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Grande Artista e Goleador

Salvou-se o resultado

Tal como ontem tinha dito, era um jogo que tinha de tudo para ser um excelente espectáculo...mas não foi, precisamente porque foi encarado como um treino...uma espécie de peladinha em dia de treino de recuperação.

Os adeptos que estiveram no estádio e pagaram o seu bilhete (recordo que alguns pagaram 80€ para assistir à partida) saíram desiludidos e alguns até o fizeram antes do jogo terminar, tal era a (pouca) qualidade do espectáculo.

Quando se recebe mais de 1 milhão de euros para fazer um jogo num estádio mítico e emblemático como Old Trafford deve fazer-se mais do que um simples treino de descompressão. Sendo certo que o ritmo de treino foi adoptado por ambas as equipas a mim preocupa-me mais que os portugueses, começando por Fernando Santos, não tivessem acautelado essa situação.

Sendo fácil fazer a análise a posteriori, se o seleccionador nacional já tinha sentido a descompressão em alguns dos jogadores deveria imediatamente reformular a equipa titular, incluindo nela jogadores que quisessem mostrar o que sabem (foi aliás graças a eles que acabámos por vencer o jogo).
Fazia sentido que Adrien tivesse tido uma oportunidade, sendo titular, em vez de lhe dar uns minutinhos, como quem diz "aproveita agora, que tão cedo não calças"! Talvez tenha sido uma excelente oportunidade para ver como funcionava um meio-campo leonino de quinas ao peito, ainda para mais quando o meio-campo composto por Tiago, Gomes e Moutinho simplesmente não existiu.
Quaresma podia ter feito melhor. Entrou um pouco contagiado pela letargia geral mas foi novamente decisivo com mais uma assistência para golo e provou que merecia ter sido titular (nem que fosse para se chegar à conclusão que o seu lugar é no banco, entrando para resolver).

Acabámos por fazer um golo no primeiro minuto de descontos, num momento em que todos já contavam com o empate. Todos menos Adrien, que recuperou uma bola e seguiu em direcção à área contrária na tentativa de testar a sua meia distância. O remate foi travado por um pino (refiro-me, obviamente, a Éder) e sobrou para perto da linha final...Quaresma e Raphaël Guerreiro acreditaram pois, na verdade, tinham algo a mostrar e o cigano fez um sprint e cruzou para o centro da área onde o luso-francês apareceu a finalizar de cabeça, fechando com chave-de-ouro uma semana de sonho em que se estreia pela selecção e marca o seu primeiro golo.

A nossa defesa está sólida e, na verdade, é de trás para a frente que se constroem as equipas. Temos conseguido ganhar, mesmo sem grande qualidade ofensiva e é nisso que temos de nos concentrar para melhorar no futuro próximo.

Ah...Ronaldo e Messi, os grandes atractivos do encontro, saíram ambos ao intervalo. Ronaldo limitou-se a uns malabarismos para a bancada e Messi a uma bola ao poste.

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