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Grande Artista e Goleador

"Heptatombe" no Mineirão

O Brasil entrava em campo desfalcado pelas ausências de Neymar (por lesão) e Thiago Silva (por castigo) e isso fazia pender o favoritismo para o lado alemão.

Ninguém previa que o Brasil entrasse em campo derrotado, mas foi isso que aconteceu. Olhava-se para Dante e Bernard com desconfiança, pois não estavam à altura dos que substituíram. A Alemanha percebeu o estado anímico dos brasileiros e carregou desde o início em cima da baliza do desamparado Júlio César. O primeiro golo surgiu aos 11 minutos e serviu para abanar o castelo de cartas canarinho. Aos 23 Miroslav Klose fez história (marcando o seu 16º golo em 20 jogos em 4 Mundiais, e tornou-se o maior goleador de sempre da competição) e o castelo de cartas "verde e amarelo" desmoronou-se! O choque foi de tal maneira grande que os alemães passaram a jogar sem oposição e aos 29 minutos o resultado já se fixava num histórico 5-0 (Toni Kroos aos 25' e 26' e Khedira aos 29') que seria o resultado no final da primeira metade.

A segunda parte era uma mera formalidade, mas Felipão tentou abanar a equipa e retirou do jogo Hulk e Fernandinho, entrado para os seus lugares Ramires e Paulinho. Em 5 minutos os brasileiros falharam 2 "golos feitos" que poderiam ter galvanizado um pouco a equipa, apesar da evidente desrganização defensiva e anarquia ofensiva. Aos 58 minutos entra aquele que materializaria o "score" final dos alemães, André Schürrle (golos aos 69' e 79'). Estava consumada e evidenciada em números a maior humilhação da história da canarinha que, julgo eu, fará incliusive passar para segundo plano o famoso Maracanazo.
Oscar marcaria o tento de honra dos brasileiros em cima do minuto 90 num momento estranho que arrancou das bancadas mais assobios que aplausos.
Não me parece justa a execução pública feita a Luiz Felipe Scolari. Foi ele que juntou estes jogadores e os tornou num grupo unido que, no ano passado venceu "sem espinhas" a Taça das Confederações, derrotando na final a bi-campeã europeia e campeã mundial Espanha, com um contundente 3-0. O Brasil não chegou a convencer verdadeiramente nesta Copa, mas Felipão não joga, e os jogadores que com brilho ganharam a Taça das Confederações foram os mesmos que agora acabaram por envegonhar o país. As responsabilidades devem ser justamente repartidas por todos.

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