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Grande Artista e Goleador

Sporting CP 4 Vitória SC 1

O jogo foi tudo o que eu tinha pedido.

Vencemos, convencemos e goleamos, retribuindo com bom futebol a goleada recebida em Guimarães.

O Vitória apresentou-se em Alvalade para discutir o resultado, de igual para igual, e disso poucos se podem gabar (nem o Benfica o fez). Rui Vitória fez o que prometeu: não trouxe o autocarro para o relvado e quase saiu de Alvalade humilhado.

O Sporting foi superior, eficaz e produziu vários momentos de bom futebol, sobretudo durante os primeiros 45 minutos.

Mais um golo de João Mário (e vão sete em todas as competições) desbloqueou o marcador e embalou o Sporting para meia hora de grande nível.

Adrien, de grande penalidade, e já no final da primeira parte Slimani, de cabeça (excelente insistência e cruzamento de Miguel Lopes), fizeram com que ao intervalo o resultado já fosse um volumoso 3-0.

Finalmente, adivinhava-se um jogo tranquilo em Alvalade.

A segunda parte foi menos espectacular e menos intensa. O jogo estava ganho e, embora Marco Silva tenha admitido que as ordens foram para não abrandar, o subconsciente dos jogadores aconselhou uma menor intensidade que levou a uma segunda parte menos bem conseguida.

Após mais uma grande penalidade Adrien, numa atitude de grande altruísmo e de um verdadeiro capitão (mesmo que sem a braçadeira), entregou a bola a Nani e disse-lhe para ser feliz. Nani assim fez. Aninhou a bola na gaveta e cantou-se mais um golo em Alvalade.

Tudo parecia perfeito e, por isso, faltava o momento caricato em Alvalade. Num lance totalmente inofensivo, Rui Patrício hesita (a meu ver, fez bem em voltar para a baliza), o jogador vimaranense cabeceia fraco e Jefferson, quase em cima da linha de golo, falha a bola e o alívio e o Vitória reduz para 4-1

Tempo para verificar a facilidade com que se expulsam jogadores do Sporting quando, num lance perfeitamente normal, Jorge Sousa resolve mostrar o segundo cartão amarelo e consequente vermelho a Paulo Oliveira, facto que obrigou Marco Silva a estrear mais uma dupla de centrais nesta temporada. Tobias Figueiredo entrou para equilibrar o eixo defensivo e fez par com Ewerton que, tudo indica, será seu parceiro no próximo jogo, em Paços de Ferreira.

Confirma-se o grande momento de forma de João Mário que foi, a meu ver, o melhor jogador em campo.

Uma palavra de apreço para Miguel Lopes. Já várias vezes o critiquei mas ontem esteve muito bem, tanto a defender como a atacar e fez aquele que, para mim, foi o seu melhor jogo de leão ao peito.

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