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Grande Artista e Goleador

Pouco futebol resultou em mais três pontos

Tinha dito ontem que preferia o resultado à exibição e parecia eu que adivinhava aquilo que nos esperava.

Mais uma exibição sofrível, sofrida mas com mais três pontos na bagagem.

Já o disse várias vezes: este início de temporada é para vencer, a nota artística pode esperar.

Jogo em que o empenho global foi bom mas onde faltou clarividência em dose igual.

Tudo demasiado precipitado e pouco pensado. Até os esquemas tácticos saíram mal, tal era a vontade de fazer bem.

A verdade é que tudo podia ter sido diferente, não fosse o 'apitadeiro' de serviço ter deixado por assinalar um penalti claro sobre Bryan Ruiz, estavam decorridos pouco mais do que dois minutos de jogo.

Pouco depois da meia hora, Sequeira viu o segundo amarelo em cinco minutos e foi expulso. A decisão pode parecer exagerada, sobretudo pela proximidade temporal dos lances mas, analisando friamente, ambas são faltas merecedoras de cartão amarelo.

Cinco minutos volvidos e novo penalti por assinalar, novamente cometido por Zainadine, que poderia e deveria ter visto aqui o segundo amarelo e consequente expulsão, pois foi ele que cometeu ambos os penaltis não assinalados.

O intervalo chega com apenas uma oportunidade de golo (remate de Jefferson de fora da área) e muitos erros de arbitragem, mais uma vez, sempre em prejuízo dos mesmos.

Com Ruiz e Teo em sub-rendimento, este era o momento certo para mexer na equipa mas Jorge Jesus optou por deixar tudo como estava.

Montero acabou por render Teo aos nove minutos da segunda parte e começaram a sair mais jogadas de perigo.

Gelson ameaçava e Slimani mostrava-se perdulário. 

Mané substituiu Ruiz e André Martins entrou para o lugar de João Mário, apagado no segundo tempo.

A 15 minutos do final, mais um lance passível de grande penalidade, desta vez sobre Gelson Martins.

Estava tudo feito e eu confesso que já acreditava mais no que estava a ser cozinhado por outros do que naquilo que os nossos cozinheiros pudessem fazer. Isto de acompanhar pela TV (ou pela net, no meu caso) dá nervos a dobrar.

A minha esperança encontrava-se em Fredy Montero. E ele não me falhou. Tabelinha perfeita com Carlos Mané e redondinha lá dentro.

Ainda faltavam cinco minutos e, num jogo do Sporting, tudo pode acontecer. 

Acabámos por segurar o resultado e somar mais três pontos mas fica mais um aviso.

Espero que Jorge Jesus aprenda a ler melhor alguns factores que considero importantes. 

1º A 'química' entre Montero e Mané é evidente e não pode ser desperdiçada

2º Os momentos de forma e anímicos estão a ser mal geridos (Jefferson, por exemplo, está num momento de forma miserável)

3º Neste momento, Montero é titular de caras

E venha o Boavista e, já agora, mais três pontos.

Hoje joga o Sporting

Não estarei em Alvalade. Maldita Liga Europa e os jogos empurrados para as segundas-feiras!

O meu lugar estará ocupado por outro leão que, espero, grite bem alto e assista a mais uma vitória do nosso Sporting.

Peço a todos os que possam, que não fiquem em casa. Um jogo às 21 horas é tarde mas até deixa que jantem antes do futebol.

Aos que não podem, e sobretudo aos que no futuro não puderem, façam como eu fiz este fim-de-semana. Compensem a vossa ausência com o apoio a outro escalão ou modalidade.

Será prática comum a partir de agora. Este fim-de-semana, a minha ausência de hoje foi colmatada com uma ida a Freamunde. Estive em Vila do Conde, estarei no Bessa e sempre que não possa ir a Alvalade escolherei outra modalidade ou escalão para apoiar. Porque todos são Sporting!

Quanto ao jogo de hoje, não quero nota artística. Não a enjeitarei mas, quero ganhar. Apenas e só isso, de forma limpa e sem ajudas (já agora que não nos prejudiquem também, como vem sendo hábito).

O Nacional ainda não venceu fora de casa mas os jogos com os grandes são diferentes.

Será mais um jogo difícil com o adversário a querer comer a relva (espero que lhes seja indigesta, mais não seja pelos fungos que por lá andam).

Espero uma entrada de leão, para tentar resolver o jogo cedo. É sempre melhor sofrer cedo por arriscar do que sofrer tarde por gerir um resultado magro. Mas como acredito nos nossos, espero um 2-0 ao intervalo.

Carrillo voltou a ficar de fora e João Pereira também não foi convocado. Parece que acertei, quando disse que Esgaio estava de pedra e cal no onze. 

É provável o regresso de Ruiz e talvez seja Gelson o relegado para o banco de suplentes.

Curioso para ver como Jesus gere a dupla de avançados e se dá continuidade a Montero que, certamente, se encontra moralizado com o golo.

Aos que tiverem o prazer de estar em Alvalade, apoiem do princípio ao fim, não saiam mais cedo e que regressem a casa com o sorriso de quem mantém a liderança.

SPOOOOOOOOOOOOOORTING!

Só existe um Sporting

Ontem fui a Freamunde ver o jogo da nossa equipa B de futebol e se há coisa que eu constatei foi que, estejam 50 mil ou 50 pessoas, o sentimento é o mesmo, os golos vibram-se com a mesma intensidade e o apoio é dado com a mesma paixão.

Antes de continuar, devo agradecer a uma das responsáveis do Núcleo Sportinguista de Gondomar que, já com o jogo começado, esperava junto à bilheteira por adeptos identificados com as cores do Sporting para distribuir os três convites que lhe restavam e que o Sporting havia oferecido em troca da recepção aos atletas para almoçar no Núcleo, como já vem sendo prática habitual e onde já pude privar por momentos com a equipa de Futsal.

Os outros dois convites acabaram por ficar na carteira e lá segui, agradecendo (até porque o bilhete ainda poderia ter-me custado 10€) para junto dos outros leões que já ensaiavam cânticos nas bancadas do estádio.

Não, não éramos muitos. Talvez umas 60 pessoas.

Fracas condições para os adeptos verem futebol. Demasiado ao nível do relvado e uma rede que dificultava a visão.

Destaque particular para a família do Rafael Barbosa, representada em bom número e sempre dedicada a apoiá-lo, a ele e à equipa.

Quanto ao jogo, vencemos e, no final, isso foi o mais importante, num campo difícil e com uma pressão enorme dos adeptos da casa sobre a equipa de arbitragem que, no global, fez uma exibição positiva.

Não sei se todos os jogos da 2ª Liga são assim mas, se são, há que repensar seriamente o tempo que os jogadores permanecem neste patamar competitivo. O nível é mais próximo do CNS do que da 1ª Liga e, se pode ser importante para um primeiro ano de sénior, ou até mesmo um segundo (no caso de jogadores menos preparados), o mesmo não se aplica a casos como o de Matheus Pereira ou Ryan Gauld.

Matheus pareceu sempre pouco interventivo e até algo desligado do jogo e Gauld é claramente prejudicado pelo estilo de jogo menos rendilhado que somos obrigados a fazer, por forma a que a adaptação ao estilo de jogo dos adversário produza resultados práticos (ou seja, vitórias).

O facto de termos uma equipa muito inexperiente, obriga João de Deus a pôr em prática a sua experiência e inteligência para que possamos crescer a vencer.

