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Grande Artista e Goleador

Rio Ave 0-1 SPORTING CP: Dost resolveu um jogo que Patrício segurou

Não são nestes jogos que se ganham os campeonatos mas são nestes jogos que se fazem os campeões.

Os campeonatos ganham-se no fim. O estofo para estar bem no fim ganha-se nestes jogos.

Tal como eu previa, foi um jogo difícil. O Rio Ave criou-nos muitas dificuldades, independentemente das ausências no seu onze habitual.

O Sporting apresentou-se na máxima força mas não em força máxima. Jesus disse no final que a equipa está a pagar o facto de jogar sempre com os mesmos e, aqui, tenho de o criticar, dando-lhe razão. É trabalho do treinador manter toda a gente pronta. É trabalho de Jesus ter uma segunda linha preparada e não desmoralizada. Só assim aguentaremos uma época com mais de 40 jogos que se quer bem sucedida.

 

O Rio Ave foi quase sempre eficaz a travar a nossa saída em ataque organizado, algo que nunca conseguimos fazer com a organização ofensiva oposta.

A equipa de Miguel Cardoso tinha a lição bem estudada e aproveitou bem a incapacidade defensiva do Sporting de pressionar a sua primeira zona de construção. Dois, três toques, passe vertical e remate à baliza de Rui Patrício. Foi isto a primeira parte toda. Muito por culpa da nossa falta de intensidade e fraco posicionamento defensivo.

 

Ao intervalo Jesus sacrificou Podence para a entrada de Battaglia mas não foi pelo baixinho que as coisas não funcionaram. Acho até que Bruno Fernandes teve um rendimento inferior ao de Podence, embora os problemas defensivos se tenham notado mais por desorganização defensiva do que por falta de disponibilidade para pressionar alto. Havia sempre um elemento mal posicionado e isso condiciona ao fracasso qualquer tentativa de ganhar a bola no último terço do terreno, mais ainda quando o adversário tem qualidade na posse de bola.

 

Ao contrário de Jesus, não acho que a entrada de Battaglia tenha melhorado muito a nossa organização. Melhorámos em agressividade mas a qualidade do posicionamento continuou deficiente. Battaglia é o tipo de jogador que não deixa o adversário avançar e, na impossibilidade de ganhar a bola, mantendo-a jogável, parou algumas jogadas em falta.

Foi mais por aí que o Rio Ave foi perdendo acutilância, enquanto nós continuávamos com imensa dificuldade em atacar, tanto em organização como em transição. Mesmo as bolas que ganhámos no meio-campo adversário não foram convenientemente endossadas, muito pela falta de dinâmica e frescura física que a equipa denotou.

 

No meio disto tudo, mérito para a entrega de toda a gente. Seria fácil, mais ainda frente a uma equipa com qualidade, ficar em desvantagem num jogo mal conseguido.

Valeu Patrício e a falta de acerto do Rio Ave, em determinados momentos.

Numa coisa estivemos, de facto, melhores no segundo tempo; a vigia às movimentações de Rúben Ribeiro. É ele o estratega maior da equipa dos Arcos e soubemos condicionar melhor a sua influência no jogo na segunda parte.

 

O VAR, ao contrário do que acontece em outros campos, funcionou, num raro momento em que ganhámos uma segunda bola em zona adiantada e a entregámos convenientemente. Infelizmente Bruno Fernandes estava adiantado, na sequência de um bom trabalho de Bas Dost.

 

Mas, mais do que assistir, a arte do holandês é marcar. Mostrou-o na recta final do encontro, após uma excelente incursão de Battaglia pela esquerda. 

Este minuto do jogo é exemplo perfeito para a expressão "quem não mata, morre". Após um remate do Rio Ave, mais uma vez defendido por Patrício, Guedes falha a recarga de forma incrível. O Sporting sai para o ataque, mais uma vez com grandes dificuldades, e é um ressalto de Yazalde que, na pressão a William, coloca a bola nos pés de Battaglia e propicia o desequilíbrio.

O resto foi tudo bem feito pela dupla das "pampas" e finalizado da melhor forma porBas "Thunder"Dost.Battaglia fez a sua melhor acção em todo o jogo. Recebeu a bola, endossou aAcuña e preparou a movimentação de rotura.Acuña atrai o adversário e liberta a bola no espaço.Battaglia recebe e, sem complicar (algo que faz algumas vezes), cruza de imediato paraDost que, no limite do fora-de-jogo (em posição legal, ao contrário do que por aí querem fazer crer), finaliza da melhor forma e liberta a tensão de um jogo de sofrimento, em que soubemos aguentar o barco e matar na hora certa.

Não são nestes jogos que se ganham os campeonatos mas são nestes jogos que se fazem os campeões.

Os nossos souberam sofrer até final, mesmo com Piccini a terminar o jogo lesionado, em superação.

Estamos na frente, o Porto joga hoje um dérbi que já foi mais escaldante mas é sempre emocionante, e vai certamente sentir a pressão do momento.

 

Terça-feira há mais e veremos como responde a linha defensiva, que vai sofrer alterações, fruto das lesões de Mathieu e Piccini.

Nota final para o excelente apoio dos Sportinguistas do norte, que disseram "presente" e, mesmo depois do final do jogo, não arredaram pé para desejar que o Sporting seja, no final, campeão.

 

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