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Grande Artista e Goleador

Pedala leão - Um sonho cada vez mais real

"O ciclismo está na memória de muitos Sportinguistas e faz parte da história do Clube. Queremos que regresse ao universo Sporting. Faz parte da estratégia da actual direcção garantir o ciclismo até ao final do mandato, que termina em finais de 2017. Terá de ser a custo zero para o Clube. Já estabelecemos contactos com algumas empresas nesse sentido. E não queremos uma equipa amadora. A ideia aponta à criação de uma equipa profissional para voltar a integrar o pelotão da Volta a Portugal."

Comandante Vicente Moura, vice-presidente para as modalidades, ontem, ao jornal A Bola

A data não me parece inocente. Quando é referido o ano do final do mandato como limite, este parece-me mesmo o objectivo. O Sporting estará a criar as bases para que em 2017 voltemos a ver a verde-e-branca pelas estradas de Portugal (pelo menos). 2017...precisamente 30 anos após a extinção da secção de ciclismo do Clube, em 1987 e depois de duas vitórias consecutivas.

Nasci em 1985, o ano da primeira vitória de Marco Chagas pelo Sporting, que viria a repetir no ano seguinte e nunca tive o prazer de ver correr uma equipa de ciclismo do Sporting.

Como uma das mais emblemáticas modalidades, sempre me custou passar os anos sem que o Sporting tivesse a modalidade que lhe deu um dos seus maiores símbolos. Joaquim Agostinho é o símbolo maior do ciclismo no nosso país e foi no Sporting que se iniciou. Agostinho é, sem margem para dúvidas, um dos maiores símbolos do Sporting Clube de Portugal.

É importante recordar que o Sporting esteve nos primórdios da modalidade no nosso país, sendo os registos mais antigos datados de 1911. Foram mais de 70 anos de actividade, com pequenas interrupções pelo meio, quase todas por força maior (guerras e conflitos nacionais e mundiais).

Entre todas as provas disputadas, destacam-se as presenças regulares na Volta a Portugal e duas presenças na maior prova velocipédica do Mundo, a Volta a França.

Na Volta a Portugal, destacam-se:
- 9 vitórias individuais (1933 - Alfredo Trindade; 1940 - José Albuquerque "Faísca"; 1941 - Francisco Inácio; 1963 - João Roque; 1970/1971/1972 - Joaquim Agostinho; 1985/1986 - Marco Chagas).
- 13 vitórias colectivas (1933; 1940; 1941; 1961; 1962; 1967; 1968; 1970; 1971; 1972; 1973; 1984; 1985).
- 6 vitórias do prémio da montanha (1964 - Sérgio Páscoa; 1965/1968 - Leonel Moreira; 1967 - Leonel Miranda; 1970 - Firmino Bernardino; 1971 - Joaquim Agostinho).
- 7 vitórias do prémio por pontos (1967 - Emiliano Dionísio; 1968/1969/1970 - Leonel Miranda; 1971 - Joaquim Agostinho; 1984 - Paulo Ferreira; 1985 - Carlos Santos).
- 5 vitórias do prémio metas volantes (1970 - Leonel Miranda; 1971 - Emiliano Dionísio; 1972 - Manuel Gomes; 1973 - Francisco Miranda; 1984 - Paulo Ferreira).
- 7 vitórias dos prémios combinados (1970/1971/1972/1973 - Joaquim Agostinho; 1985/1986 - Marco Chagas; 1987 - Serafim Vieira).

Na Volta a França, destacam-se:
- As duas presenças, em 1975 e 1984 (as duas únicas de equipas portuguesas na prova).
- O 15º lugar de Joaquim Agostinho em 1975.
- A vitória de Paulo Ferreira numa etapa, em 1984.

A comparação com os dois maiores rivais nacionais é inevitável...

Geral Individual
FC PORTO - 13
SPORTING CP - 9
BENFICA - 9

Geral por Equipas
SPORTING CP - 13
FC PORTO - 11
BENFICA - 9

Prémio da Montanha
SPORTING CP - 6
FC PORTO - 6
BENFICA - 3

Prémio por Pontos
SPORTING CP - 7
BENFICA - 5
FC PORTO - 3

Prémio Metas Volantes
SPORTING CP - 5
BENFICA - 5
FC PORTO - 3

Prémios Combinados
SPORTING CP - 7
BENFICA - 1
FC PORTO - 1

Prémios da Juventude
FC PORTO - 1
SPORTING CP - 0
BENFICA - 0

A partir de 2017, deve ser nosso objectivo o domínio nacional e espero que alimentemos o sonho de voltar a ver o verde-e-branco na Volta a França. 

2 comentários

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    GAG 04.09.2015

    Amigo, não podemos ver as coisas sob o prisma da especulação sobre a modalidade. Também temos atletismo e não deixamos de ter apenas pelas frequentes suspeições em torno do doping usado na modalidade. Aliás, o doping é algo tranversal a todas as modalidades e sempre existirá, embora com maior incidência em alguns desportos, muitas vezes pelo mediatismo de acontecimentos de um passado recente ou nem tanto.
    No ciclismo, sempre se falou de doping. No tempo do Agostinho (e até antes) alguns foram os que 'quinaram' em plena prova.
    Não acho que devam ser os níveis de suspeição em torno do doping a determinar a nossa adesão ou não à modalidade.
    Já, no que diz respeito ao regresso ao Tou, concordo contigo. Acho impossível num futuro próximo. Pela nossa impossibilidade de , para já, cativar patrocinadores à altura e pelos motivos enumerados mas, quem sabe lá mais para a frente.
    PS: Ainda hoje tive o prazer de ver um português (Nélson Oliveira) vencer uma etapa na Vuelta. Porque não ser um português do Sporting ;)
    Abraço e SL
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