A verdade é que não podemos jogar um estilo de futebol semelhante ao da equipa principal porque, se o fizermos, o risco do modelo de jogo vai fazer com que não tenhamos a segurança necessária para alcançar resultados positivos.

Sendo completamente honesto, o lirismo de quem diz que a qualidade se sobrepõe sempre, é apenas isso...lirismo.

Pareceu-me haver uma tentativa de identificação com o modelo da equipa principal, pois Matheus era mais avançado do que médio e eram Fokobo e Gauld a assegurar as despesas do meio campo mas a interpretação do mesmo não pode ser a mesma. Fokobo não tem capacidade de construção e não pode ser Gauld a assumir a saída de bola desde trás, por isso, acabámos por sair quase sempre pelos laterais, por ser mais seguro e implicar um risco menor. Assim, os médios acabam por estar em jogo quase só em momento defensivo (isto deve aplicar-se sobretudo nos jogos fora pois, em casa, já deu para ver que jogamos mais bonito).

Acho que João de Deus tem objectivos bem definidos e sente que os jogadores crescem mais facilmente sendo competitivos e lutando por resultados do que optando por lhes dar uma ideia de um modelo de jogo mais preparado para a integração na equipa principal. E acho que o faz porque sabe que, caso optasse pela segunda via, ia sofrer muitos resultados negativos e isso prejudicaria a motivação dos jogadores.

A via escolhida parece-me clara: vamos lutar por objectivos e por fazer melhor que no ano passado (mesmo que com uma equipa menos experiente e com menos soluções).

Ser campeão nesta 2ª Liga não é uma utopia e é por isso que eu entendo que, em certo ponto da 2ª parte, a equipa tenha parecido satisfeita com o empate. Porque ganhar em casa e empatar fora (sobretudo nos campos mais complicados - e este é um deles) é importante para atingir os objectivos colectivos (o campeão do ano passado fez 81 pontos).

A partir do momento em que Sacko entrou a estratégia era evidente e até já foi usada outras vezes: a equipa iria aguentar a pressão e sair apenas no contra-ataque.

E foi isso que essa estratégia que nos deu a vitória, em dois contra-ataques muito bem finalizados por Daniel Podence e Matheus Pereira.

Os destaques individuais vão para a segurança da dupla de centrais, composta por Domingos Duarte e Ivanildo Fernandes, ambos seniores de 1º ano, Fabrice Fokobo, que foi um excelente complemento defensivo e muito ajudou os colegas do centro da defesa e Rafael Barbosa que foi sempre o mais inconformado e esclarecido da frente de ataque, talvez motivado pela claque eufórica que nunca se cansou de gritar o seu nome. Daniel Podence entrou muito bem e foi decisivo no jogo.

O esboço

Nada melhor do que a paragem para as selecções e o fecho do mercado de transferências (ainda que estejam abertas portas de saída para alguns países) para fazer o esboço daquilo que poderá ser o plantel para o que resta da época ou, pelo menos, até janeiro.

Não sei o que os próximos dias nos trarão no que diz respeito a Labyad, Viola, Salomão, Cissé e Rosell.

Confio na saída do espanhol. Parece óbvio que não conta para Jorge Jesus, até porque já foi ultrapassado nas convocatórias pelo recém chegado Bruno Paulista.

Cissé acabará a lutar pela vaga deixada em aberto por Diego Rubio na equipa B.

Viola tem mercado na Turquia (acredito eu, depois de lá ter jogado na época passada) e o ideal seria colocá-lo lá.

Salomão parece-me o caso mais bicudo. Era pretendido pelo Deportivo. Acabou por ficar e não vejo nele perfil para a B nem qualidade para a equipa principal. Terá de se treinar com vista a uma colocação em janeiro.

Labyad é o caso mais misterioso. Tudo parecia encaminhado para que fizesse parte do plantel e, depois das declarações no final da época passada, proferidas pelo Presidente Bruno de Carvalho acerca do jogador, tudo leva a crer que foi Jorge Jesus quem o dispensou. Bem sei que tem um salário elevado e, por isso, parece-me que não vai ser fácil de colocar. Assim sendo, parece-me justo dar uma nova oportunidade ao marroquino para, até ao final do mês de dezembro, mostrar o que vale (visto que, no caso de ficar, teremos de lhe pagar na mesma o elevado salário, não faz sentido pô-lo completamente de parte). Tem inegável qualidade e o problema parece ter a ver com uma questão de mentalidade. Talvez uma 'nova vida' em Alvalade o fizesse reaparecer.

Assumindo que Labyad e Viola podem ser os mais difíceis de colocar mas, ainda assim, os únicos com qualidade para ajudar na primeira equipa, este seria o meu esboço para o plantel principal, pelo menos até ao final do ano.

Plantel.png

A luta continua

Hoje demorei a lançar o post porque esperava ter a possibilidade de rever o jogo.

A verdade é que entre falta de tempo e a avaria do PC, tal não foi possível.

Ontem fiz algo que não fazia há uns dois anos: vi o jogo num dos cafés da vila.

Escolhi aquele que sempre me agradou mais, sobretudo por ser o que, por norma, tem mais leões como clientes.

A verdade é que entre aqueles que, defendendo as nossas cores, mais não fazem do que criticar os nossos exigindo que joguemos com cinco 'Messis' e outros tantos 'Ronaldos' (isto partindo do princípio que o Patrício pode continuar a defender as nossas redes e não seria preterido por um qualquer Casillas) e os lampiões que, em silêncio, fazem figas para que tudo nos corra mal, dou comigo a preferir um café cheio de lampiões.

Afinal, torcem pela nossa derrota mas fazem-no em silêncio e sem debitar alarvidades.

Adiante...Do que vi do jogo, e entre trocas acesas de palavras com alguns dos tais sportinguistas, acho que fomos mais consistentes que nos últimos dois jogos.

Nem sempre jogamos bonito mas nunca fomos inexistentes nem sucumbimos a mais um festival do boi do apito.

Até ao penalti assinalado a favor da Académica, fomos seguros e dominantes mas, mais um lance irregular em nosso prejuízo, teve o condão de nos intranquilizar.

Ficámos nervosos mas, ainda assim, continuámos a aproximar-nos com frequência das redes de Lee. Enquanto isso, a vontade de manter a Académica em jogo era tanta que até um penati claro sobre Slimani ficou por marcar.

Na segunda parte deixámos a Academica pegar no jogo mas soubemos aguentar e acabámos novamente por cima. 

Depois de Adrien fazer aquilo que tão poucas vezes faz (falhar um penalti), acabou por ser Aquilani a sentenciar a partida na conversão de outra grande penalidade.

Slimani pareceu-me ter sido o melhor em campo e Esgaio esteve bem, mostrando que pode ter mais minutos.

A verdade é que, não fossem os erros claros e recorrentes das arbitragens, hoje poderíamos ser líderes isolados do campeonato.

Não posso esquecer-me que o jogo do Tondela nasce de uma falta inexistente, num lance de claro fora-de-jogo e com dois toques com a mão a empurrar a bola para a baliza.

Não posso ignorar que o golo do Paços só foi possível graças à invenção de uma grande penalidade.

E tenho ainda bem fresco na memória que, ontem, o golo da Académica nasce de um duplo erro, depois de uma falta por assinalar a meio campo sobre João Mário e outra mal assinalada dentro da área leonina.

São erros a mais e o Sporting deveria ter neste momento 9 pontos, 6 golos marcados e 0 sofridos.

