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Grande Artista e Goleador

SPORTING CP 2-0 Feirense: VARgonha, no regresso da "nota artística"

O Sporting fez ontem a melhor exibição dos últimos meses e uma das melhores exibições da época, que peca apenas por não ter sido materializada com números a condizer com a qualidade do futebol apresentado.

Sobretudo os primeiros 45 minutos foram jogados de forma intensa, com excelentes jogadas e um Fredy Montero a ligar de forma exímia todo o jogo ofensivo do Sporting.

Há dois motivos que explicam o porquê de, ao intervalo, o jogo não ter ficado praticamente decidido: a equipa de arbitragem e a ineficácia ofensiva dos nossos jogadores, que não concluíram com êxito umas boas seis ou sete oportunidades de golo.

 

Começo já pela polémica, para arrumar o assunto. Manuel Oliveira terá agido de má fé, ao induzir em erro Luís Ferreira no lance do golo anulado a Doumbia. A falta de Bruno Fernandes existe, não foi (erradamente) assinalada mas o Sporting não retira desse lance qualquer tipo de vantagem, sobretudo porque o Feirense ainda teve a bola em sua posse e viu Bryan Ruiz eliminar de forma legal mais um ataque dos "fogaçeiros". Com mais ou menos especialistas a analisar o lance (e foram todos unânimes), com ou sem "protocolo" o lance não tem qualquer discussão e o golo é completamente legal.

Junte-se a isto um lance de grande penalidade por mão na bola, que não foi analisado com a minúcia daquele que, bem, Luís Ferreira corrigiu com acesso às imagens, junto ao terreno de jogo, e temos dois lances mal ajuizados, em prejuízo do Sporting.

Também por este lance fica evidente a declaração de intenções do VAR nomeado para o encontro. Manuel Oliveira e Tiago Leandro foram os principais responsáveis pela vergonha que foi a arbitragem de ontem no José Alvalade, sem que Luís Ferreira seja alheio a tudo o que se passou. O VAR fez questão de aconselhar o árbitro da partida para ir ver à TV dois lances, com o intuito de evitar que o Sporting marcasse golos mas não agiu em concordância num lance em que o devia ter feito, dando ao Sporting uma oportunidade de marcar de grande penalidade.

Felizmente tudo isto não teve interferência na verdade desportiva mas podia ter tido. Não foi para isto que o vídeo-árbitro foi introduzido no futebol e os responsáveis pela sua utilização indevida e incompetente têm de ser punidos.

 

Continuo puxando o lustre a Jorge Jesus. Quem me segue sabe que sou bastante crítico do nosso treinador. Não tenho qualquer problema em lhe apontar o dedo e acho que devia ter feito mais e melhor do que aquilo que fez desde que chegou mas também não me custa nada (e faço-o com gosto) elogiá-lo quando acho que assim deve ser.

Se muita da culpa do péssimo momento de forma e de confiança que atravessa Doumbia é do próprio Jorge Jesus, o mesmo não posso dizer da gestão da utilização mais recente de Fredy Montero e até Bryan Ruiz.

Jesus achou que Bryan era novamente parte da solução e não do problema e viu com bons olhos o regresso de Montero. Sabendo que nenhum dos dois tinha o ritmo de jogo necessário, percebeu que teriam de o ganhar em competição para que o erro que foi Hernán Barcos não se repetisse.

Barcos, tal como Montero e Bryan chegou (em 2016) à equipa sem ritmo e nunca se chegou a perceber se poderia ou não ser parte da solução. Jesus não quis cometer o mesmo erro e, com um calendário apertado, optou (bem, na minha opinião) por acelerar a utilização de Montero e Ruiz, por forma a poder contar verdadeiramente com eles na fase decisiva da temporada.

Mesmo que eu ache que Bryan já não tenha muito a acrescentar (ao contrário de Montero), só posso elogiar a vontade de Jesus em ganhar soluções no plantel, depois de andar há meses a "espremer" os 13/14 jogadores mais utilizados.

O espaço que Rafael Leão parece ganhar com a notícia que dá Podence como inapto até final da temporada poderá acrescentar outro tipo de soluções que só o "sangue" da Academia pode trazer e Doumbia terá de procurar continuar a ganhar a confiança perdida em meses de escassa e incompreensível utilização.

Voltando ao jogo de ontem, foi uma bela noite de futebol, aparte os sustos provocados pela arbitragem.

Volto a realçar a excelente exibição de Montero, a mostrar que um sistema de dois avançados pode ainda ser-nos bastante útil, mesmo que Jesus tenha esta semana afirmado uma certa dependência da equipa em relação a Bas Dost. O jogo de ontem mostrou que isso pode não ser bem assim.

William Carvalho foi também enorme e Gelson Martins voltou a mostrar que há um Sporting com ele em campo e outro completamente diferente (para pior) sem ele.

Rui Patrício, com duas defesas fantásticas, ambas com o jogo empatado a zeros, mostrou que o seu estatuto de lenda se alicerça tanto na quantidade de jogos como na qualidade das suas exibições.

Mathieu e Coates fecham o lote de sinais "mais", pela segurança defensiva mas não só. Do banco vieram sinais positivos; Rafael Leão e Lumor mostraram argumentos para ajudar no que aí vem.

 

Avizinha-se um ciclo de jogos muito importante, com uma eliminatória europeia pelo meio e a exibição de ontem foi, para mim, um bálsamo e uma motivação extra. Há jogadores a necessitar de descanso (como Bruno Fernandes, por exemplo) e outros que podemos potenciar no imediato. Este é o momento certo para mostrar que há vida para além do onze base que Jesus tem utilizado.

 

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