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Grande Artista e Goleador

Sporting CP 4 Famalicão 0

Não consegui ver o jogo todo e o que vi foi a espaços. Deu um "AVC" ao meu computador e vi a primeira parte no tablet (com um conveniente crash no streaming mesmo na altura do golaço do Carrillo). Da segunda parte não consegui ver mais de que uns 15 minutos em condições. Perdi o golo do João Mário quando fui deitar o traquina cá de casa, mas vi o golo do Paulo Oliveira. Mais uma paragem no streaming, impediu-me de ver Montero fechar o marcador em 4-0.

Foi uma exibição séria, na linha do que tínhamos feito com o Sporting de Espinho, na 4ª eliminatória. 

Não fomos exuberantes e o ritmo de jogo não foi muito elevado. Mas fomos seguros e soubemos marcar nos momentos certos. Tivesse Freddy Montero convertido o penalti que podia ter aberto o marcador e o resultado tinha sido o mesmo de jogo frente ao Espinho, com mais um bis do colombiano.

Não vou fazer análises muito profundas, mas vou deixar algumas notas do que pude acompanhar e do que consegui perceber.

William Carvalho e Carrillo foram brilhantes no 'desatar do nó', que nem sempre é fácil nestes jogos em que o adversário vem motivado a fazer o jogo de uma vida. Com um passe magistral de William e uma finalização de classe de Carrillo, ficou no ar a questão: por quantos íamos ganhar?

1-0 ao intervalo era escasso mas, na verdade, nem tinham sido assim tantas as oportunidades flagrantes de golo.

A segunda parte abre praticamente com João Mário a 'matar o jogo', fazendo o 2-0 com a ajuda de um defensor contrário.

Paulo Oliveira fez o terceiro do encontro e o seu terceiro ao serviço do Sporting. Cabeceamento exemplar a demonstrar boa técnica e sem festejos, pois do outro lado estava o clube da sua terra natal, onde se iniciou, jogando futsal.

Tempo ainda para Montero se redimir do penalti falhado, desviando oportunamente uma bola ao segundo poste.

Destaques individuais

Paulo Oliveira/Tobias Figueiredo - Nunca tinham jogado juntos e mostraram boa sintonia. Se o primeiro esteve igual a si próprio (seguro e competente), o segundo mostrou novamente que, a breve trecho, poderemos contar com ele. 

William - O passe que dá origem ao golo de Carrillo é do melhor que sabe fazer e só por isso, merece destaque.

João Mário - Foi o dinamizador do processo ofensivo e pelos seus pés passaram quase todas as jogadas de ataque. Marcou o golo que nos serenou.

Carrillo - Começam a faltar adjectivos para caracterizar o peruano. Está cada vez melhor e mesmo num jogo de menor intensidade não se esqueceu de, num toque de classe (que, estranhamente mereceu destaque da nossa CS) assinar com o seu nome o momento do jogo.

Tanaka - O japonês não é exuberante, não adorna os lances e, talvez fruto da sua cultura, é trabalhador e discreto. Fez quase tudo bem! Movimentou-se bem na frente de ataque e fez, de certeza, aquilo que Marco Silva lhe pediu. Criou linhas de passe e, jogando na frente com Montero, embora mais recuado, fez três assistências para os três últimos golos e por pouco não marcou um golo que seria merecido. Se Montero não é um 'matador', Tanaka parece sê-lo ainda menos, mas oferece outras soluções à equipa e poderá ser um bom elemento surpresa na ausência de Slimani.

Carlos Mané - Guardei o destaque negativo para o final. Mané foi, mais uma vez, uma nulidade! Não quero ser demasiado duro com o avançado, mas não tem rendido e ontem enervou-me e enervou a bancada (que no entanto devia ter contido os assobios). Foi o inverso de Tanaka. Pouco voluntarioso e egoísta. Tanaka, que se 'sacrificou' todo o jogo em prol do colectivo não merecia que Mané lhe negasse a possibilidade de marcar um golo por puro egoísmo agravado com o facto de ter definido mal o lance. No meu entender deve sair da equipa.

Estamos nas meias-finais e segue-se uma dupla jornada frente a Nacional ou Marítimo, que só hoje discutem o apuramento.

O Jamor está cada vez mais perto!

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