Ainda assim, somos primeiros e espero que Jorge Jesus consiga, nestes dias de interregno para compromissos das selecções nacionais, afinar ainda melhor a máquina pois, este ano, terá mesmo de ser sempre contra tudo e todos.

Aos sportinguistas que ontem partilharam comigo o mesmo espaço durante o jogo...tão cedo não terão a minha companhia.

Saudações leoninas a todos e nervos de aço para este último dia de mercado de transferências que, espero, só nos traga boas notícias.

Hoje joga o Sporting

E é caso para dizer que mais vale tirar a tarde...e o início da noite.

É que, ás 16 horas, a equipa B recebe o Portimonense, ás 17.30 horas, o futsal decide mais um troféu de pré-época, com o Braga, em Arcos de Valdevez e, ás 19.15 horas, há exame aos comandados de Jorge Jesus em Coimbra, frente á Académica local.

Claro que o prato forte só estará degustado lá para as 21 horas mas, até lá, teremos com que nos entreter.

O Sporting não pode falhar. Porque é importante não prolongar a série negativa de jogos sem vencer, porque os adversários directos já somaram ambos 3 pontos e porque é nossa obrigação vencer um adversário mais fraco, que vai em último no campeonato e ao qual ainda falta cumprir a proeza de marcar um golo.

Gonçalo Paciência, emprestado pelo Porto aos estudantes, será mesmo o maior problema com que teremos de lidar, num jogo em que encontraremos das defesas mais permeáveis da nossa Liga.

Conto com duas ou três alterações na equipa que jogou na Rússia e o regresso ao esquema de dois avançados.

Esgaio será o previsível substituto de João Pereira e conto com o regresso de Slimani e a inclusão de Mané ou Gelson para os lugares de Aquilani ou Adrien e Ruiz.

Jogue quem jogar, há a obrigatoriedade de ganhar, de preferência convencendo os Sportinguistas, proporcionando-nos um jogo mas tranquilo que os que lhe precederam.

Depois, seguem-se uns dias de descanso, onde teremos possibilidades para apoiar as nossas modalidades.

Hoje, como sempre, é para vencer!

Vamos, Sporting!

Hora de cerrar fileiras

Na ressaca do sorteio da Liga Europa, que ditou confrontos com o Besiktas (Turquia), Lokomotiv de Moscovo (Rússia) e Skenderbeu (Albânia) e ainda sem grande vontade de abordar o que aí vem, sinto que, ainda assim, preciso de virar a página. Eu e todos os Sportinguistas.

O sorteio foi o que foi. Não foi o pior que podia ter sido nem o melhor.

Vale o que vale mas, o Besiktas, apesar da grande valia individual do seu plantel era, dos adversários possíveis do pote 2, um dos que tem menor coeficiente europeu. Claro indicador que as últimas prestações europeias não têm sido as melhores e, esta época, com Quaresma e Mario Gómez quererão mudar o passado recente. A defesa parece-me fraca e espero que o inferno de Istambul acabe por sê-lo para os da casa.

O Lokomotiv vem de uma época desastrosa na liga russa, apenas salva pela vitória na taça. Já esta temporada, perdeu a Supertaça frente ao Zenit, após desempate através de pontapés da marca de grande penalidade. São uma equipa experiente mas sem grandes estrelas e talvez o português Manuel Fernandes e o defesa Vedran Ćorluka sejam os mas conhecidos para a generalidade dos adeptos.

Os albaneses são completos desconhecidos e não acredito que venham a causar dificuldades a nenhuma das outras equipas do grupo.

Entretanto, há que fazer incidir o foco sobre o jogo do próximo domingo, em Coimbra,  frente a uma Académica onde já correm rumores de chicotada psicológica.

Os 'estudantes' são os últimos da classificação geral e, em apenas dois jogos, nem um golo marcaram.

Espero uma equipa recuperada física e animicamente para trazer de Coimbra os três pontos.

Neste momento, nem só a equipa tem de recuperar. Os adeptos deverão também recompor-se do verdadeiro murro no estômago que foi esta eliminação da Champions. É importantíssimo vestir de verde e branco o Estádio Cidade de Coimbra e demonstrar todo o apoio possível aos jogadores e treinador.

Perdemos um objectivo importante mas a época está ainda no início, com muito para vencer e o principal objectivo intacto.

Difícil de engolir

É difícil falar no jogo de ontem e aviso já que isto vai ser longo.

Fizemos o mais difícil, numa primeira parte perfeita.

Parecia impossível não passar a eliminatória mas, num jogo do Sporting, o impossível não existe!

Vou tentar dividir a análise ao jogo em duas partes: começarei pelo jogo jogado e depois analisarei o factor decisivo do jogo e da eliminatória, a arbitragem.

Como disse, a primeira parte foi perfeita. Não porque tenha sido aquilo que eu desejava mas sim por ter sido exactamente aquilo que tinha sido programado pelo nosso treinador.

Como disse ontem, eu entraria para este jogo como tinha feito em todos os outros mas a estratégia de Jorge Jesus é lógica e difícil de condenar.

A inclusão de Teo em vez de Slimani visava precisamente ter alguém que fosse forte na combinação em posse e não um 'panzer' para destruir defesas em pressão alta. Só assim controlaríamos o jogo sem necessidade de nos expormos ao erro.

O Sporting dominou em toda a linha e controlou o adversário à distância. O domínio territorial foi sempre nosso, em posse e quase sempre no meio campo adversário. Não fomos muito incisivos no ataque mas até isso foi estratégico. Havia que adormecer os russos para depois desferir o golpe fatal.

Teríamos de ser frios e eficazes e o golo de Teo Gutiérrez, após excelente assistência de João Pereira, veio dar sentido à estratégia adoptada.

O intervalo chegou e eu estava mais confiante que nunca. Não tinha havido espaço para os contra-ataques russos e o jogo parecia totalmente controlado.

Não entrámos bem na segunda parte. A equipa não pareceu tão confortável e abusou do jogo directo, entregando a bola aos russos. 

Demos-lhes mais oportunidades para tentarem as bolas longas e, numa devolvida nas costas de João Pereira, Paulo Oliveira faz a falta que daria origem ao golo. Há dois erros neste lance. O primeiro é de João Pereira, que tenta adivinhar o lance e fica automaticamente atrasado relativamente a Musa, o segundo é de Adrien que, na marcação do livre, está totalmente desconcentrado e reage tarde e de forma deficiente, deixando a bola na pequena área onde Patrício defende contra Doumbia que acaba por marcar com o braço direito.

Segue-se um período incaracterístico do jogo. Os russos, impelidos pelo golo, pressionam mais alto e o Sporting limita-se a aliviar bolas como pode. O CSKA responde com dois ou três passes curtos, sempre seguidos de um longo (esta foi a estratégia adoptada pela equipa russa durante quase todo o encontro). Entre tantas tentativas, algum passe haveria de entrar.

Enquanto isto, a equipa parece mais ansiosa e Carrillo perde bola atrás de bola, numa sequência incrível de más decisões que incluíram até um lançamento lateral precipitado.

Teo toca na bola pelas primeiras vezes e o Sporting só liga a primeira jogada após os 55 minutos. Ruiz aparece na linha e desperdiça a posse de bola num cruzamento sem sentido.

O Sporting consegue combinar mais uma ou duas jogadas. Parece ter sido sacudida a pressão mas já temos jogadores fatigados (sobretudo Ruiz).

Voltamos a parecer mais confortáveis mas a pressão do CSKA continua forte. Ruiz volta a desperdiçar mais uma posse de bola com um cruzamento que acaba nas mão de Akinfeev

Volta a entrar mais uma bola nas costas, salva por Patrício. Mais uma desatenção e Naldo salva in extremis.

