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Grande Artista e Goleador

Sporting CP 1 Académica 0

Suspiro de alívio...

Saio de Alvalade contente, mas não satisfeito. Contente pela vitória e os consequentes três pontos, mas algo insatisfeito pela produção da equipa.

Claro que sei que nem sempre se pode jogar bem e que jogar mal e vencer já é um luxo, mas os mais de 40000 que estiveram em Alvalade (sim, éramos mais do que os 37769 anunciados e já é tempo de resolverem os problemas com os torniquetes) mereciam ver mais e melhor.

Sou dos que faz mais de 700 quilómetros para ver o Enorme. Faça chuva, frio ou sol (e que bela tarde esteve em Alvalade) estou lá sempre. Apoio a equipa, não assobio os nossos e faço por moderar e animar alguns colegas de bancada. Faço sempre a minha parte!

Não quero dizer com isto que a nossa equipa não fez o que lhe competia. Vencemos e é isso que nos compete. Mas, porra, não dá para vencer de forma mais folgada uma das equipas mais fracas do campeonato (a par do Vitória de Setúbal, a Académica foi a pior equipa que passou este ano em Alvalade)?! Dá pena pensar que Paulo Sérgio treinou o Sporting! A estratégia que ontem apresentou é de um treinador fraco, que mostra não ter merecido uma oportunidade num grande, na verdade, no melhor dos grandes.

Foi um jogo de paciência, talvez paciência a mais, tal a lentidão de processos em muitos momentos da partida. Não soubemos, como quase nunca sabemos, contornar o 'autocarro' que nos foi imposto e tivemos dificuldades em criar oportunidades claras de golo. Tivemo-las, mas não na quantidade nem qualidade de outros jogos.

Rui Patrício, numa tarde de sol, era vê-lo a fazer exercícios de aquecimento enquanto decorria o encontro. Tobias e Paulo Oliveira quase não tiveram trabalho. Jefferson e Cédric foram certinhos a defender, mas inconsequentes a atacar (apesar de um bom remate de longe do português). Isto falando apenas dos elementos que compõem a nossa defesa.

William voltou a ser o melhor em campo. Jogo enorme e, para mim, dos poucos em campo que merece clara nota positiva. Recuperou e entregou quase sempre bem e é nele que se iniciam todas as jogadas de ataque da equipa. Foi o mais esclarecido e até os passes que falhou, só aconteceram porque os receptores do mesmo estavam 'a dormir'. William pensa e executa mais rápido que a maioria e está de volta ao seu melhor. Ainda bem!

Em contraponto, Adrien foi o pior em campo. Um ror de passes falhados, muitos deles imediatamente após boas recuperações de bola. Denota falta de concentração e de ritmo em grande parte dos 90 minutos e não foi só no jogo de ontem.

João Mário, mais uma vez, subiu muito de produção na 2ª parte e melhorou ainda mais quando recuou no terreno e lhe foi exigido assumir a batuta da orquestra. A música não melhorou muito, mas os instrumentos pareceram, pelo menos, mais afinados.

Carrillo e Nani, a espaços apareceram. No entanto muito menos do que deviam. Nani podia ter resolvido o jogo naquele lance em que podia ter feito ou dado a fazer o segundo golo, mas limitou-se a sentar o defesa e dar a bola ao guarda-redes. Tarde desinspirada para os nossos desequilibradores.

Montero não esteve muito melhor que os companheiros de ataque. Falhou um golo que parecia fácil no oitavo minuto, mas muita da sua incapacidade foi consequência da falta de capacidade global da equipa para jogar em espaços interiores.

Tanaka e Mané entraram juntos, mas tiveram rendimentos diferentes. O japonês foi. mais uma vez, decisivo. Entregou-se ao jogo e jogou, como sempre, para o colectivo. Movimentou-se, procurou a bola (que quase nunca lhe endossaram) e apareceu na zona do ponta-de-lança a rematar para defesa de Lim, a que João Mário respondeu com o único tento da partida. Tudo isto após um excelente cruzamento de William Carvalho.
Mané voltou a ser o Mané inconsequente. Passa quando deve fintar e finta quando deve passar. Parece quase sempre algo atabalhoado embora não se lhe possa apontar falta de entrega. Falta-lhe mais 'cabeça'. Deve pensar mais e, de preferência, antes da bola lhe chegar pois é isso que define os bons jogadores, algo que ele ainda não é, embora tenha todo o potencial para vir a ser. Eu acredito!

Miguel Lopes entrou nos minutos finais, talvez com receio de uma possível expulsão que o afastaria do jogo da Taça da Liga e não da deslocação a Arouca. Não quero parecer embirrativo com o lateral, mas ele não me convence. Tem atitude displicente e parece-me sempre pouco comprometido. Não consigo entender a sua utilização, sobretudo quando André Geraldes tem dado tão boas indicações.

Marco Silva mexeu tarde e mal. Aliás, começou a decidir mal logo na elaboração da convocatória. Ryan Gauld tem de estar, no mínimo, no banco de suplentes. Li algures que ficou em gestão de esforço...gestão de esforço para quê?! Para a Taça da Liga?! Então mas o que é que é verdadeiramente importante para o Clube?! Ryan já mostrou ser solução para a equipa principal e já mostrou valor para, inclusive, fazer alguns jogos de início. Pois, era o de hoje! Fez falta a sua assertividade no passe e os seus movimentos de ruptura. Faltou alguém que arrancasse uma ou outra vez pelo meio em progressão, por forma a desmontar aquelas duas linhas defensivas. Faltou Ryan Gauld que, neste momento, não está já em fase de adaptação e é um exemplo claro de que a qualidade não tem idade. Está na altura de Marco Silva perder o 'medo'!

Para terminar, o que foram aqueles últimos cinco minutos do jogo?! Ora se passava tempo, ora se marcavam livres à pressa para a seguir entregar a bola ao adversário. Faltas desnecessárias que podiam originar lances de perigo. Passes sem sentido para os pés de todos menos dos que equipam de verde-e-branco.

Uff...ganhou-se! E salvou-se isso...o resultado.

Venha o Vitória FC para a Taça da Liga e o Arouca, no fim-de-semana.

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