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Grande Artista e Goleador

Um surrealismo abstracto

 "O surrealismo propõe a valorização da fantasia, da loucura e a utilização da reacção automática."

 

Esta é um definição simplista de uma das vanguardas artísticas europeias que surgiu em Paris no início do século XX. Propunha-se algo criativo, arrojado. Que podia ter um plano mas que não saberíamos se o resultado final seria produto desse plano ou um desvio do mesmo.

Um estilo que dá azo a várias interpretações e liberta a mente de quem o admira ou critica. Será, eventualmente, frequente haver quem pense uma coisa ou o seu contrário. Quem goste e quem não goste. Quem aprecie ou deteste. 

Um pouco como o Sporting de hoje. Disperso, desunido, nada unânime. Pode ter momentos de rara beleza ou genialidade, por vezes pode até fazer sentido mas o resultado final vai sempre ser passível das mais variadas interpretações que impedem o estilo de se impor de forma marcada.

 

Um surrealismo (e aqui desvio-me ainda mais das questões artísticas) que roça o abstracto, tal é a minha incapacidade de seguir a linha de raciocínio do "artista".

Propôs-se a fazer uma obra, o plano para a mesma parecia excelente mas exigia-se uma linha mais rígida e estruturada. Valorizou em demasia a fantasia e deixou-se levar. Passou a reagir em vez de agir racionalmente, revelando momentos de loucura. A definição perfeita do surrealismo adaptada a um clube desportivo.

 

Felizmente propunha-se um restauro. O quadro era antigo, gasto mas com uma identidade forte. Com história. Vincada mas perdida no tempo. Com traços já gastos mas indeléveis. Uma identidade que parecia recuperada mas acabou por se deixar levar pela loucura.

O quadro não está perdido. Não irremediavelmente. O restauro continuará. Não sabemos quanto será necessário retroceder para que volte ao plano exigido mas voltará. 

Assim todos o queiramos e façamos por isso. Exige-se dignidade e respeito por quem pintou a mais linda tela de Portugal e do Mundo; o Sporting Clube de Portugal.

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De geração em geração

Há coisas que carecem de explicação.

Andava eu à procura de outra coisa e acabo a encontrar um texto meu de exactamente há um ano e meio atrás.

Não estará especialmente bem escrito mas desperta-me memórias que há muito tempo não recordava. Não foi um texto qualquer e relata um acontecimento especial.

O tempo passa depressa e aquele fim de tarde, que não foi apenas mais um, já foi há dezoito meses.

Curioso que encontre isto exactamente na semana em que o levei pela primeira vez a um jogo das modalidades.

Fomos a Valongo ver o hóquei. Não foi tão emocionante... o pavilhão não era o nosso, não era imponente como o nosso mas deu para testar o nível de identificação à causa leonina.

Mais uma etapa concluída, neste trabalhoso e delicioso processo que é a imposição de um amor que se quer para a vida. Não se choquem com o verbo usado. Imposto talvez seja até o mais correcto.

Uma imposição que se torna amor, devoção e que de geração em geração tem dado ao Mundo mais um fervoroso e apaixonado leão.

 

Vou ter de partilhar convosco novamente. Fiquem com o link

 

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Vem aí 'o crónico'

Nos últimos dois anos, fundamentais para a recuperação e o ressurgimento do Sporting no panorama desportivo nacional, o leão mudou.

Passou a ser liderado por um verdadeiro guerreiro. Exigente, determinado, inconformado, competente e apaixonado.

Os ingredientes eram fundamentais para que o Sporting voltasse a ser 'o crónico', mas ainda não eram transversais a todos os que lideravam as várias equipas.

A época 2015/2016 parece ser a da mudança de mentalidade. Deixaram de haver bons rapazes. O politicamente correcto deixou de existir. Só há ambição, exigência, determinação, paixão e trabalho.

Jorge Jesus no futebol e Zupo Equisoain no andebol personificam o 'estereótipo' pretendido. Nuno Dias e Nuno Lopes apreenderam-no ainda melhor no Sporting, depois de provarem o doce sabor do sucesso. Nas outras modalidades, as menos mediáticas, o sabor da vitória nunca nos tem sido negado.

O objectivo para este ano foi a aposta na liderança. Líderes fortes, formas equipas fortes. Equipas fortes estão nas decisões e ganham mais vezes. Ganhar mais vezes vai fazer-nos a todos felizes e fará o Clube crescer, alimentará o ego e trará novas e renovadas esperanças e responsabilidades.