Ruiz deu o 'peido mestre' e Slimani está na linha lateral para ser lançado na partida. Entra para o lugar de Teo e, na minha opinião, é o primeiro erro de Jesus.

Eu teria retirado Ruiz, refrescando a ala com Gelson ou Mané.

Faltam 20 minutos e começo a ficar nervoso. Não teremos a capacidade de, com Slimani, fazer o mesmo estilo de jogo apoiado e espero por nova estratégia.

Uma falta inexistente a meio campo está na origem de uma série inacreditável de equívocos que nos vão ser fatais. Para não variar, o livre é marcado longo para a lateral direita. João Pereira alivia para Slimani que, na tentativa de dominar a bola, a coloca praticamente em cima da nossa área, acabando por lateralizar para Carrillo. O peruano olha para a frente mas não vê ninguém. Volta para trás e mais um alívio em esforço. Bola nos russos, passividade e falta de agressividade geral e outra bola nas costas. Linha defensiva descoordenada e golo! Está tudo empatado.

De nervoso passo para o estado premonitório. Penso: "Eu já vi este filme!"

Carrillo volta a perder uma bola e já 'pedia' a substituição. Foram 29, as perdas de bola do peruano.

O nosso jogo é um conjunto de equívocos. Pontapé para a frente e Slimani sem conseguir segurar uma. Dos nossos médios, só João Mário ainda corre. Adrien e Aquilani estão 'mortos'.

Jorge Jesus não mexe, talvez por pairar no ar a possibilidade de haver prolongamento.

Slimani ganha o primeiro duelo aéreo à defensiva russa. A bola ressalta para a nossa defensiva e vai novamente ao encontro do argelino. Falta à entrada da área. Aquilani remata para defesa de Akinfeev para canto e dá-se o caso do jogo.

Na sequência do canto, Slimani marca e o árbitro assistente levanta a bandeira, assinalando pontapé de baliza. O árbitro só apita depois da bola ter entrado, por alegadamente ter feito arco por fora do campo. Nenhuma das imagens o comprova, bem pelo contrário.

Os russos assustaram-se com o golo invalidado ao Sporting e os jogadores leoninos relaxaram demasiado.

Faltam cinco minutos para os 90 e Akinfeev passa tempo na grande área, dando a ideia de que seria melhor esperar pelo prolongamento. Desta reposição do guarda-redes russo sai o lance que deu origem ao 3-1. 

O relaxamento era tal que permitimos a única jogada em futebol apoiado a cinco minutos do final. Fomos reactivos em vez de defendermos activamente. Chegámos tarde a todos os passes e a eliminatória estava virada do avesso.

Tempo do desespero. Montero e Mané são lançados mas já não haviam pernas nem cabeça. O desgaste era demasiado, tanto quanto o desnorte.

Lendo o filme da segunda parte, é fácil notar que quase fomos inexistentes. Convém dizer que os russos pressionaram forte, mas nunca jogaram um futebol de qualidade.

Fizeram valer as suas melhores armas e exploraram as nossas fraquezas mas, na verdade, acabaram por ser felizes mais por demérito nosso do que por mérito próprio.

Agora, uma palavrinha para a arbitragem. Certinha em 95% do tempo e decisiva no tempo certo.

O Sporting, mesmo tendo feito em Moscovo 45 minutos fracos, muito fracos, ficou a um golo de passar a eliminatória.

Golo esse que marcou mas, inexplicavelmente, não foi validado. Nenhuma das repetições do canto marcado de forma exímia por André Carrillo deixa dúvidas de que tudo foi legal. A bola não sai na totalidade e tenho dúvidas que tenha saído, mesmo que parcialmente (algo que, ainda assim, validaria o golo).

O árbitro só apita depois da bola entrar na baliza e o auxiliar parece ter levantado a bandeira de forma tardia.

Isto para não falar do lance em que Doumbia faz o primeiro golo com o braço num movimento que não me parece voluntário mas não deixa de ser irregular.

Numa eliminatória que tem, pelo menos, dois penaltis por marcar a favor do Sporting, uma consequente expulsão a um jogador russo (que o afastaria do que restava da 1ª mão e do jogo de ontem), um golo contra ilegal e um golo legal anulado, é impossível não dizer que foram as arbitragens que nos afastaram da fase de grupos da Champions.

Pese embora toda a incompetência própria, sobre a qual nada há a fazer, nada bate a incompetência (para não lhe chamar outra coisa) da arbitragem, que poderia ser resolvida com a introdução do vídeo-árbitro na modalidade.

Já perdi a conta aos milhões que nos roubaram e nesta época ainda não sabemos o que é um jogo sem erros graves de arbitragem contra, mesmo nos jogos em que vencemos.

Há coisas impossíveis de combater e, apesar de todos os erros próprios, nunca me verão bater nos nossos jogadores, muito menos depois de terem feito mais do que suficiente para que tivéssemos sucesso.

Hoje joga o Sporting

Hoje o leão estará à solta.jpg

A foto não podia ser mais inspiradora e descritiva do que tem de acontecer hoje para que estejamos na fase de grupos da Liga dos Campeões: o leão deve estar literalmente à solta, apoiado por nós e sedento de devorar os russos (e, provavelmente, com a equipa de arbitragem incluída).

Sem hipocrisia, a Champions será vital para o sucesso financeiro e desportivo desta temporada.

Se estivermos lá, fá-lo-emos na máxima força.

Se não estivermos, teremos de enfrentar as restantes provas (Liga Europa incluída) com um arsenal menos recheado pois, vender, será essencial para equilibrar a balança financeira.

Não só acredito que podemos passar a eliminatória como tenho a convicção de que ganharemos na Rússia.

Espero que mantenhamos a nossa identidade e assumamos o jogo, sempre com especial atenção ao contra-ataque poderoso do CSKA.

Mostrar medo ou entrar retraídos poderá envergonhar os nossos jogadores e galvanizar os do adversário, por isso, é essencial que Jorge Jesus saiba gerir o estado emocional e anímico dos jogadores. É por isso que não sou a favor de qualquer mudança estratégica.

O CSKA é forte, será ainda mais forte a jogar com o apoio dos seus adeptos, mas não nos são superiores.

Por isso, considero importante assumir posição dominante, como temos feito em todos os encontros. Demonstraremos força, garra, quem sabe até alguma raiva e qualidade.

Como diria Pedro Barbosa: "classe e qualidade"! Com estes dois ingredientes, estaremos no sorteio da próxima 6ª feira, à espera de saber quem nos acompanha no maior palco do futebol Mundial.

Eu acredito!

SPOOOOOOOOOOOOORTING!

SPORTING CP 1 P. Ferreira 1: um filme tantas vezes visto

Normalmente só repito um filme quando gostei do que vi, com a vantagem de o fazer, sabendo que nada vai mudar no rumo do mesmo e que todas as cenas são exactamente como as vi pela primeira vez (embora me possam surgir emoções ou interpretações diferentes).

Um jogo do Sporting parece sempre um remake qualquer de um anterior, um filme já visto mas com cenas aldrabadas e actores manhosos a fazer o papel dos que desempenharam os anteriores.

Sempre fui um apaixonado pelo futebol e pelo Sporting mas tarde tive a possibilidade de me apaixonar pela visão do espectáculo ao vivo.

Cada vez que vou ao estádio faço-o por amor ao Sporting e pelo desejo profundo de o ver vencer de forma digna.

