Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Grande Artista e Goleador

Sporting CP 0 Wolfsburg 0

Relativamente ao jogo de ontem: fomos melhores e fizemos tudo menos o essencial...pôr a bola na baliza.

Claro que estou orgulhoso do que os nossos jogadores fizeram ontem. Jogaram ao ataque, correram, lutaram, remataram e suaram a camisola até ao último minuto, gastando toda a energia de que dispunham.

Foram 60/70 minutos de ataque à baliza de Benaglio que só por uma vez teve de se aplicar a sério para defender uma bola (que golaço teria marcado William). Em todos os outros remates, 'limitou-se' a estar no caminho da bola.

Um facto é que temos, cada vez mais, uma defesa de grande nível. Paulo Oliveira e Tobias estiveram soberbos. Cédric fez um grande jogo, tal como Jonathan, depois de lhe passarem os nervos nos minutos iniciais.

O meio-campo foi trabalhador e impulsionador do futebol de ataque. William foi 'Sir', Adrien foi Adrien e João Mário mostrou que está na melhor forma da época. Talvez abdicar mais cedo de um elemento como Adrien que serve mais para os equilíbrios defensivos do que para a manobra ofensiva tivesse ajudado...ou talvez não.

Nani e Carrillo podiam ter sido mais determinantes. Nani esteve melhor que Carrillo, que apareceu a espaços. No entanto, ambos merecem nota positiva.

Tanaka cria mais oportunidades que Montero mas parece-me menos 'matador' que o colombiano (que aposto que tinha marcado uma das oportunidades de que dispôs o japonês).

Mané, Slimani e Montero não acrescentaram muito, sobretudo porque entraram numa fase em que todos ou outros se começaram a sentir desgastados.

Estou à vontade para dizer isto agora porque já o tinha dito antes. Acho que começámos a perder a eliminatória na Alemanha, sobretudo porque perdemos a jogar para o empate e não com a estratégia que apresentámos ontem. Preferia ter perdido, tentando ganhar e não foi isso que aconteceu.

Claro que foi a ineficácia que nos matou e seria impossível passar esta eliminatória sem ter marcado um único golo.

Não se pode dizer que perdemos a eliminatória na Alemanha, pois em casa também não conseguimos vencer, mas quisemos guardar a decisão para Alvalade e quando cá chegámos já tínhamos dois golos de desvantagem para anular.

Mais uma vez volto a dizer: se Marco Silva assumisse na Alemanha uma estratégia vencedora (bem mais adequada ao clube que representa) talvez a história tivesse sido outra...ou talvez não. Por isso disse e volto a dizer que a estratégia no primeiro jogo não é condenável mas foi castradora, ofensivamente falando.

O que há para retirar desta eliminatória e de todos os jogos europeus desta temporada é que:

- Jogámos sempre com uma intensidade superior ao que fazemos nos jogos das competições internas e isso é preocupante

- Esta atitude, demonstrada e aplicada novamente no Dragão, aproximar-nos-á do 2º lugar

- Esta atitude, empregue em todos os jogos do campeonato não só teria evitado alguns dissabores como nos colocaria, com certeza, numa melhor posição para disputar o título.

Ainda temos 15 jogos (espero eu) para cimentar esta atitude vencedora que nos aproximará de festejar algum título no final da temporada. Espero esta vontade em todos os jogos e, assim sendo, aposto que nenhum adversário sairá de um jogo connosco com pontos. 

Assim seja!

Hoje joga o Sporting

O dia de hoje tem tudo para ser épico!

Uma tarefa quase impossível...

Uma fé inabalável...

Uma vontade maior do que o próprio ser...

Hoje é o dia!

O dia em que seremos verdadeiros leões!

Em que ousaremos bater o pé aos alemães e nos agigantaremos!

Não há espaço para o erro.

É dia de mostrar qualidade, querer, honra, dignidade...

É dia de correr que nem desalmados na direcção da baliza germânica sabendo que teremos quem nos guarde as costas.

