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Grande Artista e Goleador

SPORTING CP 2-1 Vitória FC: Follow the leader

Valeu Nani que, com dois grandes golos, deu ao Sporting a vitória e os respectivos e importantes três pontos.

Um líder é aquele que dá o exemplo, que carrega a equipa em campo quando necessário e que resolve no momento certo. Nani não fez um jogo perfeito mas mostrou que é de outro nível ao sobressair nos momentos-chave. É nisso que se destacam os grandes jogadores e Nani provou que, no nosso campeonato, continua a ser um fora-de-série.

Poucos merecem como ele envergar o leão ao peito. Poucos beijarão o símbolo com a sinceridade dele.

 

O Sporting até entrou bem no jogo, com alguma dinâmica e não foi com surpresa que o golo chegou cedo, numa jogada inventada pelo génio de Nani. Numa incursão da esquerda para o meio, o extremo leonino surpreendeu com um remate potente e bem chegado ao poste direito da baliza do guarda-redes sadino. O mais difícil estava feito.

Durou menos de vinte minutos, o bom momento do Sporting. Salin resolveu comprometer e ofereceu ao Vitória um empate que os de Setúbal não haviam ainda feito por merecer.

 

O Sporting intranquilizou-se e já só voltou a mostrar bons momentos avulso. A incapacidade de sair em ataque organizado voltou a manifestar-se de forma indelével, sobretudo consubstanciado naquilo que Battaglia e Misic não são capazes de dar neste momento do jogo. Ver Coates a assumir a primeira fase de construção numa equipa que tem obrigação de sair a jogar apoiado e com qualidade é preocupante.

A distância entre o bloco defensivo e os jogadores mais ofensivos aumentou drasticamente e a equipa passou a "esticar" o jogo precipitadamente e sem necessidade. Facilmente se identificavam uns vinte metros entre o meio campo defensivo e os quatro jogadores mais avançados. Bruno Fernandes (não fez um único passe para ocasião) pareceu cansado e poucas vezes desceu no terreno para pegar no jogo mas, apesar disso, parece ser a ideia de jogo da equipa que não precipita uma saída mais apoiada para o ataque.

É evidente que os jogadores não se sentem confortáveis e parece-me urgente que Peseiro faça alguma coisa para estabilizar o jogo da equipa e lhe conferir mais segurança com bola.

 

Para piorar, os laterais não ofereceram, no geral, segurança defensiva e os médios-defensivos não podem ter quase única e exclusivamente responsabilidades de cobertura a Ristovski e Jefferson. No entanto, se o macedónio tem algumas valências, o mesmo não se pode dizer do brasileiro, que apresenta lacunas graves ao nível do posicionamento defensivo e concentração, tal como ao nível do passe (aqui Ristovski acompanha-o).

Por falar em passe, é talvez a maior das lacunas em Battaglia e Misic (Petrovic não é muito melhor mas, por norma, joga mais simples, assumindo menos riscos). Torna-se quase impossível jogar com qualidade quando ambos os médios mais recuados se mostram desconfortáveis com bola e incapazes de jogar de forma segura. Cada passe arriscado é falhado e, por vezes, o mais simples dos passes é entregue ao adversário. Este cenário intranquiliza os colegas de equipa, que acabam por se afastar e não forçar o jogo apoiado, com receio do erro.

 

Importa realçar alguns sinais positivos na segunda parte, onde a entrada de Montero se revelou determinante para ligar algum do jogo ofensivo. A insuficiência física de Dost lançou o colombiano para o jogo e este não só tentou chamar os companheiros ao jogo como ainda esteve perto de marcar.

A entrada de Jovane para o lugar de Misic não só deu mais fulgor ao lado direito, onde Acuña não se adapta minimamente, como retirou do meio-campo um jogador que até ali se tinha revelado um equívoco. Ristovski subiu de produção e Acuña revelou-se mais útil como médio interior esquerdo, onde acabou por causar alguns desequilíbrios. 

Um desses desequilíbrios resultou numa excelente triangulação entre Montero, Jovane e Bruno Fernandes, que viria a lançar o jovem extremo no flanco direito. Ristovski deu profundidade na direita, Jovane temporizou e cruzou tenso onde Nani apareceu de forma fulgurante a finalizar de cabeça uma boa jogada colectiva que prova que há potencial na equipa para fazer mais e melhor.

 

 

No fim de contas, o mais importante foi alcançado mas, a uma semana do embate com o Benfica, o momento exibicional não é claramente o melhor e parece que será na raça, entrega e união que poderá estar a base para um bom resultado no Estádio da Luz.

 

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