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Grande Artista e Goleador

O meu treinador e um sonho por cumprir

Em todas as modalidades do Sporting Clube de Portugal, julgo que estamos bem servidos no que aos líderes das equipas técnicas diz respeito mas, de todos, há um que respeito e admiro especialmente. Pela sua qualidade no trabalho, porque tem facilidade em passar a mensagem que pretende (tanto para o balneário como para o exterior), pela competência, ambição, pelo estímulo constante que consegue incutir nos seus jogadores (sobretudo através da constante reformulação de objectivos) e pela relação próxima que tem com os mesmos (que facilita bastante para a obtenção dos objectivos traçados). Falo de Nuno Dias, o treinador do futsal do Sporting.

E falo de Nuno Dias, para tentar estabelecer um paralelismo com o treinador de futebol, Marco Silva.

Julgo que Marco Silva terá todas as capacidades que identifico em Nuno Dias. Sem todas elas não teria feito o trabalho que fez no Estoril, mas há uma facilidade que assiste Nuno Dias e que Marco Silva não tem: é mais fácil ter todo o plantel satisfeito e focado numa modalidade como o futsal, em que as substituições são ilimitadas, do que no futebol, em que a acção do treinador é limitada a três alterações por jogo.

É público que a relação de Marco Silva com os jogadores que compõem o plantel do Sporting é excelente e próxima. Assim sendo, é altura do treinador do Sporting capitalizar esse facto e aproveitar que ainda tem o plantel com ele para dar oportunidades a alguns jogadores. Numa fase em que as coisas não correm segundo o esperado é importante mostrar ao grupo que se conta com todos e não apenas com 13 ou 14.

Antes de avançar para o próximo passo (que considero mais difícil de implementar) é necessário assegurar que todos estão no mesmo barco e que todos são importantes para o atingir dos objectivos.

Dito isto, vou revelar aquilo que penso ser o upgrade necessário a implementar depois de vencer o primeiro campeonato (que, como já disse, gostava que fosse esta época, mas só o perspectivo para a próxima). Para o explicar, volto a falar em Nuno Dias. É também público que Nuno Dias exige que o espectáculo proporcionado seja de qualidade (advogando que jogar num clube como o Sporting assim o obriga) e que são definidos para a época regular objectivos de golos marcados e sofridos por jogo (por exemplo, no ano passado o objectivo era um score de 6-1 em cada jogo). Este tipo de objectivos tem o condão de motivar ainda mais o plantel, aumentando os índices de concentração e intensidade competitiva.

Era isto que gostava de ver implementado no futebol do Sporting e sonho que um dia isso seja possível, ainda com Marco Silva no comando. O objectivo de fazer história no futebol português com uma equipa demolidora de futebol espectáculo é algo que adorava presenciar (neste momento, alguns estão a viver este meu sonho, enquanto outros estão a pensar que estou a imaginar um campeonato no FIFA em modo amador).

Acredito que isto pode acontecer. Só não sei se o Sporting terá capacidade de, num momento de contenção finanaceira, cumprir essa façanha, pois para isso é necessário que o desnível para os rivais seja menos acentuado (algo difícil, visto que vivemos momentos em que Benfica e Porto gastam o que têm e o que não têm para manter a competitividade dos seus plantéis).

Por agora resta-me apenas pedir ao Marco que se imponha e que não tenha medo de o fazer. Vai daí retirar benefícos no futuro. Pode correr o risco de de perder um ou dois jogadores, mas o que é isso quando se pode ganhar uma equipa?

Sabendo que o objectivo é ser campeão nacional, eu, como sócio e adepto faço já uma ressalva: ter como objectivo ser campeão nacional não significa que se tenha a cabeça a prémio se não se fôr. Calculo que Marco Silva saiba e que seja isto que Bruno de Carvalho, entrelinhas, tem tentado explicar aos sócios e adeptos do Sporting (ontem, em entrevista à Sporting TV, foi mais explícito que habitualmente). Ser campeão já este ano seria excelente, mas julgo que o contrato de Marco Silva seja para cumprir (recordo que são quatro anos) e que o objectivo é para ser levado mais a sério para a próxima época, com um projecto mais consolidado e com Marco Silva já ambientado à dimensão do clube. Neste ano vencer um título é imperioso, mas não tem de ser obrigatóriamente o campeonato, sendo sim obrigatória a presença na Champions do ano que vem (de preferência directamente, sendo que não considero uma tragédia ficar em 3º lugar, desde que isso não aconteça por incompetência).

Por último, faço uma homenagem ao último técnico que implementou futebol atacante de qualidade no Sporting e que só não foi campeão nacional porque no jogo em que se decidia o campeonato abandonou a sua ideia de jogo para jogar para o pontinho. Falo de José Peseiro, alguém que muito admiro e que me proporcionou os melhores momentos de futebol de que me lembro no novo estádio de Alvalade. Ele conseguiu dar esse upgrade do futebol ofensivo espectacular, embora tenha falhado em questões relacionadas com o equilíbrio defensivo, que nos custaram alguns pontos e títulos, mas tive pena de o ver partir, pois considero que podia ter atingido feitos brilhantes.
Resta-me continuar a sonhar com o meu Sporting demolidor que ganha todos os jogos por três golos de diferença e que fará história neste nosso Portugal.
A GANHAR OU A PERDER, SPORTING ATÉ MORRER!

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