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Grande Artista e Goleador

Oliveirense 1 Sporting CP B 2

O jogo de hoje não teve transmissão televisiva. No entanto, tive em Oliveira de Azeméis um enviado especial para nos trazer o filme do jogo.

Segue o resumo:

Estive no Estádio Carlos Osório para assistir ao jogo da equipa B do SCP contra a UDO. Caíram umas gotas de chuva minutos antes do apito inicial do árbitro Manuel Mota. Mau estado do relvado.

O SCP iniciou a partida com duas alterações relativamente ao jogo do passado Domingo contra o Académico de Viseu. Riquicho deu lugar ao Mica, sendo que o André Geraldes jogou no lado direito da defesa. O Palhinha jogou no lugar do Francisco Geraldes, de modo a conferir mais músculo ao meio-campo leonino. O Xico Geraldes é baixinho. Da TV parece maior :)

A primeira parte foi jogada a um ritmo relativamente baixo. As duas equipas estudavam-se mutuamente. No entanto o SCP assumiu sempre a batuta do jogo. O jogo canalizou-se essencialmente pelo lado direito do esquerdo do ataque leonino, com Matheus Pereira a assumir protagonismo encostado à ala. As três oportunidades mais flagrantes surgiram na sequência de três remates efectuados pelo Brasileiro, a que o guarda-redes da casa correspondeu com defesas apertadas. Ambos os remates saíram rasteiros e com força, obrigando a boas estiradas. A primeira parte, foi jogada com muita dureza por parte da equipa da casa, em três situações o Rubio foi placado com alguma violência. O nosso meio-campo mandava no jogo, embora com uma circulação de bola lenta. O Wally ia conferindo critério e segurança na circulação de bola, apoiado por um gigante Palhinha, implacável na recuperação de bolas. Jogador que não tem medo de ter a bola no pé. O nosso escocês parece algumas vezes alheado do jogo, mas quando damos por ele, a bola está a cair redonda nos pés de alguém. Assim aconteceu numa das oportunidades da equipa verde-e-branca, com o Matheus Pereira a rematar cruzado após uma boa leitura do Ryan. Do outro lado do ataque estava o Gelson. Irreverente, embora nem sempre feliz nas suas decisões. Jogador que poucas vezes baixou os braços quando as coisas não lhe estavam a sair bem. A nossa defesa mostrou-se sempre atenta, embora não tivesse tido muito trabalho. A equipa da casa jogava em contenção, tentando surpreender através de rápidas transições. O Luís Ribeiro foi um espectador. A solidez do Palhinha, a disputar as bolas aéreas, é enorme. Por isso o Sambinha e o Nuno Reis tiveram pouco trabalho. Infelizmente a nossa superioridade não se materializou em golos.

A segunda parte trouxe consigo os golos. Principalmente após a entrada do Ponde e do Francisco Geraldes. Até lá tivemos um cabeceamento do Matheus com algum perigo, um remate de ressaca do Ryan Gauld, bem fora da área para boa intervenção do João Pinho. O escocês começava a soltar-se da timidez e a abrir o livro. No entanto o ritmo mais forte dos leões ia sendo travado pela equipa da casa, através de 'atiranços' para o «batatal», seguido de berros e lágrimas. Na sequência de um lance do género, Matheus Pereira e Rubio foram amarelados. Depois foi o Ryan. O jogo parecia voltar a cair no ritmo do primeiro tempo. Até que o Deus saca o Matheus Pereira, amarelado e com os índices físicos mais baixos, para meter o Ponde. Na primeira vez que toca na bola o Chris obriga o João Pinho a mais uma excelente intervenção… depois segue-se o Ryan com mais um remate manhoso. Cheirava a golo no Carlos Osório. Priiiiiiiiiiiii…. mais uma apitadela do Homem do Talho…. mais um histérico da Oliveirense em gritaria, contorcendo-se de dor. Amarelo para o baixinho escocês. Do meu sítio já adivinhava o que estava para acontecer. E assim foi. Francisco, o último elemento leonino que foi para exercício de aquecimento era chamado a jogo, para substituir o escocês. Passado uns instantes, o Xico assiste o chileno para mais um golo, num remate relativamente frouxo efectuado na quina da grande-área. A bola entra junto ao poste, dando a ideia que o guarda-redes foi mal batido. Bola ao centro… alguns pózinhos depois, boa jogada no lado direito do ataque leonino, com o Xico e o Gelson a entenderem muito bem para um golo de baliza quase aberta.

Já perto do final da partida a Oliveirense reduziu após um lance bem desenvolvido pela direita. Com o extremo a bater o Mica e a cruzar com peso, conta e medida para a cabeça do Rui Lima, que surge nas costas dos dois centrais para finalizar sem apelo nem agravo o Luís Ribeiro. 100% de eficácia.

Antes do final da partida ainda tivemos mais uns minutinhos da categoria do Francisco Geraldes que poderia ter feito o terceiro golo da partida.

Exibição sem categoria do Manuel Mota. O gajo da chouriça que come tem uma cagueiro tão grande que sente enormes dificuldades para se arrastar em campo. Decide os lances sempre longe da bola. Foi muito condescendente na primeira parte com os homens da casa. Na primeira parte deixava andar. Na segunda parte mudou o critério, apitando falta por tudo e por nada. Árbitro facilmente influenciável pelo coro de protestos dos adeptos da casa.

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