Estarão milhares no estádio e milhões em todo o Mundo que correrão convosco, lutarão e farão de tudo para que a r3virav0lta se concretize!

Hoje, eu acredito!

Se conseguir-mos, será mais uma página a juntar à muitas da nossa gloriosa história!

Se falharmos, cairemos de pé...

...e continuaremos a ser SPORTING, a maior potência desportiva de Portugal!

Wolfsburgo 2 Sporting CP 0

Os últimos três jogos deixaram-me muito chateado e, como não queria ser injusto com os jogadores e o treinador, após o encontro não fui a blogs nem ao facebook fazer qualquer comentário ao mesmo.

Primeiro, tratei de reservar no site do Sporting os dois convites que me estavam destinados (o meu e o do meu pai) para colocar mais dois leões em Alvalade no domingo. Todo o apoio será pouco para ultrapassarmos por completo esta fase negativa.

Depois, fui dar banho ao miúdo e deitá-lo (tarefa que leva sempre mais de uma hora). Deu para não pensar no jogo e refrear os ânimos.

Vi o episódio que tinha ficado por assistir do Walking Dead, tudo isto para não dizer ou escrever nada 'a quente'.

Depois voltei a pensar no jogo. Continuava frustrado. Normalmente vejo os jogos num qualquer streaming pois não tenho Sporttv mas hoje o jogo foi transmitido na SIC. Sentei-me novamente no sofá e fiz algo que normalmente não faço...puxei a box atrás e fui rever o jogo, desta vez sem a emoção que por vezes nos tira a frieza para analisar o que realmente se passou.

Começo pelo fim. Pelas palavras de Marco Silva após o jogo. Segundo o treinador leonino, na primeira parte cumprimos escrupulosamente o plano de jogo e na segunda foram os erros e a passividade que nos tramaram...isso e a ineficácia, pois tivemos duas boas oportunidades para marcar. Juntando a isto um penalti claro por assinalar, temos um resultado negativo e difícil de inverter na segunda mão.

A análise de Marco Silva não está, de todo, incorrecta e nem o plano de jogo pode ser totalmente censurado. O Sporting jogava frente a uma boa equipa, em sua casa e nada se decidia num só jogo. Fazendo fé nas palavras do 'mister' e atentando à sua satisfação com a primeira parte, depreendo que o nosso plano de jogo passava por ser equilibrados defensivamente, controlando a bola e o adversário à distância, impedindo que este se aproximasse da nossa área da forma que mais gostam (em transições rápidas) e tentando explorar um ou outro erro para fazer um golo. Volto a frisar que o plano não me parece demasiado desajustado mas não seria o meu.

De facto, são dois lances de passividade generalizada, com um erro individual à mistura que estão na origem dos golos dos alemães. Jefferson nunca pode estar no local onde se encontra no primeiro golo, não só porque se encontra desfasado da restante linha defensiva, colocando Dost em jogo, como se encontra totalmente desenquadrado do lance, tapando a ala em vez do centro do terreno. 
No segundo golo, é incrível como um livre a meio do meio campo defensivo do Wolfsburgo dá golo em quatro toques. Estava tudo a dormir e ninguém estorvou a acção dos alemães.
No entanto, temos de admitir que tendo em conta factores como a inexperiência, a juventude e o momento de menor inspiração da equipa um erro destes por jogo pode bem acontecer e ser aproveitado pelo adversário (foi aliás o que já se tinha passado em Belém e em Alvalade, frente ao Benfica).

Juntando a esta equação o tal penalti (que não sabemos se, assinalado, seria convertido) e os dois lances claros de golo falhados bate tudo certo com o que disse o nosso treinador.