Trazer 'o crónico' de volta parece estar cada vez mais perto e isso também se deve a nós. Que acreditámos na direcção, lhe demos confiança e com ela seguimos, mesmo sabendo que o caminho não será fácil.

Mais do que nunca, o Sporting precisa de todos nós. Da nossa exigência, mas também do nosso apoio. Só juntos traremos de volta 'o crónico'.

30 anos de Sporting

Fiz ontem trinta anos e, num momento em que o Sporting em geral respira saúde, quanto mais não seja pela lufada de ar fresco que tem sido Bruno de Carvalho devolvendo-nos o Sporting e gerindo-o bem, o mesmo não se pode dizer da nossa equipa de futebol.

Numa fase em que a equipa liderada por Marco Silva atravessa a pior fase da época, ouvem-se de forma mais veemente os críticos do técnico e questionam-se opções técnico-tácticas. Falo disto pois, como todos sabemos, é o futebol o grande motor do clube e, consequentemente, o que mais gente arrasta.

Como disse, não vivemos um bom momento e já há quem tema que este se prolongue e perca a esperança no futuro que o actual Presidente nos ofereceu. Vejo questionar até a dificuldade em difundir o Sportinguismo pelos mais jovens, motivado pela falta de vitórias do Clube.

Claro que é mais fácil cativar com vitórias, mas nunca serão apenas as vitórias que farão com que hajam Sportinguistas.

Sou Sportinguista há trinta anos e eu próprio não tive muitos motivos para festejar nestas últimas três décadas. Vencemos apenas dois campeonatos, quatro taças de Portugal e seis Supertaças.

São só doze títulos em trinta anos e nem isso impediu que fôssemos milhões de Sportinguistas em todo o Mundo.

Claro que as vitórias são importantes, mas não me parecem um factor determinante para que mais pessoas queiram ser do Sporting Clube de Portugal.

O Sporting hoje, tal como na sua fundação é um Clube com valores, que se rege pelo respeito pelo adversário, pela verdade e pela lealdade e esses, aliados a tantos outros, são valores que não podem ser menosprezados. Crianças bem educadas social e desportivamente não quererão ser de clubes que compram árbitros com prostitutas nem de clubes que falseiam dados, inclusive os da sua fundação.

Seremos sempre muitos e nós, como todos os que se juntarão à família Sportinguista serão sempre do Sporting Clube de Portugal por aquilo que o Clube representa na sociedade e na vida desportiva nacional e internacional.

Não queremos adeptos da vitória. Adeptos do festejo. Adeptos da bazófia...

Queremos adeptos fervorosos e leais, preparados para defender o Sporting e os seus ideais. Queremos continuar a vencer honradamente, com esforço, dedicação e devoção, atingindo a glória por mérito próprio.

Eu, antes de gostar de vencer, gosto do Sporting. Amo o meu Clube acima de tudo e nunca serei adepto do Ganhar FC.

A ganhar ou a perder, Sporting até morrer!

Segue a voz da razão

Domingo, vamos encher Alvalade! 

Leio isto pelas redes sociais e um pouco por toda a blogosfera leonina. 

Claro que é um jogo importante, frente ao eterno rival em que a força extra de um estádio cheio tem o seu peso, criando uma atmosfera de motivação para os nossos e de intimidação para os forasteiros.

Óbvio que é um jogo de grande cartaz em que as emoções estão à flor da pele e em que todos querem estar presentes, nem que seja pela possibilidade de estar presente num momento histórico (algo como o 7-1 do nosso Manel ou o 5-3, em que brilhou o mal-amado Djaló). São estes jogos que marcam o nosso imaginário e que nos fazem, quase sempre, seguir o coração.

Mas fará sentido apelar à mobilização para um Sporting - Benfica? O estádio estará, com certeza, cheio que nem um ovo e eu serei, obviamente, um dos que ocupará uma das cadeiras do Estádio José de Alvalade (como sempre).

Eu acho que não faz e, por isso, apelo-te à razão e pergunto-te...

Sportinguista, vais a Alvalade ver o Sporting ou o Benfica? Achas a pergunta estúpida?!

Então onde estavas quando jogámos com o Arouca ou com o Belenenses, onde tanta falta nos fizeste?

Onde estavas no dia do jogo com o Porto ou com o Marítimo, quando o Montero fez aquela obra de arte?

Porque não foste em jogos em que tivemos dificuldades, como com o Paços, o V. Setúbal ou o Moreirense?

Não teria sido melhor teres festejado as vitórias com o Estoril, o Rio Ave e a Académica em Alvalade?

Amigos sportinguistas, o Sporting já jogou em casa 10 vezes e vocês não estiveram lá!