No entanto, não raras são as vezes em que, vendo o meu clube fazer o suficiente para vencer, marcando para isso, pelo menos, mais um golo que o adversário, acabo por sair triste e revoltado por ver que fazer o suficiente para vencer não significa alcançar a vitória.

Nada no jogo de ontem é mais ou menos escandaloso que nos anteriores.

Simplesmente começa a verificar-se um padrão que me faz pensar se o futebol português merece que o Sporting mova cada vez mais adeptos e os incite a ir ao estádio ver um filme contrafeito, uma adaptação ranhosa ou uma versão merdosa de um filme low-budget com um argumento rasca.

Valerá sempre a pena pelo Sporting mas nunca pela falta de respeito que, no geral, o país futebolístico demonstra para com um dos maiores clubes portugueses e europeus.

Ontem, o Sporting jogou mal mas fez, mais uma vez, o suficiente para vencer.

Ontem o árbitro ESCOLHIDO para o encontro nada mais fez do que adoptar um critério diferente para cada uma das equipas em jogo, de forma premeditada e claramente orquestrada desde o início.

Ontem, sem ser a mais escandalosa das arbitragens verificadas nos estádios portugueses, foi fácil afastar o Sporting dos três pontos.

Ontem não houve qualquer grande penalidade no lance de João Pereira mas sim um lance perfeitamente normal, onde o jogador do Paços se limitou a copiar aquilo que Slimani havia feito na 1ª parte (atirar-se para o chão).

Ontem, após lances idênticos, Slimani vê um amarelo por simulação e Cícero vê ser-lhe concedida uma grande penalidade, seguida da expulsão de João Pereira.

Ontem o tempo de descontos foi desajustado e desapropriado de forma premeditada, não fosse um lance qualquer estragar o trabalho feito até então.

Ontem, o Sporting jogou mal mas fez, mais uma vez, o suficiente para vencer.

E ai do Sportinguista que venha dizer que não podemos ganhar 1-0 e devemos massacrar sempre, porque nenhuma equipa do mundo vence campeonatos sem vencer jogos menos conseguidos pela margem mínima.

O Sporting será prejudicado até que consigam afastar-nos dos objectivos.

Caso o consigam, teremos um final de época tranquilo e sem casos de arbitragem em nosso prejuízo.

Caso não seja suficiente, levaremos com isto até ao final.

Se mesmo assim vencermos, será uma espécie de milagre.

Até lá, não podemos deixar isto passar em claro, mesmo que possa parecer que os jogos se resumem a árbitros que prejudicam o Sporting porque, na verdade, é isso que tem acontecido.

Junto dois vídeos com o agradecimento ao Trovador de Bancada do blog "A bola não tem pulmão", que facilmente atestam aquilo a que me refiro.

Hoje joga o Sporting

Primeiro jogo do campeonato em Alvalade, frente a um adversário que, na temporada passada, nos 'roubou' quatro pontos.

Teremos de entrar fortes, atentos e mandões. Mandar e intimidar deve ser regra este ano em Alvalade e fazer uma primeira parte intensa e eficaz será a chave de tudo.

Será garantia de um jogo tranquilo com mais três pontos arrecadados e dar-nos-á a possibilidade de gerir da melhor forma o plantel para o jogo de 4ª feira.

Acredito que Jorge Jesus não mudará muito aquilo que têm sido os seus 'onzes'.

Estamos numa fase da época onde a estabilidade e a criação de rotinas é extremamente importante e, para isso, só contribui positivamente o facto da aposta recair sobre os que têm alinhado mais tempo.

O Paços tem 4 vitórias em Alvalade e não são muitas as equipas que se podem gabar disso.

Devemos estar avisados para uma equipa perigosa no contra-ataque que jogará em bloco baixo na tentativa de aproveitar as transições rápidas defesa/ataque.

Diogo Jota, jovem talentoso e irreverente e um dos melhores finalizadores da equipa, será menos uma dor de cabeça para a defensiva leonina, fruto do castigo imposto pela expulsão na 1ª jornada.

O Paços tem uma equipa renovada mas o perigo, acredito, virá de alguém que já conhece os cantos à casa e nos deu que fazer em encontros anteriores. Cícero deve ser o homem mais avançado dos 'castores' e, certamente, o mais perigoso. Pelo poder físico e pela forma como fixa os defesas e chama para si o jogo, libertando depois a bola para homens rápidos nas alas, que procurarão serví-lo convenientemente.

Mais uma vez, espera-se um jogo cansativo e intenso para o nosso meio-campo que, acredito será o sector a refrescar mais cedo no jogo, fruto do grande desgaste a que vêm sendo sujeitos Adrien e João Mário.

Espero que Slimani e Teo consigam voltar a ser decisivos, tal como Ruiz e Carrillo. Anseio por ver mais de Mané e Gelson e começo a sentir saudades de Freddy Montero. Aquilani mostrou qualidade de passe e tranquilidade em momentos de pressão e responsabilidade e Jesus já atestou publicamente a qualidade superior do italiano.

Que bom é ter opções, em quantidade e qualidade.

Espero mais uma vitória, com bom futebol e um resultado mais folgado que os anteriores.

Espero também uma casa composta com, pelo menos, 40000 mil nas bancadas, para manter a média.

#EuVouLáEstar

SPOOOOOOOOOOOORTING!

SPORTING CP 2 CSKA Moscovo 1: ineficácia e o raio do turco impediram uma goleada!

Devo começar peço princípio. Que bom fazer uma viagem Porto/Lisboa passando com frequência por carros de leões vestidos a rigor, movidos pela fé, o amor e a dedicação a um Clube.

Foi uma grande noite! Mais de 40000 nas bancadas fizeram o seu papel rumo a mais uma vitória.

Teria sido perfeito, não fosse o golo dos russos.

Futebol bonito, intenso, pressão sufocante (sobretudo nos primeiros 25 minutos) e golos, menos do que os que deviam ter sido.

E não faltou algo que Jesus pôde já comprovar: no Sporting nada nos é dado, tudo é conquistado, contra tudo e todos.

Claro que a minha desconfiança para com o turco tinha razão de ser.

Mesmo assim, vencemos.

A pressão fortíssima dos primeiros minutos deu frutos após uma bonita jogada de ataque concluída por Teo Gutierrez após passe de Bryan Ruiz. 

Os dois reforços mostraram mais uma vez qualidade enquanto as pernas corresponderam e, durante este período de maior pressão, pelo menos mais dois ficaram a dever-se à baliza de Akifeev.

Tempo de Patrício mostrar porque é o mais difícil de substituir deste plantel, motivo pelo qual desejo que faça toda a carreira de verde-e-branco. Um lugar na história espera por ele e lá defendeu mais um penalti (o 11º em 39).

O CSKA entregava todas as suas esperanças a Musa e Doumbia e acabou por ser feliz num lance em que Naldo não é lesto o suficiente a subir no terreno e acaba por deixar Doumbia em jogo, acabando por fazer aquele que era na altura o golo do empate.

Sensação terrível de injustiça nas bancadas mas confiança total na vitória.

A segunda parte trouxe um Carrillo diferente do primeiro tempo. Foram 45 minutos de grande nível do peruano num período do jogo em que continuamos a desperdiçar boas oportunidades de golo.

Slimani voltou a ser o mais perdulário e mesmo com o belo golo que marcou não consigo ver nele o matador que muitos falam. A eficácia do argelino deixa muito a desejar e gostava de ver um dia destes testada a dupla de 'cafeteros'.