Mas há que colocar nesta equação outros factores importantes na abordagem ao encontro que não foram tidos em conta.
A equipa não enfrenta um bom momento, sobretudo ofensivo. Aliás, mesmo nos melhores momentos da temporada nunca fomos uma equipa com um bom índice de aproveitamento das situações de perigo criadas. Diria até que, normalmente, só concretizamos uma a cada cinco oportunidades claras de golo criadas.
O nosso processo ofensivo esteve ontem reduzido a João Mário, Montero e Carrillo e, convenhamos, era improvável que fizéssemos golos com tão pouca participação em lances ofensivos. Só em dois lances tivemos outros jogadores envolvidos de forma decisiva no ataque e, curiosamente foram os dois únicos lances de perigo do jogo. No primeiro, Nani isola Carrillo que, em frente a Benaglio, atira ao lado. No segundo, Mané (que tinha entrado para o lugar de Carrillo) descobre Cédric que colocou com conta, peso e medida a bola na cabeça de João Mário que, escandalosamente, atirou ao lado. Benaglio não fez uma única defesa para amostra, ao contrário de Patrício, que voltou a mostrar a fibra de que é feito.

Só dois jogadores se exibiram a bom nível: Patrício e João Mário.

Foram também dois os que merecem nota negativa: Nani e Jefferson.

Todos os outros estiveram em plano aceitável.

Marco Silva não se pode dizer que tenha estado mal no escalonamento da equipa (embora eu tivesse optado por um 'onze' e uma estratégia diferentes, como já tinha referido antes do encontro) mas voltou a estar mal na leitura do encontro e, consequentemente nas substituições.
Se até ao segundo golo não tenho grandes reparos a fazer (embora Nani fosse uma nulidade e Adrien se limitasse a fazer de muleta a Rosell) o mesmo não se pode dizer no momento em que Dost ampliou o resultado para 2-0. 
Marco Silva demorou sete minutos a mexer na equipa quando deveria, assim que a bola entrou na baliza de Rui Patrício ter chamado Mané. Mané que, na minha opinião deveria ter substituído Adrien ou Nani ao contrário de Carrillo.
Lançar Tanaka e André Martins a dez minutos do final e em troca com Montero e Rosell tem inconsequência e previsibilidade em doses semelhantes. Não arriscou nada e limitou-se a esperar por um golpe de sorte.

A ausência de Ryan Gauld do banco de suplentes é, para mim, incompreensível. Ou se assume que o escocês é jogador da equipa B e que é lá que vai terminar a temporada, não queimando etapas ou não se leva o jogador passear à Alemanha, desfalcando a equipa B (que mesmo sem ele venceu, ao contrário da equipa principal que nem venceu nem utilizou o jogador).

Domingo tem de ser um momento de viragem e como o post já vai longo e muitos deixaram de ler a meio, falo disso depois.

Em frente, Sporting!

Agora que já me passou a azia que me causou o resultado do jogo em Belém (não direi que tenha passado, mas não me encontro tao maldisposto) é hora de olhar para o futuro próximo, a Liga Europa e o Wolfsburgo.

Confesso que nunca me senti entusiasmado com a participação na Liga Europa. Volto a frisar que é a segunda divisão europeia e que, depois do roubo monumental que nos afastou dos oitavos da Champions não consegui ver a participação na Liga Europa como um prémio para o Sporting mas sim um castigo.

Com os últimos dois resultados negativos que provavelmente nos afastaram de vez da luta pelo título de campeão nacional, não tendo mudado de ideias, passei a ver esta eliminatória com outros olhos. Não que ache que somos 'obrigados' a passar para salvar alguma coisa. Temos hipóteses e, na verdade, temos de fazer com que elas valham alguma coisa, lutando pela passagem à fase seguinte.

Claro que, sendo uma eliminatória difícil, acredito na passagem e confesso que estou até confiante numa boa exibição, quinta-feira na Alemanha (desde que marquemos e não percamos por mais de um de diferença, temos tudo em aberto para arrumar a questão em Alvalade).

Teremos de abordar o jogo sem aquele que é, neste momento, o nosso melhor jogador. Ridiculamente, e por se tratarem de competições diferentes, William não poderá jogar, fruto dos três cartões amarelos vistos na fase de grupos da Champions. Não sendo um factor decisivo para determinar o sucesso ou insucesso da deslocação a casa do vice-líder da Bundesliga, é um factor importante.

