder contar verdadeiramente com eles na fase decisiva da temporada.

Mesmo que eu ache que Bryan já não tenha muito a acrescentar (ao contrário de Montero), só posso elogiar a vontade de Jesus em ganhar soluções no plantel, depois de andar há meses a "espremer" os 13/14 jogadores mais utilizados.

O espaço que Rafael Leão parece ganhar com a notícia que dá Podence como inapto até final da temporada poderá acrescentar outro tipo de soluções que só o "sangue" da Academia pode trazer e Doumbia terá de procurar continuar a ganhar a confiança perdida em meses de escassa e incompreensível utilização.

Voltando ao jogo de ontem, foi uma bela noite de futebol, aparte os sustos provocados pela arbitragem.

Volto a realçar a excelente exibição de Montero, a mostrar que um sistema de dois avançados pode ainda ser-nos bastante útil, mesmo que Jesus tenha esta semana afirmado uma certa dependência da equipa em relação a Bas Dost. O jogo de ontem mostrou que isso pode não ser bem assim.

William Carvalho foi também enorme e Gelson Martins voltou a mostrar que há um Sporting com ele em campo e outro completamente diferente (para pior) sem ele.

Rui Patrício, com duas defesas fantásticas, ambas com o jogo empatado a zeros, mostrou que o seu estatuto de lenda se alicerça tanto na quantidade de jogos como na qualidade das suas exibições.

Mathieu e Coates fecham o lote de sinais "mais", pela segurança defensiva mas não só. Do banco vieram sinais positivos; Rafael Leão e Lumor mostraram argumentos para ajudar no que aí vem.

 

Avizinha-se um ciclo de jogos muito importante, com uma eliminatória europeia pelo meio e a exibição de ontem foi, para mim, um bálsamo e uma motivação extra. Há jogadores a necessitar de descanso (como Bruno Fernandes, por exemplo) e outros que podemos potenciar no imediato. Este é o momento certo para mostrar que há vida para além do onze base que Jesus tem utilizado.

 

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FC Porto 1-0 SPORTING CP: Em desvantagem ao "intervalo"

Jesus abordou o jogo com a premissa de que não seria ontem que se decidiria a eliminatória. Não deixa de ser verdade mas o Sporting deixou para daqui a dois meses aquilo que podia ter feito ontem, apostando todas as fichas na se segunda mão, em Alvalade.

Alinhando sem William e Bas Dost, regressou Gelson. Do lado dos portistas foram Danilo e Aboubakar os ausentes. Tudo jogadores fundamentais em posições exactamente iguais. Soares justificou a aposta, Doumbia pareceu sempre perdido em campo.

 

Jesus apostou então no conservadorismo de um sistema de três centrais, alinhando com Ristovski e Coentrão nas alas e Gelson próximo de Doumbia. 

Aparte das questões tácticas, que nem me pareceram as mais importantes para marcar diferenças de rendimento entre ambas as equipas emerge um dos pontos fortes do Porto que o Sporting nunca conseguiu equilibrar; os duelos a meio-campo e a reacção à perda da bola. O Porto foi sempre mais agressivo nos duelos, mais incisivo na procura da bola e nunca deixou o Sporting construir sem uma oposição forte.

Ainda assim, não era intenção do Sporting comandar o jogo com bola. A tal abordagem "à italiana" que Jesus tem falado não entusiasma mas poderia até ter sido mais eficaz com outro critério no passe. O Sporting teve várias oportunidades de atacar de forma rápida e o último passe nunca foi o melhor. Os poucos minutos acumulados por Doumbia ao longo da temporada fazem com que pareça um corpo estranho após sete meses decorridos e a capacidade de passe de Bruno Fernandes (muito desgastado) já viu melhores dias.

Gelson, mesmo não decidindo sempre bem foi sempre o mais esclarecido dos elementos da frente e o que mais procurou desestabilizar o último reduto portista.

 

A eliminatória está em aberto mas a série de resultados em que nos encontramos, mesmo com um troféu conquistado pelo meio, não é nada animadora. Ver um onze "espremido" semana após semana não augura nada de bom para um mês intenso de competição.

Urge encontrar soluções e agitar as coisas. Jogar sempre com os mesmo tem efeitos negativos a todos os níveis, nos que jogam (porque se desgastam em demasia e acomodam) e nos que nunca ou raramente são opção (que acabarão por não se sentir parte da solução).

Não vivemos um momento fácil.

 

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SPORTING CP 1-0 Vitória SC: O pragmatismo, o cinismo, o horror...!

A vitória do Sporting é mais do que justa. Foram os nossos jogadores os únicos a procurar vencer durante os 90 minutos, enquanto que os comandados de Pedro Martins se limitaram a visar a baliza de Patrício de meia e longa distância, procurando nunca perder a organização defensiva.

Frente a uma equipa bem organizada defensivamente e que, não há que ter problemas em dizê-lo, apostou todas as fichas num empate a zeros, havia mesmo que ser cínico e pragmático.

O Sporting foi-o. Concretizou uma das três ou quatro boas oportunidades que teve mas revelou bastantes dificuldades em baralhar o último reduto vimaranense, que despachou da sua área quase todas as tentativas de desfeitear Douglas.

Acabou por ser num dos 39 cruzamentos para a área, aproveitado por Mathieu, que o Sporting marcou o golo da vitória. Um estilo de jogo demasiado previsível e fácil de anular pela defensiva do Vitória na maior parte do tempo, sobretudo porque abusámos desta abordagem e variámos pouco a nossa estratégia ofensiva.