Antes do golo, tempo de espreitar a classe de Aquilani e o 'descaramento' de Gelson. O puto tem tudo o que os grandes craques têm. Irreverência, lata, falta de vergonha e um talento enorme. Vai ser grande e nós cá estaremos para o ver crescer...mais e mais.

A noite acabou com o sentimento de satisfação, dever cumprido mas o amargo de boca por não termos uma mais que merecida vantagem de, pelo menos, dois golos.

Deitei-me também com uma certeza: o futebol enfadonho de 2014/2015 já era. Este ano vamos ver espectáculo de qualidade em Alvalade e até o relvado parece querer colaborar.

Venham os castores amarelos da Capital do Móvel e quero ver Montero, Mané e Gelson em campo mais tempo.

PS: Ah, antes que me esqueça, é bom que a malta nas bancadas tente perceber o nosso modelo de jogo antes de passar 90 minutos a mandar o Carrillo correr para a linha de fundo, pedir ao Patrício para bater mais rápido ou mandar o Ruiz vir atrás do lateral. E equipa faz em campo aquilo que treina e que o treinador pede e não aquilo que cada um gostava que fosse feito em cada momento do jogo. 
E fazem-no porque o treinador acredita nas suas ideias e os jogadores estão dispostos a seguí-las.
Da minha parte, foi do melhor futebol que vi jogar em Alvalade! Venha mais!

Hoje joga o Sporting

Esta temática da vingança e do ajuste de contas só é válido para os adeptos. Treinadores e jogadores devem focar-se apenas em construir as bases do futuro.

E nada mais importante para alicerçar esta época, que se espera vitoriosa, do que a presença na fase de grupos da Liga dos Campeões.

Todo o projecto desportivo depende também disto tal como a tão badalada estabilidade financeira.

Por tudo isto, hoje, o mais importante será a competência.

Ainda bem que vimos de vitórias pela margem mínima.

Ainda bem que, sendo superiores, não fomos demolidores nem envergonhámos os adversários.

Isso deixa-nos mais alerta e talvez não tenha soado o alarme dos russos que aparentaram estar demasiado confiantes, sinal claro de desconhecimento relativamente ao que os espera.

As perspectivas relativamente a casa cheia estão afastadas e espera-se talvez algo entre 35 e 40 mil espectadores. O habitual (espero enganar-me e que possamos ser alguns mais).

Independentemente do número, será fundamental que o 12º jogador esteja em forma, de garganta afinada e com os assobios direccionados apenas para o adversário e o senhor do apito, o turco Cünet Çakir, que tão pouca confiança me inspira.

Será essencial a segurança defensiva demonstrada até agora com um ligeiro aumento da eficácia ofensiva.

Se o plano for comprido à risca, acredito que podemos vencer, sem sofrer, e por mais do que um golo de diferença.

Este seria o cenário ideal e, por falar em cenário, nenhum melhor que o Estádio José Alvalade para mais um #DiaDeSporting.

E que saudades eu tenho da nossa casa...

SPOOOOOOOOOOOORTING

E tu, qual é o teu lugar?

Hoje é #DiaDeSporting. O primeiro jogo oficial da época em Alvalade.

Já superámos os números da época passada no que diz respeito às Gameboxes vendidas mas, precisamos de mais.

Ainda há muitos leões que não trocam o sofá pela bancada e...nem sabem o que perdem!

Ainda estás a tempo de trocar o sofá pelas bancadas do Estádio José Alvalade.

Compra a tua Gamebox e marca presença em todos os jogos da época, incluindo o de hoje com o CSKA.

Mesmo que o lugar que compres já esteja vendido para o jogo da Champions, ser-te-á oferecido um convite para estares presente noutro local do estádio.

Não hesites! É hoje o dia! Deixa que o teu amor fale mais alto e segue o coração! Vem apoiar o Sporting e ajuda a fazer dele campeão!

Vamos concentrar...há uma história para mudar.

Já o disse antes: a final de 2005 continua a ser uma espinha na nossa garganta e mais do que vingança, devemos procurar ser felizes neste momento, pois o passado está escrito e ninguém o apaga.

A verdade é que teremos uma dupla hipótese de fazer justiça, ficando com um pequeno gostinho de deixar os russos pelo caminho.

Não será fácil, por vários motivos e um post de António Tadeia no facebook mostra o porquê.

Antes de mais, convém dizer que nesta nossa luta com a comunicação social, torna-se por vezes difícil separar o trigo do joio e, a verdade, é que Tadeia é dos poucos que não se diverte a achincalhar o Sporting (na verdade, não o faz com ninguém).

Pode concordar-se ou não com as suas opiniões mas, o que é certo, é que não vislumbro nelas facciosismos ou tendências de opinião.

Diz o que pensa e isso deve ter o seu valor nos dias de hoje, onde a maioria diz o que lhe pedem.

Dito isto, transcrevo o trabalho jornalístico (sim, leram bem) que demonstra que a tarefa que nos espera não é fácil e exigirá de nós algo muito perto da excelência.

"SPORTING DEFRONTA RUSSOS INTRATÁVEIS NO VERÃO

Sporting-CSKA Moscovo, 18-08-2015, 19h45

Além da sua já tradicional dificuldade com equipas russas, o Sporting terá de enfrentar neste play-off de acesso à Liga dos Campeões mais uma contrariedade, nascida do facto de os russos se apresentarem geralmente em finais de Agosto numa forma muito superior à generalidade dos adversários, razão pela qual é raríssimo perderem pré-eliminatórias na Liga dos Campeões. Na verdade, é preciso recuar até 2011 para ver uma equipa russa eliminada nesta fase da prova: foi o Rubin Kazan a ceder ante o Lyon. Desde então são seis eliminatórias consecutivas com sucesso e apenas uma derrota: do Zenit, em 2014, ante o AEL Limassol.
O CSKA, ele próprio invicto em jogos desta natureza (ver texto abaixo) já afastou esta época o Sparta de Praga, da Rep. Checa, empatando em casa a dois golos e ganhando fora por 3-2. Na época passada, o Zenit – que acabou por encontrar o Benfica de Jesus na fase de grupos – começou por perder em Chipre com o AEL (1-0 ante uma equipa com os portugueses Carlitos e Cadu, o guineense Zezinho e os brasileiros Diego Barcellos e Luciano Bebé, bem conhecidos do público português), mas depois deu a volta, impondo-se em casa por 3-0. Seguiu-se no caminho do Zenit o Standard Liège, afastado com duas vitórias russas (1-0 fora e 3-0 em casa). O Zenit, aliás, também andou pelas eliminatórias preliminares em 2013/14, época em que afastou primeiro os dinamarqueses do Nordsjaelland (1-0 fora e 5-0 em casa) e depois o Paços de Ferreira (4-1 no Dragão e 4-2 em S. Petersburgo.
A época de 2012/13 foi a última em que os russos tiveram acesso direto ao play-off, cabendo ao Spartak Moscovo enfrentar o Fenerbahçe, afastado com uma vitória por 2-1 na Rússia e um empate a uma bola na Turquia. De modo que é preciso recuar até Agosto de 2011 para ver uma equipa russa cair numa preliminar da Champions. Nessa época, o Rubin Kazan até tinha começado por eliminar o Dynamo Kiev (2-0 fora e 2-1 em casa), mas depois baqueou face à maior qualidade do Lyon: 3-1 para os franceses em casa e 1-1 na Rússia. Na equipa francesa estavam o atual portista Cissokho, o ex-portista Lisandro Lòpez e um tal… Belfodil, tão falado no defeso este ano em Portugal.