Há duas formas de ver isto: a minha e aquela que acho que vai ser a de Marco Silva.

Começo pelo 'mister'. Sabendo do seu conservadorismo relativamente a grandes oscilações, tanto no 'onze' como na convocatória, Rosell jogará no lugar de William. O espanhol tem feito parte do núcleo duro, integrou a maior parte das convocatórias e não me parece que o lugar seja entregue a qualquer outro. É possível também que Mané seja premiado com a titularidade, não porque tenha feito uma grande exibição em Belém mas sobretudo por ter mostrado que acreditava até ao fim. Talvez sacrifique Carrillo que pode ser um importante trunfo a lançar do banco.

Eu também tenho em mim um treinador de bancada. Não trabalhando com os jogadores diariamente, limito-me a analisar o valor individual, o que acrescentam à dinâmica colectiva e os momentos de forma de cada um. Não considero benéficas muitas alterações, sobretudo no meio-campo, onde as dinâmicas me parece assumir maior preponderância. O sector defensivo não apresenta dúvidas. Com Cédric impossibilitado de jogar para o campeonato, naturalmente assumirá o seu lugar no lado direito, ladeado por Paulo Oliveira, Tobias e Jefferson.
Confesso que tenho dúvidas no meio-campo, sobretudo pela falta de ritmo de Rosell num jogo que se adivinha de alta intensidade, embora não tenha nada contra a sua utilização. Vejo duas hipóteses: Rosell, Adrien e João Mário ou Adrien, João Mário e Montero. Apesar de Adrien estar em clara baixa de forma, terá de jogar para que não tenhamos que alterar dois dos três homens do 'miolo' (para o Gil a conversa é outra e, a seu tempo, falarei disso).
Carrillo e Nani, apesar do momento menos fulgurante, são as melhores opções para as alas e espero que estejam em melhores dias, nem que seja pela dimensão do jogo e o ambiente de um estádio certamente cheio (não que ache que sejam estes os maiores factores de motivação para quem joga no Enorme).
Na frente, e dependendo do trio de meio-campo, vejo três opções...
Jogando com Rosell, Adrien e João Mário, naturalmente, jogaria com Montero a titular, embora ache que estamos com imensas dificuldades para desenvolver o nosso jogo ofensivo neste figurino. Por isso, sinto que poderíamos ganhar com a utilização de João Mário e Adrien (formando um duplo pivot) com Montero na posição 10 (aquela em que se mostra mais decisivo).
Para a maioria, com Montero atrás do ponta-de-lança seria óbvio que Tanaka assumiria as despesas na posição de ponta-de-lança. Para mim não. Sou da opinião que Mané é completamente inconsequente nas alas. Não define bem os lances, sobretudo por não ser forte no momento de decisão e por ter dificuldades em assumir o um-para-um. Isto está relacionado com o seu passado de ponta-de-lança que lhe apurou o sentido de baliza e o faro de golo, como comprovam os seus 6 golos marcados esta época (num total 24 jogos onde, no entanto, apenas foi titular em 11). Por me parecer que Mané pode oferecer mais na dinâmica ofensiva do que Tanaka, talvez optasse pelo português, no entanto, o japonês tem em seu favor o factor das bolas paradas.

Claro que isto não dispensa a presença de Ryan Gauld no banco de suplentes (ouviste Marco?).

Taça de Portugal de Futsal - Sorteios

Realizaram-se hoje os sorteios da Taça de Portugal masculina e feminina.

Os bi-campeões nacionais deslocam-se ao norte do país, mais concretamente a Valbom, para defrontar o Unidos Pinheirense.

UP - SCP.png

 As leoas recebem o Santa Clara, equipa da cidade de Coimbra.

SCP - SC.png

Mais sobre mim

imagem de perfil

Blogs Portugal