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Grande Artista e Goleador

Mais uma vez a um passo do sonho

Ainda não foi desta que erguemos a UEFA Futsal Cup. O Inter Movistar foi mais forte e venceu por 5-2, num jogo em que o Sporting correu sempre atrás do prejuízo.

À terceira não foi de vez e depois da quinta presença em meias-finais, o Sporting não foi além do segundo lugar e igualou o Dínamo de Moscovo e o Inter em finais perdidas a um jogo (3). Os russos ainda perderam mais duas, numa fase em que a final se disputava em duas mãos.

 

Confesso que estava extremamente confiante na vitória e na capacidade da nossa equipa. Estou triste pela derrota mas conformado. O Inter foi melhor e mostrou estar ainda um furo acima de nós. Podemos equilibrar um jogo com o campeão espanhol, podemos até ganhar (como se viu na Masters Cup) mas o resultado mais normal ainda é o que se verificou.

O nível de eficácia em momentos de decisão que o Inter apresenta coloca-os num patamar acima de todas as equipas de Europa e mostra o porquê de serem tetra-campeões da liga espanhola e, agora,bi-campeões europeus.

A entrada a perder no encontro foi um banho de realidade e um sério aviso à equipa liderada por Nuno Dias. Os espanhóis mostraram que não iam facilitar e que iam atirar a contar sempre que pudessem. 

O golo do empate devolveu-nos alguma esperança e nem o segundo golo do Inter abalou a nossa confiança, embora tenha demonstrado mais uma vez que eficácia é o nome do meio dos madrilenos.

O terceiro golo já colocou a fasquia mais elevada e deu para perceber que levar de vencido o campeão europeu seria uma tarefa muito complicada.

Não conseguir passar para a frente do marcador foi o maior entrave ao nosso sucesso. Era esse ascendente no marcador que permitiria retirar ao Inter o conforto no jogo. Para sermos felizes, teriam de ter sido eles a correr atrás do resultado.

 

O frango de Marcão logo no início da segunda parte podia, no entanto, ter deitado por terra a confiança da equipa. Facilmente acabaríamos desmoralizados e tudo poderia terminar como na época passada.

Mas não...a equipa não se resignou e partiu para uma grande segunda parte, que até podia ter tido dois minutos finais de incerteza no resultado, se Dieguinho tem concretizado um lance cara-a-cara com o guarda-redes espanhol. Nesta fase, o Sporting perdia por 4-2, fruto de um golo de Diogo, já a jogar em 5x4. O lance de Dieguinho poderia ter feito o 4-3 e relançaria o jogo para os minutos finais.

O Inter acabaria por marcar o último golo a segundos do final, retirando alguma justiça ao resultado. O Sporting não merecia ter perdido por três golos de diferença mas isso também não é importante. Uma derrota é uma derrota, independente dos números.

Não foi suficiente para dar os parabéns à nossa equipa mas o orgulho em todos os jogadores mantém-se. Temos um grande plantel, liderado por um dos melhores treinadores do Mundo e a nossa hora chegará.

Todos merecem ser campeões da Europa de clubes um dia, mas há uns a quem a sorte já devia ter sorrido. João Matos, Pedro Cary, Caio Japa e Djô já mereciam este título, depois de terem estado em todas as final-four que o Sporting disputou. Deo só falhou uma final-four (estava na Rússia) e esteve em todas as finais perdidas. Divanei e Cardinal estiveram em duas das três finais perdidas. Nuno Dias e a sua equipa técnica estiveram em três das cinco final-four e também eles mereciam mais do que dois segundos lugares e um terceiro.

 

Uma coisa é certa; não devemos desistir de perseguir este objectivo e espero que para o ano consigamos voltar a estar nos momentos de decisão.

Em 2018/2019 e prova passará a ter nova designação e, quem sabe, a nossa sorte mude. Venha de lá a Champions!

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