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Grande Artista e Goleador

P. Ferreira 1-3 SPORTING CP: Domínio de leão

Estive ansioso durante o dia, o coração bateu mais depressa nos instantes que antecederam o apito inicial mas, de repente, acalmei assim que se deu o pontapé de saída.

É difícil de explicar mas, aos primeiros toques na bola, percebi que era o Sporting mandão que tinha 'aterrado' na Mata Real.

As peças fundamentais da dinâmica ofensiva do Paços foram sempre anuladas, Jota foi tão encostado à linha que quase pareceu sempre fora de campo e Bruno Moreira, embora tenha marcado um (bom) golo, nunca pôde ser o pivot que o ataque do Paços necessitava. Ofensivamente, o Paços não existiu, de tal forma que só aos 71 minutos fez o primeiro remate (totalmente desenquadrado).

Jesus disse-o e eu concordo. Na primeira parte voámos sobre as asas de Adrien. O capitão assumiu sempre as despesas do jogo, tanto ofensiva como defensivamente. Recuperou bolas, circulou jogo e apareceu a rematar.

Os primeiros minutos foram de estudo mútuo, sem arriscar muito e com muitas faltas (sobretudo do Sporting). 

Ao 7º minuto o Sporting pegou no jogo, arrancou quatro boas jogadas (embora nenhuma delas tenha originado situações de finalização) e colocou Paços em sentido.

Eram os avisos para a primeira grande oportunidade. Canto ganho após remate bloqueado de Adrien, Bruno César bate, Naldo desvia e, estorvado, Ruiz acaba por não conseguir empurrar para a baliza.

A pressão do Sporting passou a ser feita à saída da área 'pacence' e restava aos da casa o jogo directo para evitar perder bolas em zona defensiva.

O primeiro desequilíbrio defensivo surge ao minuto 15. Lançamento longo de Jefferson que é bloqueado, o Paços ganha a 2ª bola e lança rapidamente o contra-ataque com os defesas do Sporting a recuar. Acaba por ser Bruno César, em esforço, a evitar uma situação de finalização.

35 minutos e Adrien põe à prova Marafona. Remate de fora da área, de pé esquerdo, defendido para canto.

O primeiro golo surge ao 40º minuto e muito graças a Jefferson. É ele que força o lançamento lateral e o cobra rapidamente para Slimani que, num excelente trabalho, assiste Bruno César para o seu 3º golo em outros tantos jogos. Foi o primeiro golo com participação directa de Slimani em que não foi o próprio a empurrar a bola para a baliza adversária.

A confiança subiu automaticamente e, no minuto seguinte, João Mário começa a abrir o livro e atira com estrondo à barra.

Intervalo e o Sporting voltaria dos balneários com vontade de arrumar a questão.

Num canto, Naldo volta a ganhar nas alturas mas falha o alvo. João Mário já abria espaços de calcanhar (que jogador!).

William estava em dia de voltar a ser Sir e se os jogos se ganham no meio-campo, era impossível não ganhar este.

Adrien volta a testar Marafona, desta vez de livre directo.

Estávamos a menos de meia hora do final e Adrien, quem mais, recupera uma bola de forma fantástica, entrega em João Mário que lança Slimani em profundidade. O argelino fez o resto. Bola na rede, onda verde ao rubro e jogo encaminhado para mais uma vitória do leão.

O Sporting dava-se ao luxo de nem precisar da influência habitual de Ruiz, que fez um dos jogos mais apagados dos últimos tempos.

É já com Gelson e Aquilani em campo (entrados para os lugares de Bruno César e Adrien) que o Paços reduz para 1-2. Num lançamento lateral que parece favorável ao Sporting, a bola é lançada longa para a área e, em dois toques, Bruno Moreira bate Rui Patrício no único remate enquadrado do Paços em todo o jogo.

Nem deu para saborear. No minuto seguinte, num dos vários erros aproveitados por João Mário, este recupera a bola, conduz até à linha de fundo e entrega a Slimani a possibilidade de facturar pela vigésima vez esta época (estava alcançada a marca que sempre duvidei que conseguisse atingir). Hoje, não duvido que o argelino fará mais 10, pelo menos.

Jogo resolvido, controlado até final e ganho com inteira justiça.

Destaques para João Mário, para a dupla William / Adrien, Slimani (obviamente) e João Pereira (de quem não me lembro de uma única acção errada em todo o jogo), num jogo onde ninguém jogou mal e onde a onda verde voltou a mostrar a dimensão do Sporting em Portugal.

A jogar assim, não tenho dúvidas que não perderemos mais pontos do que na 1ª volta. Assim, acredito no título e sim, eu quero o Sporting campeão.

3ª feira há mais e este bom resultado (e exibição) fará com que encaremos o jogo da Taça da Liga de forma mais relaxada (falo dos adeptos, claro!).

2 comentários

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    GAG 25.01.2016

    Acho que a maioria foi pouco compreensiva com a situação em que chegou o João Pereira. Um jogador que esteve praticamente um ano sem competir tinha de precisar de algum tempo para estar no seu melhor.
    Nunca duvidei que conseguiria lá chegar. Sabia do valor dele (todos sabíamos) e sabia que não tinha sido por falta de valor que havia sido afastado do Valência (foi mesmo por causa de cláusulas à Godinho).
    O João merece tudo o que de bom lhe está e vai acontecer esta época.
    Terça-feira é precisamente o que referes que interessa a todos nós.
    #EuQueroOSportingCampeão (esta vai ser a hashtag do ano)
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