- O Sporting nunca ganhou um jogo a uma equipa russa e até já teve cinco tentativas. Em 2000/01 perdeu ambas as partidas com o Spartak Moscovo na Liga dos Campeões (1-3 fora e 0-3 em casa). Depois, em 2005, perdeu a final da Taça UEFA no seu próprio estádio contra este mesmo CSKA (1-3, tendo estado a ganhar por 1-0 ao intervalo). Por fim, em 2006/07, ainda conseguiu empatar fora (1-1) com o Spartak Moscovo, mas perdeu em casa por 3-1. Se recuarmos ao tempo da ex-URSS, os leões ainda ganharam uma vez ao Dynamo Minsk (atual Bielorrússia) por 2-0, em casa, mas acabaram eliminados no desempate por grandes penalidades após perderem pelo mesmo resultado em Minsk. Foi em 1984/85.

- O CSKA Moscovo, em contrapartida, só tem registo negativo contra uma equipa portuguesa: o FC Porto. Os russos perderam quatro e empataram dois dos seis jogos que fizeram contra os dragões, mas além da vitória sobre o Sporting na final da Taça UEFA de 2004/05, afastaram de caminho para lá chegarem o Benfica, com um empate na Luz (1-1) e uma vitória por 2-0 em Moscovo.

- Jorge Jesus conseguiu vantagem em dois dos três confrontos contra equipas russas ao serviço do Benfica: Zenit S. Petersburgo (2-3 fora e 2-0 em casa, em 2001/12); Spartak Moscovo (1-2 e 2-0 em 2012/13). Na época passada perdeu ambos os jogos com o Zenit (0-2 em casa e 0-1 fora).

- Quatro dos 14 futebolistas que estiveram na final da Taça UEFA entre Sporting e CSKA, em Alvalade, em 2005, ainda jogam pela equipa russa: Akinfeev, Alexei Berezutski, Ignashevich e Vasily Berezutski.

- Slimani marcou um golo a Akinfeev, no Rússia-Argélia do último Mundial, que acabou empatado a um golo."

Há nesta análise pontos que jogam contra e outros a favor. Há prenúncios de 'morte' misturados com laivos de felicidade.

Cabe-nos a nós capitalizar a esperança que nos caracteriza e a confiança que justamente a equipa nos merece para que não faltemos à chamada do 'mister' nem regateemos esforços no apoio à equipa.

#EuVouLáEstar e vou dar o meu contributo. E tu?

Tondela 1 SPORTING CP 2: raios partam os nervos!

1ª jornada do campeonato na ressaca do primeiro título oficial.

A equipa entrou nervosa e durante os primeiros cinco minutos a bola queimou nos pés dos verde-e-brancos.

Assim que entrou a primeira jogada em futebol apoiado, foram 20/30 minutos de futebol espectáculo que, no mínimo deviam ter deixado os de Tondela com dois ou três golos de desvantagem.

Foi apenas um, marcado por João Mário, acompanhado por falhanços de Slimani (duas vezes), Teo e Carrillo (também por duas vezes).

Durante esses 20/30 minutos de bom futebol, foi ver a classe de Ruiz, a mobilidade de Teo e a imprevisibilidade de Carrillo enquanto Adrien e João Mário pautavam e variavam o estilo de jogo (ora apoiado, ora em profundidade com bolas nas costas da defesa, ora aproveitando a verticalidade de Jefferson).

O intervalo chegou com 0-1 no marcador, escasso para o volume ofensivo do Sporting.

Na 2ª parte, o Sporting voltou a entrar nervoso e o Tondela tentou aproveitar.

Mesmo sem criar qualquer oportunidade de golo, os verde-e-amarelos conseguiram passar mais tempo no meio-campo do Sporting, quase sempre em lances de transição rápida.

O Tondela acaba por chegar ao golo num lance que tem tanto de ingénuo da defensiva leonina como de ilegal. Naldo não jogou simples e acaba por ver assinalado um livre lateral por uma falta que não existiu. O livre é marcado e, com a defesa do Sporting a ver jogar, o Tondela marca por intermédio de um jogador em posição de fora-de-jogo e empurrando a bola para o fundo das redes de Rui Patrício com um duplo toque com o braço.

Xistra, mais uma vez, não viu...tal como nos tem habituado em jogos onde arbitra o Sporting.

Convém dizer que não acho que Carlos Xistra tenha algum tipo de intenção no erro. É simplesmente um árbitro demasiado fraco e que não devia fazer parte da 1ª categoria nacional.

A verdade é que este lance onde é impossível verificar algo de legal marca o jogo pois repõe ilegalmente a igualdade, intranquiliza o Sporting (que já tinha pegado de novo no jogo) e galvaniza o Tondela (que voltou a ser mais agressivo defensivamente).

Daqui para a frente, houve mais coração do que cabeça mas não deixaram de haver situações de golo desperdiçadas. Os protagonistas foram os mesmos do primeiro tempo.

Se Jorge Jesus teve o condão de dotar o Sporting de um futebol mais atractivo e ofensivo, parece ter-se deixado contagiar por problemas do passado. As substituições foram, todas elas, tardias e exigiam-se as entradas de Montero, Mané e Gelson bem mais cedo.

Montero e Mane entraram mal mas sofreram com o jogo menos fluído da equipa.

Gelson, embora tenha entrado em cima do minuto 90, foi decisivo ao sofrer a grande penalidade que viria a resolver o jogo e repor justiça no mesmo. Neste caso, se o penalti é claro e inequívoco, o mesmo não se pode dizer do lançamento lateral de João Pereira (efectuado dentro das quatro linhas) que dá origem ao lance.

No final, vitória justa num jogo que tem sempre contornos especiais. Nunca é fácil o jogo de estreia na Liga. Porque as pernas ainda pesam, porque nem todos estão no mesmo patamar físico, porque as rotinas ainda não estão totalmente assimiladas.

A verdade é que, quando a equipa for capaz de fazer durante 60 minutos aquilo que fez durante 30, as vitórias surgirão com maior naturalidade.

Agora, venham os russos. Temos contas a ajustar.

Hoje joga o Sporting

Nível de euforia: ZERO!

O Sporting entra hoje em campo para dar início ao campeonato ao mesmo tempo que apadrinha a estreia do Tondela num Estádio Municipal de Aveiro que se espera cheio que nem um ovo.

Apesar da vitória na Supertaça, não espero excessos de confiança por parte dos jogadores.

Jorge Jesus não os deixará relaxar e velhos chavões como "todos os jogos são finais" são, este ano, para levar à letra.

O ideal seria vencer e convencer, por forma a deixar os rivais em sentido mas, tendo em conta a proximidade da 1ª mão do play-off da Champions, contento-me com o simples arrecadar dos primeiros três pontos.

Claro que se espera uma avalanche ofensiva e uma entrada de leão. Mentiria se dissesse que não espero vencer de goleada. Mas eu, enquanto sócio e adepto, posso dar-me ao luxo de desejar o que me apetecer.

Cabe aos jogadores mostrar em campo a sua qualidade e, se isso acontecer, a superioridade será materializada em golos...pelo menos três, peço eu.

Não tentarei entrar na cabeça de Jesus mas eu mudaria alguma peças no 'onze'. Não porque não tenha gostado dos que jogaram no passado domingo ou porque algum deles me tenha desiludido. Faria-o pelas características diferentes do adversário.

