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Grande Artista e Goleador

SPORTING CP 2-1 Benfica: a vitória a quem a procurou

E vão três! Três vitórias seguidas sobre o eterno rival, qualificação para a próxima fase da Taça de Portugal e o adversário arredado de dois dos objectivos da época.

Para além de suada, a vitória foi mais do que merecida.

Só o Sporting procurou a vitória desde o primeiro minuto e nem um golo na primeira vez que o Benfica se acercou da nossa área desviou a equipa do foco: a vitória.

Foi a vitória do trabalho, do crer, do empenho. Se há muito mérito de todos os que dentro do campo nunca deixaram de procurar e tentar a vitória, o mérito que quem, da linha lateral, observa e faz a leitura do jogo, não é menor.

Jorge Jesus fez uma leitura perfeita do jogo e com humildade e inteligência, assumiu que a estratégia inicial talvez não tivesse sido a mais adequada.

Não que a equipa tenha jogado mal na primeira parte, e muito menos por uma má exibição de Montero. Com o adversário com um meio campo reforçado, Jesus percebeu que tinha de ganhar o 'miolo' e que a falta desse domínio territorial estava a afectar o controlo do jogo, algo essencial para o sucesso da nossa estratégia.

Assim, Montero foi sacrificado por Gelson ao intervalo, mesmo depois de ter tido a sua quota parte de importância no golo do empate (excelente insistência de Slimani, luta de Montero nas alturas e remate certeiro de Adrien). João Mário passou assim da direita para o centro.

O Sporting ganhou o meio-campo e partiu para uma segunda parte fantástica onde apenas a falta de eficácia fez com que tivéssemos de jogar o prolongamento.

Dentro do período complementar, voltou a ser Jesus a mexer melhor e a superiorizar-se a Vitória, que já havia lançado André Almeida para o lugar do mais ofensivo Pizzi, ainda durante os 90 minutos.

Se provas houvessem de que não é a meter avançados que se ganham os jogos mas sim com um plano e uma estratégia que contorne a do adversário, o jogo de ontem veio atestá-lo.

O treinador do Benfica lançou Giménez e Jonas, enquanto que Jesus geriu o esforço de Jefferson (lançando Esgaio) e teve de trocar o lesionado Ewerton por Tobias Figueiredo.

Foi com um Benfica encostado às cordas que a estratégia deu frutos. Gelson estava endiabrado, ganhou a linha de fundo, a bola sobra para Adrien que tenta bisar, Júlio César defende para a frente e Slimani faz explodir Alvalade.

Gritos, euforia, lágrimas, rezas e o maldito bailando...antes do tempo (dá para guardar isso para o final do jogo?).

A expulsão de Samaris, na sequência do golo, ajudou à gestão dos últimos minutos e, assim, a festa voltou a ser verde-e-branca.

O Jamor continua na nossa mira e haveremos de o pintar novamente com as nossas cores.

Peyroteo, onde está, ficou certamente orgulhoso e feliz!

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