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Grande Artista e Goleador

O círculo completo de Peseiro

Não sei se por opção ou necessidade, José Peseiro passou a maior parte do período pós-Sporting no médio-oriente. Em doze temporadas apenas treinou na Europa por cinco ocasiões.

Após a saída do Sporting, treinou na Arábia Saudita (curiosamente no mesmo clube que Jesus escolheu para prosseguir carreira) e regressou um ano depois à Europa, onde assumiu o comando do Panathinaikos.

Na Grécia, Peseiro foi 3º no campeonato, tendo depois ganho o playoff de acesso às provas europeias (disputado entre 2º, 3º, 4º e 5º classificados da Liga), colocando o "Pana" na Liga dos Campeões. Foi eliminado da taça pelo Olympiacos e chegou aos 16avos-de-final da Liga Europa. 

 

Seguiu-se uma experiência na Roménia, onde o Rapid Bucareste o despediu após onze jogos (só venceu quatro) sem que lhe tenha pagado um único salário. A coisa resolveu-se em tribunal, com os romenos a terem de vender um jogador para pagar ao treinador português, que depois esteve três anos na selecção da Arábia Saudita, sem resultados de relevo, quer na taça asiática, quer no apuramento (que falhou) para o Mundial 2010.

 

Foi o escolhido para suceder a Leonardo Jardim no Braga, em 2012/13, e ficou em 4º lugar, atrás do Paços de Ferreira de Paulo Fonseca (que viria a substituí-lo na época seguinte). Foi o ano do 7º lugar do Sporting. Porém, apesar da prestação pouco satisfatória na Liga (alicerçada no ano atípico de Jardim, pois Peseiro fez a pontuação normal no Braga), venceu a taça da Liga ao Porto, o único troféu do Braga desde 1966 até então.

 

Seguiram-se dois anos nos Emirados e uns meses no Egipto, onde deixou o Al Ahly na liderança do campeonato para assumir o Porto, que era 3º classificado, a cinco pontos do Sporting de Jesus. Nos dragões, venceu dez jogos em quinze para a Liga e chegou à final da Taça de Portugal, que haveria de perder para o Braga de Paulo Fonseca, nos penaltis.

 

Peseiro acaba por não convencer no Dragão e António Salvador promove o seu regresso a Braga na época seguinte. Em treze jornadas na Liga, venceu oito jogos (tantos quanto Sporting e Porto) e estava a apenas dois pontos do segundo lugar. Foram as prestações na Liga Europa (eliminado na fase de grupos) e na taça de Portugal que precipitaram a sua saída, pois acredito que teria feito melhor do que fez Abel no que restou dessa temporada (acabou em 5º e só venceu sete jogos em vinte e um para o campeonato). Em dezembro o Covilhã eliminou os bracarenses da taça de Portugal e Peseiro regressou aos Emirados, até voltar a receber uma chamada de Portugal.

 

O Vitória Sport Clube, em 9º lugar no campeonato, apostou nele para substituir Pedro Martins mas Peseiro só levou os vimaranenses a quatro vitórias em dez jogos. Acabou em 9º, exactamente a posição onde havia encontrado a equipa, e não mereceu um voto de confiança, chegando assim ao Sporting nas circunstâncias conhecidas.

 

Peseiro é um bom treinador. Não se deu bem nas últimas três experiências em Portugal mas, em duas delas, apanhou o barco em andamento e em circunstâncias desportivamente complicadas. Em Braga foi vítima sobretudo da eliminação na taça. Como se pode ver, as prestações não foram más, como tantas vezes pareceram.

Esta será uma prova de fogo para o ribatejano, que tem aqui uma oportunidade de ouro para contrariar a fama de "pé-frio" e provar a qualidade que muitos lhe reconhecem.

 

Apenas por curiosidade, estas são as percentagens de vitórias na carreira de Peseiro na Europa e das últimas duas escolhas de Bruno de Carvalho para a liderança técnica do Sporting:

José Peseiro - 49,15% (Liga Portuguesa, Liga Grega, Liga Romena e Provas da UEFA)

Siniša Mihajlović - 34,33% (Liga Italiana)

Jorge Jesus - 53,77% (Liga Portuguesa e Provas da UEFA)

 

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