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Grande Artista e Goleador

Portimonense 4-2 SPORTING CP: Assim não dá

O Sporting joga cada vez pior e ganha cada vez menos, evidenciando enormes dificuldades frente a qualquer adversário.

Não adianta achar que não se foi inferior ao Braga, se foi superior ao Vorskla ou admitir que se foi inferior ao Portimonense. O Sporting tem de se mostrar superior a essas equipas em qualquer contexto. Não apenas por ser o Sporting mas porque tem qualidade individual para formar um melhor colectivo, com melhores ideias.

José Peseiro tarda em aplicar na equipa princípios que, mais do que se coadunem com o clube, potenciem o valor individual dos jogadores que compõem o seu plantel.

Bruno Fernandes, Fredy Montero ou Nani, só para citar alguns, merecem uma ideia de jogo que favoreça e potencie a sua qualidade individual e não um conjunto de pontas soltas à espera de ser unidas por eles.

 

 

O jogo de ontem foi mais um exemplo daquilo que não pode ser o Sporting. Nem de José Peseiro nem de qualquer outro treinador.

Assim sendo, parece-me óbvio que se começam a esgotar os créditos do treinador ribatejano que, na minha opinião deve ser confrontado pela liderança de Frederico Varandas.

É tempo das reuniões com equipa técnica e capitães produzirem os seus efeitos, por forma a descobrir a fórmula que sirva os interesses do clube. Há que saber se os jogadores estão satisfeitos com a abordagem e liderança do treinador e saber o que este acha que tem falhado nos últimos jogos e que não tem permitido que a equipa cresça (bem pelo contrário).

José Peseiro terá de sentir que a pressão dos resultados aumenta e estas conversas poderão dar um sinal sobre o caminho a tomar.

 

É sabido que Peseiro foi a escolha possível, dado o momento que o Sporting atravessava. Quando essa escolha foi anunciada, pareceu-me lógica, sabendo que não seria a escolha ideal. Não tendo sido uma escolha de Varandas, foi assumido pelo próprio que seria o seu treinador, sabendo que provavelmente não corresponderia ao perfil traçado por si. Naturalmente, seria um técnico a prazo que, tanto ou mais do que qualquer outro, estaria refém dos resultados.

No entanto e apesar de tudo isto, parece-me uma boa oportunidade para, internamente, se colocarem à prova as capacidades de liderança do novo Presidente.

Não acho que a decisão precipitada de despedir já o treinador seja a ideal, mesmo com todas as condicionantes já enumeradas. Varandas terá de se mostrar frio, não dando já uma indicação de pouca ponderação nas suas acções. 

Peseiro terá de saber que não está no rumo certo e que o Sporting precisa de retomar um caminho em que se vislumbre um futuro a curto prazo e, ou isto acontece nos próximos jogos ou a sua posição terá de ser considerada.

 

É agora que a propalada união do grupo será verdadeiramente colocada à prova mas, mais do que isto, será o momento do plantel dizer se está ou não com o treinador escolhido por Sousa Cintra para assumir os destinos do Sporting num momento que se afigurava complicado.

Se essa união produzir frutos e validar a liderança do treinador e se Peseiro conseguir aproximar-se daquilo que Sporting precisa, Varandas terá mais tempo e espaço para preparar o futuro. 

Peseiro ainda pode ser parte da solução, revelando-se útil a curto prazo (recordo que só tem contrato para esta época desportiva). Se se chegar à conclusão que formula um problema e não parte da solução, Varandas terá de acabar por agir, escolhendo o seu primeiro treinador.

 

A derrota de ontem não coloca, de facto, nada em causa mas faz soar todos os alarmes no reino do leão. Segue-se uma pausa para os compromissos das selecções nacionais que, na minha opinião, vem num bom momento. Há que reagir depois, nos jogos com Arsenal e Boavista, ambos em nossa casa.

 

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