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Grande Artista e Goleador

"Isto é formar, a competir e a ganhar”

As palavras são de João de Deus e até vieram na sequência de uma derrota, no passado fim de semana, no Seixal. Um jogo em que jogámos bem melhor que hoje e em que alcançámos um resultado totalmente antagónico.

A verdade é que João de Deus tem razão. A equipa tem vindo a praticar um melhor futebol e o jogo de hoje até foi uma excepção. Excepção essa que não impediu a equipa de ser lutadora e empenhada na procura do único resultado que interessa: a vitória.

Já são várias as vezes que aqui elogiei João de Deus e custa-me sempre que vejo Sportinguistas criticar o estilo de jogo, exibições, resultados ou prestações individuais desta equipa. Porque sei que não seguem atentamente a equipa e não têm noção das suas dificuldades diárias em gerir um plantel curto, remendado com excedentários (alguns deles de qualidade e empenho duvidosos) e com jogos em cima uns dos outros.

Nota-se que o modelo de jogo tem vindo a aproximar-se do da equipa principal e que há uma tentativa clara de identificar os jogadores com um estilo de jogo mais próximo ao da equipa de Jorge Jesus. No Seixal, os primeiros 20 minutos foram do melhor que se viu esta época e de fazer inveja a muitas equipas da nossa 1ª Liga. Faltaram os golos (e podiam ter sido mais do que um).

Muitas das pessoas esquecem-se que João de Deus resolveu apostar num guarda-redes júnior, perdeu Riquicho e Dramé por lesão nos primeiros jogos do campeonato, King há um par de jogos, e não tem nas suas fileiras metade dos mais utilizados na temporada passada.

Este plantel não tem profundidade suficiente para fazer face a uma época tão longa e desgastante, com várias séries de 3 jogos por semana mas todos têm feito das tripas coração para enfrentar os desafios e crescer, a competir e a vencer.

Gauld faz de tudo neste meio-campo. Mama Baldé, que é ponta-de-lança, tem de ser defesa direito depois da lesão de Riquicho. Rúben Ribeiro é, depois da lesão de King, a única solução para a lateral esquerda. Geraldes tanto é um '8' como um segundo avançado. Até Labyad se tem mostrado imbuído deste espírito de equipa, atacando e defendendo, seja como extremo ou médio centro. Podence, assume-se como o único desequilibrador de uma equipa que se viu amputada (e bem) de Gelson e Matheus.

Esta equipa tem mais 6 pontos do que tinha na época passada à 20ª jornada e ocupa neste momento lugares e que só chegou no último terço de 2014/2015.

João de Deus continua a pulverizar os números dos seus antecessores e mantêm aqueles que trazia da época passada, tudo isto com plantéis menos ricos em qualidade e quantidade do que os que o antecederam.

Em 2012/2013, com Oceano e Dominguez no comando, o Sporting foi 4º mas só conquistou 52% dos pontos em disputa, com 40% dos jogos a terminarem com uma vitória leonina.

Abel, em 2013/2014, foi 6º, embora tenha melhorado ligeiramente a pontuação relativamente à época anterior (56% dos pontos e 48% de vitórias).

Na época passada, em conjunto com Francisco Barão, João de Deus alcançou o 5º posto com 57% dos pontos conquistados e os mesmos 48% de vitórias.

Porém, se contabilizarmos apenas desde que João de Deus assumiu o comando da nossa equipa B, as melhorias são ainda mais evidentes. 59% dos pontos conquistados na época passada e 50% de vitórias em 36 jogos.

Este ano, com menos soluções, como já referenciei, amealhámos 58% dos pontos e vencemos 50% dos 20 jogos disputados.

João de Deus só prometeu trabalho e tem apresentado resultados. Tenha ele a paciência necessária e aprenda o que conseguir com Jorge Jesus e, quem sabe, não será treinador da equipa principal daqui a uns anos e já com uma estrutura mais forte, alicerçada com os títulos que têm faltado.

Mais uma vez, esperam-se remodelações em Janeiro e, Deus, lá estará para remodelar e continuar a fazer crescer os nossos jovens que um dia serão as certezas do nosso futuro.

2 comentários

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    GAG 10.12.2015

    Miguel, de facto, esses são os pontos fortes do modelo de jogo do João de Deus: defesa coesa e boas saídas para o contra-ataque. No ano passado teve algumas dificuldades em abandonar essa estilo, no qual se sentia mais confortável, o que é perfeitamente compreensível. Pegou numa equipa que vinha de fracos resultados e em baixo anímicamente. Foi inteligente e realista.
    Este ano parece-me haver uma tentativa de aproximação táctica àquilo que vemos na equipa principal. Pressão mais alta (embora ainda não seja totalmente eficaz pois a defesa continua, por vezes, muito profunda, o que origina um grande buraco no meio sempre que a pressão não é efectiva), mais ataque organizado, embora o ataque rápido continue a ser uma arma forte.
    As melhorias têm-se sentido mais nos últimos 3/4 jogos e espero ansioso pela segunda metade da época.
    O consolidar destas novas ideias pode dar uma dimensão maior ao nosso futebol e só espero que não voltem a haver demasiadas mexidas que obriguem a um retrocesso.
    Desde o início que defendo João de Deus e o tempo tem-me dado razão.
    Obrigado pelo comentário. SL
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