Talvez mantivesse todo o sector defensivo que tão boas rotinas tem mostrado (Rui Patrício, João Pereira, Paulo Oliveira, Naldo e Jefferson).

Adrien voltaria a fazer companhia a João Mário no centro do terreno.

Mané e Carrillo fariam companhia a Montero e Slimani.

Claro que se não for isto, nada me preocupa desde que a equipa vença.

Não estarei hoje em Aveiro (apesar de vontade não me faltar) pois esperam-me duas viagens a Lisboa na mesma semana e não posso gastar já todas as fichas depois de já ter estado presente no Algarve para assistir à vitória na Supertaça.

Aconteça o que acontecer, quero ver o Sporting vencer!

SPOOOOOOOOOORTING!

O leão entrou com o pé direito

O JOGO

É inequívoco: o Sporting foi melhor e venceu com justiça.

Um golo de diferença parece até curto para a superioridade demonstrada mas, ainda assim, satisfatório.

Afinal, só a vitória interessava e o objectivo foi conseguido.

O Sporting, assente num processo defensivo muito bem assimilado foi, tal como Jesus disse no final do jogo, prefeito defensivamente e só duas ou três desatenções nos deram alguns calafrios. Rui Patrício não fez uma defesa difícil.

Visto que o processo ofensivo apresenta ainda falhas, foi benéfico enfrentar uma linha defensiva sem rotinas onde três dos quatro elementos não eram habitualmente titulares.

Não fossem os dois tampões defensivos do adversário e a mobilidade dos jogadores do Sporting tinha feito mais mossa.

Só um golo mal anulado a Teo Gutiérrez impediu o Sporting de ir em vantagem para a segunda parte e depois de um reinício onde o Sporting voltou a assumir o domínio acabou por marcar após desvio de Teo a remate de Carrillo. Tudo isto depois de uma expulsão perdoada a Sílvio.

Tempo de Jorge Sousa errar ao não marcar um penalti sobre Gaitán, ainda que não tenha invertido a tendência de prejudicar os verde-e-brancos.

Seguiram-se 10 minutos onde entregámos a iniciativa de jogo ao adversário e, não fosse a clara falta de ideias dos encarnados, podíamos ter sofrido.

Jorge Jesus percebeu isso e lançou Mané para o lugar de Teo, desviando Ruiz para o centro do terreno. O Sporting recuperou a posse de bola e a iniciativa de jogo.

Já com Mitrioglu em campo, a entrada de Semedo foi importante para estancar o jogo directo do adversário. Gelson Martins estreou-se nos descontos para queimar tempo num período em que o Sporting geriu muito bem a vantagem e a posse de bola.

Primeiro título da época e segundo consecutivo. Agora, é só manter o ritmo.

O HOMEM DO JOGO

Que bom que é ter dificuldades em nomear um só jogador. Para mim foi João Mário mas podia ser qualquer outro.

OS TREINADORES

Jesus foi inteligente quando 'atacou' Vitória com a colagem do mesmo ao seu modelo de jogo.

Colocou o adversário sobre brasas e o menos experiente Vitória tremeu.

Não acho que o Benfica deste ano tenha grande coisa de Jorge Jesus e acho que Jesus sabia isso quando proferiu as declarações, três dias antes do jogo.

Mind game puro com os resultados que se pretendiam.

O ESTILO DE JJ

Não gosto especialmente do seu egocentrismo mas adoro a sua genuinidade e transparência.

Jesus é claro nas declarações, não envia mensagens cifradas, não é mesquinho, não manda recados e recadinhos e recusa-se ao politicamente correcto.

Aliando a isto uma qualidade inquestionável enquanto treinador, é um claro upgarde relativamente ao passado recente.

Começar a empatar

Não foi o melhor início mas teve coisas boas.

João de Deus é um homem inteligente e não esperava que começasse a época arriscando jogar no sistema de Jorge Jesus.

Na verdade, nem sei se será esse o objectivo mas sei que jogar dentro do mesmo modelo será benéfico para todos. Preparará os jogadores para o estilo de jogo praticado na equipa principal e deixá-los-á mais prontos para uma possível chamada, mesmo que apenas durante a próxima temporada.

Assumindo que jogar no mesmo modelo é algo implícito naquilo que, espero, seja a articulação ideal entre a equipa A e B, aguardo por mudanças graduais e encaro como natural começar dentro daquilo que foi a época passada e que tão bons resultados trouxeram à equipa.

Ontem a equipa jogou de forma semelhante àquilo que nos foi dado a conhecer na temporada transacta.

Pedro Silva jogou no lugar de Luís Ribeiro que, acredito, será emprestado. Esteve em bom plano e mostrou agilidade e bom jogo fora dos postes.

Riquicho manteve o lugar à direita e Domingos Duarte acompanhou Sambinha no centro da defesa, onde já não mora Nuno Reis. Dinâmico, Riquicho não se coibiu de apoiar o ataque e foi competente nos momentos defensivos, tal como a dupla de centrais.

Seejou King jogou no lado esquerdo e talvez a ideia seja dar montra ao jogador para o colocar até ao final do mês. Afinal, termina o contrato no final desta temporada. Se não for o caso, Nuno Reis também foi titular no ano passado e, neste caso, fará bem a Mica Pinto mudar de ares para um futebol mais competitivo. Ontem, o dinamarquês não comprometeu.

Zezinho jogou no lugar que Palhinha ocupou a época passada e parece ainda pouco confiante e intenso. Ainda assim não esteve mal. Precisa sobretudo de confiança e determinação e a sua qualidade fará o resto.

Ryan Gauld foi o melhor em campo. Não pelo que deu nas vistas e nível técnico ou individual mas pelo que normalmente escapa ao comum adepto, que vive o jogo sem o analisar friamente. O escocês tem tudo! Inteligência, sentido táctico, posicionamento exemplar, capacidade na recuperação de bolas e facilidade na entrega das mesmas. Afasta o brilho que podia incidir apenas sobre si para se ‘sacrificar’ em benefício do colectivo. É um verdadeiro jogador de equipa e pouco tem de Messi, jogador a quem já o compararam.
Acredito que Jorge Jesus o vai acompanhar com atenção.

Francisco Geraldes manteve o lugar que habitualmente desempenha na equipa mas sem o brilhantismo de outros jogos. Teve, como sempre, bons pormenores mas não foi tão assertivo como habitualmente no capítulo do passe, sobretudo dentro do último terço do terreno.

As alas ficaram entregues a Dramé e Matheus Pereira e nenhum dos dois surpreendeu. Matheus teve alguns rasgos individuais mas ele é, para já, apenas isso…uma espécie de cavalo selvagem à espera de ser domado. O que lhe sobra em talento, falta-lhe em clarividência, sentido colectivo e tranquilidade em campo. Parece sempre demasiado ansioso por mostrar os truques quando devia ser mais objectivo e útil nas manobras colectivas.
A Dramé pouco lhe saiu bem.

Rubio foi o homem mais avançado e só lhe faltou aquilo a que nos habituou…o golo! E esteve perto por um par de vezes. De resto, trabalhou como sempre para o colectivo mas a pressão alta ainda não está afinada e isso prejudica a criação de oportunidades para finalizar.

Podence, Sacko e Betinho entraram mas não tiveram oportunidade de mexer com o jogo, em grande parte, por culpa da expulsão desnecessária de Matheus Pereira.

Foi apenas o primeiro jogo e um empate é um resultado normal na 2ª Liga.

Espero ver a equipa melhorar progressivamente, tal como no ano passado, e confio em quem a lidera.

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