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Grande Artista e Goleador

Só existe um Sporting

Ontem fui a Freamunde ver o jogo da nossa equipa B de futebol e se há coisa que eu constatei foi que, estejam 50 mil ou 50 pessoas, o sentimento é o mesmo, os golos vibram-se com a mesma intensidade e o apoio é dado com a mesma paixão.

Antes de continuar, devo agradecer a uma das responsáveis do Núcleo Sportinguista de Gondomar que, já com o jogo começado, esperava junto à bilheteira por adeptos identificados com as cores do Sporting para distribuir os três convites que lhe restavam e que o Sporting havia oferecido em troca da recepção aos atletas para almoçar no Núcleo, como já vem sendo prática habitual e onde já pude privar por momentos com a equipa de Futsal.

Os outros dois convites acabaram por ficar na carteira e lá segui, agradecendo (até porque o bilhete ainda poderia ter-me custado 10€) para junto dos outros leões que já ensaiavam cânticos nas bancadas do estádio.

Não, não éramos muitos. Talvez umas 60 pessoas.

Fracas condições para os adeptos verem futebol. Demasiado ao nível do relvado e uma rede que dificultava a visão.

Destaque particular para a família do Rafael Barbosa, representada em bom número e sempre dedicada a apoiá-lo, a ele e à equipa.

Quanto ao jogo, vencemos e, no final, isso foi o mais importante, num campo difícil e com uma pressão enorme dos adeptos da casa sobre a equipa de arbitragem que, no global, fez uma exibição positiva.

Não sei se todos os jogos da 2ª Liga são assim mas, se são, há que repensar seriamente o tempo que os jogadores permanecem neste patamar competitivo. O nível é mais próximo do CNS do que da 1ª Liga e, se pode ser importante para um primeiro ano de sénior, ou até mesmo um segundo (no caso de jogadores menos preparados), o mesmo não se aplica a casos como o de Matheus Pereira ou Ryan Gauld.

Matheus pareceu sempre pouco interventivo e até algo desligado do jogo e Gauld é claramente prejudicado pelo estilo de jogo menos rendilhado que somos obrigados a fazer, por forma a que a adaptação ao estilo de jogo dos adversário produza resultados práticos (ou seja, vitórias).

O facto de termos uma equipa muito inexperiente, obriga João de Deus a pôr em prática a sua experiência e inteligência para que possamos crescer a vencer.

A verdade é que não podemos jogar um estilo de futebol semelhante ao da equipa principal porque, se o fizermos, o risco do modelo de jogo vai fazer com que não tenhamos a segurança necessária para alcançar resultados positivos.

Sendo completamente honesto, o lirismo de quem diz que a qualidade se sobrepõe sempre, é apenas isso...lirismo.

Pareceu-me haver uma tentativa de identificação com o modelo da equipa principal, pois Matheus era mais avançado do que médio e eram Fokobo e Gauld a assegurar as despesas do meio campo mas a interpretação do mesmo não pode ser a mesma. Fokobo não tem capacidade de construção e não pode ser Gauld a assumir a saída de bola desde trás, por isso, acabámos por sair quase sempre pelos laterais, por ser mais seguro e implicar um risco menor. Assim, os médios acabam por estar em jogo quase só em momento defensivo (isto deve aplicar-se sobretudo nos jogos fora pois, em casa, já deu para ver que jogamos mais bonito).

Acho que João de Deus tem objectivos bem definidos e sente que os jogadores crescem mais facilmente sendo competitivos e lutando por resultados do que optando por lhes dar uma ideia de um modelo de jogo mais preparado para a integração na equipa principal. E acho que o faz porque sabe que, caso optasse pela segunda via, ia sofrer muitos resultados negativos e isso prejudicaria a motivação dos jogadores.

A via escolhida parece-me clara: vamos lutar por objectivos e por fazer melhor que no ano passado (mesmo que com uma equipa menos experiente e com menos soluções).

Ser campeão nesta 2ª Liga não é uma utopia e é por isso que eu entendo que, em certo ponto da 2ª parte, a equipa tenha parecido satisfeita com o empate. Porque ganhar em casa e empatar fora (sobretudo nos campos mais complicados - e este é um deles) é importante para atingir os objectivos colectivos (o campeão do ano passado fez 81 pontos).

A partir do momento em que Sacko entrou a estratégia era evidente e até já foi usada outras vezes: a equipa iria aguentar a pressão e sair apenas no contra-ataque.

E foi isso que essa estratégia que nos deu a vitória, em dois contra-ataques muito bem finalizados por Daniel Podence e Matheus Pereira.

Os destaques individuais vão para a segurança da dupla de centrais, composta por Domingos Duarte e Ivanildo Fernandes, ambos seniores de 1º ano, Fabrice Fokobo, que foi um excelente complemento defensivo e muito ajudou os colegas do centro da defesa e Rafael Barbosa que foi sempre o mais inconformado e esclarecido da frente de ataque, talvez motivado pela claque eufórica que nunca se cansou de gritar o seu nome. Daniel Podence entrou muito bem e foi decisivo no jogo.

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