Acuña e Bruno Fernandes cruzaram 14 vezes cada, sendo que apenas 6 desses cruzamentos encontraram um jogador do Sporting, nem sempre servido nas melhores condições.

 

A entrada de Fredy Montero ao intervalo (para o lugar de Rúben Ribeiro) e de Doumbia no início do segundo tempo (para o lugar de Bas Dost, magoado) foram fundamentais para encostar o Vitória às cordas. 

O Sporting obrigou a última linha dos forasteiros a recuar e a encostar mais à sua área e a pressão foi-se acentuando com o passar do tempo.

William, Bruno Fernandes e Acuña, mesmo que nem sempre decidindo bem, tiveram muito mais espaço para investir em missões ofensivas, enquanto que o posicionamento dos dois avançados passou a baralhar muito mais a dupla de centrais vimaranense.

Acaba por ser num lance de bola parada, marcado à maneira curta, que o Sporting resolveu o jogo. Coentrão, William e Marcos Acuña criaram uma sociedade à esquerda, que terminou com um cruzamento certeiro do argentino para uma finalização difícil e certeira de Mathieu.

Um grande golo, num gesto técnico perfeito, em situação difícil. O francês teve de reagir num curto espaço de tempo e, embora estivesse sozinho, foi obrigado a calcular queCoates não chegaria à bola e esta lhe chegaria "redondinha". Grande golo!

Desta vez Jesus mexeu bem na equipa e a saída precoce de Bas Dost acabou até por beneficiar o envolvimento ofensivo, menos centrado em jogadas terminadas num passe para o holandês.

A entrada de Bruno César trouxe outra acutilância e os elogios de Jesus no final, embora justos, são algo exagerados. O nosso "pau para toda a obra" é claramente um dos "protegidos" de JJ, que teima em fazer publicamente distinção entre os que comanda.

No final do jogo, foi ver Jesus novamente a borrar a pintura, desmoralizando completamente Lumor, reforço de última hora, colocando em causa a sua qualidade e utilidade para o grupo, mesmo depois do Sporting ter pago 2.5 milhões por apenas metade do passe do ganês.

 

Mathieu foi, sem margem para dúvida, o homem do jogo. Marcou o golo e foi sempre garantia de segurança. Mas há mais para além disto; o francês entende como poucos os momentos do jogo, assume-se, não se esconde e, com essa atitude proactiva, contagia os colegas e os adeptos. Um verdadeiro líder e um jogador de classe mundial.

Um pouco como Mathieu, Fábio Coentrão faz valer em campo a sua experiência. Dá confiança, segurança e é um galvanizador constante da equipa e das "bancadas". Ontem fartou-se de puxar pelo público como quem diz: "confiem em nós".

Marcos Acuña não fez um bom jogo mas sobressaiu nos momentos de decisão. Esteve muito bem nos 10 minutos finais, onde acabou por ser determinante.

Também gostei de William Carvalho, numa versão ofensivamente mais agressiva, confiando quase todas as despesas defensivas do jogo em Battaglia. Assumiu-se quase sempre e foi muito importante, sobretudo na segunda parte.

Toda a linha defensiva esteve impecável (Patrício incluído) e apenas os homens da frente revelaram algumas dificuldades. Bruno Fernandes esteve muito apagado, Rúben Ribeiro pouco se viu e mesmo Montero e Doumbia foram mais perigosos pelos posicionamentos que adoptaram do que pelo que fizeram com bola.

 

Impossível não elogiar a segurança e capacidade defensiva revelada nos jogos em casa onde, finalmente, o Sporting parece estar a construir uma fortaleza. São apenas 4 golos sofridos em 15 jogos caseiros nas competições nacionais. Apesar disso, faltou por vezes poder de fogo para evitar, pelo menos, os 2 empates caseiros na Liga NOS.

 

Volto a Jorge Jesus para lhe pedir que respeite os Sportinguistas, que estão mais do que habituados a murros nos estômago. Esta abordagem "à italiana", sem bagagem de títulos (dos importantes) só contribui para que sejamos assolados por fantasmas do passado (longínquo e também recente, já sob a sua orientação). Uma coisa é confiar na equipa, outra é confiar na sorte e muitos são os jogos onde nos colocámos à mercê dos adversários, sejam eles mais ou menos poderosos.

"Mister", respeite os adeptos que amam e fazem tudo pelo Sporting recebendo há anos consecutivos uma mão cheia de nada da parte das nossas equipas de futebol.

A mentalidade de campeão cultiva-se em jogadores e adeptos com títulos e ainda estamos todos a trilhar esse caminho.

 

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Campeões de inverno, o caraças!

O título é homenagem a umas das piores hashtag de que me lembro.

Não há campeões no inverno e se isso se associar ao Sporting vai sempre parecer que é gozo.

O Sporting venceu ontem a Taça da Liga, uma competição que a poucos adeptos deverá interessar e que significa apenas uma pequena (mínima) conquista.

 

Não há nada a festejar!

Muito menos quando pouco se jogou e se ganhou uma competição nos penaltis e após quatro empates em cinco jogos, onde apenas ganhámos à única equipa da segunda liga de defrontámos.

Esta é uma conquista que os jogadores fizeram bem em saborear mas que devem já chutar para trás das costas, como eu fiz. Assim que o William converteu (aleluia!) o penalti, desliguei a televisão e fui fazer a minha vida.

 

Não há nada a festejar! É só a taça da liga! A taça Lucílio, da carica e do dolo sem intenção!

Parabéns à rapaziada e foco no Vitória Sport Clube, que virá a Alvalade comer a relva, na próxima quarta-feira.

 

O verdadeiro campeão só se conhece quase a chegar ao verão!

 

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