Por isso o meu apelo não vai para que enchamos Alvalade no domingo. Apelo a todos os Sportinguistas que encham Alvalade com o Gil Vicente, Penafiel, V. Guimarães, Boavista, Nacional e Braga. E façam-no independentemente do resultado do jogo do próximo domingo. 

Como sei que estarás lá este domingo vou rir contigo, festejar os nossos golos e abraçar-te, mas quero que no fim me digas: até para a próxima!

Chelsea 3 Sporting CP 1

Era impossível começar este post sem falar no orgulho que tenho em ser do Sporting Clube de Portugal!
Pela prestação dos nossos leões nesta fase de grupos, pelo nosso treinador, pelo nosso presidente e sobretudo por todos nós, Sportinguistas e, em especial, os três mil e quinhentos que estiveram em Londres e mostraram aos adeptos do Chelsea que o Sporting é um grande clube, com grandes adeptos.

Era um jogo no qual sabíamos à partida que seria difícil pontuar. A qualidade do plantel do Chelsea é ainda demasiada para a valia dos nossos jogadores que, pese a má entrada no jogo, se bateram que nem leões, com galhardia, por um resultado positivo. Não foi possível!

No entanto, não foi hoje que ficámos de fora da Champions. Quando à terceira jornada, no último minuto do jogo com o Schalke, na Alemanha, uma equipa de arbitragem russa brincou com o nosso esforço e nos humilhou, roubando-nos um ponto que nos daria a passagem aos oitavos-de final (e cerca de 4 milhões de euros em prémios), o nosso destino ficou traçado. Nós acreditámos! É essa a nossa natureza! O verde da esperança nunca nos deixa e, talvez ingenuamente, pensávamos que o milagre era possível! Não foi, e saímos de consciência tranquila quanto ao nosso trabalho. Merecíamos o prémio de disputar uma eliminatória num rol de equipas que seria o top16 da competição.

Como já disse, provavelmente nunca ganharíamos o jogo de hoje. Entendo a aposta do Marco Silva em Capel e Slimani. Concordo com a titularidade de Slimani, desde que Montero esteja em campo e, como sabemos, isso só faz sentido em jogos onde tenhamos de massacrar o adversário (algo que nem assim sempre nos garante uma vitória confortável). Hoje não era o caso e eu teria sempre jogado com Mané e Montero no lugar dos acima referidos (e não sou dos que só fala isto depois de ver o jogo).

Gostei que tivéssemos mantido a nossa identidade! E embora não tenhamos sido tão pressionantes (não sei se estrategicamente ou por alguma inépcia dos jogadores) fomos iguais a nós próprios.

Gostei do Carrillo, que se quiser pode ser um Nani e voltou a ser o melhor da nossa equipa. Gostei do Montero, que acrescenta sempre qualidade (que cueca!). Gostei do Paulo Oliveira, que se assume cada vez mais como o patrão da nossa defesa. Gostei do Jonathan, que embora seja menos consistente que Jefferson é, no mínimo tão bom como ele e que a sua juventude nos diz que tem futuro, mas que vai ter mais 'dores de crescimento'. E gostei do Adrien, o nosso pulmão, o nosso coração, o nosso capitão sem braçadeira que nunca desilude.

Não gostei do Capel, que não encaixa no nosso estilo de jogo e não fez uma boa exibição. Não gostei do Slimani que, para além de ter sido ineficaz naquilo que é mais forte (o jogo aéreo), é mais um que não serve tão bem como o desejado o nosso futebol apoiado e técnico e do qual gosto mais numa solução de recurso (vindo do banco para resolver, como tantas vezes fez, e bem, na época passada). Não gostei do William, que voltou a ser uma sombra daquele monstro que já vimos. Não gostei da forma como Esgaio faz o penalti, em grande parte, motivado pelo seu mau posicionamento e desconcentração.

Gostei do início da segunda parte e de alguns momentos em todo o jogo que deram um cheirinho do perfume do nosso futebol, que é de enorme qualidade.

Ah, até sexta-feira, não quero ouvir falar em Liga Europa! Não é prémio nenhum de consolação. Nem quero saber se é mais à nossa medida. É um mal menor, mas não deixa de ser um mal!

Estou triste e revoltado, mas não me resigno! Um leão nunca baixa a cabeça, a não ser para beijar o símbolo que traz ao peito. Foi isso que fiz assim que o jogo terminou. Beijei o símbolo e disse ao meu Sporting, ao nosso Sporting: eu amo-te, nunca te vou deixar, tenho muito orgulho em ti e no domingo vou lá estar, para te apoiar!

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