Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Grande Artista e Goleador

Os problemas de afirmação e amadorismo do hóquei em patins

Apesar da evolução táctica e técnica do hóquei em patins, protagonizada pelos seus treinadores e intérpretes, a modalidade continua a perder espaço mediático e com dificuldades em recuperar um lugar que já foi seu, em Portugal e na Europa.

Foi possível ver a falta de público no recente campeonato da Europa, disputado em Espanha.

Em Portugal o hóquei em patins ainda enche pavilhões mas, institucionalmente, trata-se uma estrutura amadora.

 

Ouvi ontem o secretário técnico do Sporting referir que os clubes tinham aprovado a alteração do quadro competitivo português, com a intenção de disputar a 1ª divisão em duas fases, com duas voltas cada uma. Tal alteração previa um aumento do volume competitivo e da própria competitividade (já, de si, enorme) daquela que é hoje considerada por quase todos como a mais forte liga mundial.

Acontece que a federação portuguesa da patinagem resolveu não levar avante essa alteração, abolindo apenas o sorteio condicionado, que obrigava os primeiros quatro classificados da época anterior a defrontarem-se nas jornadas finais da época seguinte. Assim, exceptuando o término desta condicionante, o campeonato disputar-se-á nos mesmos moldes, ignorando o investimento das equipas, a fazer conta com um calendário mais "apertado".

 

Portugal e Espanha, como duas potências mundiais da modalidade, têm uma responsabilidade acrescida na promoção e evolução do hóquei em patins a nível global.

São os principais criadores e potenciadores de talento mas teimam em não preconizar o avanço tecnológico que a modalidade precisa bem como a monopolizar o conhecimento.

O interesse de outros países já é reduzido e, se continuamos a viver o hóquei apenas para nós, sem disponibilizar recursos que potenciem o crescimento de outros países, continuaremos a viver apenas em quatro ou cinco países uma modalidade que se queria olímpica e que não o é precisamente porque a sua introdução nas olimpíadas foi um tremendo falhanço.

 

Salvo uma ou outra possível alteração, as regras potenciam o espectáculo. Falta que as instâncias internacionais, onde Portugal tem responsabilidades, parem de ignorar o problema e façam do hóquei uma modalidade de massas, com transmissões televisivas de qualidade, sobretudo nas mais importantes competições (o campeonato português é uma delas) e partilha de conhecimento que possibilite o alastrar da qualidade e quantidade de praticantes (que em Portugal, pese embora a predominância, está prestes a sair do top 15 das mais praticadas em termos federados).

Fica, mais uma vez, para reflexão.

 

A publicidade neste blog destina-se apenas a fins solidários.
Sigam-me no facebook e no twitter.

Comentar:

CorretorEmoji

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.

Mais sobre mim

imagem de perfil